Viciados em redes sociais têm mais chances de desenvolver depressão
- 11 Jun 2017
- 16:07h

Foto: Ilustração
Passar muitas horas nas redes sociais pode ser um forte indicativo de depressão e, em alguns casos, agrava o quadro da doença em pacientes diagnosticados. “As pessoas publicam apenas as coisas boas de suas vidas, como viagens, idas a bons restaurantes e momentos de festa com os amigos. Isso gera sentimentos de frustração, insegurança e pode desencadear depressão em quem acompanha a vida dos outros nas redes sociais, uma vez que a pessoa passa a acreditar que a sua vida é menos interessante que a dos outros”, explica a psicóloga Ana Luíza Martins. Segundo estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que entrevistou 1.787 adultos com idades entre 19 e 32 anos, os “heavy users” (usuários que passam grande parte do tempo na Internet) têm quase três vezes mais chance de sofrer de depressão do que aqueles que conferem suas redes sociais com menos frequência. Considerada uma doença silenciosa, a depressão é, muitas vezes, ignorada pela falta de conhecimento. Mas, segundo Ana Luíza Martins, familiares e amigos próximos podem observar sinais de que algo errado está acontecendo. “É importante ficarmos atentos às pessoas que estão ao nosso redor. Mudanças em hábitos, como comer, beber ou dormir, oscilações de humor como mais tristeza e/ou mais irritabilidade, forçar um semblante feliz, falar de maneira mais filosófica do que o normal, sentir as coisas de forma mais intensa e ter um ponto de vista menos otimista são alguns sintomas”, explica. Segundo a OMS, a doença afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina, afetando 11,5 milhões de brasileiros (5,8% de sua população).



















