Brumado: Juiz da Vara Criminal, Dr. Genivaldo Guimarães, manifesta-se favorável à construção do CDP

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 01 Abr 2014
  • 17:38h

Dr. Genivaldo Guimarães reafirma a sua posição em defesa do presídio (Foto: Daniel Simurro / Brumado Urgente)

A reformulação do antigo projeto, que iria trazer para Brumado um Presídio de Segurança Máxima, e que, agora, levará à construção de Centro de Detenção Provisória, reacendeu o “pavio curto” das discussões, mas, diferentemente de dez anos atrás, hoje a consciência da população é outra, tanto que não seria um exagero dizer que cerca de 75%  dos brumadenses são favoráveis à instalação, em especial porque é crescente o índice de violência e o número de prisões na Comarca, que é composta dos Municípios de Brumado, Aracatu e Malhada de Pedras. Dentro deste novo cenário, várias lideranças e representações vêm se posicionando, externando as suas convicções, sejam elas contrárias ou favoráveis, e, na manhã desta terça-feira (01), o Brumado Urgente esteve no Fórum Duarte Moniz e ouviu o Juiz titular da Vara Criminal, do Júri, Execuções Penais e Infância e Juventude - Dr. Genivaldo Guimarães, que já tinha se mostrado, - inclusive com declarações na mídia -, totalmente favorável à instalação do CDP. Questionado se a sua convicção se mantém, ele assegurou que sim, que continua plenamente favorável à instalação do Centro de Detenção Provisória, pois tal medida é de extrema urgência para a Comarca. A carceragem localizada na Delegacia de Polícia teve sua área reduzida, é um espaço insuficiente e inadequado, fato que, por vezes, até retarda a expedição de novos mandados de prisão. Sobre quais seriam as ações que poderiam ser movidas pela Justiça para garantir a instalação do CDP, o magistrado argumentou que “essa é uma atribuição do Poder Executivo Estadual, todavia, o Ministério Público já havia proposto ação civil pública para interdição da carceragem localizada na Delegacia de Polícia. Com a reforma daquele estabelecimento a interdição tornou-se desnecessário, ademais, não haveria outro lugar para a transferência dos presos provisórios. Já sobre as manifestações populares contrárias à instalação do CDP, o Juiz destacou que “vivemos um País democrático, de modo que todas as manifestações pacíficas e ordeiras são legítimas e devem ser toleradas; destaco, entretanto, que todos devem analisar melhor a questão, pois ninguém ignora que o Centro de Detenção Provisória é uma antiga necessidade. Várias fugas já ocorreram da carceragem atualmente existente. O CDP, em hipótese alguma, trará mais criminosos para essa comarca; ao contrário, possibilitará que os detentos aguardem o julgamento em local mais seguro e adequado, fato que também preservará a dignidade dos suspeitos ou acusados. Moradores da localidade onde será construído aquele estabelecimento não precisam se incomodar. O local será seguro, e contará com número suficiente de agentes do sistema prisional, evitando, inclusive, desvio de função dos policiais civis, que atualmente escoltam detentos e praticam outras atividades que caberiam a outras autoridades. Ainda que os ilustres moradores da localidade sintam-se incomodados, devemos entender que sempre deve prevalecer o interesse de toda a sociedade, não o de determinado grupo de pessoas. Sabemos que existem argumentos contrários, e que Brumado tem outras necessidades, mas as coisas se resolvem gradualmente. Brumado não pode perder essa nova chance de ter estabelecimento prisional adequado às nossas atuais necessidades".


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