Sindicatos apontam 'mudanças perversas' nas regras da aposentadoria
- Tribuna da Bahia
- 18 Mar 2017
- 09:58h

(Foto: Reprodução)
Um dos projetos mais polêmicos do Governo Temer desde que se instalou no poder, a PEC 287/16 – e que é conhecida também como a Reforma da Previdência – foi foco do debate no seminário estadual ontem (17), no espaço do Bahia Othon Palace. Reunindo trabalhadores do poder público e privado, o evento acabou sendo uma forma de tirar dúvidas, e esclarecer pontos sobre a reforma, mostrando o que irá mudar em relação à aposentadoria do brasileiro. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (SindSefaz), Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas, Beneficentes e Religiosas e em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindisaúde Bahia) e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Técnico-Administrativas em Educação da Universidade Federal da Bahia (ASSUFBA).
Atuando nos seminários que estão ocorrendo nos demais unidades da Federação, a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) também participou do debate destacando, sobretudo, as informações que têm sido divulgadas maciçamente pela propaganda oficial do governo. De acordo com o presidente da entidade, Charles Alcântara, os dados que apontariam o déficit na Previdência não condizem com a verdade. “O governo prega um déficit que não existe. E não existe porque esconde das pessoas, por exemplo, os mais de R$ 400 bilhões da dívida ativa previdenciária, os grandes sonegadores, que não tem o tratamento rigoroso que deveriam ter, pois estão retirando o dinheiro da previdência, renuncia a bilhões de receitas, dispensa grandes contribuintes desse pagamento”, explica Alcântara. Segundo o auditor, o mesmo governo também esconde que retira das 30% das verbas das receitas de seguridade social, através da desvinculação das receitas da União (DRU). “Ainda que a previdência fosse deficitária, a discussão com a sociedade deveria ser para o que fazer para garantir e manter vivo e fortalecido o principal sistema de proteção social no País, e que garante o mínimo de dignidade aos mais pobres”, argumenta o presidente da Fenafisco.



















