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BNB libera quase R$ 400 mi do FNE Emergencial na Bahia

  • Redação
  • 26 Set 2020
  • 10:57h

Foram realizadas 12,6 mil contratações; nos 11 estados onde atua banco liberou R$ 2 bi e fez 85,3 mil operações | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O Banco do Nordeste (BNB) liberou R$ 377,5 milhões em créditos para a economia baiana no âmbito do FNE Emergencial. A modalidade do Fundo Constitucional para o Nordeste foi criada para atender empresas em dificuldade em razão da pandemia. O recurso foi liberado em 12,6 mil operações de crédito. O FNE Emergencial cobre investimento e capital de giro até R$ 200 mil. A taxa é de 2,5% ao ano, com carência até dezembro deste ano. Podem solicitar o crédito microempreendedores individuais (MEIs), pessoas físicas atendidas pelo programa Crediamigo (do BNB) e empresas de todos os portes. Em toda a área de abrangência do Banco do Nordeste foram contratados cerca de R$ 2 bilhões, em 85,3 mil empréstimos concedidos nos nove estados do nordeste e em parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Sindicato das escolas particulares defende retorno gradativo: “não é uma ansiedade, é necessidade”

  • Redação
  • 24 Set 2020
  • 13:31h

(Foto: Reprodução)

O diretor do Sindicato das Escolas Particulares da Bahia (SINEPE/BA), Jorge Tadeu Coelho defendeu o retorno opcional e gradativo das aulas, suspensas desde março deste anos em função da pandemia do novo coronavírus. 

“Uma pesquisa do IBGE mostrou que apenas 15% da população gostaria de voltar as aulas. Nós pegamos essa pesquisa e propusemos o seguinte, essa pesquisa não é ruim, é positivo se nós olharmos com olhos de gestores, porque se só 15% ou 20% quer voltar, deixa voltar gradativamente. Ao invés de ter um dia D de volta, você ir deixando voltar gradativamente e opcionalmente para os pais é uma forma de você não impactar com força na mesma data”, disse, nesta quinta (24), em entrevista à Zé Eduardo, na rádio Metrópole. 

Conforme ele, o protocolo se baseia em três pilares de retomada: opcional, gradual e atendendo aos protocolos de segurança. “Nós propomos que seja gradativa, para aqueles que estão precisando do retorno. Outros acompanhando as aulas remotamente, com o atendimento aos protocolos de segurança. Não é uma ansiedade, é uma preocupação porque o não retorno agora pode impactar as matrículas do ano que vem, pode gerar demissões, fora o impacto nas crianças, algumas com princípio de depressão. Não digo que é uma ansiedade, mas é uma necessidade”, argumentou. 

Dona da Magazine Luiza é mulher mais rica do Brasil e 8ª da lista de bilionários da Forbes

  • Redação
  • 23 Set 2020
  • 15:45h

Em um ano, o patrimônio da empresária chegou a R$ 24 bilhões após aquisição da Netshoes, Canaltech, Unilogic Media e InLoco Media | Foto: Divulgação

A empresária Luiza Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza, é a mulher mais rica do Brasil, e única entre os top 10 da lista de bilionários da Forbes. Em um ano, o patrimônio da empresária cresceu 181%, atingindo R$ 24 bilhões em 2020. A brasileira ocupa a 8ª posição no ranking da revista, um ano após ter ocupado o 24º lugar. De acordo com informações do UOL, a revista informou que a valorização da Magazine Luiza foi alavancada pela estratégia de inovação digital adotada e pelo investimento no e-commerce. Nos últimos meses, a Magazine Luiza adquiriu a Netshoes, a Canaltech, a Unilogic Media e a InLoco Media. Na lista atual aparecem ainda Dulce Pugliese de Godoy Bueno (14º), da Amil, com patrimônio de R$ 16,34 bilhões; Flávia Bittar Garcia Faleiros (28º), também da Magazine Luiza, com R$ 11,46 bilhões; Miriam Voigt Schwartz (32º), com R$ 10,77 bilhões, Cladis Voigt Trejes (33º), com R$ 10,66 bilhões, e Valsi Voigt (34º), com R$ 10,56 bilhões, todas da Weg; Maria Helena Moraes Scripilliti (44º), da Votorantim, com R$ 9,46 bilhões; Ana Lúcia Barretto Villela (50º), do Itaú Unibanco, com R$ 8,74 bilhões; Camilla de Godoy Bueno Grossi (53º), da Amil e Dasa, com R$ 8,5 bilhões; e Lily Safra (66º), do Banco Safra, com R$ 6,76 bilhões

CPMF: líder do governo diz que negocia vigência de 6 anos como transição

  • Redação
  • 21 Set 2020
  • 07:36h

Plano, revelado por Ricardo Barros (PP-PR), não está no mapa do Ministério da Economia | Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) apontou um dos caminhos que deve impulsionar a negociação da CPMF com o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A estratégia consiste em fixar um período de seis anos de vigência como transição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (ou imposto digital, como chama o governo). A ideia foi revelada por Barros em live da Genial Investimentos, na última quinta (17). Contudo, não estava no mapa da Economia, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Protocolos firmados este ano garantem investimentos de R$ 3,6 bilhões na Bahia

  • Redação
  • 18 Set 2020
  • 07:44h

(Foto: Reprodução)

Em 2020, empreendimentos privados apresentaram 43 protocolos de intenções junto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. Estes projetos vão gerar 3,4 mil novos empregos no estado, com um aporte previsto de R$ 3,6 bilhões em investimentos, segundo balanço apresentado pelo vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão no Fórum Empresarial da Bahia, que reúne 28 federações, associações e sindicatos do Estado. “Precisamos dobrar a receita, a arrecadação do Estado. E, para isto acontecer, precisamos fazer obras e prospectar projetos que potencializem economicamente o Estado. Isto implica no trabalho de atração de investimentos do governo”, afirmou Leão. A Bahia tem atualmente 359 empreendimentos em processo de implantação, com aporte de R$ 33,5 bilhões e oferta potencial de 47,9 mil postos de trabalho. Destes investimentos já foram implantados 9 novos empreendimentos, que investiram R$ 1,8 bilhão no estado e geraram 113 postos de trabalho diretos. A maior parte entra em operação até 2022.

Gasolina sobe 2,53% na primeira quinzena de setembro e retoma patamar de março

  • Redação
  • 16 Set 2020
  • 10:23h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O preço médio da gasolina comum no Brasil subiu 2,53% na primeira quinzena de setembro em comparação com o mês de agosto, segundo levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Nas duas primeiras semanas do mês, o preço médio do combustível no país foi de R$ 4,581 por litro. Em agosto, o valor médio cobrado nos postos do País foi de R$ 4,468. Com a elevação, o preço da gasolina retoma o mesmo patamar de março, no primeiro mês da pandemia, quando o valor médio no País era de R$ 4,598. O aumento reflete a retomada das atividades econômicas no território nacional. A maior alta de preços na quinzena ocorreu no Distrito Federal (5,27%). Os únicos estados a registrarem redução no valor do combustível no período foram Amapá (-1,56%), Bahia (-0,57%) e Piauí (-1,39%). Obtidos por meio do registro das transações realizadas de 1º a 14 de setembro com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que, entre as capitais, Curitiba (R$ 4,107) e Salvador (R$ 4,186) registraram os valores mais baixos na quinzena.

Confiança do empresário e do consumidor cresce na prévia de setembro

  • Agência Brasil
  • 15 Set 2020
  • 11:52h

Índice é calculado pela Fundação Getulio Vargas | Foto: Reprodução

A confiança dos empresários e dos consumidores brasileiros apresentou alta na prévia de setembro, na comparação com o resultado consolidado de agosto. Segundo dados divulgados hoje (15) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança empresarial aumentou 0,8 ponto e chegou a 95,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, subiu 2,7 pontos, para 91,3 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a percepção dos empresários em relação ao futuro, cresceu 2,1 pontos, para 98,2 pontos.

Entre os setores, apenas o comércio teve queda (-1,2 ponto) e passou para 95,4 pontos. A indústria, com alta de 7,1 pontos, foi o principal destaque e chegou a 105,8 pontos. Caso o resultado se confirme no fim do mês, o segmento terá recuperado totalmente as perdas do bimestre março-abril, devido à pandemia da covid-19, apresentando o maior nível desde fevereiro de 2013.

A construção cresceu 2,6 pontos, para 90,4 pontos, mas mesmo que esse resultado da prévia se confirme no fim do mês, o setor ainda deve ficar 2,4 pontos abaixo de fevereiro. O setor de serviços cresceu 0,3 ponto, para 85,3 pontos. Caso o resultado da prévia se confirme no fim do mês, o segmento terá recuperado apenas 79% ocorridas com a pandemia.

Consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceu 2,1 pontos e chegou 82,3 pontos na prévia de setembro. O Índice da Situação Atual subiu 1,3 ponto, para 72,8 pontos. O Índice de Expectativas cresceu 2,6 pontos, para 89,7 pontos.

Óleo de soja 'seguramente faltará nas prateleiras', ressalta presidente da Abase

  • Ailma Teixeira
  • 14 Set 2020
  • 14:13h

(Foto: Reprodução)

Entre os assuntos que dominaram o noticiário nacional na última semana está a alta do arroz. Consumidores que antes compravam um quilo do produto por algo em torno de R$ 2,75, de repente se depararam com o mesmo pacote por até R$ 5. A Associação Baiana de Supermercados repete o que já foi dito por outros membros do setor: eles não são os vilões. Esse aumento é decorrente de outros três fatores que impactaram a cadeia produtiva do arroz: desvalorização do real frente ao dólar, redução da área de plantio durante a pandemia e aumento do poder de compra das famílias, explica o presidente da Abase, o administrador Joel Feldman. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele alerta que o arroz está longe de ser o único produto em situação preocupante. "Estamos num momento crítico do óleo de soja, tendo em vista a grande exportação deste commoditie para o mercado externo, de modo que as duas indústrias que dominam este setor no Brasil não possuem disponibilidade para atender a demanda. Este item seguramente faltará nas prateleiras nos próximos dias", avisa Feldman, que é também sócio da Cesta do Povo. Em Salvador, alguns supermercados já chegaram a impor limite de compra para esses produtos. Para o administrador, é hora do poder público perceber a necessidade de reduzir a carga tributária dos itens da cesta básica, além de adotar a isenção de impostos na importação, como forma de regular o mercado.

Delivery de comida por drone reduz tempo de entrega de 12 para 2 minutos

  • Redação
  • 14 Set 2020
  • 12:52h

Autorizado pela Anac, teste de equipamento de 6 motores foi realizado pela primeira vez no Brasil | Equipamento utilizado no primeiro teste de delivery de comida com drone do Brasil (Foto: Reprodução/Fantástico)

Após autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o início das operações do primeiro serviço de delivery por drone do Brasil, os primeiros testes da nova tecnologia foram realizados em Campinas (SP), primeira cidade brasileira escolhida para receber o serviço. Segundo reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, o uso do equipamento reduziu o tempo de entrega de 12 para 2 minutos e contou com uma central de pousos e decolagens. Para viabilizar a entrega, a plataforma de pedidos de alimentação Ifood criou um “droneporte” – um espaço separado para os pousos e decolagens dos drones. De lá, o equipamento, todo projetado no Brasil e com 90% das peças importadas, saiu para buscar a encomenda em um restaurante de um shopping da cidade, após um pedido feito pelo celular. De acordo com a reportagem, o equipamento pesa 10 kg e pode transportar uma carga de até 2 kg. Por isso, antes da decolagem, foi necessária uma pesagem, que será um dos itens obrigatórios quando o serviço estiver disponível ao público. Depois, o drone decolou para um ponto de distribuição e entregou o pacote para um dos motoboys da empresa, que levou o pedido a um condomínio. “Nunca imaginei que isso fosse acontecer tão logo. Só no futuro, mas agora, de jeito nenhum, é muito legal”, disse a nutricionista Juliana de Lima, que recebeu a encomenda. A previsão da empresa é fazer uma nova etapa de testes, com uma nova rota para um novo ponto de distribuição, em outubro. O uso do motoboy não será dispensado porquê ainda não há autorização de entrega diretamente no condomínio. De acordo com o vice-presidente de logística do Ifood, Roberto Gandolfo, a principal vantagem do delivery por drone serrá a redução do tempo em relação à entrega tradicional. “Neste teste, um trajeto que a gente faria em 12 minutos, nós fizemos em dois. É uma redução muito grande”, explicou.

Aplicativo é apontado como opção de pesquisa diante da alta de alimentos

  • Redação
  • 13 Set 2020
  • 10:37h

Ferramenta permite pesquisa de preços de todos os produtos à venda no mercado varejista do estado, baseado nas notas fiscais eletrônica | Divulgação

O aplicativo Preço da Hora, lançado pelo governo do estado em abril, é apontado pelo Procon-BA como alternativa para os consumidores acompanharem a variação do preço dos alimentos, que têm sofrido alta nos últimos meses. A ferramenta permite pesquisa de preços de todos os produtos à venda no mercado varejista do estado, baseado nas notas fiscais eletrônicas. A pesquisa pode ser feita em raio de até 30 quilômetros de onde o usuário está, em qualquer município do estado. A maior parte dos 300 mil usuários, atualmente, está na capital e nos grandes centros do interior. O download pode ser feito nas lojas de aplicativo do Android e do iOS, como também no site www.precodabahia.ba.gov.br. Além da pesquisa de preços, o aplicativo permite ainda acompanhar o dia e horário da última venda da mercadoria, acessar telefone e rota para chegar ao estabelecimento e realizar pesquisas específicas em farmácias e postos de gasolina. A ferramenta oferece ainda um mapa com as três melhores ofertas na região pesquisada e a possibilidade de preparar listas de compras com até 40 itens e ainda obter os cinco melhores preços na cidade.

Mineração baiana deve crescer 33% este ano: Brumado tem papel de destaque neste cenário de otimismo

  • Informações do Correio
  • 11 Set 2020
  • 10:20h

Mesmo com pandemia atividade deve encerrar ano com ritmo de expansão, diz Paulo Misk | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O executivo destaca que o grande potencial mineral da Bahia só vai se tornar realidade com investimentos na investigação do subsolo. Ele cita como exemplo o caso da RHI Magnesita, que mesmo após anos de produção em Brumado, anunciou a descoberta de reservas que vão garantir a produção por mais 120 anos. “Foi preciso se fazer um investimento de R$ 180 milhões para chegar a essa ampliação na Magnesita, isso não é pouca coisa. Você tem o exemplo da Caraíba, que vai investir R$ 400 milhões no Vale do Curaçá. O pessoal gosta de dizer que mineração só dá uma safra, mas a Caraíba é uma prova do contrário”, destaca. “Quem tem a resiliência, faz acontecer”. Ele cita ainda a produção de níquel, diamantes, ouro, talco, grafita, cromita, entre outras.

Muito antes de se tornar engenheiro de minas, o mineiro de Belo Horizonte já tinha uma noção muito clara do impacto econômico e social que a mineração podia ter. Com o pai, Paulo Misk ia para áreas de produção em suas férias e já se encantava com o impacto que a atividade tinha na região do Vale Jequitinhonha.

“Veio de berço e o Vale do Jequitinhonha era muito carente e eu via o esforço da empresa para melhorar a vida das pessoas. A escola era mantida pela mineradora, o consultório médico... E isso não era uma coisa comum. Então, eu vejo essa luta para melhorar a vida das pessoas através de uma atividade econômica desde novinho”, conta.

Presidente do Sindicato das Mineradoras da Bahia (Sindimiba) e da Vanádio de Maracás, Paulo Misk conversou ontem com o jornalista Donaldson Gomes na live Política & Economia sobre o potencial da atividade para o desenvolvimento econômico na Bahia. Ele ressaltou que a atividade vem acumulando sucessivos resultados positivos e conseguiu se manter crescendo, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.

“O crescimento anual da mineração em 2017 foi de 20%, em 2018 foi de 24%, mais 12% em 2019 e este ano, mesmo com pandemia, se repetirmos no segundo semestre o crescimento do primeiro, teremos uma expansão de 33% na atividade aqui na Bahia”, destacou.

Paulo Misk destaca a capacidade da mineração em chegar a lugares que dificilmente seriam atendidas por outras atividades. “A mineração tem essa facilidade. Quanto mais empreendimentos minerais nós tivermos no interior, mas vai gerar empregos, impostos e mais vai desenvolver toda uma economia na região. Toda a cadeia que se movimenta em torno da mineração vai ativar a economia e desenvolver a região. Onde existe uma mineração, a cidade é mais ativa”, diz.

Citando Maracás como exemplo, onde a Largo opera há seis anos uma mina de vanádio, Paulo Misk destaca que 87% dos funcionários são baianos. E 99% são brasileiros. “Praticamente só tem brasileiros, apesar de ser um empreendimento com recursos canadenses e tecnologia da África do Sul. Temos algumas pessoas que atuam lá fora nas vendas que são estrangeiras, mas na produção, temos brasileiros desenvolvendo tecnologia aqui e fazendo um trabalho fantásticos”, destaca, lembrando que se trata da melhor mina de vanádio do mundo.

“Quase 70% da mão de obra é de Maracás e região, onde as pessoas não tinham uma experiência anterior em mineração ou indústria. A gente tem conseguido isso tudo porque investimentos nas pessoas do local”, ressalta. Segundo Misk, a média de treinamento entre os funcionários da Vanádio de Maracás é cinco vezes a média nacional. “Se você for olhar o número de horas de treinamento por pessoa, são 63 horas por ano, isso é quatro vezes mais do que o Brasil e o dobro do que acontece nos Estados Unidos. A gente une a energia que o baiano tem com o conhecimento e aí ninguém segura”, destaca.

Segundo Misk, a empresa faz isso com capricho, por convicção, mas este esforço pode ser visto nas outras empresas do setor mineral. “A gente faz isso porque acredita, não temos que alcançar um índice relacionado ao assunto, fazemos o nosso papel. Mas isso é uma tendência, quase uma cultura na mineração. A gente precisa que as pessoas tenham boa qualidade de vida lá, ou elas irão para outros lugares”, afirma.

Segundo Paulo Misk, a Vanádio de Maracás emprega atualmente 400 funcionários diretos e um número similar de indiretos na própria mina. Mas para ele, a importância da atividade na cidade com pouco mais de 23 mil habitantes vai muito além disso. “Existe uma estatística de que cada emprego direto gera outros 11 indiretos. É o motorista que vai levar o insumo, são os serviços que se instalam na região por conta da mineração, como a hotelaria, restaurantes, etc”, destaca.

Além disso, destaca Misk, o padrão de salários pago na atividade mineral costuma ser mais elevado em relação à média do país e mesmo na comparação com outros setores. “Tem espaço para todo mundo. A mineração gera uma diversificação de mão de obra enorme e são empregos de boa remuneração”, diz. Segundo ele, o piso salarial da Vanádio de Maracás é de R$ 2,4 mil. “O salário médio na mineração brasileira é de R$ 5,5 mil, a média do comércio é de R$ 1,5 mil. Na indústria de transformação, R$ 2,4 mil, na agropecuária é R$ 1,5 mil, na construção civil, R$ 2,2 mil”, enumera.

Ele acredita que não exista uma solução mágica para os problemas econômicos do Brasil, “nem mesmo a mineração”, porém ressalta que a atividade tem potencial para contribuir bastante. “É preciso se plantar para colher os frutos. Foi a pesquisa mineral na década de 70 que deu frutos há seis anos em Maracás. Existe uma série de outros empreendimentos para ser descobertos, esperando para ser descobertos”, acredita.

O executivo destaca que o grande potencial mineral da Bahia só vai se tornar realidade com investimentos na investigação do subsolo. Ele cita como exemplo o caso da RHI Magnesita, que mesmo após anos de produção em Brumado, anunciou a descoberta de reservas que vão garantir a produção por mais 120 anos. “Foi preciso se fazer um investimento de R$ 180 milhões para chegar a essa ampliação na Magnesita, isso não é pouca coisa. Você tem o exemplo da Caraíba, que vai investir R$ 400 milhões no Vale do Curaçá. O pessoal gosta de dizer que mineração só dá uma safra, mas a Caraíba é uma prova do contrário”, destaca. “Quem tem a resiliência, faz acontecer”. Ele cita ainda a produção de níquel, diamantes, ouro, talco, grafita, cromita, entre outras.

Paulo Misk destaca o investimento de R$ 47 milhões da Bamin, para realizar uma operação de minério de ferro em pequena escala, porém lembra que o grande projeto da empresa é produzir 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, com um investimento de US$ 2,6 bilhões.  “Imagina o quanto isso vai ajudar a Bahia, gerando empregos. É um potencial fantástico. Serão 1,5 mil empregos durante a operação, mas se pensar nos indiretos, pode se chegar a 18 mil pessoas por causa de uma mina”, diz.

O presidente do Sindimiba faz coro aos pedidos para a conclusão das obras de implantação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). “O valor que você precisa para completar essa ferrovia pode ser pago somente com os impostos gerados em um ano e meio”, projeta.

“Para que a gente possa levar benefícios para a sociedade é preciso ter uma boa infraestrutura. No caso da Bamin, tem que ter a ferrovia, tem que ter o Porto Sul, mas é toda a Bahia quem vai ser beneficiada”, acredita. “A sociedade não pode perder as dádivas que Deus deu”.

Sustentabilidade

Misk lamenta o fato de a mineração se comunicar mal com a sociedade. “Toda atividade humana impacta o meio ambiente. O neném nasceu, já causa impacto. A mineração tem atuado para minimizar esse impacto, gerar materiais que vão ajudar na qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Segundo ele, a Vanádio de Maracás ocupa uma área total de 260 hectares. São 40 empregos por hectare utilizado na produção. A mineração como um todo possui uma média de 10 empregos, diz, enquanto na agricultura a média é de 5 empregos. “Não estou comparando com uma atividade ruim, nós somos eficientes no campo, o agronegócio faz um trabalho maravilhoso pelo Brasil, mas só para dar uma noção, a geração de empregos na mineração por hectare é maior”, compara. “A gente gera muito emprego ocupando um espaço pequeno de terra”, diz.

Na geração de valor por hectare utilizado, a média da mineração é de R$ 417 mil por ano, destaca. “É muito mais que qualquer outro”, garante. “Se fizer bem feito, vai se gerar materiais para as outras atividades com um impacto muito pequeno, gerando muito imposto para o poder público, empregos e renda para a sociedade”, afirma.

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Banco do Nordeste amplia em 29% oferta de crédito para micro e pequenas empresas na Bahia

  • Redação
  • 11 Set 2020
  • 09:56h

Até agosto, foram contratadas 6,6 mil operações que somam de R$ 615 milhões | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

Nos primeiros oito meses deste ano, em meio à crise do novo coronavírus, o Banco do Nordeste (BNB) contratou R$ 615 milhões com microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais na Bahia. Por meio de 6,6 mil operações, o BNB favoreceu o fortalecimento de negócios e, consequentemente, a manutenção de emprego e renda. Os investimentos apresentam incremento de 24,5% nas aplicações em relação ao mesmo período de 2019. Quando observadas somente as operações contratadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o incremento no período evoluiu para 29,2% na Bahia, correspondendo a R$ 596,3 milhões financiados em mais de 5,5 mil operações de crédito.

Rui sugere maior taxação sobre heranças: ‘Tributos maiores são no arroz, no feijão’

  • Romulo Faro
  • 11 Set 2020
  • 08:17h

Em debate sobre proposta de reforma tributária, o governador da Bahia defendeu também melhor distribuição dos impostos, maioritariamente arrecadados pela União | Imagem: reprodução/Zoom/Governo da Bahia

Em discurso virtual no evento ‘Projeto Reforma Tributária em debate’, promovido nesta quinta-feira (10) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), o governador Rui Costa voltou a defender a inclusão de maior taxação de grandes heranças no Brasil como medida de melhorar a distribuição de renda e, consequentemente, reduzir a desigualdade. “Pouco se cobra no Brasil, por exemplo, sobre as heranças. Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), quanto maior a herança, maior o tributo, chegando a 40%. Por isso, nos países mais desenvolvidos vemos grandes empresas investindo e criando fundações, há incentivos para isso. Aqui no Brasil a tributação máxima é de 8%, e a média, de 4%. Os tributos maiores se concentram no arroz, no feijão, nos itens que a população consome”, disse o governador. Rui Costa defendeu também a necessidade de revisão do pacto federativo, por meio do qual é definida a distribuição de arrecadação de impostos entre União, estados e municípios.

Segundo o governador da Bahia, cerca de 70% dos tributos arrecadados são destinados ao governo federal, e os 30% restantes destinados aos estados e municípios, que são os responsáveis por investimentos fundamentais como infraestrutura, saúde e educação.

“Quando se fala de reforma tributária, todos concordam que o Brasil precisa e é urgente. O problema é: qual é a reforma tributária que faremos? É preciso que, ao responder essa pergunta, nós possamos ter consenso no diagnóstico. Nós iremos descentralizar e dar autonomia aos entes federados, municípios e estados, que efetivamente investem em infraestrutura, saúde e educação no Brasil?”, questionou o governador sobre o projeto de reforma tributária que tramita no Congresso Nacional.

Para Rui, qualquer proposta de reforma que não respeite o pacto federativo e que não garanta a diminuição das desigualdades regionais dificilmente será aprovada. “Boa parte dos fundos regionais estão ‘entesourados’. Qualquer empresa, para se instalar e ter acesso a esses recursos, demora no mínimo um ano, enfrenta burocracia, e boa parte dos fundos sequer consegue ser aplicada”.

O governador lembrou uma reunião entre os governadores do Nordeste e o presidente Jair Bolsonaro, em 2019, para que esses fundos não acessados possam ser convertidos na infraestrutura necessária para a atração de indústrias e agroindústrias, nacionais ou internacionais.

“Quando a empresa não requer de grandes subsídios tributários, ela faz investimentos da portaria pra dentro. Mas o poder público tem que garantir estradas, energia, água, esgoto, e nós não superaremos essa desigualdade regional sem a existência do fundo regional de desenvolvimento, que não seja um fundo que a gente sabe que existe, mas não consegue acessá-lo”, disse Rui.

Rui expôs ainda seu ponto de vista sobre a Lei Candir, a qual avalia como “prejudicial”. “Uma empresa baiana que exporta, e que precisa adquirir seus insumos em outros estados, paga seu ICMS em outros estados. E ao exportar daqui ela tem um crédito tributário com o Governo da Bahia, sendo que os recursos do ICMS foram recolhidos em outros estados, onde os insumos foram produzidos e adquiridos. Esse é um sistema absolutamente equivocado que não se coloca de pé e continua reproduzindo as desigualdades”.

Fundos para o desenvolvimento regional

Para o governador da Bahia, é “pouco provável” que se consiga aprovar a reforma tributária sem a garantia de recursos para o desenvolvimento regional. “Somos uma população muito desigual. Nas capitais do nordeste, 50% da população ganha até um salário mínimo. Então, carregamos por muitas décadas uma forte desigualdade regional”.

Segundo Rui Costa, “o pouco avanço que o Centro Oeste, o Norte e o Nordeste tiveram na diminuição da pobreza e da extrema pobreza nos últimos anos pode ser perdido.”

“Sem recursos para garantir a competitividade das empresas, haverá um regresso desses indicadores sociais perversos. É preciso deixar muito clara a existência e a liquidez desses fundos de desenvolvimento regional para que possamos dar um amplo apoio à reforma tributária. Assim como não é possível continuar com esse formato onde os pobres pagam muito mais impostos do que as pessoas ricas”.

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Produção baiana de ovos de galinha bate recorde histórico no 2º semestre

  • Redação
  • 11 Set 2020
  • 07:10h

(Foto: Divulgação)

A produção baiana de ovos de galinha no segundo trimestre deste ano chegou a 14,1 milhões de dúzias, o que representa recorde histórico. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade representa aumento de 10,9% em relação ao 1º trimestre de 2020 (12,7 milhões de dúzias) e de 34,2% em relação ao 2º trimestre do ano passado (10,5 milhões de dúzias). Este foi o melhor resultado para a produção baiana de ovos desde 1987, quando começou a série histórica da Pesquisa Trimestral da Produção de Ovos de Galinha, do IBGE. Até então, o recorde era do 1º trimestre deste ano. Em todo o país, a produção de ovos de galinha foi de 974,1 milhões de dúzias no 2º trimestre de 2020. Isso corresponde a um aumento de 0,3% em relação ao 1º trimestre deste ano (970,9 milhões) e de 2,8% em relação ao 2º trimestre de 2019. Foi a 2ª maior produção de ovos do país desde 1987 e a maior para um 2º trimestre. São Paulo segue como maior produtor de ovos do país, com 29,1% da produção nacional no 2º trimestre de 2020. A Bahia representa 1,4% da produção nacional.

Supermercados da Bahia já começam a restringir compras de arroz e feijão; em Brumado isso estaria descartado por enquanto

  • Redação
  • 10 Set 2020
  • 16:14h

(Foto: Reprodução)

Com um possível retorno da inflação, o feijão custando R$8,50 o kilo; e o arroz sendo comercializado a R$9,99 o kiilo, os supermecados de Salvador afixaram placas nas gôndolas determinando que a quantidade de vendas para clientes do feijão só é permitada em 4 pacotes (4 kilos). O arroz já falta em alguns supermercados. Os preços dos hortigranjeiros também subiram muito e o óleo de soja, idem. Os produtores estão preferindo exportar esses produtos diante do dólar a R$5,40 no câmbio livre.  A taxa zero para importação de arroz de países de fora do Mercosul, uma medida tomada na véspera pelo governo brasileiro para tentar atenuar os preços recordes do produto, deverá beneficiar principalmente Estados Unidos e Tailândia, que deverão exportar aos brasileiros, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta quinta-feira. A isenção da tarifa de 10% a 12%, para o arroz em casca e beneficiado, respectivamente, vale para uma cota de 400 mil tonelada até o final do ano, volume que representa cerca de 35% das importações brasileiras totais projetadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ano. Em Brumado não se tem quaisquer previsões que os proprietários de supermercados adotaram essas medidas, então não precisa a população se precipitar e fazer uma "corrida do ouro" às prateleiras de arroz.