'Vou te deixar na cadeira de rodas', diz adolescente que espancou e matou menina de 10 anos na saída da escola
- G1
- 07 Dez 2018
- 07:10h

Foto: Reprodução / Google Maps
Em depoimento emocionado, Carlos Roberto, pai de Gabrielly Ximenes, a menina de 10 anos que morreu na manhã desta quinta-feira (6) após ser espacanda por 3 adolescentes na saída da escola em Campo Grande (MS), disse que a filha começou a ser agredida dentro do local: "Uma delas disse para minha filha 'Vou te deixar na cadeira de rodas'", relata ao G1. A menina contou para o pai que a briga começou após uma das colegas xingar sua mãe de "prostituta". Gabrielly morreu nesta quinta, 7 dias após as agressões, por complicações em uma cirurgia realizada na Santa Casa. A Polícia Civil apura o caso, registrado como morte a esclarecer. A diretora da escola publicou em uma rede social que a instuição estava "de luto", porém, ninguém se manifestou sobre o caso. Quem responde pela escola é a Secretaria de Estado de Educação (SED), que disse em nota que está acompanhando as investigações, mas como o fato ocorreu fora do ambiente escolar "buscam dar suporte para a gestão escolar o andamento dos trabalhos". O pai da criança contou à polícia que a filha foi agredida logo após sair da aula, por volta das 17h (de MS), do dia 29 de novembro, a cerca de 100 metros da Escola Estadual Lino Villachá, onde estudava no 4º ano do ensino fundamental. Gabrielly chegou a citar o nome de uma das agressoras para o pai. De acordo com Carlos, naquele dia, ele foi buscar a menina e encontrou-a no chão, sendo socorrida por comerciantes. Ele conta que a filha disse que as meninas usaram uma mochila com um "objeto pontudo" para atingi-la: "Minha filha estava deitada no chão, chorando de dor, abaixo de chuva e falou para mim o que aconteceu, mas ela não sabia o que tinha dentro da mochila", conta.Segundo o delegado José Roberto de Oliveira Júnior, as primeiras informações dão conta de que uma colega de sala da vítima, que teria 9 anos, e duas adolescentes de 14 anos seriam as responsáveis pela agressão. Diligências estão sendo feitas para identificar as agressoras.



















