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(Foto: Reprodução)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu neste domingo que o país “destruirá” o grupo Estado Islâmico. A promessa foi feita durante anúncio de medidas anti-terrorismo, criadas após a confirmação de que o ataque a um centro de pessoas com deficiência na Califórnia, em que 14 pessoas morreram, foi um “ato de terrorismo” (veja aqui). Segundo Obama, o casal responsável pela ação – o americano Syed Farook e sua mulher paquistanesa, Tashfeen Malik – iniciaram "o caminho obscuro da radicalização, abraçando uma interpretação pervertida do Islã, que pede uma guerra contra os Estados Unidos e contra o Ocidente". "Vou pedir às lideranças de alta tecnologia e autoridades de aplicação da lei que tornem mais difícil para os terroristas usarem tecnologia para fugir da Justiça", explicou o presidente. "Vamos destruir o ISIL (acrônimo do EI em inglês) e qualquer outra organização que tente nos prejudicar", completou.
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
O mundo caminha para uma “catástrofe climática”, alertou nesta segunda-feira (7) o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ao abrir a semana ministerial da cúpula sobre o clima que visa a estabelecer um acordo mundial contra o aquecimento global. “O mundo espera mais de vocês do que meias-medidas”, disse Ban Ki-moon aos delegados, apelando aos países que aceitem, a cada cinco anos, uma avaliação do seu envolvimento antes da entrada em vigor do futuro acordo. Segundo a Agência Brasil, o secretário-geral defendeu que “o objetivo atual é o mínimo” e deve-se ter “a ambição de ir além”. “As decisões que tomarem aqui em Paris serão sentidas durante séculos”, destacou. O acordo deve “deixar claro ao setor privado que a transformação que nos dotará de uma economia mundial com baixas emissões (de gases de efeito estufa) é inevitável, benéfica e já está em curso”, adiantou. A Conferência do Clima de Paris (COP21) aprovou no sábado (5) um projeto de acordo para combater as alterações climáticas. O acordo deve ser concluído esta semana pelos ministros dos cerca de 200 países, para ser assinado no dia 11 de dezembro.
- Por Sylvia Moretzsohn
- 17 Nov 2015
- 06:51h
(Fotomontagem: Brumado Urgente)
A ênfase da cobertura jornalística aos ataques terroristas em Paris, que, segundo as informações iniciais, mataram pelo menos 129 pessoas e deixaram mais de 350 feridos, provocou a previsível reação nas mídias sociais entre os contestadores do “sistema”: como em episódios semelhantes, multiplicaram-se os comentários que acusavam a relativização da importância da vida humana e a indignação seletiva diante da tragédia, tendo em vista o silêncio ou a naturalização sobre o que ocorre em outras partes do mundo. Foram muitos os protestos contra a disparidade de tratamento, por exemplo, entre o que ocorreu em Paris e em Beirute, onde, na véspera, um ataque da mesma índole matou 43 pessoas e deixou quase 240 feridas.
Da mesma forma, proliferaram as comparações com a situação dos mortos e desabrigados na recente catástrofe ambiental em Mariana, ou com a rotina de mortes violentas no Brasil, que em 2014 fez 160 vítimas por dia. São duas questões distintas, mas que remetem ao mesmo apelo humanitário, tão sensível quanto pouco esclarecedor: de fato, do ponto de vista humanístico, nenhuma vida deveria valer mais (ou menos) que outra.
Entretanto, não foi assim ao longo da história, e menos ainda no capitalismo, que tende a transformar tudo e todos em mercadoria: não é muito difícil constatar que as vidas têm valores muito diferentes conforme a posição social que se ocupa. Numa crítica mordaz aos critérios de notícia que orientavam — e orientam — a imprensa, Alexander Cockburn dizia que “os editores devem se lembrar de que há extensas partes do mundo nas quais as pessoas não existem a não ser em grupos de mais de 50 mil”. Recordei a atualidade deste comentário, publicado há quatro décadas, quando escrevi sobre o abismoentre a comoção provocada no início do ano pelo ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, também em Paris, e o massacre de 2 mil pessoas promovido dias antes pelos fundamentalistas do Boko Haram em Baga, na Nigéria. Tentei então demonstrar que a lógica perversa apontada pela ironia de Cockburn fazia sentido do ponto de vista geopolítico (e jornalístico): o que ocorre nos países mais importantes tem mais relevância, inclusive pelos desdobramentos políticos que esses acontecimentos podem provocar.
Paris e Beirute: diferenças
É fundamental noticiar o que ocorreu em Beirute para que sejamos capazes de apreender a tragédia da guerra que se desenvolve na região. Mas a rotina da guerra é a rotina de tensões, desespero, mortes: fora os grandes massacres, só um esforço de redirecionamento da cobertura poderia tentar chamar a atenção do público não afetado diretamente por esse drama.
Já os ataques perpetrados em Paris rompem a rotina. Além do sentido simbólico da violência contra um ícone do iluminismo e contra a cidade que há muito tempo é o principal destino turístico no mundo, têm outra dimensão política: trazem consigo o crescimento da onda de xenofobia que se alastra pela Europa, aumentando o drama dos refugiados dos conflitos no Oriente Médio e da África — tanto os que estão em trânsito quanto os que já vivem em acampamentos — e afetando os imigrantes já estabelecidos; o recrudescimento de medidas de vigilância na França e nos demais países potencialmente visados, que restringem os direitos dos cidadãos e alimentam um clima de insegurança e desconfiança, prato cheio para a manipulação do medo social; e o incremento da guerra contra o Isis, o “Estado Islâmico”, com a consequência trágica previsível.
O alarde em relação ao ataque permitiria pôr em causa a discussão fundamental sobre quem financia o terrorismo — em suma, os laços entre os Estados democráticos e a indústria armamentista no estímulo ao nascimento desses grupos que depois vêm atacá-los, o emaranhado de interesses envolvidos na promoção de guerras, o próprio terrorismo de Estado convenientemente dissimulado como forma legítima de combate. E é claro que, exatamente por esses motivos, seria preciso contestar o comportamento do âncora que olha muito sério para a câmera e avisa que somos “nós contra eles”, a civilização contra a barbárie.
Paris e Mariana: disparates
Se são claras as diferenças de ênfase entre o que ocorreu em Paris e em Beirute, que estão no mesmo contexto, mais ainda deveriam ser as diferenças entre a carnificina na capital francesa e a tragédia ambiental em Mariana. Comparar um ato de terrorismo com uma catástrofe provocada pela ganância empresarial e esse misto de negligência e conivência do poder público com interesses privados é ignorar uma distinção fundamental da origem e das consequências de cada fato. O que aconteceu em Mariana, e que até o momento mereceu uma cobertura pífia da nossa mídia hegemônica, é de uma gravidade incomensurável, mas nada tem a ver com ataques terroristas, nem pode provocar consequências semelhantes. Tampouco o absurdo índice de mortes violentas no Brasil ou, mais especificamente, a situação da periferia das grandes cidades do país, pode servir como elemento de comparação para os atentados de Paris. Porque só é possível comparar o que tem a mesma substância.
Uma das inúmeras manifestações no Facebook recordou as famosasMeditações de John Donne, depois tratadas como poema, sobre o pertencimento de cada pessoa ao gênero humano: “no man is an island entire of itself, every man is a piece of the continent…”. Por isso não faria sentido perguntar por quem os sinos dobram: “eles dobram por ti”.
Deplorar o sangue derramado é uma necessidade em qualquer circunstância. Mas, do ponto de vista da política, as circunstâncias fazem toda a diferença. É isto que o bem intencionado apelo humanitário ignora, ao promover essa generalização que só ajuda a confundir e dificulta a luta necessária por um mundo menos desigual e violento.
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Hackers do grupo Anonymous divulgaram um vídeo ameaçando o Estado Islâmico (Foto: Reprodução/Youtube)
O Estado Islâmico divulgou um novo vídeo nesta segunda-feira (16) onde diz que todos os países que participarem dos bombardeios aéreos na Síria vão ter o mesmo destino que a França, que foi alvo ataques simultâneos que culminou na morte de 129 pessoas e deixou mais de 350 feridos. Segundo a agência Reuters, o suposto agente do E.I. disse que Washington, nos Estados Unidos, seria alvo de ataque. "Nós dizemos aos Estados que participam da campanha cruzada que, por Deus, vocês terão um dia se Deus Quiser, como o da França, e por Deus, como nós atingimos a França no centro de sua morada em Paris, nós juramos que vamos atacar a América em seu centro em Washington", declarou o homem na gravação. A autenticidade do vídeo ainda não foi verificada, mas a ameaça foi recebida com sobressalto. Ainda hoje, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, comentou que novos atentados estão sendo planejados contra o países europeus.
"Sabemos que existem operações que estavam sendo preparadas e estão sendo preparadas contra a França e outros países europeus. A França deve estar preparada para novos atentados porque pode ser atacada novamente nos próximos dias, nas próximas semanas", disse Valls em entrevista à rádio RTL. No domingo (15), a França respondeu os atentados em Paris lançando ao menos 20 bombardeios sobre a cidade de Raqqa, no centro-norte da Síria. Invadida em 2013 pela milícia radical, Raqqa tem sido chamada de “a capital do Estado Islâmico” na região da Síria. Os ataques franceses teriam destruído um campo de treinamento da facção e um depósito de armas, de acordo com informações divulgadas por agências de notícias internacionais.
Hackers ameaçam Estado Islâmico: "todo o mundo vai te caçar"
Os hackers do grupo Anonymous também divulgaram uma ameaça aos terroristas do Estado Islâmico nesta segunda. Na mensagem, publicada no Youtube, um homem com a máscara de Guy Fawkes fala, em francês, que os integrados do EI serão encontrados.“O Anonymous de todo o mundo vai te caçar. A guerra está declarada. Se prepare. Os franceses são mais fortes do que vocês e vão sair dessa atrocidade ainda mais fortalecidos”, diz o integrante do grupo de hackers. Ele também garante que o Anonymous vai lançar ataques cibernéticos contra o Estado Islâmico. O grupo também expressou sua revolta com os atentados terroristas no Twitter. "Estamos furiosos com o abate repetido de cidadãos inocentes em nome de uma religião pacífica. Vocês claramente não respeitam crenças e não têm respeito pela vida humana e pela evolução. Nós vamos pegá-los e vamos combater vocês mais do que nunca”, diz a publicação.
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Policiais na esquina do Bataclan, onde mais de 100 foram mortos (Foto: AFP)
O grupo radical Estado Islâmico reivindicou na manhã deste sábado (14) a autoria dos atentados ocorridos na noite de sexta-feira (13) em Paris, que deixou mais de 100 mortos e é considerado o pior na história do país. Em declaração oficial, o grupo afirmou que o ataque foi cuidadosamente planejado em vários pontos do centro de Paris. Um deles foi a casa de Shows Bataclan, local em que os terroristas fizeram reféns. O chefe de polícia da cidade, Michel Cadot, afirmou ao jornal The Guardian que, quando a polícia invadiu o local, quatro terroristas se suicidaram, detonando explosivos que tinham em seus cintos. "Oito irmãos com explosivos na cintura e fuzis fizeram vítimas em lugares escolhidos previamente e que foram escolhidos minunciosamente no coração de Paris, no estádio da França, na hora do jogo dos dois países França e Alemanha, que eram assistidos pelo imbecil François Hollande, o Bataclan onde se estavam reunidos centenas de idolatras em uma festa de perversidade assim como outros alvos no 10º arrondissement e isso tudo simultaneamente. Paris tremou sob seus pés e as ruas se tornaram estreitas para eles. O resultado é de no mínimo 200 mortos e muitos mais feridos. A gloria e mérito pertencem a Alá”, diz o comunicado.O presidente francês François Hollande chegou a afirmar que o atentado eram atos de guerra do grupo e decretou estado de emergência no país, além do fechamento das fronteiras. Durante o ataque, dois brasileiros que estavam em um restaurante foram atingidos. De acordo com o consulado brasileiro na França, um arquiteto que está de passagem na cidade foi atingido por três disparos e precisou passar por cirurgia. Já a brasileira, que é estudante, levou um tiro de raspão. Os dois passam bem, mas não tiveram as identidades reveladas.
Vítimas deitadas no chão em restaurante de Paris nesta sexta-feira. / THIBAULT CAMUS (AP)
O Promotor de Justiça de Paris, François Molins, afirmou que o número de mortes nos ataques em Paris em seis locais diferentes, incluindo dois bares e uma casa de shows, pode passar de 120. Em um discurso perto do Bataclan Concert Hall, o teatro no qual cerca de 100 pessoas foram tomadas como reféns, Molins declarou que cinco terroristas provavelmente foram mortos. O Chefe da Polícia de Paris afirmou que ainda não há certeza, mas acredita que todos os terroristas foram mortos. Entretanto, há uma grande disparidade no número de vítimas divulgadas pelas agências. A BBC afirma que foram 100 mortos no teatro Bataclan e mais 40 vítimas em outros locais. Já a CNN afirma que, de acordo com autoridades do governo, o número de mortes chega a 153. Molins afirmou que 18 pessoas foram mortas na Boulevard Charonne; três no Stade de France e uma na Boulevard Voltaire. Além disso, mais cinco foram mortas na Rua de la Fontaine Roy e 14 na Rua Alibert, com muitas pessoas feridas nesse local. O Chefe da Polícia de Paris disse que os "atiradores andavam pelas ruas atirando em todos os bares".
China terá mais 3 bilhões de bebês por ano com fim da política de filho único (Foto: AFP)
O vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde e Planejamento Familiar chinês, Wang Peina, estimou nesta terça-feira (10) em mais de 3 milhões os bebês que nascerão anualmente na China depois da abolição da política de "um casal, um filho". A medida, anunciada no mês passado pelo Comitê Central do Partido Comunista Chinês, visa a conter a crescente pressão na economia imposta pelo rápido envelhecimento da sociedade. Trata-se de uma ampliação de flexibilização da política de filho único, iniciada em 2014 e que permitia aos casais em que ambos os cônjuges são filhos únicos ter uma segunda criança.
Mais 90 milhões de mulheres ficam assim autorizadas a ter um segundo filho, mas cerca de metade tem de 40 a 49 anos, o que poderá "constituir um limite ao seu desejo ou capacidade de ter outra criança", lembrou Wang. Algumas poderão se sentir "relutantes", enquanto outras "não estarão aptas a dar à luz", acrescentou. Em Pequim, apenas 10% dos casais se inscreveram para ter um segundo filho, desde que, no ano passado, o governo chinês decidiu aliviar a política, imposta em 1980. No total, até 2050, a abolição poderá acrescentar 30 milhões de pessoas à população em idade ativa, afirmou o vice-ministro. "A curto prazo, a política de dois filhos por casal irá guiar o consumo de habitação, educação, saúde, economia doméstica e as necessidades do dia adia, estimular o investimento em setores relacionados e aumentar a oferta de emprego". Wang disse ainda que a medida deverá resultar em um aumento de 0,5% na taxa de crescimento econômico. Pelas contas do governo, sem a política de "um casal, um filho", em vez de cerca de 1,35 bilhão de habitantes, a China teria hoje quase 1,7 bilhão. Desde a implementação da política "um casal, um filho", os hospitais do país fizeram 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações, segundo dados oficiais chineses. Para o governo, a política de filho único constitui um mal necessário, permitindo o aumento do Produto Interno Bruto per capita, da esperança média de vida (agora em 75 anos) ou do nível de escolaridade da população.
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(Foto: Reprodução)
A Justiça colombiana aprovou a legalização da adoção de crianças por casais homossexuais. A decisão foi tomada na quarta-feira (4) pelo Tribunal Constitucional do país sul-americano, durante sessão da Sala Plena Corte e teve seis votos a favor e dois contra. Foi considerado pelas autoridades colombianas que casais homossexuais são igualmente capazes de criar um filho quanto os heterossexuais. "A orientação sexual de uma pessoa ou seu sexo não são indicadores da falta de idoneidade moral, física ou mental para a adoção", disse a juíza María Victoria Calle Correa. O direito a adoção para casais do mesmo sexo já havia sido negado pela justiça em fevereiro, que a permitia apenas quando a criança era filha biológica de um dos membros do casal. Em abril, foi realizada uma votação na Corte que terminou empatada. Nos debates anteriores, o pedido examinado pela Corte tratava da possibilidade de casais do mesmo sexo adotarem crianças. Dessa vez, a solicitação foi baseada no direito de crianças terem uma família, independente da orientação sexual dos pais. Apesar de terem conquistado o direito à adoção, os casais homossexuais na Colômbia ainda não podem se casar. No entanto, a legislação do país concede benefícios na previdência social e direito a pensão. Outros países do continente, como Argentina e Uruguai, também permitem a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
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Um avião da companhia áerea russa KogalimAvia, mais conhecida como Metrojet, caiu na madrugada deste sábado (31) na península do Sinai e deixou 224 mortos, segundo o governo egípcio. O voo saiu de uma cidade no litoral do Egito e seguia para São Petersburgo, na Rússia. O Airbus A-321 transportava 217 passageiros, entre eles 138 mulheres, 62 homens e 17 crianças, além de 7 tripulantes. Segundo a Reuters, 214 são russos e três ucranianos. Cerca de 100 corpos já foram encontrados. "Agora vejo uma cena trágica. Muitos mortos no chão e outros tantos ainda presos em suas poltronas", relatou uma autoridade egípcia. Segundo ele, o avião se dividiu em duas partes. Uma fonte de segurança disse às agências de notícias internacionais que a caixa preta do avião foi encontrada. Ele afirmou ainda que um exame preliminar indica que não houve nenhuma operação terrorista e que a queda pode ter sido causada por um erro técnico. O primeiro-ministro egípcio, Ismail Sharif, confirmou o acidente por meio de comunicado. O avião perdeu contato com os radares 23 minutos após a decolagem, quando sobrevoava a cidade de Larnaka, informou um porta-voz de Rosaviatsia, a agência de aviação civil da Rússia. O avião caiu em uma área montanhosa no centro de Sinai e más condições atmosféricas dificultaram o acesso das equipes de resgate ao local, de acordo com a autoridade da segurança egípcia que havia acabado de chegar ao local contou à Reuters. Cerca de 50 ambulâncias foram enviadas para o local. Os corpos dos passageiros serão levados de avião para o Cairo, segundo a fonte. Amostras de DNA serão coletadas dos parentes dos passageiros que estavam a bordo do avião, conforme informou o comitê de políticas sociais da Rússia. Parentes dos passageiros estão se reunindo no balcão de informações da companhia aérea russa Kogalymavia no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, destino do avião, com a esperança de encontrar mais informações. O voo 9268 transportava muitos turistas do resort egípcio de Sharm el-Sheikh. As autoridades da aviação civil perderam contato com a aeronave quando o ela estava a 30.000 pés de altitude (9.144 m), segundo um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo do Egito.
Estados Unidos: inscrições para bolsas de estudo vão até o dia 20 de outubro
A Comissão Fulbright Brasil está com inscrições abertas para o programa Foreign Language Teaching Assistant (FLTA), que dá bolsas de estudo para professores brasileiros ensinarem português nos Estados Unidos. As inscrições vão até o dia 20 de outubro e devem ser feitas pelo site da Fulbright Brasil. Serão concedidas até 20 bolsas de estudo com duração de nove meses. Os selecionados irão dar aulas em universidades norte-americanas e receberão auxílio moradia e alimentação, seguro-saúde e passagens áreas. Além disso, terão a oportunidade de realizar cursos sobre cultura e história dos EUA. Para se candidatar, é preciso ter concluído a licenciatura ou o bacharelado em língua portuguesa após 2010, e comprovar proficiência em inglês por meio de exames como TOEFL (nota mínima 79) ou IELTS (nota mínima 6). Veja o edital com todas as informações sobre as bolsas de estudo e as instruções para sua candidatura. * Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar.
Foto: U.S. Air Force photo/Tech. Sgt. Robert Cloys
Um homem tentou esfaquear o papa Francisco durante sua visita à Nova York no domingo, ao invadir a pista do aeroporto John F. Kennedy. Christopher Cannella, 39 anos, é um bombeiro afastado e usou sua credencia para perseguir um comboio que supostamente era do líder católico. Porém, ele perseguiu o presidente do Turcomenistão. Ao perceber o erro, ele mudou de direção e começou a seguir os carros da comitiva que transportavam o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Por causa de sua movimentação suspeita, os seguranças seguiram o homem e o prenderam. Então Canella descobriu que estava nove horas atrasado, porque Francisco havia embarcado para a Filadélfia muito antes. Os chefes de estado estavam na cidade para a conferência da ONU. Um dos advogados de Cannella afirmou ao New York Post que seu cliente é casado e pai de dois filhos e está passando por um processo de estresse causado por luto.
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
O general brasileiro que comandava a missão da ONU no Haiti, José Luiz Jaborandy Júnior, morreu neste domingo (30) de "causas naturais", de acordo com informações do Exército. Jaborandu tinha 57 anos e passou mal durante uma viagem de avião do Haiti a Manaus – o Exército não informou se ele morreu dentro da aeronave ou não. O general assumiu em março de 2014 a missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, em substituição ao general Edson Leal Pujol e comandava a 8ª Região Militar, em Belém (PA), ligada ao Comando Militar do Norte, antes de ir para o país caribenho. Jaborandy entrou no Exército em 1976 e serviu como assessor parlamentar do Gabinete do Comandante do Exército. (Bahia Notícias)
(Foto: Reprodução)
Como já era de se esperar, Lionel Messi é o melhor jogador da Europa na temporada 2014/2015. O prêmio foi entregue ao atacante do Barcelona nesta quinta-feira (27) após o sorteio dos grupos da Liga dos Campeões da Europa. Na temporada passada, Messi levou a tríplice coroa com a camisa do Barcelona
, conquistando o Campeonato Espanhol, a Copa do Rei e, por fim, a Liga dos Campeões. Lionel Messi deixou para trás o uruguaio e companheiro de equipe Luis Suárez e também o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e que ficou com o título na temporada passada, para ficar com o prêmio. Entre as mulheres, o troféu foi para a alemã Celia Sasic.
Cientistas estrangeiros confirmaram que o corpo celeste descoberto pelo garoto é mesmo um planeta, que está a mil anos-luz
Quando tinha 15 anos, o britânico Tom Wagg ficou empolgado ao saber que faria um estágio em um observatório. Mal ele sabia que logo no terceiro dia de "trabalho" ele iria descobrir... um planeta novo. Agora, dois anos depois de sua descoberta, cientistas de várias partes do mundo reuniram dados para provar que o corpo celeste descoberto pelo garoto é mesmo um planeta. E agora, há uma competição para escolher seu nome. "Eu fiquei superempolgado", diz Tom, sobre sua descoberta. Ele encontrou o planeta, que está a mil anos-luz, quando estava analisando fotos durante seu estágio no observatório da Universidade Keeke, em Newcastle-under-Lyme, região central da Inglaterra. O professor da universidade Coel Hellier explicou que Tom estava vendo os arquivos com fotos e informação sobre "candidatos a novos planetas". Sua tarefa era procurar por pequenos pontos na luz que são gerados com a passagem de um planeta diante de sua estrela.
"Era apenas meu terceiro dia quando eu me deparei com um bom candidato, mas eu já tinha olhado mais de mil imagens", conta Tom. "Parece chato, mas quando você pensa sobre o que está realmente fazendo, é algo muito inacreditável." O professor Hellier disse que foram necessárias novas observações feitas por supertelescópios do Chile para confirmar a descoberta de Tom. Depois disso, o suposto planeta foi estudado por astrônomos da Universidade de Genebra e da de Liede, para confirmar se o tamanho e a massa do corpo celeste realmente correspondiam às de um planeta. O planeta -- que é relativamente grande, do tamanho de Júpiter -- está sendo provisoriamente chamado pela sigla WASP-142b, já que é o 142º planeta a ser descoberto pelo grupo de observatórios que leva essa sigla e do qual a Universidade de Keele faz parte. Mas um concurso está em curso para escolher o nome oficial do planeta.
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Disco voador será lançado de uma base no Havaí - Handout / AFP
A hipótese de discos voadores vindos do espaço povoou a imaginação de muita gente, mas agora, objeto semelhante poderá ser visto no céu de outro planeta: Marte. A Nasa vai lançar nesta quarta-feira uma nave em formato de disco voador projetada para expedições mais longas ao planeta vermelho. Caso o experimento seja bem sucedido, significará um passo importante para a ida de humanos para Marte. O voo de teste do disco voador, conhecido como Low-Density Supersonic Decelerator (LDSD), será transmitido ao vivo pelo site da Nasa a partir das 14h30. Durante o lançamento do disco, a Nasa irá testar o maior paraquedas já usado, uma vez que a atmosfera de Marte é tão fina que qualquer paraquedas que ajude uma espaçonave pesada, de rápido movimento, precisa ser mais forte. Com o objetivo de enviar seres humanos a Marte em 2030, a agência está testando o aparato feito com tecnologia de nova geração, conhecido como Supersonic Ringsail — que poderia permitir que naves ainda mais pesadas pousem suavemente. O disco voador feito pela agência americana será lançado de uma base em Kauai, no Havaí. O veículo será rebocado até a estratosfera por um balão meteorológico de grande altitude de onde irá decolar alcançando uma altitude de 20 milhas acima da Terra. A nave poderá atingir uma velocidade quase três vezes maior à do som. “ À medida que a Nasa planeja ambiciosas missões científicas para Marte — lançando bases até mesmo para expedições humanas mais complexas— a espaçonave, que precisava aterrissar com segurança na superfície do Planeta Vermelho, se tornará maior e mais pesada para acomodar estadias prolongadas dos exploradores”, afirmou a Nasa por meio de um comunicado. O primeiro voo de teste do disco voador foi em junho de 2014, e um outro voo de teste está previsto para 2016.