Dilma deve receber diretora-geral da OMS em Brasília nesta terça
- 22 Fev 2016
- 15:09h

(Foto: Reprodução)
A presidente Dilma Rouseff deverá receber nesta terça-feira (23) a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margareth Chan, que visitará o país para acompanhar as ações de combate ao vírus da zika, associado aos casos de microcefalia em bebês. Neste domingo (21), o Ministério da Saúde já havia informado que a diretora da OMS estará no país nesta semana e, além da viagem a Brasília, ela visitará Pernambuco, estado com o maior número de notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – o inseto também transmite os vírus da dengue e da febre chikungunya. Na semana passada, o Ministério da Saúde tornou compulsória em todo o país a notificação de casos de pessoas contaminadas pelo vírus da zika.
Ao participar de uma reunião em Brasília, o chefe da pasta, Marcelo Castro, explicou que, até então, nos casos de microcefalia, por exemplo, as notificações eram de malformação congênita e, a partir agora, o foco será contabilizar a doença relacionada ao zika. No Palácio do Planalto, a expectativa é de que, no encontro com Margareth Chan, a presidente Dilma apresente a ela as ações que o governo tem adotado para combater o Aedes e os vírus transmitidos por ele. Entre essas ações, estão os dias de mobilização contra o mosquito (realizados nos 13 e 19 deste mês), nos quais funcionários do governo, agentes de saúde e militares visitaram residências e escolas para conscientizar a população sobre como combater o inseto transmissor do vírus da zika. Além disso, institutos de pesquisa brasileiros e norte-americanos têm trabalhado em conjunto para desenvolver uma vacina contra o zika. Segundo projeções do Ministério da Saúde, em até um ano a vacina estará pronta para testes e, em até três, já deverá ser distribuída para a população.
Estado de emergência
No início deste mês, a OMS decretou estado de emergência internacional em saúde pública em razão dos casos de zika - o Brasil também decretou estado de emergência. Embora o governo brasileiro diga que não há dúvidas de que o vírus está relacionado à microcefalia, a entidade internacional, contudo, ainda não fez este reconhecimento oficialmente.



















