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(Foto: Nazanin Tabatabaee/Wana (West Asia News Agency) via Reuters)
A repressão de forças de segurança do Irã contra manifestantes que protestam contra aumento no preço dos combustíveis deixou 106 mortos, informou nesta terça-feira (19) a organização Anistia Internacional — que reconheceu que o número pode ser ainda maior. Os protestos no Irã começaram na segunda-feira, após o regime de Hassan Rouhani aumentar o preço da gasolina em um país cuja economia já está abatida pelas sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (leia mais sobre os protestos no fim da reportagem). O governo iraniano, inclusive, acusa os EUA de interferirem em assuntos internos após a Casa Branca ter demonstrado apoio aos manifestantes. Segundo a Anistia Internacional, as forças de segurança reprimiram os manifestantes com armas de fogo, canhões de água e gás lacrimogênio, além de espancar pessoas com cassetetes. "Imagens de cartuchos de balas caídas no chão, assim como o número de mortes resultantes, indica que usaram munição real", afirmou. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos afirmou, em nota, que está "profundamente preocupado" com os relatos de repressão armada aos manifestantes. A organização também pediu que as pessoas "protestem pacificamente". "Estamos alarmados especialmente que o uso de armas de fogo deixou um número significativo de mortos pelo país", afirmou Rupert Colville, porta-voz da organização.
(Foto: Divulgação/Vatican News)
O Papa Francisco comparou a Adolf Hitler políticos que proferem discurso de ódio contra judeus, ciganos e população LGBT. "Confesso que quando ouço alguns discursos de responsáveis pela ordem ou pelo governo, vêm à minha mente as declarações de Hitler em 1934 e 1936", disse a advogados no Vaticano nesta sexta-feira (15). "São ações típicas do nazismo que, com sua perseguição contra os judeus, os ciganos e as pessoas de orientação homossexual, representa o modelo negativo da cultura do descarte e do ódio", afirmou o Papa. Na audiência, o Papa também se disse preocupado com o uso de símbolos nazistas na Europa. "Não é coincidência que nestes tempos há um ressurgimento dos símbolos típicos do nazismo", afirmou. Ele já havia externado preocupação com o antissemitismo em discurso na quarta-feira."Hoje, o hábito de perseguir judeus começa a renascer. Irmãos e irmãs: isto não é humano nem cristão, e os judeus são nossos irmãos e irmãs e não podem ser perseguidos. Entenderam?"
(Foto: Reprodução)
O inquérito de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nesta quarta-feira (13) numa etapa nova, com a primeira audiência pública. Adam Schiff, o deputado democrata que lidera a investigação contra o presidente Donald Trump, disse que os depoimentos públicos vão determinar não só o futuro desse governo, mas o futuro da própria presidência americana. Já o republicano Devin Nunes, deputado fiel a Trump, disse que tudo não passa da versão ucraniana barata de outra investigação que, segundo ele, não deu em nada: a da influência russa na eleição de 2016. A oposição tenta provar que o presidente segurou uma ajuda militar para a Ucrânia, tentando forçar o governo em Kiev a investigar a família do rival político Joe Biden. Os partidários de Trump dizem que houve apenas um diálogo normal entre líderes de dois países. Um impeachment é pouco provável. Trump conta com a maioria no Senado, que tem a última palavra. Mas para democratas e republicanos, o objetivo real é outro: a próxima eleição, daqui a um ano. E revelações feitas em depoimentos públicos podem influenciar os votos. Nesta quarta-feira (13), uma das testemunhas, o diplomata Bill Taylor, citou o embaixador americano na União Europeia, Gordon Sundland, que, segundo ele, disse que Trump é um presidente que age como um homem de negócios: quando vai assinar um cheque a quem lhe deve algo, sempre exige um pagamento em adiantado. Na Casa Branca, Trump disse que esse inquérito de impeachment é uma farsa e não deveria ser permitido. Trump disse também que a conversa que teve com o presidente ucraniano foi perfeita. Ele se referia à uma ligação telefônica entre os dois líderes em julho de 2018, que foi o estopim do processo de impeachment contra ele.
( Foto: Associated Press )
Casas foram incendiadas, lojas foram saqueadas e gangues foram às ruas durante a noite de domingo (10) para segunda (11) nas cidades de La Paz, a capital da Bolívia, e Santa Cruz, depois que Evo Morales renunciou à presidência. Logo após o pronunciamento de Evo, multidões comemoraram a sua renúncia. Foi mais tarde que ataques, aparentemente de retaliação, começaram. Um vídeo difundido entre os bolivianos mostra pessoas dentro da propriedade do próprio Evo com grafiti, depois que ele voou para outra parte do país. Figuras importantes da oposição e o acadêmico Waldo Albarracin publicaram em redes sociais que suas casas foram incendiadas por apoiadores de Evo. A casa de uma jornalista da Televisão Universitária também foi queimada. O jornal “La Razon” descreve que várias partes da cidade de La Paz amanheceram com rastros “de uma noite de terror”, e diz que a polícia esteve ausente e demorou para entrar em ação. Em alguns bairros, os vizinhos organizaram piquetes e barricadas de contenção. Houve ataques a pátios de ônibus –em uma das centrais, 33 veículos viraram cinzas. Em Santa Cruz, o chefe da polícia, Miguel Mercado, disse que algumas “hordas e grupos de vândalos” saíram à noite para causar pânico na população, de acordo com o jornal “El Deber”. “Quero anunciar que em Santa Cruz a situação está controlada. Não só graças à intervenção policial, graças à população, à consciência dos cidadãos que pretendem que se reinstitua a democracia”, afirmou.
(Foto: Reprodução/Twitter)
No norte do México, criminosos atacaram um comboio de três carros que levava uma família de mórmons dos Estados Unidos na segunda-feira (4). Ao menos nove pessoas morreram, mas o número pode ser mais alto. Foram três mulheres e seis crianças, de acordo com o “New York Times”. O ministro da Segurança do México, Alfonso Durazo, confirmou o número. O nome da família de americanos é LeBarón. Eles vivem em uma comunidade mórmon fundamentalista na região da fronteira entre os dois países há décadas. Membros da família são ativistas anticrime, e fazem campanha contra grupos criminosos que atuam nos estados de Sonora e Chihuahua. Eles viajavam em três carros utilitários quando foram atacados –de acordo com Durazo, os criminosos podem ter confundido a identidade dos passageiros, que teriam pensado que era um comboio de rivais. Segundo o “New York Times”, os sobreviventes descreveram que uma criança foi atingida quando escapava, e outras estavam presas dentro de um carro em chamas. Ao menos duas das vítimas tinham menos de um ano. O crime aconteceu no estado de Sonora, no norte do México. A família vive em uma comunidade chamada La Mora, na cidade de Bavispe, nesse estado.
( Foto: Khalid Mohammed/AP Photo)
Manifestantes cruzaram nesta segunda-feira (4) uma das principais pontes de Bagdá, capital iraquiana, rumo à emissora de TV estatal e a sede do governo do primeiro-ministro Adel Abdul-Mahdi. Forças de segurança abriram fogo, e ao menos cinco pessoas morreram – cifra que eleva o número de mortos para além de 260 desde o início dos protestos no Iraque, no início de outubro. É uma das raras vezes em que os manifestantes cruzaram o rio Tigre rumo à Zona Verde, área protegida pelas forças de segurança por abrigar órgãos importantes para o governo iraquiano. Segundo a agência Associated Press, veículos com kits de primeiros-socorros abriam espaço na multidão para levar e trazer medicamentos aos feridos pelos confrontos. Os protestos desta segunda-feira ocorreram mesmo com os pedidos do primeiro-ministro Adel Abdul-Mahdi para que os manifestantes voltassem à rotina. Os manifestantes protestam contra corrupção, más condições dos serviços público e desemprego, e pedem a queda do governo. Porém, o presidente do Iraque, Barham Saleh, – responsável por nomear o premiê – ressaltou que Abdul-Mahdi só deixará o cargo se houver um acordo sobre sua sucessão, para evitar um vácuo constitucional.
(Foto: Martin Bernetti/AFP)
Um total de 146 pessoas sofreram ferimentos nos olhos durante os protestos no Chile, que começaram a ficar violentos em 18 de outubro. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (1º), são do Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile, que diz que 1.305 pessoas foram atendidas em hospitais até às 23 horas do dia 31. Segundo a unidade de oftalmologia do Hospital Salvador, ao menos 26 pessoas ficaram cegas devido aos ferimentos sofridos nas manifestações e várias outras correm risco de perder a visão. Os médicos dizem que os números são muito altos e incomuns mesmo em tempos de protesto e que os ferimentos são causados principalmente por balas de borracha disparadas de distâncias muito curtas.Um total de 146 pessoas sofreram ferimentos nos olhos durante os protestos no Chile, que começaram a ficar violentos em 18 de outubro. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (1º), são do Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile, que diz que 1.305 pessoas foram atendidas em hospitais até às 23 horas do dia 31. Em entrevista à Bloomberg, o médico Mauricio Lopez, diz que na última segunda-feira o Hospital Salvador recebeu dez pessoas com ferimentos nos olhos em uma hora, e que, depois disso, outros continuaram chegando. “Foi inacreditável”, afirma. Segundo o também oftalmologista Patricio Meza, presidente da associação médica do Chile, a média é de 12 pacientes por dia.
(Foto: Camille Fine/Chicago Tribune via AP)
Uma cachorra da raça Labrador “prestou juramento” esta semana e tomou posse de seu cargo na procuradoria estadual em Chicago, nos EUA. Hatty, de dois anos, irá atuar como animal de suporte emocional, e seu trabalho será o de tranquilizar crianças e pessoas emocionalmente abaladas que precisem prestar depoimentos. Parte de seu treinamento foi realizado por presidiários, e ela deverá atender mais de 200 casos por ano, segundo a agência Associated Press. Seu turno de trabalho será das 9 às 17 horas, diariamente. Hatty, de dois anos, irá atuar como animal de suporte emocional, e seu trabalho será o de tranquilizar crianças e pessoas emocionalmente abaladas que precisem prestar depoimentos. Parte de seu treinamento foi realizado por presidiários, e ela deverá atender mais de 200 casos por ano, segundo a agência Associated Press. Seu turno de trabalho será das 9 às 17 horas, diariamente.
(Foto: Nicholas Kamm / AFP)
A ativista ambiental sueca Greta Thunberg rejeitou nesta terça-feira (29) um prêmio ambiental, dizendo que o movimento climático não precisava de um prêmio, mas que as autoridades estão começando a "ouvir" a "ciência". A jovem sueca, que reuniu milhões de pessoas em seu movimento Sextas para o Futuro, foi homenageada em uma cerimônia em Estocolmo organizada pelo Conselho Nórdico, um órgão regional de cooperação interparlamentar. Thunberg foi indicada por sua ação pela Suécia e Noruega e ganhou o prêmio ambiental anual da organização. Mas, após o anúncio, um dos representantes da honraria disse ao público que ela não aceitou o prêmio ou a soma de 350.000 coroas dinamarquesas (cerca de € 46.800, ou R$ 210.000), informou a agência de notícias TT."O movimento climático não precisa de outros prêmios", postou Greta Thunberg em sua conta no Instagram, direto dos Estados Unidos. "O que precisamos é que nossos políticos e as pessoas no poder comecem a ouvir os dados científicos existentes [sobre as mudanças climáticas]".
(Foto: BBC)
Rachel Pighills é uma inglesa de 33 anos que não pode virar a cabeça para a esquerda sem colocar sua vida em risco. Quando conversou com a BBC há alguns dias, Pighills planejava viajar para a Espanha em busca de um tratamento que lhe permitisse retornar à vida que ela tinha antes de seu pescoço se tornar incapaz de suportar o peso de sua própria cabeça. Um simples giro à esquerda pode deslocar a coluna cervical, o que, segundo ela conta, pode causar a morte dela. Por isso o voo para Barcelona a deixou "aterrorizada". Mas ela diz que está se mantendo "forte" pela filha dela, de 12 anos. Em julho, Pighills foi diagnosticada com várias doenças que afetam sua medula espinhal e cabeça, incluindo invaginação ou impressão basilar. Isso significa que seu crânio afunda sobre a coluna vertebral e pressiona o tronco cerebral. Ela diz que apenas três cirurgiões em todo o mundo podem realizar a operação que custa US$ 174 mil (cerca de R$ 700 mil). Nenhum deles está no Reino Unido. Até agora, ela conseguiu arrecadar mais de US$ 15 mil - menos de 10% do valor total. Nesta viagem de quatro dias, Pighills passará por várias ressonâncias magnéticas. "Meu cérebro entra em colapso sobre meu canal medular e a parte de trás da minha cabeça fica instável", disse ela. "E se desloca parcialmente quando eu viro para a esquerda. Se deslocar completamente, isso seria uma decapitação interna e eu morreria instantaneamente". Por outro lado, ela só pode usar o colar cervical durante quatro horas por dia para ela evitar uma perda de massa muscular.
(Foto: Reprodução)
Um homem em tratamento contra o câncer ganhou US$ 200 mil (o equivalente a cerca de R$ 800 mil) na loteria nesta sexta-feira (25). Morador da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, ele está se preparando para realizar sua última rodada de sessões de quimioterapia. Segundo a TV WTVD, Ronnie Foster comprou uma raspadinha premiada antes de fazer seu tratamento para câncer colorretal. Foster foi buscar o prêmio na sexta-feira na sede das loterias estaduais, na cidade de Raleigh. Ele levou para casa cerca de US$ 140 mil, depois de descontados os impostos, o que equivale a aproximadamente R$ 560 mil. O homem diz que pretende usar parte do prêmio para pagar despesas médicas.
(Foto: Reprodução)
Um homem de 35 anos casou-se com o corpo de sua noiva, em Dalian, no leste da China, durante o funeral dela na manhã do último sábado para atender um desejo póstumo, depois que ela morreu em decorrência de um câncer de mama. Yang Liu estava vestida com um vestido de noiva branco e com o corpo cercado por 169 buquês de rosas, enquanto Xu Shinan leu os votos de casamento para ela. A cerimônia foi acompanhada por familiares e amigos do casal. Yang morreu em 14 de outubro aos 34 anos de idade, depois de lutar contra o câncer por cinco anos e meio “Esposa, por favor, não se preocupe! Para mim, o resto da vida será doloroso, mas não vou desistir”, disse Xu.Yang morreu no dia 14 de outubro aos 34 anos de idade, depois de lutar contra o câncer por cinco anos e meio.Depois da morte, Xu disse que ficou ao lado do corpo de Yang durante sete dias, uma tradição na China para prestar respeito aos que partiram.”Minha esposa costumava dizer que ninguém podia chorar se ela morresse. Eu estava segurando minhas lágrimas no dia, mas quando ( o corpo dela) foi enviado para a cremação, eu não pude mais resistir ‘, disse Xu. Segundo o jornal Dalian Evening News, Xu e Yang eram colegas de universidade. Eles se conheceram por meio de conversas online e se apaixonaram em agosto de 2007.O casal decidiu se casar em agosto de 2013 e começaram os preparativos. Mas o sonho foi interrompido três meses depois, quando Yang começou a sentir dores no peito. Com 28 anos na época, ela foi diagnosticada com câncer de mama no mês de março.Yang passou por cirurgia e vários ciclos de quimioterapia. Xu lebmra que ela nunca chorou e estava sempre sorrindo.A noiva documentou o tratamento por meio de sua conta no Weibo, rede social parecido com o Twitter, na esperança de inspirar outros pacientes com câncer. Em 2017, a condição de Yang melhorou e o casal começou a economizar dinheiro para um apartamento e se preparar para o casamento novamente.Infelizmente, seu câncer voltou um ano depois – antes que eles pudessem se casar.Xu levou Yang para visitar hospitais em todo o país, na tentativa de encontrar o melhor tratamento.”Atravessamos o país, buscando orientação médica durante a viagem. No fim das contas, foi um ano feliz”, disse Xu.A saúde de Yang deteriorou-se em maio deste ano e ela precisou ser hospitalizada em Dalian.Xu entrou em coma no dia 6 de outubro e morreu uma semana depois.”Ela nem conseguia me reconhecer no final e não nos despedimos”, disse o homem arrasado.Xu disse que depois que Yang morreu, ele descobriu em seu “carrinho de compras online” que ela estava escolhendo vestidos de noiva antes de ser hospitalizada.”Prometi comprar o vestido de noiva mais bonito para ela”, disse Xu, que foi a uma loja de noivas um dia após sua morte para organizar o casamento.
(Foto: A P)
A polícia britânica informou que encontrou 39 corpos no baú de um caminhão em uma propriedade industrial de Waterglade, em Grays, na região de Essex (leste de Londres), na manhã desta quarta-feira (23). O motorista do veículo, um norte-irlandês de 25 anos, foi preso por suspeita de assassinato. Segundo a polícia, os corpos são de 38 adultos e um adolescente. Até o momento, não há informações sobre a origem das vítimas nem se são migrantes. As circunstâncias e causa das mortes ainda são investigadas.Os agentes suspeitam que o caminhão veio da Bulgária e entrou no Reino Unido via Holyhead, no País de Gales, no sábado (19). Um serviço regular de balsas funciona entre Holyhead e a capital da Irlanda, Dublin. A cidade de Grays fica a cerca de 30 km de Londres. Os corpos estão sendo identificados, mas autoridades dizem que esse processo pode demorar para ser concluído. O primeiro-ministro, Boris Johnson, disse ter ficado "horrorizado com este trágico incidente". "O ministério do Interior trabalhará em estreita colaboração com a polícia de Essex para estabelecermos exatamente o que aconteceu", afirmou.
Foto: Ivan Alvarado/Reuters
O número de mortos nos protestos violentos que afetam o Chile subiu para 15, quatro a mais que no balanço oficial anterior, anunciou nesta terça-feira (22) o governo. "Temos um total, a nível nacional, de 15 falecidos, 11 deles na região metropolitana (...) associados a incêndios e saques, principalmente de centros comerciais", afirmou o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, em uma entrevista coletiva. Três pessoas que morreram em incidentes fora da capital foram vítimas de tiros, indicou Ubilla. Um militar foi preso pela morte de um manifestante de 25 anos, afirmou o promotor Julio Contardo ao jornal "El Mercúrio".Na cidade de Talcahuano, um dos manifestantes foi atropelado na segunda-feira (21) por um caminhão da Marinha, de acordo com a promotora Ana María Aldana. O motorista foi identificado e levado ao departamento da polícia que investiga homicídios, disse ela.
Foto: Esteban Felix/AP
Autoridades chilenas decretaram neste domingo (20) toque de recolher no Chile pelo segundo dia consecutivo. A medida passou a valer a partir das 19h e foi tomada por conta das violentas manifestações e saques que continuaram a acontecer na capital Santiago.Ao menos sete pessoas morreram durante os protestos, segundo o ministro do Interior chileno, Andrés Chadwick. Duas mortes aconteceram durante a madrugada, após incêndio em um supermercado; outro incêndio, em uma fábrica na periferia da capital, deixou cinco mortos. "Hoje tivemos mais de 70 atos de grave violência, entre eles, mais de 40 saques", disse Chadwick em um pronunciamento. O general Javier Iturriaga, responsável pelo estado de emergência decretado no país, pediu aos chilenos que fiquem em casa. Por sua parte, o presidente Sebastián Piñera disse em um pronunciamento público que "a democracia tem a obrigação de se defender". O Ministério Público chileno informou que 1.462 pessoas foram detidas em todo o Chile. Desse total de detenções, 614 ocorreram em Santiago e 848 no restante do país.