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Celia Castedo Monasterio, funcionária da Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia), disse às autoridades que alertou o representante da LaMia de que a quantidade de combustível era insuficiente e que não seria possível chegar a outro aeroporto no caso de uma emergência. As observações de Celia Castedo eram de que a autonomia de voo não era a adequada e fazia falta um plano alternativo. O relato foi feito às autoridades depois do acidente. A funcionária foi afastada das funções na manhã desta quinta-feira (1). A principal advertência se referia ao tempo de voo previsto entre Santa Cruz de La Siera e o aeroporto da cidade colombiana de Medellín (quatro horas e 22 minutos), que era o mesmo registrado para a autonomia de combustível que tinha a aeronave.
Combustível
O avião que caiu na Colômbia e matou 71 pessoas, incluindo a maior parte da equipe da Chapecoense, estava sem combustível no momento do impacto, de acordo com as descobertas iniciais de autoridades colombianas de aviação.Os comentários de um funcionário da autoridade de aviação civil da Colômbia na noite de quarta-feira (30) confirmaram as palavras finais do piloto boliviano Miguel Quiroga para a torre de comando no aeroporto de Medellín em áudio obtido pela mídia colombiana. "Quando chegamos ao local do acidente e pudemos inspecionar os destroços, confirmamos que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto", disse o secretário de segurança aérea da autoridade de aviação civil da Colômbia, Freddy Bonilla. Em uma gravação das palavras finais do piloto se pode ouvir ele dizer à torre de controle que o avião estava em "falha total, falha elétrica total, sem combustível". O piloto pediu permissão urgente para aterrissar pouco antes de o áudio ficar mudo. O avião BAe 146, produzido pela BAE Systems, bateu em uma área montanhosa perto da cidade de La Unión, próxima a Medellín. Somente seis pessoas a bordo do voo da companhia boliviana LaMia sobreviveram, incluindo três jogadores do time da Chapecoense que seguia para a final da Copa Sul-Americana, no maior jogo da história da equipe. Além dos atletas, também sobreviveram um jornalista e dois tripulantes. Normas de voos internacionais exigem que aeronaves levem combustível suficiente para que possam voar por 30 minutos após chegarem ao destino final, caso tenham que voar em círculos antes do pouso ou voar para outro aeroporto. "Neste caso, infelizmente, a aeronave não tinha combustível suficiente para cumprir as normas para contingência", disse Bonilla em Medellín. "Uma das teorias que estamos trabalhando é que por não termos encontrado combustível no local da colisão ou nos tubos de alimentação, a aeronave sofreu queda por falta de combustível".
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As autoridades colombianas apresentaram nesta quarta-feira, em Medellín, as primeiras conclusões sobre o acidente aéreo do voo que transportava a Chapecoense até a cidade para jogo contra o Atlético Nacional, pela final da Copa Sul-Americana. Segundo o Secretário Nacional de Segurança Aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, a aeronave da companhia boliviana LaMia estava sem combustível no momento do choque, o que indica a possibilidade de ter existido nos instantes anteriores uma pane elétrica. "Podemos afirmar claramente que o avião não tinha combustível no momento do impacto. Uma das hipóteses com que trabalhamos é que como o aeronave não tinha combustível, os motores se apagaram e houve pane elétrica, como foi relatado pelo piloto para a torre de controle", disse Bonilla em entrevista coletiva no aeroporto Olaya Herrera, no centro da cidade. O avião que transportava a delegação da Chapecoense caiu entre as cidades de La Ceja e La Unión, na região metropolitana de Medellín, capital do departamento de Antioquia. As investigações preliminares foram apresentadas pela primeira vez nesta quarta-feira, logo depois do vazamento de conversas de áudio entre o piloto do avião e a torre de controle do aeroporto José Maria Cordóva mostrarem um diálogo desesperado para pousar o quanto antes, já que os tanques estavam vazios.
De acordo com Bonilla, a ausência de combustível é uma desobediência grave às regras do transporte de passageiros. "Qualquer aeronave no mundo precisa ter no mínimo uma quantidade extra de reserva para aguentar 30 minutos além do tempo previsto de voo e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, para que assim se tenha uma segurança. Vamos investigar para saber por que a tripulação não contava com combustível suficiente", explicou. Os órgãos colombianos confirmaram que o voo fretado saiu de Santa Cruz de la Sierra com destino a Medellín sem previsão para escalas. O tempo do deslocamento seria de 4 horas, porém a queda se deu antes de se chegar a esse prazo. O avião se chocou com uma montanha a uma altitude de 2,2 mil acima do nível do mar, em velocidade aproximada de 250 km/h. O secretário desmentiu um boato que circulava na Colômbia sobre o voo da Chapecoense ter ficado no ar para ter que aguardar a liberação da pista. Segundo ele, minutos antes da aproximação da aeronave com a equipe catarinense, a pista teve, sim, de receber o pouso de emergência de um voo que saiu de San Andrés, ilha colombiana no Caribe, com destino a Bogotá. Porém, de acordo com Bonilla, isso não fez com que a viagem do time de futebol fosse afetada. "Às 9h41 da noite o voo da Chapecoense foi autorizado a se aproximar. Às 9h52 o avião que vinha de San Andrés e estava sem combustível, pousou na pista, após desviar seu destino. Nesse mesmo instante o voo da companhia aérea LaMia comunicou a situação de emergência", explicou. Quatro minutos antes desse pedido de socorro, o piloto boliviano solicitou prioridade na pista. No horário colombiano (três horas a menos que o do Brasil) das 9h57 da noite de segunda-feira foi feito o último contato. Nessa conversa, a LaMia declarou à torre de controle a falha completa do sistema elétrico, assim como o tanque vazio. Houve perda de contato e a posterior queda do avião, que causou morte de 71 pessoas.
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Uma gravação de áudio com mais de 10 minutos foi divulgada na tarde desta quarta-feira (30) pela rádio colombiana Blu Radio. A gravação seria a última dos pilotos que transportava a delegação da Chapecoense com a torre de comando. Nela é possível ouvir os pedidos dos pilotos para a realização do pouso. Na gravação, Miguel Quiroga, que pilotava o Avro RJ85, fala da falta de combustível. Durante o diálogo, uma controladora de voo repete que o pouso precisaria ser adiado porque havia uma emergência com outra aeronave, um Airbus da Viva Colômbia. Ela então ordenou que Quiroga desse voltas pela região antes de pousar. Ainda segundo a operadora da torre, o avião da Chapecoense estava a cerca de 13 quilômetros do local de pouso. Em determinado momento, o piloto informa que a aeronave está em total falha elétrica e de combustível. Em seguida, a comunicação é cortada. O avião perdeu contato com a torre quando sobrevoava as cidades de La Ceja e Aberrojal, à 0h33, horário de Brasília. A queda ocorreu à 1h15 no Cerro El Gordo.
Veja a transcrição feita pela Blu Radio
Piloto: Senhorita, Lamia 933 está em falha total, falha elétrica total, sem combustível
Torre de controle: Pista livre e esperando a chuva sobre a superfície Lamia 933, bombeiros alertados.
Piloto: Vetores senhorita, vetores à pista.
Torre de controle: o radar de sinal se perdeu, não há notificação rume agora.
Piloto 933: Estamos com rumo 3-6-0, com rumo 3-6-0.
Torre de controle: Vire à esquerda 0-1-0. Proceder ao localizador de Ríonegro. uma milha à frente da beira...confirmo à esquerda com rumo 3-5-0
Piloto 933: À esquerda 3-5-0 senhorita.
Torre de controle: Está bem, você está a uma milha do Ríonegro.
Torre de controle: Não tenho sua altitude Lamia 933.
Piloto: 9 mil pés senhorita.
Piloto: Vetores, vetores.
Torre de controle: Você está a 8,2 milhas da pista.
Torre de controle: Que altitude tem agora?
Torre de controle: Lamia 933 posição?
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O voo que caiu nesta terça-feira (29) nas proximidades de Medellín levava, de acordo com a Chapecoense, 72 passageiros, além de nove tripulantes. Desses, 21 eram profissionais de imprensa. O único sobrevivente seria o jornalista Rafael Henzel, da Rádio Oeste Capital, que foi levado ao Hospital San Juan de Dios. De acordo com a polícia de Antioquia, o estado colombiano onde fica Medellín, apenas cinco pessoas sobreviveram. Havia 81 pessoas no voo, sendo que 76 morreram. Três dos sobreviventes são jogadores – Danilo, Alan Ruschel e Folmann -, e outra é uma tripulante – Jimena Suárez. A Fox, que transmitia a Copa Sul-Americana, levava seis profissionais: o comentarista Mario Sérgio Ponte de Paiva, ex-jogador da seleção brasileira, Victorino Miranda, Rodrigo Santana Gonçalves, Davair Paschoalon (Deva Pascovicci) e Lilacio Pereira Júnior, Paulo Clement. Da Globo, estavam no voo Guilherme Marques, Ari de Araújo Junior e Guilherme Lars, além de Laion Machado Espíndola, do GloboEsporte.com. Do Grupo RBS, de Santa Catarina, os jornalistas Djalma Araújo Neto e André Luis Goulart Podiacki. Além disso, havia oito radialistas: Rafael Valmorbida, Renan Carlos Agnolin, Fernando Schardong, Edson Luiz Ebelliny, Gelson Galliotto, Douglas Dorneles, Jacir Biavitti e Ivan Carlos Agnoletto.
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Líderes da ONU e de vários países insistiram nesta segunda-feira (28) que o mundo se encaminha para uma crise insustentável de desabastecimento de água potável devido a fatores como a mudança climática e o crescimento da população. "O mundo avança por um caminho que segue em direção ao insustentável", afirmou o presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, um dos participantes da Cúpula da Água, que acontece entre hoje e quarta-feira em Budapeste, a capital da Hungria. Thomson se referiu ao sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, aprovado pela ONU em 2015, que adverte que a escassez de água, que já afeta mais de 40% da população mundial, crescerá com o aumento das temperaturas devido à mudança climática.
"A humanidade não entende, por enquanto, a importância disto", acrescentou Thomson, que afirmou que ainda há esperanças se a meta do Acordo de Paris de manter o aumento da temperatura média abaixo de dois graus centígrados for cumprida. O presidente húngaro, János Áder, acrescentou por sua vez que "é preciso repensar as estratégias relacionadas com a água" e encontrar uma solução para assegurar os recursos financeiros para que este bem esteja disponível para todos. Na abertura da conferência, na qual participam representantes de 117 países, foi lida uma mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na qual o diplomata sul-coreano reivindicou mudanças para assegurar o acesso universal à água potável e limpa. Os participantes da Cúpula de Água de Budapeste tratarão nos próximos dois dias de assuntos relacionados com esse recurso, como o fornecimento, os impactos da mudança climática e o financiamento das políticas relacionadas com o tema. Espera-se a aprovação de uma declaração final sobre políticas relacionadas com a água, que será depois debatida na cúpula sobre os oceanos que será realizada em 2017 em Nova York, segundo antecipou Thomson.
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O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, morreu à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado (26), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana. "Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz", disse Raúl Castro. "Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas" deste sábado, prosseguiu o irmão. As cinzas serão enterradas em 4 de dezembro, na cidade de Santiago de Cuba, após percorrerem o país numa caravana de 4 dias. Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro.
Donald Trump discursa após ser declarado vencedor nas eleições, em Nova York, na madrugada de quarta (9) (Foto: Reuters/Mike Segar)
Em um triunfo inesperado, o republicano Donald Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos. Trump conquistou vários Estados-pêndulo, onde os resultados eram imprevisíveis - podiam favorecer tanto um quanto o outro partido -, como Flórida, Ohio e Carolina do Norte, garantindo vantagem sobre Hillary Clinton. Sua vitória não era indicada pelas pesquisas de opinião, que apontavam Clinton como novo presidente. Mas como o êxito do republicano impacta no Brasil? Leia a seguir os principais pontos de contato entre os dois países.
Economia e comércio
Vários aspectos devem ser levados em conta para responder a questão. Um deles é a maneira como os dois candidatos e seus partidos encararam a economia e as relações comerciais entre osEstados Unidos e o resto do mundo. O Brasil se beneficiaria de uma maior abertura dos EUA a produtos brasileiros. Hoje os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Historicamente, o Partido Republicano, de Trump, defende o livre comércio e se opõe a medidas protecionistas que ajudassem empresas americanas a competir com estrangeiras. Assim, um candidato republicano tenderia a ser melhor para os interesses econômicos do Brasil do que um candidato democrata. Mas Trump inverteu essa lógica ao propor renegociar os acordos comerciais firmados pelos EUA para preservar empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do mundo. Se o empresário colocar essas ações em prática, o Brasil poderia ser prejudicado. A professora de Relações Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker afirma que as consequências seriam imediatas e negativas, e causariam o que muitos economistas estão chamado de "efeito Trump". "Como ele fez propostas muito amplas e populistas, o efeito econômico dessas medidas podem ter impacto grande e gerar um caos na economia - principalmente porque ele é contrário ao livre comércio, se mostrou protecionista." Mas Holzhacker faz uma ressalva sobre a aplicação dessa medidas. "Agora, para saber o quanto ele vai conseguir implementar disso, vamos ter que esperar. Ele é tão imprevisível e tudo fica tão indefinido que prejudica muito o cenário econômico."
Imigração e vistos
Estima-se que um milhão de brasileiros vivam nos EUA, boa parte em situação migratória irregular. Trump propôs construir um muro na fronteira do país com o México e prometeu deportar todos os imigrantes sem documentos. Ele diz que protegerá o "bem-estar econômico de imigrantes legais" e que a admissão de novos imigrantes levará em conta suas chances de obter sucesso nos EUA, o que em tese favoreceria brasileiros com alta escolaridade e habilidades específicas que queiram migrar para o país. Evento de latinos em apoio a Trump, que promoteu construir um muro para evitar entrada de imigrantes Outro tema de interesse dos brasileiros é a facilidade para obter vistos americanos. Trump fez poucas menções ao sistema de concessão de vistos do país. Hoje, Brasil e EUA negociam a adesão brasileira a um programa que reduziria a burocracia para viajantes frequentes brasileiros, como executivos. A eliminação dos vistos, porém, ainda parece distante. Para que a isenção possa ser negociada, precisaria haver uma redução no índice de vistos rejeitados em consulados americanos no Brasil, uma exigência da legislação dos EUA.
Relação com o Brasil
O Brasil e a América Latina não foram tratados como temas prioritários nas campanhas dos dois candidatos. Em 2015, Trump citou o Brasil ao listar países que, segundo ele, tiram vantagem dos Estados Unidos através de práticas comerciais que ele considera injustas. A balança comercial entre os dois países, porém, é favorável aos EUA. Como empresário, Trump é sócio de um hotel no Rio de Janeiro e licenciou sua marca para ser usada por um complexo de edifícios na zona portuária da cidade. Anunciada em 2012, a obra ainda nem começou. Para a professora de Relações Internacionais da Unifesp Cristina Pecequilo, como Trump não falou nada sobre o país e se distanciou de temas ligados à América Latina, não deve haver muitas mudanças para os brasileiros. No entanto, diferentemente de Hillary, o republicano tem o elemento de imprevisibilidade. "A situação do governo Hillary para o Brasil teria sido mais tranquila porque era mais previsível por qual caminho ela iria. Seria a continuidade do governo Obama, de uma dimensão política que tem o reconhecimento do Brasil como relevante, sem muitas mudanças." Pecequilo afirma que o país deve perder relevância na visão dos Estados Unidos dado o conturbado cenário interno. "Eles estão com tanto problema dentro de casa, que o Brasil não é uma preocupação." Relação entre Brasil e EUA também vai depender de química entre Temer e Trump
Questão de química
Especialistas nas relações Brasil-EUA costumam dizer que os laços entre os dois países dependem em grande medida da química entre seus líderes, independentemente de seus partidos ou ideologias. Eles afirmam que, embora seguissem tradições políticas bastante distintas, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) e George W. Bush (2001-2009) tinham uma relação tão boa quanto a mantida entre FHC (1995-2002) e Bill Clinton (1993-2001), que tinham maior afinidade ideológica. Já a relação entre Barack Obama e Dilma Rousseff nunca foi tão próxima e sofreu com a revelação de que o governo americano havia espionado a presidente brasileira. Analistas afirmam ainda que Brasil e EUA têm relações bastante diversificadas e que os laços devem ser mantidos qualquer que seja o resultado da eleição em novembro, já que os dois governos dialogam dentro de estruturas burocráticas. Do lado brasileiro, há interesse em se aproximar mais dos EUA, vença quem vençer. Em entrevista à BBC Brasil em julho, o embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, disse que o governo Temer investiria nas relações com as cinco principais potências globais (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido). Amaral afirmou ainda que, na Embaixada, priorizaria áreas em que Brasil e EUA têm maior convergência, como direitos humanos e meio ambiente.
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- Uol Notícias
- 24 Out 2016
- 20:06h
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Apesar de todo o discurso de líderes internacionais sobre as ações que estão adotando para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, dados publicados nesta segunda-feira, 24, pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que nunca o volume desses gases atingiu tais proporções. Em 2015, a concentração de CO2 e outros elementos bateu um novo recorde. Para a ONU, essa tendência vai deixar o mundo "mais perigoso". Segundo os cálculos, a concentração de CO2 atingiu pela primeira vez, em 2015, a marca simbólica de 400 partes por um milhão (ppm) e continua a "disparar em 2016".
A taxa já havia sido atingida em algumas partes do mundo em 2015, "mas nunca em uma dimensão mundial durante um ano inteiro". Os estudos também revelam que a concentração de CO2 permanecerão "acima de 400 ppm durante todo o ano de 2016 e não serão reduzidas para baixo desse nível durante muitas gerações". O fenômeno do El Nino teria colocado de forma decisiva para que houvesse uma aceleração na concentração. As secas em regiões tropicais acabaram afetando a capacidade dessas regiões em absorver os gases. Essas regiões, de uma forma geral, são responsáveis por absorver metade do CO2. Além disso, os incêndios causados justamente como consequência doo fenômeno do El Niño acabaram intensificando as emissões. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), houve um incremento de 37% do efeito de aquecimento do clima entre 1990 e 2015. Isso foi causado pela longa duração e pela acumulação de gases como o CO2, o metano (CH4) e o N2O gerados por atividades industriais, agricultura e residências. "O ano de 2015 inaugurou uma nova era de otimismo e de ação pelo clima, com o acordo sobre mudanças climáticas, atingido em Paris", disse Petteri Taalas, secretário-geral da OMM. "Mas também fará história por haver marcado uma nova era climática, nas quais a concentração de gases alcançaram níveis sem precedentes", alertou. O CO2 é responsável por 65% do aumento do efeito estufa nos últimos dez anos. Em comparação ao período pré-industrial, ele sofreu aumento de 144%. "O verdadeiro problema é o dióxido de carbono, que permanece na atmosfera por milhares de anos e pelos oceanos por muito mais", afirmou Taalas. "Se não limitarmos essas emissões, não podemos limitar o aumento de temperaturas", disse.
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O Último mês foi o setembro mais quente em 136 anos, de acordo com os registros da Nasa. O período foi 0,91ºC mais quente que a temperatura média dos setembros entre os anos de 1951 e 1980. A temperatura de setembro de 2016 teve uma pequena diferença de 0,004 graus Celsius em relação com o mais quente setembro anterior, o de 2014. A margem é tão estreita que mantém os dois meses quase que empatados. A Nasa aponta que 11 dos últimos 12 meses consecutivos, que datam desde outubro de 2015, estabeleceram novos recordes de temperatura. Ela também divulgou uma mudança na avaliação com relação ao mês de junho deste ano, que tinha sido relatado como o mais quente da história. Segundo a agência, o último junho foi o terceiro mais quente, atrás dos anos de 2015 e 1998. “Rankings mensais são sensíveis a atualizações nos registros, e nossa mais recente atualização para as leituras do meio do inverno no pólo sul mudou o ranking de junho”, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS, sigla em inglês). “Nós continuamos a destacar que, enquanto rankings mensais são de interesse jornalístico, eles não são tão importantes como as tendências a longo prazo”. A análise mensal da GISS é feita a partir de dados disponíveis e coletados em 6.300 estações meteorológicas em todo o mundo, com instrumentos navais e localizados em boias para a medição da temperatura da superfície do mar e estações de pesquisa da Antártica.
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Das 1,35 milhão de mortes ocorridas nos últimos vinte anos, em mais de 7 mil desastres naturais, 90% foram registradas em países de baixa e média renda. O dado consta no relatório “Pobreza e Morte: Mortalidade em Desastres 1996-2015”, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Organização das Nações Unidas (ONU), para marcar o Dia Internacional para a Redução de Desastres. Da quantidade de desastres naturais durante o período, mais da metade ocorreram por conta de terremotos. "Podemos substituir os bens materiais, mas não podemos substituir as pessoas", disse o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, que fez um apelo a todos os governos para substituir a cultura de prevenção em vez de reação. Segundo informações da Agência Brasil, o relatório verificou uma relação direta entre o número de mortes em tragédias naturais e os níveis de renda e de desenvolvimento dos países afetados. Entre os locais mais prejudicados está o Haiti, que sofreu um forte terremoto em 2010; passou por três anos de seca devido ao El Niño; e registrou mais de 800 mortes após a passagem do furacão Matthew na última semana. Ao todo, são quase 230 mil mortos ao longo dos últimos vinte anos, o que coloca o país no topo da lista de mortes decorrentes de desastres, em números absolutos. Na sequência aparecem a Indonésia (182 mil), Myanmar (139 mil), China (123 mil), Índia (97 mil), Paquistão (85 mil), Rússia (58 mil), Sri Lanka (36 mil), Iraque (32 mil) e Venezuela (30 mil).
A passagem do furacão Matthew pelo Haiti, na última semana, devastou o país, deixando mais de mil mortos e milhares de pessoas atingidas (veja aqui). Com o objetivo de ajudar na reconstrução do país, a cantora Shakira fez uma doação de US$ 15 milhões, quantia mais alta já divulgada. Por sua vez, também no intuito de contribuir, o jamaicano Usain Bolt, que foi um dos destaques dos Jogos Olímpicos Rio 2016, doou US$ 10 milhões. Essa é a segunda vez que a colombiana ajuda a reerguer o país. Em 2010, quando o Haiti foi atingido por um terremoto, ela cedeu cerca de US$ 1 milhão, além de participar de várias campanhas para arrecadar dinheiro e donativos aos sobreviventes. As informações são do Ofuxico.
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Tropas brasileiras da ONU foram deslocadas no Haiti para atender as regiões atingidas pelo furacão Matthew esta semana. De acordo com o G1, 330 soldados vão se deslocar da base na capital Porto Príncipe até cidades no sul do país, que ficam a mais de 200 quilômetros. O general Ajax Porto Pinheiro, comandante das tropas internacionais da ONU na missão de paz no Haiti, estima que o número de mortes pode passar de mil. À agência Reuters, autoridades locais apontam que as vítimas fatais passam de 800 (veja mais). Os soldados brasileiros devem trabalhar desobstruindo estradas, levando comida às pessoas afetadas e dando início ao trabalho de reconstrução de casas. “As pessoas ficaram totalmente expostas, não tinham onde se proteger, porque os telhados das casas nestes locais não resistem ao vento e foram levados. Árvores, até coqueiros de metros de altura, foram arrancados totalmente pelas raízes. Como se alguém pegasse, pelas mãos, e arrancasse como se fosse capim”, explica Pinheiro em entrevista ao G1. Por conta da falta de acesso a suprimentos, as tropas brasileiras devem ficar nas áreas destruídas comendo ração por duas semanas. O furacão atingiu a ilha no Caribe na terça-feira (4) com ventos de cerca de 230 km/h e também provocou danos em menor proporção em Cuba e na República Dominicana.
- Estadão Conteúdo
- 06 Out 2016
- 18:01h
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Mulheres brasileiras são o novo alvo de uma fraude cometida por um grupo que usa o nome da ONU para obter informações, endereços e mesmo dinheiro no Brasil. Uma das suspeitas é de que essa seja uma estratégia de grupos criminosos ou terroristas para conseguir vistos para entrar no País. Somente em 2016, a entidade recebeu mais de 75 pedidos ou questionamentos de brasileiras que, depois de conhecer homens pelas redes sociais, foram à entidade para saber se a informação que o novo parceiro forneceu era real. Em todos os casos, a ONU insiste que se trata de uma fraude e, nos próximos dias, o escritório da entidade no Rio vai lançar uma campanha para orientar as eventuais vítimas a não fornecer nenhum tipo de dado aos grupos. Os incidentes já foram comunicados pelo escritório da ONU no Rio ao Departamento de Segurança das Nações Unidas que, por sua vez, emitiu um alerta para todos os escritórios de todas as agências da entidade País. A ONU também levou o caso para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio. A orientação da polícia é que as vítimas entrem em contato antes de fornecer seus dados.
Férias
O procedimento em todos os casos é parecido. Mulheres conhecem homens por Skype, redes sociais e sites de relacionamento. Eles dizem estar em missão de paz na Síria, no Afeganistão ou no Iraque e pedem informações pessoais, como nome e endereço. Com essas informações, dizem, podem solicitar à entidade um período de férias no Brasil para se casar. Em muitos casos, pedem ainda que elas mandem dinheiro para as supostas férias, prática inexistente na ONU. A mulher que envia seus documentos a um e-mail dado pelos criminosos recebe um aviso em português, mas repleto de erros, sobre como proceder. Elas são instruídas a pagar US$ 700 para que seu dossiê seja liberado. Mas há a suspeita de que o roubo não seja o único objetivo do bando, uma vez que se pede uma carta da brasileira assumindo sua responsabilidade pelo estrangeiro, dando seu endereço e dados pessoais. Isso é um dos pedidos para facilitar o visto brasileiro em outros países.
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Cerca de 92% da população mundial - ou seja, 9 entre 10 pessoas - vivem em lugares onde os níveis de qualidade do ar excedem os limites fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou nesta terça-feira (27) o organismo. A OMS apresentou um relatório onde avalia a qualidade do ar que está exposta a população mundial e quantifica as doenças e mortes derivadas desta poluição. Os dados são os mais detalhados já divulgados pela OMS, que usa figuras de medições por satélite, modelos de transporte aéreo, e de monitores de estações terrestres em relação com mais de 3 mil situações em 103 países, tanto em áreas rurais e urbanas.
O relatório confirma os dados revelados em estudos anteriores que 3 milhões de mortes ocorreram em 2012 - os números disponíveis mais recentes - estiveram relacionadas com a exposição à poluição exterior. No entanto, diminuiu o número de mortes globais por contaminação - tanto exterior como interior - e ficou em 6,5 milhões, quando em relatórios anteriores estava em 7 milhões. Entre as principais fontes de poluição do ar incluem modelos ineficazes de transporte, queima de combustível nos lares, queima de resíduos, centrais elétricas e as atividades industriais. Os principais poluentes são as micropartículas - de um diâmetro inferior a 2,5 micrometros -, do sulfato, nitrato e fuligem. O relatório não faz um ranking dos países mais poluídos nem dos que menos, apenas se limita a dizer que as regiões onde a qualidade do ar é pior são o sudeste da Ásia, o Mediterrâneo oriental e o Pacífico ocidental. Além disso, a respeito das zonas menos contaminadas, o texto indica que três quartos da população dos países com alta renda das Américas, assim como 20% da população que vive em nações de renda média e baixas da mesma região vivem em lugares com a qualidade do ar considerada correta. Uma situação que também ocorre em menos de 20% dos países europeus e os países ricos do Pacífico ocidental. Os países com mais mortes relacionadas com a poluição do ar são Turquemenistão com 108 mortes por 100 mil habitantes; Afeganistão, com 81 mortes em cada 100 mil habitantes; Egito com 77; China com 70; e Índia com 68. Cerca de 94% das mortes se devem a doenças não transmissíveis, sobretudo a doenças cardiovasculares, acidentes cerebrovasculares, pneumopatia obstrutiva crônica e câncer de pulmão. A contaminação do ar também aumenta o risco de infecções respiratórias agudas.
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O número de mortos no terremoto de magnitude 6,2 ocorrido no centro da Itália foi revisado para 241 nesta quinta-feira. As buscas continuam em meio aos escombros, mas a esperança de encontrar pessoas ainda vivas é cada vez menor. A diretora do serviço de emergências da Agência de Proteção Civil Italiana, Immacolata Postiglione, disse a repórteres que há 264 pessoas hospitalizadas, após se ferirem no terremoto. Mais cedo, Postiglione citou que havia 247 mortos por causa do terremoto, mas depois revisou o número para baixo, citando ajustes na lista de vítimas na área de Arquata, bastante atingida. Houve dezenas de tremores secundários durante a madrugada, dois deles com magnitude superior a 5,0. As equipes de emergência ainda buscam regiões montanhosas remotas em busca de sobreviventes e avaliam os estragos. O tremor, sentido em boa parte do centro da Itália, incluindo Roma e Florença, acabou com as pequenas cidades de Amatrice e Accumoli e causou danos em várias outras. O epicentro foi em Norcia, cidade localizada 170 quilômetros a nordeste de Roma. Graduadas autoridades devem se reunir nesta quinta-feira na capital italiana para aprovar os primeiros fundos para ajudar as cidades em dificuldade. Os críticos, por outro lado, acusaram autoridades locais e nacionais de não investir em prédios resistentes a terremotos. Todos os moradores em Amatrice e Accumoli foram retirados da área no fim da quarta-feira. Mesmo as casas que resistiram foram esvaziadas e os moradores não podem retornar porque a área não é considerada segura. Fonte: Dow Jones Newswires.