Fonte Nova foi usada para lavagem de ativos, diz MPF
- Tribuna da Bahia
- 06 Set 2016
- 12:24h
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(Foto: Reprodução)
Ao pedir a prisão do empreiteiro Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, o Ministério Público Federal (MPF) citou irregularidades no contrato da Arena Fonte Nova, em Salvador. Pinheiro foi preso nesta segunda-feira (5) na Operação Greenfield e já havia sido preso por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Conforme o Ministério Público Federal (MPF) há irregularidades contratuais e foi constatado “com boa prova de materialidade”, que Leo Pinheiro reiteradamente praticou “graves crimes de corrupção e lavagem de ativos em largo espectro”. “Pontue-se, que a lavagem de ativos de aproximadamente R$ 28 milhões de reais com a celebração de contratos ideologicamente falsos como revelado pelos colaboradores Roberto Trombeta e Rodrigo Morales envolveu obras da Petrobras, bem como projetos de linhas do Metrô de São Paulo e a construção do Estádio Fonte Nova (obra da Copa)”, diz o MPF. ”Há fortes indicativos de que a OAS não apenas praticou crimes e lavou recursos oriundos da Petrobras, mas também recursos decorrentes de outras obras públicas para as quais foi contratada”, reforça a promotoria, ao citar a Fonte Nova, obras da Petrobras e linhas do metrô paulista. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a Arena Fonte Nova foi procurada, mas não se manifestou. A OAS também não comentou o caso. Em abril desse ano, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), por maioria, decidiu que o contrato para a construção e o gerenciamento da Arena Fonte Nova é ilegal. O contrato foi firmado entre o governo do estado e a Fonte Nova Participações (consórcio formado pela Odebrecht e OAS) em 2010, na gestão do então governador Jaques Wagner (PT).



















