Lídice critica Segurança na Bahia e afirma que o modelo de Wagner é 'insuficente'

  • Mariana Sotero
  • 18 Jul 2014
  • 10:22h

A senadora não poupou críticas ao setor que terá os holofotes sobre ele durante as eleições (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente Conteúdo)

A candidata ao governo estadual Lídice da Mata (PSB), criticou o modelo de segurança pública adotado por Jaques Wagner em seu governo e o classificou como “insuficiente”.  Em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da rádio Tudo FM nesta manhã, Lídice disse que o modelo é o mesmo que em 2002, quando Paulo Souto (DEM), também candidato ao governo estadual, assumia o controle. “Wagner só fez acelerar um pouco mais o modelo. Comprar armamento e colocar policial na rua pra resolver esse problema não é a medida correta. Não é possível fazer segurança pública apenas com o viés da policia e da repressão. É preciso pensar numa força policial que iniba o crime. É baixo o número de crimes desvendados, principalmente os crimes contra a vida. Pra mim, foi insuficiente o modelo adotado por ele [Jaques Wagner]“, disse. A candidata citou também o programa Pacto Pela Vida, que foi implantado em Pernambuco no ano de 2007, pelo então candidato ao governo federal,  Eduardo Campos (PSB). De acordo com ela, Wagner demorou muito para implantar o programa na Bahia e questionou: “Por que lá [em Pernambuco] deu certo e aqui não?”. Para a candidata, faltou compromisso por parte do governador. “Eduardo Campos conduziu de perto e constituiu uma assessoria específica em segurança pública. Lá, todo o processo foi liderado pessoalmente por ele. A diferença foi a demora da implantação e a falta de compromisso estabelecido com o Pacto Pela Vida”, disparou. Sobre a ausência do candidato petista ao governo estadual, Rui Costa (PT), no debate realizado ontem na UFBA, Lídice deu como “lamentável”.”A ausência de qualquer candidato abate o debate e frustra o compromisso. Ele perdeu uma boa oportunidade de apresentar suas ideias, e expor sua opinião. O candidato tem que ter coragem  de se expor. Não participar [do debate] já é um ponto negativo, anda mais em função do tema que foi segurança pública. É uma pena, lamentável”, pontuou.

Mariana Sotero


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