Falta de empenho em tornar Brumado sede do Território do Sertão Produtivo seria o estopim para a perda de órgãos do Estado
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 26 Abr 2016
- 16:39h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)
Após a extinção e criação de novos órgãos que tinham sede em Brumado e foram transferidos para o município de Caetité, o que criou um clima de forte indignação na população, já que além dos inúmeros desempregados, o município se mostrou muito frágil politicamente, sem representantes à altura para defendê-lo. Nesta segunda-feira (25) foi confirmado a perda de mais um órgão, desta feita o escritório regional da CAR, que também foi para Caetité. A argumentação defendida pelo Governo do Estado para a transferência foi que Caetité é a sede do Território do Sertão Produtivo, o que lhe dá o direito de abrigar uma grande parte dos órgãos do estado que estão na região. A ação não ficou sem resposta, já que o vereador Weliton Lopes (DEM) fez questão de comentar em seu pronunciamento no Legislativo na noite desta segunda-feira (25) que “a perda de mais um órgão nos deixa triste e comprova que se Brumado tivesse lutado há tempos atrás para ser a sede do Território do Sertão Produtivo isso não estaria acontecendo”. Após a sessão, o Brumado Urgente questionou o vereador e perguntou se ele pudesse apontar nomes dos possíveis autores deste ato de omissão, mas ele acabou se esquivando e disse somente que “isso está no terreno do passado”. Pelo “andar da carruagem”, Brumado poderá se tornar uma cidade cada vez mais esquecida e sem futuro, pelo menos à nível da projeção do atual governo do estado, o que traz preocupação para a sociedade organizada, que está vendo o sonho do município se tornar um grande polo regional indo para as “terras do esquecimento”. Para finalizar o vereador Weliton fez um comentário ácido ao lembrar que “agora eu entendo tanto xauzinho que o governador Rui Costa deu quando veio a Brumado na campanha de 2014. Ele estava querendo mostrar que os órgãos do estado iam embora e estavam dando adeus ao município. Realmente não podemos nos calar diante disso, pois é uma ação de desprezo à nossa terra”.




















