BUSCA PELA CATEGORIA "Bahia"
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma das irmãs de Isabela Oliveira Conde, de 36 anos, que foi esfaqueada a mando do namorado em Salvador, contou, em entrevista ao G1, que a fisioterapeuta, que tem uma filha de 16 anos, perdeu a visão de um dos olhos. A mulher segue internada e se recupera das lesões. Após as agressões, Isabela ainda foi jogada em um acostamento da BR-324, no trecho do município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador, foi e socorrida por pessoas que passavam pelo local. Iracema Conde disse que a irmã, mesmo com muitos ferimentos e com o rosto desfigurado, conseguiu sobreviver porque se fingiu de morta. Isabela está sob proteção judicial, e por isso, Iracema preferiu não detalhar o local onde a mulher está internada. O suspeito, identificado como Fábio Barbosa Vieira, que namorava a vítima há cerca de dois anos, está preso. Entretanto, dois homens apontados como comparsas do mandante do crime são procurados pela polícia. Conforme os familiares, a vítima relatou que foram os dois homens que a agrediu e a golpeou com facadas. "Ele [Fábio] foi buscar ela [Isabela] no trabalho, ela é fisioterapeuta de um hospital. Quando ela entrou no carro, dois homens estavam no banco de trás. Ela perguntou quem eram os homens e ele disse que eram dois amigos dele. No caminho ela achou estranho, mas seguiu no carro. [Ainda no carro] os dois homens começaram agredir ela, e Fábio continuou dirigindo, dizendo que era para parar só quando ela estivesse morta. Então, ela se fingiu de morta e eles jogaram ela na BR", disse Iracema. Segundo a irmã da vítima, os médicos informaram para a família que Isabela foi ferida com 78 facadas. A irmã da fisioterapeuta relembrou, ainda, como a vítima foi socorrida. "Depois que jogaram ela do carro, ela foi caminhando até a pista e pediu ajuda. Um caminhoneiro e o motorista de um ônibus não pararam, com medo, mas dois casais que estavam em um carro ajudaram ela. Quatro anjos de Deus. Minha irmã é muito forte", relatou. A irmã de Isabela disse que todo o relato do caso foi descrito pela vítima. Informou também que a fisioterapeuta nunca havia visto os homens que Fábio Vieira identificou como amigos e que o relacionamento do casal não andava bem, mas que o homem jamais havia demonstrado qualquer comportamento agressivo com a vítima. "O relacionamento deles não ia bem. Ela já tinha tentado terminar, mas ele pedia para voltar. Ela ficava com pena e voltava. Na nossa frente ele nunca tinha demonstrado nenhum comportamento agressivo, era tranquilo", disse. Fábio Barbosa Vieira está à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga o crime.
Um homem de 42 anos morreu apedrejado após tentar impedir que uma mulher fosse agredida pelo namorado dela, na cidade de Medeiros Neto, no sul da Bahia, na terça-feira (5). As informações são da Polícia Militar (PM).De acordo com a PM, Ilmarques Pereira de Matos estava em um bar, no bairro Uldurico Pinto, quando tentou impedir que uma mulher fosse agredida pelo namorado. O suspeito não gostou da intervenção e começou a apedrejar a vítima. Ele fugiu em uma moto após o crime. A PM fez rondas no local, mas não encontrou o suspeito. O corpo de Ilmarques foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, cidade da mesma região. Não há informações sobre o enterro. Durante a ronda da PM, a mulher foi ouvida, mas negou as agressões. Entretanto, ainda segundo a PM, populares que estavam no local confirmam que a mulher foi agredida. Ela foi levada para a Delegacia da cidade, mas não há informações sobre o depoimento dela. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.
Foto: Alan Lessa/Arquivo pessoal
Um motociclista morreu na manhã desta terça-feira (5), nas proximidades do distrito de Olivença, em Ilhéus, sul da Bahia, depois que a moto que ele pilotava bateu com um ônibus.De acordo com informações da 69ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Ilhéus, o acidente ocorreu por volta das 7h, perto da praia de Biritiba.Não há informações sobre as circunstâncias do acidente. Uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionada para fazer a remoção do corpo, que será periciado.A ocorrência foi registrada pela Polícia Rodoviária Estadual (PRF).
- Metro1
- 03 Mar 2019
- 09:07h
(Foto: Divulgação)
A Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) informou que vai processar o cantor e deputado federal Igor Kannário por apologia ao crime.Kannário desfilou ontem (1) na Barra com um traje que lembrava a farda da Polícia Militar, entretanto havia no braço do artista uma insígnia escrita "Comando da Paz". O nome faz referência a uma facção criminosa. O deputado estadual Capitão Alden (PSL) informou que entrará com uma representação no Ministério Público e encaminhará à Câmera dos Deputados uma denúncia para que o Conselho de Ética julgue a sua conduta "desafiadora da moral e dos bons costumes". De acordo com o presidente da Aspra, o soldado Prisco, a entidade vai entrar com uma ação idenizatória e outra criminal. Esta será a terceira vez que a Aspra vai processar o cantor. A assessoria do cantor alegou ao Metro1 que a menção ao Comando da Paz foi uma "infeliz coincidência" e que não fazia referência à facção criminosa.
Foto: Romildo de Jesus
“Comigo é na base do beijo, comigo é na base do amor. Comigo não tem disse me disse, não tem chove não molha, desse jeito que eu sou”. Atire a primeira pedra quem nunca esperou ansiosamente o Carnaval chegar para fazer jus aos versos dessa música de Ivete Sangalo. Para os solteiros, beijar um ou vários “crushs” nos circuitos da folia é uma das melhores coisas do reinado de Momo. Mas a prática também tem um lado negativo. Especialistas alertam que várias doenças podem ser transmitidas pelo contato boca a boca, por meio de vírus e bactérias. De acordo com o cirurgião-dentista bucomaxilofacial, Igor Fernandes, da Clínica Apolo, a mononucleose, popularmente conhecida como “doença do beijo”, é a patologia de maior incidência no período carnavalesco. Trata-se de uma infecção viral que causa febre, dor de garganta e prostração. Normalmente se manifesta uma semana após o contágio. “Aqui em Salvador ela geralmente leva o nome da música que é considerada o hit do Carnaval”, explicou. Medicamentos para aliviar os sintomas e repouso são indicados para curar mononucleose. Os foliões beijoqueiros também podem contrair herpes labial, sapinho e cárie. O especialista explica que 80% da população é portadora o vírus que causa a herpes. Mas a doença pode ficar anos sem se manifestar. “A manifestação exige condições específicas, como estresse, muito calor e umidade”, afirmou o dentista. A herpes labial provoca pequenas feridas ou bolhas avermelhadas e cheias de líquido próximo aos lábios. O contágio direto acontece ao beijar uma pessoa infectada, mas,para que isto ocorra, as duas pessoas precisam estar com lesões como aftas ou pequenas feridas causadas por mordidas na boca. Esta doença não tem cura, mas tem tratamento. Outra doença bucal muito comum no Carnaval é o sapinho, uma infecção causada por fungos, que cria lesões brancas na língua ou na parte interna das bochechas. O tratamento pode envolver o uso de medicamento antifúngico. E, ao contrário do que muita gente pensa, as cáries também podem ser passadas pelo beijo. Segundo o dentista Igor Fernandes, para evitar contrair essas doenças, o folião deve fazer um check-up odontológico antes de curtir a festa e evitar beijar muitas pessoas. Também é aconselhável realizar uma limpeza dentária após o Carnaval. Além disso, adotar um estilo de vida saudável é uma maneira de fortalecer o sistema imunológico e bloquear a entrada de vírus no corpo. O recomendado é não fumar, comer alimentos saudáveis, praticar exercícios físicos, dormir pelo menos oito horas por noite, evitar o estresse e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
Ao menos duas pessoas morreram e outras três ficam feridas durante uma explosão em uma mineradora de ouro, na zona rural de Teofilândia, a cerca de 173 km de Salvador, na noite de quinta-feira (28). As informações são da Polícia Militar (PM).Ainda segundo a PM, o caso ocorreu entre 23h e 0h de quinta, e as vítimas estavam em horário de trabalho. A perícia definirá a causa da explosão, que ainda é desconhecida. Não há informações se tinham muitos funcionários no local.Duas das vítimas foram levadas para uma unidade hospitalar de Teofilândia e a terceira foi encaminhada para um hospital de Serrinha, cidade da mesma região. Ainda segundo a PM, as vítimas não correm risco de mortos.A Polícia Civil investigará o caso.
Foto: Reprodução/GloboNews
O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar denúncia feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que relatou ter sido alvo de tentativa de agressão por parte de integrantes do Partido da Causa Operária (PCO) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante uma visita à Bahia, na quarta-feira (27). O MST e o partido negam as acusações. Salles disse que o carro em que estava com servidores públicos foi cercado após solenidade de lançamento da pedra inaugural de concessão para revitalização do Parque Nacional Pau Brasil, em Porto Seguro, no sul do estado e que veículos oficiais foram depredados por manifestantes. Ele usou o perfil no Instagram para relatar o ocorrido e classificou o episódio como uma "vergonha". "Na manhã de hoje, logo após uma bela e comemorativa agenda de Concessão ao setor privado do Parque Nacional Pau Brasil em Porto Seguro -BA, fomos cercados e atacados por membros do MST e do PCO, que agrediram as pessoas e depredaram viaturas oficiais do MMA. Uma vergonha", escreveu Salles na postagem. Na postagem, o ministro publicou um vídeo que mostra o momento em que manifestantes se aproximam do carro em que ele estava e também uma foto que mostra um carro com adesivo do governo federal com uma bandeira do PCO estendida na parte da frente e o vidro dianteiro estilhaçado. Ainda no post, o ministro publicou a foto de um suposto manifestantes que teria relação com o ocorrido. Conforme relato dos servidores que acompanhavam o ministro, houve momentos de tensão devido à violência dos manifestantes. De acordo com o depoimento colhido pelas autoridades, um dos membros da manifestação chegou a subir no teto do carro oficial, destruindo partes do veículo e, municiado de uma pedra, quebrou o para-brisa, bradando palavras de ordem e palavrões, ameaçando diretamente o ministro Ricardo Salles. O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que para identificar os suspeitos, solicitou que a PF, por meio de inquérito, apure o caso como "ameaça e dano qualificado contra um ministro de Estado".
Foto: Radar 64
Uma mulher foi presa após confessar que matou o ex-marido a facadas dentro da casa dela, na cidade de Belmonte, no sul da Bahia, na madrugada desta quinta-feira (28). O filho do casal recém-nascido ficou ferido na ação. A suspeita afirmou à polícia que matou o ex-marido sem querer ao tentar separar uma briga de família. De acordo com a polícia, o caso ocorreu na Rua Almirante Tamandaré, quando Ivo Conceição Bandera foi até a casa da suspeita para discutir com a filha mais velha dela. Não há informações sobre a causa da briga. Ainda segundo a polícia, a mulher utilizou uma faca para tentar separar a briga, quando Ivo se aproximou dela e foi atingido. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O corpo dele foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Eunápolis, na mesma região. Não há informações sobre o enterro da vítima. O filho do casal, que estava com a suspeita durante a briga, também foi atingido pela faca e foi levado para o Hospital Doutor José da Costa Pinto Dantas, na cidade, com ferimentos leves. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele. A Polícia Militar (PM) foi até o local e encaminhou a mulher para a delegacia da cidade, onde permanece presa. Na ocasião, ela disse que não teve a intenção de matar o ex-marido e que utilizou a faca só para assustar. O casal não morava mais junto há, pelo menos, quatro meses.
Foto: PRF/Divulgação
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) começou nesta quarta-feira (27) a Operação Carnaval 2019, nas rodovias baianas. O monitoramento segue até a próxima quinta-feira (7). Já a operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) começa na sexta (1º).Até a quarta-feira de cinzas (6), o reforço no policiamento das rodovias federais segue nos locais e horários de maior incidência de acidentes graves e criminalidade. De acordo com a PRF, além do aumento do fluxo de veículos, o período carnavalesco é marcado pelo uso abusivo de álcool nas estradas. A polícia vai fiscalizar ainda o uso do cinto de segurança, da cadeirinha infantil, do capacete para motociclistas e as condições de conservação dos veículos. A PRE também vai fiscalizar o uso de bebidas alcoólicas pelos condutores, além dos documentos de porte obrigatório, tanto do veículo quanto dos motoristas. Além disso, haverá abordagens policiais para combater o tráfico de armas de fogo, de drogas e de pessoas. Ações educativas para sensibilizar os condutores serão feitas em vários pontos, junto com os testes de alcoolemia, o bafômetro. A Polícia Rodoviária Federal fiscaliza cerca de 10 mil quilômetros de rodovias na Bahia.
Foto: Reprodução/Facebook
O gerente da Caixa Econômica Federal envolvido em uma confusão com um cliente em Salvador, foi afastado das atividades. A informação foi divulgada no site da Caixa na manhã desta quarta-feira (27).Na confusão, o cliente relatou ter sido vítima de racismo e foi agredido por policiais militares acionados pelo gerente. Crispim Terral, de 34 anos, postou a denúncia nas redes sociais, acompanhada de um vídeo onde um policial aparece dando um "mata-leão" nele.Na manhã desta quarta-feira, Crispim foi até a 1ª Delegacia, em Salvador, para denunciar o gerente do banco que aparece na imagem pedindo que os policiais algemassem Crispim. No vídeo, o gerente aparece dizendo: "Não negocio com esse tipo de gente"."Estamos aqui na delegacia, na primeira delegacia, registrando ocorrência contra o gerente geral da Caixa Econômica Federal. Seu Crispim se encontra, exatamente neste momento, nas imediações da delegacia, prestando depoimento, e falando como tudo ocorreu. A defesa, a posteriori, vai dar mais informações sobre a estratégia, ainda vamos nos reunir, ver o melhor caminho possível", disse a advogada Luana Faria, que defende Crispim.“É óbvio que, diante de todo o cenário que se criou, do momento em que ele buscava informação na agência, e diante de todo o constrangimento que ele sofreu, aqui a gente vai buscar ver, identificar, quais são os mecanismos que poderão ser utilizados para o fim de responsabilizar os efetivos culpados pelos constrangimentos sofridos por seu Crispim”, afirmou o advogado André Cruz, que também integra a defesa de Crispim.“A gente vem dialogando no sentido de buscar o enquadramento, ou no crime de racismo, porque a fala do próprio gerente dá uma conotação mais extensiva. E também vislumbrando a possibilidade de injúria racial, essa situação a gente vai verificar ao longo do andamento e das providências que serão adotadas”, complementou o advogado.Ainda sobre o ato do gerente, a Caixa disse que abriu uma apuração pela corregedoria da empresa para detalhar o caso. Disse, ainda, que repudia práticas e atitudes de discriminação cometidas contra qualquer pessoa e que na quinta-feira (28) vai realizar um treinamento específico com toda rede de atendimento para reforçar a política de relacionamento com clientes.
Foto: Arte G1
A Bahia teve uma redução de 11,2% no número de mortes violentas em 2018, conforme aponta dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Monitor da Violência, uma parceria do G1com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.Segundo o dados levantados pelo Monitor, foram registrados 5.613 assassinatos em 2018, enquanto em 2017 foram contabilizadas 6.321 mortes violentas. Ainda conforme os dados do monitor, o maior número de assassinatos na Bahia ocorreu no mês de janeiro de 2018, enquanto a menor quantidade foi registrada em setembro. O índice nacional também apresentou queda. No Brasil a redução de mortes violentas foi de -13%. Apesar da queda, o número de vítimas ainda é considerado alto, já que são 24,7 mortos a cada 100 mil habitantes. Apenas os estados do Amapá (10%), Tocantins (44%) e Roraima (54%) tiveram aumento no número de mortes violentas em 2018. Seis estados apresentaram uma redução superior a 20%. Pernambuco, considerado um dos estados mais violentos do Brasil, foi o que teve a maior redução percentual no número de vítimas de crimes violentos com 23%.
Foto: Chves Neto/Liberdadenews.com.br
Um eletricista morreu na segunda-feira (25), após levar um choque e cair de uma escada, enquanto realizava uma manutenção elétrica em uma escola particular de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia.Segundo informações da polícia, Roberto Paulo Leal Silva, de 51 anos chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. O corpo do eletricista foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, onde será periciado. O caso será investigado pela delegacia de Polícia Civil da cidade.
Foto: Reprodução/Facebook
Um homem de 34 anos postou uma denúncia nas redes sociais, na segunda-feira (25), relatando que foi vítima de racismo em uma agência bancária de Salvador e que foi agredido por policiais militares. A confusão foi registrada em vídeo, que ele postou na internet. Segundo Crispim Terral, a confusão começou após um dos gerentes do banco o deixar por quase cinco horas à espera de atendimento. Quando ele foi reclamar, o gerente acionou a Polícia Militar e, na abordagem, um policial dá um "mata-leão" em Crispim. O caso ocorreu na última terça-feira (19), em agência da Caixa Econômica Federal que fica próxima ao relógio de São Pedro, no Centro da cidade. Por meio de nota, a Caixa informou que "até o momento não foi identificada, por parte de nenhum dos seus empregados ou colaboradores, qualquer atitude de cunho discriminatório. A CAIXA repudia atitudes racistas ou de discriminação cometidas contra qualquer pessoa". O cliente do banco disse que registrou queixa de racismo junto à Polícia Civil e à Corregedoria da Polícia Militar. O G1 entrou em contato com a Polícia Civil, e aguarda posicionamento. Já a PM enviou nota sobre o caso, entretanto eles não mencionam o registro da queixa na corregedoria. Por meio de nota, enviada nesta terça-feira (26), a Polícia Militar informou que Crispim se recusou deixar a agência, mesmo após o término do expediente. Disse também que houve necessidade de empregar força proporcional, mesmo após diversas tentativas de conduzir o cliente sem o emprego da força. A polícia informou que, no próprio vídeo, é evidente a condução técnica dos policiais militares na ação. No relato postado nas redes sociais, Crispim lamenta a forma como foi tratado na agência. "Momento terrível e absurdo. Em pleno século XXI, fui tratado de forma ríspida e claramente fui vítima de preconceito racial", disse. Além disso, segundo Crispim, os PMs queriam algemar ele, a pedido do gerente do banco, que se recusou ir à delegacia junto com o cliente. "O problema foi que, ao descer ao térreo da agência, o gerente falou que só iria à delegacia se os policiais me algemassem, e disse: 'Não faço acordo com esse tipo de gente'", contou Crispim. Crispim disse que no dia da confusão, era a oitava vez que ele havia ido ao banco. Na ocasião, ele estava com um das filhas. "Fui solicitar um suposto comprovante de pagamento de dois cheques pagos pela Caixa Econômica, sendo que os dois foram devolvidos por estar sem fundo. Também fui requerer a devolução de R$ 2.056 retirados de minha conta há dois meses, indevidamente", contou. "O gerente responsável pela minha conta, naquele momento, me atendeu de forma indiferente, enquanto me deixou esperando na sua mesa por quatro horas e quarenta e sete minutos e foi atender outras pessoas em outra mesa. Indignado com a situação, me dirigi à mesa do gerente geral, que da mesma forma, e ainda mais ríspida, me atendeu com mais indiferença. Quando Pensei que não poderia piorar, fui surpreendido pelo senhor [gerente geral] com a seguinte fala: 'Se o senhor não se retirar da minha mesa, vou chamar uma guarnição'", relatou. O cliente do banco contou que quando os policiais chegaram, pediram para que ele e o gerente fossem até a delegacia para prestar esclarecimentos, mas no decorrer da situação, a exigência do gerente em algemar Crispim causou a confusão. Já a PM contou que, na agência, o gerente relatou que o homem estava solicitando um comprovante de transação que não poderia ser fornecido naquele momento e solicitou a remoção do cidadão do interior da agência, em razão do encerramento do expediente bancário. Os policiais, então, dirigiram-se ao homem e solicitaram que ele acompanhasse a equipe, junto com o representante da agência bancária à delegacia, para formalização da ocorrência. Segundo os policiais, o cliente se exaltou e dizia que não sairia da agência sem ter a demanda atendida, contrariando a recomendação dos policiais que intervieram no conflito. A polícia informou que, diante da recusa do cliente, os policiais precisaram usar força.
Ademário Bispo, 51 anos, estava na Vale no momento da tragédia de Brumadinho e ainda não foi encontrado — Foto: Arquivo Pessoal
Três baianos continuam entre os desaparecidos na tragédia de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), onde um barragem de rejeitos rompeu e fez um mar de lama invadir parte da cidade. A tragédia completa um mês nesta segunda-feira (25). Mais de 170 pessoas já foram encontradas mortas. Outras cerca de 130 estão desaparecidas. As buscas seguem na região.Ismael Bispo, de 23 anos, filho de Ademário Bispo, de 51, um dos baianos desaparecidos, estava em Brumadinho e retornou há três semanas para Santo Amaro, no recôncavo da Bahia, para retornar ao trabalho. Em entrevista ao G1, o jovem falou sobre a angústia do pai ainda não ter sido encontrado e reclamou sobre a falta de suporte da Vale e informações dos resgates dos corpos. “A Vale só deu suporte quando a gente exigiu. Não vem perguntar se precisamos de algo. Mandaram psicólogos, porque solicitamos, mas o que a gente quer é informações sobre o meu pai e o Alex [primo desparecido]”, disse Ismael Bispo. Um mês após a tragédia, Ismael Bispo contou que a mãe dele se juntou ao irmão, que mora em Minas Gerais, para agilizar os detalhes burocráticos, quando os corpos aparecerem. “Precisei retornar à minha rotina aqui em Santo Amaro. Meu irmão e minha mãe que estão lá para agilizar os detalhes burocráticos quando os corpos forem encontrados. É triste, é muito triste, passam os dias e a gente só fica na saudade mesmo” “O triste é que a gente não tem resposta, não tem informação nenhuma. Ficamos na angústia e o que parece é que eles não se importam com isso. Só pensam no prejuízo financeiro”, reclamou Ismael Bispo. O jovem contou que espera que todos os corpos sejam identificados. “Para eles, pode até ter sido uma perda financeira, mas para a gente não. Essas pessoas eram as coisas mais preciosas na nossa vida”, disse, emocionado.Outros quatro baianos foram encontrados mortos na tragédia. O primeiro deles foi Ednilson dos Santos Cruz, de 23 anos, que foi localizado em 29 de janeiro. O segundo foi Tiago Coutinho do Carmo, de 34 anos, que foi encontrado em 17 de fevereiro. O terceiro foi George Conceição de Oliveira, de idade não divulgada, que foi achado em 19 de fevereiro. O último foi Cássio Cruz Silva Pereira, de 27 anos, no último sábado (23).
Foto: Preto no Branco
Dois homens foram presos em flagrante por suspeita de matar o vizinho com golpes de barra de ferro, no bairro Sol Nascente, na cidade de Juazeiro, no norte da Bahia. O caso aconteceu no sábado (23), mas foi divulgado pela polícia nesta segunda-feira (25). De acordo com a Polícia Civil, Valdevan Cavalcanti da Silva, de 48 anos, foi morto dentro da própria casa, depois de se desentender com José Adilson Rufino, 52, e Francisco Davi da Silva, 51, enquanto consumiam bebida alcoólica. Francisco Davi foi preso ainda na casa da vítima, enquanto dormia. José Adilson teve ferimentos durante a briga e foi encontrado pelos policiais em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para onde foi socorrido. A polícia não detalhou o motivo da discussão. A barra de ferro usada pela dupla para matar a vítima, foi encontrada pelos policiais no local do crime e encaminhada para a perícia. Ainda segundo a polícia, Francisco Davi responde por outro homicídio, ocorrido em 2012, na mesma cidade. A dupla foi levada para a delegacia do município, onde segue detida. Testemunhas, familiares e amigos dos envolvidos prestaram depoimento nesta segunda.