Bahia: Companhia é condenada por usar detector de mentiras em seleção de emprego
- G1 Bahia
- 06 Set 2017
- 16:12h

Companhia aérea é condenada por usar detector de mentiras em seleção de emprego em Salvador (Foto: Alan Tiago Alves/G1)
Uma companhia aérea foi condenada pela 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) a indenizar um agente de proteção da aviação civil que foi submetido a um equipamento conhecido como "detector de mentiras" durante seleção para vaga de emprego, em Salvador. O aparelho é chamado de polígrafo e já foi abolido em países como Canadá, Estados Unidos e França por ser considerado “tecnicamente questionável, invasivo e desproporcional". Segundo informações do TST, durante a seleção para vaga de trabalho, o agente de proteção foi submetido por 30 minutos ao aparelho e teve que responder a questões sobre sua vida íntima e pessoal, sobre possíveis roubos, adesão a grupos de esquerda, prisões na família, uso de remédios controlados, sexualidade e religião.
A 1ª Turma do TST considerou que o procedimento adotado na entrevista violou o princípio consagrado em normas internacionais sobre direitos humanos de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Por conta da decisão, o agente de proteção será indenizado em R$ 25 mil. A decisão foi divulgada à imprensa na terça-feira (5). Para a vaga, o profissional teria que verificar a existência de drogas, explosivos ou qualquer outro artefato que pudesse colocar em risco o avião, inspecionar todos os procedimentos relativos às bagagens, funcionários e equipamentos e realizar varredura interna das aeronaves. Na ação trabalhista, o agente de proteção disse que foi contratado pela Swissport, mas que prestava serviços para a American Airlines. O G1ainda não conseguiu contato com as empresas citadas.



















