Brumado: Acusação e Defesa travam duelo acirrado em júri de homicídio qualificado

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 17 Mar 2014
  • 18:57h

O promotor de Salvador Raimundo Moinhos e o advogado de defesa Samuel Milhazes protagonizaram um forte embate visando convencer os jurados (Foto: Daniel Simurro / Brumado Urgente)

A realização de Júris Populares em Brumado nos últimos tempos vem ganhando cada vez mais destaque, não só pelo crescimento significativo da imprensa online, mas também pelo aumento do número de julgamentos realizados pela Vara Crime de Brumado, que vem implantado uma dinâmica muito consistente, resultado do árduo trabalho do juiz Dr. Genivaldo Guimarães, que vem dando muito mais celeridade aos processos e seus respectivos julgamentos. Nesta segunda-feira (17), o Salão Magna Maria Pereira Santos, foi palco de mais um Júri, presidido pelo referido meretíssimo, desta feita, tendo uma substância diferenciada, já que as alegações eram de uma possível rixa política como motivação. O Júri foi marcado por um forte embate traçado entre Acusação e Defesa, tendo como protagonistas o renomado promotor de justiça de Salvador, Dr. Raimundo Nonato Santana Moinhos, que atua no setor há 18 anos e o o advogado criminalista brumadense Dr. Samuel Milhazes, os quais “duelaram" buscando o convencimento do corpo de jurados. O denunciado Sebastião Gomes Pereira, foi levado ao banco dos réus sobe a acusação de homicídio qualificado por motivo torpe, já que nos autos está registrado que ele e a vítima, José Silva da Cruz, - que era seu cunhado - , tinham uma rixa de muitos anos e que no calor das discussões políticas, após as eleições de 2008, houve provocações de ambos os lados o que culminou no homicídio, por meio de um tiro de revólver no abdômen, praticado no dia 18 de janeiro de 2009, numa estrada vicinal localizada na Fazenda Campo Redondo, Distrito de Tamboril.

 

Familiares e amigos da vítima e do acusado viveram momentos de apreensão nas dez horas em que durou o julgamento (Foto:Daniel Simurro / Brumado Urgente)

 

A defesa, de forma eloquente, buscou o convencimento dos jurados de que o ato foi executado em legítima defesa e que o acusado é muito estimado na comunidade, o que teria sido corroborado por vários depoimentos de pessoas que moram no referido local, sendo que também foi colocado com ênfase que a motivação política era desprovida de lógica, já que, segundo o advogado de defesa “nenhum ser humano mata outro simplesmente por uma desavença política", procurando a retirada da qualificadora por motivo torpe e que o seu cliente já estava sendo ameaçado há alguns anos pela vítima. Em certo momento, onde a defesa explanava a sua tese, o promotor Raimundo Moinhos, pediu um “pela ordem”, já que se sentiu atingido com as palavras proferidas pelo advogado de defesa, que usou de metáforas que acabam mostrando uma atuação implacável do Estado, que segundo ele estava “massacrando” as testemunhas, usando termos fortes como "salafrários" e "mentirosos", num claro intuito de intimidação, o que foi prontamente contestado pelo promotor que afirmou que isso não tinha a mínima procedência e as interpretações de suas alegações foram totalmente sem nexo. O Júri foi longo, tendo uma duração de dez horas, retirados os períodos de intervalo. Após réplicas e tréplicas, o corpo de jurados decidiu, por 4X3, pela condenação do acusado, por 8 anos, o qual poderá recorrer em liberdade, segundo a sentença declarado pelo juiz Dr. Genivaldo Guimarães 


Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.