Treze anos após graduação, Ufba adota cotas em cursos de pós

  • iBahia
  • 13 Jan 2017
  • 12:12h

(Foto: Reprodução)

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) aprovou, unanimemente, a adoção de cotas no processo de seleção para os cursos de pós-graduação (stricto sensu). Agora, 30% das vagas serão destinadas a candidatos negros e indígenas.  Além desse número, os cursos têm que ofertar quatro vagas extras para estudantes autodeclarados quilombolas, índios aldeados, deficientes e pessoas trans (transexuais, transgêneros e travestis). A medida, aprovada pelo Conselho Acadêmico de Ensino nesta quarta-feira (11), passa a valer nas seleções do semestre 2017.2. De acordo com o reitor de pós-graduação, Olival Freire, a Ufba adotou a medida como um esforço de valorizar a excelência do ensino e da pesquisa, buscando uma universidade que seja mais socialmente inclusiva. “A noção de cotas para negros já foi ampliada para o serviço público. É nesse contexto que a Ufba está inserida. Embora não seja muita novidade, por ser uma extensão do que já se faz, é um passo muito importante. Estamos tentando introduzir a reparação social, trazendo maior diversidade”, argumentou. As cotas na graduação são adotadas na universidade há treze anos. Quanto à pós, a Ufba não é pioneira. A Universidade de Brasília (Unb) adotou antes. Ainda segundo Olival, as vagas extras não preenchidas, não podem ser remanejadas para ampla concorrência ou de reserva de negros. 

 


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