Justiça concede liberdade provisória aos investigados de fraude ao Enem
- 25 Nov 2016
- 16:04h

(Foto: Reprodução)
A Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (Seds) confirmou a soltura de dois investigados da operação Embuste, que desarticulou uma organização criminosa que atuava com o objetivo de fraudar o Exame Nacional do ensino Médio (Enem). Jonathan Galdino dos Santos e Rodrigo Ferreira Viana foram liberados do presídio nesta sexta-feira (25). Eles tiveram que pagar fiança de R$ 10 mil e R$ 17 mil, respectivamente. A operação foi realizada no domingo (6), e a Justiça expediu 28 mandados. Onze pessoas foram detidas por fraude no segundo dia de realização das provas. De acordo com a Polícia Federal, um gabarito chegava a custar R$ 180 mil e as provas eram repassadas por uma central telefônica. Na decisão que concede a liberdade provisória pars os dois investigados, o juiz federal Wilson Medeiros Pereira argumentou que ambos não têm outros registros criminais e que há outras medidas cautelares que podem ser aplicadas com o poder de garantir que eles não irão cometer os mesmo crimes.
A decisão ainda destaca que o cumprimento dos mandados pela PF interrompeu a prática cirminosa relacionada ao Enem. O magistrado determinou que fossem cumpridas medidas como, comparecimento periódico em juízo, proibição de se ausentar da Comarca e proibição de manter contato com outros investigados. “Considerando que os vestibulares e outros certames públicos costumeiramente ocorrem nos finais de semana, deverão apresentar-se à autoridade policiais federal aos sábado e domingo, entre 10h e 15h”, destaca ainda na decisão. Rodrigo Viana é apontado pela Polícia Federal como o líder da quadrilha, cabia a ele as funções de procurar “clientes” e buscar ainda pelos “pilotos”, pessoas com conhecimento em áreas específicas e que seriam responsáveis por fazer as provas. Posteriormente, os gabaritos eram repassados por quem contratava o grupo. De acordo com a PF, Jonathan Galdino dos Santos dava apoio logístico; ele viajava com Rodrigo nas datas de realização dos vestibulares e também guardava e auxiliava na instalação dos equipamentos usados na fraude. O G1 entrou em contato com os advogados dos dois, mas eles não atenderam as ligações. Já foram beneficiados com a liberdade condicional Olavo Ponciano e Aurimar Fróes. Já Arnon Kelson da Silva, permanece preso.



















