BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"
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Com o aumento da procura e a correria ao campus de São Carlos (SP), a Universidade de São Paulo (USP) resolveu enviar pelo correio a partir de agora a fosfoetanolamina sintética, substância que muitos pacientes acreditam ser capaz de combater o câncer. Com isso, os doentes beneficiados até agora por 742 liminares terão de aguardar a fórmula em casa. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica pretende apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a distribuição. A procura ocorre no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), que na sexta-feira (16) divulgou um comunicado e uma cartilha com perguntas e respostas para orientar as pessoas. O material diz que ninguém deve ir buscar a substância no campus, mesmo quem obteve autorização judicial. "O IQSC será notificado da liminar por oficial de Justiça e encaminhará a substância via Sedex/AR no endereço constante na petição inicial. O serviço do correio será cobrado do destinatário", diz a nota. O instituto informa ainda que a encomenda "não é acompanhada de bula ou informações sobre eventuais contraindicações e efeitos colaterais". E ressalta que "não dispõe de médico e não pode orientar nem prescrever a utilização da referida substância". Também garante não ter "dados sobre a eficácia no tratamento dos diferentes tipos de câncer em seres humanos".
Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Evanius Wiermann diz que a entidade pretende procurar o STF para tentar reverter a distribuição. "Estamos nos movimentando para tentar sensibilizar o Supremo Tribunal Federal (STF). O que nos preocupa é o uso de uma droga sem segurança comprovada. Essa situação está criando uma jurisprudência para que qualquer pessoa use uma substância que não tem comprovação científica."
Polêmica
A fosfoetanolamina foi estudada pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, que era ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros. Na ocasião, segundo o IQSC, algumas pessoas chegaram a usar a substância como medicamento, o que era permitido pela legislação. Daí teriam surgido as primeiras informações de que a fórmula combateria o câncer. Desde o ano passado, qualquer droga experimental somente pode ser testada com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um homem chegou a fabricar a substância em casa e acabou preso. O instituto informou ainda que não distribui a fosfoetanolamina, porque a USP não assumiu a titularidade das pesquisas de Chierice. Entretanto, como tem capacidade de produção, o IQSC tem sido obrigado pela Justiça a fazer a droga sintética. A substância não foi testada clinicamente. O criador diz que chegou a acionar a Anvisa e não obteve retorno. Já o órgão divulgou nota nesta semana para garantir que nunca foi procurado para qualquer análise. Segundo Chierice, o organismo produz a fosfoetanolamina. "O que fizemos foi sintetizar isso, em alto nível de pureza e em grande concentração". Ele tem a patente da fórmula no Brasil. Diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Paulo Hoff afirma que os estudos clínicos são essenciais para que a vida dos pacientes não seja colocada em risco. "O estudo determina os efeitos colaterais, a melhor administração e as indicações de medicação. Isso vale para um antibiótico e para um remédio contra o câncer. É o que dá noção de eficácia e segurança para ser usado." De acordo com Felipe Ades, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, uma substância não pode ser considerada um medicamento sem que estudos em seres humanos sejam feitos. "Isso não é uma burocracia, ou uma exigência legal, isso faz parte do processo científico que visa a produzir medicamentos verdadeiramente eficazes", disse Ades. "A fosfoetanolamina não é, atualmente, uma opção de tratamento contra o câncer", concluiu.
Justiça
O assunto também chegou ao governo. Uma paciente de câncer abordou o governador Geraldo Alckmin durante visita ao interior pedindo para que liberasse a substância. Nas redes sociais, advogados se colocam à disposição de quem quer pedir uma liminar. O Tribunal de Justiça de São Paulo havia suspendido as liminares favoráveis à retirada da substância, a pedido da USP, mas depois liberou a distribuição, pois um paciente derrubou o veto no Supremo. O Estado procurou o Ministério Público Estadual, que informou não ter nenhum processo sobre o caso. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
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Pacientes e parentes formaram fila na terça-feira (13) na USP de São Carlos, no interior paulista, em busca de fosfoetanolamina sintética, substância que seria capaz de combater o câncer. A procura foi registrada após oTribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reconsiderar a decisão que proibia a distribuição. Diante disso, mais de 700 liminares já concedidas em primeira instância voltaram a ter validade. A grande procura --que levou à distribuição de senhas e criou o temor de que aumente ainda mais o número de interessados-- fez com que a Universidade de São Paulo (USP) divulgasse um comunicado. A instituição alega que não é indústria química ou farmacêutica e não tem condições de atender demanda em larga escala. As cápsulas são produzidas pela USP, no campus de São Carlos, mas a capacidade de produção é limitada. A droga não foi testada ainda em humanos, mas quem está tomando a fórmula garante que faz efeito. A substância também não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas na quinta-feira passada (8) o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a entrega para uma paciente do Rio de Janeiro. No dia seguinte, o TJ-SP voltou atrás em sua proibição. "A ausência de registro não implica, necessariamente, lesão à ordem pública", afirmou o ministro Edson Fachin, na decisão.
De acordo com a advogada Alexandra Carmelino Zatorre, que já representa cerca de 200 doentes ou familiares, o número de interessados não para de aumentar. "Todo dia recebo ligações de várias partes do Brasil de pessoas até desesperadas", contou. Ela espera que a USP tenha condições de atender ao aumento na demanda, já que, para os doentes, a cápsula é "a última chance de sobrevivência e de cura". Zatorre vai pedir à Justiça que as cápsulas sejam liberadas para todos os pacientes que comprovarem a necessidade por laudo médico, independentemente da necessidade de ação judicial. O advogado Dennis Cincinatus, que levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obter as cápsulas usadas pela sua mãe, portadora de câncer em estado terminal, também já foi procurado por dezenas de pessoas. Doentes, parentes e amigos de pessoas com câncer iniciaram uma campanha nas redes sociais para tentar liberar para todos os pacientes a fosfoetanolamina sintética. "Vou fazer o diabo para essa decisão do STF ser aplicada a todos", disse o advogado Jefferson Vaz em uma das muitas páginas criadas na internet para defender a substância. "Quem quer briga grande vem comigo." Em outra página a favor da fórmula, é citado o caso do pequeno Thiago, 9, que tem câncer no pulmão. Familiares contaram que os quimioterápicos estavam sendo muito agressivos e mais nocivos do que benéficos. "Portanto o que resta agora são os tratamentos alternativos", diz a mãe do garoto que já conseguiu quase 12 mil assinaturas em favor da fosfoetanolamina.
USP fala em "oportunismo"
Cada paciente recebe 60 cápsulas por liminar, quantidade que é suficiente para até 20 dias. Mas a universidade informou que esta substância "não é remédio" e que "exploradores oportunistas" fazem propaganda da droga. A USP diz ainda investigar a denúncia de que funcionários estariam divulgando esse tipo de informação incorreta. Afirma também que estuda a possibilidade de "denunciar ao Ministério Público os profissionais que estão se beneficiando do desespero e da fragilidade das famílias e dos pacientes". Em sua decisão, o presidente do TJ recomendou que os pacientes sejam informados de que a substância não é medicamento registrado na Anvisa e não tem eficácia comprovada contra o câncer.
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Dr. César Augusto Costa Machado | Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias
O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, órgão ligado ao Ministério da Saúde, a cada 10 mulheres diagnosticadas com a doença no país, três morrem em decorrência da enfermidade. Apesar do alto grau de letalidade, este tipo de câncer pode ser evitado com algo simples: a prevenção através do exame de mamografia. Para chamar a atenção da população para a importância de se realizar o procedimento e o combate à doença, foi criado, na década de 1990, o movimento mundial “Outubro Rosa”. Em um mês que traz uma série de atividades de apoio à iniciativa, o Bahia Notícias traz uma entrevista com o integrante da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Português, em Salvador, César Augusto Costa Machado. Coordenador de um estudo realizado na capital baiana que descobriu uma correlação entre obesidade e câncer de mama nas mulheres, o médico fala sobre os caminhos que levaram a este resultado e faz um apelo: “Para um pouquinho, pense, pois o fato de você estar engordando não aumenta só colesterol e diabetes, mas aumenta a chance de câncer de mama também”.
Machado também falou sobre uma notícia que rodou o mundo em 2013: a decisão da estrela hollywoodiana Angelina Jolie de retirar os seios para evitar desenvolver o câncer de mama. Ele relembrou que o caso da atriz é específico. “No caso de Angelina Jolie, a gente tem que diferenciar um pouquinho, porque existe a questão da mutação genética. Foi um boom muito grande na clínica de mulheres com histórico familiar e que quiseram fazer a cirurgia, mas sem necessidade”, frisou. O especialista reconheceu, ainda, avanços na política de combate e tratamento da doença no Brasil, mas avalia que o cenário na Bahia é “muito ruim”. “Na rede pública, a gente vê situações de mulheres que a gente detecta uma alteração na mamografia, e elas demoram outros oito meses para conseguir uma biópsia. Depois dessa biópsia, levam três a quatro meses para conseguir uma cirurgia. O atraso é muito grande”, criticou.
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Doentes, parentes e amigos de pessoas com câncer iniciaram uma campanha nas redes sociais para tentar liberar para todos os pacientes a fosfoetanolamina sintética, substância desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP). Uma decisão da Justiça liberou a substância para uma mulher do Rio de Janeiro. Porém, advogados prometem tentar agora ampliar a liberação para que qualquer paciente tenha acesso à fórmula.Graças a liminares obtidas antes, a substância vinha sendo distribuída pela USP de São Carlos, no interior paulista, onde foi desenvolvida. Mas uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo no final do mês passado barrou a entrega. Nesta semana o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma medida cautelar obrigando o fornecimento da fosfoetanolamina para uma paciente carioca. Com esse parecer, outras pessoas acreditam contar com um precedente para também conseguir acesso às cápsulas. Algumas chegaram a ir até a USP nesta sexta-feira (9) na expectativa de retirar o composto, mas foram informadas de que a decisão em vigor vale apenas para a paciente citada na ação. Porém, no que depender dos defensores da liberação, isso deve mudar. "Vou fazer o diabo para essa decisão do STF ser aplicada a todos", disse o advogado Jefferson Vaz em uma das muitas páginas criadas na internet para defender a substância. "Quem quer briga grande vem comigo", completou ao convocar outros advogados a engrossarem o coro. Em outra página a favor da fórmula, é citado o caso do pequeno Thiago, de 9 anos, que é portador de câncer no pulmão. Familiares contaram que os quimioterápicos estavam sendo muito agressivos e mais nocivos do que benéficos. "Portanto o que resta agora são os tratamentos alternativos", diz a mãe do garoto que já conseguiu quase 12 mil assinaturas em favor da fosfoetanolamina. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota informando que antes de qualquer medicamento ser disponibilizado para uso do Brasil, é necessária análise para atestar a eficácia e a segurança do produto. E que no caso da fosfoetanolamina, o órgão não recebeu qualquer pedido de exame ou pesquisa clínica. "Isto significa que não há nenhuma avaliação de segurança e eficácia do produto".
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Um aplicativo brasileiro pode ser a solução para alérgicos que têm dúvidas sobre quais medicamentos pode consumir. Criado por Fábio Morato Castro, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o "Alergia a Medicamentos" permite que o paciente registre a quais princípios ativos é alérgico. No momento da compra, é possível digitar o nome do medicamento para que o app identifique se o usuário pode tomá-lo ou não. Segundo descrição, a ferramenta foi desenvolvida com a consultorias de médicos especialistas em imunologia clínica e alergias. Todos os remédios registrados no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até agosto de 2015 estão cadastrados no banco de dados do app, que está disponível para sistema Android e iOS. O desenvolvedor alerta ainda que o uso do aplicativo "nunca deverá substituir a opinião de seu médico".
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O Ministério da Saúde liberou, nesta segunda-feira (5), R$ 36,4 milhões para atenção ambulatorial e hospitalar em estados e municípios brasileiros. De acordo com publicação no Diário Oficial da União, o recurso será incorporado ao Limite Financeiro Anual de Média e Alta Complexidade dos Estados e Municípios. Com gestão municipal na Bahia, serão contemplados o Caps I do município de Abaíra, Caps I de Camamu, SRT tipo I de Euclides da Cunha, SRT tipo II de Iaçú, Caps I de Mirangaba e Caps I de Mucugê. Já com gestão estadual, será contemplado o Caps I do município de Filadélfia. Os recursos variam de R$ 120 mil a R$ 339,6 mil, totalizando o montante de R$ 1.938.300. Além dos municípios baianos, serão beneficiadas outras 116 unidades em todo o Brasil.
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O Ministério da Saúde diminuirá de três para dois o número de doses da vacina do HPV oferecida na rede pública para meninas de 9 a 13 anos, anunciou nesta sexta-feira, 2, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, na Jornada Nacional de Imunizações, realizada em Curitiba. Iniciada no ano passado, a vacinação contra o vírus causador do câncer de colo de útero deveria ser feita em três etapas, com a segunda dose aplicada seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos depois da dose inicial. Segundo Carla Domingues, no entanto, estudos científicos já demonstram que a vacina atinge a eficácia desejada apenas com duas doses. "Estamos trabalhando para mudar esse esquema de vacinação para duas doses porque, além da questão da eficácia, podemos aumentar a adesão", disse ela.
A mudança deverá ser oficializada no ano que vem. Mesmo as adolescentes que foram vacinadas no ano passado e neste ano, ou seja, antes da alteração no esquema vacinal, não precisarão tomar a terceira dose. O aumento da adesão à campanha de vacinação contra o HPV é um desafio para o Ministério da Saúde. No ano passado, 100% do público-alvo tomou a primeira dose da vacina, mas o porcentual de meninas que procuraram os postos de saúde para tomar a segunda dose caiu para 60% após relatos de efeitos colaterais. Investigações do ministério e de secretarias de saúde mostraram que a maioria dos eventos adversos foram reações psicológicas e comprovaram que a vacina é segura. O imunizante protege contra os tipos mais comuns do vírus, causador do tumor de colo do útero, doença que mata cerca de 5 mil mulheres no Brasil todos os anos. Além disso, o HPV causa a maior parte dos casos de câncer anal, de vagina, de orofaringe e de vulva. A vacina protege ainda contra as verrugas genitais. Carla Domingues nega que a redução no número de doses tenha como um dos objetivos reduzir os custos com compra do produto. "Em programa de vacinação, a gente nunca pensa em reduzir custos. A preocupação tem que ser manter a eficácia e aumentar a adesão", diz. A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações.
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O Ministério da Saúde liberou, na noite desta quinta-feira (1º), o pagamento de recursos do Fundo Nacional de Saúde para 14 municípios baianos. O montante de R$ 6,7 milhões é voltado para ações e serviços de saúde, assim como investimentos na rede de serviços e na cobertura assistencial e hospitalar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram beneficiados os municípios de Alagoinhas, Barreiras, Érico Cardoso, Guanambi, Jacobina, Jussari, Maracás, Porto Seguro, Santa Teresinha, Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas, Tremedal, Tucano e Valente.
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Outubro chegou e com ele o ‘Outubro Rosa’, uma campanha que tem o objetivo de alertar para a importância da prevenção e do tratamento correto do câncer de mama. O que fazer logo depois do diagnóstico? Como prevenir? Como tratar a doença? O Bem Estar desta quinta-feira (1) falou sobre o assunto com o oncologista Antonio Buzaid e a mastologista Maira Caleffi. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Só neste ano, mais de 57 mil brasileiras vão começar a travar a batalha contra esse câncer. A cada quatro novos casos de câncer descobertos, um é de mama. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos. Acima desta idade, sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores. Alimentação, controle do peso e atividade física podem reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama. Só neste ano, mais de 57 mil brasileiras vão começar o tratamento.
Diagnóstico
O diagnóstico precoce é fundamental. Isso porque o câncer de mama metastático pode ocorrer em decorrência da evolução de um câncer de mama detectado e tratado em estágio anterior ou em função do diagnóstico tardio da doença. A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente. O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.
Tratamento
O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.
Banco de lenços
Um dos efeitos colaterais do tratamento contra o câncer é a queda dos cabelos. É mais um drama para as mulheres que já enfrentam uma doença tão cruel. Para estimular e melhorar o astral dessas pacientes foi criado o ‘Banco de Lenços’, uma corrente de apoio e solidariedade. Os pedidos são feitos pela internet. Antes de seguir viagem, os lenços são higienizados e embalados no hospital. Quer doar um lenço? Veja como no portal do Banco de Lenços.
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Os estudantes do Colégio Estadual Antônio Carlos Magalhães, no município de Santa Inês, na região centro-sul da Bahia, criaram um aplicativo gratuito para celular e tablet sobre prevenção e combate ao mosquito aedes aegypti. O aplicativo também disponibiliza dicas sobre sintomas e tratamento de doenças como dengue, zica e chikungunya, transmitidas pelo mosquito. A ferramenta foi uma das novidades apresentadas na Feira de Ciências do colégio, que contou com apresentação de diversos projetos científicos. Para baixar, basta acessar a loja de aplicativosGoogle Play para aparelhos com a plataforma Android, apontando o nome do aplicativo Fora aedes aegypti ou Fora dengue Colégio ACM de Santa Inês. Segundo um dos idealizadores, Ronaldo Santos, 23 anos, do 2º ano do ensino médio, embora a ferramenta esteja disponível no Google Play, existe a possibilidade de se estender a outros sistemas operacionais.
— O nosso objetivo é permitir que as pessoas tenham acesso rápido a informações importantes sobre prevenção e sintomas com apenas alguns simples cliques no celular ou tablet. São dados que todo mundo deve saber para se proteger e alertar outras pessoas. Para a vice-diretora do colégio, Edna Adriana Lima, esta é uma forma criativa e informativa que os alunos escolheram para chamar a atenção sobre um assunto muito sério. — Este aplicativo será muito útil para as pessoas que poderão ser bem informados com rapidez no próprio dispositivo móvel.
Cotidiano
O professor de biologia Eduardo Souza destacou que é muito importante abrir discussões para temas que fazem parte do cotidiano dos alunos. — A partir das informações trabalhadas e discutidas em sala de aula, eles podem informar e orientar seus familiares e pessoas da comunidade, se tornando agentes multiplicadores. A prevenção e o combate ao mosquito aedes aegypti também tem motivado a realização de palestras, organizadas pelos professores de biologia e estudantes de biologia do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), que acompanham os alunos da disciplina.
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Os usuários de planos de saúde passam a contar com mais uma nova ferramenta para avaliar as operadoras, com base nas reclamações recebidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebe. A ferramenta já foi disponibilizada nesta sexta-feira (25) na página da agência reguladora (http://www.ans.gov.br/espaco-da-qualidade/indice-de-reclamacoes). Segundo a ANS, o novo Índice de Reclamações aprimora o cálculo do ranking das mais reclamadas, dá mais transparência e funcionalidade e ajuda o beneficiário na escolha ou avaliação do seu plano. A ferramenta tem mais dois novos indicadores, como a conduta da operadora para resolver conflitos e os principais motivos das reclamações, além do número de queixas. O Índice Geral de Reclamações indica a média de manifestações dos beneficiários nos últimos três meses; o Percentual de Finalizações Assistenciais indica a quantidade de demandas resolvidas consensualmente; e o Índice de Abertura de Processo Administrativo aponta as infrações que levaram a processos na ANS. O índice será atualizado mensalmente e os dados serão disponibilizados com ranking e gráficos. Também é possível consultar os indicadores de cada operadora individualmente. O cálculo da ANS computa as reclamações feitas pelo telefone, internet, carta e presencialmente. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) enviou contribuições para a agencia para avaliar os novos indicadores. A entidade afirma que o bom relacionamento com o consumidor de planos “é um dos temas estratégicos para a FenaSaúde e suas associadas”. A federação ressalta ainda lançou recentemente o Guia de Reajustes dos Planos e Seguros Privados de Saúde, além do Guia do Consumidor, com informações gerais, e o Guia da Gestante.
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Meninas de 9 a 11 anos que tomaram a primeira dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) devem retornar aos postos de saúde ou salas de vacinação para tomar a segunda dose. O HPV é um dos causadores do câncer de colo de útero. A imunização está disponível em todos os postos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e, além disso, o Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios que façam parcerias com escolas públicas e privadas para realizar campanhas de vacinação no ambiente escolar.Meninas de 9 a 11 anos que tomaram a primeira dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) devem retornar aos postos de saúde ou salas de vacinação para tomar a segunda dose. O HPV é um dos causadores do câncer de colo de útero. A imunização está disponível em todos os postos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e, além disso, o Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios que façam parcerias com escolas públicas e privadas para realizar campanhas de vacinação no ambiente escolar.
Bahiafarma | Foto: Divulgação
A Bahiafarma tem atraído atenção de grandes empresas mundialmente. Após acordo de parceria para produção de órteses, próteses e testes rápidos e de medicamentos para hepatite C e Aids, a empresa baiana recebeu a visita do presidente da Divisão de Oncologia da Novartis para América Latina e Canadá, Ameet Mallik. De acordo com a coluna Satélite, do jornal Correio, o empresário veio esteve recentemente em Salvador para conhecer as instalações da Bahiafarma e se reunir com o governador Rui Costa e o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas. O objetivo da reunião seria um interesse de Malik em transformar a fábrica em um polo de produção da nova linha de fármacos orais e vacinais da Novartis. Ainda segundo a publicação, a proposta é que, por meio de parcerias público-privadas (PPP) ou de Desenvolvimento Produtivo (PDP), os medicamentos sejam não só produzidos no Brasil, mas comercializados diretamente com o Ministério da Saúde, estados e municípios. Essa abordagem eliminaria intermediários e resultaria maiores gastos por parte do Sistema Único de Saúde (SUS).
Foto: Renata Farias / Bahia Notícias
A Política Estadual de Transplante de Órgãos e Tecidos, lançada nesta terça-feira (22), prevê o estímulo para que hospitais de grande porte na Bahia tenham áreas específicas voltadas para a doação e realização dos procedimentos. O coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, o médico Eraldo Moura, explicou que a atuação vai ser voltada “não só à parte educacional, quanto à melhoria dos hospitais e um estímulo para que eles se organizem com relação à estruturação, não só para a doação quanto para a realização” das cirurgias. Ao Bahia Notícias, ele contou que a ideia é que os empreendimentos formem uma comissão com funcionários exclusivamente voltados para a identificação e atendimento destes casos. “Isso vai permitir que qualquer hospital de maior porte, de maior complexidade, com serviço de emergência e neurocirurgia, tenha um grupo específico para acolhimento desses familiares e viabilizar o diagnóstico e possível doação”, avaliou. Entre os pontos que precisam ser resolvidos no setor pelo governo, Moura pontua a identificação de potenciais doadores, o cuidado com pacientes com morte encefálica, a entrevista com os familiares e o transplante em si.
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A cada 45 minutos, um brasileiro morre vítima do suicídio. Para cada mulher que atenta contra a própria vida, existem três homens que fazem o mesmo. Com a meta de mudar essa realidade, a Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos, Sociedade Brasileira de Neuropsicologia, Cruz Vermelha, Centro de Valorização da Vida, entre outros se uniram em torno do Setembro Amarelo. A campanha quer chamar atenção e busca sensibilizar profissionais de saúde e a própria sociedade para o fato de que o suicídio pode ser prevenido e que o silêncio em torno do tema precisa ser rompido. De acordo com a professora adjunta de Neurociência e Saúde Mental da Universidade Federal da Bahia a psiquiatra Fabiana Nery, desde o ano passado, as entidades estão reunidas em torno dessa causa, alertando para o tempo que é fundamental quando o assunto é suicídio. “Estudos apontam que pelo menos 80% dos que cometem suicídio passaram dias antes por algum médico e sinalizaram sobre o desejo de acabar com a própria vida, por isso essa campanha é tão importante, não podemos permitir que as pessoas morram por falta de informação”, alerta a médica.
Razões
Não existe uma razão única que explique o que leva uma pessoa a cometer suicídio. O que se sabe é que o ato não é opcional. A pessoa que o comete desenvolve tamanho sofrimento que a morte lhe parece a única saída. Fabiana Nery lembra que o comportamento suicida está dividido em duas circunstâncias: a tentativa e a morte com intenção. “O suicídio é um sintoma e a base do problema precisa ser tratada”, completa a médica e professora, ressaltando que o problema, em 95% das situações, é secundário a um transtorno mental, a exemplo dos bipolares, depressivos e outros. “Apenas 2% dos suicídios têm motivação ideológica, como é o caso de homens-bomba, por exemplo”, acrescenta. O psicólogo da Clínica Holiste, especialista em Saúde Mental, André Dória salienta que os comportamentos suicidas não acontecem para chamar atenção. “É importante escutar a queixa desse paciente, ouvir o que ele tem a dizer”, afirma, destacando que dessa forma atos suicidas poderiam ser reduzidos. Para o psicólogo, a escuta rompe ainda com o pacto de silêncio que existe sobre o tema porque, no passado, se acreditava que a menção ao suicídio poderia desencadear um estímulo ao ato. “Isso é uma fantasia e a escuta pode ser um fator de prevenção poderoso”, reforça. Fabiana Nery lembra que as mulheres tentam muito mais que os homens, no entanto, eles acabam tendo mais sucesso, pois os métodos empregados são sempre mais letais. “Acreditamos que os dados, inclusive, estejam subestimados, pois muitos suicídios ainda vão para conta de acidentes de trânsito”, diz a psiquiatra. Entre os jovens, o suicídio é a terceira causa de morte mais frequente até os 22 anos. Os idosos também aparecem entre os perfis mais propensos. Segundo Fabiana Nery, nesses dois extremos, o córtex frontal, por imaturidade orgânica ou envelhecimento, promove uma perda crítica que faz com que as ações suicidas sejam mais comuns. “Nos idosos, ainda há, geralmente, associação com doenças crônicas”, pontua. Segundo as informações da própria Associação Brasileira de Psiquiatria, o risco de suicídio aumenta entre aqueles com história familiar de suicídio ou de tentativa de suicídio. Estudos de genética epidemiológica mostram que há componentes genéticos, assim como ambientais envolvidos na tomada de decisão de tirar a própria vida. Os psiquiatras destacam também que o risco de suicídio aumenta entre aqueles que foram casados com alguém que se suicidou.
Sintomas
Além da escuta ser um fator protetivo, os profissionais de saúde alertam para os sinais que ajudam a identificar o risco de suicídio, tais como as mudanças bruscas de comportamento. “Pessoas que trabalhavam bem e passam a não render; desinteresse repentino por coisas que antes chamavam atenção, condutas de risco como dirigir embriagado, falta de esperança com tudo e desapego de forma muito fácil merecem uma atenção especial”, esclarece a psiquiatra Fabiana Nery. André Dória ressalta também que, ao contrário do que muitos pensam, os atos suicidas não estão vinculados apenas à depressão. “É mais comum que os atos sejam cometidos por pessoas com transtorno de bipolaridade”, diz o psicólogo, chamando atenção de que a depressão, por vezes, retira até a iniciativa de atentar contra a própria vida. Completando a fala do colega, Fabiana Nery diz que o perigo maior reside justamente na fase onde há um misto entre os sintomas depressivos e de euforia. “Cerca de 25% dos pacientes com transtorno bipolar possuem um histórico de tentativas de suicídio”, pontua a médica. Por sugestão da Comissão de Ações Sociais (CAS) do Conselho Federal de Medicina (CFM), o tema – tratado como uma epidemia – se transformou numa das prioridades da Câmara Técnica de Psiquiatria da entidade que, com o apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), lançou uma cartilha, intitulada Suicídio: Informando para Prevenir. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2014), é possível prevenir o suicídio, desde que, entre outras medidas, os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecer os fatores de risco presentes, afim de determinar medidas para reduzir tal risco e evitar o suicídio. Vale salientar que o Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, cerca de 30 por dia, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Os números brasileiros devem, entretanto, ser analisados com cautela. Para as entidades médicas, em primeiro lugar, porque pode haver uma subnotifcação do número de suicídios, em segundo lugar porque há uma grande variação regional nas taxas. Para colaborar com o Setembro Amarelo, qualquer pessoa pode iluminar ou identificar a fachada de uma casa ou prédio com balões.Todos que mandarem fotos de suas iniciativas para a fanpage do CVV (www.facebook.com/cvv141) poderão ver o material compartilhado no Facebook.
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