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Obama cobra liderança do Brasil na COP26 e pede a jovens que votem pensando no clima

  • por Ana Estela de Sousa Pinto e Jéssica Maes | Folhapress
  • 09 Nov 2021
  • 11:34h

Foto: Reprodução / Internet

Em passagem pela COP26 que provocou aglomeração recorde nos corredores e lotou um dos maiores auditórios, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na tarde desta segunda-feira (8) que espera que o Brasil, a China, a Índia, a Rússia e a Indonésia liderem o combate à crise climática.
A afirmação foi feita em discurso no qual ele exortou os jovens a transformarem a raiva e a ansiedade em ações e, principalmente, em votos: "Você pode não gostar da política. Mas não a ignore".

O presidente citou a atuação política como a primeira forma pela qual cada jovem pode, individualmente, contribuir para o clima. "Vote como se sua vida dependesse disso. Não adote uma postura cínica com a política. Não teremos intervenções pelo clima vindas dos governantes se eles não sentirem a pressão dos eleitores."

Segundo o ex-presidente, esse era um conselho que sempre ouvia de sua mãe quando, adolescente, se revoltava com algo: "Mãos à obra, mexa-se, envolva-se e mude o que precisa ser mudado".

 

Obama também sugeriu que o público faça pressão sobre as empresas, deixando de comprar das que desrespeitam o ambiente ou não atuam para preservá-lo, e sugeriu aos ativistas que não se isolem dentro de uma bolha.
"Não adianta pregar aos convertidos nem só se juntar aos que já acreditam na crise do clima. É preciso ouvir os resistentes, entender suas preocupações e encontrar as formas de que eles sejam menos atingidos pelas mudanças necessárias", disse o político americano.

Ele também afirmou aos mais jovens que se preparem para uma maratona, porque o progresso será lento e confuso. "Instituições políticas se movem devagar, mesmo quando há boas intenções; empresários olham o lucro no curto prazo; cooperação internacional sempre foi difícil e piorou com a desinformação online."

 

No discurso, iniciado com uma brincadeira por poder voltar a uma COP sem gravata, mas obrigado a pegar trânsito, Obama criticou o ex-presidente Donald Trump, por desmontar políticas pró-clima de sua administração, e os governos da China e da Rússia, por falharem em apresentar metas mais ambiciosas de redução de emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global.
Segundo ele, vários países fracassaram nos compromissos assumidos em 2015, no Acordo de Paris. "Paris foi um começo, não o fim. Era para melhorarmos nossas promessas a cada ano", afirmou ele.

Sob o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Brasil foi um dos países que recuou em suas ações ambientais: o desmatamento cresceu nestes seis anos, estruturas de fiscalização foram desmontadas e, no ano passado, a meta de redução de emissões foi reduzida, em vez de ampliada.

Nesta COP26, a delegação brasileira revisou sua meta, deixando, porém, a quantidade de gás poluente a ser cortada equivalente à prometida em 2015, ou seja, sem a ambição esperada.

Segundo Obama, o mundo hoje atravessa um período de tensão geopolítica maior que a de 2015, por causa da pandemia, do nacionalismo, da falta de liderança dos EUA sob Trump e do recuo do multilateralismo.

"O clima, porém, precisa transcender tudo isso. Não podemos nos dar ao luxo de recuar. Não podemos nos dar ao luxo nem de ficar onde estamos. Temos que avançar e tem que ser agora", disse ele.

Segundo o ex-presidente, nos momentos em que sente desânimo e "imagens distópicas começam a aparecer nos sonhos", ele se lembra que "o cinismo é o recurso dos covardes".

"O combate à crise climática não se trata só de números e ciência, mas de política, cultura, moralidade e trabalho conjunto", afirmou.

Antes do discurso, Obama já havia conversado com um grupo de jovens ativistas, que cobraram dele o fracasso dos Estados Unidos em cumprir sua promessa de financiar a transição climática nos países menos desenvolvidos --algo que ele defendeu como necessário mais tarde na palestra.

"Assim como o Obama fez, o Brasil também está fazendo, que é prometer para outros governos fazerem", disse após esse encontro a ativista brasileira Txai Suruí, 24, que discursou para líderes na abertura da COP26.

"O que a gente estava dizendo é: mostrem o dinheiro, mostrem onde está o recurso. Parem de só fazer promessas e comecem a cumprir com essas promessas."

Para Txai, "é muito contraditório o Obama vir falar para os jovens, quando antes disso éramos nós que estávamos falando para ele que não aceitamos mais falsas promessas".

Ela avalia que os EUA são os principais atores da crise climática: "Eles têm que ter responsabilidade. E é a gente que está mandando a mensagem para ele, não é ele que vai ensinar nada para a gente, não".

No final da tarde, o ex-presidente americano se encontraria com mais lideranças jovens. "Ao trabalho", disse, ao encerrar sua fala.

ONU usa dinossauro para alertar humanos sobre o clima: 'salvem sua espécie'

  • 29 Out 2021
  • 12:27h

Foto: Reprodução/ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um vídeo nesta quarta-feira (27) em que um tiranossauro discursa no salão da Assembleia Geral das Nações pedindo para que a humanidade trate com atenção os perigos do uso de combustíveis fósseis. 

A peça publicitária foi produzido em computação gráfica e divulgado nas redes sociais da instituição antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26).

No vídeo, o personagem usa o momento para dizer que a "extinção é uma coisa ruim". "Vocês estão se encaminhando para um desastre climático”, afirma o dinossauro. “E, no entanto, todos os anos, os governos gastam centenas de bilhões de fundos públicos em subsídios aos combustíveis fósseis. Imagine se nós (dinossauros) tivéssemos gasto centenas de bilhões por ano subsidiando meteoros gigantes", afirma.

"Então aqui está minha ideia maluca: Não escolham a extinção. Salvem sua espécie antes que seja tarde demais. É hora de vocês humanos pararem de criar desculpas e começarem a criar mudanças", afirma o dinossauro.

Avião fica preso debaixo de passarela na Índia

  • 06 Out 2021
  • 08:39h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma cena inusitada surpreendeu quem passava nos arredores do aeroporto de Nova Déli, capital da índia. Um avião Airbus A320, de grande porte, ficou preso embaixo de uma passarela. Imagens sobre o acidente viralizaram nas redes sociais.

Segundo informações da rede britânica BBC, o avião foi vendido pela Air India e estava sendo transportado para seu novo hangar quando acabou ‘entalado’. Em resposta à solicitação de uma jornalista local, a empresa aérea, no entanto, alegou não ter mais nenhum vínculo com o veículo.

Segundo um das pessoas que registrou a situação, o fato aconteceu no dia 21 de setembro e no último final de semana ainda havia funcionários tentando retirar o avião do local.

Queda nas redes sociais aconteceu por falha em configuração, diz Facebook

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2021
  • 07:42h

Foto: Divulgação

O Facebook informou que a queda global em suas redes sociais foi causada por uma falha durante alteração de uma configuração com defeito. Nesta segunda-feira (4), as plataformas da empresa, que incluem o Instagram e Whatsapp, ficaram cerca de sete horas fora do ar (veja aqui).

“Nossos serviços estão novamente online e estamos trabalhando ativamente para devolvê-los totalmente às operações regulares. Queremos deixar claro neste momento que acreditamos que a causa raiz dessa interrupção foi uma alteração de configuração com defeito”, disse a empresa em nota.

O Facebook também afirmou que a falha não comprometeu os dados dos usuários de suas redes sociais. Veja o comunicado na íntegra:

A todas as pessoas e empresas em todo o mundo que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de hoje em nossas plataformas. Temos trabalhado o máximo que podemos para restaurar o acesso e nossos sistemas estão funcionando novamente. A causa subjacente dessa interrupção também afetou muitas das ferramentas e sistemas internos que usamos em nossas operações diárias, complicando nossas tentativas de diagnosticar e resolver o problema rapidamente.

Nossas equipes de engenharia aprenderam que as alterações de configuração nos roteadores de backbone que coordenam o tráfego de rede entre nossos data centers causaram problemas que interromperam essa comunicação. Essa interrupção no tráfego de rede teve um efeito cascata na maneira como nossos data centers se comunicam, interrompendo nossos serviços.

Nossos serviços estão novamente online e estamos trabalhando ativamente para devolvê-los totalmente às operações regulares. Queremos deixar claro neste momento que acreditamos que a causa raiz dessa interrupção foi uma alteração de configuração com defeito. Também não temos evidências de que os dados do usuário tenham sido comprometidos como resultado desse tempo de inatividade.

Pessoas e empresas em todo o mundo confiam em nós todos os dias para se manterem conectadas. Entendemos o impacto que interrupções como essas têm na vida das pessoas e nossa responsabilidade em mantê-las informadas sobre interrupções em nossos serviços. Pedimos desculpas a todos os afetados e estamos trabalhando para entender mais sobre o que aconteceu hoje para que possamos continuar a tornar nossa infraestrutura mais resiliente.

Queda do Facebook ocorre um dia após ex-funcionária revelar que delatou contra empresa

  • Bahia Notícias
  • 04 Out 2021
  • 18:28h

Foto: Reprodução / CBS News

A queda das redes sociais do Facebook ocorre um dia após a ex-funcionária Frances Haugen, de 37 anos de idade, revelar ser a delatora da empresa. Ela trabalhou como gerente de produto na equipe de desinformação cívica da rede social e usou documentos internos para comprovar os danos que teriam sido causados pela companhia.

Haugen entregou vários documentos ao The Wall Street Journal, veículo de imprensa norte-americano, que vem publicando informações sensíveis ao Facebook desde o mês passado. Ela revelou ser a delatora da empresa em entrevista a um programa da emissora CBS News.

“Eu já conhecia um monte de redes sociais e era substancialmente pior no Facebook do que em qualquer outra que eu tivesse conhecido antes”, criticou a ex-funcionária durante a entrevista. “Facebook, repetidamente, mostrou que prefere o lucro à segurança”, complementou.

As três redes sociais da empresa - Facebook, Instagram e WhatsApp - estão fora do ar há mais de cinco horas. A companhia afirma que trata-se de um “problema na rede” e que está tentando retomar os serviços (saiba mais aqui).

11 de setembro: fim de semana terá homenagens às vítimas dos atentados nos EUA

  • Redação
  • 11 Set 2021
  • 11:26h

Nas redes sociais, Joe Biden prometeu ‘caçar todos que ameaçaram o país’ | Foto: Jim Watson/ US Navy / Fotos Publicas

Os atentados terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos completam 20 anos neste sábado (11). O país já iniciou as lembranças e homenagens para as quase 3 mil vítimas do evento que mudou a história do mundo. 

Neste sábado às 9h46 (horário de Brasília), horário em que a primeira torre do World Trade Center foi atingida, será feita a leitura dos nomes das vítimas. Todos os nomes estão gravados nas bordas de dois espelhos d’água construídos onde antes estava o edifício. 

Em suas redes sociais, o presidente publicou uma mensagem prometendo “caçar todos que ameaçaram os EUA” e destacando a importância da união da nação. 

“Vimos uma nação unida envergar. E aprendemos que a união é a única coisa que nunca deve se quebrar. A união é o que nos faz sermos o que somos: os EUA em seu melhor. Para mim, esta é a lição central de 11 de setembro: é que em nosso estado mais vulnerável, no balanço de tudo que nos faz humanos, na batalha pela alma dos EUA, união é nossa maior força.”, disse o presidente americano. 

Ele e sua esposa, Jill, devem visitar Nova York, o Pentágono, nos arredores de Washington, e o local na Pensilvânia onde um avião sequestrado por jihadistas caiu 20 anos atrás, os três marcos dos ataques.

Explosões deixam ao menos 72 mortos no aeroporto de Cabul, no Afeganistão

  • por Igor Gielow | Folhapress
  • 26 Ago 2021
  • 17:27h

Foto: Reprodução/G1

Duas explosões atingiram os arredores do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, onde afegãos e ocidentais se concentram para tentar uma vaga na evacuação liderada pelos EUA do país sob o Talibã.
Segundo informações do jornal The Wall Street Journal, entre as vítimas do ataque estão ao menos 60 afegãos; a agência de notícias Reuters também cita 12 militares americanos mortos —o Pentágono já havia confirmado baixas.

Inicialmente, porta-vozes do grupo radical disseram que o aparente ataque suicida havia deixado entre 13 e 20 mortos, incluindo crianças, mas autoridades dos Estados Unidos diziam que o número podia ser ainda maior.

Os ataques na manhã desta quinta-feira (26, no horário de Brasília) ocorrem após a Casa Branca e seus aliados alertarem sobre riscos iminentes de atos terroristas da filial afegã do Estado Islâmico, adversária do Talibã, o que impactou o processo de retirada do país.

Autoridades americanas disseram à agência de notícias Associated Press acreditar que o grupo terrorista seja responsável pelo que foi descrito pelo Pentágono como "ataque complexo".

Foram duas explosões: uma na principal entrada do aeroporto, o Abbey Gate, e outra próxima ao hotel Baron, nas imediações do terminal aéreo, ainda de acordo com o Pentágono. O governo americano afirmou que podem ocorrer novos ataques na região.

Ao menos 60 pessoas feridas foram atendidas em um hospital de Cabul. Civis afegãos, soldados talibãs e cinco militares americanos estão entre os atingidos —um dos soldados dos EUA ficou gravemente ferido, segundo autoridades do país. A embaixada do país em Cabul relatou ainda disparos com armas de fogo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o que chamou de "ataque terrorista, que matou e feriu civis".

 

A percepção de que o Ocidente está correndo para minimizar seu fiasco no Afeganistão, evidenciada na decisão de alguns países de suspender seus voos de evacuação nesta quinta, gerou uma renovada corrida de pessoas desesperadas às imediações do aeroporto da capital.
De acordo com o relato de diplomatas ocidentais que ainda permanecem na cidade a agências de notícias, o fluxo que havia sido contido por bloqueios do Talibã aumentou muito. O prazo limite para a ação com presença militar estrangeira é a próxima terça (31). As explosões não mudaram os planos do governo Joe Biden, segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters.

Americanos e ocidentais diziam haver ameaça terrorista associada ao Estado Islâmico Khorasan, a filial afegã do famoso grupo extremista que chegou a dominar vastas áreas na Síria e no Iraque em meados da década passada. "Não posso ser mais enfático sobre o desespero da situação. A ameaça é real, iminente, letal", afirmou o ministro das Forças Armadas britânico, James Heappey, corroborando o relato feito na noite de quarta pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken, responsável pela diplomacia do país.

A Austrália fez um alerta de segurança semelhante, suspendendo operações.

As explosões acabam coroando o fiasco ocidental em sua retirada afegã. Ele começou com a decisão do presidente Joe Biden de antecipar a saída de suas tropas de forma acelerada. Quando o Talibã iniciou sua ofensiva final, no começo de agosto, 95% dos militares ocidentais já haviam saído do país ocupado desde 2001 —data em que o grupo fundamentalista foi derrubado por apoiar a Al Qaeda, que cometera o 11 de Setembro.

Primeiro, os EUA não anteciparam o colapso do governo afegão em duas semanas, com a vitória talibã de 15 de agosto. Depois, fracassaram em organizar uma saída ordeira do país, gerando cenas como a de pessoas caindo de aviões decolando. Essa debacle foi acompanhada por uma mudança de tom de Biden. Primeiro, o americano pintou um cenário racional e róseo. Depois, lavou as mãos. Ao fim, voltou a se preocupar, enfatizando que "muita coisa podia dar errado". Já deu.

Na tarde desta quinta, um dos porta-vozes do Talibã publicou comunicado no Twitter em que diz que "condena veementemente" o atentado, "ocorrido em uma área onde as forças dos EUA são responsáveis pela segurança". O grupo disse ainda que "presta muita atenção à segurança e proteção de seu povo".

Segundo a Reuters, outro membro da facção deu entrevista a uma rede de TV da Turquia dizendo que a culpa pelos ataques é da presença de forças ocidentais no país.

A autoria presumida do EI carrega nuances. Se por um lado ela ajuda o discurso do Talibã, de que não permitiria a operação de evacuação passar da data limite, por outro vai contra tudo o que o grupo tem pregado para tentar obter reconhecimento internacional.

Que os talibãs mintam, isso é de sua história: chegaram ao poder pela primeira vez em 1996 prometendo as mesmas estabilidade e garantias a adversários, mulheres e minorias. Deixaram-no com a fama de açougueiros medievais.

Mas o EI afegão é adversário do Talibã. Guardas talibãs, por sua vez afiliados à rede terrorista aliada Haqqani, disseram a repórteres da agência Reuters que também temiam um ataque em Cabul. Até aqui o EI nunca se mostrou como um adversário consistente do grupo.

Ele pode, claro, virar uma força assimétrica desestabilizadora, mas analistas de terrorismo costumam avaliar mais a possibilidade de eles virem a se associar ao Talibã do que combatê-lo.

Uma alternativa crível é de que o grupo esteja usando o espantalho EI para afugentar de vez os ocidentais, como prepostos para garantir negativas plausíveis de radicalismo.

Seja como for, o perigo ajuda a justificar a decisão de Biden de não encarar o Talibã e estender o prazo da operação, como queriam Reino Unido, Alemanha e França.

Nesta quinta, o esforço de países do norte europeu comandado por uma ponte aérea da Bélgica já havia sido suspenso, provavelmente de forma definitiva.

Cargueiros C-130 Hércules belgas faziam em média cinco voos de ida e volta a Islamabad, no Paquistão. Em seis dias, tiraram 1.400 pessoas de Cabul, em nome da Bélgica, da Holanda e da Dinamarca.

Ao todo, a operação militar já tirou desde 14 de agosto impressionantes 95,7 mil pessoas da cidade, segundo informou a Casa Branca nesta quinta. A cifra dá pouco mais de 2% da população da capital.

Na quarta, Blinken havia dito que o Talibã se comprometera a permitir que pessoas que desejem deixar o país em voos comerciais, ocidentais ou afegãos, o façam depois do dia 31.

Parece duvidoso, dadas as declarações anteriores de Zabihullah Mujahid. O porta-voz afegão havia dito para os EUA pararem de incentivar o êxodo de afegãos qualificados, pois o novo governo precisaria deles.

Além disso, continuam os relatos de violência de talibãs contra pessoas que tentam ir ao aeroporto, fora as buscas casa a casa de antigos colaboradores ocidentais. Não existe, obviamente, algum número, mas é factível que centenas de intérpretes e auxiliares tenham ficado para trás —só os EUA contavam 18 mil pessoas que haviam trabalhado ao longo dos anos na embaixada de Cabul.

Com a corrida final para fugir da capital, os EUA começaram a retirar inclusive os seus 6.000 militares enviados para a operação no aeroporto. Com isso, aliados como a França, a Holanda e o Canadá disseram que sua evacuação acaba até esta sexta (27).

Após as explosões desta quinta, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o país ainda vai retirar "mais centenas" de pessoas do país.

Ao menos 227 pessoas morreram em terremoto no Haiti, segundo balanço preliminar

  • Redação
  • 15 Ago 2021
  • 09:00h

Mais cedo, as autoridades chegaram a emitir um alerta para tsunami, mas foi retirado | oto: Reprodução Twitter

O terremoto que atingiu o Haiti neste sábado (14), deixou pelo menos 227 mortos, de acordo com um balanço preliminar divulgado pela defesa civil do país. O tremor de magnitude 7,2 registrado afetou as cidades de Cayes e Jérémie, no sudoeste da ilha.

O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou estado de emergência por 30 dias. Ele lamentou as mortes e disse, em nota, que já mobilizou recursos do governo para dar apoio às vítimas.

“Meus sentimentos aos parentes das vítimas deste sismo que gerou tantas perdas de vidas humanas e materiais em vários departamentos [equivalente a estados] do país”, escreveu Henry.

“Faço um apelo ao espírito de solidariedade e compromisso de todos os haitianos, a fim de nos unirmos para enfrentar esta situação dramática que vivemos. A união faz a força”, declarou.

O tremor de magnitude 7,2 foi sentido também na República Dominicana, Jamaica e Cuba. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, não há mais riscos de tsunami na região.

Um em cada quatro jovens no mundo tem sintomas de depressão

  • Agência Brasil
  • 10 Ago 2021
  • 14:44h

Estudo é da Universidade de Calgary, no Canadá | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Estudo feito pela Universidade de Calgary, no Canadá, estima que um em cada quatro jovens tem sintomas de depressão elevados e um em cada cinco apresenta sintomas de ansiedade devido à pandemia de covid-19.

O trabalho, uma metanálise de 29 estudos em que participaram 80.879 jovens de várias regiões do mundo, foi publicado na revista científica JAMA Pediatrics.

Em comunicado, a universidade destaca que os sintomas de depressão e ansiedade duplicaram nas crianças e adolescentes devido à pandemia.

Segundo a metanálise, que incorpora estudos da Ásia Central, Europa, Médio Oriente e das Américas do Norte, Central e Sul, são as meninas e os jovens mais velhos quem demonstram níveis mais elevados de depressão e ansiedade.

“Estar socialmente isolado, afastado dos amigos, das rotinas escolares e das interações sociais revelou ser muito duro para as crianças”, disse uma das autoras do estudo, Sheri Madigan, citada pela agência Efe, acrescentando que os índices de ansiedade e depressão aumentam quando são impostas mais restrições.

Outra autora, Nicole Racine, salientou que o “apoio social” dado aos jovens pelos amigos “diminuiu em grande medida ou, em alguns casos, faltou por completo durante a pandemia”, devido aos confinamentos prolongados.

“Esses jovens não imaginavam que, quando se formassem, chegariam a despedir-se da sua escola, dos seus professores ou amigos, e há um processo de luto associado a isso”, observou a psicóloga.

As pesquisadoras pedem mais apoio para a saúde mental de crianças e adolescentes em momentos críticos como de uma pandemia.

Joe Biden diz que Facebook está ‘matando pessoas’ com desinformação

  • Redação
  • 18 Jul 2021
  • 13:33h

O presidente cobrou celeridade do Facebook para remover mensagens falsas sobre o coronavírus |

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou o Facebook de “matar pessoas” por espalhar desinformação ligada às vacinas contra a Covid-19. Segundo o gestor norte-americano, a única pandemia que existe no país refere-se aos ‘não vacinados’. As informações são da Agência AFP.

“A única pandemia que temos é entre aqueles que não foram vacinados. Eles estão matando pessoas”, disse Biden, que ainda criticou empresas de tecnologia que não atuam para restringir as informações falsas.

O presidente cobrou celeridade do Facebook para remover mensagens perigosas e notícias falsas em relação ao covid-19. “Há cerca de 12 pessoas produzindo 65% da desinformação contra as vacinas nas redes sociais. Todas permanecem ativas no Facebook, embora algumas tenham sido proibidas em outras plataformas”, disse.

Em comunicado, o Facebook informou que não irá se “distrair das acusações que não forem respaldadas por fatos”. “Mais de 3,3 milhões de americanos também usaram nossa ferramenta de busca sobre vacinas para pesquisar onde e como se vacinar.”, disse a empresa, que afirmou que na verdade ajuda a salvar vidas através da sua plataforma.

Oliver Stone: Prisão de Lula foi projeto dos Estados Unidos

  • Para diretor, governo americano age para desestabilizar líderes latinos
  • 15 Jul 2021
  • 17:36h

(Foto: Reprodução)

O diretor de cinema Oliver Stone acredita que a prisão do ex-presidente Lula (PT) durante a Operação Lava-Jato tenha sido arquitetada pelos Estados Unidos. Segundo o cineasta, a ação foi um plano do governo americano para desestabilizar líderes latinos. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

“Pegaram o Lula com a Lava Jato, foi selvagem, uma história suja”, afirmou Stone, que está em Cannes  para a estreia do seu novo documentário “JFK Revisited: Through the Looking Glass”, sobre a morte do presidente John Kennedy.

Para o diretor, a condenação do petista é consequência do projeto americano de patrulhar o mundo. “É duro, é uma guerra em curso que está acontecendo […] No Brasil, Lula foi para a prisão, eles se livraram do Lula. Eles policiam o mundo”, disparou.

Stone prepara um filme no qual o ex-presidente será o personagem principal e que deve ficar pronto no segundo semestre de 2022.

China tem 1º caso no mundo de gripe aviária H10N3 em humanos

  • Exame
  • 01 Jun 2021
  • 09:42h

Gripe aviária: somente cerca de 160 exemplares do vírus foram relatados nos 40 anos transcorridos até 2018 (China Daily via/Reuters)

m homem de 41 anos de Jiangsu, província do leste da China, foi confirmado como o primeiro caso humano de infecção da linhagem H10N3 da gripe aviária, informou a Comissão Nacional de Saúde chinesa (NHC) nesta terça-feira.

O morador da cidade de Zhenjiang foi hospitalizado no dia 28 de abril depois de desenvolver febre e outros sintomas, disse a NHC em um comunicado.

Ele foi diagnosticado com o vírus da gripe aviária H10N3 em 28 de maio, disse a entidade, mas sem dar detalhes de como o homem foi infectado.

O paciente está estável e pronto para ter alta do hospital. O acompanhamento médico de seus contatos próximos não detectou nenhum outro caso.

A H10N3 é uma linhagem patogênica baixa, ou relativamente menos forte, do vírus em aves, e o risco de ela se disseminar em larga escala é muito baixo, acrescentou a NHC

A linhagem "não é um vírus muito comum", disse Filip Claes, coordenador laboratorial regional do Centro de Emergência para Doenças Animais Transfronteiriças do Escritório Regional para a Ásia e o Pacífico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Somente cerca de 160 exemplares do vírus foram relatados nos 40 anos transcorridos até 2018, a maioria em pássaros selvagens ou aves aquáticas da Ásia e de algumas partes limitadas da América do Norte, e nenhum foi detectado em frangos até agora, acrescentou.

Jornalista baiana estreia na Amazon com livro entre os mais vendidos

  • Redação
  • 25 Mai 2021
  • 08:18h

A obra conta as histórias de mulheres que dizem ter renascido depois de vivenciar um câncer, tendo como personagem uma mulher que superou a doença por sete vezes | to: Divulgação/ Assessoria

A jornalista baiana Rayllanna Lima fez sua estreia como escritora com uma grande marca para a carreira. Contribuindo há mais de sete anos para o jornalismo local, ela entrou para a lista dos livros mais vendidos da seção Jornalismo na Amazon, com o lançamento do livro-reportagem ‘Renascer’.

No e-book, fruto de seu trabalho de conclusão de curso, a jornalista conta as histórias de mulheres que dizem ter renascido depois de vivenciar um câncer. Uma das personagens superou a doença por sete vezes.

O projeto tem como propósito tirar os olhos da doença para colocar nos pacientes. Além das personagens com histórias de sobrevivência, foram ouvidos especialistas da área de saúde, como oncologistas e psicólogas, garantindo o embasamento científico sobre o tema.

“Pessoas não são e não podem ser apenas estatísticas. Em geral, quando se fala em câncer, o que mais aparece são os números de quantas pessoas morreram, quantas vão morrer ou quantas terão a doença. Decidi virar essa chave dando voz a quem viveu um câncer na pele e tem propriedade para falar sobre isso. Encontrei mulheres que tiveram medo do processo, mas que ao longo dele se depararam com suas melhores versões. Elas contam que aprenderam que a informação é uma importante aliada no tratamento oncológico”, explica Rayllanna.

Dividido em quatro capítulos, o livro aborda ainda questões relacionadas ao autoconhecimento, autocuidado e amor genuíno.

“Ouvir essas mulheres fez com que eu repensasse o meu modo de ver a vida e de viver. E acredito que isso também ocorrerá com os leitores. Além de relatarem os momentos mais difíceis ao longo do tratamento, elas falam sobre técnicas que podem ajudar nos processos de cura física, mental e espiritual. Não só para quem recebe um diagnóstico de câncer, mas para qualquer pessoa”, afirma a jornalista.

As ideias que revolucionaram a ordem política mundial

  • Gabriela Cuerba
  • 17 Mai 2021
  • 13:28h

Obra "Da República", de Cícero, é ideal para compreender os sistemas políticos e jurídicos e a máxima: "o direito coletivo sobrepõe o individual" | Imagem: Livraria do Senado

Produzida em 54-51 a.C. uma das obras mais antigas de Cícero é também uma das mais atuais. Da República, um dos maiores legados políticos da humanidade, apresenta as ideias de um dos maiores filósofos de todos os tempos: Marco Túlio Cícero.

Seus ensinamentos mudaram a ordem política mundial e permeiam até hoje os diálogos sobre a ética, a justiça e a coletividade. E, um exemplo da influência do orador, escritor, advogado e político romano nos sistemas de governo é a organização dos Estados, sobretudo nos países ocidentais, incluindo o Brasil.  

Este clássico do pensamento da humanidade traz lições tanto jurídicas quanto políticas de que o interesse particular de cada um deve estar subordinado ao interesse superior do conjunto, ou seja, é o texto mais antigo que remete a máxima jurídica: “o direito coletivo sobrepõe o direito individual”.

Com esses dizeres atemporais, o autor apresentou aos romanos as escolas da filosofia grega e deixou, ainda, a seguinte mensagem:

“Se as leis mudam, todo cidadão verdadeiramente virtuoso nem por isso deve deixar de seguir e observar as regras da eterna justiça, em lugar das de uma justiça convencional, posto que dar a cada um seu direito é próprio do homem bom e justo”. (Da República, pg. 83)

Da República é composto por seis livros e a nova edição, chega com novo design de capa integrando a coleção da obra ciceriana Dos Deveres e As Catilinárias, ambas publicadas pela Edipro, a editora dos clássicos.

Neymar é acusado de planejar assalto armado a ativista, diz site

  • Redação
  • 15 Mai 2021
  • 18:47h

(Foto: Reprodução)

O brasileiro Neymar está sendo acusado de planejar um assalto armado. A acusação acontece por parte do suplente de deputado estadual, Agripino Magalhães. O ativista dos direitos LGBTQI+ entrou com processo no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o jogador do PSG e da Seleção Brasileira depois de denunciar supostas práticas de homofobia por parte de Neymar. A informação é do site IG. Davi de Paiva Costa Tangerina, advogado do jogador, também é citado na ação, acusado de fazer ameaças de morte a Agripino. O ativista requer que Neymar seja condenado e pede também uma indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão. Agripino Magalhães diz ainda no processo que recebe ameaças de morte constantes e que chegou a ter o celular furtado a mando do advogado e do jogador do time francês. O ativista diz ainda que não consegue mais arrumar emprego em decorrência das ameaças que vem recebendo. O jogador não se pronunciou sobre o assunto.