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Ministério da Saúde registra crescimento no Mais Médicos e ampliação da Atenção Primária em 4,5 mil municípios

  • Bahia Notícias
  • 26 Dez 2025
  • 08:24h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a ampliação em 99% no número de profissionais do Programa Mais Médicos, durante os últimos três anos. Neste período, a quantidade de profissionais em atuação subiu de 13,7 mil para 27,3 mil. 

 

Segundo a pasta, esse fortalecimento permitiu ao Sistema Único de Saúde (SUS) ampliar a cobertura e qualificar a assistência na Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a redução de agravos à saúde e de internações evitáveis em 4,5 mil municípios brasileiros. 

 

De acordo com o órgão, nesses territórios, 60% dos médicos que atuam em municípios de alta vulnerabilidade fazem parte do programa.O ministério comunicou ainda que a ampliação do programa vai influenciar diretamente no acesso equitativo ao cuidado em saúde para cerca de 67 milhões de brasileiros.

 

Entre 2022 e 2025, o número de atendimentos na Atenção Primária — porta de entrada do SUS — aumentou em 30%, passando de 23,9 milhões para mais de 31 milhões de atendimentos anuais. Esse crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento dos atendimentos realizados por médicos que integram as atuais 60,4 mil equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária.

Governo Lula avalia que Trump pode tentar interferir na eleição brasileira

  • Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
  • 24 Dez 2025
  • 18:32h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

A química entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump não deve impedir que os Estados Unidos tentem interferir na eleição brasileira de 2026, da mesma maneira que intervieram nos pleitos de Argentina e Honduras, na visão do governo do Brasil.
 

Na opinião de um alto funcionário do governo Lula, ao remover grande parte das tarifas sobre produtos brasileiros e as sanções da Lei Magnitsky, Trump pode ter feito apenas um recuo tático após a malfadada tentativa de impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Mas o Brasil conta com a possibilidade de Trump usar no Brasil a mesma estratégia adotada nas eleições da Argentina e de Honduras neste ano. Na eleição legislativa argentina, Trump condicionou a concessão de um pacote de ajuda financeira ao país de US$ 20 bilhões a um bom desempenho do partido de Milei no pleito.
 

Na eleição presidencial hondurenha, Trump apoiou abertamente o candidato da ultradireita, Nasry "Tito" Asfura, e a presidente do país, a esquerdista Xiomara Castro, alega que houve um "golpe eleitoral" por causa da "interferência do presidente dos Estados Unidos".
 

Antes da eleição, Trump afirmou que a candidata governista, Rixi Moncada, era comunista e que sua vitória entregaria o país ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e seus "narcoterroristas". Na véspera da eleição, Trump concedeu indulto ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, que tinha sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína para os EUA.
 

Depois de quase um mês da eleição, ainda não há resultados. Asfura está na liderança por uma pequena vantagem sobre o conservador Salvador Nasralla, e uma apuração especial está em curso. Na semana passada, o Departamento de Estado revogou um visto e cassou outro de duas autoridades eleitorais de Honduras pertencentes ao partido de esquerda de Xiomara Castro, alegando que elas estariam interferindo na apuração dos votos.
 

O governo brasileiro acredita que precisa ter certas "vacinas" contra uma possível intervenção americana. Uma delas é a cooperação com os Estados Unidos em combate ao crime transnacional, anunciada recentemente.
 

Trump tem usado o combate ao narcotráfico como justificativa para os ataques a barcos no Caribe e para as ameaças militares à Venezuela. A cooperação foi usada de forma preventiva também para bloquear tentativas dos bolsonaristas de pedir intervenção americana no Brasil para combater o crime organizado.
 

O governo acredita que a agenda internacional terá um peso inédito na eleição presidencial brasileira. A percepção é de que Trump irá apoiar abertamente aquele que vier a ser o candidato da direita, ideologia mais alinhada ao atual governo dos EUA.
 

Em relação à Venezuela, o governo brasileiro está alerta durante o recesso para a possibilidade de alguma intervenção militar americana. E autoridades admitem que o governo americano não tem se mostrado aberto a um papel maior do Brasil ou outros países em conversas com o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
 

Mas impedir uma ação militar na Venezuela é considerada prioridade número um pelo governo brasileiro. Caso haja uma ação usando como desculpa o combate ao narcotráfico, isso poderia se tornar um precedente. Na visão do governo, esse pretexto poderia ser usado em futuras intervenções em países como Colômbia e México, por exemplo.
 

No âmbito bilateral, Brasil e EUA ainda negociam para retirada do restante das tarifas sobre produtos brasileiros e para restituir os vistos revogados de ministros brasileiros e familiares. Uma reunião entre ministros estava prevista para novembro, mas só deve sair em janeiro.

Moraes ligou 6 vezes em um dia para Galípolo sobre Master, diz jornal; ministro nega telefonemas

  • Por Folhapress
  • 24 Dez 2025
  • 16:28h

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), teria ligado seis vezes em um mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para saber do andamento da análise da operação de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
 

Em novo comunicado divulgado na noite desta terça-feira (23), Moraes disse que "inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto".
 

O magistrado confirmou a realização de duas reuniões com Galípolo, em 14 de agosto e 30 de setembro. Segundo ele, os encontros tinham como objetivo tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, que prevê sanções financeiras e foi usada pelo governo dos Estados Unidos contra Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
 

"Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master", afirmou.
 

O ministro disse ainda que o escritório de advocacia de sua esposa --que possui contrato com o Master-- "jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central".
 

O Master teve a liquidação decretada pelo BC em 18 de novembro, e seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal diante da suspeita de fraudes de R$ 12 bilhões. Dias depois, ele foi solto pela juíza Solange Salgado da Silva, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
 

Segundo a reportagem de O Estado de S. Paulo, a série de telefonemas seria parte de uma de ao menos cinco conversas entre Moraes e Galípolo sobre o Master.
 

A informação foi obtida pelo jornal com pessoas do meio jurídico e do mercado financeiro que ouviram relatos de um dos envolvidos.
 

Os relatos de que Moraes teria procurado o presidente do BC para conversar sobre o Master ampliaram os questionamentos sobre o magistrado. A notícia foi publicada inicialmente pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, citando quatro contatos entre o ministro e o chefe da autoridade monetária para tratar do assunto.
 

Políticos de oposição cobraram explicações do ministro. Eles destacaram a informação, revelada anteriormente, de que o escritório da mulher do magistrado teria um contrato de R$ 3,6 milhões mensais para defender os interesses do Master.
 

De acordo com outra reportagem do jornal O Globo, a contratação do Barci de Moraes Sociedade de Advogados teria validade de 36 meses, a partir do início de 2024. Com isso, o acordo renderia, até o início de 2027, R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não tivesse sido liquidado pelo Banco Central. Integram o escritório a esposa do ministro e dois filhos do casal.
 

Em uma primeira nota, Moraes afirmou ter recebido Galípolo para reuniões "em virtude da aplicação da Lei Magnitsky". Inicialmente, o ministro não citou a data do encontro. Ele se tornou alvo de sanções financeiras pelo governo dos EUA em 30 de julho, e a punição foi retirada no dia 12 de dezembro. Segundo O Globo, o encontro com Galípolo teria ocorrido em julho.
 

No primeiro comunicado, o ministro não comentou diretamente os relatos de que teria pedido a aprovação do negócio entre o Master e o BRB.
 

Na nota divulgada na noite desta terça, Moraes disse que a primeira reunião ocorreu em 14 de agosto, após a primeira aplicação da Lei Magnitsky. Já o segundo encontro, disse o ministro, se deu em 30 de setembro, após a mesma lei ter sido aplicada sobre Viviane, em 22 de setembro.
 

"Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto", afirmou.
 

Mais cedo, o BC também emitiu uma nota em que afirmou que "manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky". A instituição não detalha datas ou os nomes dos integrantes que estiveram com o magistrado e também não comenta os relatos de pressão pela liberação da venda do Master.
 

Comunicados desse tipo, em que o BC informa reuniões de seus integrantes com membros externos, são pouco usuais na operação da instituição. Embora o BC admita que manteve reuniões com Moraes, os encontros não constam na agenda pública do presidente do órgão, Gabriel Galípolo, nem nos compromissos dos oito diretores que integram a autoridade monetária. Procurado, o BC não se manifestou sobre a falta de registro das reuniões.
 

O nome de Moraes consta uma única vez na agenda de Galípolo, no dia 29 de setembro, quando o presidente do BC participou da posse dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes nos cargos de presidente e vice-presidente do STF e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em Brasília. Mas não há indicativo de que eles teriam se reunido nessa ocasião.

Flamengo divulga receita recorde de R$ 2,071 bilhões e fecha 2025 acima do orçamento

  • Bahia Notícias
  • 24 Dez 2025
  • 14:22h

Foto: Reprodução / Flamengo TV / YouTube

O Flamengo divulgou nesta terça-feira (23) o balanço financeiro referente à temporada de 2025 e informou ter alcançado uma receita total de R$ 2,071 bilhões, valor inédito no futebol brasileiro. Os dados foram apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista durante reunião com associados.

 

De acordo com o clube, o resultado ficou acima do previsto no orçamento aprovado para o ano. A projeção inicial apontava uma arrecadação de R$ 1,6 bilhão, o que representa um aumento superior a R$ 500 milhões em relação ao planejamento original. A diretoria atribui a diferença, principalmente, ao desempenho esportivo ao longo da temporada.

 

O Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e disputou o Mundial de Clubes, cuja premiação superou R$ 150 milhões. Esses resultados impactaram diretamente as receitas com premiações e direitos vinculados às competições.

Foto: Divulgação / Bahia Notícias

Outro fator relevante foi a negociação de atletas. O clube informou ter arrecadado mais de R$ 500 milhões com vendas de jogadores ao longo de 2025, estabelecendo um novo recorde interno nesse quesito.

 

Com base nos números apresentados, o caixa livre do Flamengo ao fim da temporada atingiu R$ 218 milhões. A expectativa inicial era encerrar o ano com R$ 161 milhões disponíveis, valor que acabou superado após o fechamento do exercício.

 

A situação da dívida também foi detalhada. Segundo o balanço, o passivo foi reduzido de R$ 346 milhões para R$ 96 milhões em 2025. A projeção da diretoria é encerrar a temporada de 2026 com uma dívida estimada em R$ 41 milhões.

 

Para o próximo ano, o Flamengo trabalha com uma previsão de receita de R$ 1,8 bilhão. O orçamento foi elaborado sem considerar possíveis valores adicionais provenientes de premiações, reajustes contratuais, negociações acima da meta ou recursos relacionados à Libra. Ainda assim, a avaliação interna é de que a arrecadação possa novamente ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões.

 

A estimativa de vendas de atletas para 2026 é de R$ 256 milhões, aproximadamente metade do valor obtido com transferências em 2025. A diretoria entende que o cenário financeiro permite planejamento esportivo e administrativo para a próxima temporada.

Brumado: A Escola Nossa Senhora de Fátima deseja a todos um Feliz Natal

  • 24 Dez 2025
  • 12:28h

A Escola Nossa Senhora de Fátima celebra este período especial com alegria e gratidão. O Natal nos recorda o amor, a fé e a esperança, valores que inspiram nossa missão educativa e fortalecem nosso compromisso com a sociedade. Ao longo do ano, caminhamos juntos, construindo conhecimento, formando caráter e contribuindo para um futuro melhor.

Agradecemos a confiança dos pais, a dedicação dos professores e o empenho dos alunos, que são a razão de nossa existência. Nossa filosofia de ensino é baseada em valores humanos e cristãos, guiando cada ação, cada projeto e cada aprendizado. É com esse propósito que continuamos firmes, acolhendo, educando e formando cidadãos conscientes, solidários e responsáveis.

Que o Natal renove a esperança em cada coração e que o Ano Novo seja repleto de bênçãos, saúde, conquistas e muitas realizações. Que Deus continue iluminando nossa comunidade escolar e fortalecendo nossa união. Feliz Natal e um abençoado Ano Novo!

'Bastaram dois jovens com um notebook em Brasília para roubar R$ 800 mi', diz chefe da PF

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 24 Dez 2025
  • 12:19h

Foto: Divulgação / PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse, nesta segunda-feira (22), que bastou um notebook para que dois jovens fizessem o maior furto a banco da história do país, em um hotel cinco estrelas de Brasília. "Em meia dúzia de comandos, conseguiram desviar R$ 800 milhões, a maioria felizmente recuperada", afirmou.
 

O chefe da PF fazia referência ao maior ataque cibernético da história do país, que ocorreu em 30 de junho. Foram R$ 813,79 milhões desviados de contas mantidas junto ao Banco Central, por meio de uma infiltração aos sistemas da C&M Software --uma empresa que faz a ponte entre instituições financeiras e o Pix.
 

O assalto ao Banco Central em Fortaleza no ano de 2005, por exemplo, que exigiu túneis, engenharia, logística, e envolveu várias mortes na divisão do dinheiro, deixou prejuízo de R$ 165 milhões.
 

As investigações sobre o ataque hacker revelaram uma intricada operação de lavagem de dinheiro, que levou a um acordo de cooperação entre a autoridade policial, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).
 

A estatal ligada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e 25 bancos compartilharão informação e conhecimento para facilitar o combate aos crimes financeiros e digitais.
 

Segundo Rodrigues, os desdobramentos da operação Magna Fraus, que investigou os suspeitos do crime, também levaram o BC a rever a regulação das 'contas bolsão', que reuniam recursos de diversas pessoas sob um único titular.
 

A resolução conjunta nº 16 da autoridade monetária obriga o compartilhamento de informações sobre os titulares de cada conta do correspondente bancário à instituição financeira que atua como bank as a service (baas, que possibilita a empresas de diferentes segmentos oferecerem serviços financeiros a seus clientes).
 

A dispersão do dinheiro furtado no ataque à C&M Software ocorreu por meio de contas bolsões e criptomoedas, conforme conversas obtidas pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) entre dois dos suspeitos: o estudante de medicina Patrick Zanquetim de Morais e Ítalo Jordi Santos Pireneus --cujo apelido é Breu.
 

Os advogados indicados nos autos de Zanquetim e de sua namorada Nilla Vitória Ribeiro Campos, que também foi presa durante a investigação, dizem ter deixado o caso. Procurado pela Folha, o advogado Eduardo Moura, que representa Breu, não responde a emails desde novembro. O telefone de seu escritório tampouco atende.
 

No evento desta segunda, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que as instituições financeiras que não prestam contas ao BC são um problema para o sistema financeiro. "O problema são as contas bolsão, que são abertas com dois CPFs e um CNPJ. Elas recebem dinheiro do crime, mas o que aparece publicamente é só o CNPJ e dois CPFs. Embaixo disso, está tudo podre, é lavagem pura", afirmou.
 

Mercadante sugere que a autoridade monetária reduza o prazo de adequação, que está previsto para o fim do ano que vem, para seis meses. "Não regularizou, fecha."
 

De acordo com o presidente da Febraban, Isaac Sidney, depois do ataque à C&M Software e da Operação Carbono Oculto, que investigou fundos suspeitos de lavagem de dinheiro, a entidade composta pelos principais bancos fez uma autorregulação para dificultar a abertura de contas em nome de terceiros e fechar imediatamente as que estiverem sob suspeita.
 

PF ENCONTROU ESTUDANTE DE MEDICINA E JOGADOR DE PÔQUER

De acordo com as investigações, Henrique Magnavita Lins, chamado de "Russo", e Wesley Nascimento Lopes, conhecido como "Spider", e Marcos Paulo Pereira de Oliveira, de apelido "Leitão", completariam o núcleo central do ataque cibernético, junto de Breu e Zanquetim. Os cinco estão presos.
 

Breu seria responsável pela articulação, enquanto Zanquetim faria o "resumo dos valores" (expressão usada entre cibercriminosos para se refereir ao desbloqueio do dinheiro). Ele faria isso com criptomoedas mediante cobrança de uma comissão de 3%, de acordo com a denúncia do MP-SP.
 

Russo, um paulista residente em Goiânia, e o mineiro Spider também teriam coordenado a operação. Segundo o MP-SP, os suspeitos criaram um sistema espelhado fraudulento que enviava ordens como se fosse a C&M Software diretamente ao Banco Central.
 

As transferências ocorreram com uma conexão à internet sob responsabilidade de Leitão. A rede estava registrada em nome de um laranja.
 

Os jovens mencionados pelo chefe da PF eram Breu e Russo, que comandaram a execução do crime do Royal Tulip, um hotel de cinco estrelas na capital federal, segundo depoimentos às autoridades.
 

A Folha não conseguiu localizar as defesas de Russo, Spider e Leitão.
 

As autoridades prenderam 23 pessoas desde o início das investigações do incidente, sem contar João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software detido pela Polícia Civil de São Paulo. Duas prisões ocorreram na primeira fase da operação da PF, em 15 de julho, e 21, na segunda fase, em 30 de outubro.
 

Durante as operações, as autoridades apreenderam 15 veículos de alto luxo, como os que estavam com os suspeitos, incluindo dois automóveis da marca BMW, um da Mercedes Benz, além de um utilitário esportivo da Porsche (Cayenne).
 

A reportagem localizou processos criminais em curso nas Justiças paulista, goiana e federal.
 

A quebra do sigilo de contas na corretora de criptomoedas Bybit, a pedido da PF, revelou os nomes de Zanquetim e de Nilla.
 

Dos R$ 813,79 milhões desviados via Pix durante o ataque à C&M Software, cerca de R$ 205 milhões chegaram a carteiras de criptomoedas de Zanquetim e Nilla, um casal morador de Goiânia, preso em julho. Ele é um estudante de medicina, ela, uma médica recém-formada.
 

Outra fonte relevante foi o celular do corretor. No dispositivo, os investigadores encontraram as primeiras referências a Breu, que se declara um jogador de pôquer. Segundo denúncia do MP-SP, ele integra o núcleo central que executou o ataque hacker.
 

Ainda em 30 de outubro, a Polícia Federal prendeu o autônomo Marcos Paulo Pereira de Oliveira em Goiânia. Já sob custódia, ele disse à PF que atuou como motorista de Breu, durante uma viagem à Brasília no dia 29 de junho, um dia antes do incidente.
 

No depoimento, Oliveira identificou outros sete suspeitos que estiveram na capital federal, incluindo Russo. Procurado, o advogado de Oliveira também não respondeu à reportagem.
 

Na casa do motorista, a PF encontrou, além de um BMW, carteiras de criptomoedas e dispositivos eletrônicos. Os agentes também apreenderam dispositivos eletrônicos e dinheiro vivo na casa de outros cinco suspeitos em Goiânia.
 

Conforme informações do site O Bastidor confirmadas pela Folha, Breu e mais quatro suspeitos deixaram o Brasil, em julho, em um jato particular com destino a Buenos Aires. As autoridades, depois, detiveram Breu em Madri.
 

Russo e Spider deixaram o país com destino à Frankfurt, na Alemanha, no dia 1º de julho.
 

No dia 31 de outubro, a PF anunciou a execução de seis mandados de prisão na Espanha e dois na Argentina.

Brumado: AG Contabilidade deseja Feliz Natal

  • 24 Dez 2025
  • 11:12h

Foto: Divulgação

Neste Natal, a Contabilidade AG, celebra mais um ano de conquistas, aprendizado e união.

Ao longo de 2025 caminhamos juntos, superando desafios e fortalecendo nossa missão de servir com excelência.

Cada resultado positivo foi construído com dedicação, ética e o empenho diário de todos que acreditam em nosso trabalho.

A confiança de vocês nos inspira a evoluir continuamente e a oferecer serviços cada vez mais responsáveis e humanos.

Por isso, nossa gratidão é imensa e sincera.

Agradecemos aos nossos colaboradores, que são a base de cada conquista e o coração da nossa equipe.

Reconhecemos também nossos clientes, parceiros essenciais que confiam em nossa orientação e compartilham seus projetos conosco.

Vocês nos motivam a fazer sempre o melhor, com transparência, segurança e compromisso com o crescimento de todos.

Cada parceria reforça o propósito que nos move e nos faz seguir com entusiasmo e responsabilidade.

Muito obrigado por fazerem parte dessa caminhada.

À população em geral, deixamos nosso carinho e nossos votos de esperança, paz e prosperidade.

Que o espírito natalino renove a fé, fortaleça os laços e traga momentos de harmonia aos lares.

Que o novo ano seja repleto de saúde, oportunidades e realizações para toda a nossa comunidade.

Continuaremos firmes ao lado de vocês, contribuindo com seriedade e dedicação para um futuro melhor.

Boas festas e feliz 2026!

Jair Bolsonaro deixa sede da Polícia Federal e segue para internação antes de cirurgia em Brasília

  • Bahia Notícias
  • 24 Dez 2025
  • 10:15h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou, na manhã desta quarta-feira (24), a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de prisão por tentativa de golpe de Estado, com destino ao Hospital DF Star. Ele ficará internado para a realização de uma cirurgia prevista para o dia de Natal (25).

 

A autorização para o procedimento foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada na última sexta-feira (19) e atendeu ao pedido apresentado pela defesa do ex-presidente nesta terça-feira (23).

 

Segundo a autorização judicial, a cirurgia será para correção de hérnia inguinal bilateral. Hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen se projeta, formando uma protuberância na região da virilha.

CBF organiza imersão internacional com clubes e federações para debater arbitragem e sustentabilidade financeira

  • Bahia Notícias
  • 24 Dez 2025
  • 08:14h

Foto: Staff Images / CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizará, entre os dias 7 e 16 de janeiro, uma imersão internacional com a participação de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e de federações estaduais. A programação será realizada na Inglaterra, Alemanha e Espanha e terá como foco o aprofundamento em temas relacionados à arbitragem e aos modelos de controle financeiro adotados nesses países.

 

Segundo a entidade, a iniciativa busca promover a troca de experiências com ligas e federações estrangeiras sobre dois eixos considerados centrais para a organização do futebol: a gestão da arbitragem e o sistema de fair play financeiro. O presidente da CBF, Samir Xaud, integrará a comitiva e destacou que a proposta envolve participação conjunta de clubes e federações na construção de propostas para o futebol nacional.

 

"Faremos esta imersão para debater e trocar ideias sobre arbitragem e fair play financeiro com as principais ligas e federações do mundo e teremos a participação ativa de clubes e federações para que tenhamos uma construção coletiva visando à evolução permanente do futebol brasileiro", explicou. 

 

Durante a viagem, estão previstas visitas técnicas e reuniões institucionais com dirigentes de clubes, representantes de ligas, federações e empresas ligadas ao esporte. A escolha pelo período inicial da temporada de 2026, de acordo com a CBF, visa facilitar a participação dos representantes brasileiros.

 

Na Espanha, a agenda inclui visita à sede da La Liga, no dia 15 de janeiro. No local, haverá apresentações sobre o funcionamento do campeonato espanhol, os mecanismos de controle econômico e as práticas adotadas pelos clubes do país.

 

A imersão será realizada em parceria com a CBF Academy, braço educacional da confederação voltado à capacitação e à profissionalização do futebol brasileiro.

 

Paralelamente à iniciativa internacional, a CBF instituiu dois Grupos de Trabalho (GTs): um voltado à arbitragem e outro ao fair play financeiro. No campo da arbitragem, a entidade firmou contrato com a empresa Genius Sports para a implementação do sistema de impedimento semiautomático em jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil nas temporadas de 2026 e 2027.

 

No âmbito financeiro, o GT do Fair Play Financeiro publicou, em 10 de dezembro, a versão completa do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). O documento define parâmetros para controle de dívidas, gastos com elenco, capacidade de endividamento e equilíbrio operacional dos clubes, com o objetivo de estabelecer diretrizes para a gestão financeira no futebol brasileiro.

PGR é favorável à progressão de regime de hacker condenado por invadir sistemas do CNJ e forjar mandado contra Moraes

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 14:45h

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao pedido de progressão de regime prisional para o semiaberto formulado pela defesa de Walter Delgatti Neto. O caso foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator.

 

Delgatti cumpre pena em regime fechado na Penitenciária II de Tremembé (SP), condenado a oito anos e três meses de prisão pelos crimes de invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, a mando da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

 

Em documento enviado ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o condenado já cumpriu 20% da pena, o equivalente a um ano, onze meses e cinco dias, requisito legal para a progressão. O órgão também citou o comportamento do apenado durante o período de reclusão.

 

“O atestado de conduta carcerária emitido pela unidade prisional atesta que o reeducando Walter Delgatti Neto apresenta bom comportamento carcerário. Dessa forma, estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional”, afirmou o procurador-geral no parecer.

 

Apesar da manifestação favorável da PGR, não há prazo para que o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão final, se pronuncie sobre o caso. Carla Zambelli, coautora dos crimes, foi condenada na mesma ação e permanece presa na Itália desde julho, após fugir do Brasil.

 

As informações são da Metrópoles.

Justiça suspende licenciamento ambiental da Samarco e inova ao citar mudanças climáticas

  • Por Pedro Lovisi | Folhapress
  • 23 Dez 2025
  • 14:43h

Foto: Divulgação / Otávio Honorato

Em uma decisão inédita, a Justiça Federal suspendeu na semana passada o licenciamento ambiental que a mineradora Samarco havia conseguido com órgãos reguladores de Minas Gerais para ampliar seu complexo minerário em Mariana –o mesmo que colapsou em 2015, matando 19 pessoas e causando o maior desastre ambiental do país.
 

Na decisão, a juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho acatou argumentos de organizações da sociedade civil de que a mineradora não considerou, em seu estudo de impacto ambiental, um volume de chuvas atípico que pode ser gerado pelo aquecimento global. Essa é a primeira vez que o poder Judiciário suspende o licenciamento ambiental de um projeto minerário citando riscos atrelados às mudanças climáticas.
 

Por meio de nota, a Samarco disse que não foi intimada da decisão. "Confiamos na legalidade e na legitimidade do processo de licenciamento do projeto de longo prazo conduzido pelos órgãos competentes, certos de que sua robustez técnica e conformidade legal serão confirmadas", afirmou. A empresa pode recorrer.
 

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais também afirmou que não foi notificada da decisão e que "reitera seu compromisso com a correta aplicação das normas ambientais, com o fortalecimento da gestão municipal e com a proteção do meio ambiente".
 

A ação foi protocolada em julho pelo coletivo Loucos por Bento, formado por ex-moradores do distrito de Bento Rodrigues, um dos dois que foram destruídos pela enxurrada de lama há dez anos. Com pareceres técnicos de organizações ambientais, os autores argumentaram que o estudo de impacto do projeto Longo Prazo, da Samarco, leva em conta apenas séries históricas de precipitação, subestimando a probabilidade de chuvas futuras serem mais fortes.
 

O processo de licenciamento ambiental para atividades minerárias em Minas Gerais não exige a apresentação dessas estimativas. A legislação, apoiada em uma resolução de 2022 da ANM (Agência Nacional de Mineração), prevê que as empresas donas dos empreendimentos a serem licenciados calculem, com base em uma base de dados pré-existente, qual foi a chuva máxima na região nos últimos 10 mil anos –e é esse índice que baseia a análise técnica sobre qual deve ser a rigidez das estruturas instaladas.
 

Em Minas Gerais, essas avaliações são feitas por órgãos ligados ao governo estadual, como a Feam (Fundação Estadual de Meio Ambiente) e o Copam, conselho responsável por aprovar o licenciamento ambiental.
 

No caso do projeto da Samarco, relatório técnico encomendado pelo Ministério Público de Minas Gerais diz que a empresa considerou dados de precipitação em Ouro Preto (cidade vizinha de Mariana) entre 1961 e 1990 para modelar a chuva máxima provável para a região. Nesse caso, a precipitação máxima foi de 400 milímetros em um dia, abaixo por exemplo do volume registrado em algumas cidades do Rio Grande do Sul durante as enchentes do ano passado e do que o registrado em São Sebastião em 2023.
 

"Os estudos ambientais apresentados no processo de licenciamento não consideraram como as mudanças climáticas –com possibilidade de aumento das ocorrências de eventos extremos– afetarão o ciclo hidrológico", diz o relatório. "Ou seja, não foram elaborados estudos ambientais que utilizam metodologia mais complexa, que integram dados históricos com cenários futuros, e também não foi utilizada a abordagem de adaptação dos efeitos adversos da mudança do clima."
 

Um outro relatório acoplado à ação, assinado pelo cientista Mark Chernaik, da Environmental Law Alliance Worldwide, diz haver alto grau de certeza de que o ciclo hidrológico em Minas Gerais durante os anos de 2029-2037 (período de operação do empreendimento que a Samarco quer ampliar) será diferente dos padrões de ciclo hidrológico histórico.
 

O projeto da Samarco em questão prevê a construção de uma barragem e de uma pilha de rejeitos –essa última é formada por rejeitos secos. O empreendimento é tido como essencial para os planos de expansão da mineradora, uma joint venture entre a Vale e a BHP que, antes da tragédia de Mariana, era uma das maiores produtoras do Brasil de minério de ferro.
 

De acordo com especialistas, a decisão abre brecha para que outros licenciamentos ambientais sejam revistos pela Justiça, o que poderia desencadear queixas constantes de mineradoras.
 

"A falta de previsibilidade para o setor produtivo tem se tornado um risco muito grande. Eu questiono até que ponto isso precisa ser levado para o Judiciário, porque estamos tirando de um órgão técnico e levando para o Judiciário, que não tem condição técnica", afirma Regina Barbosa, advogada especialista em direito ambiental e minerário.
 

"Com o Judiciário intervindo nesse processo, o órgão regulador vai ter que acelerar isso para que as decisões tenham validade, porque isso acaba enfraquecendo a própria autoridade técnica do órgão", acrescenta.
 

Na decisão, a juíza pontua que a ação serve ao propósito de questionar a legalidade e a legitimidade de atos já praticados. Ela ainda citou que as barragens de Mariana e Brumadinho que romperam em 2015 e 2019, respectivamente, também haviam sido licenciadas pelo Poder Público seguindo parâmetros técnicos considerados adequados à sua época.
 

O tom adotado pela juíza foi bastante celebrado por organizações não governamentais e ambientalistas. Julio Grilo, ex-superintendente do Ibama em MG e vice-presidente do Fórum Permanente São Francisco, diz esperar que a decisão influencie outros casos.
 

"A crise climática tem gerado eventos extremos de chuva com volumes muito superiores aos que estamos acostumados, então estamos lidando com o imprevisível. Mas tem coisas que a gente pode fazer, como no mínimo dobrar os valores que se tem hoje de precipitação nos estudos de impacto", afirma. "Hoje, se uma barragem romper como decorrência de um evento extremo de chuvas, as mineradoras podem dizer que seguem a legislação e que o rompimento foi devido a uma chuva que não estava prevista."

Lula publica indulto de natal e exclui condenados pelo 8 de janeiro e líderes de facções

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 12:27h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União, o decreto de indulto natalino. Seguindo a linha adotada desde o início de seu mandato, o texto exclui explicitamente do perdão coletivo os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e por qualquer crime que atente contra o Estado Democrático de Direito.

 

O indulto é uma prerrogativa constitucional que permite ao presidente extinguir ou reduzir penas, mas o governo manteve critérios rígidos para evitar que o benefício alcance alvos políticos ou membros da alta cúpula do crime organizado.

 

O decreto, elaborado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) sob a supervisão do ministro Ricardo Lewandowski, foca em critérios humanitários. 

 

Os grupos beneficiados incluem gestantes de alto risco, além de mães e avós responsáveis por crianças ou adolescentes de até 16 anos com deficiência (desde que o crime tenha sido cometido sem violência), presos em estágio terminal de HIV, com doenças crônicas sem tratamento na unidade prisional, pessoas com transtorno do espectro autista severo, paraplégicos, tetraplégicos ou cegos, maiores de 60 anos com condições facilitadas de acesso ao perdão e pessoas consideradas imprescindíveis para o cuidado de menores de 16 anos.

 

Assim como em anos anteriores, o governo estabeleceu uma lista extensa de impedimentos. Não têm direito ao indulto condenados pela trama golpista e crimes contra as instituições democráticas, lideranças de facções criminosas e detentos em Regime Disciplinar Difereciado (RDD) ou presídios de segurança máxima, condenados por crimes hediondos, tortura, terrorismo, racismo e lavagem de dinheiro, crimes contra a mulher (Lei Maria da Penha) e delitos praticados contra crianças e adolescentes e condenados por crimes contra a administração pública, como 

 

O texto reforça a postura do Planalto frente aos condenados pelos ataques de 2023. Paralelamente ao decreto, o presidente Lula indicou que pretende vetar o PL da Dosimetria, projeto que poderia reduzir significativamente as penas de envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados sugerem que o veto a esse projeto ocorra simbolicamente no dia 8 de janeiro de 2026, completando os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes.

Banco Central confirma reunião com Alexandre de Moraes para tratar de efeitos da Lei Magnitsky

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 10:24h

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Banco Central confirmou nesta terça-feira (23) que esteve reunido com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.

 

A manifestação da autoridade monetária ocorreu após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmar que Moraes teria feito contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em quatro ocasiões, para discutir a venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília).

 

Ainda nesta terça-feira (23), Alexandre de Moraes divulgou nota na qual afirma ter recebido Galípolo para reuniões “em virtude da aplicação da Lei Magnitsky”. O ministro foi punido com sanções financeiras pelo governo dos Estados Unidos em 30 de julho, com retirada das punições no dia 12 de dezembro.

Justiça de São Paulo rejeita ação de Edir Macedo contra Netflix por uso de imagem em documentário sobre exorcismo

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 08:20h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça de São paulo rejeitou uma ação movida pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e pelo bispo Renato Cardoso contra a Netflix. Os religiosos pediam a retirada de suas imagens do documentário "O Diabo no Tribunal", lançado em 2023. A sentença foi proferida pela juíza Paula da Rocha e Silva no dia 18 de dezembro. Cabe recurso.

 

Na ação, os bispos argumentaram que as imagens deles, captadas em reuniões da Universal, foram veiculadas duas vezes sem autorização em "sessões de libertação". Eles afirmaram que o documentário, que trata de um julgamento nos EUA onde uma "possessão demoníaca" foi usada como defesa em um caso de assassinato, é "sensacionalista" e causa confusão entre os fiéis. "As imagens pessoais foram incluídas no filme sem a devida autorização no âmbito de um entretenimento claramente sensacionalista e de temática perturbadora", disseram na petição. Eles destacaram ainda que os fatos narrados não têm relação com a Universal, que "prega conceitos e preceitos diversos".

 

Na defesa, a Netflix sustentou que o documentário tem caráter biográfico e informativo e que as imagens são usadas dentro do contexto geral da obra para ilustrar o embate de clérigos com fiéis. A plataforma afirmou que "não houve ilícito algum" e que a produção "não estabelece vínculo entre a Igreja Universal e os episódios que cercam o crime". Alegou também que "os rostos dos bispos não são exibidos de forma clara, não sendo possível identificá-los".

 

A magistrada acolheu a argumentação da defesa. "As imagens são antigas, de baixa qualidade e baixa resolução, o que torna difícil o reconhecimento cabal dos requerentes [os bispos]. Ainda que pudessem ser reconhecidos, não é possível estabelecer qualquer influência ou associação dos autores do processo ou de sua religião com o caso narrado", escreveu. A juíza considerou que as imagens foram utilizadas de forma meramente ilustrativa, citando em sua fundamentação a liberdade de imprensa e os direitos de informar e de criticar.

 

As informações são da UOL.

Suspeito de chefiar facção em Sergipe é preso em Camaçari, na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 22 Dez 2025
  • 18:09h

Foto: Divulgação

Um homem de 33 anos, apontado como liderança de uma organização criminosa com atuação em Sergipe, foi preso neste domingo (21) no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A ação foi resultado de uma operação integrada entre forças de segurança da Bahia e do estado sergipano.

 

Segundo informações das investigações, o suspeito exercia função estratégica dentro do grupo criminoso, com atuação concentrada em áreas do norte de Aracaju, como os bairros Japãozinho e Lamarão. Ele é investigado por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e outros crimes de maior gravidade.

 

Conforme apurado pelas polícias, o homem teria participação direta na escolha de vítimas, na articulação de executores, além de atuar no fornecimento de armas e na organização logística das ações criminosas.

 

O suspeito foi localizado em um imóvel no distrito de Jauá, no litoral de Camaçari, após trabalho de inteligência conduzido por equipes do Departamento Especializado de Investigação Criminal (Deic). A operação contou ainda com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), além de unidades especializadas das polícias Militar e Civil de Sergipe.

 

Após a prisão, ele foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde foi cumprido mandado de prisão preventiva pelo crime de homicídio. O homem permanece custodiado e à disposição da Justiça.