Relator pede suspensão do mandato de Jean Wyllys por cuspe em Bolsonaro

  • 13 Dez 2016
  • 16:13h

Relator no Conselho de Ética do processo que apura se Jean Wyllys (PSOL-RJ) quebrou o decoro parlamentar ao cuspir em Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no plenário da Câmara, o deputado Ricardo Izar (PP-SP) recomendou nesta terça-feira (13) a suspensão do mandato do parlamentar do PSOL por 120 dias. Izar acolheu a sugestão do corregedor-geral da Câmara, deputado Carlos Manato (SD-ES), que, ao analisar o caso, recomendou à Mesa Diretora a suspensão do mandato de Wyllys. Para a defesa, não há "nenhum fundamento fático ou jurídico" que justifique a aplicação de qualquer penalidade contra o deputado do PSOL. A representação foi apresentada ao Conselho de Ética pela mesa diretora da Câmara seguindo recomendação do corregedor-geral. Os dirigentes da Casa pediram que o colegiado investigasse se Jean Wyllys abusou das prerrogativas de parlamentar ao cuspir no colega do PSC, em abril deste ano, durante a sessão na qual os deputados decidiram encaminhar o processo de impeachment de Dilma Rousseff ao Senado.

À época, o deputado do PSOL disse ao jornal "O Globo" que havia cuspido em Bolsonaro porque, após votar contra o prosseguimento do processo de impeachment, o colega do PSC o havia insultado. Após Izar votar pela suspensão do mandato, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o parecer do relator. Os integrantes do Conselho de Ética terão de aguardar, pelo menos, dois dias úteis para analisar se aceitam a sugestão de Ricardo Izar ou se rejeitam a recomendação. Se não concordar com a sugestão do relator, o colegiado pode arquivar o caso ou propor uma pena mais dura, como a cassação do mandato. Neste caso, seria designado uma novo relator para o processo.


Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.