‘A criminalidade que tirou a paz de nossa cidade é resultado do descaso da área social’ afirma ex-deputada Marizete Pereira

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 12 Jul 2016
  • 12:18h

A ex-deputada Marizete Pereira destacou que medidas urgentes têm que ser tomadas na área social (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

Há cerca de 15 anos atrás Brumado era considerada uma cidade pacata, onde as pessoas podiam dormir até com a porta das suas casas abertas, que, dificilmente, algo de mal iria acontecer. Todos andavam tranquilos pelas ruas e a atmosfera era de alegria em se morar em uma cidade hospitaleira e com um povo cheio de positividade, tanto que o município tinha o status de ter o melhor carnaval do interior da Bahia. Mas, com o decorrer dos tempos, o “monstro abissal” do Crack foi invadindo as residências, as ruas, os bairros, as escolas e a comunidade em geral, contribuindo para a construção de um esquema muito robusto do tráfico de drogas, que acabou concedendo ao município, segundo a própria Polícia, o indesejável status de polo regional na distribuição de substâncias entorpecentes. Atualmente, Brumado não é mais aquela cidade tranquila em que podia se dormir com a porta aberta e andar com a carteira com dinheiro, já que os índices de violência, especialmente de assaltos, vêm crescendo de forma assustadora, onde os bandidos cada vez mais violentos, tiram a paz dos brumadenses, que, assustados, estão com medo até de colocar o pé para fora de casa. Este foi o contexto utilizado para substanciar o pronunciamento da ex-deputada Marizete Pereira durante a sua participação no lançamento da pré-candidatura do presidente do Legislativo, Alessandro Lobo na tarde desta segunda-feira (11). Muito consciente e mostrando uma grande segurança e conhecimento de causa, Marizete declarou que “essa situação tão negativa do crescimento vertiginoso da criminalidade em nosso município, a qual se acentua a cada dia, nada mais é do que o reflexo do descaso das 3 últimas gestões, que abandonaram a área social, deixando as comunidades vulneráveis nesse sentido, pois não foram colocados em práticas programas efetivos, que estimulassem as famílias ao aprendizado e, consequentemente, à geração de renda. Em nossa época, numa antevisão do que poderia acontecer, instalamos os espaços de convivência que obtinham resultados altamente satisfatórios, mas, infelizmente, não pudemos dar continuidade ao nosso projeto”. E finalizou destacando que “se não forem tomadas medidas enérgicas no sentido de resgatar a área social de nosso município, a situação pode piorar ainda mais, mas esperamos que o nosso grupo venha a dar o melhor de si e vencer a disputa eleitoral para que possamos resgatar a nossa filosofia de trabalho que, comprovadamente, tinha resultados muito satisfatórios”. 


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