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Pesquisadores vão desenvolver soro contra vírus Zika; prazo é de 3 anos

  • 22 Jan 2016
  • 19:01h

Foto: Agência Brasil

Uma parceria entre pesquisadores do Instituto Vital Brazil, laboratório do governo do Rio, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está resultando no desenvolvimento de um soro contra o vírus Zika. De acordo com o grupo, o remédio deve ficar pronto em até três anos. De acordo com o diretor científico do Vital Brazil, Cláudio Maurício de Souza, o soro deve funcionar como o soro antirábico. “A ideia é que, uma vez sendo administrado em um paciente com o vírus Zika, ele [o soro] vai reconhecer as partículas virais, vai se ligar na capa protetora dessas partículas promovendo a sua inativação (...) a gente acredita que esse soro vai ser uma ferramenta terapêutica bastante útil, que vai ajudar bastante na proteção da gravidez das mulheres no Brasil”, explica.

Pesquisador afirma que não há comprovação de que Aedes aegypti transmita Zika

  • 20 Jan 2016
  • 08:03h

Primeiro pesquisador a identificar o vírus Zika na Bahia (saiba mais), o doutor em virologia Gúbio Soares afirmou nesta segunda-feira (18) que ainda é necessário comprovar a transmissão do microrganismo pelo Aedes aegypti. Desde as primeiras informações sobre a doença no Brasil, é comum a associação da transmissão ao mosquito que também é vetor da dengue e chikungunya. "Não tem uma comprovação em nenhum lugar do Brasil, e esses estudos têm que ser realizados com urgência. Se diz que é o Aedes aegypti, mas a gente precisa comprovar cientificamente", afirmou durante seminário realizado pela Fundação José Silveira (FJS) para discussão acerca da relação entre o Zika e microcefalia. De acordo com o diretor do Hospital Santo Amaro, gerido pela FJS, o evento também teve o intuito de compartilhar com hospitais e profissionais as diferentes experiências com a doença que já atinge 496 bebês baianos, segundo boletim da Secretaria da Saúde do Estado (clique aqui).

Durante palestra, Gúbio Soares lembrou notícias sobre a ausência de um surto de microcefalia em outros países com histórico de zika. No entanto, o pesquisador apontou um dos motivos dessa constatação: com surto da virose entre 2013 e 2014, a Polinésia francesa considera o aborto legal, o que pode ter levado a extinção de muitos fetos após identificação da microcefalia. "É necessário rever o número de abortos na Polinésia Francesa no período e os laudos", ressaltou. Para Soares, o Brasil deve priorizar o desenvolvimento de melhores diagnósticos da zika, além de uma possível vacina. Como resultado do evento, foi sugerida a criação de um grupo de pesquisa multidisciplinar sobre microcefalia, com a participação dos profissionais presentes.

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Bahia registra 496 notificações de microcefalia

  • 19 Jan 2016
  • 18:33h

(Foto: Reprodução)

Boletim da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou, nesta terça-feira (19), que foram notificados 496 casos de microcefalia com perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros no estado até esta segunda (18). Os casos foram notificados em 88 municípios, com maior número em Salvador: 290 (58,5%). Do total de casos notificados, 134 mães (27%) referiram ter tido doença exantemática na gestação. Dessas, 76 informaram que os sintomas ocorreram no primeiro trimestre, 34 no segundo trimestre, 10 no terceiro trimestre e 14 não lembravam ou não souberam precisar o trimestre. Durante a gestação, 232 (46,8%)MULHERES NÃO APRESENTARAM A DOENÇA EXANTEMÁTICA E 130 (26,2%) não souberam dizer. Entre os 496 casos, foram notificados dez óbitos nos municípios de Salvador (2), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçu (1), Camaçari (1) e Itabuna (1), Campo Formoso (1), Alagoinhas (1) e Crisópolis (1).

SUS incorpora remédio para comportamento agressivo em adultos com autismo

  • 18 Jan 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União incorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar. De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas. A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada. Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.

Mudanças no calendário de vacinação estão valendo para crianças e adultos

  • 18 Jan 2016
  • 07:57h

(Foto: Reprodução)

Desde a primeira semana de janeiro, os postos de saúde de todo o país passaram a adotar um novo calendário de vacinação para crianças, adolescentes e adultos. As principais alterações são com as doses de reforço das vacinas infantis contra meningite, pneumonia, poliomielite e HPV.  De acordo com o vice presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (Sbim) Renato Kfouri, as mudanças são normais e foram resultado dos muitos estudos e das novidades nessa área. “No nosso caso, acumulamos algumas atualizações que precisavam ser feitas diante dos resultados de novos estudos, surgimento de problemas e produtos mais novos”, esclarece o infectologista

Novidades
No novo calendário vacinal, a imunização contra o papiloma vírus humano (HPV) é uma das principais alterações, pois agora o esquema passa a ser feito com duas e não três doses. As meninas devem receber a segunda dose seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. Segundo Renato Kfouri, isso aconteceu depois que estudos mostraram que o esquema com duas doses apresenta a mesma resposta de anticorpos. “Depois da água potável, as vacinas foram as maiores contribuições para a saúde pública, porque ela protege não apenas quem é vacinado, mas todo o grupo em torno daquele indivíduo”, reforça o médico. Vale salientar que as mulheres entre 9 e 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses. Os estudos também comprovaram que que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço para a vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia. Agora, os bebês sofrerão menos, uma vez que a vacina passará a ser aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço, preferencialmente  aos 12 meses. A terceira dose da vacina contra a poliomielite, feita aos seis meses, deixa de ser oral (as gotinhas)  e passa a ser injetável. Segundo o Ministério da Saúde, a alteração representa uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil. No Brasil, o último caso foi em 1989. A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, 4 anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de 1  a 4  anos. Kfouri explica ainda que a VOP tem um efeito protetivo bem interessante porque, ao ser ingerido pela criança, o vírus se multiplica no intestino e é expelido, indo parar na rede de saneamento e voltando na forma de água tratada que possibilita uma imunização indireta de muita gente. “No entanto para que essa segurança seja garantida a todos, é fundamental que pais e responsáveis não deixem de vacinar”, ressalta o médico, destacando que algumas doenças tidas como erradicadas voltam no momento em que a população deixa de fazer o controle, a exemplo da Coqueluche no Japão e do sarampo na Europa. A proteção contra meningite causada pelo meningococo C também sofrerá mudança. O reforço passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos.  As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

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Consumo frequente de bebidas com açúcar aumenta volume de gordura visceral, diz estudo

  • 17 Jan 2016
  • 19:01h

(Foto: Reprodução)

O volume de gordura visceral - aquela que se acumula no abdômen e está associada ao maior risco de diabetes e doenças cardíacas - está relacionado ao consumo de bebidas industrializadas, segundo análise de dados do Estudo Framingham do Coração. Financiada pelo governo dos Estados Unidos, a pesquisa foi publicada na revista científica Circulation, editada pela Associação Americana do Coração, nesta segunda-feira (11). Segundo informações do G1, 1.003 adultos com idade média de 45 anos foram acompanhados durante seis anos e responderam a questionários sobre consumo de bebidas, além de passarem por exames para verificação da quantidade de gordura no corpo. A gordura visceral apresentou maior crescimento entre os voluntários que consumiam bebidas açucaradas, em comparação àqueles que não consumiam esse tipo de produto. Para a principal autora da pesquisa, Caroline S. Fox, os resultados evidenciam a ligação entre as bebidas com açúcar e diagnóstico de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. "Nosso recado para os consumidores é seguir as diretrizes de alimentação atuais e estar conscientes da quantidade de bebidas com açúcar que bebem. Para as autoridades, esse estudo acrescenta evidências a um crescente corpo de pesquisa que sugere que bebidas com açúcar podem fazer mal à nossa saúde", afirmou.

Zika: EUA desaconselham grávidas a viajar para Brasil

  • 17 Jan 2016
  • 15:02h

(Foto: Reprodução)

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CVC) recomendou na sexta-feira que mulheres grávidas adiem viagens para 14 países e territórios nas Américas onde o Zika vírus está circulando, incluindo o Brasil. A agência de saúde pública dos EUA também exortou as mulheres em idade fértil que estão tentando engravidar a consultar um profissional de saúde antes de viajar para esses países e tomar medidas para evitar picadas de mosquitos durante as suas viagens se decidirem visitar esses locais. O CDC emitiu seu alerta máximo após resultados dos testes de seus laboratórios terem fornecido "a evidência mais forte até agora" de uma ligação entre o vírus transmitido por mosquito e o número crescente de casos de microcefalia, disse Lyle Petersen, diretor da divisão de doenças transmitidas por vetores do centro. O vírus está se espalhando rapidamente pelas Américas. O CDC recebeu notificações de 26 casos de Zika desde 2007, incluindo 12 em 2015 e neste ano, todos em viajantes que voltaram para os EUA com o vírus. Fonte: Dow Jones Newswires.

Conservantes fazem mal à saúde? Entenda como eles agem no alimento

  • 17 Jan 2016
  • 14:00h

(Foto: Reprodução)

O proctologista e presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia Fábio Campos falou sobre os riscos de consumir produtos fora do prazo de validade.  Os conservantes alimentícios são aditivos aos ingredientes de um produto e servem para conservar as características e evitar a proliferação de fungos e bactérias, aumentando o prazo de validade dos alimentos industrializados. “Os conservantes ou conservadores são substâncias que inibem o crescimento de micro-organismos - fungos, leveduras, bactérias. Esses micro-organismos se desenvolveriam porque o alimento é rico em nutrientes. Daí vão causar ou a perda de alimento (e o alimento vai estragar) ou a produção de toxinas que podem causar mal à saúde pública”, explica a engenheira de alimentos Heloísa Garcia. No Instituto de Tecnologia de Alimentos da Secretaria de Agricultura de São Paulo, os pesquisadores avaliam, entre os vários aspectos da comida que a gente compra, a ação dos conservantes. Eles garantem que não é preciso ter medo. Os conservantes passam por anos e anos de testes antes de receberem a liberação da Anvisa. Esses procedimentos seguem padrões internacionais e determinam, por exemplo, qual o tipo de aditivo pode ser usado em cada alimento e qual quantidade máxima é segura.

 

Prazo de validade
Mais importante do que olhar o prazo de validade do produto é verificar a validade após aberto. Sempre guarde os alimentos dentro da geladeira, pois o frio ajuda a conservar por mais tempo. Também não deixe alimentos semanas ou meses na geladeira. Se o alimento estiver com o cheiro ruim, cor diferente, aspecto alterado, desconfie. Quando os alimentos perdem suas características originais significa que não serve mais para o consumo.

Infecção intestinal
Comer algo estragado pode alterar a flora intestinal, levando a infecções leves ou severas. As principais causas são alimentos estragados ou alimentos preparados de maneira inadequada. As infecções podem ser causadas por bactérias, vírus ou fungos. No verão, as infecções intestinais aumentam porque é mais difícil manter os alimentos refrigerados. Se estiver com infecção, tome medicamentos que ajudam a recuperar a flora intestinal. Beba água em pequenos goles se estiver vomitando e jamais tome antibiótico para combater a diarreia. A alimentação é importante: nada de alimentação pesada, leite e iogurtes. Conheça os alimentos que mais causam infecção intestinal: salsicha, linguiça, ovos, frutas com muito líquido, alimentos em conserva e molhos (não frescos), carne crua, peixe cru, ovos cru e leite.

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Descoberta de enzima contra açúcar pode originar tratamentos contra diabetes e obesidade

  • 16 Jan 2016
  • 19:03h

(Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Universidade de Montreal, nos Estados Unidos, descobriram uma enzima que neutraliza os efeitos tóxicos do excesso de açúcar no corpo humano. Publicada nas Atas da Academia Norte-americana de Ciências (PNAS), segundo a revista Exame, a descoberta da enzima chamada glicerol-3-fosfato-fosfatasa (G3PP) pode representar um passo para novos tratamentos contra diabetes e obesidade. De acordo com a equipe liderada por Marc Prentki e Murthy Madiraju, a enzima regula a utilização da glicose e os lipídios por diferentes órgãos. "Verificou-se que o G3PP pode degradar a maior parte do excesso de glicerol-3-fosfato e desviar a célula, de modo que as células beta do pâncreas produtoras de insulina e os diversos órgãos são protegidos contra os efeitos tóxicos dos níveis elevados de glicose", explicou Prentki. Os investigadores estimam que os resultados oferecem uma potencial alternativa terapêutica contra obesidade, diabetes e síndrome metabólica.

Brasil registra primeiras mortes por chikungunya; dois casos aconteceram na Bahia

  • 16 Jan 2016
  • 18:04h

(Foto: Reprodução)

O Brasil registrou as primeiras mortes por chikungunya desde que o vírus foi identificado no país, em 2014. De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (15), foram registrados três casos: dois na Bahia e um em Sergipe. A pasta, no entanto, não informou em quais municípios ocorreram as mortes. As três vítimas eram idosas (85, 83 e 75 anos) e apresentavam histórico de doenças crônicas. Além dos óbitos o documento informa que o número de casos da doença praticamente duplicou em dois meses e se espalhou pelo país. Até o fim de setembro, foram contabilizadas 12.691 infecções. O relatório recente aponta um total de 20.661 casos. Atualmente, a chikungunya já apresenta transmissão autóctone em 84 municípios de 11 estados.

Ministério da Saúde não vai mais distribuir repelentes para grávidas

  • 16 Jan 2016
  • 17:01h

(Foto: Reprodução)

A distribuição de repelentes para todas as grávidas do país foi descartada pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, nesta sexta-feira (15). Em dezembro do ano passado, o governo havia anunciado que faria a distribuição para tentar conter os casos de microcefalia associados ao vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde voltou atrás, segundo Castro, pois os laboratórios não têm capacidade de suprir a demanda de repelentes para distribuir a todas as grávidas do país. O ministro disse que agora serão definidos novos critérios para a distribuição, apesar de não saber a quantidade exata de repelente que pode ser adquirida. “O Exército Brasileiro nos passou a informação de que tinha um laboratório que produzia repelentes para os soldados e deu entender que teria capacidade de produzir isso para o Brasil. E qual foi a conclusão que nós chegamos? O Exército e todos os laboratórios do país que consultamos, de um a um, todos juntos, não estão preparados para produzir essa quantidade de repelente que nós precisamos de imediato”, explicou. Antes, a ideia do ministro era distribuir o repelente a partir de fevereiro deste ano, no auge do verão, quando o mosquito atinge seu pico de proliferação. Além do vírus Zika, o mosquito também transmite dengue e febre chikungunya.

Laboratórios de todo o país distribuirão testes rápidos de dengue, zika e chikungunya

  • 16 Jan 2016
  • 14:01h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta sexta-feira (15) que kits para testes rápidos de detecção do vírus Zika, da febre chikungunya e da dengue serão distribuídos para laboratórios de todo o país em fevereiro. "Nós vamos, provavelmente, distribuir agora em fevereiro. Com esse kit, a pessoa vai tirar o sangue e vai saber imediatamente se está com dengue, chikungunya ou com Zika", disse o ministro após visita ao Instituto Butantan, em São Paulo. O kit foi desenvolvido, segundo a Agência Brasil, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde. Castro não deu detalhes sobre quais laboratórios receberão o material. "Vamos distribuir os testes que forem necessários para que esse diagnóstico seja feito. Não faltarão recursos no Ministério da Saúde para o combate à microcefalia", ressaltou, em referência à malformação, que está relacionada à ocorrência do vírus Zika em grávidas.

Novas regras obrigam planos de saúde a aprimorar atendimento a partir de maio

  • 15 Jan 2016
  • 17:01h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta sexta, 15, novas regras a serem observadas pelas operadoras de planos de saúde para melhorar o atendimento aos usuários. Publicadas em resolução no Diário Oficial da União (DOU), as exigências entram em vigor no dia 15 de maio e, entre outros pontos, estabelecem prazos para a prestação de informações ao consumidor e obrigam as empresas a implantar canais de atendimento presencial e telefônico. De acordo com a norma, as operadoras devem prestar imediatamente aos beneficiários as informações e orientações sobre procedimentos ou serviços assistenciais solicitados, esclarecendo se há cobertura ou não. Também determina que a unidade de atendimento presencial a ser implementada pela operadora deverá funcionar em horário comercial durante os dias úteis nas capitais dos Estados ou regiões de maior atuação dos planos. Essa exigência não se estende para as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e autogestões.

 

As grandes empresas ainda terão de oferecer atendimento telefônico ao consumidor durante 24 horas, sete dias por semana, e as médias e pequenas, as exclusivamente odontológicas e filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial nos dias úteis. Para situações de urgência e emergência, todas as operadoras deverão prestar atendimento telefônico 24 horas, todos os dias da semana. "A operadora é o primeiro canal de atendimento do consumidor e ela precisa dar uma resposta rápida e satisfatória ao beneficiário", destacou em nota a diretora de Fiscalização da ANS, Simone Freire. "Com essas regras, queremos reforçar e disciplinar o atendimento às solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial, estimulando os planos de saúde a qualificarem o contato com seus beneficiários, melhorando, de forma geral, o serviço prestado", completou. Em relação a prazos, nos casos em que a operadora não puder dar resposta imediata à solicitação de procedimento ou serviço de cobertura ao usuário, a empresa terá até cinco dias úteis para responder diretamente o beneficiário. Se a resposta negar a realização do procedimento, deve informar detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que a justifique. Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade (APAC) ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta é de até dez dias úteis. Já para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata. O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer reanálise de sua solicitação, que será avaliada pela Ouvidoria da empresa. Além disso, ele poderá ter acesso aos registros de seus atendimentos, em até 72 horas a contar da realização do pedido. As empresas que descumprirem as novas determinações estão sujeitas à multa de R$ 30 mil. Mas se a infração resultar em negativa de cobertura, a punição será mais rigorosa. Nesse caso, a operadora também estará sujeita a multa com valores que vão de R$ 80 mil a R$ 100 mil.

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Ministro diz que vai 'torcer' para que mulheres peguem zika antes da idade fértil

  • Zero Hora
  • 14 Jan 2016
  • 08:54h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, cometeu mais uma gafe nesta quarta-feira, ao afirmar, em tom de brincadeira, que torceria para que mulheres se contaminem pelo zika antes da idade fértil. O comentário foi feito quando Castro falava sobre os projetos de desenvolvimento de vacina contra o vírus, que chegou ao Brasil no ano passado, já circula em 20 Estados e está relacionado ao surto de nascimento de bebês com microcefalia. O ministro disse que o imunizante, uma vez desenvolvido, seria fornecido para parte da população considerada mais suscetível.  — Não vamos dar vacina para 200 milhões de brasileiros. Mas para pessoas em período fértil. E vamos torcer para que mulheres antes de entrar no período fértil peguem a zika, para elas ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina — disse.

 

Três laboratórios públicos se preparam para iniciar projetos para desenvolvimento de vacinas que protejam contra o zika. Castro, afirmou que Evandro Chagas, Biomanguinhos e Instituto Butantã já começam a se articular para, em colaboração com outros centros de pesquisa internacionais, iniciar as pesquisas. — O projeto é a longo prazo. Não teremos nenhuma resposta antes de, pelo menos, dois anos — afirmou.  A ideia é que cada centro siga uma linha de pesquisa em colaboração com institutos internacionais.  — Não será um rede de laboratórios brasileiros. Cada um investirá no desenvolvimento de uma estratégia específica — contou o ministro.  Dessa maneira, avalia, aumentam as chances de se encontrar mais rapidamente uma alternativa eficaz para o combate ao vírus. Na sexta-feira, Castro deverá visitar o Instituto Butantã para discutir as propostas. Sábado, será a vez de Biomanguinhos. Com o Instituto Evandro Chagas, as negociações estão mais adiantadas.  — Queremos definir estratégia rapidamente. Cada mês perdido pode representar meses a mais sem uma arma eficaz de combate ao problema — disse. O ministro afirmou que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) estão entre os cotados para parceria de desenvolvimento de projeto contra o zika.  — Acreditamos que essa vacina seja mais fácil de ser preparada do que a da dengue, porque envolve apenas um vírus, não quatro subtipos, como ocorre com a dengue — comentou Castro. O ministro garantiu que não faltarão recursos para o desenvolvimento de projetos nesta área. De acordo com ele, a verba necessária não é "exorbitante".  — Mais caro será depois da vacina produzida, você distribuir. No caso da zika, a gente tem uma facilidade que é um público alvo — completou.

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OMS deve anunciar fim da epidemia de ebola nesta quinta

  • 14 Jan 2016
  • 07:03h

(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deve anunciar nesta quinta-feira (14) o fim da epidemia de ebola. Na data, a Libéria será declarada oficialmente livre da doença, segundo o G1, 42 dias após os últimos pacientes apresentarem resultados negativos para o vírus. "Temos esperança de que a Libéria seja declarada livre de Ebola mais uma vez pela OMS", afirmou a chefe do programa de combate à epidemia no país, Francis Karteh. "Continuaremos cautelosos e convocando a população a tomar as medidas necessárias pra prevenir um ressurgimento", completou. A Libéria foi a nação mais afetada pelo ebola, com 4.800 mortes. Em 2014, o país chegou a ser declarado livre do vírus, mas dois focos localizados foram encontrados e controlados posteriormente. No total, 29 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença desde o início da epidemia, no fim de 2013.