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Em mais uma demonstração da barbaridade com que rege suas regras, o Estado Islâmico lançou uma lei (fatwa) que pede a execução de bebês nascidos com síndrome de down e outras deficiências. A informação foi divulgada pela "Mosul Eye", organização sem fins lucrativos que divulga notícias sobre a região da cidade iraquiana de Mosul, a terceira maior do país.Cópia de uma prática de extermínio aplicada pela Alemanha Nazista, a regra foi estabelecida por Abu Said Aljazrawi, um dos juízes do Estado Islâmico, por meio de uma "fatwa oral" anunciada recentemente.
De acordo com ela, "os integrantes do Estado Islâmico estão autorizados a matar recém-nascidos com síndrome de down, malformações congênitas e crianças deficientes". O grupo ficou mundialmente conhecido devido às formas cruéis como extermina seus reféns – por meio de decapitações e incendiamentos – e, mais recentemente, pelos ataques terroristas contra alvos fora do território que domina no Oriente Médio, como os de Paris e Sinai, no Egito. A "Mosul Eye" afirma ter descoberto a fatwa após realizar uma ampla investigação sobre dezenas de mortes de crianças nascidas com deficiências. A organização afirma ter confirmado 38 casos de execução de bebês com a síndrome e outras deformidades, todos eles com idades entre uma semana e três meses. A organização ressalta que as mortes se deram por meio de injeção letal ou sufocamento, principalmente na região de Mosul e na Síria. "Como se não fosse suficiente para o Estado Islâmico matar homens, mulheres e idosos, agora eles também matam crianças", criticou a "Mosul Eye" em nota. Aplicado pela Alemanha de Adolf Hitler ao longo de toda a Segunda Guerra Mundial, o programa Aktion T4 previa o assassinato de pessoas com deficiências físicas e mentais.De acordo com arquivos sobre o período, cerca de 200 mil foram mortos, seja por meio de eutanásia, câmaras de gás ou inanição.
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Negociadores do mundo todo pareciam perto de fechar um histórico acordo para desacelerar o aquecimento global. O rascunho final de um acordo deve ser apresentado neste sábado (12), para pelo menos uma última rodada de negociações no encontro sobre o clima que acontece na França. O texto, finalizado após negociações de última hora nesta madrugada, deve ser apresentado em sessão especial dos delegados internacionais às 11h30 (hora local), segundo dois funcionários franceses. As fontes, que pediram anonimato, não deram detalhes sobre o conteúdo. O rascunho anterior, apresentado na noite de quinta-feira, não resolvia questões cruciais, como a divisão entre os países ricos e em desenvolvimento do montante que deve ser gasto na luta contra a mudança climática. Caso os 190 países reunidos em Paris consigam um acordo, isso representaria um marco após mais de duas décadas de esforços da ONU para persuadir os governos a trabalhar juntos para reduzir as emissões provadas pela atividade humana, que segundo os cientistas aquece o planeta. O degelo de glaciares, a elevação no nível dos mares e a expansão dos desertos, fenômenos vinculados às mudanças climáticas, ameaçam populações de todo o mundo. O presidente da França, François Hollande, estará presente na sessão especial deste sábado e falará junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para expressar "a importância de decidir e agora adotar o texto do rascunho", informou o escritório da presidência francesa. Após a apresentação do documento final, espera-se que as delegações estudem o texto por várias horas, antes de seguir para uma sessão plenária onde ele poderia ser aprovado.
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Mulheres sauditas iam neste sábado a centros de votação em todo o reino, tendo pela primeira vez a oportunidade de votar e se apresentar como candidatas, em um evento histórico para o país. Mais de 5 mil homens e 980 mulheres se apresentaram como candidatos para os conselhos municipais, enquanto mais de 130 mil mulheres se registraram para votar, ante 1,35 milhão de homens. As eleições, nas quais não há cotas para candidatas, são consideradas uma pequena mas significativa abertura para que as mulheres tenham um papel mais igualitário na sociedade saudita. Não se espera que muitas consigam vencer, diante do grande número de candidatos do sexo masculino e da falta de experiência delas nas campanhas eleitorais. Além disso, muitas mulheres disseram que não puderam se permitir uma campanha cara.
"Não considero que ganhar seja o objetivo definitivo", disse Hatoon Al-Fassi, coordenadora geral do grupo Saudi Baladi Initiative, que trabalhou com as mulheres para aumentar a conscientização delas sobre o voto e aumentar a participação feminina no pleito. "No que me concentro é no direito a ser uma cidadã e considero que esse é um ponto de inflexão", afirmou. "Vemos como uma oportunidade de exercer nosso direito e pedir mais." As mulheres enfrentam a crença na sociedade saudita de que o sexo feminino não pertence à vida pública. Abdullah Al-Maiteb chegou na manhã de sábado para votar em Riad e refletiu a opinião generalizada sobre a presença das mulheres nas listas eleitorais. "O papel delas não está nesses lugares. O papel delas está comandando a casa e criando a próxima geração", disse ele. "Se permitirmos que elas saiam de casa para fazer essas coisas, quem vai cuidar dos meus filhos?". Os conselhos municipais são o único órgão do governo no qual os cidadãos sauditas podem eleger seus representantes. É a terceira ocasião nas últimas décadas que os homens sauditas podem votar. Em cumprimento às normas de segregação por gênero da Arábia Saudita, homens e mulheres votam em seções eleitorais distintas. Além disso, as candidatas não podem se dirigir diretamente aos eleitores homens e tiveram que fazer sua campanha ou atrás de um biombo, com a ajuda de projetores ou microfones, ou através de parentes e partidários homens que expuseram seus projetos. Todos os candidatos usaram muito as redes sociais para chegar aos eleitores. Entre as propostas comuns estão a criação de centros juvenis, berçários, parques e a melhora das estradas do país. Os candidatos lutam por cerca de 2.100 vagas nos conselhos municipais. Eles se unirão aos 1.050 nomeados com a aprovação do rei saudita. Fonte: Associated Press.
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(Foto: Reprodução)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu neste domingo que o país “destruirá” o grupo Estado Islâmico. A promessa foi feita durante anúncio de medidas anti-terrorismo, criadas após a confirmação de que o ataque a um centro de pessoas com deficiência na Califórnia, em que 14 pessoas morreram, foi um “ato de terrorismo” (veja aqui). Segundo Obama, o casal responsável pela ação – o americano Syed Farook e sua mulher paquistanesa, Tashfeen Malik – iniciaram "o caminho obscuro da radicalização, abraçando uma interpretação pervertida do Islã, que pede uma guerra contra os Estados Unidos e contra o Ocidente". "Vou pedir às lideranças de alta tecnologia e autoridades de aplicação da lei que tornem mais difícil para os terroristas usarem tecnologia para fugir da Justiça", explicou o presidente. "Vamos destruir o ISIL (acrônimo do EI em inglês) e qualquer outra organização que tente nos prejudicar", completou.
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
O mundo caminha para uma “catástrofe climática”, alertou nesta segunda-feira (7) o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ao abrir a semana ministerial da cúpula sobre o clima que visa a estabelecer um acordo mundial contra o aquecimento global. “O mundo espera mais de vocês do que meias-medidas”, disse Ban Ki-moon aos delegados, apelando aos países que aceitem, a cada cinco anos, uma avaliação do seu envolvimento antes da entrada em vigor do futuro acordo. Segundo a Agência Brasil, o secretário-geral defendeu que “o objetivo atual é o mínimo” e deve-se ter “a ambição de ir além”. “As decisões que tomarem aqui em Paris serão sentidas durante séculos”, destacou. O acordo deve “deixar claro ao setor privado que a transformação que nos dotará de uma economia mundial com baixas emissões (de gases de efeito estufa) é inevitável, benéfica e já está em curso”, adiantou. A Conferência do Clima de Paris (COP21) aprovou no sábado (5) um projeto de acordo para combater as alterações climáticas. O acordo deve ser concluído esta semana pelos ministros dos cerca de 200 países, para ser assinado no dia 11 de dezembro.
- Por Sylvia Moretzsohn
- 17 Nov 2015
- 06:51h
(Fotomontagem: Brumado Urgente)
A ênfase da cobertura jornalística aos ataques terroristas em Paris, que, segundo as informações iniciais, mataram pelo menos 129 pessoas e deixaram mais de 350 feridos, provocou a previsível reação nas mídias sociais entre os contestadores do “sistema”: como em episódios semelhantes, multiplicaram-se os comentários que acusavam a relativização da importância da vida humana e a indignação seletiva diante da tragédia, tendo em vista o silêncio ou a naturalização sobre o que ocorre em outras partes do mundo. Foram muitos os protestos contra a disparidade de tratamento, por exemplo, entre o que ocorreu em Paris e em Beirute, onde, na véspera, um ataque da mesma índole matou 43 pessoas e deixou quase 240 feridas.
Da mesma forma, proliferaram as comparações com a situação dos mortos e desabrigados na recente catástrofe ambiental em Mariana, ou com a rotina de mortes violentas no Brasil, que em 2014 fez 160 vítimas por dia. São duas questões distintas, mas que remetem ao mesmo apelo humanitário, tão sensível quanto pouco esclarecedor: de fato, do ponto de vista humanístico, nenhuma vida deveria valer mais (ou menos) que outra.
Entretanto, não foi assim ao longo da história, e menos ainda no capitalismo, que tende a transformar tudo e todos em mercadoria: não é muito difícil constatar que as vidas têm valores muito diferentes conforme a posição social que se ocupa. Numa crítica mordaz aos critérios de notícia que orientavam — e orientam — a imprensa, Alexander Cockburn dizia que “os editores devem se lembrar de que há extensas partes do mundo nas quais as pessoas não existem a não ser em grupos de mais de 50 mil”. Recordei a atualidade deste comentário, publicado há quatro décadas, quando escrevi sobre o abismoentre a comoção provocada no início do ano pelo ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, também em Paris, e o massacre de 2 mil pessoas promovido dias antes pelos fundamentalistas do Boko Haram em Baga, na Nigéria. Tentei então demonstrar que a lógica perversa apontada pela ironia de Cockburn fazia sentido do ponto de vista geopolítico (e jornalístico): o que ocorre nos países mais importantes tem mais relevância, inclusive pelos desdobramentos políticos que esses acontecimentos podem provocar.
Paris e Beirute: diferenças
É fundamental noticiar o que ocorreu em Beirute para que sejamos capazes de apreender a tragédia da guerra que se desenvolve na região. Mas a rotina da guerra é a rotina de tensões, desespero, mortes: fora os grandes massacres, só um esforço de redirecionamento da cobertura poderia tentar chamar a atenção do público não afetado diretamente por esse drama.
Já os ataques perpetrados em Paris rompem a rotina. Além do sentido simbólico da violência contra um ícone do iluminismo e contra a cidade que há muito tempo é o principal destino turístico no mundo, têm outra dimensão política: trazem consigo o crescimento da onda de xenofobia que se alastra pela Europa, aumentando o drama dos refugiados dos conflitos no Oriente Médio e da África — tanto os que estão em trânsito quanto os que já vivem em acampamentos — e afetando os imigrantes já estabelecidos; o recrudescimento de medidas de vigilância na França e nos demais países potencialmente visados, que restringem os direitos dos cidadãos e alimentam um clima de insegurança e desconfiança, prato cheio para a manipulação do medo social; e o incremento da guerra contra o Isis, o “Estado Islâmico”, com a consequência trágica previsível.
O alarde em relação ao ataque permitiria pôr em causa a discussão fundamental sobre quem financia o terrorismo — em suma, os laços entre os Estados democráticos e a indústria armamentista no estímulo ao nascimento desses grupos que depois vêm atacá-los, o emaranhado de interesses envolvidos na promoção de guerras, o próprio terrorismo de Estado convenientemente dissimulado como forma legítima de combate. E é claro que, exatamente por esses motivos, seria preciso contestar o comportamento do âncora que olha muito sério para a câmera e avisa que somos “nós contra eles”, a civilização contra a barbárie.
Paris e Mariana: disparates
Se são claras as diferenças de ênfase entre o que ocorreu em Paris e em Beirute, que estão no mesmo contexto, mais ainda deveriam ser as diferenças entre a carnificina na capital francesa e a tragédia ambiental em Mariana. Comparar um ato de terrorismo com uma catástrofe provocada pela ganância empresarial e esse misto de negligência e conivência do poder público com interesses privados é ignorar uma distinção fundamental da origem e das consequências de cada fato. O que aconteceu em Mariana, e que até o momento mereceu uma cobertura pífia da nossa mídia hegemônica, é de uma gravidade incomensurável, mas nada tem a ver com ataques terroristas, nem pode provocar consequências semelhantes. Tampouco o absurdo índice de mortes violentas no Brasil ou, mais especificamente, a situação da periferia das grandes cidades do país, pode servir como elemento de comparação para os atentados de Paris. Porque só é possível comparar o que tem a mesma substância.
Uma das inúmeras manifestações no Facebook recordou as famosasMeditações de John Donne, depois tratadas como poema, sobre o pertencimento de cada pessoa ao gênero humano: “no man is an island entire of itself, every man is a piece of the continent…”. Por isso não faria sentido perguntar por quem os sinos dobram: “eles dobram por ti”.
Deplorar o sangue derramado é uma necessidade em qualquer circunstância. Mas, do ponto de vista da política, as circunstâncias fazem toda a diferença. É isto que o bem intencionado apelo humanitário ignora, ao promover essa generalização que só ajuda a confundir e dificulta a luta necessária por um mundo menos desigual e violento.
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Hackers do grupo Anonymous divulgaram um vídeo ameaçando o Estado Islâmico (Foto: Reprodução/Youtube)
O Estado Islâmico divulgou um novo vídeo nesta segunda-feira (16) onde diz que todos os países que participarem dos bombardeios aéreos na Síria vão ter o mesmo destino que a França, que foi alvo ataques simultâneos que culminou na morte de 129 pessoas e deixou mais de 350 feridos. Segundo a agência Reuters, o suposto agente do E.I. disse que Washington, nos Estados Unidos, seria alvo de ataque. "Nós dizemos aos Estados que participam da campanha cruzada que, por Deus, vocês terão um dia se Deus Quiser, como o da França, e por Deus, como nós atingimos a França no centro de sua morada em Paris, nós juramos que vamos atacar a América em seu centro em Washington", declarou o homem na gravação. A autenticidade do vídeo ainda não foi verificada, mas a ameaça foi recebida com sobressalto. Ainda hoje, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, comentou que novos atentados estão sendo planejados contra o países europeus.
"Sabemos que existem operações que estavam sendo preparadas e estão sendo preparadas contra a França e outros países europeus. A França deve estar preparada para novos atentados porque pode ser atacada novamente nos próximos dias, nas próximas semanas", disse Valls em entrevista à rádio RTL. No domingo (15), a França respondeu os atentados em Paris lançando ao menos 20 bombardeios sobre a cidade de Raqqa, no centro-norte da Síria. Invadida em 2013 pela milícia radical, Raqqa tem sido chamada de “a capital do Estado Islâmico” na região da Síria. Os ataques franceses teriam destruído um campo de treinamento da facção e um depósito de armas, de acordo com informações divulgadas por agências de notícias internacionais.
Hackers ameaçam Estado Islâmico: "todo o mundo vai te caçar"
Os hackers do grupo Anonymous também divulgaram uma ameaça aos terroristas do Estado Islâmico nesta segunda. Na mensagem, publicada no Youtube, um homem com a máscara de Guy Fawkes fala, em francês, que os integrados do EI serão encontrados.“O Anonymous de todo o mundo vai te caçar. A guerra está declarada. Se prepare. Os franceses são mais fortes do que vocês e vão sair dessa atrocidade ainda mais fortalecidos”, diz o integrante do grupo de hackers. Ele também garante que o Anonymous vai lançar ataques cibernéticos contra o Estado Islâmico. O grupo também expressou sua revolta com os atentados terroristas no Twitter. "Estamos furiosos com o abate repetido de cidadãos inocentes em nome de uma religião pacífica. Vocês claramente não respeitam crenças e não têm respeito pela vida humana e pela evolução. Nós vamos pegá-los e vamos combater vocês mais do que nunca”, diz a publicação.
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Policiais na esquina do Bataclan, onde mais de 100 foram mortos (Foto: AFP)
O grupo radical Estado Islâmico reivindicou na manhã deste sábado (14) a autoria dos atentados ocorridos na noite de sexta-feira (13) em Paris, que deixou mais de 100 mortos e é considerado o pior na história do país. Em declaração oficial, o grupo afirmou que o ataque foi cuidadosamente planejado em vários pontos do centro de Paris. Um deles foi a casa de Shows Bataclan, local em que os terroristas fizeram reféns. O chefe de polícia da cidade, Michel Cadot, afirmou ao jornal The Guardian que, quando a polícia invadiu o local, quatro terroristas se suicidaram, detonando explosivos que tinham em seus cintos. "Oito irmãos com explosivos na cintura e fuzis fizeram vítimas em lugares escolhidos previamente e que foram escolhidos minunciosamente no coração de Paris, no estádio da França, na hora do jogo dos dois países França e Alemanha, que eram assistidos pelo imbecil François Hollande, o Bataclan onde se estavam reunidos centenas de idolatras em uma festa de perversidade assim como outros alvos no 10º arrondissement e isso tudo simultaneamente. Paris tremou sob seus pés e as ruas se tornaram estreitas para eles. O resultado é de no mínimo 200 mortos e muitos mais feridos. A gloria e mérito pertencem a Alá”, diz o comunicado.O presidente francês François Hollande chegou a afirmar que o atentado eram atos de guerra do grupo e decretou estado de emergência no país, além do fechamento das fronteiras. Durante o ataque, dois brasileiros que estavam em um restaurante foram atingidos. De acordo com o consulado brasileiro na França, um arquiteto que está de passagem na cidade foi atingido por três disparos e precisou passar por cirurgia. Já a brasileira, que é estudante, levou um tiro de raspão. Os dois passam bem, mas não tiveram as identidades reveladas.
Vítimas deitadas no chão em restaurante de Paris nesta sexta-feira. / THIBAULT CAMUS (AP)
O Promotor de Justiça de Paris, François Molins, afirmou que o número de mortes nos ataques em Paris em seis locais diferentes, incluindo dois bares e uma casa de shows, pode passar de 120. Em um discurso perto do Bataclan Concert Hall, o teatro no qual cerca de 100 pessoas foram tomadas como reféns, Molins declarou que cinco terroristas provavelmente foram mortos. O Chefe da Polícia de Paris afirmou que ainda não há certeza, mas acredita que todos os terroristas foram mortos. Entretanto, há uma grande disparidade no número de vítimas divulgadas pelas agências. A BBC afirma que foram 100 mortos no teatro Bataclan e mais 40 vítimas em outros locais. Já a CNN afirma que, de acordo com autoridades do governo, o número de mortes chega a 153. Molins afirmou que 18 pessoas foram mortas na Boulevard Charonne; três no Stade de France e uma na Boulevard Voltaire. Além disso, mais cinco foram mortas na Rua de la Fontaine Roy e 14 na Rua Alibert, com muitas pessoas feridas nesse local. O Chefe da Polícia de Paris disse que os "atiradores andavam pelas ruas atirando em todos os bares".
China terá mais 3 bilhões de bebês por ano com fim da política de filho único (Foto: AFP)
O vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde e Planejamento Familiar chinês, Wang Peina, estimou nesta terça-feira (10) em mais de 3 milhões os bebês que nascerão anualmente na China depois da abolição da política de "um casal, um filho". A medida, anunciada no mês passado pelo Comitê Central do Partido Comunista Chinês, visa a conter a crescente pressão na economia imposta pelo rápido envelhecimento da sociedade. Trata-se de uma ampliação de flexibilização da política de filho único, iniciada em 2014 e que permitia aos casais em que ambos os cônjuges são filhos únicos ter uma segunda criança.
Mais 90 milhões de mulheres ficam assim autorizadas a ter um segundo filho, mas cerca de metade tem de 40 a 49 anos, o que poderá "constituir um limite ao seu desejo ou capacidade de ter outra criança", lembrou Wang. Algumas poderão se sentir "relutantes", enquanto outras "não estarão aptas a dar à luz", acrescentou. Em Pequim, apenas 10% dos casais se inscreveram para ter um segundo filho, desde que, no ano passado, o governo chinês decidiu aliviar a política, imposta em 1980. No total, até 2050, a abolição poderá acrescentar 30 milhões de pessoas à população em idade ativa, afirmou o vice-ministro. "A curto prazo, a política de dois filhos por casal irá guiar o consumo de habitação, educação, saúde, economia doméstica e as necessidades do dia adia, estimular o investimento em setores relacionados e aumentar a oferta de emprego". Wang disse ainda que a medida deverá resultar em um aumento de 0,5% na taxa de crescimento econômico. Pelas contas do governo, sem a política de "um casal, um filho", em vez de cerca de 1,35 bilhão de habitantes, a China teria hoje quase 1,7 bilhão. Desde a implementação da política "um casal, um filho", os hospitais do país fizeram 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações, segundo dados oficiais chineses. Para o governo, a política de filho único constitui um mal necessário, permitindo o aumento do Produto Interno Bruto per capita, da esperança média de vida (agora em 75 anos) ou do nível de escolaridade da população.
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A Justiça colombiana aprovou a legalização da adoção de crianças por casais homossexuais. A decisão foi tomada na quarta-feira (4) pelo Tribunal Constitucional do país sul-americano, durante sessão da Sala Plena Corte e teve seis votos a favor e dois contra. Foi considerado pelas autoridades colombianas que casais homossexuais são igualmente capazes de criar um filho quanto os heterossexuais. "A orientação sexual de uma pessoa ou seu sexo não são indicadores da falta de idoneidade moral, física ou mental para a adoção", disse a juíza María Victoria Calle Correa. O direito a adoção para casais do mesmo sexo já havia sido negado pela justiça em fevereiro, que a permitia apenas quando a criança era filha biológica de um dos membros do casal. Em abril, foi realizada uma votação na Corte que terminou empatada. Nos debates anteriores, o pedido examinado pela Corte tratava da possibilidade de casais do mesmo sexo adotarem crianças. Dessa vez, a solicitação foi baseada no direito de crianças terem uma família, independente da orientação sexual dos pais. Apesar de terem conquistado o direito à adoção, os casais homossexuais na Colômbia ainda não podem se casar. No entanto, a legislação do país concede benefícios na previdência social e direito a pensão. Outros países do continente, como Argentina e Uruguai, também permitem a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
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Um avião da companhia áerea russa KogalimAvia, mais conhecida como Metrojet, caiu na madrugada deste sábado (31) na península do Sinai e deixou 224 mortos, segundo o governo egípcio. O voo saiu de uma cidade no litoral do Egito e seguia para São Petersburgo, na Rússia. O Airbus A-321 transportava 217 passageiros, entre eles 138 mulheres, 62 homens e 17 crianças, além de 7 tripulantes. Segundo a Reuters, 214 são russos e três ucranianos. Cerca de 100 corpos já foram encontrados. "Agora vejo uma cena trágica. Muitos mortos no chão e outros tantos ainda presos em suas poltronas", relatou uma autoridade egípcia. Segundo ele, o avião se dividiu em duas partes. Uma fonte de segurança disse às agências de notícias internacionais que a caixa preta do avião foi encontrada. Ele afirmou ainda que um exame preliminar indica que não houve nenhuma operação terrorista e que a queda pode ter sido causada por um erro técnico. O primeiro-ministro egípcio, Ismail Sharif, confirmou o acidente por meio de comunicado. O avião perdeu contato com os radares 23 minutos após a decolagem, quando sobrevoava a cidade de Larnaka, informou um porta-voz de Rosaviatsia, a agência de aviação civil da Rússia. O avião caiu em uma área montanhosa no centro de Sinai e más condições atmosféricas dificultaram o acesso das equipes de resgate ao local, de acordo com a autoridade da segurança egípcia que havia acabado de chegar ao local contou à Reuters. Cerca de 50 ambulâncias foram enviadas para o local. Os corpos dos passageiros serão levados de avião para o Cairo, segundo a fonte. Amostras de DNA serão coletadas dos parentes dos passageiros que estavam a bordo do avião, conforme informou o comitê de políticas sociais da Rússia. Parentes dos passageiros estão se reunindo no balcão de informações da companhia aérea russa Kogalymavia no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, destino do avião, com a esperança de encontrar mais informações. O voo 9268 transportava muitos turistas do resort egípcio de Sharm el-Sheikh. As autoridades da aviação civil perderam contato com a aeronave quando o ela estava a 30.000 pés de altitude (9.144 m), segundo um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo do Egito.
Estados Unidos: inscrições para bolsas de estudo vão até o dia 20 de outubro
A Comissão Fulbright Brasil está com inscrições abertas para o programa Foreign Language Teaching Assistant (FLTA), que dá bolsas de estudo para professores brasileiros ensinarem português nos Estados Unidos. As inscrições vão até o dia 20 de outubro e devem ser feitas pelo site da Fulbright Brasil. Serão concedidas até 20 bolsas de estudo com duração de nove meses. Os selecionados irão dar aulas em universidades norte-americanas e receberão auxílio moradia e alimentação, seguro-saúde e passagens áreas. Além disso, terão a oportunidade de realizar cursos sobre cultura e história dos EUA. Para se candidatar, é preciso ter concluído a licenciatura ou o bacharelado em língua portuguesa após 2010, e comprovar proficiência em inglês por meio de exames como TOEFL (nota mínima 79) ou IELTS (nota mínima 6). Veja o edital com todas as informações sobre as bolsas de estudo e as instruções para sua candidatura. * Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar.
Foto: U.S. Air Force photo/Tech. Sgt. Robert Cloys
Um homem tentou esfaquear o papa Francisco durante sua visita à Nova York no domingo, ao invadir a pista do aeroporto John F. Kennedy. Christopher Cannella, 39 anos, é um bombeiro afastado e usou sua credencia para perseguir um comboio que supostamente era do líder católico. Porém, ele perseguiu o presidente do Turcomenistão. Ao perceber o erro, ele mudou de direção e começou a seguir os carros da comitiva que transportavam o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Por causa de sua movimentação suspeita, os seguranças seguiram o homem e o prenderam. Então Canella descobriu que estava nove horas atrasado, porque Francisco havia embarcado para a Filadélfia muito antes. Os chefes de estado estavam na cidade para a conferência da ONU. Um dos advogados de Cannella afirmou ao New York Post que seu cliente é casado e pai de dois filhos e está passando por um processo de estresse causado por luto.
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
O general brasileiro que comandava a missão da ONU no Haiti, José Luiz Jaborandy Júnior, morreu neste domingo (30) de "causas naturais", de acordo com informações do Exército. Jaborandu tinha 57 anos e passou mal durante uma viagem de avião do Haiti a Manaus – o Exército não informou se ele morreu dentro da aeronave ou não. O general assumiu em março de 2014 a missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, em substituição ao general Edson Leal Pujol e comandava a 8ª Região Militar, em Belém (PA), ligada ao Comando Militar do Norte, antes de ir para o país caribenho. Jaborandy entrou no Exército em 1976 e serviu como assessor parlamentar do Gabinete do Comandante do Exército. (Bahia Notícias)