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Governo Federal sanciona lei que incorpora bula digital de medicamentos

  • Bahia Notícias
  • 13 Mai 2022
  • 18:35h

Foto: Reprodução / Ministério da Saúde

Por meio do Ministério da Saúde, o governo Federal sancionou nesta quinta-feira (12) a lei que implementa a bula digital de medicamentos. De acordo com a pasta, o objetivo é ampliar e facilitar o acesso à bula, no formato eletrônico, com informações obrigatórias como composição, utilidade, dosagens, contraindicações, etc.

O novo texto altera a lei de 2009. A versão digital da bula por meio da inserção do Quick Response Codes (QRCodes) nas embalagens de medicamentos trará muitos benefícios por possibilitar o uso de recursos multimídia, aprimorando a sua apresentação e visualização. 

Ainda de acordo com o Ministério,  a legislação define que o controle será realizado por meio do sistema de identificação de medicamentos, com tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. A nova legislação estabelece também que as embalagens dos medicamentos deverão conter o código de barras bidimensional de leitura rápida que direcione ao endereço na internet que dê acesso à bula digital.

Sesab alerta sobre surgimento de bactéria resistente a antibióticos

  • g1 BA e TV Bahia
  • 11 Mai 2022
  • 09:08h

Foto: Reprodução/TV Bahia

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) alertou para uma bactéria, resistente ao uso de antibióticos, identificada entre janeiro e março deste ano, em três hospitais de Salvador.

No entanto, não foram divulgados os nomes das unidades de saúde, nem se os hospitais fazem parte da rede pública ou privada da capital baiana. O risco de infecção é apenas para pacientes internados ou equipes que trabalham nas unidades de saúde. Em geral, a população não é afetada.

Em condições normais, a Enterococus faecium é encontrada no intestino humano e o tratamento é feito com antibióticos. O problema é quando surge a resistência aos medicamentos.

"Existe um antibiótico chamado Vancomicina. [O alerta] É importante para que os hospitais fiquem em alerta para o surgimento de novas cepas. A grande situação que implica nisso é a possibilidade de que os hospitais possam viver um surto de Enterococus que são resistentes à Vancomicina", explica o infectologista Antônio Bandeira.

A preocupação maior, segundo especialistas, é com pacientes internados e com problemas de imunidade.

"Aumenta a morbidade do paciente, aumenta muitas vezes o tempo de internação porque ela [a bactéria] pode causar infecção intestinal, urinária, infecção no sangue, no coração", detalha a médica infectologista Clarissa Cerqueira.

Campanha contra sarampo: apenas 8,33% das crianças menores de 5 anos estão vacinadas na Bahia

  • g1 BA
  • 06 Mai 2022
  • 16:06h

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

A campanha de vacinação contra o sarampo imunizou 8,33% das crianças com idades de 6 meses a menos de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias). Com relação à vacinação de rotina, fora da campanha, a cobertura em primeira dose chega a 13,02% e a segunda em 8,58%, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A pasta não detalhou os números absolutos dos percentuais. A Vigilância Epidemiológica de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, emitiu alerta sobre os casos de sarampo na cidade. Ao todo, 11 casos suspeitos foram notificados e nove deles acabaram descartados. Os dois restantes ainda estão em investigação.

Aliada à baixa cobertura da campanha vacinal, a possibilidade de circulação livre do vírus preocupa as autoridades sanitárias. Em Salvador, apenas 2% das crianças que são público-alvo da imunização foram vacinadas, um total de 3.150, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Os pais e/ou responsáveis de mais de 206 mil crianças na faixa etária da campanha ainda não procuraram os postos, na capital. A campanha de vacina contra o sarampo foi iniciada no dia 4 de abril.

As doses estão disponíveis na capital em todas as 156 salas de imunização dos postos de saúde da rede municipal, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 17h.

Bahia pretende reforçar bolsas para atrair mais médicos especialistas

  • Bahia Notícias
  • 05 Mai 2022
  • 20:08h

Foto: Reprodução / Martagão Gesteira

O governo do estado pretende ampliar parcerias com empresas do setor complementar de saúde para aumentar o número de médicos especialistas. De acordo com o governador Rui Costa, a política incluirá a concessão e o fortalecimento das bolsas concedidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb).

A iniciativa, alegou o governador, busca alterar o quadro de distribuição dos profissionais de medicina no território baiano, que são escassos e concentrados em Salvador. A declaração foi feita durante a inauguração do Hospital Mater Dei, no último domingo (1).

Na cerimônia, Rui convidou o grupo mineiro que administra a unidade para a formalização de um acordo. "A grande carência da Bahia nos serviços de saúde é a oferta de médicos especialistas", disse na oportunidade. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) aponta que há um déficit em todas as especialidades. 

O quadro de médicos na Bahia possui 24.413 profissionais registrados, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). Destes, 14.019 estão na capital. A desigualdade na distribuição segue uma lógica nacional em que as regiões Sudoeste, Centro-Oeste e Sul têm a maior parte dos profissionais da área.

A ação junto a entes privados se dá como um desdobramento do programa Bahia Competitiva, que segundo a Fapesb terá um edital específico voltado para o Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, 1.211 bolsas de residências médicas são ofertadas pelo governo estadual. 

Além desta parceria com a Saúde complementar indicadas pelo governador e pela Fapesb para as especialidades, a Sesab disse que vem participando de discussões para a liberação de novos cursos de Medicina e programas de residência médica no interior para equalizar a conta.

AUMENTO DO VALOR DAS BOLSAS DE PESQUISA
Na inauguração da Mater Dei, Rui Costa admitiu que avalia o reajuste das bolsas de pesquisa (veja aqui) pagas pela Fapesb. Os valores das bolsas estão congelados há pelo menos nove anos, sem correção pela inflação (saiba mais aqui).

“Estamos avaliando e vendo a possilidade dos aspectos legais, já que estamos no ano eleitoral e tudo aquilo que significa aumento de valor tem que passar pela Procuradoria [do estado] para validar em função da lei eleitoral. A gente tem em valores totais hoje o primeiro lugar no Brasil em apoio a mestrado e doutorado em todas as áreas”, disse.

Atualmente, a tabela de valores pagos pela Fapesb a pesquisadores variam de R$ 400 a R$ 8.200, sendo o menor para estudantes de iniciação científica e iniciação tecnológica e o maior para pós-doutorandos matriculados em programas no exerior. Doutorandos recebem R$ 2.200, enquanto alunos de mestrado têm bolsas de R$ 1.500.

A agência de financiamento também tem outras faixas de valores para pesquisadores envolvidos em estudos de iniciação científica no exterior (R$ 3.300), mestrado e doutorado sanduiche (R$ 5.200) e pós-doutorado no país (R$ 4.100).

As bolsas baianas se equiparam às praticadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) nas faixas de concessão. Os órgãos de ciência do governo federal desembolsam mensalmente pagamentos que vão de R$ 100 para iniciação científica júnior e R$ 7 mil para a atração de jovens talentos.

Perguntada sobre o reajuste, a Fapesb confirmou que analisa a majoração, mas ainda não há um prazo para que ela aconteça. Caso seja viabilizado, disse a fundação, "ele ocorre de forma linear para todos os pesquisadores e pesquisadoras apoiados", não se destinando apenas aos da área de saúde. Estados como Paraná e São Paulo têm, desde o início deste ano, uma nova tabela de pagamento.

1º coração de porco transplantado em homem que morreu tinha vírus suíno

  • G1
  • 05 Mai 2022
  • 17:08h

Foto: University of Maryland School of Medicine (UMSOM)/Handout via Reuters

O coração do homem que recebeu o órgão geneticamente modificado de um porco estava com um vírus suíno, o porcine cytomegalovirus, segundo o médico que realizou o transplante inédito no mundo.

David Bennett, de 57 anos, morreu no último mês de março e, segundo Bartley Griffith, cirurgião de transplantes da Universidade de Maryland, a presença do vírus pode ter contribuído para sua morte.

A informação foi divulgada inicialmente pela MIT Technology Review e apresentada à comunidade científica no último dia 20 de abril, durante um evento nos Estados Unidos.

    “Estamos começando a entender por que ele faleceu", disse o médico.

A Revivicor, empresa de medicina regenerativa que realizou o procedimento, se recusou a comentar o caso.

"Era morrer ou fazer esse transplante. Eu quero viver. Eu sei que é um tiro no escuro, mas é minha última opção", declarou Bennett um dia antes da operação. O paciente passou os meses anteriores ao procedimento na cama e ligado a uma máquina de suporte à vida.

Sobre o órgão

O porco doador pertencia a um rebanho que passou por uma técnica de modificação genética. O procedimento buscou remover um gene que poderia desencadear uma forte resposta imune de um ser humano e, assim, causar a rejeição do órgão.

A modificação foi realizada pela empresa de biotecnologia Revivicor, que também forneceu o porco usado em um transplante de rim inovador feito em um paciente com morte cerebral em Nova York, em outubro de 2021.

O órgão doado permaneceu em uma máquina de preservação antes da cirurgia, e a equipe também usou um novo medicamento, um composto experimental, junto com outras substâncias convencionais para suprimir o sistema imunológico e impedir a rejeição do coração.

Atualmente, as válvulas cardíacas de porco já são amplamente utilizadas em humanos, e a pele de porco é enxertada em pessoas que sofreram queimaduras. Eles são animais doadores ideais devido ao seu tamanho, crescimento rápido, ninhadas grandes e ao fato de estarem prontamente disponíveis, sendo criados para alimentação.

Cientistas apontam novas possibilidades de tratamento para forma de autismo

  • Bahia Notícias
  • 03 Mai 2022
  • 15:16h

Foto: Reprodução / Freepik

Estudiosos desvendaram o mecanismo causador da síndrome de Pitt-Hopkins, que tem características de transtorno do espectro autista (TEA), e conseguiram reverter a sua evolução em modelos de laboratório, abrindo novas possibilidades de tratamento. O grupo de cientistas responsável pela pesquisa é liderado por brasileiros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade da Califórnia San Diego, nos Estados Unidos.

O trabalho é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e foi publicado nesta segunda-feira (2) na revista Nature Communications.

Conforme a FAPESP, os cientistas testaram maneiras de interferir na evolução do quadro e conseguiram reverter os efeitos causados pela mutação. O sucesso obtido nos experimentos abre caminho para o desenvolvimento tanto de medicamentos como de uma terapia gênica.

Covid-19: Bahia registra segundo dia consecutivo sem mortes causadas pela doença

  • g1 BA
  • 02 Mai 2022
  • 07:03h

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

Pelo segundo dia consecutivo, a Bahia não registra óbitos causados pela Covid-19. A informação foi divulgada pela Secretaria da Saúde do estado (Sesab), em boletim publicado na tarde deste domingo (1º).

Antes, a pasta havia contabilizado os mesmos dados sem óbitos no sábado (30), feito que havia não ocorria desde abril de 2020 (além de 26 de dezembro de 2021, quando o sistema apresentou problemas e os dados não foram divulgados).

Além disso, 27 casos positivos foram registrados nas últimas 24 horas (taxa de crescimento de 0,02%) e 33 pessoas recuperadas (crescimento também de 0,02%).

Ao todo, 1.542.907 foram confirmados desde o início da pandemia. Outros 354 estão ativos e 29.856 pessoas perderam a vida para a Covid-19 em todo o estado.

O boletim epidemiológico registra ainda 1.850.070 casos descartados e 331.989 em investigação. De acordo com a Sesab, 63.215 profissionais da saúde testaram positivo para a doença.

Os dados completos podem ser acessados no site da secretaria e na plataforma disponibilizada pelo órgão, o Business Intelligence.

Bahia registra 46 casos de leptospirose neste ano

  • g1 BA
  • 29 Abr 2022
  • 12:59h

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

A Bahia registrou 46 casos de leptospirose em todo o estado, de janeiro a esta sexta-feira (29). Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Desse total de casos registrados, 21,7% foram em Salvador: 10 ocorrências.

A leptospirose é uma doença é infecciosa, transmitida pela urina de animais, principalmente dos roedores, com maior incidência nos períodos de chuva, por causa da água contaminada, em contato com a pele, especialmente em casos de arranhões ou cortes.

A situação preocupa no estado, já que a Bahia tem registrado períodos prolongados de chuva desde dezembro, em várias regiões do estado. Com os alagamentos, a urina dos animais se mistura à água e à lama, transmitindo a doença.

É comum falar que a leptospirose é a "doença do rato", mas a bactéria leptospira, que causa a infecção, também pode estar presente na urina de outros animais, como bois, porcos, cavalos, cabras, ovelhas e cães. A leptospirose é uma infecção curável, principalmente em diagnóstico precoce. 

Casos de dengue caem em 4,6% na Bahia; zika e chikungunya crescem

  • g1 BA e TV Bahia
  • 27 Abr 2022
  • 17:09h

(Reprodução)

 O número de casos de dengue caiu na Bahia em 4,6%, em comparação com 2021. No total, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) registrou, de 1º de janeiro a 19 de abril deste ano, 12.924 casos: 624 a menos que no último ano, quando 13.548 ocorrências foram contabilizadas.

Já os casos de zika e chikungunya, que também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, tiveram crescimento.

Confira:

Arboviroses na Bahia

Doença 2021 2022
Chikungunya 7.270 8.532 casos
Zika 371 casos 506 casos

A Secretaria da Saúde de Itabuna, no sul baiano, emitiu alerta vermelho referente ao aumento do número de casos das três doenças. Por lá, foram notificados 440 casos de pessoas com sintomas das doenças, até o dia 8 de abril.

Esse número é o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando 154 casos foram contabilizados.

Em Vitória da Conquista, no sudoeste, o aumento de chikungunya, por exemplo, chegou a 80% e 56 casos foram registrados. Esse número é referente aos meses de janeiro a abril, também comparados com 2021.

Já os casos de dengue e zika tiveram um aumento menor: 46%. Ao todo, a cidade registra 50 casos de dengue e apenas 1 de zika. Outras 393 pessoas aguardam resultados de exames.

Nos registros de dengue, o município de Juazeiro também teve aumento. Até abril de 2021 foram 4 casos confirmados, quando no mesmo período deste ano foram 27 casos.

Sem vacina acessível, casos de dengue sobem 35%

  • G1
  • 05 Abr 2022
  • 19:06h

Foto: Reprodução / RPC

A dengue é uma doença infeciosa que acomete milhares de brasileiros e ainda preocupa autoridades de saúde pública. Nos primeiros dois meses deste ano, os casos de dengue tiveram aumento de 35,4% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram 30 óbitos e 128.379 casos.

Mesmo com pesquisas há décadas, ainda não temos uma vacina eficiente como vimos para a Covid-19. Somente um imunizante está disponível no Brasil, mas apenas no mercado privado e com restrições de uso.

Outra vacina aguarda a aprovação da Anvisa desde o ano passado e, além disso, o Instituto Butantan está desenvolvendo - com parceria internacional - um imunizante do tipo, há mais de 10 anos.

Casos de dengue sobem 55% no Brasil no início do ano

  • Patrícia Pasquini e Danielle Castro | Folhapress
  • 01 Abr 2022
  • 20:12h

Foto: Reprodução / Pixabay

A dengue está em crescimento no Brasil. Até a 11ª semana epidemiológica deste ano (19 de março), foram contabilizados 204.159 casos da doença e 43 mortes, de acordo com dados provisórios do Ministério da Saúde.

Os dados superam os registrados no mesmo período do ano passado: 131.520 casos e 30 óbitos. No entanto, ficam abaixo do cenário visto em 2020, também no mesmo intervalo, quando houve 390.684 casos e 106 mortes.

Ricardo Gazzinelli, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), afirma que a dengue é cíclica, sendo comum a alta incidência em alguns anos e a baixa em outros.

É difícil saber exatamente o motivo do menor número de casos em 2021, ano pandêmico.

Os períodos em isolamento bloquearam um pouco o ciclo de transmissão, segundo o pesquisador. "Pode ter influenciado. Apesar de a dengue ser transmitida pelo mosquito [Aedes aegypti], o patógeno vai de uma pessoa a outra. É importante mencionar que o monitoramento das doenças, como dengue e a malária, por exemplo, foi afetado porque a atenção foi desviada para a Covid e, com isso, dá a impressão de menos casos."

Em 2022, até 19 de março, o Centro-Oeste somou 79.446 infecções e incidência de 475,5 casos por 100 mil habitantes, a maior do país.

Em seguida está o Norte, com 19.498 casos e incidência de 103,1, e Sul, com 26.285 registros e taxa de 86,5. O Sudeste, com 56.555 infecções e incidência de 63,1 aparece em quarto lugar, e o Nordeste, com 22.375 casos e incidência de 38,8, fecha o ranking das regiões.

Em epidemiologia, a taxa de incidência é o número de casos novos de uma doença durante um período definido, numa população sob o risco de desenvolvê-la. Para o cálculo, o Ministério da Saúde utiliza como base o dado da população brasileira de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 213.317.639 habitantes.

Em alerta São Paulo tem 42.252 confirmações da doença, o equivalente a 20,7% do total do país, e coeficiente de incidência de 90,6 casos por 100 mil habitantes.

Além disso, é o estado com mais mortes por dengue (11), seguido por Goiás (10) e Bahia (7).

E, das dez cidades brasileiras com mais infecções listadas pelo Ministério da Saúde, três são paulistas: Votuporanga, São José do Rio Preto e Araraquara.

Em Votuporanga, a secretária da Saúde, Ivonete Félix, disse que vários fatores influenciaram para esse quadro, incluindo a pandemia. "Ano passado foi muito atípico. Muitos médicos tomaram a Covid-19 como primeira notificação", disse.

"Notificamos 425 casos nesse período em 2020, 33 em 2021 e 206 agora em 2022. Vemos que é maior que ano passado, mas metade de 2020."

Em março, 1 em cada 5 municípios de São Paulo entrou em alerta de risco de dengue, a maior parte concentrada no interior do estado. O quadro, segundo especialistas, está associado às condições climáticas.

Até o último dia 15, de acordo com monitoramento do Infodengue da FGV (Fundação Getulio Vargas) em parceria com a Fiocruz, 21,39% das cidades paulistas estavam em quadros epidêmicos, de ambiente favorável à transmissão ou que exigem atenção.

Na semana passada, em Franca (a 400 km de São Paulo), uma mulher de 37 anos morreu com suspeita de dengue hemorrágica. Apenas nos primeiros três meses do ano, foram notificados 964 casos positivos, enquanto em todo o ano anterior, 221.

A Secretaria da Saúde de Franca atribuiu o crescimento às chuvas e ao calor intenso deste início de ano. Também afirmou que é preciso considerar "as subnotificações da doença nos anos de 2020 e 2021, por causa da pandemia de Covid-19".
 

"A perspectiva para o ano corrente é de níveis recordes de dengue, com expansão significativa da área de ocorrência do mosquito principalmente no Sudeste e Sul do país, provavelmente resposta ao aumento gradativo das temperaturas médias nestas regiões", afirmou Flávio Codeço Coelho, coordenador do projeto Infodengue da FGV.

Para o médico sanitarista Adriano Massuda, professor da FGV, apesar da época propícia para a proliferação do Aedes aegypti --chuva e calor--, não há o que justifique a alta de casos de dengue.

"A doença tem a especificidade do ciclo do vírus, momentos de crescimento e de queda, mas é fundamental analisar os territórios, identificar as regiões que podem ter nascedouros do mosquito para fazer a intervenção urbana, medidas de saúde pública, de saneamento. Para isso, é fundamental a atuação das equipes de Saúde da Família. Essa é a grande fragilidade que estamos vivendo no Brasil", afirma.

Segundo o especialista, desde meados de 2016 percebe-se uma desconstrução de políticas que deram certo no Brasil por parte do Ministério da Saúde. A ESF (Estratégia Saúde da Família), que amplia o acesso a serviços de saúde e aumenta o controle de doenças transmissíveis, como a dengue, é um exemplo. E a partir de 2019 foi possível perceber a aceleração do enfraquecimento da Atenção Primária.

"Isso faz com que as equipes na ponta estejam mais fragilizadas. Há um número menor de agentes comunitários de saúde trabalhando no Brasil. Eles têm um papel fundamental de olhar para o território e identificar as regiões de risco para fazer intervenção no momento certo e evitar problemas. Os que ficaram estão sobrecarregados e há desvio de tarefas, pois eles estão cada vez menos indo a campo", explica Massuda.

Para o pesquisador, essa desconstrução atinge o trabalho dos agentes de endemias, responsáveis pela prevenção e pelo controle de doenças endêmicas.

"Eles também são fundamentais. Estamos alertando isso não é de agora. Isso é uma ameaça de retorno de doenças preveníveis, desde as imunopreveníveis por vacinas. As baixas coberturas vacinais no Brasil são um risco enorme. O número de casos de dengue aumentando é o enfraquecimento das medidas preventivas. Tem que ter um fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), da Atenção Primária, das equipes de Saúde da Família e a responsabilidade disso é diretamente do Ministério da Saúde."

Capital A cidade de São Paulo registrou 758 casos de dengue com coeficiente de incidência em 6,36 por 100 mil habitantes -209 em janeiro, 242 em fevereiro e 307 até 22 de março. Não houve mortes. Os dados, ainda provisórios, estão atualizados até 22 de março.

Nos três primeiros meses de 2021, foram contabilizados 1.580 casos -117 em janeiro, 358 em fevereiro e 1.113 em março, também sem óbitos.

Sobre o processo de autodescoberta...

  • Por Dra. Fátima Guenes
  • 18 Mar 2022
  • 16:48h

Foto: Divulgação

As dimensões física, emocional, mental e espiritual (Transpessoal), compõem a totalidade do ser humano. Cuidar do corpo físico, da mente, da dimensão emocional e espiritual é de responsabilidade de cada um de nós. Investe-se muito no cuidado do corpo físico: Academia, massagens, caminhadas, alimentação balanceada etc.; não tanto da nossa mente a qual precisa ser alimentada/nutrida com conteúdos saudáveis: leituras edificantes, músicas e filmes de boa qualidade; e com relação a dimensão emocional, o que temos feito? Conseguimos encarar nossas emoções e sentimentos? Sabemos identifica-los, nomeá-los?; e por fim, e não menos necessário, como temos cuidado de nossa alma, de nossa dimensão espiritual? Quando faço referência ao espiritual, não me refiro a religião a, b, ou c, mas ao nível de conexão, de intimidade com o Poder Maior que rege nossas vidas.

Agora falemos sobre o processo pessoal e intrasferível de autodescoberta, de autoconhecimento, que favorece a resposta a perguntas como essas: Quem sou eu? Como me veem os outros? Qual o propósito da minha vida? Tenho clareza do meu potencial? Pra que estou no mundo? Etc,... Como afirmava Mahatma Gandhi, “o propósito da vida, é, sem dúvida conhecer a nós mesmos”. Enquanto ser humano e psicóloga, tenho trabalhado a dezenas de anos ajudando as pessoas nesse processo de autoconhecimento, de autodescoberta. Incansavelmente busco ser a melhor versão de mim mesma, e sei que confrontar sombra e luz faz parte desse processo.

Posso afirmar que há muito caminho pela frente, contudo, o resultado é saudável e produtivo. Daí pergunto: O quanto você está disponível para encontrar a você mesmo (a)?

                                                                                                                              Maria de Fatima Guenes CRP 03/01517.

Covid-19 pode gerar complicações nos testículos, aponta estudo da UFMG

  • Thais Pimentel, g1 Minas
  • 17 Mar 2022
  • 18:36h

Foto: Guilherme Mattos Jardim Costa/UFMG

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que os testículos humanos podem servir como “santuário viral” do Sars-Cov-2, coronavírus que transmite a Covid-19.

De acordo com o professor Guilherme Mattos Jardim Costa, do departamento de morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da universidade, os órgãos acabam preservando o vírus ativo já que não são atacados por células de defesa, como acontece com a zika e a caxumba.

    “O que nós conseguimos ver é que o vírus encontrado nos testículos dos pacientes analisados estava ativo mesmo depois de mais de 25 dias de internação, o que difere da constatação de que o vírus deixa ser detectado em cerca de 10 dias. A gente chama de ‘santuário viral’, já que o testículo propicia um ambiente imunossuprimido”, falou o pesquisador.

O estudo começou na segunda onda da Covid-19 em Belo Horizonte, entre janeiro e março de 2021. Onze pacientes, de diferentes idades, não vacinados e que morreram da forma severa da doença, participaram da pesquisa. O vírus foi encontrado nos testículos de todos eles.

Mesmo com pequeno número de amostras, o professor Guilherme afirma que é um material muito rico e poucos pesquisadores têm acesso.

 “Nós fizemos análises muito acuradas o que dá uma base sólida ao estudo”, disse ele.

As conclusões iniciais da pesquisa foram publicadas em fevereiro na plataforma medRxivum, servidor de distribuição e arquivo on-line gratuito para relatórios preliminares de trabalhos que ainda não foram certificados por revisão por pares e, portanto, ainda não devem orientar a prática clínica. Atualmente, o artigo passa por revisão na Revista Human Reproduction.

Morte de células

A pesquisa ainda mostra que o vírus provoca alterações nos testículos, como a fibrose, morte de células que dão origem aos espermatozóides e redução de até 30 vezes no nível de testosterona.

    “Nós conseguimos mostrar que o vírus promove alteração vascular que mexe com uma cascata de sinalização, desenvolvendo uma resposta inflamatória muito grande e danos do tecido, em consequência da infecção viral”, falou o professor.

Agora, o estudo pretende analisar os efeitos da Covid-19 moderada e leve nos órgãos sexuais masculinos.

Vacinação contra gripe vai excluir crianças de cinco anos da campanha em 2022

  • G1
  • 16 Mar 2022
  • 09:54h

Foto: PMBV/Arquivo

O Ministério da Saúde excluiu as crianças com mais de cinco anos dos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a gripe, que começa no dia 4 de abril. Agora, as doses serão aplicadas apenas em crianças de seis meses a quatro anos e onze meses de idade. Em 2021, crianças com até cinco anos e onze meses tiveram direito à vacina.

Na terça-feira (15), a CBN apurou que a mudança foi motivo de divergência em reunião da câmara técnica que assessora o Ministério da Saúde. Segundo a CBN, o governo federal chegou a alegar que precisava reduzir o público-alvo da campanha pelo risco de faltar seringas.

A campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 4 de abril e vai até 3 de junho. Serão distribuídas 80 milhões de doses contra a Influenza, com a meta de vacinação de 79,7 milhões de pessoas dos grupos prioritários.

A primeira etapa, que vai até o dia 2 de maio, dará prioridade para os idosos com mais de 60 anos e trabalhadores da saúde. A segunda etapa, que começa até 3 de maio, contemplará crianças menores de 5 anos, grávidas, puérperas, professores, indígenas, professores, pessoas com deficiência e comorbidades, trabalhadores de transporte coletivo e caminhoneiros, forças de segurança, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

Quarta dose de vacina contra Covid é necessária, diz CEO da Pfizer

  • Folhapress
  • 15 Mar 2022
  • 13:31h

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, afirmou que, pelo que se tem de informações até o momento, será necessária uma quarta dose da vacina contra a Covid e, possivelmente, um reforço anual do imunizante.

Apesar disso, os poucos dados disponíveis e especialistas apontam que talvez só certas populações possam se beneficiar da nova dose adicional.

"Pelo que vimos, a quarta dose é necessária. Agora, a proteção que temos pela terceira é bem boa em relação a hospitalizações e mortes. Mas não é tão boa contra infecções e não dura muito tempo. Estamos submetendo esses dados ao FDA [agência americana de drogas e alimentos] e veremos o que os especialistas fora da Pfizer dirão", afirmou Bourla ao programa Face the Nation, da rede americana CBS News.

Além disso, o CEO também afirmou que a farmacêutica trabalha no desenvolvimento de um imunizante protetivo contra as variantes, incluindo a ômicron --as vacinas atuais contra a Covid foram desenvolvidas sobre o Sars-CoV-2 original observado inicialmente em Wuhan, na China, e que se espalhou para o mundo. "Mas também alguma coisa que proteja por pelo menos um ano", afirmou Bourla.

Dessa forma, seria mais fácil alcançar algo próximo à vida que se conhecia antes da pandemia de Covid.

Israel, Canadá, Dinamarca e Chile estão entre os países no qual as quartas doses já são oferecidas.

Ainda há poucos dados disponíveis sobre o real impacto da nova dose. Um pequeno estudo, com 274 profissionais de saúde, ainda sem revisão por pares, apontou um aumento de proteção (tido aqui como o número de anticorpos) contra a contaminação por Covid após a quarta dose de vacinas de mRNA (tanto Pfizer quanto Moderna), mas em níveis semelhantes aos observados no pico com a terceira dose. Houve, porém, baixo impacto na prevenção de infecções.

Segundo pesquisadores têm afirmado, apesar da população geral talvez não se beneficiar suficientemente de uma nova dose, alguns grupos populacionais mais frágeis poderiam ser de fato beneficiados.

No Brasil, por exemplo, a quarta dose é indicada para imunossuprimidos acima de 12 anos.