BUSCA PELA CATEGORIA "COVID-19"
- Redação
- 31 Mai 2021
- 08:25h
(Foto: Reprodução)
A empresa de biotecnologia israelense Bonus BioGroup disse ter tido 100% de sucesso na recuperação de pacientes graves internados com covid-19 que receberam seu medicamento, chamado de MesenCure. Segundo o grupo, 10 pessoas que desenvolveram a versão grave da doença deixaram o hospital, em média, um dia depois de iniciarem o tratamento com o remédio.
Os resultados preliminares do ensaio clínico de fase I/II foram apresentados na última semana em uma conferência internacional em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O CEO e diretor da empresa, Shai Meretzki, disse ao jornal Jerusalem Post que sua equipe está trabalhando na publicação desses resultados em um jornal especializado, para ser revisado por pares.
Segundo o Poder360, o MesenCure usa células estromais mesenquimais (MSCs) isoladas do tecido adiposo de doadores saudáveis. Essas células são capazes de reduzir inflamações e aliviar sintomas respiratórios em pacientes infectados com o Sars-CoV-2, coronavírus responsável pela covid-19.
Meretzki explicou que muitas das mortes de pacientes com covid-19 são em decorrência do aumento na produção de moléculas inflamatórias, que resultam na chamada “tempestade de citocinas”. Esse fenômeno é uma resposta imunológica excessiva do organismo humano e pode causar, entre outras coisas, a falência múltipla de órgãos.
- Redação
- 31 Mai 2021
- 07:51h
(Foto: BRF)
Em mais um desabafo, o repórter Ricardo Gordo denunciou mais um fim de semana de muitas aglomerações em Vitória da Conquista em meio a pandemia do coronavírus. “Muitas festas e cachaçadas, o povo está brincando com o coronavírus em Conquista. A situação é crítica com relação aos leitos de UTI, precisamos conscientizar”, disse o comunicador.
- Redação
- 30 Mai 2021
- 10:22h
Maria Ribeiro em protesto contra Bolsonaro (Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal)
O ator Paulo Gustavo, morto no início de maio em decorrência de complicações da Covid-19, foi lembrado durante as manifestações que aconteceram ao redor do país neste sábado (29) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a favor da vacina. A atriz e apresentadora Mônica Martelli, amiga íntima de Paulo Gustavo, levou um cartaz com o nome do ator e o número de pessoas que morreram por causa da Covid-19 e pela falta da vacina. “Eu, Mônica Martelli, filha, mãe, profissional e cidadã, precisava estar aqui hoje. Ao lado dessa mulher, minha mãe, que a vida toda me levou pra rua, pra gritar pelo que eu acredito. Eu precisava lutar e vou lutar até onde puder. É pelo Paulo Gustavo, meu irmão, que nesse momento não pode mais estar aqui, é por quase meio milhão de pessoas que não podem mais estar aqui”, disse ela. Martelli responsabilizou o presidente pela morte das 461 mil pessoas pela doença e pediu para que os seguidores também protestassem contra o governo do militar. Outros amigos do humorista também levaram o nome de Paulo Gustavo para as ruas, como a colega de cena Samantha Schmütz, e a atriz Maria Ribeiro.
- Redação
- 30 Mai 2021
- 08:30h
As informações são da Reuters. De acordo com Long, a nova mutação se espalha rapidamente por via aérea | Foto: Sputinik Brasil
O Ministro da Saúde do Vietnã, Nguyen Thanh Long, afirmou neste sábado (29) que o país detectou uma nova variante do coronavírus, que mistura as variantes da Índia e do Reino Unido. As informações são da Reuters. De acordo com Long, a nova mutação se espalha rapidamente por via aérea. Apesar de ter a pandemia controlada no país nos últimos meses com 6.386 casos da doença e 47 mortes até o momento, o Vietnã luta contra o novo surto que se espalha de forma rápida. “Após executar o sequenciamento de genes em pacientes recém-detectados, descobrimos uma nova variante que é uma mistura das variantes de Índia e do Reino Unido. Mais especificamente, é uma variante indiana com mutações que pertencem à variante do Reino Unido”, disse. O ministro informou que estudos apontaram que a nova variante é muito mais transmissível do que as anteriores.
- Everton Lopes Batista | Folhapress
- 29 Mai 2021
- 11:55h
(Foto: Reprodução)
As vacinas não protegem a todos da mesma maneira. Os imunizantes dependem do sistema imunológico para gerar os anticorpos e outras moléculas que funcionam como uma barreira contra a infecção, e em pessoas que têm um sistema imune mais fraco a tendência é que essa resposta seja menor ou até mesmo inexistente.
Os mais velhos, pelo acúmulo de doenças crônicas, geralmente contam com um sistema imunológico mais debilitado. Pessoas infectadas pelo HIV, que tenham doenças que enfraquecem o sistema imune ou que tomam algum remédio que inibe a ação das moléculas de defesa --caso de pacientes que receberam transplante de órgão ou alguns pacientes com câncer-- também podem ter menor ou nenhum benefício com o uso de uma vacina.
"Qualquer doença crônica pode comprometer o sistema imune, e quanto mais tempo o paciente carrega a doença, pior fica a resposta imunológica. Há um comprometimento do organismo como um todo", afirma a médica pediatra Flávia Bravo, presidente da Comissão de Informação e Orientação da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
Para a infectologista Raquel Stucchi, coordenadora da Comissão de Infecção em Transplantes da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) a expectativa dos cientistas é que as vacinas anti-Covid sejam menos potentes nos públicos mais frágeis. "De uma maneira geral, sabemos que as vacinas conhecidas para outras doenças têm eficácia menor nessas pessoas", diz.
Os dados sobre o resultado da vacinação contra o coronavírus nesses grupos ainda são poucos, mas já apontam na direção de uma eficácia menor dos imunizantes, como os especialistas esperavam.
Em artigo publicado em abril na revista científica American Journal of Transplantation, cientistas de Israel mostraram que pacientes com transplante de rim tiveram um benefício muito inferior ao da população geral após a aplicação da vacina da Pfizer/BioNTech.
Apesar de a vacina ter uma das maiores taxas de eficácia entre os imunizantes em uso (acima de 95% nos testes clínicos), somente 51 dos 136 pacientes acompanhados no estudo israelense desenvolveram anticorpos contra a doença (cerca de 37%).
Outro estudo, publicado em abril no periódico Clinical Infectious Diseases, revelou que a vacina Pfizer/BioNTech induz menos anticorpos contra o Sars-CoV-2 em pessoas mais velhas.
Dados de um estudo brasileiro divulgado neste mês indicou que a eficácia da Coronavac também é menor para os mais velhos.
Assim, se nenhum vacinado pode relaxar as medidas básicas de proteção contra o coronavírus devido à alta circulação do patógeno no país atualmente, as pessoas mais velhas e as que têm algum comprometimento do sistema imune ainda podem ter risco elevado de complicações causadas pela doença até que a campanha de imunização alcance uma parcela grande da população e derrube as taxas de transmissão do vírus.
Quantas pessoas precisam ser vacinadas para que haja tranquilidade nesses grupos? A ciência ainda não tem uma resposta definitiva. Usamos vacinas com eficácias variadas em grupos que respondem aos imunizantes de maneira diversa, o que torna o cálculo muito complexo.
Os pesquisadores concordam que pelo menos 70% da população precisa estar completamente imunizada para vermos os melhores resultados da campanha, com uma redução drástica no número de casos. Até a sexta-feira (28), pouco mais de 10% da população brasileira estava com a imunização completa (duas doses).
"É necessário manter os cuidados como uso de máscara e distanciamento social, não tem outro jeito agora", diz Flávia Bravo, da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
Segundo Bravo, as investigações atualmente em curso devem apontar os caminhos para trazer maior proteção aos mais suscetíveis. Uma solução pode ser a aplicação de doses de reforço, como é feito para prevenir outras doenças.
Essa é uma proposta que depende de muitos dados ainda inexistentes, como o comportamento dos anticorpos desenvolvidos pela vacina nos pacientes ao longo do tempo. É natural que a quantidade dessas moléculas caia após alguns meses, mas espera-se que alguma proteção seja mantida mesmo com quantidades reduzidas de anticorpos.
Somente os estudos vão dizer quando pode ser uma boa hora para receber mais uma dose de vacina --e isso não apenas para o público mais suscetível, mas também para a população geral. Cientistas vêm admitindo a possibilidade de que a vacinação contra o coronavírus se torne periódica.
Diante de um cenário de escassez de imunizantes, porém, a proposta só poderá ser viável se a capacidade produtiva dos fabricantes for ampliada e os entraves logísticos superados.
Outra opção, de acordo com Bravo, seria a vacinação das pessoas que convivem com o paciente que não responde bem à vacina. Dessa forma, seria formada uma barreira de proteção para evitar que o vírus chegue até ele.
O caso dos pacientes com comprometimento do sistema imune evidencia que a vacinação é uma estratégia coletiva para proteção da população. As pessoas que não conseguem nenhum benefício com as vacinas dependem que os demais também recebam o imunizante para ficarem livres de riscos.
Pessoas que podem não ter boa eficácia com o uso da vacina devem recebê-la assim que for oferecida a possibilidade, dizem as especialistas. Os imunizantes usados no país (Coronavac, AstraZeneca/Oxford e Pfizer/BioNTech) são seguros para esses públicos, de acordo com a Anvisa. "Mesmo com limitação, o paciente pode gerar anticorpos. Qualquer proteção é melhor do que nenhuma proteção", afirma Stucchi.
- Redação
- 29 Mai 2021
- 11:23h
Categoria vai se reunir na segunda-feira (31) para decidir sobre paralisação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe realiza uma plenária na próxima segunda-feira (31) para discutir a possibilidade de greve pela vacina. O debate começa às 19h, pelo Zoom. A categoria pleiteia a entrada no grupo prioritário da imunização contra a Covid-19.
De acordo com o sindicato, desde dezembro foram enviadas solicitações de inclusão ao Ministério da Saúde. Também se articula no Congresso Nacional, onde um projeto de lei discute a vacinação da categoria, e cobra atuação da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) junto ao governo federal.
O sindicato também informa que no âmbito estadual, fez audiências com o Ministério Público e as secretarias de Saúde do Estado e dos municípios. Em Salvador, conseguiu aprovar um projeto de indicação do vereador Augusto Vasconcelos, que inclui os bancários na vacinação. Paralelamente realiza manifestações nas agências e protestos virtuais e articula a votação de um PL na Alba (Assembleia Legislativa da Bahia).
Nacionalmente, o Comando dos Bancários já avalia a possibilidade de medidas judiciais. Conforme dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no primeiro trimestre de 2021 foram registrados 152 desligamentos por mortes na categoria, alta de 176,4% na comparação com 2020, quando foram feitos 55.
- Gabriel Lopes
- 28 Mai 2021
- 18:37h
(Foto: Reprodução)
Professores e funcionários de dois colégios de Salvador reclamam terem sido expostos a pessoas contaminadas pelo coronavírus e criticam a falta de cautela das instituições após uma professora testar positivo para Covid-19.
Segundo relatado ao Bahia Notícias, uma profissional que trabalha no Salesiano Dom Bosco e no Marista teve contato com o quadro docente e com funcionários, mas as escolas não teriam adotado medidas sanitárias para evitar a disseminação do vírus.
O grupo de professores, que preferiu não se identificar, alega, ainda, que o caso não foi divulgado para os demais funcionários.
Procurado pelo Bahia Notícias, o colégio Marista confirma que um integrante do seu quadro funcional educativo testou positivo para Covid-19. A instituição, no entanto, nega a falta de cuidados sanitários e informa que as aulas no regime presencial foram suspensas por dez dias.
"A professora da respectiva turma lecionou pela última vez no Colégio na sexta (21). Tendo informado à Instituição sobre o exame positivo na terça (25). A profissional e a auxiliar de classe da turma com aulas suspensas já cumpriam afastamento por medida de segurança desde segunda (24). O colégio fez contato com os educadores e outros colaboradores, que possivelmente tiveram contato com as profissionais, e os alertou sobre a importância da avaliação de possíveis sintomas tendo recomendado a realização de teste para a Covid-19", diz nota enviada pelo Marista.
O colégio Salesiano Dom Bosco também confirmou o caso. Segundo a escola, "após tomar conhecimento do fato, realizou todas as medidas preventivas seguindo o protocolo de biossegurança da Instituição, realizado com a supervisão do médico infectologista, Dr. Thiago Cavalcanti".
VOLTA ÀS AULAS E NOVA SUSPENSÃO
Em Salvador, as aulas presenciais foram retomadas no dia 3 de maio. Funcionando em regime híbrido, algumas instituições suspenderam atividades presenciais em turmas que registraram casos de Covid-19.
Nesta semana, os professores da educação básica na rede particular de ensino da Bahia decidiram manter o indicativo de greve e o não retorno às atividades semipresenciais.
A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-BA), que espera que o governo da Bahia e a prefeitura de Salvador suspendam o modelo no estado.
Segundo o coordenador-geral da entidade, Alysson Mustafá, o entendimento é que Rui Costa (PT) e Bruno Reis (DEM) vêm manifestando preocupação com os índices de infecção da Covid-19 na capital baiana. E que, por isto, o Sinpro-BA crê que ambos determinarão a revogação das atividades semipresenciais na educação baiana.
- Redação
- 28 Mai 2021
- 09:08h
(Foto: Reprodução)
De acordo com o decreto publicado no último domingo (23) no Diário Oficial do Estado, o toque de recolher em Salvador e região metropolitana começará mais cedo, neste final de semana. A partir desta sexta-feira (28) até domingo (30), a restrição da locomoção noturna de pessoas será das 20h às 5h. Também neste fim de semana, o funcionamento dos bares e restaurantes deve estar restrito à comercialização de alimentos e bebidas não alcoólicas, pois das 20h desta sexta (28) até as 5h de segunda-feira (31), fica proibida a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery). Desta sexta (28) até domingo (30), o funcionamento dos meios de transporte metropolitanos fica suspenso no período das 20h30 às 5h, mesmo horário de suspensão do ferry-boat nesta sexta-feira. Já no sábado (29) e no domingo (30), o ferry não irá funcionar.
- Redação
- 28 Mai 2021
- 09:06h
(Foto: Reprodução)
Uma adolescente de 12 anos morreu por complicações da Covid-19 em um hospital de Salvador, na quarta-feira (26). Júlia Hala era de Ilhéus, no sul da Bahia, mas precisou ficar internada na capital baiana, por causa da doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Ilhéus (SMS), Júlia deu entrada no Hospital Vida Memorial, que fica na cidade, no dia 15 de maio. Entretanto, ela foi transferida no dia 17 para o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, para fazer hemodiálise. Ainda segundo a secretaria, o estado de saúde da menina se agravou e ela precisou ser transferida de jatinho para o Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, onde faleceu. De acordo com a família, o enterro de Júlia está previsto para acontecer ainda nesta quinta-feira (27).
- Redação
- 27 Mai 2021
- 18:33h
(Foto: Reprodução)
As campanhas de ódio e a disseminação de notícias falsas contra a vacina CoronaVac nas redes sociais comprometeram a imunização no Brasil e atrasaram a entrega de 12 milhões de doses do imunizante contra o coronavírus, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Ainda segundo a pesquisa, o maior volume de publicações no Twitter sobre a CoronaVac aconteceu em janeiro de 2021, período em que a vacinação no país teve início e que o imunizante teve papel de destaque. Além disso, ao longo de 2020 e 2021, o crescimento do volume de publicações na rede social teve como principal objetivo atacar à vacina.
O estudo também aponta que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve participação nesse processo. Os pesquisadores analisaram 75 discursos do presidente, publicados na página do Planalto e que fazem referência à pandemia, sendo que 19 contêm referências às vacinas e à vacinação. Nos discursos, constam quatro referências diretas ou indiretas à CoronaVac em que ele se refere ao imunizante como “aquela vacina” de “aquele país”.
No Twitter e no Facebook, Bolsonaro demonstrou a sua oposição à compra da vacina pelo Ministério de Saúde, além da aplicação dela na população brasileira, inclusive, se recusando a utilizar o nome correto da CoronaVac. Aliado a isso, influenciadores bolsonaristas tiveram um papel importante na desinformação da população ao publicarem postagens questionando a eficácia da vacina.
Através do cronograma atualizado em fevereiro de 2021 pelo Ministério da Saúde e as entregas de IFA da China com atraso ao Instituto Butantan, segundo o estudo, há um déficit de 12 milhões de doses que já deveriam ter sido distribuídas ao SUS.
Nas redes sociais, o Instituto Butantan, responsável pela fabricação da CoronaVac no Brasil, repudiou as campanhas de ódio e a disseminação de notícias falsas contra o imunizante. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também utilizou as redes sociais para se manifestar e declarou que as informações apontadas pela pesquisa são “gravíssimas”.
- Redação
- 27 Mai 2021
- 11:11h
Responsáveis municipais pelo controle da doença devem também preencher os questionários sobre o planejamento e a execução da campanha de vacinação | Foto: Reprodução
As prefeituras das cidades baianas têm prazo até a próxima segunda-feira (31) para apresentar ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) o Plano de Vacinação Municipal contra a Covid-19, assim como informações atualizadas sobre a sua implementação e resultados até agora.
Segundo o TCM, os responsáveis municipais pelo controle da doença devem também preencher os questionários sobre o planejamento e a execução da campanha de vacinação no “Hotsite Nacional”, dos tribunais de contas, criado por iniciativa do Conselho Nacional dos Presidentes de Tribunais de Contas (CNPTC).
O Plano de Vacinação Municipal deve ser enviado para o e-mail [email protected] e os questionários devem ser preenchidos através dos links disponibilizados no Edital 387/2021, publicado no Diário Oficial do TCM/Ba em 19 de maio de 2021. O Portal informativo dos Tribunais de Contas do Brasil para fiscalização da campanha de vacinação contra a Covid-19: https://covid.cnptcbr.org/
A iniciativa do CNPTC, de reunir em um site todas as informações sobre o planejamento e o andamento da vacinação em todos os municípios do país, tem por objetivo dar maior transparência a todo o processo e permitir o devido controle social, por parte da população – que é a maior interessada no desenrolar da campanha.
Além disso, a publicação dos dados atualizados permitirá eventuais trocas de informações para a melhoria dos procedimentos por parte das prefeituras, e uma fiscalização mais eficiente por parte dos órgãos de controle.
- Redação
- 26 Mai 2021
- 18:33h
(Foto: Reprodução)
Com Cid Gomes, diagnosticado com a Covid esta semana, quase 40% do Senado já teve a doença, segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com a publicação trinta e um dos 81 parlamentares da Casa (38,2%) declararam publicamente teste positivo desde o início da pandemia. Há até caso de reinfecção, como o senador Styvenson Valentim. A taxa é muito maior do que a da população brasileira: 7,6%, segundo os registros oficiais. Três senadores morreram: Arolde Oliveira, Major Olímpio e José Maranhão.
- Redação
- 26 Mai 2021
- 14:44h
(Foto: Reprodução)
O primeiro recém-nascido baiano com anticorpos contra a Covid-19 nasceu na última sexta-feira (21), em Salvador, após a mãe ser imunizada com as duas doses da vacina. “Este é mais um exemplo da eficácia da vacina, que conseguiu transferir a memória imunológica de longo prazo (IgG) da mãe para o bebê”, afirma o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. A mãe, que é médica obstetra, recebeu a primeira dose da vacina Oxford AstraZeneca em 4 de fevereiro e a segunda dose em 5 de maio, dezesseis dias antes do parto.
A diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, explica que o teste foi realizado com amostras de sangue da mãe e da criança, coletadas e processadas dois dias após o nascimento pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA). “Embora não haja protocolos definidos pelo Ministério da Saúde para avaliação de recém-nascidos, consideramos que este é um importante passo no monitoramento dos casos e para novas discussões sobre vacinação de gestantes”, avalia a diretora.
A presença de anticorpos na mãe, Patrícia Marques, e no recém-nascido, Mateus, foi confirmada por teste de sorologia no Lacen-BA, que implantou a metodologia para a quantificação de anticorpos para a Covid-19 recentemente. O recém-nascido será acompanhado e passará por exames regulares para avaliar a duração da presença de anticorpos.
Mesmo após a imunização, Patrícia Marques ressalta: “teremos que manter o acompanhamento e a proteção, ainda sem deixar o uso de máscara, o distanciamento, pois é o que vai manter o controle dessa pandemia”, pontua a médica e mãe do Mateus
- Ana Carolina Barbosa
- 26 Mai 2021
- 10:44h
(Foto: Reprodução)
Há um tempo, algumas regiões do país flexibilizaram a quarentena com a abertura de atividades consideradas não essenciais, como comércios, shoppings, academias, salões de beleza, bares e restaurantes. O Brasil registrou o número de mais de 450 mil mortes pela Covid-19 e o que tem preocupado especialistas e autoridades é que o número alarmante foi atingido em um curto espaço de tempo. O país chegou às primeiras 200 mil mortes em 11 meses, desde o primeiro óbito em março de 2020 até janeiro deste ano. Porém esse mesmo número foi alcançado em pouco mais de 4 meses, em abril
A decisão de reabrir os serviços foi baseada na queda de internações e óbitos em abril. Porém, a pandemia ainda parece estar longe de ser controlada, já que os últimos números indicam um aumento. Com o número recorde de mortos em pouco tempo, flexibilização da quarentena e novas cepas do vírus circulando pelo país, surge o alerta sobre o risco de uma possível terceira onda. Dessa forma, fica o questionamento sobre a necessidade de uma quarentena mais rígida.
Para o especialista e Prof. Dr. Euclides Matheucci Jr. diretor científico da DNA Consult, ainda é preciso cautela e medidas rígidas de distanciamento social. “Já completamos mais de um ano nessa triste realidade e ainda não estamos perto de uma solução factível. Além da vacinação lenta, a busca por exames tem diminuído nas últimas semanas. Podemos notar a falta de aderências às normas sanitárias, com shoppings lotados, bares e restaurantes cheios e as pessoas sem máscaras. Estes fatores, juntos, vão produzir sérias consequências”, explica Matheucci.
“É preciso que exista um plano de isolamento social mais firme e uma campanha de conscientização maior para a população, enquanto a vacinação permanece em um ritmo lento. Além disso, as empresas e organizações que estão realizando atividades presenciais devem endurecer as regras dentro do ambiente de trabalho e aumentar o controle de contágio por meio da testagem de seus colaboradores. Se isso não acontecer, dificilmente mudaremos a circunstância em que nos encontramos. A pandemia não acabou, não está controlada e as pessoas ainda estão morrendo”, finaliza Euclides.
- Redação
- 26 Mai 2021
- 08:55h
Sul (1,12) e Nordeste (1,12) têm os maiores índices, o que significa que cada doente poderá contaminar mais de uma pessoa | Foto: Reprodução
A taxa de contágio (Rt) do novo coronavírus ultrapassou o teto em todo o Brasil pela primeira vez em dois meses. A informação é de reportagem do portal UOL, com base em dados da Info Tracker, organizada pelas universidades estaduais Unesp e USP e que monitora a pandemia. Os pesquisadores consideram como teto o índice 1, quando cada pessoa pode contaminar uma outra. Se for maior do que 1, cada doente poderá contaminar mais de uma pessoa.
Para que a transmissão do novo coronavírus seja contida e caia o risco de uma terceira onda de infecção, a taxa de Rt precisa ficar abaixo desse patamar. Esse índice, porém, acaba de ser ultrapassado nas cinco regiões do Brasil.
De acordo com o UOL, a marca foi rompida na terça-feira (25), de acordo com a Info Tracker, Com taxa média nacional de 1,12, os índices ficaram assim em cada região do Brasil:
Sul: 1,12
Nordeste: 1,12
Norte: 1,06
Centro-Oeste: 1,02
Sudeste: 1,01
Ao portal UOL, o oordenador da Info Tracker e professor da Unesp, Wallace Casaca, explica a metodologia. Ele diz que, “como cada região tem diferentes números de habitantes e curvas epidemiológicas, a média simples [somar e dividir por cinco o índice das regiões] não funciona” para encontrar o Rt nacional.
“O que o algoritmo faz é calcular todos os casos ativos, óbitos e recuperados de todos os estados para chegar ao índice brasileiro”, diz.
Em 2021, já na segunda onda, o Rt de todas as regiões do país ficou abaixo de 1 pela última vez em 14 de fevereiro. A partir de então, a taxa foi aumentando até que em 7 de março todas as regiões atingiram 1. A média nacional continuou crescendo, até chegar a 1,22 em 29 de março, quando voltou a diminuir, e todas as regiões ficaram novamente abaixo do teto no dia 21 de abril.
As taxas voltaram a subir três dias depois. Ontem todas as regiões estavam com Rt acima de 1 pela primeira vez após 57 dias.