A aglomeração foi flagrante | Foto: Leitor Brumado Urgente
Com a expansão da imunização em Brumado, grupos como os de 40 anos, - que, inclusive, atualmente é um dos que mais vêm sendo vítima de quadros graves da Covid-19 -, começam a procurar com maior intensidades os postos de vacinação espalhados na cidade. Só que com as temperaturas mais frias, outra procura também cresceu, que foi a da vacina da gripe, o que, pode, a príncipio, ter causado alguma confusão e ruídos na comunicação. Na manhã desta terça-feira (06) um quadro desse gênero foi registrado no Bairro Olhos d'Água, onde uma aglomeração foi flagrada, bem como muitas pessoas insatisfeitas. Segundo as informações coletas pela nossa equipe, foram disponibilizadas somente 60 fichas para a vacinação contra a influenza, só que o número de pessoas que compareceu foi mais que o dobro, o que geraou aglomeração com riscos de contágio, como pode ser verificado no vídeo abaixo. A insatisfação foi grande, já que a explicação que foi dada é que está havendo um déficit nas equipes de imunizadores, o que vem limitando as ações que estão acontecendo em locais pontuais e não em toda a cidade. Outro fator é que a vacinação contra a Covid-19 também continua em bom ritmo. Os usuários esperam, a maioria moradoradores do referido bairro, esperam que amanhã a situação já esteja contornada.
É com pesar que informamos o falecimento precoce da jovem Geovana Oliveira. Ela foi estudante do curso de medicina veterinária da FTC de Vitória da Conquista. Geovana era natural da cidade de Boquira, na região Sudoeste. Segundo amigos, ela sofreu um acidente próximo a cidade de Barreiras. Uma verdadeira tragédia. Nesse momento de dor, nos solidarizamos com amigos, familiares e colegas.
Padre Reginaldo Manzotti nos explica qual é a relação de Deus com a pandemia da Covid-19 | Foto: Divulgação
Desde o início da pandemia, nossos sentimentos estão fragilizados e enfraquecidos. Enfraquecidos por um vírus e claro, muitos outros aspectos que foram potencialmente abalados. Por isso, a grande pergunta é: você lembra que Deus disse que não nos deixaria sozinho? Então, nessa batalha, como o Senhor nos ajuda? Quais são as armas que ele nos favorece? No livro “Nova Batalha”, o Padre Reginaldo Manzotti reflete sobre a pandemia do COVID-19 e todos os combates necessários entre o natural e o sobrenatural.
No livro, o sacerdote diz que muitos veem a pandemia como um castigo ou correção de Deus, mas que isso não é verdade. “Deus não pode mandar nada de mal, pois é o Sumo Bem. O que Deus pode é permitir que uma situação ruim aconteça. Não como castigo, mas para nos corrigir, pois, como repito sempre, quem ama corrige”, fala o Padre Manzotti.
Mas, enquanto infelizmente estamos fadados a não apenas conviver, mas sim sobreviver ao vírus, é necessária uma reflexão sobre este momento de incerteza, para entender o verdadeiro motivo de estarmos passando por esse marco histórico. “Não estamos diante de um enigma, mas sim de um novo mistério da fé. Um mistério que nos obrigou a acreditar e confiar em um Deus que não castiga, que é misericordioso e que nos acolhe com amor. Sempre insisto em afirmar que nenhum mal é de Sua vontade. Por isso, as doenças, como a Covid-19, não podem ser entendidas por nós como castigo. Não se trata de ser masoquista e gostar de sofrer, mas de enxergar a realidade como ela é: as tribulações, incluídas as enfermidades surgidas de uma hora para outra, são vicissitudes”. diz o sacerdote.
Mas, se Deus não mandou a pandemia, onde Ele está no meio de tudo isso? Padre Manzotti explica. “Deus está agindo através de cada médico que está trabalhando, incansavelmente, no combate ao vírus. Em cada cientista que trabalha na produção das vacinas. Deus age através de todo trabalhador que precisa sair de casa, apesar de toda crise sanitária, para garantir o seu pão de cada dia. Deus está no coração de cada fiel que reza, diariamente”, compartilha o sacerdote.
A Nova Batalha
Medo, ansiedade e crises pessoais são alguns dos assuntos abordados em ‘A Nova Batalha – O Natural e o Sobrenatural’, o novo livro do Padre Reginaldo Manzotti. Na obra, o autor afirma ao público que estamos todos travando uma nova batalha e correndo contra o tempo. Milhões de vidas foram ceifadas ao redor do mundo, e não há mais dúvidas de que, depois da Covid-19, tudo será diferente. “O inimigo seduz tocando nos pontos fracos do ser humano: as vaidades, a sede de poder e o egoísmo alimentam isso que podemos chamar de ‘o mal do século’. As fake news também são manifestações do mal na vida cotidiana de hoje, assim como o medo da morte, da perda dos entes queridos ou do desemprego”, diz.
Publicado pela Editora Petra, esse é o 22º livro do sacerdote, Fenômeno do mercado editorial, Padre Reginaldo Manzotti, que já ganhou três prêmios PublishNews e soma 6 milhões de livros vendidos.
Oeste da Bahia é vital para a agricultura do estado | Foto: Ascom/SEI
O algodão é hoje um dos destaques da matriz produtiva da Bahia. Em 2021, o estado plantou 266.662 hectares e a expectativa de colheita é de 520.363 toneladas. Na Matopiba, região que também engloba as áreas de cerrado do Maranhão, Tocantins e Piauí, além da Bahia, a expectativa é de 587.067.
O secretário da Agricultura do Estado, João Carlos Oliveira da Silva, destaca a representatividade da safra baiana. “O oeste da Bahia é vital para a agricultura do estado. Agora, por ocasião da safra de algodão, a região mostra novamente sua força, aumentando em 2% a produtividade da cultura e com estimativa de colheita total de mais de 520 mil toneladas”.
Para o coordenador da Cooperativa de Produtores de Algodão (Ubahia), Paulo Almeida Schmidt, o desafio atual é ampliar a exportação. “Temos que pegar esse algodão daqui e exportar para o mundo. O nosso concorrente não é o produtor aqui ao lado, nosso concorrente é o Estados Unidos. E o que a gente tem visto é que cada vez que o governo dá um incentivo, nós ficamos mais competitivos contra o mundo e mais algodão conseguimos exportar”.
Paulo Schmidt garante que o algodão é fundamental para a cadeia produtiva do oeste por conta da geração de emprego e renda. “Desde o plantio, dos tratos culturais, beneficiamento, esmagamento do caroço, tudo isso gera uma cadeia e cada etapa da cadeia precisa de muitas pessoas trabalhando”.
Produtividade
O oeste da Bahia possui uma área de produção que ocupa 2,9 milhões de hectares, o que representa 35% do território. A região oferece excelência no processo produtivo devido à dobradinha entre a tecnologia investida e as características agronômicas, com destaque para o clima.
A utilização de sementes, adubos e defensivos, cada vez mais modernos, proporcionam uma boa produtividade, o que significa produzir cada vez mais na mesma área. Todo esse conhecimento tecnológico deve-se aos constantes cursos de aperfeiçoamento e ações que as entidades, cooperativas e associações da região implementam para que a mão de obra seja qualificada.
A região é constituída por 24 municípios, com cerca de 643 487 mil habitantes, numa área de 116 677 quilômetros quadrados. Diversos são os cultivos realizados na região, como soja, café, milho, feijão, arroz, frutas e gado. Segundo o assessor de agronegócios da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Luiz Stahlke, o oeste produz 10 milhões de toneladas de grãos e fibras, onde 50% da soja produzida na região é exportada, o que significa um crescimento anual de 3% a 4%, já viabilizando e justificando a construção de uma ferrovia para o melhoramento da logística dessa produção.
Além disso, a região se destaca na fruticultura, com a maior produção de bananas do país, estimada em 240 mil toneladas, cultivadas em uma área de 9 mil hectares. A integração de áreas de grãos, aves e gado em confinamento tem sido uma alternativa viável na região para a rotação de cultura e preservação do solo. Atualmente, o oeste detém tecnologia que dá para a Bahia a maior produtividade do Brasil de soja e milho e a maior produtividade de algodão não irrigado do mundo, é o que garante o presidente da Abrapa, Júlio Busato.
Na tarde desta segunda-feira (05), a 20ª Coorpin deflagrou a "Operação Natal", cumprindo mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em repressão ao homicídio praticado contra a vítima Natal Batista Lima, cujo corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 29/06/2021, no rio do Antônio, próximo da creche do Brisa 4, com pedras amarradas nos pés e mãos, além de galhos colocado sobre o cadáver, com o objetivo de ocultá-lo. Um homem foi preso preventivamente, apontado pelas investigações como sendo ao menos um dos autores do crime.
Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia tem feito um "trabalho primoroso". Instalado no Senado, a CPI investiga as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia e tem perseguido questões relevantes como a falta de resposta às propostas de venda de vacina da Pfizer e os indícios de irregularidades na negociação da vacina Covaxin. "O país precisando de vacina e a gente agora fica sabendo que pessoas estavam tentando ganhar dinheiro e o governo protelou a compra de vacinas. A CPI está no caminho certo. Na hora que você provar que existe a corrupção, é necessário interditar a governança do Bolsonaro. Teve muita falcatrua na questão da vacina. A CPI mexeu em um vespeiro e vai sair muita coisa daí", aposta Lula, em entrevista concedida ao programa Ligação Direta, da rádio Salvador FM, na manhã desta terça-feira (6). Ao ser questionado sobre os trabalhos da comissão, ele ainda elogiou a atuação do senador baiano Otto Alencar (PSD). O parlamentar costuma se destacar nas sessões por apurar o devido conhecimento técnico dos convocados.
O assalto ocorreu em um bar localizado na Fazenda Riachão | Foto: Brumado Urgente Conteúdo
Por volta das 20h de ontem (05), uma guarnição da Polícia Militar de Brumado foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicação (CICOM) para averiguar uma possível ocorrência que estaria em andamento em um bar, na Fazenda Riachão, zona rural do Município de Aracatu. De imediato, os militares deslocaram até o local e conforme relato das vítimas, dois criminosos, utilizando-se de armas de fogo chegaram ao local muito agressivos e roubaram o valor de R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais) em espécie. Diante do ocorrido, a vítima foi orientada a ir até à 20ª COORPIN registrar um boletim de ocorrência e até o fechamento desta nota, os criminosos ainda não foram encontrados.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deu posse, segunda-feira (5), a mais 48 juízes substitutos. Eles foram aprovados no último concurso e nomeados para o cargo no dia 7 de junho. A cerimônia aconteceu virtualmente e contou com as presenças dos presidentes do TJBA, desembargador Lourival Trindade, e da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), juíza Nartir Weber. Os novos juízes se juntam aos outros 50, que tomaram posse em dezembro do ano passado. Com as novas nomeações, de acordo com o número de vagas existentes na Lei de Organização Judiciária (LOJ), o Tribunal alcançará a meta de 100 novos juízes nomeados. As outras duas vagas estão reservadas, em razão de decisão liminar, em mandado de segurança, ainda em tramitação no Tribunal.
Resultado, ressalta a CNA, apenas compensa perdas de 2020, quando houve perda de 1,1 milhão de postos | Foto: Reprodução
O setor rural brasileiro criou 113 mil postos de trabalho nos primeiros cinco meses do ano. Em maio, este saldo ficou em 42.426 vagas, segundo comunicado técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A entidade usou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
Segundo a CNA, os resultados até aqui de 2021“apenas recupera a perda, mas é preciso avançar nas novas contratações”. No ano passado, a atividade fechou com perda de 1.144.875 postos de trabalho.
Em maio, o Nordeste gerou 2.300 vagas. A liderança regional ficou por conta do Sudeste (39.120 postos). O Sul foi a única região com perda líquida de trabalho (1.334). Na divisão por atividade, os destaques foram os cultivos de café, laranja e cana-de-açúcar – com positivos de 13.644, 9.090 r 4148 empregos, respectivamente -, criação bovina (3885), além de Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (3759).
Números que chamam bastante atenção. Somente nos seis primeiros meses deste ano, cerca de 140 mil maços de cigarros contrabandeados foram apreendidos pelas rodovias federais da região Sudoeste da Bahia, boa parte aqui em Vitória da Conquista.
Segundo o delegado da Receita Federal, Artur Leone, cerca de 50% dos cigarros consumidos por aqui são de origem clandestina. Os estragos também são grandes para a economia. Estima-se que os cofres públicos tenham deixado de arrecadar cerca de 13 milhões de reais somente com essas apreensões na região.
Além de causar prejuízos ainda maiores para a saúde, do que os cigarros autorizados e aprovados pela lei, uma vez que não é possível saber os componentes que foram utilizados para fabricar os cigarros clandestinos, essa questão também afeta até a geração de empregos.
Segundo a Lei, pessoas envolvidas nesse tipo de crime podem ser presas e pagar multa de 2 reais por cada cigarro apreendido. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, pela TV Sudoeste.
O cantor sertanejo Kleber Oliveira, da dupla Kleber e Kaue, morreu nesta segunda-feira (5), no Hospital Estadual de Américo Brasiliense (HEAB), onde estava internado com Covid-19. Ele estava intubado desde maio.
Kleber, também conhecido como Klebinho, tinha 37 anos e era de Araraquara (SP). Desde 2011 fazia dupla com o cantor Kaue Tamburus, de Ribeirão Preto.
Ele deixa esposa e filha. Ainda não há informações sobre velório ou sepultamento.
Entre os sucessos da dupla estão as músicas ‘Tô Vendo que Você Tá Bem’, ‘Troféu Solidão’, ‘Ela não é Você’ e ‘Garrafa Vazia’.
A empresa responsável pelo direcionamento e estratégia de marketing da dupla lamentou a morte em postagem no Facebook.
Mais uma tragédia nas estradas tira a vida de um jovem trabalhador. Gilmar Júnior, de apenas 22 anos, caminhoneiro, faleceu após um grave acidente no Estado de Minas Gerais. Natural da cidade de Guanambi, na região Sudoeste, o jovem não resistiu e faleceu, deixando amigos, familiares e colegas de trabalho em luto. Ele perdeu o controle da direção do caminhão, que saiu da pista. O veículo estava carregado de carvão.
Relator do processo que discute a vacinação de jornalistas na Bahia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, negou seguimento à reclamação apresentada pelo Ministério Público estadual (MP-BA). O órgão é contra a imunização da categoria, que foi autorizada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), instância deliberativa da Saúde, para os profissionais da área a partir dos 40 anos.
Com a recusa de Toffoli, segue mantida a decisão da CIB, que inclusive já foi executada nos municípios do estado. A vacinação da categoria é um pleito do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba), junto a outras entidades da área, como a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
Em nota enviada à imprensa, o Sinjorba defendeu que, diante dessa decisão, as prefeituras têm que baixar a idade para vacinação de profissionais de imprensa. Alguns municípios, como Lauro de Freitas e Jaguaquara já fizeram isso, mas outros tantos pararam no grupo com idade mínima de 40 anos.
“Com a posição do STF, os gestores estão amparados juridicamente para ampliarem a vacinação dos profissionais de imprensa, reduzindo a idade para abaixo dos 40 anos, como aconteceu com outras categorias que foram imunizadas prioritariamente, a exemplo de professores, policiais e caminhoneiros”, diz o presidente do Sinjorba, Moacy Neves.
Ele fez um apelo ao prefeito Bruno Reis e ao secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, além de buscar gestores de outros municípios para que jornalistas com idade menor também sejam imunizados prioritariamente. “Nossos colegas continuam adoecendo e morrendo por estarem trabalhando, levando à população informação de qualidade sobre a covid-19 e ajudando as autoridades de saúde no combate à pandemia”, lembra Neves.
Para o sindicato, todo o movimento do MP-BA e do Ministério Público Federal (MPF) no sentido de barrar a vacinação da categoria foi injusto.
A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (5), um novo reajuste nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Os valores serão elevados em 6,3%, 3,7% e 5,9%, respectivamente, e passam a valer a partir desta terça-feira (6).
Segundo a estatal, o preço do gás de cozinha subirá R$ 0,20 por quilo, para R$ 3,60 (ou R$ 46,80 o botijão de 13 quilos). Já gasolina e diesel subirão R$ 0,16 e R$ 0,10 por litro, para R$ 2,69 e R$ 2,81.
Reportagem da Folha destaca que esse é o décimo-quinto aumento consecutivo no preço do gás de cozinha nas refinarias da Petrobras, após um período de queda no início da pandemia. Desde o início do governo Bolsonaro, o produto vendido pela estatal acumula alta de 66%.
O anúncio dos reajustes ocorre após questionamentos no mercado sobre a política de preços da companhia, que começou a observar prazos mais longos antes de decidir por mudanças. Na sexta (2), a Ativa Investimentos publicou relatório apontando defasagem de 20% no preço da gasolina.
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nova denúncia decorrente da Operação Faroeste. Desta vez, foram denunciadas 16 pessoas pelos crimes de corrupção nas modalidades ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. É a sétima denúncia feita e entre os acusados estão os desembargadores Maria do Socorro Barreto, Gesivaldo Nascimento Britto e José Olegário Monção Caldas, os juízes de Direito Sérgio Humberto e Marivalda Moutinho, os advogados Márcio Duarte, João Novais, Geciane Maturino dos Santos e Aristóteles Moreira, a promotora Ediene Santos Lousado além dos delegados Gabriela Macedo e Maurício Barbosa.
De acordo com documento encaminhado ao ministro Og Fernandes, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última sexta-feira (2), a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo também sustenta a necessidade da manutenção de prisões preventivas e de medidas alternativas à prisão de parte dos envolvidos no esquema criminoso.
Ao todo as denúncias foram relacionadas a dois processos. No primeiro caso, o valor estimado da propina foi de R$ 252,9 mil, pago após decisão proferida em janeiro de 2016 pelo desembargador José Olegário. A decisão manteve inalterada a Portaria 105/2015, da Corregedoria de Justiça do Interior. No segundo caso, o montante foi de R$ 1,3 milhão e teve a participação dos magistrados Maria do Socorro, Gesivaldo Britto e Sérgio Humberto.
De acordo com a investigação, era o casal Maturino que viabilizava o recebimento e pagamento do dinheiro destinado aos envolvidos no esquema. Parte dos pagamentos era fracionada e entregue em espécie, outra parcela era depositada em conta bancária de terceiros. Havia ainda a entrega de joias e parte em operações bancárias estruturadas para fugir dos mecanismos de controle, de modo a impedir qualquer tipo de vinculação criminosa entre todos.
Segundo a denúncia, Adaílton Maturino e Geciane Maturino, teriam agido de maneira consciente e deliberada e criaram e operaram mecanismo sistemático de lavagem de dinheiro, para a pulverização de, pelo menos R$ 1,5 milhão, oriundos da propina paga pelas decisões produzidas ao longo do trâmite da fase administrativa e da fase judicial nas quais se buscava legitimar grande porção de terras no oeste baiano a favor do grupo criminoso.
No esquema apresentado na denúncia consistia na geração dos valores pelo grupo de Adaílton Maturino, com a consequente entrega, a José Olegário, Maria do Socorro, Gesivaldo Bitto e Sérgio Humberto. Os magistrados foram responsáveis por produzir decisões judiciais que forçavam os integrantes do grupo contrário ao de Adaílton Maturino a realizar acordos que beneficiavam a organização criminosa.
Provas colhidas nas diligências autorizadas pelo STJ reforçaram a existência de uma organização criminosa com divisão de tarefas e com núcleos distintos, sendo um deles, o judicial. Mencionada em outras frentes de apuração – caso da Ação Penal 940 em curso do STJ – a denúncia apresentada na última sexta-feira também trata da atuação de agentes públicos integrantes de órgãos estaduais como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública para “blindar a estrutura criminosa da persecução estatal e que permitiu o cometimento de infrações penais”.
Entre as provas anexadas na denúncia e que confirmam a existência de um esquema perene, articulado e organizado, estão conversas interceptadas com autorização judicial. Os diálogos mostram a influência da organização criminosa no estado. Há conversas em que a desembargadora Maria do Socorro chega a convidar a primeira-dama e o governador do estado para sua casa de veraneio. O objetivo do relacionamento, segundo o MPF, seria mostrar apoio ao grupo vencedor das eleições, "permitindo a perpetuação da jornada criminosa judicial". As investigações mostraram também investidas de Adaílton Maturino para cooptar autoridades de todos os Poderes a fim de que o esquema jamais fosse alcançado pelos órgãos de controle.
Na denúncia, que tem mais de 300 páginas, o MPF também requer a manutenção de prisões preventivas e a imposição de medidas alternativas à prisão contra parte dos denunciados. De forma detalhada, são apontados os fundamentos para as restrições: a garantia de ordem pública, riscos à condução interna dos processos e conveniência da instrução criminal. Também foi apresentado extenso relato, segundo o qual, esses integrantes do esquema mantém as atividades ilícitas, mesmo após a deflagração sucessiva de fases da Operação Faroeste. Na petição, a subprocuradora-geral afirma ser “pacífico o entendimento dessa Corte (STJ) no sentido de que somente a prisão preventiva é capaz de neutralizar lideranças do crime organizado e cessar a mecanização da lavagem de dinheiro”.
A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo pede que os envolvidos sejam condenados conforme os crimes e a participação imputada a cada um. Também foi requerida a perda de função pública dos envolvidos e o perdimento do produto e proveitos dos crimes em valores de, pelo menos, R$ 8,7 milhões, referentes à soma do montante lavado no esquema apurado. Nesse caso, os valores deverão ser acrescidos das correções legais. Além disso, foi pedido que os denunciados sejam obrigados a pagar indenização de R$ 10 milhões, por danos morais coletivos, visto que os prejuízos decorrentes dos crimes de corrupção e de lavagem de capitais causam descrédito do mais elevado órgão do Poder Judiciário local perante a sociedade.