Mais de 450 mil mortos e o risco de uma terceira de Covid-19

  • Ana Carolina Barbosa
  • 26 Mai 2021
  • 10:44h

(Foto: Reprodução)

Há um tempo, algumas regiões do país flexibilizaram a quarentena com a abertura de atividades consideradas não essenciais, como comércios, shoppings, academias, salões de beleza, bares e restaurantes. O Brasil registrou o número de mais de 450 mil mortes pela Covid-19 e o que tem preocupado especialistas e autoridades é que o número alarmante foi atingido em um curto espaço de tempo. O país chegou às primeiras 200 mil mortes em 11 meses, desde o primeiro óbito em março de 2020 até janeiro deste ano. Porém esse mesmo número foi alcançado em pouco mais de 4 meses, em abril

A decisão de reabrir os serviços foi baseada na queda de internações e óbitos em abril. Porém, a pandemia ainda parece estar longe de ser controlada, já que os últimos números indicam um aumento. Com o número recorde de mortos em pouco tempo, flexibilização da quarentena e novas cepas do vírus circulando pelo país, surge o alerta sobre o risco de uma possível terceira onda. Dessa forma, fica o questionamento sobre a necessidade de uma quarentena mais rígida. 

Para o especialista e Prof. Dr. Euclides Matheucci Jr. diretor científico da DNA Consult, ainda é preciso cautela e medidas rígidas de distanciamento social. “Já completamos mais de um ano nessa triste realidade e ainda não estamos perto de uma solução factível. Além da vacinação lenta, a busca por exames tem diminuído nas últimas semanas. Podemos notar a falta de aderências às normas sanitárias, com shoppings lotados, bares e restaurantes cheios e as pessoas sem máscaras. Estes fatores, juntos, vão produzir sérias consequências”, explica Matheucci.

“É preciso que exista um plano de isolamento social mais firme e uma campanha de conscientização maior para a população, enquanto a vacinação permanece em um ritmo lento. Além disso, as empresas e organizações que estão realizando atividades presenciais devem endurecer as regras dentro do ambiente de trabalho e aumentar o controle de contágio por meio da testagem de seus colaboradores. Se isso não acontecer, dificilmente mudaremos a circunstância em que nos encontramos. A pandemia não acabou, não está controlada e as pessoas ainda estão morrendo”, finaliza Euclides.