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Felca depõe contra Hytalo Santos em investigação de tráfico humano e exploração sexual infantil

  • Bahia Notícias
  • 05 Nov 2025
  • 08:36h

Foto: Instagram

O youtuber Felipe Bressanim, o Felca, prestou depoimento na audiência de instrução do influenciador Hytalo Santos, que enfrenta as acusações de tráfico humano, exploração sexual infantil e trabalho infantil irregular.

 

De acordo com o portal LeoDias, Felca foi testemunha de acusação na audiência que aconteceu no Fórum Criminal de Bayeux, na Paraíba.

 

Felca foi responsável por tornar o caso popular com a denúncia através do vídeo 'Adultização', publicado no YouTube, e que teve grande repercussão nacional.

 

Além do youtuber, a influenciadora digital Kamylinha, de 18 anos, que participava dos vídeos feitos por Hytalo e Euro nas redes sociais, foi testemunha de defesa do casal.

 

A jovem é citada no processo como sendo uma das "vítimas" do influenciador e do marido. Segundo o g1 Paraíba, nem Hytalo nem o marido dele foram ouvidos na audiência e só serão interrogados em sessões posteriores.

 

A primeira audiência do caso teve duração de cinco horas. Os advogados do casal protocolaram um pedido para revogação da prisão, porém, o juiz adiou a decisão sobre liberdade ou alteração do regime de cumprimento da pena.

 

O casal segue preso na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, também conhecida como Presídio do Roger.

Detran-BA instaura série de processos disciplinares por indícios de fraudes em exames e documentos de habilitação

  • Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
  • 04 Nov 2025
  • 16:20h

Foto: Mateus Pereira / GovBA

O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) publicou uma série de portarias instaurando processos administrativos disciplinares (PAD) para apurar supostas irregularidades relacionadas à adulteração de resultados de provas e emissão fraudulenta de documentos vinculados à habilitação de condutores e à circulação de veículos.

 

Os atos preveem prazo de 60 dias para conclusão, prorrogáveis por igual período, e designam comissões compostas por servidores técnicos e administrativos.

 

Portarias 486 e 488/2025: As duas portarias tem como foco apurar condutas de ex-servidores do órgão apontados por indícios de envolvimento em esquemas de adulteração de resultados de provas, além da emissão irregular de documentos ligados à habilitação e à circulação de veículos.

 

Portarias 489 a 491/2025: As portarias subsequentes (489, 490 e 491/2025) ampliam o escopo das apurações para casos que envolvem supostas alterações de dados em sistemas internos e transferências irregulares de veículos.

 

Os atos mencionam procedimentos de investigação preliminar e pareceres da Procuradoria Jurídica do órgão, com referências diretas a documentos emitidos entre 2023 e 2025.

 

Essas portarias também se baseiam nos artigos 175, 176 e 192 da Lei nº 6.677/1994, que preveem sanções para irregularidades funcionais.

 

Em todos os casos, o Detran destaca a possibilidade de prorrogação do prazo de apuração por igual período “em face de circunstâncias excepcionais ou imperiosas para a conclusão dos trabalhos”.

Uso prolongado de melatonina pode aumentar risco de insuficiência cardíaca, diz estudo

  • Por Luísa Monte | Folhapress
  • 04 Nov 2025
  • 14:44h

Foto: American Heart Association

O uso prolongado de melatonina foi associado a um risco maior de insuficiência cardíaca, hospitalização e morte em pessoas com insônia crônica, de acordo com um estudo preliminar apresentado nesta segunda-feira (3) no congresso anual da American Heart Association.
 

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal que sinaliza ao corpo o período escuro do dia, iniciando o processo que promove o sono. Suplementos (versões sintéticas quimicamente idênticas do hormônio) são frequentemente usados para tratar insônia, que é a dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo.
 

Suplementos de melatonina podem ser comprados sem receita médica em muitos países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos. Agora, os resultados apresentados nesta segunda levantam preocupações em relação à segurança, para o coração, do uso prolongado da substância.
 

"Os suplementos de melatonina podem não ser tão inofensivos como comumente se presume. Se nosso estudo for confirmado, isso poderá afetar como os médicos aconselham os pacientes sobre indutores do sono", afirma Ekenedilichukwu Nnadi, autor principal do estudo.
 

Os pesquisadores usaram um banco de dados internacional (TriNetX) com informações de 130.828 adultos com insônia crônica. Eles foram divididos em dois grupos de controle e analisados em pares.
 

Pessoas que haviam usado melatonina no longo prazo (durante um ano ou mais) fizeram parte do "grupo melatonina". Aqueles que nunca tiveram melatonina registrada em seus registros médicos foram classificados como o "grupo não melatonina".
 

Pessoas que tivessem sido previamente diagnosticadas com insuficiência cardíaca ou recebido prescrição de outros medicamentos para dormir foram excluídas da análise.
 

O estudo mostrou que, entre adultos com insônia, aqueles que tiveram uso prolongado de melatonina tiveram uma chance 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos (4,6% de chance), em comparação com não usuários (2,7% de chance).
 

Em países onde é necessário prescrição médica, como Reino Unido, pessoas que tiveram ao menos duas prescrições de melatonina com pelo menos 90 dias de intervalo tiveram chance de insuficiência cardíaca 82% maior do que aquelas que não receberam receita.
 

Os participantes que tomavam melatonina tiveram uma probabilidade três vezes maior de serem hospitalizados por insuficiência cardíaca, quando comparados àqueles que não tomavam o suplemento (19% e 6,6%, respectivamente).
 

Ainda segundo o estudo, participantes do grupo melatonina tiveram quase duas vezes mais chances de morrer por qualquer causa do que aqueles no grupo sem melatonina (7,8% e 4,3%, respectivamente) durante o período de cinco anos.
 

Embora tenha encontrado uma associação, o estudo não conseguiu estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o uso prolongado da melatonina e os riscos cardiovasculares. "Isso significa que são necessárias mais pesquisas que testem a segurança da melatonina para o coração", diz Nnadi.
 

Além disso, a pesquisa tem várias limitações. O banco de dados inclui países que exigem receita médica para melatonina e países que não exigem. Como o uso de melatonina no estudo foi baseado em registros de medicação no prontuário eletrônico, todos que a tomavam como suplemento sem receita teriam sido incluídos no grupo sem melatonina; portanto, as análises podem não refletir isso com precisão.
 

Para Nhadi, a conclusão não é que a melatonina seja ruim e que todos devam parar de tomá-la, mas sim de que "não devemos presumir que algo não oferece riscos apenas porque é natural ou vendido sem receita médica".
 

É SEGURO TOMAR MELATONINA?

 

Lucio Huebra, neurologista membro da Academia Brasileira do Sono, diz que a melatonina normalmente é bem tolerada, com estudos mostrando baixa toxicidade, sem evidências de dependência, tolerância ou abstinência.
 

Segundo o médico, os efeitos adversos mais comuns são:
 

- Sonolência matinal
 

- Tontura
 

- Cefaleia
 

- Náusea
 

- Interferência no ritmo circadiano, especialmente se tomada em horários indevidos
 

O uso da melatonina e de outros indutores do sono, contudo, não é indicado para qualquer indivíduo, pois a grande maioria da população tem sua produção saudável.
 

Casos para os quais a melatonina é indicada:
 

- Indivíduos com diagnóstico de distúrbios do ritmo circadiano, como atraso de fase do sono
 

- Tratamento do jet lag
 

- Tratamento de irregularidade do ritmo circadiano em cegos
 

- Controle dos sintomas de algumas parassonias, como o transtorno comportamental do sono REM
 

Ainda assim, a melatonina não é o tratamento inicial indicado para transtorno de insônia crônica no Brasil.
 

A Academia Brasileira do Sono, como outras sociedades internacionais, indica medidas comportamentais, como higiene do sono e terapias psicológicas. Para casos em que o tratamento não funciona é indicado o uso de indutores do sono por períodos curtos, na menor dose possível, segundo Huebra.

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Câmara pode votar reajuste de 24% para servidores do Judiciário Federal nesta terça-feira

  • Bahia Notícias
  • 04 Nov 2025
  • 12:40h

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (4) o projeto de lei encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê um reajuste salarial de 24% para servidores do Poder Judiciário da União.

 

De acordo com a proposta, o aumento será concedido de forma escalonada entre 2026 e 2028, com acréscimos anuais de 8% aplicados sempre a partir de 1º de julho. O texto abrange apenas os servidores das carreiras administrativas, como técnicos e analistas, e não altera a remuneração de magistrados — incluindo juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores.

 

Segundo o Atlas do Estado Brasileiro, estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os servidores do Judiciário Federal compõem o grupo mais bem remunerado do serviço público no país. O levantamento aponta que a média salarial no setor é de R$ 26,2 mil mensais.

PF analisa emendas de 92 políticos por ordem de Dino e pode abrir novos inquéritos

  • Por José Marques e Cézar Feitoza | Folhapress
  • 04 Nov 2025
  • 10:37h

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A Polícia Federal faz um pente-fino sobre emendas parlamentares apresentadas por 92 políticos que têm ou tiveram mandato no Congresso para decidir se pede a abertura de novos inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar eventuais crimes, como corrupção e prevaricação.
 

Ao mesmo tempo, as cidades e entidades que receberam esses recursos correm para tentar regularizar suas situações e evitar que a ausência de dados sobre o uso das emendas se transforme em investigações policiais.
 

A análise da PF foi iniciada em setembro a partir de ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo. Ele se baseou em uma nota técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre emendas individuais de deputados e senadores ao Orçamento, apresentadas de 2020 a 2024.
 

O TCU aponta que, até 1º de setembro deste ano, 148 emendas com um valor total de R$ 85 milhões destinadas por parlamentares não tinham plano de trabalho cadastrado na plataforma do governo que trata do tema. O documento passou a ser exigido após decisão do STF.
 

Essas emendas foram destinadas por parlamentares de 15 estados. Uma parte significativa do valor (R$ 27 milhões) é de deputados e senadores do Amazonas.
 

A partir desses dados, Dino determinou que a PF instaurasse inquéritos para cada estado, para apurar "eventual prática dos seguintes ilícitos penais: prevaricação, desobediência a ordem judicial, emprego irregular de verbas públicas, peculato, corrupção, entre outros que se revelem no curso das investigações".
 

"Ressalto que tais inquéritos inicialmente tramitarão nesta Suprema Corte, haja vista que os fatos narrados podem guardar relação com deliberações parlamentares, exigindo-se cautela para não haver qualquer mácula que vulnere as prerrogativas dos membros do Congresso Nacional."
 

Com a decisão, policiais federais passaram a analisar os recursos descritos na nota técnica do TCU. A princípio, a PF não investiga os parlamentares, mas apura se houve irregularidades nos locais aos quais as verbas foram enviadas. Não se descarta, porém, que as investigações alcancem nomes que têm ou tiveram mandato na Câmara ou Senado.
 

Após a decisão de Dino, o órgão de investigação iniciou uma avaliação sobre quais situações podem ou não ser alvo de inquérito.
 

A polícia analisa, ainda, a possibilidade de unir em um só inquérito investigações que envolvam emendas que tenham sido destinadas aos mesmos locais ou que foram enviadas pelos mesmos parlamentares.
 

Os casos que eventualmente se tornarem inquéritos devem se juntar a outras 80 investigações similares que já tramitam no STF e que têm motivado operações sobre desvios em emendas nos últimos anos.
 

Segundo os dados do TCU, o político que mais destinou recursos que resultaram em transferências sem plano de trabalho, até o dia 1º de setembro, foi o ex-deputado Bosco Saraiva, que era do Solidariedade-AM.
 

Atualmente, ele é superintendente da Zona Franca de Manaus. Foram R$ 7,9 milhões destinados a investimentos nos municípios de Maués (duas emendas, de R$ 1,9 milhão e R$ 4 milhões), Itamarati (R$ 500 mil) e Santo Antônio do Içá (R$ 1,5 milhões). Bosco Saraiva não é investigado.
 

Desses três municípios, apenas Santo Antônio do Içá deu uma justificativa sobre o uso do dinheiro, após o envio da nota técnica do tribunal de contas para a PF.
 

O município informou que a emenda de R$ 1,5 milhão serviria para a aquisição de "embarcação (barco tipo esporte/recreio) para auxiliar nas atividades da Secretaria Municipal de Educação e Cultura nas comunidades ribeirinhas".
 

Procurado pela reportagem, Bosco Saraiva afirmou que acionou os responsáveis quando tomou conhecimento de que as contas ainda estavam em aberto.
 

"Entrei em contato com os destinatários para que tomassem as providências cabíveis no sentido de sanar as pendências relativas a essas prestações de contas e recebi a informação da parte destes entes de que tais providências estavam em andamento", disse.
 

Também procuradas, as prefeituras de Maués e de Itamarati não se manifestaram.
 

O estado com maior número de emendas sob escrutínio é São Paulo: 39, no valor total de R$ 14,7 milhões, sem a apresentação de um plano de trabalho. Em seguida, vêm Amazonas (23 emendas), Bahia (22), Maranhão (14) e Minas Gerais (11).
 

O acúmulo de investigações sobre desvios de emendas parlamentares no Supremo é um dos principais pontos de tensão na relação entre o Congresso e o Judiciário nos últimos anos. Os inquéritos dispararam após Dino eleger o tema como um dos prioritários em seu gabinete.
 

Por decisões do tribunal, as emendas parlamentares passaram a ser liberadas somente mediante a apresentação de um plano de trabalho que especifique como o dinheiro será utilizado.
 

A nova determinação afetou principalmente as transferências especiais para estados e municípios -popularmente conhecidas como emendas Pix-, mecanismo criado pelo Congresso para acelerar a liberação dos recursos, mas que possui lacunas sobre sua transparência e rastreabilidade.
 

Dino indicou que deve levar ao plenário do Supremo o julgamento do mérito das ações que questionam a constitucionalidade das emendas em breve. Ele solicitou manifestação da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o tema.

Operação em Salvador: Polícia prende 31 integrantes de organização criminosa do Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 04 Nov 2025
  • 08:32h

Foto: Divulgação / PC-BA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Freedom, com o objetivo de desarticular o núcleo armado e financeiro de uma organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro que atua em território baiano. A ação é executada de forma simultânea na Bahia e no Ceará, e resultou, até o momento, na prisão de 31 pessoas e no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão.

 

Os mandados estão sendo cumpridos em Salvador, nos bairros da Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca, nos municípios de Aratuípe e Ilhéus, e também na cidade de Eusébio, no Ceará. Ao todo, mais de 90 ordens judiciais foram expedidas e estão sendo cumpridas ao longo do dia.

 

Além das ações de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias ligadas ao grupo investigado. Os alvos da Operação Freedom são suspeitos de envolvimento em homicídios e na expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras cidades da Bahia. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os resultados da operação devem contribuir para a elucidação de cerca de 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.

 

A operação conta com o apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Freedom tem como foco enfraquecer a estrutura criminosa, apreender armas e bens, prender lideranças e interromper o fluxo de recursos ilícitos usados para sustentar o domínio territorial e a prática de homicídios.

Morre cantor e compositor Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, aos 73 anos

  • Bahia Notícias
  • 03 Nov 2025
  • 16:40h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O cantor e compositor Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, teve a morte confirmada na noite do domingo (2), aos 73 anos.

De acordo com o g1 Minas Gerais, a informação foi confirmada pela família do artista.

Lô deu entrada na unidade no dia 17 de outubro, com quadro de intoxicação por medicamentos. No dia 25 de outubro, o artista foi submetido a uma traqueostomia e passou por hemodiálise.

O artista é o segundo integrante do Clube da Esquina a falecer. O primeiro foi Fernando Brant que morreu aos 68 anos em junho de 2015 vítima de complicações de um transplante de fígado.

CARREIRA
Ícone da cultura de Belo Horizonte, onde nasceu, Lô se tornou um nomes mais importantes da música brasileira ao fundar o movimento Clube da Esquina.

Em 1972, aos 20 anos, o músico lançou ao lado de Milton Nascimento o icônico álbum Clube da Esquina, considerado um dos melhores de todos os tempos no mundo.

Entre os grandes sucessos da carreira do artista estão 'Um Girassol da Cor do Seu Cabelo', 'O Trem Azul' e 'Paisagem da Janela'.

Ao longo da carreira, Lô foi gravado por grandes nomes da MPB como Milton, Elis Regina, Tom Jobim, Samuel Rosa, Beto Guedes, Lobão, Nando Reis e Caetano Veloso.

Lô estava escalado para se apresentar no Festival Estilo Brasil, que aconteceu no dia 25 de outubro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no entanto, devido à internação, precisou ser substituído.

Entenda o mercado global de carbono a ser proposto pelo Brasil na COP30

  • Por Pedro aliviai | Folhapress
  • 03 Nov 2025
  • 14:04h

Foto: ONU

A criação de um mercado global de carbono está entre as principais propostas do Brasil para a COP30, conferência do clima que começa nos próximos dias em Belém. Técnicos do governo brasileiro se reuniram durante todo o ano com economistas, empresários e contrapartes de outros países para avançarem na elaboração da política, prioridade para o Ministério da Fazenda.
 

A proposta será discutida na tarde desta segunda-feira (3) pelo líder da pasta, Fernando Haddad, e pela vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera. Eles se encontram em São Paulo, em uma reunião importante para o andamento da iniciativa, que ganharia abrangência com a participação da União Europeia e da China --a participação dos EUA, de Donald Trump, não é aventada.
 

De acordo com um funcionário do governo brasileiro envolvido nas negociações, China e União Europeia estão perto de anunciar, ao menos, um interesse em formalizar as negociações. Já a presença da Índia, quarta maior economia e terceira maior emissora, ainda é incerta.
 

A iniciativa, liderada pelo governo brasileiro, busca integrar mercados de carbono já existentes ao redor do mundo para homogeneizar os preços cobrados sobre as emissões de gases de efeito estufa.
 

Hoje, 17 economias do G20 já empregam alguma forma de precificação de carbono, sendo que algumas, como União Europeia, China e Austrália, já têm sistemas de comercialização de emissões em operação. O Brasil já aprovou o seu, que agora está em processo de regulamentação.
 

Nesses mercados, os países definem tetos de emissões para empresas, que se não cumprirem precisam comprar cotas -vendidas pelo governo ou por companhias que conseguiram emitir menos do que o estipulado. O mercado mais avançado hoje em dia é o da União Europeia, que engloba cerca de 10 mil instalações, entre indústrias e usinas.
 

O governo brasileiro quer criar regras comuns para essas comercializações. A ideia é motivada, sobretudo, pelos planos dos europeus de taxar, a partir do ano que vem, mercadorias que entram em países do bloco conforme a sua pegada de carbono.
 

Nesse modelo europeu, apelidado de CBAM, estarão sujeitos ao imposto exportadores de seis produtos: cimento, alumínio, aço, hidrogênio, fertilizante e eletricidade.
 

Para calcular o nível do imposto, a UE considerará o preço hoje pago pelas empresas europeias em seu sistema de emissões. Caso o país de origem já tenha seu próprio modelo, descontará o valor já pago pela empresa estrangeira pela pegada de carbono. Reino Unido, Austrália e Canadá também planejam adotar políticas semelhantes.
 

O CBAM é, no entanto, bastante criticado por países em desenvolvimento, que encararam a política como uma forma de os europeus captarem recursos estrangeiros para financiarem seus processos de descarbonização. Está aí a essência da coalizão proposta pelo governo brasileiro com a ajuda de economistas, inclusive estrangeiros.
 

Na proposta encabeçada pelo governo brasileiro, as indústrias de países membros da coalizão estariam sujeitas às mesmas regras de precificação do carbono, podendo o preço ser o mesmo em todas as nações ou diferente, a partir do tamanho de suas economias.
 

Um relatório sobre a proposta apresentado por pesquisadores de Harvard e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em setembro, prevê dois cenários: no primeiro, todos os países da coalizão precisariam cobrar ao menos US$ 50 por tonelada de carbono emitida na atmosfera; já no segundo, haveria variação de US$ 25 a US$ 75, conforme o nível de desenvolvimento da economia do país -os ricos pagam mais.
 

Além disso, poderiam-se criar modelos para que nações menos desenvolvidas tivessem licenças para não taxar alguns de seus produtos.
 

Em todos, haveria ainda a criação de um imposto de US$ 75 por tonelada de carbono sobre mercadorias de países não membros da coalizão --algo semelhante a um CBAM, mas internacional. Nesse caso, os EUA de Donald Trump estariam sujeitos a essa taxa, uma vez que dificilmente o republicano aceitaria aderir à coalizão climática.
 

Até por isso, o governo brasileiro tenta hoje trazer pesos fortes para a iniciativa. A participação de grandes economias, como China e UE, é tida como fundamental para o bom andamento da iniciativa. Os chineses, além de terem a segunda maior economia global, são os maiores emissores de gases poluentes na atmosfera; já os europeus são donos da regulamentação climática mais bem reconhecida do mundo.
 

O modelo criado por especialistas de Harvard e do MIT conta com 21 países mais a União Europeia. A coalizão, inicialmente, abrangeria quatro setores: alumínio, aço, fertilizante e cimento, responsáveis por mais de 20% das emissões mundiais de carbono. Ao todo, espera-se que o mercado global possa gerar por ano US$ 200 bilhões, que seriam destinados a políticas de descarbonização para os países-membros.
 

Para convencer a iniciativa privada, o governo brasileiro também conta com a ajuda de empresários de destaque na economia global. Fazem parte de grupos voltados para o tema, por exemplo, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e o ex-CEO do Itaú Candido Bracher. Eles foram mobilizados pela enviada especial da COP30 para o setor empresarial, Marina Grossi.
 

"O papel que a gente tem é de defender a ideia, seja escrevendo ou nas conversas do mundo presencial", diz Bracher à Folha.
 

Criar convergências entre os participantes, contudo, é difícil, no que diz respeito a algumas regras desse modelo.
 

Uma das divergências passa pela possibilidade de compensar as emissões com créditos de carbono florestais, gerados a partir de projetos de reflorestamento ou conservação. O Brasil é favorável à medida, em razão das receitas que a amazônia poderia gerar ao país, mas a União Europeia é reticente, sob o argumento de que é complicado medir a real absorção de carbono por esses projetos.
 

Outro questionamento é se tecnologias de captura de carbono poderiam ser usadas como compensação.
 

Há também questionamentos sobre quais seriam as formas de calcular as emissões das indústrias. No CBAM, por exemplo, a União Europeia considera apenas carbono emitido diretamente pela atividade, excluindo o gás liberado durante a geração de eletricidade que abastece as plantas. A medida prejudica o Brasil, que tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo.

Toffoli muda voto e segue Gilmar para tirar da prisão ex-diretor da Petrobras

  • Por Catarina Scortecci | Folhapress
  • 03 Nov 2025
  • 12:30h

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu mudar seu voto em relação a um recurso apresentado pela defesa de Renato Duque e passou a defender a anulação de todos os processos derivados da Operação Lava Jato contra o ex-diretor da Petrobras.
 

Duque cumpre pena na prisão desde agosto de 2024.
 

Em setembro do ano passado, a petição de Duque havia sido negada por Toffoli, mas na sequência a defesa entrou com um agravo regimental (tipo de recurso), que começou a ser julgado nesta sexta-feira (31).
 

O prazo para todos os cinco ministros da turma se manifestarem termina dia 10 de novembro. O recurso é analisado pela Segunda Turma em sessão virtual (quando não há debate em plenário físico e os ministros apenas inserem seus votos no sistema do STF).
 

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Duque neste domingo (2). O caso tramita de forma sigilosa no STF.
 

Já há dois votos a favor de Duque, que pede que a corte reconheça o conluio do ex-juiz Sergio Moro com os integrantes do Ministério Público Federal na condução dos seus processos e na colheita de provas contra ele.
 

Outras dezenas de alvos da Lava Jato já tiveram seus processos anulados a partir do reconhecimento do conluio. O MPF e Moro, hoje senador pelo União Brasil, negam ilegalidades.
 

Na primeira análise do recurso, em outubro do ano passado, Toffoli votou contra Duque e colocou o caso para manifestação dos demais integrantes da Segunda Turma. Mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para análise) e o recurso ficou sem julgamento por um ano.
 

Nesta sexta-feira (31), Gilmar liberou seu votou e defendeu a nulidade de todos os atos praticados por Moro e pelos integrantes do MPF em desfavor de Duque, seja na fase pré-processual ou no curso das ações penais que tramitaram no âmbito da 13ª Vara Federal de Curitiba, mantendo apenas os efeitos do acordo de colaboração premiada firmado pelo réu. Também votou para determinar a revogação imediata da prisão.
 

Logo em seguida, Toffoli mudou de ideia e passou a concordar com a defesa de Duque. Disse que a nova decisão foi tomada a partir da análise do voto de Gilmar.
 

Segundo Gilmar, assim como outros réus, Duque foi submetido a "procedimentos ilegais, abusivos e corrosivos das garantias do devido processo legal, do juiz natural e da imparcialidade exigida em todo e qualquer julgamento".
 

"Destaque-se que o réu é descrito, nas denúncias oferecidas pelo MPF, como elo de ligação e pessoa da estrita confiança de políticos e membros da alta cúpula do Partido dos Trabalhadores. É em virtude deste vínculo, inclusive, que o agravante passou a ser objeto das medidas abusivas descritas nesta petição, as quais possuíam objetivos políticos claros e bem definidos por parte dos membros do Ministério Público e do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba", escreve Gilmar.
 

Os outros três ministros da turma (Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça) ainda não tinham se manifestado até a manhã deste domingo (2).
 

Duque está preso desde 17 de agosto de 2024. Em 12 de julho daquele ano, a juíza substituta Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, determinou que o ex-diretor da Petrobras voltasse para a prisão. De acordo com a magistrada, ele ainda deveria cumprir uma pena privativa de liberdade de 39 anos, 2 meses e 20 dias, em regime fechado.
 

A pena se refere a quatro condenações que já transitaram em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso, e envolve crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
 

O tempo já considera descontos a título de detração e remição, referentes ao período em que ficou preso preventivamente. Ele teve duas passagens pela prisão: em novembro e dezembro de 2014; e de março de 2015 até março de 2020. Depois, usou tornozeleira eletrônica até abril de 2023.
 

Duque foi um dos mais longevos presos da Operação Lava Jato, deflagrada em 2014. Ao longo do período de prisão, ele se propôs a colaborar com o MPF, confessou ter cometido crime e aceitou abrir mão de R$ 100 milhões em contas no exterior. Também fez acusações contra o hoje presidente Lula (PT).
 

Na época, Lula divulgou uma nota afirmando que o relato de Duque era "mais uma tentativa de fabricar acusações" em troca de redução de pena na Lava Jato.
 

Mineração ilegal de ouro avança na Amazônia e vira principal ilícito ambiental, diz Abin

  • Por Raquel Lopes | Folhapress
  • 03 Nov 2025
  • 10:09h

Foto: Leonardo Milano / ICMBio

Relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) aponta que a mineração ilegal de ouro avança na região de fronteira da amazônia entre o Brasil e a Colômbia, tornando-se uma atividade lucrativa de grupos criminosos e o principal ilícito ambiental daquela área.
 

O avanço é impulsionado por uma combinação de fatores: os altos preços do ouro no mercado internacional, a reduzida presença do Estado em extensas áreas da região e a elevada porosidade das fronteiras, que facilita a atuação de redes criminosas transnacionais.
 

O tema também gera preocupação entre autoridades ambientais, com impactos sobre a qualidade dos rios e sobre a ampliação do desmatamento. A preservação das florestas é um tema central na COP30.
 

O estudo foi realizado pela Abin em parceria com a DNI (Direção Nacional de Inteligência) da Colômbia. O documento aponta o narcotráfico, a mineração ilegal de ouro e o tráfico humano como as principais ameaças para a segurança humana e ambiental da região. É o primeiro documento público conjunto entre serviços de inteligência sul-americanos sobre esses temas.
 

No Brasil, estima-se que a mineração ilegal responda por cerca de um terço de toda a produção anual de ouro. Na faixa de fronteira amazônica, esse cenário é mais crítico: a atividade predomina, e praticamente todo o ouro extraído tem origem ilícita.
 

Segundo documento da Abin, o comércio ilegal de ouro na América Latina e no Caribe nunca foi tão lucrativo quanto nos últimos anos. Estima-se que os preços do metal tenham subido mais de 40% em 2024, alcançando um recorde histórico de mais de US$ 3.000 (R$ 16,1 mil) por onça (31,1 gramas) em março de 2025.
 

A extração de ouro na amazônia brasileira ocorre por meio de balsas e dragas de diferentes portes. Rios amazônicos como o Caquetá-Japurá, o Putumayo-Içá, o Amazonas-Solimões e seus afluentes formam uma extensa e complexa rede fluvial que sustenta a atividade garimpeira e outras atividades, como o tráfico de drogas.
 

Como a Folha mostrou, facções criminosas como o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantêm negócios com grupos colombianos na região tanto para levar as drogas para serem consumidas no Brasil quanto para o escoamento da produção com destino à Europa e à África.
 

Segundo o documento, a principal modalidade de mineração praticada na amazônia é a de aluvião, caracterizada pela extração de minerais, sobretudo do ouro, a partir de depósitos sedimentares localizados nas margens e no leito dos rios.
 

Essa atividade ocorre majoritariamente nos principais cursos hídricos da região, por meio de dragas e balsas. É comum o uso de mercúrio para separar o ouro dos sedimentos, além de combustíveis fósseis, como diesel e gasolina, que abastecem bombas e outros equipamentos de extração.
 

As balsas utilizam motores de menor potência, que medem de 10 a 30 metros de comprimento e custam a partir de US$ 15 mil (R$ 80,7 mil), variando conforme o porte e a estrutura. Já as dragas operam com motores de alta potência e sistemas de sucção robustos, com tubos que alcançam até 15 metros de profundidade. Podem ultrapassar 100 metros de extensão e exigir investimentos de milhões de dólares.
 

Segundo o documento, a atuação dessas embarcações altera a turbidez, reduz a penetração de luz e modifica a composição química da água. Isso impacta desde micro-organismos e plantas até espécies de peixes e predadores maiores.
 

O resultado é um desequilíbrio ecológico generalizado nos ecossistemas fluviais, com efeitos sobre comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem desses rios para subsistência, alimentação e preservação cultural.
 

Além disso, a atividade impulsiona o desmatamento. Apenas na região do rio Puruê, entre janeiro de 2019 e agosto do ano passado, a mineração ilegal devastou 2.559,86 hectares de floresta.
 

Uma outra constatação é de que municípios próximos às áreas de mineração ilegal, como Japurá, Jutaí, Santo Antônio do Içá e Tabatinga, todos no estado do Amazonas, consolidaram-se como centros de apoio logístico à atividade garimpeira.
 

Nessas localidades, a extração de ouro frequentemente constitui uma das principais dinâmicas econômicas, impulsionada pela fragilidade do mercado de trabalho e pela escassez de alternativas produtivas sustentáveis.
 

As operações de mineração ilegal de ouro na fronteira entre Colômbia e Brasil envolvem quatro categorias principais: as redes criminosas, os grupos armados ou crime organizado transnacional, a mão de obra e os facilitadores.
 

Na Colômbia e no Brasil, comerciantes compram ouro ilegal de garimpeiros e donos de operações.
 

No lado brasileiro, parte do ouro extraído na fronteira com a Colômbia é vendida diretamente nas áreas de garimpo e em municípios como Japurá, Jutaí, Tefé e Tabatinga, sem registro formal.
 

Outra parte segue para centros de "esquentamento" como Manaus e Itaituba (PA), onde entra na cadeia legal por meio de notas fiscais irregulares ou fraudadas.
 

Na Colômbia, a mineração ilegal está fortemente atrelada ao narcotráfico. Grupos criminosos investem em minas ou extorquem garimpeiros e depois convertem o ouro em imóveis, negócios ou depósitos bancários para lavar dinheiro.
 

Também podem adquirir o metal como forma de investimento ou utilizá-lo como pagamento por remessas de cocaína e maconha. Estima-se que, atualmente, o comércio ilegal de ouro na Colômbia gere mais lucros do que o próprio narcotráfico.
 

Além disso, esses grupos armados, como os Comandos da Fronteira, na Colômbia, cooptam jovens indígenas para atuar na exploração ilícita de ouro, no tráfico de drogas e como cozinheiros em suas plantações de coca. Em alguns casos, o pagamento é feito com pasta base de cocaína.
 

Também incentivam esses jovens a vender drogas em suas comunidades. Todas essas atividades contribuem para o aumento dos níveis de consumo de drogas, suicídio e violência nas comunidades indígenas.
 

Já no Brasil não há indício de que as facções atuem também na extração ilegal do ouro.
 

Rio Japurá (e seus afluentes Juami e Puruê): Embora a mineração no leito se mantenha reduzida tendo em vista que garimpeiros preferem afluentes por conta da fiscalização, a área é uma rota para o tráfico de entorpecentes.
 

Rio Juami: Localizado dentro da Estação Ecológica Juami-Japurá, enfrenta um dos cenários mais críticos de mineração ilegal na Amazônia, com assoreamento e alterações no curso do rio devido ao despejo de sedimentos. Em 2024, foram registrados 116 alertas devido à prática ilegal na região.
 

Rio Puruê: Sua localização estratégica facilita a fuga para a Colômbia durante fiscalizações. A mineração, realizada com dragas e estrutura quase industrial, causa forte erosão, assoreamento e grave contaminação por mercúrio.
 

Bacia do Jutaí
 

Rio Jutaí (e seus afluentes Bóia e Mutum): O garimpo causa assoreamento significativo, comprometendo a subsistência das comunidades ribeirinhas.
 

Rio Bóia: A atividade tem caráter predatório, com o uso de balsas e dragas de grande porte, causando impactos intensos.
 

Rio Mutum: Garimpeiros avançam sobre áreas protegidas federais e estaduais, incluindo a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Cujubim, a Esec Jutaí-Solimões e a Reserva Extrativista (Resex) do Rio Jutaí.
 

O município de Jutaí funciona como centro logístico, oferecendo construção e manutenção de balsas, comercialização de ouro, fornecimento de combustíveis e mão de obra.
 

Bacia do Putumayo/Içá
 

Rio Içá (afluente Puretê): A mineração ocorre em menor escala do que no Japurá, principalmente perto da área de fronteira em pontos que favorecem a evasão.
 

Rio Puretê: A área de mineração ilegal funciona como corredor de circulação e refúgio para organizações criminosas, elevando o risco de confrontos. As ações de fiscalização são mais complexas devido à sobreposição de mineração, tráfico de drogas e grupos armados.
 

O município de Santo Antônio do Içá funciona como centro logístico de apoio às operações ilegais nos rios, facilitando o fornecimento de insumos, equipamentos e o deslocamento de pessoal envolvido nas atividades ilícitas.
 

Norte da Fronteira Brasil-Colômbia
 

Rio Traíra: Serve como fronteira natural entre os países. Há indícios da presença de garimpeiros brasileiros e colombianos utilizando maquinário pesado, em grande parte transportado do território colombiano.
 

Rio Inírida (Departamento de Guainía, Colômbia): Parte de uma reserva ambiental. Dezenas de balsas operam ilegalmente. No departamento colombiano de Guainía, a extração ilegal resultou no uso de mais de 3.000 quilogramas de mercúrio entre 2015 e 2023.
 

GRUPOS QUE OPERAM NA CADEIA ILEGAL DO OURO

Redes Criminosas e Empreendedores - Esses atores ocupam o nível superior da cadeia da mineração ilegal. São responsáveis por financiar e orquestrar as operações de mineração, desde o início até o fim. Eles operam como atores invisíveis, formando redes dedicadas a atividades criminosas com alcance nacional e, por vezes, internacional.
 

Grupos Armados Não Estatais - Esses grupos têm estruturas mais definidas e atuam principalmente na fase de extração, extorquindo mineiros e cooptando trabalhadores, inclusive indígenas. Um exemplo é o grupo armado Comandos da Fronteira, na Colômbia, onde a exploração de ouro está associada ao narcotráfico
 

Mão de Obra - Esta categoria inclui todos que executam o trabalho de extração e apoio logístico nas operações. O setor é composto por garimpeiros e outros profissionais envolvidos na atividade, como operadores, soldadores, derrubadores, mergulhadores, cozinheiras, gerentes e contadores.
 

Facilitadores - São pessoas e redes que utilizam a corrupção para viabilizar a prática de crimes ambientais associados à exploração ilícita de jazidas minerais. Geralmente são atores com capacidade de corromper estruturas legais. Incluem agentes públicos, atores com influência local ou empresas legalmente registradas.

Lula 3 pode ter a menor inflação acumulada desde FHC, mas governo ainda vê desafio para 2026

  • Por Mariana Brasil | Folhapress
  • 03 Nov 2025
  • 08:59h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Ao término do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a inflação acumulada no período de quatro anos pode ser a menor vista no país desde 1999, quando foi implementado o regime de metas –sistema que orienta a política de juros do Banco Central para manter a estabilidade de preços.
 

Segundo cálculo do economista André Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), feito a pedido da reportagem, a inflação pode chegar ao final do governo Lula 3 acumulada em 19,11%. Se as projeções para este e para o próximo ano se concretizarem, será o menor índice observado em um mandato em mais de 25 anos.
 

Desde que o regime de metas para inflação entrou em vigor, o menor resultado ocorreu no segundo mandato de Lula. No acumulado de 2006 a 2010, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) totalizou 22,21%.
 

Mesmo com a perspectiva de queda na inflação acumulada, o sentimento do brasileiro ainda é de peso no orçamento. De acordo com Braz, isso pode ser explicado porque esse indicador se difere de outros, como o IPCA, podendo gerar diferenças entre os números realizados e a percepção pública com relação aos preços. Para o economista, é necessário avaliar quais itens subiram acima da média durante o governo.
 

Pesquisa Datafolha de abril deste ano mostrou que, para 54% dos brasileiros, o governo Lula seria o principal responsável pelo aumento dos preços dos alimentos nos meses anteriores.
 

Para integrantes da equipe de comunicação do governo, ouvidos pela reportagem sob reserva, essa disparidade entre os números realizados e a percepção popular ainda pode demonstrar um desafio a ser enfrentado para a campanha eleitoral de 2026.
 

Mas, na avaliação desses interlocutores, isso deve ser atenuado com pautas voltadas à renda, emplacadas pela gestão petista ao longo dos quatro anos —como o Auxílio Gás e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês (ainda em tramitação no Congresso).
 

Eles apontam, ainda, que os efeitos de indicativos como a queda da inflação demoram mais a serem sentidos na ponta. Isso porque a queda dos preços não significa que os itens estejam tão baratos quanto a população gostaria.
 

Na última campanha eleitoral, Lula teve como mote a promessa de que as famílias poderiam voltar a comer picanha e tomar uma "cervejinha" nos fins de semana. Em 2023, os preços das carnes registraram queda de janeiro a agosto, mas voltaram a subir a partir de setembro daquele ano. A promessa pela queda dos preços é pauta cara ao governo desde a campanha de 2022.
 

Em dezembro de 2024, a inflação da picanha estava em 8,74%, acima do IPCA cheio, que havia fechado o ano em 4,83%. Já o cenário em 2022 ia na direção oposta. Enquanto o índice oficial fechou o ano em 5,79%, a inflação da picanha estava em 0,49%.
 

"Os salários dos trabalhadores são corrigidos pela inflação, então, se a picanha sobe igual ao IPCA, por exemplo, isso não é um problema, porque o seu salário vai acompanhar", afirma Braz.
 

"Só que o que acontece é que às vezes a carne sobe 20% e o seu salário sobe 4%. Então, um item de primeira necessidade subir 20% significa que você vai comer menos carne, você vai substituir carne por ovo, vai comer menos vezes na semana, vai comprar uma quantidade de quilo menor. Então você vai perder qualidade de vida", complementa o economista.
 

A perspectiva de que a gestão petista crave em 2026, ano eleitoral, um novo recorde de menor inflação acumulada tem sido motivo de celebração no governo petista. Um dos membros do primeiro escalão que tem incorporado esse discurso é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
 

"O senhor [Lula] vai terminar o terceiro mandato com a menor inflação acumulada da história do Brasil. O mais importante é que o senhor está batendo esse próprio recorde. Porque antes desse mandato, o senhor já tinha batido esse recorde no segundo mandato", disse Haddad no evento de lançamento do programa Reforma Casa Brasil.
 

No Brasil, o sistema de metas para inflação foi adotado em 1999. Naquela época, o alvo foi inicialmente fixado em 8% ao ano. Com o passar do tempo, o objetivo a ser perseguido pelo BC foi sendo reduzido gradualmente.
 

 

Desde o início do ano, está em vigor o regime de avaliação contínua. O alvo central é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a meta é considerada cumprida se oscilar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).
 

A estrategista de inflação da Warren Investimentos Andréa Angelo afirma que a alta de preços é o aspecto de maior impacto para a população. "É você chegar no mercado com R$ 100 e não conseguir comprar o que a sua cesta de consumo precisa", diz.
 

"Quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) vai pesquisar todos os meses os preços na economia, em todas essas capitais e nos lugares que ele pesquisa, ele vê uma média. Então, uma variação de preço mais contida, mas com sinal positivo, ainda é uma inflação. Os preços estão crescendo, mas crescendo em ritmo de um pouco mais devagar", completa.
 

*
 

HISTÓRICO DA INFLAÇÃO ACUMULADA NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 30 ANOS
 

Em %
 

1998 – FHC 1: 43,46%
 

2002 – FHC 2: 39,88%
 

2006 – Lula 1: 28,2%
 

2010 – Lula 2: 22,21%
 

2014 – Dilma 1: 27,03%
 

2018 – Dilma 2/Temer: 25,64%
 

2022 – Bolsonaro: 26,93%
 

2025 – Lula 3 (até setembro): 13,67%
 

2026 – Lula 3:* 19,11%
 

*Projeção com base no boletim Focus de 27out
 

Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e cálculo do economista André Braz

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Abandono do Estado pode explicar apoio a operações policiais, apontam especialistas

  • Por Fernanda Mena | Folhapress
  • 02 Nov 2025
  • 12:10h

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A sensação de abandono da população em relação ao Estado, favorecida nos contextos vulneráveis dos territórios em que ocorrem as operações policiais mais violentas do Rio de Janeiro, pode explicar o apoio de parte da sociedade às ações da última terça (28) nos complexos do Alemão e da Penha, quando foram mortas 121 pessoas, entre elas quatro policiais.
 

Segundo pesquisa do Datafolha, 57% dos moradores do Rio de Janeiro concordam com a avaliação do governador Cláudio Castro (PL) de que a Operação Contenção foi um "sucesso". Outros 39% discordam total ou parcialmente desta avaliação.
 

Ao mesmo tempo, 77% da população carioca concorda que "investigar crimes e prender criminosos é mais importante do que matar bandido".
 

Para sociólogos, cientistas políticos, economistas e especialistas em segurança pública, da favela, da PM ou do asfalto, ouvidos pela Folha, o apoio majoritário à operação mais letal da história do país pode ser relacionado à negligência histórica do Estado nesses territórios, em especial no campo da segurança pública, nos quais se faz presente pontualmente e em geral por meio de ações deste tipo.
 

"A sensação de impotência do morador sobre como lidar com o controle territorial por redes ilícitas tem a ver com uma perspectiva histórica de abandono das pessoas empobrecidas do Estado, que não está presente nesses bairros para exercer a soberania territorial como acontece em outras partes da cidade", avalia a especialista em segurança pública, Eliana Sousa Silva, que cresceu no conjunto de favelas da Maré, no Rio, onde criou a ONG Redes da Maré.
 

"A miopia em relação à gravidade do que está acontecendo não ocorre porque as pessoas estão defendendo um projeto específico, mas porque elas querem resolver de forma rápida um problema que afeta a todos, mas que não tem resolução rápida."
 

O fato de não ser uma prioridade política o enfrentamento real do problema do controle territorial cria uma sensação de frustração e de abandono da população, afirma Rodrigo dos Reis Soares, professor titular da Cátedra Fundação Lemann no Insper e autor de trabalhos sobre a perspectiva econômica do crime e da violência.
 

"A violência entre grupos e o abuso por parte daqueles que controlam certos territórios persistem inabalados. Nesse sentido, acredito que alguma demonstração de enfrentamento, por mais equivocada que possa ser, gera uma reação positiva na população", pondera.
 

"Por isso não me surpreende esse apoio. Na minha opinião, isso indica quão dramático é o problema, em particular do ponto de vista da população afetada, mas também de forma mais geral aos olhos da população brasileira."
 

Para Sérgio Adorno, professor titular em Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, os resultados da pesquisa refletem "o calor dos acontecimentos" e não necessariamente uma reflexão mais detida sobre o assunto.
 

"O que é novo é uma reivindicação explícita de uma nova legitimidade da violência quando antes ela era desqualificada enquanto instrumento de poder e de garantia da ordem", avalia ele, que é coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência da USP. "É como se a violência fosse um destino trágico que precisa acontecer para que outras pessoas possam viver. Tem uma demanda por ordem, mas não por um Estado de Direito."
 

Adorno aponta para o que julga ser um paradoxo. "Há uma população encurralada entre a polícia e o crime organizado, que também é autoritário e arbitrário. Elas querem ser libertadas e, se não há outra saída que não seja o poder armado, que seja o da polícia que venha para defendê-las."
 

Adilson Paes de Souza, coronel da reserva da PM paulista e doutor em psicologia social, concorda com a avaliação. "A população se sente abandonada e está topando qualquer medida para trazer sossego, ainda que momentâneo", avalia. "Por isso, de tempos em tempos, são feitas essas operações para dizer que o Estado existe, que mantém a soberania em determinados territórios, porque sabe-se que a população está desesperada e certos políticos dependem desse desespero para se eleger."
 

Quando esse abandono do Estado gera uma descrença nas instituições civis e também na ideia de Estado Democrático de Direito, ele tende a aumentar a confiança nas polícias, segundo estudo realizado no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
 

"O alto apoio à operação decorre da combinação de medo social e descrença nas instituições civis, o que leva parte da população a aceitar ações violentas como se fossem necessárias. A confiança na polícia torna-se emocional e instrumental, voltada à promessa de segurança imediata, e não de legalidade", explica o advogado e cientista político Diego Cortezzi, coautor do estudo, que investigou como a atitude política, de maior ou menor apoio a diferentes dimensões da democracia, afeta a confiança na polícia.
 

Realizado a partir de dados de vários países da América Latina, inclusive do Brasil, o estudo demonstrou que, em contextos de violência crônica e de medo, cidadãos tendem a apoiar soluções coercitivas e a confiar em forças repressivas mesmo sabendo que elas são ineficientes.
 

Para o sociólogo Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG, pesa também neste dado o fato deste tipo de discurso de apoio à violência ter sido prevalente nos quatro anos de governo de Jair Bolsonaro, o que daria tração a essa ideia. "Venderam a ideia de que matar centenas de pessoas seria um projeto. Não é."
 

Ele cita uma pesquisa feita em Belo Horizonte com pessoas que moravam em favelas. "A maior queixa delas era a polícia ser truculenta e não distinguir trabalhadores de criminosos. Mas, quando se perguntava o que as pessoas mais queriam, a resposta era: polícia."
 

Soares afirma que alguma solução definitiva para o problema do controle territorial e da ausência do Estado se dará quando "as forças de segurança pública entrarem e ficarem em definitivo nesses territórios afetados".
 

"A ideia que essa solução será alcançada através de operações que tratam os territórios afetados quase como áreas externas ao território nacional, onde forças de segurança pública entram e saem, é inteiramente equivocada", conclui.

Avalanche na Itália mata cinco alpinistas alemães, incluindo jovem de 17 anos

  • Bahia Notícias
  • 02 Nov 2025
  • 10:05h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Cinco alpinistas alemães, entre eles uma jovem de 17 anos, morreram após serem atingidos por uma avalanche no norte da Itália, neste sábado (1), segundo informações dos serviços locais de resgate alpino.

 

O acidente ocorreu perto do cume do Cima Vertana, no maciço de Ortles, região de Trentino-Alto Ádige, próxima à fronteira com a Suíça.

 

De acordo com os socorristas, dois grupos de alpinistas alemães escalavam a montanha quando foram surpreendidos pela avalanche, registrada no início da tarde.

 

O primeiro grupo, com três integrantes, foi completamente soterrado, todos morreram. No segundo grupo, composto por quatro pessoas, dois conseguiram se salvar.

 

Na manhã deste domingo (2), as equipes localizaram os corpos das duas últimas vítimas desaparecidas, um pai e sua filha de 17 anos. As buscas foram dificultadas pelas condições meteorológicas adversas, informaram as autoridades italianas.

 

Segundo os serviços de resgate, as duas vítimas foram arrastadas até o fundo do desfiladeiro onde a avalanche ocorreu.

Pacheco pausa articulações em Minas e aguarda escolha de Lula para vaga de Barroso no STF

  • Bahia Notícias
  • 02 Nov 2025
  • 08:02h

Foto: Pedro Gontijo/Agência Senado

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não confirma Jorge Messias como indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu suspender as conversas políticas sobre a disputa ao governo de Minas Gerais.

 

Segundo aliados, Pacheco optou por “cuidar de uma coisa de cada vez” e aguardar a decisão de Lula antes de retomar as articulações eleitorais.

 

Preterido no PSD, que recentemente filiou o vice-governador Mateus Simões, aliado de Romeu Zema (Novo), Pacheco tem sido cotado para concorrer ao governo mineiro pelo MDB.

 

No entanto, seu retorno ao partido enfrenta resistência local. Dirigentes emedebistas lembram das divergências políticas que motivaram sua saída da legenda em 2018, quando o senador se filiou ao DEM para disputar, e vencer, a eleição ao Senado, superando a ex-presidente Dilma Rousseff. As informações são do Globo. 

Receita Federal paga nesta sexta lote da malha fina de outubro a quase 249 mil contribuintes

  • Bahia Notícias
  • 01 Nov 2025
  • 14:00h

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Receita Federal deposita nesta sexta-feira (31) o lote de restituição da malha fina de outubro, contemplando 248.894 contribuintes que haviam caído na malha e regularizaram suas pendências com o Fisco. O pagamento inclui ainda restituições residuais de anos anteriores, totalizando R$ 602,96 milhões.

 

Do montante, R$ 349,31 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência e professores.

 

Desde o último dia 24 de outubro, os contribuintes podem verificar se estão incluídos no lote por meio do site da Receita Federal. Basta acessar o menu “Meu Imposto de Renda” e clicar em “Consultar a Restituição”. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

 

O crédito será feito na conta bancária informada na declaração ou na chave Pix do tipo CPF cadastrada pelo contribuinte.

 

Quem não aparece na lista pode acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para emitir o extrato da declaração e verificar eventuais pendências. Caso identifique algum erro, é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar inclusão em lotes futuros.

 

Se o depósito não for realizado, por exemplo, em caso de conta desativado, os valores permanecerão disponíveis por até um ano no Banco do Brasil. O contribuinte pode agendar o crédito em outra conta de sua titularidade pelo Portal BB ou pelos telefones:

 

Após o prazo de um ano, quem não resgatar a restituição deverá solicitar o valor novamente pelo Portal e-CAC, no menu “Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária”.