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Professores ousam e conseguem reinventar o EAD

  • Sítio do Carroção
  • 13 Jul 2020
  • 10:36h

(Foto: Sítio do Carroção)

As aulas online no período de isolamento social têm despertado preocupação e incerteza em pais de crianças e adolescentes. Para as instituições de ensino, adaptar-se a essa nova metodologia também é um desafio. Mas a batalha maior é para quem está na "linha de frente da educação": os professores.


Como produzir conteúdo que desperte o interesse de alunos, de casa, utilizando para que assistam as aulas, o que eles mais usam para brincar e se distrair: seus celulares e computadores? Neste momento, além de todos os obstáculos oriundos da pandemia, a produção de conteúdo também é um complicador. De que forma ensinar história, geografia, ciências e outras disciplinas, de longe? E mais, como despertar no aluno, o interesse pelo conhecimento, quando ele parece estar em férias permanentes? Diante da adversidade, eles têm buscado alternativas para continuarem com a desafiadora missão de ensinar, em tempos de medo e incertezas. Mas alguns professores estão revolucionando isso! E para tal, estão mudando o formato das aulas virtuais, seus cenários e roteiros, utilizando uma importante "sala de aula fora da escola" - o Sítio do Carroção, em Tatuí, no interior paulista. Como costuma fazer ao longo do ano com escolas, o Sítio do Carroção se mantém como importante ferramenta no processo de aprendizagem também agora. O resort pedagógico, que há 5 décadas recebe as mais tradicionais escolas do país para estudo do meio, está cedendo suas instalações para que professores gravem aulas utilizando os projetos pedagógicos.

 

 

 

 

 

Todas as áreas do conhecimento e competências exigidas na nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) servem de parâmetros para os ambientes criados pelo Sítio do Carroção, que estimulam o desenvolvimento dos alunos de maneira divertida. Tudo foi criado minuciosamente para despertar a curiosidade do aluno, desde a arquitetura colonial das pousadas até uma macro maquete de 8.500 m², onde os estudantes podem aprender sobre sustentabilidade, grandes navegações e transformação de energia, assuntos que são abordados no projeto pedagógico "Planeta Terra".

Eleito pelo Discovery Channel como o Melhor da América Latina, o único resort pedagógico do Brasil possui uma área de quase 1 milhão de m², que reúne ampla estrutura de lazer e entretenimento, a cerca de 150 quilômetros da cidade de São Paulo.

O simples fato de diversificar o ambiente das aulas virtuais, mostrando o aprendizado de forma lúdica, instiga o aluno a querer saber mais, sem ficar disperso. A ideia é deixar a criança o mais próximo da realidade, virtualmente.

Por isso essa tarefa árdua só poderia ser realizada pelos também heróis que se reinventam diariamente, para tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes.

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Dia do ECA: Estatuto completa 30 anos em meio a desafios gerados pela pandemia

  • Redação
  • 13 Jul 2020
  • 10:18h

Com crianças e adolescentes ainda mais vulneráveis ao trabalho infantil, entidades e programas se mobilizam para preservar direitos | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Em meio à crise social e econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 30 anos nesta segunda-feira (13). Promulgado em 13 de julho de 1990, o documento prevê uma série de direitos e dispositivos para garantir a cidadania e a proteção integral dessa parcela da população. Só que a efetivação desses direitos ainda é um desafio que, agora, enfrenta ainda mais dificuldades frente ao empobrecimento das famílias e às restrições impostas pela crise sanitária. Nesse contexto, a rede de proteção às crianças e adolescentes e as organizações não governamentais têm se adaptado para viabilizar o atendimento. Um exemplo é o Programa de Aprendizagem Rural que contribui para o combate ao trabalho infantil, no interior do Rio Grande do Sul. “O ECA é um marco histórico na regulamentação do Artigo 227 da Constituição Federal de 1988 e está servindo de exemplo para o mundo pela amplitude de direitos e pela forma como protege nossas crianças, adolescentes e jovens”, explica a auditora-fiscal Denise Natalina Brambilla González, da Superintendência Regional do Trabalho. Segundo ela, os impactos da pandemia na proteção a crianças e adolescentes serão profundos e será necessário muito tempo para lidar com os problemas que surgirem neste momento. “As consequências da pandemia serão devastadoras, pois, acarretarão o crescimento do desemprego, o acirramento da miséria e um maior número de crianças e adolescentes abandonarão a escola em razão do longo período de aulas presenciais suspensas”, analisa. Ela ressalta que a rede de proteção tem agido nos municípios para minimizar as consequências. Uma das maiores preocupações nesse momento é com o combate ao trabalho infantil que, em um cenário de empobrecimento das famílias, poderá ganhar força.

Mesmo com reabertura, situação de bares e restaurantes ainda é preocupante

  • Redação
  • 13 Jul 2020
  • 09:29h

A reabertura dos bares foi um misto de comemoração e preocupação (Foto: Reprodução)

Mesmo com a reabertura de bares e restaurantes de Vitória da Conquista, a situação da categoria ainda é preocupante. Muitos ainda não reabriram as portas, já que o protocolo é bastante exigente e requer, em muitos casos, investimentos em estrutura e equipamentos.Outro fator é que muiitos frequentadores ainda estão com muito receio e, mesmo com muita vontade, estão enfrentando a tentação, já que são quase 4 meses sem poder ir aos bares. O protocolo deve continuar endurecido, já que os riscos nesses locais é maior, pois as pessoas retiram as máscaras e muitas vezes os contatos físicos são quase inevitáveis. 

Brumado: semana será de temperaturas mais baixas e possibilidade de garoa

  • Brumado Urgente
  • 13 Jul 2020
  • 07:38h

A Serra das Éguas amanheceu coberta por nuvens na manhã desta segunda-feira (13) | Foto: Brumado Urgente

Dizer que em Brumado o frio típico do inverno acontece como em Vitória da Conquista é um exagero, mas existem sim os dias de temperaturas mais baixas que atingem a casa dos 15 graus, o que para cá é considerado um “gelo”. É dessa forma que a previsão aponta para essa semana em Brumado e região, com temperaturas nessa faixa, o que fará muita gente, pelo menos nas primeiras horas da manhã até o sol se firmar no céu, a tirar os agasalhos do armário. Existe a possibilidade de garoa também, o que dará mais vitalidade ao clima frio. Segundo os institutos de meteorologia, as temperaturas caem um pouco com mínima na casa dos 15 graus e a máxima não ultrapassa os 28 graus.

Região: Acidente com vítima fatal na noite deste domingo (12)

  • Redação
  • 13 Jul 2020
  • 07:23h

(Foto: Reprodução)

Um acidente terminou com morte próximo a cidade de Cândido Sales na noite deste domingo (12). Segundo informações obtidas pela nossa reportagem, a vítima foi atropelada. O nome dela não foi divulgado.O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Conquista. A vítima fatal foi identificada como Edmundo Rodrigues. O acidente foi provocado por causa de um animal na pista. Amigos e familiares estão estarrecidos com a morte precoce do motociclista.

‘O trabalho remoto veio pra ficar’, diz presidente do TST

  • Agência Brasil
  • 13 Jul 2020
  • 07:06h

Foto: Reprodução/TV Brasil

O trabalho remoto veio pra ficar”, é o que diz a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi, entrevistada do programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo, às 22h. Pesquisa realizada pela consultoria Betania Tanure Associados (BTA) mostra que 43% das empresas privadas passaram a adotar o trabalho remoto durante a pandemia, sendo que 60% dos funcionários destas empresas estão trabalhando de casa. Embora o trabalho remoto esteja fora do alcance da Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT), a ministra alerta que “é muito importante que tanto o empregado quanto o empregador busquem ter, cada um a seu modo, provas de que o trabalho está sendo realizado no período de oito horas”, que é a jornada padrão estabelecida pela Constituição. “Apesar de haver flexibilidade, o empregado não pode trabalhar 18 horas por dia. Se ele fizer isso e comprovar, terá direito a horas extras”, explica. A presidente do TST vê como uma vantagem do trabalho remoto a compatibilização da redução de custos para o empregador com a flexibilidade e otimização do tempo para o empregado. Maria Cristina lembra também que mais de 20% dos acidentes de trabalho ocorrem no percurso entre a casa do trabalhador e a empresa. Se as pessoas não precisarem se deslocar para trabalhar, a expectativa, segundo a ministra, é a redução deste tipo de acidente. Mesmo antes da pandemia, o mundo do trabalho já vinha sofrendo transformações, que a ministra atribui à quarta revolução industrial. O conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab diz respeito a uma mudança de paradigma devido à automatização de diversas esferas da vida. Ela cita como exemplo o surgimento dos motoristas que trabalham por meio de plataformas na internet. “Alguns mecanismos precisarão ser estabelecidos para disciplinar essas novas formas de trabalho que vão surgir não necessariamente sob o vínculo do emprego”, opina. Para a ministra, “temos que preservar o humano, não necessariamente o emprego”. O crescimento do teletrabalho é um fenômeno marcante da pandemia, mas a principal demanda do TST nos últimos meses tem relação com as demissões. A rescisão contratual é o motivo do maior volume de ações que chegam à justiça do trabalho. Mas, de acordo com a ministra, mais da metade dos casos é resolvida por meio de acordos prévios e não vira processo. Em segundo lugar, estão as ações que pedem a distribuição obrigatória de equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais da saúde. Entidades que representam trabalhadores da área também têm recorrido ao judiciário para ter prioridade no acesso aos testes de covid-19.

Brumado:: 51 ativos, 02 hospitalizados e 263 casos confirmados

  • Ascom | CMB
  • 12 Jul 2020
  • 22:14h

(Divulgação: SESAU)

Neste domingo, 12 de julho de 2020, o município de Brumado registra 263 casos confirmados da Covid-19, o novo coronavírus. O número representa 11,82% do total de 2.225 notificações. Entre os diagnósticos: 2 internações, 3 óbitos, 51 pacientes em tratamento e 209 recuperados. No momento, 75 ainda aguardam resultado laboratorial e 749 já foram descartados. As notificações suspeitas abrangem pacientes com quadros de síndromes gripais diversas, dentre os quais alguns se encaixam nos critérios para realização do exame RT-PCR ou via teste rápido. Estes últimos estão sendo usados de forma criteriosa, em casos excepcionais, como estratégia para ampliar e tornar mais eficaz o enfrentamento à pandemia no município. 

 

Prouni disponibilizará mais de 167 mil bolsas em 1.061 instituições privadas

  • BN
  • 12 Jul 2020
  • 18:07h

Página do ProUni | Foto: Reprodução

O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferecerá 167.789 bolsas em 1.061 Instituições de Ensino Superior Privadas. Desse total, 60.551 serão integrais e 107.229 serão parciais, cobrindo 50% do valor das mensalidades.De acordo com a Agência Brasil, as inscrições serão aceitas entre 14 e 17 de julho. No entanto, já é possível fazer consultas sobre a oferta de bolsas no portal do Prouni.

O programa seleciona estudantes para bolsas em instituições privadas de ensino superior. Essas bolsas variam de acordo com a renda dos candidatos e podem ser parciais, de 50% da mensalidade, ou integrais, de 100%. De acordo com o Ministério da Educação, o Prouni, que foi criado em 2004, tem por objetivo aumentar a quantidade de estudantes brasileiros de baixa renda na graduação.

Donald Trump aparece em público usando máscara pela primeira vez

  • Bahia Notícias
  • 12 Jul 2020
  • 14:49h

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu em público usando máscara pela primeira vez neste sábado (11). Cedendo à forte pressão para dar exemplo de saúde em meio ao avanço da pandemia do coronavírus no país, o mandatário americano percorreu os corredores do hospital militar Walter Reed, localizado nos arredores de Washington, usando o item na cor preta. Ele visitou veteranos feridos.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, os EUA registram mais de 3,2 milhões de infectados pela Covid-19, com quase 135 mil de pessoas mortas. O balanço foi atualizado na noite deste sábado. É o país mais afetado pela doença no mundo.

Médica defensora da cloroquina foi suspensa após declaração sobre nazismo, diz hospital

  • Bahia Notícias
  • 12 Jul 2020
  • 12:06h

Foto: Reprodução/ TV Brasil

O Hospital Israelita Albert Einstein informou neste sábado (11) que a médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi foi afastada das atividades na instituição após dar uma declaração “infeliz” sobre o nazismo. A versão do hospital contradiz a da médica, que afirmou, em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, que a suspensão aconteceu devido ao fato de ela ser defensora do uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o novo coronavírus (veja aqui).

Segundo o hospital, Nise Yamaguchi, fez, em entrevista recente, uma analogia "infeliz e infundada" entre o pânico provocado pela pandemia e a postura de vítimas do holocausto ao perguntar: “Você acha que alguns poucos militares nazistas conseguiriam controlar aquela massa de rebanho de judeus famintos se não os submetessem diariamente a humilhações?"

Em nota, o Albert Einstein disse que, “como se trata de manifestação insólita”, decidiu pelo afastamento de Nise para averiguar se a declaração da médica ocorreu por “mero despropósito destituído de intuito ofensivo” ou se foi “manifestação de desapreço motivada por algum conflito”. O hospital ainda afirmou que a investigação seria rápida e, por isso, não esperava que o fato viesse a público. 

No comunicado, o hospital também rebate a possibilidade de que a suspensão tenha ocorrido pela defesa que a médica faz do uso da cloroquina, medicamento cuja efetividade no tratamento da Covid-19 não é comprovada cientificamente. "O hospital respeita a autonomia inerente ao exercício profissional de todos os médicos, jamais permitindo restrições ou imposições que possam impedir a sua liberdade ou possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho."

O Einstein ainda reforça que Nise faz parte do corpo clínico do Hospital, e que é "admissível que perfilhe entendimento próprio com relação ao atendimento de seus pacientes ou à sua postura em face da pandemia ora combatida, desde que observe as regras relacionadas ao uso da sua condição de integrante do Corpo Clínico em sua comunicação."

Surto de coronavírus nas Américas está longe de acabar, dizem cientistas

  • 12 Jul 2020
  • 09:57h

Estudos do Observatório Fluminense Covid-19 e da Fiocruz aponta que o momento é de aumento do número de casos e mortes Agência Brasil | Foto: Reprodução

Enquanto em vários países europeus os gráficos que acompanham a evolução da pandemia de Covid-19 demonstram um controle da doença, ao menos temporário, na América Latina, um estudo do Observatório Fluminense Covid-19 aponta que o momento é de aumento do número de casos e mortes ou uma estabilização em patamares muito elevados no continente. Dos 15 países da América Latina analisados pelo projeto (não entram no monitoramento do grupo El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Nicarágua), o gráfico chamado de semáforo indica que apenas Cuba e Uruguai estão no indicador verde, que significa que o país está “vencendo” a epidemia quanto ao número de casos registrados por semana. Na métrica por número de mortes por semana, o Paraguai também entra no verde. Estão na cor amarela, que indica “quase lá” no enfrentamento à pandemia, Chile, Equador e Paraguai para novos casos por semana e apenas o Equador para o número de mortes. Todos os outros estão no vermelho para as duas medidas, ou seja, “precisam agir” para controlar a disseminação do novo coronavírus.

Curva epidemiológica

O Observatório Fluminense Covid-19 é formado por cientistas e estudantes de sete instituições de ensino e pesquisa, entre elas a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). Integrante do projeto, o professor Americo Cunha, do Instituto de Matemática e Estatística da Uerj, destaca que o gráfico indica uma tendência da pandemia e a cor muda de acordo com o desenho formado pela curva epidemiológica. “A gente classifica a situação em vermelho, amarelo ou verde de acordo com a forma do gráfico. Quando a epidemia passa, a curva segue um esquema: ela sobe, passa por um platô e depois desce. Não é igual para todos os países, pode ser mais inclinado para esquerda ou para direita, a subida mais lenta ou mais rápida. Se você olhar a curva de Cuba, por exemplo, ela já tem esse formato fechado. Equador está em amarelo porque subiu, desceu, subiu e está estacionado num patamar ainda relativamente alto”. O número de casos por milhão de habitantes varia muito na região, indo de 212 em Cuba e na faixa de 280 no Uruguai e na Venezuela, até 15.800 no Chile. Panamá e Peru estão na faixa de 9.500 por milhão e o Brasil em 8 mil por milhão. Em número de mortes, Venezuela e Paraguai registram três óbitos por milhão, a Costa Rica tem cinco e Cuba e Uruguai estão com oito mortes por milhão de habitantes. Na ponta oposta, estão acima de 300 mortes por milhão o Chile, o Peru e o Brasil. Os dados foram consolidados na quarta-feira (8).

Conquista: Em menos de uma semana, cidade é destaque no Jornal Nacional mais uma vez

  • BRF
  • 12 Jul 2020
  • 08:54h

(Foto: Reprodução TV Globo)

Um dos momentos mais esperados e de maior audiência do Jornal Nacional, do Grupo Globo, é a Previsão do Tempo, que neste sábado foi apresentado pela garota do tempo Eliana Marques. O destaque da previsão foi o frio previsto para este domingo, em Vitória da Conquista. Ela também ressaltou a grande amplitude térmica, ou seja, diferença entre a mínima e a máxima, no mesmo dia. O motivo segundo a jornalista para essa oscilação térmica e tanto frio assim no Nordeste é a altitude elevada do município, com pontos acima dos 1100 metros. Ainda segundo a previsão do tempo o domingo deve variar entre mínima de 13 graus e máxima de 25 graus.

Em vulnerabilidade, ciganos temem efeitos da pandemia em comunidades

  • Agência Brasil
  • 12 Jul 2020
  • 08:09h

Famílias sofrem despejo e veem contaminação por coronavírus aumentar | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil Geral

A histórica situação de vulnerabilidade das comunidades ciganas no Brasil tem cobrado seu preço durante a pandemia do novo coronavírus. Além dos casos de expulsões de famílias acampadas, ciganos têm relatado falta de assistência social e sanitária por parte do poder público e aumento dos casos da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Não há um balanço oficial, mas levantamento do Instituto Cigano no Brasil (ICB), entidade com sede em Caucaia (CE), aponta que, até agora, um total 13 ciganos, em pelo menos oito estados, morreram após contrair a infecção. Esse número, no entanto, pode estar subestimado. “A gente tinha o temor de que o primeiro cigano adquirisse o vírus. Os ciganos, mesmo aqueles que não moram em acampamentos, geralmente ficam todos juntos, moram sempre no mesmo bairro, em casas próximas. Dificilmente você vê um cigano morando isoladamente e isso faz com que o vírus, uma vez sendo contraído por uma pessoa, rapidamente se dissemine”, afirma Jucelho Dantas da Cruz, cigano da etnia Calon e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia.

Em Camaçari, região metropolitana de Salvador, um surto da covid-19 em um bairro com grande concentração de ciganos mobilizou uma reação coletiva após a suspeita de que cerca de 40 pessoas haviam sido contaminadas, no final de maio. Depois que a gente denunciou publicamente e cobramos ação da prefeitura, eles vieram ao bairro fazer os testes. Só da minha família, foram dez contaminados. Desses, três têm comorbidades. Foram duas semanas de muita tensão. Três de meus irmãos foram internados, além da esposa de um deles. Todos se recuperaram, voltaram para casa e ficaram reclusos. Os outros que tiveram teste positivo ficaram assintomáticos”, relata Jucelho.

Homenagem

Presidente do Instituto Cigano do Brasil, Rogério Ribeiro, também da etnia Calon, criou uma página nas redes sociais para registrar as mortes de ciganos vítimas da covid-19. “O objetivo é tirar da invisibilidade cidadãos que têm família, história e deixaram um legado após a morte”, explica.

Entre as vítimas da covid-19 está o músico Antonio Ferreira dos Santos, conhecido como Cigano Barroso, de 62 anos, que morreu na cidade Sobral (CE), no dia 2 de junho, após passar uma semana internado na Santa Casa da cidade.

Na Bahia, o comerciante Lomanto Marques, de 57 anos, morreu no dia 12 de junho, depois de ficar 21 dias no hospital Português, na capital Salvador. Ele era da comunidade cigana de Camaçari.

Ciganos jovens, fora do grupo de risco etário para a covid-19, também estão entre os mortos pela doença, segundo levantamento do ICB. É o caso de Velodia Joce Blado, de 36 anos, cigano da etnia Rom, que faleceu no início do mês passado, em Guarulhos (SP). No Espírito Santo, a estudante cigana Dayana Soares Galvão, de 24 anos, também morreu em decorrência de infecção pelo novo coronavírus.

Além da distribuição de cestas básicas, os ciganos têm cobrado apoio para aquisição de material de higiene. “Temos pedido a distribuição de produtos para fazer a desinfecção. Existem muitas famílias ciganas pobres, sem condições de comprar produtos de higiene”, afirma Ribeiro.

Ações

Na Bahia, onde três ciganos já morreram e estimativas indicam que centenas já foram contaminadas, o governo estadual prometeu a distribuição de máscaras para comunidades tradicionais. “Atualmente, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) tem trabalhado na distribuição de 150 mil máscaras de tecido, por meio de entidades representativas dos segmentos, ação que alcançará mais de 600 comunidades tradicionais e das periferias”, informou a pasta, em nota enviada à reportagem.

Em âmbito nacional, as políticas de inclusão social de povos e comunidades tradicionais são articuladas pela Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Procurada pela Agência Brasil, a pasta informou que, no caso específico dos ciganos, “tem buscado promover ações de apoio à população vulnerável diante do enfrentamento ao novo coronavírus, por meio do fortalecimento de instituições sem fins lucrativos que atuem com trabalho voluntário na sociedade”. Sobre a distribuição de cestas básicas, a pasta disse que a prioridade tem sido dada para áreas indígenas e territórios quilombolas, mas que parcerias com governos estaduais têm sidos realizadas para atender aos ciganos. “As cestas básicas distribuídas foram destinadas aos povos indígenas e comunidades quilombolas. Entretanto, iniciativas do programa Pátria Voluntária, dos entes estaduais e dos entes municipais, focaram, também, no atendimento aos ciganos”, acrescentou.

Ciganofobia: preconceito e expulsões
Episódios de racismo e preconceito fazem parte do cotidiano das comunidades ciganas há várias décadas, mas o contexto da pandemia agravou esse cenário, principalmente para as famílias que ainda mantêm as características de itinerância, transitando entre diferentes acampamentos de tempos em tempos.

Ao menos três casos de expulsão de famílias de acampamentos foram registrados em municípios do interior do país. Em abril, cerca de 100 famílias de ciganos foram proibidas de permanecer na cidade de Dois Vizinhos (PR), após intervenção de agentes da prefeitura e da Polícia Militar. Eles estavam prestes a acampar em uma área tradicional de rancho cigano, quando foram interceptados e obrigados a deixar os limites do município.

“É o que a gente chama de ciganofobia. Algumas pessoas começaram a associar os ciganos como vetor do novo coronavírus”, afirma Igor Shimura, diretor da Associação Social de Apoio Integral aos Ciganos (Asaic).

Após ser expulso de Dois Vizinhos, o grupo de ciganos, que incluía grande quantidade de idosos e crianças, se deslocou para Guarapuava (PR), outra cidade do interior paranaense, onde também foram impedidos de permanecer, em um primeiro momento. Foi preciso uma negociação com o advogado das famílias para que eles conseguissem se instalar nas imediações da cidade, por meio de um acordo com a polícia militar.

“Antes da pandemia, já era difícil para os ciganos, principalmente os itinerantes, quando chegam numa cidade. São mal vistos, tem aquelas lendas preconceituosas que se criam sobre o nosso povo”, afirma Antonio Alves Pereira, da etnia Calon, integrante do Conselho Estadual de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Paraná.

Procurada pela Agência Brasil, a prefeitura de Dois Vizinhos informou, por meio de nota, que a chegada dos ciganos na cidade promoveu aglomeração, contrariando as normas de distanciamento social em locais públicos. “Esclarecemos que a fiscalização do município recebeu denúncia de moradores das imediações do Estádio Municipal dando conta que ciganos estavam se instalando no estacionamento do mesmo. No local havia inúmeras pessoas em aglomeração. Diante da denúncia os fiscais se deslocaram até o referido endereço e solicitaram que os integrantes do grupo providenciassem a retirada do acampamento do local, uma vez que o grupo havia se deslocado de Cascavel (PR) para Dois Vizinhos (PR). Em Cascavel, as informações eram que o município já estava enfrentando a transmissão comunitária da covid-19”, diz a nota.

Meu rancho, minha casa

Outro caso de expulsão de ciganos em meio à pandemia ocorreu em Paim Filho, interior do Rio Grande do Sul. Após eles acamparem em uma área de ocupação tradicional do grupo, no final de maio, a prefeitura da cidade entrou com uma ação de reintegração de posse na Justiça, para que eles fossem obrigados a se retirarem do local. O principal argumento utilizado pela administração municipal foi justamente a ideia de evitar aglomerações. ??”Quando os ciganos estabelecem acampamentos, eles permanecem mais reclusos no local, ainda mais no contexto da pandemia. Além disso, os locais onde eles acampam representa a casa deles, o seu território tradicional de ocupação. Eles têm esse sentimento, muitos nasceram nesses acampamentos”, afirma Marcelo Almeida, advogado que defende comunidades ciganas na Região Sul do país.

No caso de Paim Filho, a Justiça não concedeu a liminar de reintegração de posse e garantiu a permanência dos ciganos no local, mas eles acabaram, dias depois, decidindo deixar a cidade.

Para Maria Jane Soares, integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, falta preparo das prefeituras para lidar com as especificidades culturais dos povos ciganos. “Em nossos caminhos rotativos, a gente tem que ter um canto de parar, repousar, que são os ranchos, mas temos essa dificuldade porque as prefeituras não querem trabalhar com a inclusão dos ciganos, garantindo reconhecimento e assistência nesses locais. Quando a prefeitura trabalha com os povos tradicionais, o racismo é reduzido. Quando as prefeituras viram as costas, o racismo fica mais forte”, aponta.

Segundo Antonio Alves Pereira, cigano do Paraná, os grupos itinerantes no estado têm adotado outras estratégias, durante a pandemia, para evitarem a perseguição em municípios do estado. “Muitos estão separando grupos de 15 a 20 famílias em grupos menores, por medo de serem expulsos. Nossa orientação tem sido para que eles evitem as cidades maiores e permaneçam isolados nos acampamentos.”

O governo federal informou que monitora as tentativas de expulsão de ciganos instalados em acampamentos e que tem tentado dialogar com as prefeituras, por meio do Ministério da Saúde.

“Recebemos as informações de tentativas de expulsões em Camaçari (Bahia), Piripiri (Piauí) e Paim Filho (Rio Grande do Sul). Nas três cidades, a Secretaria Nacional de Promoção de Políticas de Igualdade Racial entrou em contato com os representantes dos grupos ou associações representativas para compreender as demandas e realizar os encaminhamentos. Todas eram relacionadas a questões da covid-19. Desta maneira, a secretaria encaminhou as demandas para o Ministério da Saúde realizar um acompanhamento direto com o município, com exceção da cidade de Paim Filho, pois o grupo já havia deixado a cidade por conta própria, mesmo havendo uma decisão judicial a favor da continuação deles na cidade”, informou a SNPIR em nota enviada à reportagem.

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Governo pretende lançar Plano Nacional de Mineração até agosto

  • Agência Brasil
  • 11 Jul 2020
  • 17:28h

O programa abordará economia mineral, sustentabilidade, expansão em novas áreas e a imagem da mineração junto à sociedade | Foto: Brumado Urgente

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que a pasta vai lançar um Plano Nacional de Mineração com metas definidas até 2023. Albuquerque falou durante uma live promovida por um banco.O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Ambiental, Alexandre Vidigal, também participou da transmissão ao vivo, disse que o plano deverá ser divulgado até o início de agosto. “São dez planos bem definidos, com 108 metas. Está na fase de apresentação, onde os atores da mineração podem opinar”, informou o secretário. Segundo Vidigale, não existem estudos sobre o setor há vários anos. “O setor mineral não se encontrava em estudos da economia pública há algumas décadas. Isso é preocupante. Se você não tem dados oficiais, estudos, você tem dificuldade de fazer planejamento, fazer políticas públicas.” O programa abordará, dentre outros pontos, economia mineral, sustentabilidade, expansão em novas áreas e a imagem da mineração junto à sociedade. “A mineração que a sociedade percebe não é a mineração que o Brasil faz”, disse Vidigal. Ele acrescentou que a maioria das metas que constarão do plano já está em andamento. “Temos um projeto para a mineração brasileira.” O ministro Bento Albuquerque disse ainda que a pasta também pretende formar um conselho nacional que defina as políticas minerais do país. “Nós encontramos a mineração brasileira, com a importância que ela tem para a economia, sem um planejamento. Estamos trabalhando junto com os agentes para que tenhamos um conselho nacional que possa definir as políticas minerais do país”.

Livro: Desbloqueando o futuro

  • 11 Jul 2020
  • 16:16h

Foto: Divulgação

Temos uma pergunta para você: já adquiriu o livro que pode mudar a sua vida - DESBLOQUEANDO O FUTURO?

Quem já leu garante que o conteúdo do livro vale super a pena, então, se ainda não garantiu o seu, não perca mais tempo! Confira o vídeo!