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Mosquitos já transmitem 37 vírus no Brasil

  • 29 Mar 2016
  • 13:19h

(Foto: Reprodução)

Após o vírus zika surpreender com sua rápida disseminação e possível associação com a microcefalia, especialistas brasileiros alertam para os riscos de outras doenças virais transmitidas por mosquitos, as chamadas arboviroses. Nas últimas três décadas, mais que dobrou o número de arbovírus catalogados no Brasil. Segundo registros do Instituto Evandro Chagas, órgão referência em medicina tropical e vinculado ao Ministério da Saúde, já circulam no território nacional 210 arbovírus, ante 95 na década de 1980. Pelo menos 37 são capazes de provocar doenças em humanos e três deles chamam a atenção por já terem causado pequenos surtos em áreas urbanas. Uma delas é a febre do Mayaro, doença com sintomas parecidos com os da chikungunya e transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus, mesmo vetor da febre amarela silvestre. 

A arbovirose já foi registrada em vários Estados do Norte e Centro-Oeste. Os mais recentes dados epidemiológicos disponíveis no site do Ministério da Saúde mostram que, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram 197 notificações distribuídas por nove Estados brasileiros. Não há registros de mortes provocadas pela doença, mas, assim como na chikungunya, os infectados podem permanecer com dores articulares por semanas ou meses. Caracterizada por quadros febris altos e dores intensas de cabeça, a febre do Oropouche é outra arbovirose que já causa surtos localizados, sobretudo em Estados da região amazônica, até mesmo em bairros de capitais como Manaus e Belém. Transmitida por um mosquito conhecido como maruim, do gênero Culicoides, a doença já foi notificada nas últimas décadas em todas as regiões brasileiras, com exceção do Sul, e também não costuma levar à morte. Há ainda a encefalite de Saint Louis, doença transmitida principalmente por mosquitos silvestres do gênero Culex - o mesmo do pernilongo comum -, que pode causar comprometimento neurológico e já foi responsável por um surto em São José do Rio Preto, no interior paulista, em 2006. De acordo com o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas e pesquisador participante do grupo que catalogou boa parte dos arbovírus no País, embora essas três doenças sejam transmitidas principalmente por insetos silvestres de diferentes gêneros, há experimentos científicos que já indicam que mosquitos Aedes também teriam capacidade de transmiti-las. "No caso da febre do Oropouche, por exemplo, o Aedes nunca foi encontrado infectado na natureza, mas um estudo experimental em laboratório mostrou que ele pode ser vetor dessa doença e que seria um bom transmissor", afirma o especialista. Segundo Vasconcelos, o fato de os três vírus estarem presentes no Brasil há mais de 60 anos - eles foram isolados entre as décadas de 1950 e 1960 - sem terem causado epidemias de alcance nacional não permite dizer que nunca farão estragos. "Eu não quero ser pessimista, mas o zika passou 60 anos no mundo sem causar nenhum problema e vimos o que aconteceu (foi descoberto em 1947 na África). Não dá para dizer que esses três vírus não provocarão nenhum problema por já estarem no Brasil. Pode ser que nunca causem, mas é bom não duvidar", diz o diretor do Instituto Evandro Chagas, que cobra mais pesquisas na área."Dos 210 arbovírus catalogados no Brasil, há esses 37 que já comprovamos que causam doença em humanos, mas, do restante, a maioria a gente desconhece completamente", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Saeb identifica 526 irregularidades em afastamentos por licença médica

  • 29 Mar 2016
  • 09:13h

(Foto: Divulgação)

A Secretaria da Administração do Estado (Saeb) identificou, por meio da Operação “Licença Médica”, 145 indícios de irregularidades no afastamento de servidores, que realizavam outras atividades remuneradas, prática proibida por lei. A pasta investiga ainda outros 381 servidores. Entre os casos verificados pela Saeb, está a de um médico intensivista (especialista em Unidade de Tratamento Intensivo), que conseguiu 462 dias de licença, mas continuou trabalhando em uma prefeitura no interior do Estado. “A Secretaria da Administração tem a obrigação de zelar pelo erário. Nós não pudemos permitir pagamentos de gastos sem o devido amparo legal”, afirma o secretário da Administração, Edelvino Góes. A operação, realizada após denúncias pela Corregedoria Geral do Estado (CGR/Saeb), em parceria com a Junta Médica do Estado, identificou, entre os 145 servidores, médicos, professores, dentistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, policiais civis, dentre outros profissionais, que chegaram a ficar de 200 a até mais de 400 dias de licença médica, apresentando atestados reiteradamente. Os atestados e relatórios médicos informavam doenças de diagnósticos subjetivos, como patologias de ordem psicológica. 

Ao todo, a partir do sistema de perícia da Junta Médica, a Corregedoria identificou 5.764 servidores que obtiveram licenças por prazos acima de 15 dias entre janeiro de 2014 e agosto de 2015. Os dados dessa lista foram cruzados com dados do Cadastro Nacional de Informações do INSS, de forma a verificar a existência de servidores com outros vínculos empregatícios. Foram encontrados 662 servidores trabalhando em empresas privadas ou em outros entes públicos, e deste total, 526 não tiraram licenças médicas no período em que estavam afastados do Estado. Os servidores flagrados na operação vão responder a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a Processo de Ressarcimento ao erário, no âmbito das corregedorias do Estado. Ao fim dos processos, que observam o princípio do contraditório e da ampla defesa, os servidores considerados culpados podem ser demitidos do serviço público e terão que reembolsar o Estado os valores recebidos de forma irregular durante o período em que estavam de licença médica. No caso de servidores que já se aposentaram, o benefício poderá ser cassado.  No caso do médico intensivista, a situação foi agravada após uma perídica grafotécnica do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar que três dos dez atestados eram falsos. O médico possui dois cargos no Estado: um no Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, e outro na Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), na unidade da Avenida Bonocô. Apesar de afastado, ele atuava como diretor médico em uma prefeitura de um município do interior. Além dos processos administrativos, o caso será encaminhado para a Delegacia de Crimes Econômicos e contra a Administração Pública (Dececap) e para o Conselho Regional de Medicina (Cremeb), pelos indícios de crime de falsificação. Outra ocorrência refere-se a uma professora da Secretaria da Educação que obteve 195 dias de licença médica, mas trabalhava para a Prefeitura de Niterói, no Rio de Janeiro, como Chefe de Serviço de Secretaria, na Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade. Em resposta à Saeb, a secretaria informou, em ofício, “que a comissionada executa serviços de assessoramento via internet, que tem plena eficácia na atuação e que não gozou de benefício previdenciário”.

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Brasileiros desenvolvem técnica que potencializa medicamentos contra Alzheimer

  • 28 Mar 2016
  • 20:04h

(Foto: Reprodução)

Para combater o avanço do Mal de Alzheimer, pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica que potencializa a absorção de um remédio para tratamento da doença. Liderado pela estudante de doutorado Geisa Salles e pelo professor Anderson Lobo, que coordena as pesquisas no Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos (SP), o projeto utiliza uma nanofibra com um medicamento do Reino Unido embutido. "Na nossa pesquisa, a gente já conseguiu desenvolver esse nanomaterial contendo o fármaco para o tratamento do Alzheimer e junto a isso já testamos in vitro, isto é, em células que simulam o comportamento da doença. Os resultados tem sido bastante animadores e a gente acredita que vai poder dar uma grande contribuição para esta patologia crônica", afirmou Geisa, segundo o site Terra. Chamado de nanotratamento, o processo depende da associação de polímeros (plástico) e peptídeos (proteínas) para formação de uma fibra subcutânea que libera o fármaco na corrente sanguínea de forma contínua. "A pesquisa é bastante promissora pelos resultados que o fármaco vem apresentando associado a nanotecnologia e são raros os estudos que a relacionam com o Alzheimer. A nanotecnologia vai potencializar a ação desse fármaco e, daqui a alguns anos, ajudar muito as pessoas com a patologia", explicou Geisa. De acordo com resultados de testes, a fibra pode aumentar em cerca de 30% a durabilidade de medicamentos utilizados no combate à doença.

Campanha de vacinação contra gripe é antecipada devido ao aumento de casos de H1N1

  • 28 Mar 2016
  • 14:41h

(Foto: Reprodução)

A partir de 30 de abril até 20 de maio, será realizada a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. A campanha, que só aconteceria em maio, foi antecipada pelo Ministério da Saúde devido a circulação atípica do vírus H1N1, a gripe suína, no país. Mais forte do que uma gripe comum, o H1N1 costuma se proliferar no clima frio e úmido, entre o outono e o inverno. No entanto, a incidência incomum da doença em várias partes do Brasil, ainda no verão, fez os órgãos de saúde ficarem em alerta. Segundo a Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, em 2016, até dia 23 de março, foram notificados 5 casos suspeitos da doença na cidade, sendo 2 negativos, 1 inconclusivo (por falta de exame laboratorial) e 2 aguardam resultado. A partir desta quarta (30), todas as unidades de saúde disponibilizarão a vacina para os grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes; puérperas; trabalhador de saúde; povos indígenas; indivíduos com 60 anos ou mais de idade; população privada de liberdade; adolescentes e jovens que estão cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional; pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

Provocada pelo Aedes, chikungunya causa dores incapacitantes

  • 27 Mar 2016
  • 16:01h

(Foto: Reprodução)

Chikungunya, a doença transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, cumpriu o que os especialistas temiam: uma epidemia de dores nas articulações. O Bem Estar desta quarta-feira (23) falou da diferença entre artrite e chikungunya com os infectologistas Caio Rosenthal e Carlos Britto. Estudos mostram que a chikungunya deixa rastros, metade deles crônicos. O vírus tem uma predileção pelas articulações e causa uma cascata inflamatória no local. Os doentes, principalmente as mulheres, desenvolvem dores incapacitantes crônicas e não conseguem abotoar uma camisa, pentear o cabelo, sem dores. O tratamento é feito com analgésicos e anti-inflamatórios. Entretanto, é preciso procurar um médico, porque a doença pode trazer risco de sangramento. Tratamentos não medicamentosos como acupuntura, fisioterapia e compressas podem ajudar a aliviar a dor.

Estudo aponta que risco genético do autismo pode ser encontrado em qualquer pessoa

  • 26 Mar 2016
  • 18:02h

(Foto: Reprodução)

O risco genético que contribui para aparição de transtornos do espectro autista (TEA) pode ser encontrado na população geral. O estudo publicado nesta segunda-feira (21) pela revista "Nature Genetics" sugere que o risco genético subjacente nestes transtornos, tanto nas variantes herdadas como nas mutações chamadas de "de novo"  (que não são observadas nos pais do indivíduo), afeta uma gama de traços de comportamento e desenvolvimento em toda a população. A pesquisa, que envolveu uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bristol, do Instituto Broad de Harvard, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e do Hospital Geral de Massachusetts, constatou que esses traços têm características severas nas pessoas diagnosticadas com algum transtorno do espectro autista. Esses transtornos se caracterizam pelas dificuldades na interação social, na comunicação e na linguagem, além de comportamentos repetitivos.

Candidatos à fertilização in vitro ou doação de células devem fazer teste para zika

  • 26 Mar 2016
  • 16:02h

(Foto: Reprodução)

Pessoas que desejarem se submeter a procedimentos de fertilização in vitro ou doar material biológico em bancos de células e tecidos deverão realizar teste de detecção do vírus Zika. A nova exigência foi estabelecida pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (22) em reunião. O objetivo é evitar contaminação pelo vírus em pacientes que se submetem às técnicas de Reprodução Humana Assistida, em virtude da ocorrência da epidemia de zika no Brasil e da possibilidade de sua transmissão sexual. "Considerando que o objetivo final da utilização de técnicas de reprodução humana é a gravidez e que a infecção pelo vírus Zika está relacionada aos casos de microcefalia em bebês de mães infectadas, tornou-se urgente a elaboração de critérios para doação de gametas e para realização dos procedimentos para uso em fertilização própria", afirmou o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Fernando Mendes, relator da proposta que determina os novos procedimentos. O procedimento de fertilização ou doação de óvulos e sêmen só poderá ser realizado após resultado negativo para a doença.

Cresce número de cirurgias bariátricas no país, de acordo com SBCBM

  • 25 Mar 2016
  • 20:01h

(Foto: Reprodução)

As cirurgias de redução de estômago cresceram 6,25% em 2015, em relação a 2014, segundo novo balanço da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). No ano passado, 93,5 mil pessoas foram submetidas ao procedimento, ante 88 mil em 2014. Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliou, em janeiro deste ano, a indicação do procedimento. Segundo o presidente da SBCBM, Josemberg Campos, além da relação óbvia com o avanço da obesidade no País, outros hábitos adquiridos pelos brasileiros contribuem para o aumento do número de cirurgias bariátricas. "O principal motivo provavelmente deve ser o aumento da própria doença. Mais da metade da população brasileira está acima do peso. O País está adquirindo hábitos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, com uma maior quantidade de horas dedicadas ao trabalho, pouca atividade física e pouco lazer. O estresse contribui para a obesidade."
 

Campos diz ainda que o fato de a cirurgia ter entrado na lista obrigatória de procedimentos realizados pelos planos de saúde, após determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2011, também contribuiu para que, ano a ano, a bariátrica se tornasse mais conhecida e fosse mais indicada para os pacientes. Avanços nas técnicas também contribuíram. Apesar do crescimento no ano passado, Campos diz que 2016 não deve superar 2015. "Não vai crescer em decorrência da crise, já que as pessoas perderam os planos de saúde", acredita. Mas este ano deve ser promissor para a especialidade, que foi reconhecida como área de atuação médica no ano passado. "Estamos querendo criar estrutura adequada, com programas de residência médica específicos em cirurgia bariátrica. Após a formação dos primeiros médicos, eles seguirão para diversos Estados para a criação de centros especializados em hospitais públicos.". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Anvisa autoriza prescrição de remédios que contenham derivados da maconha

  • 25 Mar 2016
  • 18:00h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a prescrição médica e a importação, por pessoa física, de medicamentos e produtos com canabidiol e tetrahidrocannabinol (THC) em sua formulação, desde que exclusivamente para uso próprio e para tratamento de saúde. A decisão  foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21). A agência ressaltou, através de nota, que os produtos, que contém derivados da maconha, não foram registrados e, portanto, não têm sua segurança e eficácia avaliadas e comprovadas pela vigilância sanitária brasileira. De acordo com a Agência Brasil, A norma prevê que o paciente ou seu responsável legal solicite à Anvisa, em formulário próprio, uma autorização excepcional para a importação e utilização do produto, apresentando prescrição médica, laudo médico e declaração de responsabilidade e esclarecimento assinada pelo médico e paciente ou responsável legal. Extraído da Cannabis sativa, o canabidiol, conhecido como CBD, é utilizado no combate a convulsões provocadas por diversas enfermidades, entre elas a epilepsia.

Ministérios anunciam edital de R$ 20 mi para pesquisas contra Aedes e arboviroses

  • 25 Mar 2016
  • 09:03h

Foto: Fernando Duarte/ Bahia Notícias

Os ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciaram nesta quarta-feira (23) que o governo federal deve articular a liberação de recursos na ordem de R$ 100 milhões para pesquisas de vacina contra dengue e zika. Será lançado, como parte da ação, edital no valor de R$ 20 milhões para que pesquisadores apresentem projetos na área. De acordo com o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, há ainda a perspectiva de incentivar a produção de novas tecnologias para o combate ao vetor. "É um momento de emergência em saúde pública no Brasil e internacional por causa desse vírus. São 47 países, 31 nas Américas, onde o vírus está circulando", lembrou o gestor da Saúde, Marcelo Castro, durante a apresentação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes Aegyti e à Microcefalia. Castro explicou que, dos recursos liberados, R$ 50 milhões partem da pasta. O ministro ainda aproveitou para lembrar os bons resultados obtidos após a visita da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao Brasil, em fevereiro deste ano. "A diretora da OMS ficou impressionada com o trabalho desenvolvido no Brasil. Disse que nunca viu um país tão empenhado". Tanto Castro quanto Pansera reforçaram, durante o evento, o apoio ao atual governo e às ações tomadas para combate ao surto de Zika e microcefalia. "Nós temos orgulho de fazer parte deste governo e vamos continuar trabalhando", afirmou Pansera ao ressaltar a legitimidade do governo.

MP-BA e Cremeb assinam termo de cooperação para melhorar medicina no estado

  • 24 Mar 2016
  • 20:01h

Foto: MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Conselho Regional de Medicina (Cremeb) nesta quarta-feira (23) para fomentar uma melhor prática da medicina no estado, com observância às normas ético-legais e em defesa da sociedade e do livre acesso à saúde. O documento foi assinado pela procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado e pelo presidente do Cremeb, José Abelardo Meneses.  O documento estabelece que caberá ao Ministério Público comunicar ao Cremeb, a fim de que este atue dentro de suas atribuições legais, a apuração da conduta de médico no exercício da profissão. Isso deve ocorrer, através de procedimento investigatório, desde que reste constatada a existência de indícios de ilícito penal. Já o Cremeb, por sua vez, sempre que solicitado, deverá prestar orientação sobre questões relativas ao exercício ético da medicina, visando a apuração de fatos decorrentes da prática médica, quer sejam os interessados entes de natureza privada ou pública, independentemente da avaliação ética que lhe incumbe, dentro de suas atribuições específicas, franqueando ao MP o acesso aos dados referentes a nomes, qualificação e endereços profissionais dos inscritos.

Diretora da OMS acredita que onda de infecção por Zika deve acabar antes de criação da vacina

  • 23 Mar 2016
  • 19:03h

(Foto: Reprodução)

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou nesta terça-feira (22) que a primeira onda de infecções pelo Zika no mundo pode acabar antes que a vacina contra o vírus fique pronta. De acordo com a Agência Brasil, Chan informou que 23 projetos são desenvolvidos atualmente nos Estados Unidos, na França, no Brasil, na Índia e na Áustria, segundo ela. "Especialistas concordam que o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Zika é imperativo", disse. "Projetos em andamento podem iniciar testes clínicos antes do fim de 2016, mas podem ser necessários anos até que uma vacina completamente testada e licenciada esteja disponível", completou. Ainda segundo a diretora-geral da OMS, mais de 30 empresas trabalham atualmente no desenvolvimento de novos testes para diagnóstico da infecção por Zika. "No que diz respeito a novos produtos médicos, especialistas concordam que um teste para diagnóstico confiável e disponível no ato do atendimento é a mais urgente prioridade". 

Uso da pílula do câncer é aprovado no Senado mesmo sem registro da Anvisa

  • 23 Mar 2016
  • 17:18h

(Foto: Reprodução)

Um acordo entre os líderes partidários no Senado permitiu a votação na terça-feira (22) do projeto de lei que garante aos pacientes de câncer o direito de usar a fosfoetanolamina, mesmo antes de ela ser registrada e regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A substância ficou conhecida como pílula do câncer e está em fase de pesquisas e testes pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP). Por isso, ainda não recebeu o registro da agência. A pílula atua no organismo auxiliando no combate às células cancerosas. 

 

No entanto, embora o medicamento tenha sido distribuído gratuitamente aos pacientes durante anos, uma portaria da USP determinou que substâncias em fase experimental deveriam ter todos os registros antes de ser distribuídas à população. A suspensão da distribuição da fosfoetanolamina provocou uma "guerra" de liminares na Justiça por parte dos pacientes que dizem se beneficiar do uso da pílula do câncer. O projeto aprovado hoje busca solucionar o problema, liberando o uso da substância mesmo sem o registro da Anvisa. Para isso, os pacientes deverão apresentar laudo médico comprovando o diagnóstico de câncer e assinar um termo de responsabilidade pelo uso do remédio experimental. Mas, para produzir, prescrever, importar e distribuir a substância, os agentes deverão ser regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente. O texto é originário da Câmara dos Deputados e não recebeu alterações no Senado. Antes de sua votação no Senado foi aprovado um requerimento de urgência e um acordo de líderes permitiu a quebra dos interstícios regimentais para a aprovação em plenário ainda hoje. O texto segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

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Dilma diz ter sido cobaia de teste experimental para diagnóstico de doenças do Aedes

  • 23 Mar 2016
  • 14:06h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff revelou nesta quarta-feira (23) que participou de experimentos para o desenvolvimento do teste rápido para diagnóstico de dengue e zika. "Fiz o teste ainda em nível experimental. Furei o dedo como faz o teste de glicemia. É um teste rápido e efetivo e agora vai ser certificado. Não tive problema por fazer o teste", afirmou a presidente durante a apresentação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes Aegyti e à Microcefalia. Dilma lembrou que, desde 2015, o Brasil tem buscado diminuir os casos e também combater o Aedes aegypti. Segundo ela, a parceria com governos estaduais e municipais tem sido essencial nesse "desafio de toda a comunidade internacional". A presidente disse ainda que, até o final de seu mandato, em 2018, serão investidos R$ 649 milhões em pesquisas. "Nosso objetivo é avançar no conhecimento do vírus zika, na oferta de diagnóstico, vacina e medicamentos", disse. "Estamos na expectativa de uma vacina pentavalente. Quatro variedades da dengue e, quem sabe, a zika. A chikungunya ainda não. Se conseguirmos ela seria hexavalente ou sei lá", completou.

Primeiros testes mostram que 'pílula do câncer' não é eficaz

  • 22 Mar 2016
  • 18:01h

(Foto: Reprodução)

Os primeiros testes com a fosfoetanolamina sintética, conhecida como "pílula do câncer", realizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mostraram que a substância não é pura, como afirmavam seus criadores, e que ela não apresenta eficácia contra células cancerígenas em testes in vitro. Os cinco primeiros relatórios foram divulgados pelo ministério no último dia 18. "A informação era de que a fosfoetanolamina era pura, mas há cinco componentes na cápsula. Os resultados preliminares mostram que a fosfoetanolamina não tem atividade contra o câncer", diz Luiz Carlos Dias, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuou na pesquisa do MCTI na etapa de caracterização e síntese dos componentes da cápsula. 

A substância, criada pelo professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) São Carlos, é distribuída há mais de 20 anos e não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser usada como medicamento. Segundo Dias, a quantidade de fosfoetanolamina é de 32,2% e que outra substância presente na fórmula, chamada monoetanolamina, apresentou capacidade de reduzir a proliferação de células com câncer. "Um dos componentes tem uma pequena atividade, mas é muito marginal, menor do que a apresentada por tratamentos convencionais." Em nota, o ministério informou que os resultados são preliminares e que "não existe ainda um laudo conclusivo sobre a substância". Dias explica que ainda serão realizados testes in vivo, que devem incluir animais de pequeno porte, cujos resultados devem sair em um mês. Outro ponto preocupante, segundo o pesquisador, foi o fato de as cápsulas não apresentarem a mesma quantidade de substância em cada uma delas. "Cada uma tinha uma quantidade diferente. Indica um processo artesanal de colocar o conteúdo na cápsula." A reportagem entrou em contato com os responsáveis pela fórmula por e-mail, mas não teve resposta.

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