Após um ano de negociações, propostas essenciais da reforma política ficam pelo caminho

  • G1
  • 07 Out 2017
  • 18:00h

Após um ano de debates e negociações entre os partidos, parte das propostas sobre reforma política, algumas delas consideradas cruciais, como a mudança no sistema eleitoral, acabaram rejeitadas ou ficaram abandonadas. Ao final da discussão, os parlamentares aprovaram apenas uma parcela do que foi discutido, como a criação de um fundo eleitoral com recursos públicos para bancar as campanhas. Vários pontos ficaram pelo caminho, como sugestões para mudar as datas de posse e acabar com os cargos de vice. Os deputados chegaram a aprovar o fim das coligações proporcionais para eleição de cargos legislativos. Inicialmente, a medida valeria já para 2018, mas eles recuaram e empurraram a implementação da nova regra para a partir de 2020. Com isso, em 2018, as eleições não mudam: permanece o sistema proporcional de lista aberta para a escolha de deputados federais e estaduais. Nesse sistema, o eleitor pode votar no candidato ou no partido. As legendas poderão formar alianças e as cadeiras serão distribuídas depois de um cálculo (quociente eleitoral) que leva em consideração o número de votos obtidos pela sigla ou coligação. Nos últimos dez anos, o Congresso Nacional fez pelo menos cinco tentativas de aprovar uma ampla reforma política, mas sem sucesso em nenhuma delas.


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