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Demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, diz ONU

  • Por Gabriel Gama | Folhapress
  • 12 Nov 2025
  • 08:12h

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Com um planeta cada vez mais quente, a demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, levando ao dobro de emissões de gases-estufa relacionadas à operação dos aparelhos.
 

Os dados são do Global Cooling Watch 2025, novo relatório do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém.
 

O documento indica que o aumento da população e dos extremos de calor fará com que mais famílias de baixa renda tenham acesso a sistemas de refrigeração mais poluentes e ineficientes. A projeção é de que as emissões causadas pelos aparelhos serão de 7,2 bilhões de toneladas de carbono (CO2e) em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.
 

A ONU aponta que há caminhos para evitar esse cenário, com o uso de equipamentos mais eficientes e combinando ventiladores com aparelhos de ar condicionado. Se isso for feito, a estimativa será de 64% menos emissões do setor na metade do século, o que evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas.
 

Caso haja uma descarbonização rápida do setor de energia, a poluição seria 97% menor.
 

Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, defende que o acesso ao resfriamento seja tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água e saneamento, diante de ondas de calor mais frequentes e extremas.
 

"Mas não podemos resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa, elevaria os custos e aumentaria as substâncias que danificam a camada de ozônio", disse. Outra preocupação é com o aumento do uso de energia, que pode causar apagões.
 

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com falta de refrigeração adequada, segundo o Pnuma, número que também deve triplicar até 2050. A vulnerabilidade é maior nos grupos de baixa renda e com maior risco, como mulheres, pequenos fazendeiros e idosos, de acordo com o relatório.
 

Andersen afirma que soluções com alta eficiência energética e baseadas na natureza podem ajudar a atender à demanda crescente e proteger as pessoas enquanto o mundo trabalha para conter as temperaturas.
 

Algumas sugestões do relatório são:
 

- investir em resfriamento passivo, com design inteligente de paredes, telhados, vidraças, sombreamento e ventilação;
 

- soluções de baixo consumo energético, incluindo ventiladores, ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid;
 

- rápida redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), que agravam o aquecimento global e foram adotados como substitutos aos CFCs, causadores do buraco da camada de ozônio.
 

O Pnuma prevê que o estresse térmico poderá inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030. O acesso ao resfriamento sustentável, assim, determinará se empresas, escolas, hospitais e outras instalações terão a capacidade de seguir funcionando.

Ministério Público recorre da decisão que absolveu réus por incêndio no Ninho do Urubu, do Flamengo

  • Por Folhapress
  • 11 Nov 2025
  • 18:51h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da decisão judicial que absolveu os sete réus acusados pelo crime de incêndio culposo ocorrido no Ninho do Urubu, como é conhecido o Centro de Treinamento Presidente George Helal, que pertence ao Flamengo.
 

O incêndio, em fevereiro de 2019, provocou a morte de dez adolescentes e causou lesões corporais em outros três. Todos eram jovens atletas do clube e estavam alojados no local.
 

O recurso é assinado por promotores do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal) e da Promotoria de Justiça junto à 36ª Vara Criminal da Capital.
 

Segundo os promotores, a tragédia foi resultado de uma série de negligências e omissões por parte de dirigentes, engenheiros e responsáveis técnicos, que tinham o dever de garantir condições seguras de alojamento, o que caracteriza culpa consciente.
 

De acordo com eles, a ausência de alvará, as diversas notificações do Ministério Público e as autuações da Prefeitura do Rio indicavam que a instalação era clandestina, ilegal e perigosa.
 

Para o Ministério Público, os responsáveis pelo Ninho do Urubu tinham a obrigação de oferecer alojamentos adequados, com material anti chamas, saídas de emergência, manutenção dos aparelhos de ar-condicionado e número suficiente de monitores para garantir a segurança e integridade dos adolescentes.
 

O juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, absolveu em outubro sete pessoas acusadas pelo crime de incêndio culposo.
 

A absolvição foi baseada na "ausência de demonstração de culpa penalmente relevante e na impossibilidade de estabelecer um nexo causal seguro entre as condutas individuais e a ignição".
 

O Ministério Público havia pedido a condenação dos sete réus após ouvir 40 testemunhas na longa instrução criminal, que durou quatro anos desde que o caso foi denunciado à Justiça, em janeiro de 2021.
 

Onze pessoas chegaram a ser denunciadas à Justiça, mas as denúncias contra dois dos acusados foram rejeitadas porque eles não estavam vinculados ao fato; outro foi absolvido sumariamente pelo entendimento de que suas ações não contribuíram para o crime e um quarto, o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello –hoje com 72 anos–, atingiu a idade prevista no Código Penal que daria o direito à redução de sua pena, o que resultou na prescrição do caso.
 

Os réus absolvidos são pessoas que ocupavam cargos com ingerência no CT, eram responsáveis pelos contêineres destinados a alojar os adolescentes e também pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.
 

As famílias dos dez garotos protestaram após decisão da Justiça do Rio de Janeiro de absolver os sete réus do caso.
 

Em comunicado, a Associação dos Familiares de Vítimas do Incêndio do Ninho do Urubu, que reúne mães, pais irmãos e os demais familiares das vítimas, afirmou que a absolvição representa "uma grave afronta à memória das vítimas e ao sentimento de toda a sociedade".
 

"A absolvição dos acusados, sob o argumento de que não se conseguiu individualizar condutas técnicas ou provar nexo causal penalmente relevante, renova em nós o sentimento de impunidade e fragiliza o mecanismo de proteção à vida e à segurança dos menores em entidades esportivas", acrescenta o texto.

Na corrida pelo Oscar, O Agente Secreto registra maior estreia nacional de 2025

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2025
  • 16:30h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A estreia de 'O Agente Secreto', escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026, foi registrada como a maior do cinema nacional em 2025.

 

De acordo com os dados da Comscore, entre quinta-feira (6) e domingo (9), a produção foi vista por cerca de 274 mil espectadores, tendo uma renda de R$ 6,6 milhões.

 

O longa protagonizado por Wagner Moura está em cartaz mais de 707 cinemas, num total de 1.403 salas pelo país. Em Salvador, é possível assistir ao filme pagando apenas R$ 8 no Yellow Friday do Cine Imperial do Shopping Center Lapa.

 

Até o último final de semana, o melhor desempenho de estreia de uma produção brasileira no ano havia sido de "Vitória", protagonizado por Fernanda Montenegro, que alcançou 218 mil pessoas e teve uma renda de R$ 4,7 milhões.

 

De acordo com o jornal 'O Globo', depois da pandemia, apenas quatro filmes superam "O Agente Secreto". A estreia de maior sucesso desde então foi "O Auto da Compadecida 2", com R$ 19,7 milhões em bilheteria e 886 mil espectadores.

 

O premiado com o Oscar, 'Ainda Estou Aqui', alcançou 361 mil pessoas no primeiro final de semana de estreia, tendo uma renda de R$ 8,6 milhões.

 

O Agente Secreto tem lançamento garantido em mais de 90 países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com a MK2, responsável pela comercialização dos direitos de exibição do filme internacionalmente. 

 

Entre os territórios já confirmados estão alguns dos maiores mercados cinematográficos do mundo, como China, México e Coreia do Sul, além de países como Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia.

 

A produção já conquistou quase 20 prêmios, incluindo o de Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes, e foi recentemente indicado ao Gotham Awards de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator (Wagner Moura). 

 

SOBRE O FILME
A produção conta a história de Marcelo, um especialista em tecnologia que tenta deixar para trás um passado cheio de mistério. 

 

Ambientado no Recife de 1977, acompanha o retorno do profissional a cidade natal em plena semana de carnaval, e a descoberta feita por ele, de que a capital pernambucana está longe de ser o refúgio que imaginava.

Financiamento climático ao Brasil se concentra em poucos doadores, aponta relatório

  • Por Gabriel Gama | Folhapress
  • 11 Nov 2025
  • 14:40h

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A maior parte do financiamento para ações de enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil sai dos bolsos de poucos doadores, com 75% dos recursos provenientes de apenas dez instituições. É o que aponta um relatório divulgado no último sábado (8), durante um evento pré-COP30 em São Paulo.
 

Em média, o país recebeu US$ 208 milhões anuais (R$ 1,1 trilhão) de 2019 a 2023 em doações para projetos de mitigação (corte de emissões), de acordo com o levantamento do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), feito com apoio da ClimateWorks Foundation.
 

O valor não inclui empréstimos, investimentos do setor privado ou gastos governamentais domésticos.
 

A Iniciativa Climática Internacional do governo da Alemanha e a Iniciativa Internacional Climática e Florestal da Noruega concentram a maior parte das doações bilaterais, segundo o estudo. Nos repasses multilaterais, lideram o Green Climate Fund, ligado à ONU, e o Global Environment Facility.
 

O relatório identificou uma diminuição dos repasses na modalidade AOD (Ajuda Oficial ao Desenvolvimento), feitos na condição de auxílio internacional dos países. Os dados também mostram que as doações de filantropias aumentaram e se aproximaram dos recursos enviados por governos.
 

Maria Netto, diretora-executiva do iCS, diz que o cenário se deve ao estresse pelo qual passa a geopolítica mundial. "Estamos em um cenário de crise e guerras na Europa, então, naturalmente, os recursos de AOD passam a competir com recursos para pagar armamento e melhorar a defesa nos orçamentos internacionais, em particular de países que eram grandes donatários, como Alemanha e Inglaterra."
 

O fim das atividades da Usaid, a agência de ajuda internacional dos Estados Unidos, também contribui para a situação, de acordo com Netto.
 

"Isso naturalmente faz uma pressão para que o setor privado, seja nacional ou internacional, tenha um papel complementar, que não é ideal, porque o papel de AOD e das filantropias é distinto", diz.
 

"Normalmente as AODs vêm mais para as apoiar governos, e as filantropias deveriam estar focadas muito mais na sociedade civil, setor privado, na academia. Mas é natural que elas tenham que também apoiar um ecossistema que se fragilizou com a saída gradual do recurso público internacional."
 

A amazônia foi o destino de 80% das doações com localização geográfica. Os dados específicos para cada um dos demais biomas brasileiros serão divulgados no início de 2026.
 

"Mesmo dentro da amazônia, setores essenciais para uma transição duradoura permanecem notavelmente subfinanciados, como insumos fundamentais para a sociobioeconomia, incluindo energia limpa distribuída, indústria e transporte", diz o relatório.
 

O estudo identificou que 548 organizações receberam doações para projetos climáticos no Brasil, sendo que dois terços delas arrecadaram menos de US$ 50 mil por ano.
 

Para as entidades que assinam o relatório, a amplitude de organizações mostra a força da ação climática no Brasil, mas que vem ao custo de um montante menor repassado a cada uma delas. "Com um financiamento geral mais elevado, os diversos beneficiários de recursos climáticos do Brasil poderiam se sustentar e ampliar seu alcance e impacto", afirmam.

Operação apreende quase R$ 1 milhão em fraude na compra de suplementos na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2025
  • 12:25h

Foto: Divulgação / Polícia Civil

Uma operação apreendeu, nesta terça-feira (11), em Vitória da Conquista, no Sudoeste, cerca de R$ 1 milhão em suplementos alimentares. Deflagrada pela Polícia Civil, a Operação Cyberconnect teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão em lojas e academias suspeitas de envolvimento em um esquema de estelionato e fraudes comerciais.

 

Segundo a polícia, um representante comercial, de 34 anos, é apontado como responsável por aplicar golpes contra uma empresa fabricante de suplementos sediada em Votuporanga (SP). Ainda segundo a polícia, o homem usava empresas de fachada para realizar compras fraudulentas e simulava pagamentos por meio de comprovantes falsos.

 

Parte da carga foi entregue em lojas e academias de Vitória da Conquista, utilizadas para revenda dos produtos. Além de Vitória da Conquista, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas cidades paulistas de Votuporanga e Itaquaquecetuba. O golpe também envolveu a compra fraudulenta de suplementos da marca Strong, em um total de R$ 985,7 mil.

 

As investigações indicam que o crime foi cometido com dolo específico, ou seja, com intenção consciente de obter vantagem indevida. Há ainda indícios de associação criminosa, já que diferentes pessoas jurídicas [empresas] foram utilizadas para viabilizar as fraudes.

 

Coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista, a operação cumpriu ordens judiciais expedidas pela Vara Regional das Garantias da 8ª RAJ, com sede em São José do Rio Preto (SP). O material apreendido deve ser restituído ao proprietário legítimo. 

 

Sobrinho de Jair Bolsonaro vai a júri popular por tentativa de feminicídio e homicídio em São Paulo

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2025
  • 10:35h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O empresário Orestes Bolsonaro Campos, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (11), a partir das 9h, em São Paulo. Ele responde por tentativas de feminicídio e homicídio, ocorridas em outubro de 2020, contra a ex-esposa e o então namorado dela.

 

O caso, registrado no interior do estado, tramita na 3ª Vara do Júri da capital paulista, após pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A sessão será conduzida pela juíza Isabel Begalli Rodriguez, que determinou a convocação de testemunhas e do réu.

 

De acordo com a denúncia, Orestes foi casado com a vítima por cerca de 17 anos e não aceitava o fim do relacionamento. O MPSP aponta que o empresário mantinha um comportamento possessivo e violento, com histórico de agressões físicas e psicológicas durante o casamento.

 

No dia do crime, Orestes teria invadido a casa da ex-companheira pela manhã, enquanto ela e o namorado dormiam. Segundo o Ministério Público, ele usou um pedaço de madeira para agredir as vítimas e também portava uma arma de fogo. A mulher conseguiu fugir com o filho no colo para pedir ajuda.

 

Em nota ao portal Metrópoles, a defesa de Orestes Bolsonaro negou que o caso se trate de violência contra a mulher. “Ele fez uma agressão contra o namorado da ex-esposa. Não há tentativa de homicídio nem de feminicídio. Ele deve responder por lesão corporal”, afirmou o advogado Sergei Cobra.

 

Orestes Bolsonaro tem outros antecedentes por violência doméstica. Em 2020, ele foi condenado por agredir uma ex-namorada, recebendo pena de quatro meses de prisão em regime aberto e o pagamento de indenização por danos morais.

 

Além desse caso, o empresário também já foi réu em outro processo penal por lesão corporal e tentativa de feminicídio.

Bahia abre seleção simplificada para 60 estudantes de baixa renda cursarem Medicina em Cuba

  • Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
  • 11 Nov 2025
  • 08:32h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), em cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), publicou um edital para selecionar 60 brasileiros de baixa renda, preferencialmente oriundos de áreas rurais da Bahia, para formação em curso superior de Medicina em uma instituição localizada em Cuba. A execução do processo ficará a cargo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), por meio do Centro de Processos Seletivos (CPS), em parceria com a OEI e a Sesab.

 

Segundo o documento, o curso tem duração prevista de seis anos. As pessoas aprovadas deverão, após a conclusão e a validação do diploma no Brasil, se comprometer a atuar, por no mínimo dois anos, em áreas rurais do estado da Bahia, seja em suas comunidades de origem ou em regiões de difícil acesso e carência de profissionais médicos, mediante assinatura de um termo de compromisso.

 

O edital estabelece que a seleção observará normas e critérios voltados ao intercâmbio acadêmico-científico em Cuba, com foco na formação para atuação em áreas rurais e de vazio assistencial no interior da Bahia. O processo será composto por três etapas/fases, de caráter eliminatório e classificatório, sob responsabilidade da Uneb.

 

REQUISITOS

Entre as exigências listadas estão:
 

• ser brasileiro(a), com preferência para residentes em área rural da Bahia;


• ter concluído o ensino médio até a data da inscrição;


• ter cursado, preferencialmente, o segundo ciclo do ensino fundamental e o ensino médio em estabelecimento da rede pública (admite-se, preferencialmente, conclusão do ensino médio por Exames Supletivos ou equivalente);


• ter 18 anos completos até a inscrição;


• possuir passaporte válido;


• comprovar trajetória de participação comunitária e/ou atuação social, por meio de Carta de Recomendação de Movimento Social;


• assumir compromisso formal de atuação por, no mínimo, dois anos nas condições definidas após a validação do diploma;


• declarar-se pessoa de baixa renda, nos termos da legislação, abrangendo famílias com renda per capita de até ½ salário-mínimo ou, se superior, beneficiárias de programas sociais destinados a serviços públicos específicos.

 

Não haverá cobrança de taxa de inscrição, que pode ser feita exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico.

Bares e restaurantes registram retomada após casos de intoxicação por metanol

  • Bahia Notícias
  • 10 Nov 2025
  • 16:29h

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Após a retração provocada pelos casos de intoxicação por metanol, que resultaram em 15 mortes no país, bares e restaurantes começam a registrar o retorno dos clientes. O medo diminui e as tradicionais festas de confraternização de fim de ano voltam a movimentar o setor.

 

De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 81% dos estabelecimentos esperam encerrar 2025 com faturamento superior ao do ano passado. Um estudo de uma operadora de cartões de crédito mostrou que o movimento nos bares e restaurantes de São Paulo caiu quase 13% entre setembro e outubro, mas empresários afirmam que o cenário já apresenta melhora. A expectativa é que as festas corporativas de fim de ano ajudem na recuperação das perdas registradas nos últimos meses.

 

Após os casos de contaminação, a Abrasel lançou uma campanha para orientar donos de bares e restaurantes sobre os cuidados na compra de bebidas. Segundo José Eduardo Camargo, líder de conteúdo da entidade, mais de 15 mil proprietários participaram de treinamentos voltados a identificar produtos seguros, observando a origem do fornecedor, o selo da Receita Federal e a autenticidade dos rótulos, além de desconfiar de preços muito baixos.

 

Além da retomada da confiança do público, fatores econômicos também contribuem para o otimismo do setor. O baixo índice de desemprego e o pagamento do décimo terceiro salário devem impulsionar o consumo e aumentar o movimento nos estabelecimentos nas próximas semanas.

Diretor-geral da BBC renuncia após acusações de manipulação de fala de Trump e viés anti-Israel

  • Por Folhapress
  • 10 Nov 2025
  • 14:40h

Foto: Molly Riley/ Official White House

O diretor-geral da BBC, Tim Davie, renunciou ao cargo neste domingo (9) após acusações feitas por um ex-conselheiro editorial de que a emissora pública britânica desrespeitou suas próprias diretrizes e padrões jornalísticos ao manipular discurso do presidente americano, Donald Trump, e ao adotar suposto viés anti-Israel em sua cobertura da guerra na Faixa de Gaza.
 

Davie estava no posto havia cinco anos e vinha enfrentando pressão crescente. Deborah Turness, diretora-executiva de Jornalismo da empresa, também deixou o cargo neste domingo. A polêmica envolve principalmente um discurso de Trump transmitido em um programa da emissora dias antes das eleições americanas de 2024, vencidas pelo republicano.
 

"De modo geral, a BBC está cumprindo bem sua missão, mas alguns erros foram cometidos, e, como diretor-geral, tenho que assumir a responsabilidade final por eles. Como todas as organizações públicas, a BBC não é perfeita, e devemos sempre ser abertos, transparentes e responsáveis", disse David em comunicado. Ele estava na empresa havia duas décadas e tornou-se diretor-geral em setembro de 2020.
 

Turness emitiu um comunicado em que reconhece erros cometidos, mas nega as acusações de que o jornalismo da empresa teria "um viés institucional". Ela era diretora-executiva da BBC News desde 2022, responsável por uma equipe de cerca de 6.000 pessoas.
 

O presidente da emissora, Samir Shah, afirmou que "hoje é um dia triste", elogiando os dois profissionais. A secretária da Cultura do país, Lisa Nandy, agradeceu Davie pelo seu trabalho à frente da empresa e disse que o governo apoiará o conselho da BBC durante a transição. "Agora, mais do que nunca, a necessidade de notícias confiáveis e de programação de alta qualidade é essencial para nossa vida democrática e cultural, e para o nosso lugar no mundo", escreveu ela.
 

A saída dos profissionais repercutiu na Casa Branca. A porta-voz do governo, Karoline Leavitt, publicou foto de uma reportagem do jornal Telegraph que diz: "Trump entra em guerra com a 'fake news' BBC", acompanhada da notícia da saída de Davie.
 

A denúncia de manipulação foi feita por Michael Prescott, ex-consultor independente do Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais (EGSC, em inglês) da BBC. Ele mencionou o caso em documento interno, direcionado ao conselho da emissora, de acordo com o jornal britânico The Telegraph, que teve acesso ao material.
 

O documento cita uma fala de Trump durante seu discurso antes da invasão do Capitólio por seus apoiadores em 6 de janeiro de 2021 que foi editada pela BBC para acoplar dois trechos quase uma hora distantes entre si. A cena foi transmitida em um programa da emissora dias antes das eleições.
 

Além de juntar os trechos distantes, a declaração veiculada retirou, entre outras frases de Trump, o momento em que o presidente diz aos manifestantes que eles caminhariam "patriótica e pacificamente para fazermos com que escutem nossas vozes".
 

"Isso criou a impressão de que Trump disse algo que ele não disse, e, ao fazer isso, materialmente induziu telespectadores ao erro", diz Prescott.
 

O documento contém ainda uma lista de reportagens e acusações de cobertura supostamente tendenciosa contra Israel sobre a guerra na Faixa de Gaza.
 

Outro ponto levantado são as grandes discrepâncias existentes entre o serviço britânico e o árabe da emissora. São mais de 40 idiomas sob o guarda-chuva do BBC World Service, incluindo em português do Brasil --esses não são regulados pelo Ofcom, o órgão regulador britânico de comunicações, mas pela própria BBC e pela pasta de Relações Exteriores do país.
 

A carta assinada por Prescott lista alguns nomes de pessoas, apresentadas como jornalistas em diversas aparições no serviço em árabe da BBC, que teriam chamado autores de atentados contra civis israelenses de heróis e afirmado que judeus deveriam ser tratados "como fez Hitler". A emissora, segundo o consultor, disse internamente que os homens eram testemunhas, não jornalistas, embora tenham aparecido em diversos programas do serviço.
 

Prescott foi convocado a prestar depoimento ao Parlamento britânico. As acusações pressionam a BBC, que terá a renovação das diretrizes, objetivos e regulações da emissora previstas pela legislação em 2027 --a revisão ocorre periodicamente.
 

Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, de oposição ao governo trabalhista de Keir Starmer, afirmou que a nova liderança da emissora precisará entregar uma "reforma genuína da cultura da BBC".
 

"O relatório de Prescott expôs um viés institucional que não pode ser eliminado com duas renúncias. Ação forte precisa ser tomada com relação a todas as questões levantadas", afirmou ela, que pediu uma reformulação completa da cobertura da BBC no Oriente Médio.

Polícia Militar atende caso de violência doméstica em Brumado

  • Bahia Notícias
  • 10 Nov 2025
  • 12:24h

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na noite de sábado (8), a Polícia Militar de Brumado atendeu uma ocorrência de violência doméstica em uma residência da cidade. A guarnição do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada após denúncias de agressão.

No local, os policiais encontraram uma mulher de 43 anos com lesões no rosto e no pescoço. Segundo relato da vítima, ela teria sido agredida pela própria filha, de 24 anos, durante uma discussão, recebendo um soco que provocou dores de dente.

A suspeita foi localizada nas proximidades pouco tempo depois, e ambas, mãe e filha, foram levadas ao Hospital Municipal de Brumado para avaliação médica e atendimento emergencial.

Posteriormente, as duas foram encaminhadas à sede da 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), onde o caso foi registrado e as medidas legais cabíveis foram adotadas. As informações são do Achei Sudoeste.

Atriz de 'Pantanal' presta Enem pela primeira vez aos 61 anos: 'Quero gabaritar história'

  • Por Folhapress
  • 10 Nov 2025
  • 10:20h

Foto: Reprodução/Redes sociais

Conhecida do grande público por ter feito a Zefa na primeira versão de "Pantanal", produzida em 1990 pela Rede Manchete (1983-1999), a atriz Giovanna Gold fez a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pela primeira vez na sua vida neste domingo (9).
 

A atriz falou sobre o assunto em sua conta no Instagram neste domingo (9). Com 61 anos, Giovanna diz que a sua intenção é fazer novas graduações.
 

"Minha versão aluna merece ser melhor. Meus objetivos são: 1) gabaritar História, Geografia, Literatura e Inglês; 2) tirar 800 na redação; 3) acertar alguma coisa de Matemática e Física; 4) algumas de Biologia e Química; 5) passar na faculdade que pretendo", disse.
 

Gold afirmou que não estudava há mais de 40 anos, e se sentia como um "museu ambulante" na turma pré-vestibular que frequentava. "A gente ri à beça. Me sinto quase que da época de Pedro Álvares Cabral!", brincou.
 

Nascida em Salvador (BA), Giovanna Gold teve outros papéis marcantes na televisão, como a sofrida Alzira em "Mulheres de Areia" (1993), da Globo; e a vilã Carmen, do remake de "Chiquititas" (2013-2015), exibido pelo SBT. Seu último trabalho foi a novela bíblica "Gênesis" (2021), da Record.

Lula restringe a atuação da Anatel na internet e gera embate sobre fiscalização de big techs e IA

  • Por Adriana Fernandes | Folhapress
  • 10 Nov 2025
  • 08:12h

Foto: Divulgação / Anatel

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) restringiu a atuação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na regulamentação do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) e abriu uma disputa no setor de comunicações. Por trás da polêmica, está o confronto sobre quem vai fiscalizar as big techs e o uso de IA (inteligência artificial) no Brasil.
 

Ao sancionar o estatuto —que estabelece novas responsabilidades para plataformas digitais (como redes sociais e jogos) e cria instrumentos para proteger crianças e adolescentes na internet— Lula vetou a participação da Anatel na operacionalização da lei.
 

Depois, por meio de decreto, designou a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) como a autoridade administrativa para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
 

Empresários e especialistas em regulamentação do setor cobram mudanças e afirmam que a decisão do governo é um "jabuti" regulatório que trará prejuízos na fiscalização das big techs.
 

"É um golpe na Anatel", afirma a empresária Vivien Suruagy, presidente da Feninfra, entidade que representa mais de 137 mil empresas de infraestrutura e prestadoras de serviços de telecomunicações. "Existe o receio pueril de fazer o óbvio: dar à Anatel o papel que lhe é natural de regular esse novo mundo digital."
 

Para ela, o governo Lula escolheu o pior caminho, em vez de fortalecer a Anatel, uma agência reguladora já constituída, com mais 1.300 servidores concursados, estrutura em todo o país e respaldo internacional. "Começar tudo do zero vai gerar mais custos ao Estado", diz. "A Anatel tem servidores da mais alta qualidade e seus conselheiros conduzem com alto conhecimento técnico todos os assuntos."
 

A lei do estatuto foi sancionada em setembro, após as denúncias feitas pelo youtuber Felca sobre a monetização indevida e a adultização infantil nas plataformas online.
 

Na lei, o Congresso deu o protagonismo à Anatel para ordenar o bloqueio de empresas infratoras. Mas Lula vetou o dispositivo alegando inconstitucionalidade, pois a organização da administração pública federal é competência privativa do presidente da República.
 

O tema é considerado sensível porque a ANPD, vinculada ao Ministério da Justiça, poderá ser a agência que supervisionará as questões de IA e fake news, caso avancem projetos que já tramitam. Nas negociações com o governo Donald Trump do tarifaço de 50%, o governo Lula também colocou na mesa a regulamentação das big techs, incluindo a moderação de conteúdo.
 

O governo enviou ao Congresso a MP (medida provisória) que transforma a ANPD em agência reguladora. A MP cria uma carreira de especialista em regulação de proteção de dados e altera a legislação para consolidar a proteção de dados pessoais no Brasil, incluindo a aplicação do ECA Digital para proteger crianças e adolescentes online.
 

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da MP e autor da lei do ECA Digital, diz que não identifica risco na escolha da ANPD. "Ela vai conseguir fazer os ajustes de estrutura para que tenha capacidade de fazer o trabalho", diz o senador. "A Anatel tem já outros focos, talvez tenha sido esse o ponto que motivou essa definição."
 

Vieira antecipa que não pretende incluir no parecer da MP atribuições à ANPD relativas à fiscalização do uso de IA. "Não queremos inovar em nada. Agora, se eventualmente lá na frente se entender que tem que ser a ANPD, ela vai ter que passar por uma nova reformulação para que tenha setor de estrutura suficiente para arcar com isso", diz.
 

O especialista em regulação de serviços digitais, Ricardo Campos, professor na Universidade de Frankfurt, na Alemanha, vê retrocesso. "O Brasil está caminhando para algo que não existe precedente no mundo, de atribuir a uma agência de proteção de dados competência regulatória para regular big techs. É uma jabuticaba brasileira", avalia Campos, que ajudou o senador Vieira na elaboração do projeto do ECA Digital.
 

"Sabe quais são as agências reguladoras que são escolhidas para aplicar a lei europeia? A Anatel da Alemanha, a Anatel de Portugal e assim em todos os outros países", ressalta. "O Brasil será o único país do mundo que não vai conseguir dialogar, sendo que a regulação de big techs é um desafio global de coordenação", enfatiza. Para ele, a decisão é casuística, que trará consequências negativas para essa coordenação global entre agências.
 

"Nunca houve qualquer restrição à atuação da Anatel", afirma a Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência. Segundo o Palácio do Planalto, a MP cria 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados e 18 cargos em comissão e funções de confiança, por meio da transformação de 797 cargos efetivos vagos, sem aumento de despesa.
 

Procurada, a Anatel afirma que respeita a decisão presidencial e compreende que o veto decorre de uma interpretação jurídica sobre vício de iniciativa. Mas ponderou que, considerando que a ANPD foi criada há apenas cinco anos e transformada em agência reguladora recentemente, é natural que haja preocupações quanto aos desafios regulatórios e operacionais decorrentes das novas atribuições que lhe foram conferidas. A Anatel tem 28 anos.
 

"Toda intermediação com o setor digital depende estruturalmente das redes de telecomunicações, seja no acesso a plataformas, na circulação de dados ou na oferta de serviços, cuja regulação é competência da Anatel", diz.
 

A Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), associação que representa as principais plataformas e provedores de serviços digitais em operação no Brasil, como Meta, TikTok, Google, Amazon e Mercado Pago, afirma que a definição da autoridade competente para o tema insere-se no âmbito das decisões institucionais e políticas legitimamente conduzidas pelos poderes.
 

"Independentemente da configuração escolhida, será essencial garantir que a autoridade designada disponha das condições técnicas, operacionais e de governança necessárias para manter um diálogo técnico e equilibrado com todos os agentes envolvidos na implementação da política pública."
 

Em nota, o Ministério das Comunicações afirma que apoia o fortalecimento da atuação da Anatel na regulamentação da cibersegurança, que atualmente está em andamento.
 

O Ministério da Justiça ressalta que a ANPD já possui experiência consolidada e que o modelo segue a tendência internacional, em que autoridades de proteção de dados também são responsáveis por casos complexos envolvendo direitos em ambientes digitais. A ANPD não respondeu ao pedido de informações.

COP30 começa com apenas 79 metas climáticas entregues e baixa adesão presencial

  • Por Jéssica Maes | Folhapress
  • 09 Nov 2025
  • 12:28h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Três anos depois do recém-eleito presidente Lula anunciar que queria trazer a COP30 para o Brasil, começa nesta segunda-feira (10) a 30ª edição da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, em Belém. As negociações, que se estenderão por duas semanas, começam em clima de incerteza.
 

Dos 195 signatários do Acordo de Paris, apenas 79 entregaram suas novas metas climáticas nacionais, representando 64% das emissões de gases de efeito estufa globais, segundo levantamento da plataforma Climate Watch.
 

Entre os planos atrasados estão o da Índia, deixando os diplomatas no escuro sobre o que pretende um dos maiores poluidores do mundo. A União Europeia, outro grande emissor, só entregou sua meta no último dia 5.
 

Conhecido como NDC (sigla em inglês para contribuição nacionalmente determinada), é esse documento que deve nortear as políticas de combate à crise do clima em cada país. Metas atualizadas e mais ambiciosas devem ser divulgadas a cada cinco anos, mas só uma minoria dos governos cumpriu o prazo original da ONU, de fevereiro, e nem mesmo a extensão da data limite até setembro foi o suficiente.
 

Com isso, o relatório-síntese feito pela UNFCCC (braço das Nações Unidas para mudanças climáticas) sobre as NDCs foi inconclusivo e não conseguiu apontar com precisão para qual cenário de aquecimento global o mundo está caminhando.
 

Em estimativas paralelas, considerando promessas aventadas pelo grupo europeu e pela China, a agência indicou que as emissões globais iriam cair cerca de 10% até 2035. Porém, para cumprir o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris --até o final do século, ficar abaixo de 1,5°C de aumento de temperatura global em comparação com os níveis anteriores à Revolução Industrial-- essa redução teria que ser de 60%.
 

"Fechar essa vergonhosa lacuna [entre o corte de emissões necessário e o prometido] é uma condição absolutamente fundamental", afirma Claudio Angelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima.
 

"Para isso, não há outra opção senão lidar com o fim dos combustíveis fósseis, que é um tema do qual ninguém quer tratar. Mesmo diante dessas circunstâncias desfavoráveis, espero que a COP30 possa ser o início da resolução desse assunto."
 

O acordo adotado na COP28, em Dubai, citou pela primeira vez uma redução no uso mundial de combustíveis fósseis, mudando os sistemas energéticos de "forma justa, ordenada e equitativa". Desde então, porém, as nações produtoras de petróleo, gás e carvão conseguiram impedir que o tema voltasse à mesa.
 

Desfecho da crise de hospedagem
 

Além da indefinição sobre as NDCs, os preços exorbitantes para hospedagem na capital paraense durante o evento dificultaram a vinda de muitas delegações, principalmente de nações mais pobres. O quórum mínimo para legitimar decisões das COP é de dois terços dos signatários, ou seja, 132 partes, índice que foi atingido há menos de um mês.
 

A crise só foi amenizada após uma série de medidas tomadas pelo governo federal, como o apelo à ONU para que a organização aumentasse a verba concedida aos países menos desenvolvidos e o apoio de bancos de desenvolvimento e entidades filantrópicas.
 

Às vésperas do evento, os preços de hotéis e imóveis em Belém despencaram, com uma redução de mais de 60%, de acordo com a Abih-PA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Pará), o Creci-PA (Conselho dos Corretores de Imóveis do Pará) e a plataforma AirbnB.
 

Até a última sexta-feira (7), 160 países tinham acomodação confirmada, enquanto 27 ainda estavam incertos quanto à hospedagem.
 

As últimas três cúpulas, de 2024 a 2022, tiveram adesão quase total dos integrantes do Acordo de Paris. A COP29, sediada no Azerbaijão, registrou a participação de 193 partes. Em 2023, 196 nações estiveram na COP28, nos Emirados Árabes Unidos. E a COP27, no Egito, contou com 195 países.
 

Adaptação climática no centro do debate
 

Com o número mínimo de participantes garantido, a principal decisão a ser tomada nesta COP deve ser a definição de indicadores que possibilitem medir o progresso de ações de adaptação climática --mecanismo chamado de Meta Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês).
 

Após anos de discussões sobre o tema, o número de critérios passou de mais de 5.000 para cerca de 100, que seguirão em debate nos próximos dias. Aspectos como medidas para mobilizar financiamento, transferência de tecnologia e capacitação (conhecidos como "meios de implementação") devem ser o ponto mais contencioso dos debates.
 

Um relatório do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), divulgado no último dia 29, revelou que o mundo precisa preencher uma lacuna de US$ 284 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) a US$ 339 bilhões anuais (R$ 1,8 trilhão) em financiamento para adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento até 2035.
 

"Espero que a COP30 consiga mostrar três coisas. Primeiro, que adaptar-se não é desistir, mas insistir em bem viver", diz Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa.
 

"Segundo, que a transição [energética] é resiliente e imparável --e que temos o compromisso de dar força a ela, mesmo com os ventos contrários dos populistas e protecionistas. E, por fim, a resiliência do próprio regime internacional, que neste momento precisa se provar relevante."
 

Questionamentos sobre a eficácia do sistema multilateralista, exacerbados em situações de conflitos globais, também ficam evidentes no debate climático.
 

A frustração com a lentidão dos países desenvolvidos, os grandes responsáveis pelas emissões que aquecem o planeta, em cumprir compromissos assumidos no Acordo de Paris vem crescendo.
 

Da mesma forma, a cobrança para que eles paguem a maior parte da conta da crise climática tem se intensificado nas últimas COPs. Os mais ricos, por outro lado, insistem cada vez mais para que nações emergentes e muito poluentes, como a China e a Índia, passem a integrar o grupo de financiadores, o que tende a dificultar as negociações também em Belém.
 

Uma alternativa à dificuldade de obtenção de recursos públicos é apelar ao setor privado. Visando fortalecer acordos e iniciativas voluntárias de empresas e filantropias, além de entes subnacionais, a presidência brasileira da COP criou a chamada Agenda de Ação.
 

Ainda que possa ser promissor, contudo, esse tipo de compromisso não é vinculativo nem tem força de lei, ao contrário das medidas acordadas sob a chancela da UNFCCC.

Governo trabalha para liberar FGTS de atingidos por tornado no Paraná

  • Bahia Notícias
  • 09 Nov 2025
  • 10:24h

Foto: Ari Dias / AEN

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse neste sábado (8) que o governo acionou a Caixa Econômica Federal para agilizar a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que tenham sido afetados pela passagem devastadora de um tornado que atingiu o Paraná na sexta-feira (7).

 

“Estamos tomando providências em relação ao FGTS, à liberação do Fundo de Garantia. Conversei com o presidente da Caixa antes de vir pra cá”, disse Gleisi a jornalistas durante visita a Rio Bonito do Iguaçu, município paranaense mais atingindo pelo desastre climático.

 

A ministra acrescentou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também foi mobilizado e está tomando providências no sentido de auxiliar os beneficiários e de providenciar novos benefícios também. As informações são da Agência Brasil.

 

Atualmente, o FGTS já conta com o Saque Calamidade, modalidade que autoriza o cotista a sacar parte do fundo caso more em município atingido por desastre natural. Para isso, a calamidade precisa ser reconhecida pelo governo federal e o município ser habilitado junto à Caixa.

Motorista morre após passar mal e colidir caminhão em poste na Avenida Bartolomeu de Gusmão, em Vitória da Conquista

  • Bahia Notícias
  • 09 Nov 2025
  • 08:12h

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

Um homem morreu após passar mal enquanto dirigia um caminhão na Avenida Bartolomeu de Gusmão, em Vitória da Conquista, na tarde deste sábado (8). O motorista teria sofrido um mal súbito, o que fez com que perdesse o controle da direção e o veículo colidisse contra um poste.

 

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e constataram o óbito no local. Segundo informações divulgadas pelo Blog do Anderson, a colisão derrubou parte da fiação elétrica da via.

 

O corpo da vítima foi encaminhado ao Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) e, em seguida, será liberado para os procedimentos funerários. O Sistema Municipal de Trânsito registrou a ocorrência.