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Irmãos mais novos são bons para a saúde, diz estudo

  • 05 Jun 2016
  • 15:03h

(Foto: Reprodução)

A obesidade infantil é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) um dos problemas de saúde pública mais graves deste século. O excesso de peso deve ser controlado desde os primeiros anos de vida, pois pode desencadear complicações sérias como diabetes, colesterol alto e doenças cardiovasculares. Uma nova pesquisa, publicada na revista Pediatrics, constatou que ter um irmão ou irmã pode reduzir o risco de obesidade das crianças. Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, analisaram o Índice de Massa Corporal (IMC) e os dados familiares de cerca de 700 crianças em todos os Estados Unidos. As crianças que tinham somente irmãos mais velhos, e não tinham irmãos mais novos, tinham quase três vezes mais probabilidades de serem obesas que os seus homólogos com irmãos mais novos. 

As crianças que se tornaram irmãos mais velhos, entre as idades de dois e quatro anos, eram particularmente propensas a ter um IMC saudável. “A pesquisa sugere que ter irmãos mais novos - em comparação com ter irmãos mais velhos ou não ter irmãos - está associada a um menor risco de excesso de peso. O autor do estudo destaca, no entanto, que é preciso mais informação sobre como o nascimento de um irmão pode moldar o risco de obesidade durante a infância”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski. Os autores do estudo levantaram a hipótese de que os pais podem ajustar a forma como eles alimentam seus filhos quando um novo filho nasce. Uma pesquisa anterior já havia apontado que as crianças desenvolvem hábitos alimentares duradouros em uma idade precoce, e a maneira como elas comem depois de um irmão nascer pode ter um efeito sobre o peso corporal. Outro fator se deve à diminuição do sedentarismo, pois as crianças se tornam mais ativas quando um bebê entra em cena. “Os pesquisadores esperam que o estudo lance luz sobre os comportamentos que os pais podem modificar para criar condições de criar filhos saudáveis. As taxas de obesidade infantil continuam a ser uma grande causa de preocupação. Se o nascimento de um irmão muda comportamentos dentro de uma família, de forma a prevenir a obesidade, estes padrões devem ser estudados e repassados para outras famílias, para que elas possam criar filhos saudáveis em suas próprias casas”, defende o médico, que é membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Alimentação inadequada contribui para o aumento da obesidade infantil

  • Secom Bahia
  • 05 Jun 2016
  • 07:04h

(Foto: Reprodução)

Alimentação com predominância de alimentos processados, os fast-foods e o sedentarismo causado pelos longos períodos diante das telas de equipamentos eletrônicos são ingredientes para a obesidade infantil, cujo risco cresce se estiverem presentes o fator hereditário e o desmame precoce, já que a doença é multifatorial. Ao analisar essa realidade para uma reflexão no Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil (3 de Junho), que transcorre nesta sexta-feira, a endocrinopediatra e presidente do Comitê de Ética e Pesquisa do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Renata Lago, enfatiza: “ a situação só vai mudar quando a comida não saudável for muito cara, além de as escolas também participarem da educação alimentar de suas crianças e adolescentes”. E a obesidade infantil, que nem sempre preocupa os pais quando se instala muito cedo, porque o bebê é fofinho, torna-se um problema mais grave no final da infância e, principalmente, na adolescência. Segundo Renata Lago, “quando chegam ao consultório, os pacientes têm vergonha de tirar a roupa. No caso dos meninos, o problema é ainda maior porque o pênis se esconde no tecido gorduroso, causando complexo”. Os adolescentes com obesidade, segundo a endocrinologista, têm problemas de pele com mais frequência, muitos causados por fungos, produzindo um odor desagradável, agravando as dificuldades para o desabrochar da sexualidade.

 

Risco de diabetes e enfarte

O crescimento da obesidade na infância e adolescência, que atinge todo o mundo, de acordo com Renata Lago, é um desafio porque tem contribuído para o aumento dos casos de diabetes tipo 2 na adolescência, hipertensão e até risco de enfarte, cuja média de idade vem caindo, segundo dados do IBGE. Já o Estudo Érica, realizado no Brasil entre 2013 e 2014, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com alunos do sétimo ano ao terceiro do ensino médio, de escolas públicas e privadas de 27 estados e 32 municípios, na faixa etária dos 12 aos 17 anos, apontou taxa de sobrepeso de 17,1% no país e de 15,3% no Nordeste, enquanto o percentual de obesidade infantil foi de, respectivamente, 8,4% e 7,4 %. De acordo com a endocrinologista, um achado preocupante no Estudo Érica é a maior presença de obesidade na população das pequenas cidades e a taxa elevada de síndrome metabólica, em que a obesidade está associada a um ou mais fatores: dislipidemia (aumento do colesterol e triglicérides), aumento da circunferência do abdômen, hipertensão arterial, diabetes ou pré-diabetes. Em 1997, segundo o Estudo Nacional de Saúde Escolar, realizado pelo IBGE, a obesidade na faixa etária de 13 a 15 anos no Brasil era de 5,5% e o sobrepeso de 22,7%. Atualmente a classificação para a infância é de sobrepeso, obesidade e obesidade severa. Embora o termo obesidade mórbida esteja em desuso, o 3 de Junho continua no calendário da Saúde como o Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil.

Mudanças já

A endocrinopediatra do Cedeba defende a necessidade de alimentação saudável para conter a obesidade na infância. Segundo ela, hoje as crianças consomem muitos alimentos processados na merenda escolar, como o macarrão com salsicha, por exemplo. De acordo com Renata Lago, também é importante reduzir o tempo da criança em frente à tela, limitando a duas horas por dia. “Hoje a criança fica a maior parte do seu dia presa à televisão e mesmo quando está na escola não aproveita o tempo livre para brincar, mas para teclar no smartphone. Por tudo isso, o aumento da obesidade na infância e adolescência continua crescendo e ameaçando a saúde”, alerta.

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Snapchat ultrapassa Twitter em número de usuários por dia

  • 04 Jun 2016
  • 07:03h

(Foto: Reprodução)

O Snapchat, com 150 milhões de pessoas usando seu aplicativo por dia, ultrapassou o Twitter em usuário ativos diariamente, segundo dados da Bloomberg. O Snapchat tem crescido de maneira rápida, especialmente por conta de sua popularidade entre os jovens. Em dezembro, eram 110 milhões de usuários por dia. Já o Twitter, fundado em 2006, tem menos de 140 milhões de usuários ativos por dia. O serviço de mensagens curtas já foi o de mais sucesso atrás do Facebook, mas desde então perdeu espaço para, além do Snapchat, o Instagram, sem contar mensageiros como o WhatsApp. Para atrair mais e mais usuários, o Snapchat busca criar novos filtros diariamente, além de fazer edições especiais de acordo com datas comemorativas e eventos, como a final da Liga dos Campeões.  Por mês, o Twitter tem mais de 310 milhões de usuários ativos. O diretor financeiro da empresa, Anthony Noto, disse quando esse dado foi divulgado que os números têm se mantido estáveis - cerca de 44% dos usuários estáveis entram todo dia, contando os 20 principais mercados do app.

Primeiro smartphone dobrável do mundo será lançado em 2016

  • Tribuna da Bahia
  • 29 Mai 2016
  • 19:02h

(Foto: Reprodução)

Uma startup chinesa diz que está prestes a revelar o primeiro smartphone totalmente dobrável do mercado. O aparelho produzido pelo Moxi Group contará com uma tela sensível ao toque flexível, que ainda pode ser enrolada e usada como um relógio ou pulseira, segundo a empresa. O dispositivo também funciona de forma plana, como qualquer outro telefone. Cerca de 100 mil unidades deste aparelho serão colocadas à venda ainda em 2016 na China por 5 mil yuans (cerca de R$ 2.726). A tela dobrável é fabricada com o uso de grafeno, o material mais fino do mundo que também é forte, leve, transparente e flexível. No entanto, as primeiras versões do aparelho terão displays apenas em preto e branco. Construir um smartphone com tela colorida sob estes parâmetros ainda é um desafio técnico para a empresa, mas a previsão é que as primeiras unidades cheguem ao mercado em 2018. Empresas de tecnologia gigantes como Samsung e LG também têm trabalhado em telas flexíveis e no desenvolvimento de produtos usando o grafeno. A Apple, por sua vez, recebeu uma patente para um dispositivo eletrônico dobrável no ano passado. O grande desafio, no entanto, é descobrir se o mercado de massa está pronto para um produto deste tipo.

Cuidado com as mídias sociais: seu futuro empregador está de olho

  • G1
  • 29 Mai 2016
  • 16:00h

(Foto: Reprodução)

As fotos daquela última festa animada podem custar seu próximo emprego. Duvida? Uma pesquisa da CareerBuilder com mais de 5 mil profissionais mostrou que 60% dos empregadores usam as redes sociais para pesquisar candidatos a emprego nos Estados Unidos. Há dez anos, apenas 11% tinham essa prática – uma alta de cerca de 500%! Entre os que pesquisam a vida dos candidatos online, 49% dizem ter encontrado informações na rede para desistir da contratação. Veja abaixo as principais informações encontradas que os fizeram mudar de ideia:

 

- Fotos, videos ou informações provocantes ou inapropriadas (46%)
- Informações sobre o candidato bebendo ou usando drogas (43%)
- Comentários discriminatórios sobre raça, religião, gênero etc. (33%)
- Críticas a outros empregadores ou colegas de trabalho (31%)
- Baixa habilidade de comunicação (29%) 

E mesmo que você não esteja planejando trocar de emprego, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém: 41% dos entrevistados dizem usar as redes sociais para pesquisar os atuais funcionários – e 26% dizem já ter encontrado conteúdo que os levou a repreender ou demitir um empregado.

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Veja alguns cuidados e orientações para o uso correto das redes sociais

  • Tribuna da Bahia
  • 29 Mai 2016
  • 09:04h

(Foto: Reprodução)

Muitas pessoas pensam nas redes sociais apenas como uma ferramenta para descontração, o que não está errado, desde que tomados os devidos cuidados, nesse período de férias principalmente, para que excessos e fotos inadequadas não prejudique o lado profissional. Além disso, uma boa parcela dos profissionais, mais antenados, já perceberam que o uso adequado dessas ferramentas de comunicação pode potencializar as carreiras, promovendo o crescimento profissional e o network. Mas, como saber esse limite? Simples, basta levar em conta que nesse novo mundo online que muitos estão descobrindo são necessários muitos cuidados similares aos que tomamos em nosso dia a dia, nos passeios, no trabalho ou em casa. O recomendável para se valorizar é dar foco adequado ao que é positivo e evitar exposições desnecessárias. Para isso preparei algumas dicas para quem quer crescer profissionalmente utilizando as redes sociais, seja ela mais profissional, como o LinkedIn, ou mesmo o Facebook:

 

1. Amplie seus contatos qualificadamente – é interessante ter um amplo grupo de amigos, assim busque amizade online com pessoas que tenha contato e ache interessante profissionalmente. Contudo, se preocupe mais com a qualidade do que com a quantidade, não precisa ir convidando todo mundo que conhece ou que é ‘amigo do amigo’ para ser seu amigo, isso pode não soar bem!

2. Valorize suas conquistas profissionais – mostre ações que realizou que tiveram sucesso, resultados de projetos que foram interessantes ou titulações alcançadas, contudo, evite se autopromover demasiadamente, pois isso pode soar arrogante. E busque, com permissão prévia, marcar as pessoas que estavam envolvidas nos trabalhos, de forma elegante, pois isso aumenta sua visibilidade.

3. Publique com inteligência – cada vez mais se multiplicam publicações vazias, assim busque se diferencias com publicações pertinentes. Evite postes irrelevantes que possam atrapalhar sua imagem. Busque levantar assuntos relacionados ao seu campo de atuação.

4. Evite debates inúteis – nas redes sociais existem momentos tensos, de debates políticos, religiosos e outros similares, contudo, por mais que possa ‘coçar’, evite entrar nesse tipo de conversa. Repare que geralmente essas não levam a lugar nenhum e não terminam bem. Sem contar que você não sabe qual o posicionamento de seus parceiros de negócios

5. Cuidado com as características das redes – Não é por que o Linkedin tem um lado mais profissional e o Facebook é mais aberta que deverá tratar a segunda com maior desleixo, saiba que parceiros e recrutadores também entrarão nessa rede. Assim, é importante que a pessoa tome cuidado em não colocar coisas irrelevantes em cada um deles.

6. Pense antes de curtir uma publicação ou página – Antes de curtir e compartilhar um texto, leia atentamente para ver se não nada nas entrelinhas. E se for curtir uma página ou participar de uma comunidade, pesquise antes, evite as que que incitem o ódio ou o preconceito

7. Antes de escrever algo, pense – Analise os pontos positivos e negativos de uma postagem. Sei que parece chato, e tira um pouco a graça dessas redes, mas essa é a única forma de garantir que o postado nas redes sociais não interferirá no lado profissional. As pessoas hoje tem acesso ao que você faz 24 horas. Por isso, preserve sua imagem. Lembrando que ser feliz não o que se está na rede mundial.

8. Evite situações não profissionais – multiplicam-se as fotos de baladas, roupas de banho e bebedeiras nas redes, será que é interessante. Não cabe a ninguém julgar o estilo de vida das pessoas, mas se expor de forma inadequada trará consequências negativas para imagem de um profissional.

Todos estão expostos às avaliações, por isso pode ter certeza que isso contará na hora que olharem, e não adianta bloquear o acesso das pessoas as suas fotos nas redes sociais e achar com isso que está segura, ledo engano, pois outras pessoas poderão compartilhar a mesma foto, e assim de nada adiantou essa preocupação.

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Não tomar sol é tão prejudicial à saúde quanto fumar, aponta estudo

  • Bahia Notícias
  • 26 Mai 2016
  • 19:02h

(Foto: Reprodução)

Não tomar sol é tão preocupante quanto fumar, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Journal of Internal Medicine, realizada com 30 mil mulheres por cerca de 20 anos. Este estudo indica que evitar o sol é um fator de risco de morte da mesma magnitude que fumar. Quando comparado a alguém que se expõe mais ao sol, a expectativa de vida de quem não toma muito sol pode diminuir até dois anos e um mês. Os pesquisadores do Hospital Universitário de Karolinska, na Suécia, responsáveis pelo estudo, notaram que mulheres que tomam mais sol tem menos riscos de problemas cardiovasculares e doenças crônicas como diabetes e esclerose múltipla do que quem evita o sol. Um ponto interessante do estudo é que os benefícios aumentam conforme a pessoa toma mais sol. Diante de tudo isso, o doutor Pelle Lindqvist, autor do estudo, defende que a mulher não deve se expor nem demais e nem de menos ao sol. "Há tempos sabemos que existem três hábitos que são perigosos para a nossa saúde, são eles: fumar, sedentarismo e estar acima do peso. Agora, com esta pesquisa vimos que existe um quarto: evitar exposição ao sol", conta Lindqvist.

Pesquisa aponta que família e amigos são preventivo contra depressão em jovens

  • 26 Mai 2016
  • 17:03h

(Foto: Reprodução)

Um estudo feito na Universidade de Cambridge, Reino Unido, e publicado na revista PLoS ONE, destacou a importância dos amigos e do apoio dos parentes na prevenção da depressão entre os jovens. Um dos principais fatores de risco para o transtorno é a vivência de adversidades na infância, como falta de afeto, perda de algum membro familiar, dificuldades financeiras, abuso emocional, físico ou sexual, além do bullying que também é associado à depressão em jovens. Segundo os pesquisadores, o assédio moral enfrentado por eles, associado à problemas na infância, torna os sintomas do transtorno ainda mais graves. Para realizar a pesquisa, foram avaliados 800 adolescentes (322 garotos e 449 garotas) e para analisar o impacto que amizades e o apoio familiar aos 14 anos podem ter aos 17 anos, foram utilizados modelos matemáticos. Os pesquisadores descobriram que os jovens que enfrentaram problemas familiares na infância foram os mais propensos a sofrer bullying e menos propensos a ter uma rede de amigos na adolescência. O apoio da família e dos amigos no início da adolescência ajuda a reduzir os sintomas depressivos provavelmente por melhorar a autoestima, trazer alívio ao estresse a ajudar a desenvolver habilidades interpessoais, segundo o estudo. 

Expectativa de vida mundial cresce cinco anos, aponta OMS

  • 26 Mai 2016
  • 15:03h

(Foto: Reprodução)

Nos últimos 15 anos, a expectativa de vida da população mundial cresceu cinco anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), este é o avanço mais rápido desde a década de 60. No entanto, apesar do crescimento, a desigualdade nos países ainda persiste.  O maior aumento foi observado na África, devido a melhorias nos cuidados de saúde para as crianças e melhor disponibilidade de medicamentos, incluindo remédios de combate à malária e à AIDS. A média no continente subiu 9,4 anos, para 60 anos. A agência de saúde da ONU diz que, globalmente, a expectativa de vida de um bebê nascido em 2015 foi de 71 para as mulheres e 69 para os homens. O relatório registra que recém-nascidos em 29 países, todos desenvolvidos, têm uma estimativa de vida de 80 anos ou mais. Já os que nascem em 22 países da África subsariana têm uma estimativa de menos de 60 anos. O relatório observou que havia falhas nos dados de alguns países e que cerca de metade de todas as mortes em todo o mundo não são registrados.

Critérios ajudam a descobrir quadro de dependência em tecnologia

  • Tribuna da Bahia
  • 26 Mai 2016
  • 08:02h

(Foto: Reprodução)

Estar conectado a redes sociais ou interagir com jogos virtuais e outros dispositivos eletrônicos são possibilidades de entretenimento que merecem um alerta quando o indivíduo desenvolve sintomas de abstinência, aliviados apenas com após prática do comportamento. É a chamada dependência de tecnologia, tratada como um tipo de Transtorno Impulsivo-Compulsivo do Comportamento.  De acordo com a médica psiquiatra do Espaço Nelson Pires, Amanda Marinelo, a pessoa pode ser considerada dependente quando preenche, pelo menos, cinco dos oito critérios propostos em um estudo realizado na Universidade de Pittsburg: preocupação excessiva com a internet; necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação; fazer esforço repetido para diminuir o tempo de uso; presença de irritabilidade e/ou depressão; quando o uso é restringido, o indivíduo apresenta instabilidade emocional; permanecer mais tempo on-line do que o programado; comprometimento do trabalho e das relações sociais pelo uso excessivo; mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas.

 

“Os critérios referem-se à Internet, mas podem ser extensivos a qualquer dispositivo eletrônico. Além disso, existem outros sinais de alerta, como sensação de euforia quando conectado e comportamento negligente com amigos e família”, acrescenta a médica. Segundo Amanda, grande parte dos casos de dependência de tecnologia é associada a outras comorbidades psiquiátricas, como Depressão, Transtorno Bipolar do Humor, Transtorno de Ansiedade e Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). “Dessa maneira, uma vez identificada essa associação, o tratamento deverá ser individualizado, associando-se terapia farmacológica e psicoterapia para obtenção de melhores resultados”, afirma. O dependente em substâncias psicoativas experimenta uma série de sintomas físicos e psicológicos com a diminuição ou interrupção do uso da substância, a citar cefaleia, ansiedade, irritabilidade e agressividade. “Em se tratando da dependência de tecnologia, a situação é semelhante e os sintomas podem variar de acordo com o indivíduo, mas a privação do uso do celular, internet, videogame ou outro dispositivo eletrônico pode resultar em explosões de forte emoção, frustração, sentimento de perda e ansiedade”, completa.  Amanda relata a preocupação de pais em relação ao fato dos seus filhos fazerem uso excessivo de tecnologia cada vez mais cedo. Essa situação, segundo ela, é reconhecidamente prejudicial a crianças e adolescentes, acarretando prejuízos físicos (distúrbios do sono, fadiga, negligência com a alimentação) e sociais (isolamento, dificuldade de interagir com outras pessoas, diminuição da produtividade na escola). “Os pais precisam impor limites e horários para o uso de dispositivos tecnológicos e, caso sejam percebidos sintomas físicos ou psicológicos com a imposição desses limites, é indicada a busca de auxílio profissional”, finaliza.

Fique atento aos sinais:

1. Preocupação excessiva com a internet

2. Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação

3. Fazer esforço repetido para diminuir o tempo de uso

4. Presença de irritabilidade e/ou depressão

5. Quando o uso é restringido, o indivíduo apresenta instabilidade emocional

6. Permanecer mais tempo on-line do que o programado

7. Comprometimento do trabalho e das relações sociais pelo uso excessivo

8. Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas

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Dar alimentos alergênicos a bebês reduz risco de futuras alergias

  • O Globo
  • 22 Mai 2016
  • 18:02h

(Foto: Reprodução)

Crianças com uma dieta que inclui leite de vaca, ovos e amendoim antes do primeiro ano de idade são menos propensas a desenvolver sensibilidade a esses alimentos, mostra uma pesquisa apresentada na Conferência Internacional da Associação Torácica Americana 2016. Sensibilidade não é o mesmoque alergia a ingredientes, mas tende a ser o primeiro passo para o seu desenvolvimento. Segundo o estudo, a introdução precoce de ovos parece ser especialmente benéfica, uma vez que diminui o risco de sensibilidade a qualquer um dos três alimentos testados. O trabalho atende pelo nome de Estudo Canadense de Desenvolvimento Longitudinal da Saúde da Criança (Child, na sigla em inglês). Coordenada pelo professor Malcolm Sears, do Departamento de Medicina da Universidade McMaster, a pesquisa é vista como “a primeira a determinar os efeitos do tempo de introdução de alimentos como leite de vaca, ovos e amendoim na sensibilidade desenvolvida por crianças”, afirmou o pesquisador Maxwell Tran, da mesma universidade. A maioria dos estudos anteriores, disse ele, avaliou o efeito da introdução de alimentos específicos apenas no final da infância ou em grupos de alto risco. 

A pesquisa incluiu dados de 1.421 crianças. A maioria dos pais no estudo introduziu produtos lácteos, que abrangem fórmulas à base de leite de vaca, aos seus bebês antes do primeiro de idade: 48% introduziu até os 6 meses; outros 48% entre os 7 e 12 meses; e 4%, acima dos 12 meses. Grande parte dos pais, no entanto, atrasou a introdução de ovos para os seus filhos: apenas 6% deram o alimento antes dos 6 meses; 76%, dos 7 aos 12 meses; e 19%, depois dos 12 meses. Ao chegar ao primeiro ano de vida, 10% das crianças tinham sensibilidade a comida, com alta prevalência de sensibilidade a ovos (6%). Cruzando os dados, os pesquisadores perceberam que essas crianças estavam no grupo de bebês que não tinham recebido esses alimentos cedo. Os cientistas destacam, porém, que a aliemntação exclusivamente com leite materno nos seis primeiros meses não apareceu como fator crucial para o surgimento de sensibilidade a alimentos, com exceção do leite de vaca. Os resultados do estudo reforçam uma mudança de pensamento sobre a forma ideal de prevenir alergias. se antes a ideia era atrasar a introdução desses alimentos, agora a palavra de ordem é introduzí­los mais cedo na dieta dos bebês. — As implicações clínicas de nossas descobertas são que a introdução precoce de alimentos alergênicos (ovo, produtos de leite de vaca eamendoim) antes de 1 ano de idade deve ser incentivada para reduzir o risco de sensibilização alimentar. É uma estratégia melhor do que evitar esses alimentos — considerou Maxwell Tran. — Sensibilização não é o mesmo que alergia, mas é um passo importante nessa via. Esta fase do estudo envolveu apenas crianças de 1 ano de idade. No entanto, o estudo ainda continuará e investigará a influência de hábitos alimentares no aparecimento de alergias aos 5 anos e possivelmente depois disso. 

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Pesquisa mostra que 86% das mulheres sofreram assédio em público

  • Tribuna da Bahia
  • 22 Mai 2016
  • 15:03h

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Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid nesta sexta-feira (20/5) mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades. O levantamento mostra que o assédio em espaços públicos é um problema global, já que, na Tailândia, também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na Índia, e 75% na Inglaterra já vivenciaram o mesmo problema. A pesquisa foi feita pelo Instituto YouGov no Brasil, na Índia, na Tailândia e no Reino Unido e ouviu 2.500 mulheres com idade acima de 16 anos nas principais cidades destes quatro países. No Brasil, foram pesquisadas 503 mulheres de todas as regiões do país, em uma amostragem que acompanhou o perfil da população brasileira feminina apontado pelo censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todas as estudantes afirmaram que já foram assediadas em suas cidades. Para a pesquisa, foram considerados assédio atos indesejados, ameaçadores e agressivos contra as mulheres, podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.

 

 

Formas de assédio

Em relação às formas de assédio sofridas em público pelas brasileiras, o assobio é o mais comum (77%), seguido por olhares insistentes (74%), comentários de cunho sexual (57%) e xingamentos (39%). Metade das mulheres entrevistadas no Brasil disse que já foi seguida nas ruas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% disseram que homens se exibiram para elas e 8% foram estupradas em espaços públicos. “É quase uma exceção raríssima que uma mulher não tenha sofrido assédio em um espaço público. É muito preocupante. A experiência de medo, de ser assediada, de sofrer xingamento, olhares, serem seguidas, até estupro e assassinato. Os dados são impressionantes se pensarmos que a metade das mulheres diz que foi seguida nas ruas, metade diz que teve o corpo tocado”, diz a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman.

Desigualdade de gêneros

Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, os dados refletem a desigualdade entre homens e mulheres na sociedade. “É uma questão de gênero, de entender que na sociedade, qualquer que seja, as mulheres não são consideradas iguais aos homens. A ideia é que a mulher está subordinada no lar, na casa, no trabalho. Dados [da Organização Mundial da Saúde] apontam que uma a cada três mulheres sofre violência doméstica. Para os homens, os corpos e as vidas das mulheres são uma propriedade, está para ser olhada, tocada, estuprada”, disse. Segundo Nadine, é necessário implementar políticas públicas que garantam a segurança da mulher em espaços públicos, com políticas públicas específicas, como a iluminação adequada das ruas e transporte público exclusivo para mulheres. “Quando se pensa que quase todas as mulheres têm a experiência com abusos, não se tem a ideia do assédio. Isso tem um impacto, isso limita de andar na rua com segurança e direitos como educação e trabalho”, diz.

Falta repressão

A professora de direito civil da Universidade de Brasília (UnB), Suzana Borges, avalia que não há repressão adequada ao assédio à mulher em espaços públicos. “É uma questão social porque, em função de uma posição histórica inferiorizada, a mulher foi objeto de repressão, violência, não só nos espaços públicos, mas privados, dentro da família, em casa, no trabalho”, disse. Suzana Borges diz que há necessidade das mulheres denunciarem as situações de assédio que vivenciam no cotidiano. “Por se tratar de uma questão de gênero, a denúncia é um mecanismo que reforça a proteção”.

Assédio por regiões

A Região Centro-Oeste é onde as mulheres mais sofreram assédio nas ruas, com 92% de incidência do problema. Em seguida, vêm Norte (88%), Nordeste e Sudeste (86%) e Sul (85%). No levantamento, as mulheres também foram questionadas sobre em quais situações elas sentiram mais medo de serem assediadas. 70% responderam que ao andar pelas ruas; 69%, ao sair ou chegar em casa depois que escurece e 68% no transporte público. Na comparação com outros países, 43% das mulheres ouvidas na Inglaterra e 62% na Tailândia disseram que se sentiam mais inseguras nas ruas de suas cidades, enquanto que, na Índia, o espaço de maior insegurança era o transporte público, apontado por 65% das entrevistadas.

Campanha

Os dados são publicados no lançamento do Dia Internacional de Cidades Seguras para as Mulheres, uma iniciativa da organização para chamar a atenção para os problemas de assédio e violência enfrentados pelas mulheres nas cidades de todo o mundo. “É bastante preocupante que não haja uma perspectiva de gênero nas cidades, um planejamento que não leve isso em conta, como horários, transportes e abordagem de ensino nas escolas. Isso gera e perpetua uma cultura de violência, normatizada e normalizada, de fazer parte do desenvolvimento masculino assediar mulheres e isso não é questionado. A pesquisa mostra a naturalização da violência como uma prática bastante arraigada. Há a necessidade urgente e setorial de se enfrentar isso”, disse a coordenadora da campanha Cidades Seguras para as Mulheres no Brasil, Glauce Arzua. A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada pela ActionAid no Brasil em 2014. O objetivo é promover uma melhoria da qualidade dos serviços públicos nas cidades para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas. Glauce aponta a educação como aspecto fundamental para que seja possível reverter o quadro de assédio ao redor do mundo. “A abordagem educacional é uma chave para o enfrentamento. Medidas como acontecem no Brasil, de vagões de trem separados, são paliativas, transitórias. Temos que quebrar essa cultura, que passa por campanhas, treinamento dos gestores, sobretudo criar espaços para que o planejamento das cidades tenha essa perspectiva de gênero”, diz.

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Pulseira dá choque em usuário que gastar muito dinheiro

  • Olhar Digital
  • 22 Mai 2016
  • 14:01h

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É sempre importante controlar os gastos mensais para garantir uma conta bancária saudável, mas essa tarefa nem sempre é fácil. Para ajudar a controlar o impulso de comprar, a empresa Intelligent Environments desenvolveu uma pulseira inteligente que dá um choque no usuário sempre que ele gasta muito dinheiro. O vestível se baseia em uma ideia lançada em 2014, onde um dispositivo ajudava a desenvolver bons hábitos através de reforços negativos. A ideia foi aproveitada pela Intelligent Enviroments, mas funciona em conjunto com a conta bancária de quem estiver usando a pulseira. O usuário define um limite mínimo de saldo bancário e, quando a conta atingir o valor, ele receberá um choque de 225 volts no pulso para que não tente comprar algo. Segundo a empresa, alguns bancos britânicos já permitem a utilização do dispositivo por seus clientes.

Hacker coloca à venda 117 milhões de senhas do LinkedIn

  • Tribuna da Bahia
  • 22 Mai 2016
  • 13:02h

(Foto: Reprodução)

Cerca de 117 milhões de usuários do LinkedIn ficaram vulneráveis depois que suas informações foram coletadas por um hacker conhecido como "Peace" e postas à venda em um site chamado TheRealDeal. O cibercriminoso pede cinco bitcoins, o equivalente a aproximadamente US$ 2.200, em troca do pacote de dados que incluem e-mails e senhas. As informações são do The Next Web. O site corporativo afirma ter mais de 433 milhões de usuários cadastrados. Isso quer dizer que o novo vazamento afeta aproximadamente 30% das pessoas inscritas na plataforma - que se autointitula a maior rede profissional do mundo. O hacker diz que embora maioria das senhas estejam criptografadas, mais de 90% delas já foram expostas. Estas credenciais foram obtidas através de um vazamento de dados ocorrido em 2012, que resultou na exposição de 6,5 milhões de registros e senhas de usuários. As novas informações foram expostas por meio do motor de busca LeakedSource, especializado em conteúdos roubados. A empresa gestora da rede social não emitiu comunicado oficial sobre o assunto até a publicação deste matéria.

Atividade física garante bem-estar na terceira idade

  • 22 Mai 2016
  • 08:01h

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Promover qualidade de vida. Essa é uma das importâncias e finalidades da prática de exercícios físicos na terceira idade. Para o professor de Educação Física Felipe Movilha, a atividade física de maneira regular não deve, a princípio, ter como objetivo apenas fins estéticos, mas, sim, estimular o cuidado com a saúde e bem-estar de quem está ou já passou dos 65 anos de idade.  “Ele (o exercício físico) é crucial para uma pessoa manter a longevidade. Pessoas sedentárias ou idosas devem praticar atividades físicas pelo menos três vezes na semana, incluindo exercícios de cunho aeróbico e anaeróbico”, recomenda. Felipe diz que o exercício resistido, conhecido como musculação, é a prática mais indicada para o público da terceira idade, por apresentar índices menores de lesões. Segundo o professor, estudos apontam que a probabilidade é de que, para um grupo de cem pessoas idosas praticando musculação, apenas uma saia machucada.

 

“A musculação tem equipamentos que guiam o movimento da pessoa e evita lesões, se supervisionada por um profissional”, continua. Felipe pondera que as atividades desenvolvidas coletivamente, como as diversas modalidades esportivas, também são recomendadas. O engenheiro elétrico Lélio Santos lembra que há muito tempo já é adepto de práticas que ajudam a manter a qualidade de vida, como natação e futebol, além de outras formas de exercício. “Agora, mais velho, faço caminhada e musculação. Geralmente, no começo não dá prazer. Mas aí, depois que começa, sobe a adrenalina e dá prazer.” Foi por meio dessas atividades que o engenheiro viu as mudanças, principalmente no que diz respeito à estética, chegarem. “Você não engorda muito e isso é agradável. Eu tenho uma atividade de trabalho pesada e a parte física é importante para ter disposição. Venho à praça três vezes por semana e vou à academia”, pontua. A musculação também está entre as atividades da aposentada Stela Maria, que costuma se exercitar em um dos pontos bastante apreciados pela terceira idade fitness da Grande Belém, a praça Batista Campos. “Eu vim me exercitar depois que me aposentei, porque eu era educadora e vivia para o trabalho. A princípio, foi por orientação médica. Agora, é pela necessidade”, reconhece. Stela garante que já percebeu melhoras na locomoção. Antes ela tinha problemas no joelho e no tornozelo e foi por causa dos exercícios praticados que começou a perceber as diferenças e sentir-se bem. “Eu estava fazendo musculação, agora comecei novamente a fazer a caminhada, numa base de meia hora por dia”, conta. Movilha explica que a musculação é praticada em algumas etapas. Na primeira delas, o idoso começa cumprindo fases que vão desde a adaptação para o organismo e articulações exigidas, passando por uma etapa intermediária até chegar à fase avançada. Baseado em estudos, Felipe afirma que há uma fase da vida em que as pessoas, com destaque para as idosas, tendem a ficar isoladas, mas é através do exercício coletivo que esse quadro pode ser mudado.  “Após inscrição e avaliação, os alunos que começam a praticar atividades físicas, principalmente em grupo, melhoram bastante. Alguns moram sozinhos; outros, acompanhados dos filhos. Mas é com a prática de atividades que eles apresentam evolução na qualidade de vida, socialmente e funcionalmente”, observa. A perda do pai, que morreu com 47 anos, foi o que motivou o engenheiro aposentado José Otávio Figueiredo, de 70 anos, a começar a praticar exercícios físicos. Ao descobrir que tinha um estreitamento nas artérias, José redobrou os cuidados com a saúde, abandonou alguns vícios – como o cigarro – e priorizou as atividades. Em busca da qualidade de vida, ele passou a cuidar, também, da alimentação.  “Eu fui criado no interior e lá, invariavelmente, a sobremesa era pirão de açaí. Hoje, eu como realmente o que me dá prazer. Como mais vezes, faço um café da manhã substancial, almoço pouco, faço um lanche e um jantar”, enumera, analisando que a prática de atividades físicas deveria fazer parte da vida, assim como o ato de respirar ou alimentar. O professor Felipe Movilha diz que uma alimentação adequada influencia positivamente no rendimento e resultados das atividades realizadas. Ele assegura que cada região tem sua alimentação e tradição, mas tudo é válido, especialmente as frutas, legumes, vegetais, fibras, grãos, carnes e o tão apreciado feijão e arroz, que são ricos em proteínas e minerais. É à prática de exercícios físicos regulares que a aposentada Socorro Borjas atribui o fato de ter chegado aos 71 anos sem as doenças que, segundo ela, costumam afetar os idosos com essa idade. "Não tenho colesterol, diabetes, nada dessas coisas que a maioria das pessoas da minha idade tem", comemora, afirmando que logo no início costumava se exercitar de segunda a segunda, mas depois começou a diminuir a intensidade das atividades, ao lado do marido. "Sempre carrego meu marido comigo. Se eu não caminhar, ele também fica paradão. Ele está com 80 anos e também não tem nada dessas doenças." Programas - Implantado em 1999, pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), o programa Vida Ativa na Terceira Idade tem como objetivo atender o público idoso e proporcionar acesso à atividade física de maneira orientada, possibilitando, assim, resgate e melhor qualidade de vida. O Vida Ativa atende, hoje, cerca de dois mil idosos, em diversos núcleos distribuídos pela Grande Belém e Região Metropolitana. Clube do Remo, Tuna Luso Brasileira, Grêmio Literário Recreativo Português, Asalp, Mangueirão e Hospital Abelardo Santos são alguns desses núcleos. As atividades desenvolvidas são hidroginástica, natação, caminhada, ginástica, aerodança, dança folclórica, alongamento, voleibol, ioga, xadrez e memorização. Além das atividades físicas, o programa tem parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que organiza atendimentos médicos, odontológicos e nutricionais, além de ações de saúde para o idoso, visando ao bem-estar dele. O programa também trabalha em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) e com o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa.

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