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Uma mulher de 52 anos morreu no Hospital Regional de Juazeiro, no norte da Bahia, com suspeita de gripe H1N1. De acordo com a Secretaria da Saúde do município, a mulher foi identificada como Sônia Regina Souza Silva Rocha e morreu na noite de quinta-feira (28). Ainda conforme a Secretraria de Saúde, a cidade possui outros dois casos suspeitos da doença, mas o da mulher é o primeiro óbito com a causa suspeita de gripe H1N1. A secretaria informou que a morte de Sônia Regina está sendo investigada, mas não há previsão de quando os exames que constatam a doença serão entregues.
- Bahia Notícias
- 28 Abr 2016
- 08:45h
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Até o final da tarde desta quarta-feira (27), 91 municípios baianos não aplicaram uma dose sequer da vacina contra o vírus da Influenza, o H1N1. De acordo com o Ministério da Saúde, cidades como Lauro de Freitas, Caetité, Amargosa, Simões Filho, Castro Alves e Conde estão entre as cidades que não utilizaram doses da vacina. A notificação é necessária para que o MS identifique a necessidade de enviar ou não novos lotes da vacina. O procedimento é realizado todos os anos, mas tornou-se mais importante devido à intensa procura nos postos de saúde. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) distribuiu 1,6 milhão de doses da substância, suficiente para atender a cerca de 50% do público-alvo da campanha. Até então foram aplicadas 624.047 doses.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (25) que a epidemia de zika está claramente em regressão no Brasil. A entidade acredita, no entanto, que o número de casos de pessoas afetadas pelo vírus pode aumentar "significativamente" nos próximos meses no mundo. A queda nos registros no Brasil está provavelmente relacionada com o fim do verão, de acordo com a France Presse. "A epidemia está em uma fase descendente no Brasil", afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em coletiva de imprensa em Paris. "O mesmo acontece na Colômbia e Cabo Verde", acrescentou. Com o início na Europa da temporada dos mosquitos, "a possibilidade de uma transmissão local combinada com prováveis transmissões por via sexual poderia provocar um aumento significativo do número de pessoas afetadas pelo zika e das complicações que isto representa", afirmou Marie-Paule. "Na medida em que as temperaturas começam a aumentar na Europa (com a aproximação do verão no hemisfério norte), duas espécies de mosquitos Aedes, conhecidas por transmitir o vírus, vão começar a circular", disse Kieny. "O mosquito não tem fronteiras", completou.
Mais de 600 cientistas participam nesta segunda e terça-feira (26) de um colóquio internacional sobre o vírus da zika, no Instituto Pasteur de Paris. Os cientistas tentam determinar quanto tempo o vírus pode permanecer no corpo humano, o grau de risco de transmissão por via sexual e a lista completa de doenças que pode causar. Também devem falar sobre o vínculo do vírus com a microcefalia, uma patologia que provoca danos cerebrais graves nos recém-nascidos, e com a síndrome Guillain-Barré, que pode provocar paralisia e morte. A OMS já declarou esta doença uma "emergência de saúde pública de alcance internacional". O vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, provoca muitos problemas na América Latina desde 2014, mas também preocupa a Europa, apesar da maioria dos casos da doença ser considerada leve. Segundo o Instituto Pasteur, 1,5 milhão de casos foram contabilizados no Brasil, principal foco da epidemia. De três a quatro milhões de casos estão previstos para o continente americano.
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- Bahia Notícias
- 24 Abr 2016
- 17:02h
(Foto: Reprodução)
Oito países já notificaram possível transmissão sexual do zika vírus, segundo o mais recente boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na quinta-feira (21). Argentina, Chile, Estados Unidos, França, Itália, Nova Zelândia, Peru e Portugal têm evidência desse tipo de transmissão porque registraram casos autóctones de zika sem ter, em seu território, a presença do mosquito transmissor da doença. Ainda segundo a OMS, 66 países tiveram registro de zika desde 2007, quando o primeiro surto foi documentado. Desde 2015, quando a doença foi identificada pela primeira vez nas Américas, 42 nações notificaram casos de zika. Seis países tiveram aumento de casos de microcefalia associados à doença: Brasil, Colômbia, Cabo Verde, Polinésia Francesa, Martinica e Panamá.
- Bahia Notícias
- 24 Abr 2016
- 07:03h
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Uma portaria do Ministério da Saúde (MS) publicada nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da União cria, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema de Registro de Atendimento às Crianças com Microcefalia. De acordo com informações da Agência Brasil, a portaria tem como finalidade registrar informações e dados relacionados ao acompanhamento de crianças com diagnóstico da síndrome, com vistas ao aprimoramento das investigações epidemiológicas e do acompanhamento em saúde. Segundo o decreto, a operacionalização e a gestão do sistema serão de competência da Secretaria de Atenção à Saúde, considerando a existência de dados pessoais nas informações coletadas. As informações o sistema serão de acesso restrito a profissionais e gestores de saúde. Da mesma forma, a portaria também determina que o modo específico da implementação do sistema em cada região será pactuado pelos estados e se efetivará de acordo com os cenários e necessidades locais.
- Bahia Notícias
- 23 Abr 2016
- 19:02h
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Um boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nessa quarta (20) pontuou que até o último sábado (16), 1.168 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso foram confirmados no país. De acordo com o portal Terra, 2.241 casos suspeitos foram descartados enquanto 3.741 permanecem em investigação. Os casos detectados ocorreram em 428 municípios de 22 estados do Brasil, sendo 77,2% concentrados no Nordeste. Atrás apenas de Pernambuco, que conta com 760 diagnósticos, a Bahia registrou 647 casos da doença. Dos mais de mil registrados em todo o país, 192 tiveram resultado positivo em relação ao zika vírus, porém, o Ministério ressalta que o dado não representa adequadamente as totalidades dos casos relacionados ao vírus. "A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia", diz o boletim. O documento também menciona que foram registrados 240 óbitos suspeitos após o parto ou durante a gestação – quando ocorre aborto ou feto é natimorto. Desses, 165 continuam sob investigação, 51 foram confirmados com diagnóstico de microcefalia e/ou alteração no sistema nervoso central e 30 foram descartados.
- Bahia Notícias
- 21 Abr 2016
- 19:01h
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, em publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20), o registro de um novo antilipêmico, droga usada para reduzir o lipídio do sangue. Denominado Repatha (evolocumabe), o medicamento é indicado para adultos com hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista, como adjuvante à dieta ou para adultos e adolescentes com 12 anos de idade ou mais com hipercolesterolemia familial homozigótica em combinação a outras terapias hipolipemiantes. Segundo a Anvisa, o remédio aumenta a quantidade de colesterol que entra no fígado e assim reduz o nível de colesterol no sangue.
- Bahia Notícias
- 21 Abr 2016
- 13:01h
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O mandado de segurança ajuizado pela Associação Médica Brasileira (AMB), contra a lei que autoriza o uso da “pílula do câncer” por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, foi arquivado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Lei 13.269/16 autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética no tratamento de pacientes com câncer. O ministro afirmou que o pedido da AMB não pode ser reconhecido por violar a súmula 266 do STF e que o mandado de segurança só deve ser utilizado sobre os atos destinados a dar aplicação concreta ao que se contiver nas leis ou em seus equivalentes constitucionais. O ministro ainda pontuou que a AMB ainda propôs uma ação direta de inconstitucionalidade, relatada pelo ministro Marco Aurélio, para questionar a referida lei, “em clara atestação de que o diploma legislativo em referência qualifica-se como típico ato em tese, cujo teor – embora comportando a possibilidade de controle normativo abstrato – não admite possa ser ele impugnado na via do mandado de segurança”. No pedido, a associação afirma que há um amplo desconhecimento sobre a eficácia e dos efeitos colaterais da fosfoetanolamina sintética em seres humanos. Portanto, a lei seria incompatível com direitos constitucionais fundamentais, como o direito à saúde, à segurança e à vida, bem como o desrespeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. A entidade médica ainda afirma que a substância só foi testada em camundongos e surtido reação positiva, no combate do câncer melanoma, nesse tipo de animal. Além disso, a fosfoetanolamina sintética não passou pelos testes clínicos, em seres humanos, realizados nos termos da lei 6.360/76, e a Anvisa não concedeu o registro ao medicamento.
- Bahia Notícias
- 21 Abr 2016
- 09:03h
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Dados preliminares do novo boletim de dengue, zika e chikungunya mostram que o ritmo de transmissão dessas doenças começou a apresentar uma discreta queda no país. "Os indicadores levam a crer que a curva de transmissão começa a baixar", afirmou o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. Isso significa que as taxas das doenças continuam a aumentar, mas em um ritmo menor do que nas últimas semanas. Balanço também preliminar de microcefalia indica que no Nordeste o número de nascimento de bebês com a má-formação começa a cair. "Se isso de fato se concretizar, podemos ter efeito benéfico a médio prazo. Talvez consigamos evitar a grande epidemia de nascimento de bebês com microcefalia esperada para a Região Sudeste".
- Bahia Notícias
- 20 Abr 2016
- 07:01h
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O número de mortes provocadas por H1N1 aumentou 50% em uma semana. Boletim divulgado na manhã desta terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde, com dados reunidos até o dia 9, mostra que 153 pessoas faleceram em virtude de complicações provocadas por esse subtipo de vírus influenza. No balanço anterior, o número contabilizado era de 102 óbitos. O ritmo do aumento de casos da infecção foi semelhante. Em uma semana, os registros de pacientes com a doença passou de 686 para 1.012, o equivalente a 47%. Um caso é importado, da França. O aumento de casos foi identificado em todas as regiões do País. Sudeste segue em primeiro lugar, com 758 casos notificados - aumento de 37% em relação ao boletim anterior. No Sul, foram identificados 133 casos, 95% a mais do que identificado semana passada, quando 68 infecções haviam sido contabilizadas. No Centro-Oeste ocorreram 71 casos, e no Nordeste, 33. Norte apresente 16 registros de infecções. Das mortes registradas, 103 foram identificadas no Sudeste. São Paulo, sozinho, respondeu por 91 dos óbitos da região. No Sul, foram 18 mortes - dez em Santa Catarina, seis no Rio Grande do Sul e duas no Paraná. No Centro-Oeste, foram contabilizadas 17 mortes. O maior registro de mortes aconteceu em Goiás, com nove casos. Técnicos da Vigilância das Doenças Transmissíveis ouvidos pelo Estado afirmam que os números apresentados no boletim, embora assustem à primeira vista, seguem o perfil esperado para a epidemia. A tendência é de que o número de casos continue a aumentar. O fato de alguns Estados terem antecipado a vacinação contra influenza entre grupos de risco, avaliam, não é suficiente para interromper o ciclo da epidemia em um período tão curto. A vacina começa a ter efeitos protetores duas semanas depois da aplicação. Além disso, o principal objetivo da vacinação é evitar número de casos graves, complicações e óbitos. Tal impacto, completam, começará a ser notado nas próximas semanas, quando a cobertura vacinal entre grupos mais vulneráveis aumentar e o grupo já começar a apresentar maior proteção contra o vírus influenza.
- Bahia Notícias
- 19 Abr 2016
- 19:01h
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Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) apresentou um método para redução do tempo de recuperação de fraturas com células-tronco do próprio corpo. Dados do instituto apontam que 20% dos casos de fratura não se curam, o que levou ao estudo. A motivação para investigar esses casos teve base na quantidade de fraturas que tratávamos e simplesmente não cicatrizavam. Por que, afinal? Como a gente poderia resolver?", contou o cirurgião Leonardo Rocha, chefe de Trauma Adulto e Idoso do instituto, em entrevista ao jornal O Globo. Com o acompanhamento de 13 pacientes, a pesquisa resultou em uma técnica capaz de deslocar o dobro de células-tronco normalmente produzidas pelo corpo para o foco das fraturas, o que leva a uma melhor cicatrização dos ossos. Todos os pacientes em teste apresentaram regeneração dos ossos, segundo o Into, com queda do tempo médio de recuperação de 4 a 6 meses para até 2 meses. "É preciso extrapolar as técnicas usuais de tratamento porque, muitas vezes, elas não se mostram eficazes e rápidas o suficiente para atenuar o sofrimento dos pacientes", afirmou o diretor do Into e um dos autores da pesquisa, João Matheus Guimarães. O objetivo dos pesquisadores agora é de que a técnica inovadora possa ser utilizada em larga escala no Into.
- Bahia Notícias
- 18 Abr 2016
- 20:01h
(Foto: Reprodução)
A Associação Médica Brasileira (AMB) ajuizou nesta segunda-feira (18) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal contra a liberação da fosfoetanolamina sintética. A lei que autoriza o uso da substância foi sancionada sem vetos na última quarta-feira (14) pela presidente Dilma Rousseff(veja aqui). Em petição, a AMB afirma que a liberação da chamada "pílula do câncer" é inconstitucional, devido ao "desconhecimento amplo acerca da eficácia e dos efeitos colaterais". Por conta disso, sua distribuição seria uma fronta ao direito à saúde previsto nos artigos 6º e 196 da Constituição Federal. Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da AMB, Florentino Cardoso, argumentou que a lei ignora todas as orientações e alertas de organizações brasileiras. "Não há justificativa racional para assinatura dessa lei", afirmou. Cardoso disse ainda que o texto expõe pacientes a risco desconhecido, "aproveitando-se do desespero de alguns para, de maneira demagógica, apresentar falsa solução à desassistência reinante no setor saúde".
Exame de imagem revela danos cerebrais de bebês com microcefalia (Foto: BMJ 2015/ http://www.bmj.com/cgi/doi/10.1136/bmj.i1901 )
Um estudo brasileiro publicado na revista "British Medical Journal" nesta quarta-feira (13) detalhou os tipos de problemas presentes no cérebro de bebês com microcefalia relacionada à zika. Este é o primeiro estudo que faz uma tentativa de distinguir as características cerebrais de bebês com microcefalia ligada à zika daquelas observadas em bebês com microcefalia devido a outras infecções. A pesquisa concluiu que a microcefalia ligada à zika apresenta, em geral, danos cerebrais extremamente severos, com poucas chances de um bom desenvolvimento das funções neurológicas. Uma característica que parece ser específica da microcefalia por zika é a calcificação em uma região determinada: entre a substância branca cortical e subcortical do cérebro. A hipótese dos autores é que o vírus da zika destrói células cerebrais e forma lesões parecidas com cicatrizes, onde há depósito de cálcio. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores - vinculados à Faculdade Maurício de Nassau, AACD do Recife, Universidade de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - avaliaram 23 bebês com diagnóstico de microcefalia provavelmente associada ao vírus da zika.
As crianças nasceram em Pernambuco entre julho e dezembro de 2015. Desse grupo, 15 passaram por tomografia computadorizada, 7 passaram tanto por tomografia quanto por ressonância magnética e um passou apenas pela ressonância. Apenas seis tiveram testes positivos para o anticorpo relacionado ao vírus da zika, mas exames descartaram outras possíveis causas de microcefalia como toxoplasmose, citomegalovirus, rubéola, sífilis e HIV. Segundo os autores, o estudo apresenta a maior e mais detalhada série de achados de neuroimagem em crianças com microcefalia provavelmente ligada ao vírus da zika. Entre os médicos que têm atendido pacientes com microcefalia desde que o número de casos começou a aumentar, já havia uma percepção de que esses casos de microcefalia eram distintos daqueles provocados por outros vírus, porém isso ainda não tinha sido descrito em uma publicação científica.
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- Bahia Notícias
- 16 Abr 2016
- 18:00h
(Foto: Reprodução)
A confirmação divulgada nesta quarta-feira (13) de que o vírus Zika está definitivamente ligado ao aumento dos casos de microcefalia (veja aqui) já é considerado um importante ponto de partida no estudo do surto para a equipe envolvida. Desenvolvida pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a pesquisa foi feita em conjunto com o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Para o médico e pesquisador Antônio Raimundo Pinto de Almeida, diretor-geral do HGRS e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a apresentação da evidência científica pode ajudar a dissipar rumores de que outros agentes seriam responsáveis pela síndrome da microcefalia. "Seguimos nesta luta, o objetivo é tentar tornar a situação mais clara possível", afirmou. O médico ainda aproveitou para parabenizar as equipes envolvidas. "Estamos muito orgulhosos por termos contribuído e continuar contribuindo fortemente para a compreensão da associação entre a Zika Congênita e a microcefalia. Inclusive, a definição ‘Zika Congênita’, utilizada pelo CDC, foi adotada inicialmente pelo Hospital Roberto Santos. Estou contente com a atuação de nossos profissionais, bem como com os da Fiocruz, Universidade Yale e Texas, Instituto Evandro Chagas e tantos outros pesquisadores brasileiros". Na avaliação do diretor, foi dado um importante passo, mas há ainda questões urgentes a serem respondidas. "Precisamos manter os cuidados e seguir compartilhando informações para eliminar o Aedes Aegypti".
- Uol Notícias
- 16 Abr 2016
- 16:03h
(Foto: Reprodução)
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda ir à Justiça contra a liberação da produção, distribuição e uso da fosfoetanolamina sintética, substância conhecida como "pílula do câncer". A medida ocorre após a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionar a lei que autoriza o uso da substância no tratamento de pacientes com câncer, mesmo após recomendação contrária de órgãos do governo, como o Ministério da Saúde e a própria Anvisa. Para a agência, a liberação transforma em "medicamento" autorizado uma substância que, apesar de desenvolvida há 20 anos no Brasil em uma laboratório da USP, nunca passou pelos estudos clínicos necessários para comprovar sua segurança e eficácia. "É importante ressaltar que liberar medicamentos que não passaram pelos devidos critérios técnicos significa colocar em risco a saúde da população", afirma a Anvisa, em nota. A agência alega ainda que jamais recebeu nenhum pedido de solicitação de registro ou de autorização para que os ensaios clínicos obrigatórios fossem realizados por pesquisadores e produtores interessados.
Outros motivos também pesam para a agência avaliar a possibilidade de recorrer à Justiça contra a fosfoetanolamina. A avaliação é que, além de trazer riscos à saúde, a autorização pela presidente Dilma Rousseff também interfere na autonomia e reconhecimento da agência, responsável pelo acompanhamento e liberação de medicamentos no país. Outros órgãos de governo evitaram se manifestaram com a mesma força sobre a decisão. Questionada, Emilia Curi, ministra interina do Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta que financia pesquisas sobre a fosfoetanolamina, disse que a decisão ocorreu devido à forte comoção social e do Congresso, mas foi tomada "com cuidado" pela presidente. Inicialmente, Curi negou que a medida tenha sido precipitada. Em seguida, porém, disse que, se pudesse, "como cientista e pesquisadora", teria pedido mais prazo para que o tema fosse analisado ou "que esperassem um amadurecimento das pesquisas". A previsão é que os estudos préclínicos (em animais e células) sejamfinalizados neste ano. Em nota, o Ministério da Saúde informou que deve criar um comitê para estabelecer critérios para a prescrição, uso e distribuição do produto.
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