Morre Myriam Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado

  • 15 Fev 2016
  • 15:50h

Myriam Fraga morreu aos 78 anos (Foto: Fundação Casa Jorge Amdo / Divulgação)

Morreu, aos 78 anos, no início da tarde desta segunda-feira (15), em Salvador, a escritora baiana Myriam Fraga, diretora há 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. Segundo informações da instituição, Myriam morreu por volta do meio-dia, no Hospital Aliança, onde estava internada desde o dia 20 de janeiro. Ela tinha leucemia. Myriam Fraga era vice-presidente da Academia de Letras da Bahia. Ela deixa quatro filhos. "Acabei de saber a notícia da morte agora à tarde. É com uma profunda tristeza que recebo essa notícia. Alem desse valor extraordinário como poeta e intelectual, ela era uma grande companheira, grande amiga. Estava sempre conosco na academia. Myriam é um verdadeiro patrimônio cultural da Bahia. A morte dela entristece todos que vivem a vida cultural baiana e empobrece a própria cultura", lamentou Aramis Ribeiro Costa, ex-presidente da Academia de Letras da Bahia. Ele atuou à frente da entidade entre os anos de 2011 e 2015.

História
Myriam de Castro Lima Fraga nasceu em Salvador, no dia 9 de novembro de 1937. A escritora iniciou as atividades literárias publicando em revistas e suplementos literários. A estreia em livro ocorre com "Marinhas", que foi lançado em 1964. Com poemas traduzidos para o inglês, francês e alemão, participou de diversas antologias no Brasil e no exterior.  Myriam foi eleita por unanimidade membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, tomou posse no dia 30 de julho de 1985, passando a ocupar a Cadeira de nº. 13, que tem como Patrono o poeta Francisco Moniz Barreto, na vaga de Luiz Fernando Seixas de Macedo Costa. A escritora também foi membro do Conselho Federal de Cultura (1990 a 1993), do Conselho Federal de Política Cultural (1993 a 1996), e do Conselho Estadual de Cultura (1992 a 2006), do Conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (2004 a 2006), atualmente é membro do Conselho Universitário da Universidade Federal da Bahia,  do Conselho da Fundação Pierre Verger  e do Instituto Carybé. Diretora executiva da Fundação Casa de Jorge Amado desde sua instituição, em julho de 1986, a escritora também atuava como membro do Conselho Universitário da Universidade Federal da Bahia (CONSUNI),  do Conselho da Associação Baiana de Imprensa (ABI) e do Conselho de Cultura da Associação Comercial da Bahia (ACB).


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