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- Bahia Notícias
- 02 Jan 2022
- 09:06h
Foto: Manu Dias/GOVBA
Com base em informações recebidas das prefeituras, a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) atualizou, na tarde deste sábado (1°), os números referentes à população atingida pelas enchentes que ocorrem em diversas regiões do estado. São 32.737 desabrigados, 57.531 desalojados, 25 mortos e 517 feridos. O número total de atingidos chega a 661.508 pessoas.
Os números correspondem às ocorrências registradas em 165 municípios afetados. É importante destacar que, desse total, 153 estão com decreto de situação de emergência.
As localidades com vítimas fatais são: Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (3), Aurelino Leal (1), Itabuna (2), São Félix do Coribe (2) e Ubaitaba (1).
- Bahia Notícias
- 01 Jan 2022
- 12:30h
Foto: Reprodução
As empresas do setor de entretenimento (eventos, shows, dentre outras) ganharam o prazo até 25 de fevereiro de 2022 para adesão ao programa PERSE - Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, em face da publicação da Portaria PGFN/ME n. 15.059, do último dia 24 de dezembro.
A alteração agradou ao advogado tributarista Roberto Cavalcante. O especialista ressalta que trata-se de uma excelente oportunidade de regularizar as dívidas com impostos, principalmente aqueles decorrentes dos efeitos da pandemia do Covid-19.
- Bahia Notícias
- 01 Jan 2022
- 11:27h
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz
Pelo menos 82 famílias que ficaram abrigadas em baias de animais no Parque de Exposições de Itabuna, no Sul, saíram do local nesta sexta-feira (31). Elas foram transferidas para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Segundo o G1, mesmo com o deslocamento autorizado, algumas pessoas preferiram ficar no Parque de Exposições. Não foi informado quantas pessoas ficaram no local.
As famílias fazem parte do contingente desabrigado após as chuvas que atingiram o município no final da semana passada. Nesta quinta-feira (30), 230 moradores procuraram abrigo nas baias depois de terem as casas invadidas e destruídas pela chuva.
De acordo com a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), as famílias atingidas recebem alimentação, água, roupas, colchões, além de atendimento médico e psicológico. Ainda segundo a pasta municipal, até esta quinta cerca de 30 mil pessoas tinham sido afetadas de alguma forma pelas inundações. Deste total, 2,8 mil famílias estão desalojadas e outras 1,5 mil desabrigadas.
Dezesseis pontos foram disponibilizados no município para atender essas famílias. Na Bahia, 91.806 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas em um total de 643.068 afetados pela chuva. Conforme a Defesa Civil do Estado [Sudec], 25 pessoas morreram devido às consequências das chuvas na Bahia.
- por Francis Juliano
- 01 Jan 2022
- 09:24h
Foto: Divulgação / Prefeitura de Itajuípe
O número de cidades baianas com decreto de emergência devido às chuvas chegou a 153. Os dados foram atualizados na tarde desta sexta-feira (31) pela Defesa Civil do Estado [Sudec]. Ao todo, 661.208 pessoas foram afetadas pelas chuvas.
Desde o início do período chuvoso recente, 25 pessoas perderam a vida e 517 ficaram feridas. A última vítima – um homem, de 45 anos – veio a óbito após afogamento no Rio do Braço, zona rural de Ilhéus, no Litoral Sul.
Ainda segundo a Defesa Civil, o número de desabrigados, os que não têm onde morar, é de 33.247; e o de desalojados, 57.243. Estes últimos tiveram de sair de suas casas, mas devem retornar às moradias.
Ainda segundo a Sudec, os números são de registros em 165 municípios, sendo que 153 deles estão com decreto de emergência em vigor.
As mortes devido às consequências das chuvas se deram em Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (3), Aurelino Leal (1), Itabuna (2), São Félix do Coribe (2) e Ubaitaba (1).
Veja abaixo os municípios em situação de emergência no estado por conta das chuvas.
ALCOBAÇA
AMARGOSA
AMÉLIA RODRIGUES
ANAGÉ
ANDARAÍ
ANGICAL
APUAREMA
ARATACA
AURELINO LEAL
BAIXA GRANDE
BARRA DO CHOÇA
BARRA DO MENDES
BARRA DO ROCHA
BELMONTE
BELO CAMPO
BOA NOVA
BOA VISTA DO TUPIM
BREJÕES
BREJOLÂNDIA
BUERAREMA
CAATIBA
CACHOEIRA
CAETANOS
CAMACÃ
CAMAMU
CANAVIEIRAS
CÂNDIDO SALES
CARAVELAS
CARINHANHA
CATURAMA
COARACI
COCOS
CONCEIÇÃO DO ALMEIDA
CONDEÚBA
CORDEIROS
COTEGIPE
CRAVOLÂNDIA
CRISTÓPOLIS
DÁRIO MEIRA
DOM BÁSILIO
ENCRUZILHADA
ENTRE RIOS
EUNÁPOLIS
FEIRA DE SANTANA
FIRMINO ALVES
FLORESTA AZUL
GANDÚ
GONGOGI
GUARATINGA
IAÇU
IBICARAI
IBICOARA
IBICUÍ
IBIPEBA
IBIRAPITANGA
IBIRAPUÃ
IBIRATAIA
IBITIARA
IGRAPIUNA
IGUAÍ
ILHÉUS
IPIAÚ
IRAJUBA
IRAMAIA
ITABELA
ITABERABA
ITABUNA
ITACARÉ
ITAETÉ
ITAGI
ITAGIMIRIM
ITAJU DO COLÔNIA
ITAJUÍPE
ITAMARAJU
ITAMBÉ
ITANHÉM
ITAPÉ
ITAPEBI
ITAPETINGA
ITAPITANGA
ITAQUARA
ITARANTIM
ITORORÓ
ITUBERÁ
JAGUAQUARA
JEQUIÉ
JIQUIRIÇÁ
JITAÚNA
JUCURUÇU
JUSSARI
JUSSIAPE
LAFAIETE COUTINHO
LAGOA REAL
LAJE
LAJEDÃO
LENÇÓIS
LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA
MACARANI
MANOEL VITORINO
MARAGOGIPE
MARCIONÍLIO DE SOUZA
MASCOTE
MEDEIROS NETO
MILAGRES
MUCUGÊ
MUCURI
MUNDO NOVO
MUTUÍPE
NAZARÉ
NILO PEÇANHA
NOVA CANAÃ
NOVA VIÇOSA
NOVO HORIZONTE
PALMAS DE MONTE ALTO
PARAMIRIM
PARATINGA
PAU BRASIL
PIRAÍ DO NORTE
PLANALTO
POÇÕES
PORTO SEGURO
POTIRAGUÁ
PRADO
PRESIDENTE JÂNIO QUADROS
PRESIDENTE TANCREDO NEVES
RIACHO DE SANTANA
RIBEIRA DO POMBAL
RIBEIRÃO DO LARGO
RIO DE CONTAS
RUY BARBOSA
SANTA CRUZ CABRÁLIA
SANTA CRUZ DA VITÓRIA
SANTA INÊS
SANTA MARIA DA VITÓRIA
SANTANÓPOLIS
SÃO FÉLIX
SÃO FÉLIX DO CORIBE
SERRA DOURADA
TABOCAS DO BREJO VELHO
TANHAÇU
TAPEROÁ
TEIXEIRA DE FREITAS
TEOLÂNDIA
TREMEDAL
UBAÍRA
UBAITABA
UBATÃ
URUÇUCA
VALENÇA
VEREDA
VITÓRIA DA CONQUISTA
WANDERLEY
WENCESLAU GUIMARÃES
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- Bahia Notícias
- 01 Jan 2022
- 07:22h
Foto: Divulgação / GOVBA
Recuperação de estradas e vias vicinais, andamentos de licitações e ordens de serviço foram alguns dos pontos tratados em reunião virtual na manhã desta sexta-feira (31). O governador Rui Costa reforçou com os prefeitos a necessidade de cadastrar todos os moradores, comerciantes e prestadores de serviços prejudicados pelas enchentes no estado. Estiveram no encontro prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Vale do Jiquiriçá (Convale), do Consórcio Intermunicipal do Rio de Contas (Cimurc) e do Consórcio Intermunicipal da APA do Pratigi (Ciapra).
“Preciso que cada prefeitura se empenhe em preencher os cadastros, o mais rápido possível, para que possamos, o quanto antes, dar início aos convênios para a reconstrução das casa em regime de mutirão, além de disponibilizar de maneira exclusiva os benefícios para a população afetada, entre eles o benefício em dinheiro que será fornecido às famílias e os empréstimos de até R$ 150 mil, sem juros, pela Desenbahia", explicou Rui. Novos maquinários serão fornecidos para dar apoio e ajudar na limpeza e reconstrução das cidades que sofreram com as chuvas.
Participaram da reunião representantes de Cairu, Camamu, Gandu, Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha, Piraí do Norte, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teolândia, Valença, Wenceslau Guimarães, Aiquara, Apuarema, Dário Meira, Gongogi, Ibirataia, Ipiaú, Itagibá, Itamari, Jequié, Jitaúna, Nova Ibiá, Ubatã, Amargosa, Brejões, Irajuba, Itaquara, Itiruçu, Jaguaquara, Nova Itarana, Planaltino, Santa Inês e Ubaíra.
Também estiveram presentes os secretários estaduais da Saúde, Tereza Paim; de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti; de Relações Institucionais, Luiz Caetano; e da Casa Civil, Carlos Mello; além do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), coronel Adson Marchesini; do superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia, coronel Carlos Miguel de Almeida Filho; e outros representantes de órgãos estaduais.
KIT DESASTRE
O kit possui medicamentos e insumos considerados essenciais para evitar e tratar doenças em situações de catástrofe. “São diversos itens, como antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, antitérmicos, soluções de reidratação oral, além de anti-hipertensivos e antidiabéticos”, acrescentou Paim.
O kit desastre atende cada pessoa em até 3 meses. Como nem todo o conteúdo será utilizado, esse tempo pode se estender. Quanto ao transporte de pessoas de mulheres com gravidez de risco e pacientes fazendo tratamento de diálise, helicópteros estarão disponíveis para a remoção e transporte.
- Bahia Notícias
- 31 Dez 2021
- 16:53h
Foto: Reprodução / FDR
O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (30) que o salário mínimo será de R$ 1.212 em 2022. Uma medida provisória com o novo valor será publicada no "Diário Oficial da União". Bolsonaro participou de live, nas redes sociais.
"A partir de primeiro de janeiro o novo valor do salário mínimo [será de] R$ 1.212", afirmou o presidente durante live transmitida a partir de Santa Catarina, onde Bolsonaro está de férias.
Já exisitia a suspeita do aumento, como correção do salário mínimo que vem sendo elaborada pelo governo deve compensar a inflação deste ano, mas sem aumento real. O Orçamento de 2022, aprovado na semana passada pelo Congresso, já previa a alta do piso salarial para R$ 1.212. Portanto, o cálculo das despesas do próximo ano já considera esse reajuste (veja aqui).
- Bahia Notícias
- 31 Dez 2021
- 14:01h
Foto: Reprodução / Governo do Ceará
A Farmacêutica Janssen-Cilag, responsável pela produção do imunizante da Janssen contra a Covid-19, divulgou, nesta quinta-feira (30) a entrega de uma nova remessa com seis milhões de doses ao Ministério da Saúde. Com a entrega, a empresa completou o fornecimento de 38 milhões de doses, previsto no acordo firmado com órgão.
No Brasil, o imunizante da Janssen foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial em março de 2021. Os dados da empresa demonstram uma eficácia geral de 75% da vacina de dose única da Janssen contra a Covid-19 grave/crítica, em todas as faixas etárias e em todos os países incluídos no estudo.
Para aumentar a proteção, especialmente para a Covid-19 sintomática, uma dose de reforço pode ser administrada a partir de dois meses após o esquema de vacinação primário.
- por Folhapress
- 31 Dez 2021
- 12:09h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) divulgou no fim da tarde desta quarta-feira (29), a quantidade de vagas que serão disponibilizadas para o Fies no próximo ano. Ao todo serão disponibilizadas 110.925 vagas para o exercício de 2022, primeiro ano do Plano Trienal, período de 2022 a 2024, com aporte de 500 milhões de reais no Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), provenientes do orçamento do Ministério da Educação (MEC).
No primeiro semestre, os estudantes terão acesso a 66.555 vagas, 60%, e 44.370 vagas, no segundo semestre, 40% do total.
O Fies é um programa do Governo Federal destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.
Para efetuar a inscrição, é necessário que o estudante tenha realizado alguma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os anos de 2010 e 2020.
Além disso, o participante precisa ter notas iguais ou acima de 450 pontos e nota diferente de zero na redação.
Outro critério é o da renda familiar mensal, que tem que ser de até três salários mínimos por pessoa.
Para se inscrever no Fies é preciso ter uma conta no Portal gov.br, que possibilitará o acesso ao Portal Fies (pfies.mec.gov.br/) . As inscrições para o Fies ocorrem duas vezes por ano, antes do início das aulas em cada semestre.
- por Erem Carla
- 31 Dez 2021
- 10:02h
Foto: Sociedade Brasileira de Dermatologia
Parece que não existe tempo ruim o suficiente para os soteropolitanos irem à praia. Mesmo com Salvador oferecendo um verão de muita chuva, ao menor sinal de estiagem, e ainda que no “mormaço”, a orla da capital baiana continua sendo tomada por banhistas.
O problema é que chuva combinada com praia é uma mistura perfeita para a incidência de micoses de pele e unha. As micoses são doenças causadas por fungos onde existem condições ideais de calor e umidade.
A dermatologista Ana Lísia Giudice, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Bahia (SBD-Ba), alerta para o aumento de casos de micoses no verão.
“Por conta do aumento da temperatura, esses fungos têm predileção por áreas mais quentes e úmidas. As pessoas estão mais sujeitas a ficar com roupa de praia molhada, roupa de banho molhada, tendo mais contato com a areia da praia que é uma grande fonte também de fungos”, explica Ana Lisia.
A especialista afirma que a umidade e o calor são o ambiente propício para o desenvolvimento de micoses e que elas podem se apresentar de várias maneiras.
Pitiríase versicolor: apresenta-se clinicamente como manchas brancas, descamativas, que podem estar agrupadas ou isoladas. Normalmente surgem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Ocasionalmente, podem se apresentar como manchas escuras ou avermelhadas, daí o nome versicolor.
Tineas (tinhas): manifestam-se como manchas vermelhas de superfície escamosa, crescem de dentro para fora, com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas. O principal sintoma é coceira.
Candidíase: pode se manifestar de diversas formas, como placas esbranquiçadas na mucosa oral, comum em recém-nascidos (“sapinho”); lesões fissuradas no canto da boca (queilite angular), mais comum no idoso; placas vermelhas e fissuras localizadas nas dobras naturais (inframamária, axilar e inguinal), ou envolver a região genital feminina (vaginite) ou masculina (balanite), provocando coceira, manchas vermelhas e secreção vaginal esbranquiçada.
Onicomicoses: geralmente a unha se descola do leito e se torna mais espessa. Pode também haver mudança na coloração e na forma.
“Quando há um aumento de chuvas e tempestades e o indivíduo frequenta a praia nesse período, o risco é maior de adquirir essas doenças na pele, exatamente porque aumenta as condições propícias para esses fungos que são umidade e calor”, diz a dermatologista.
Quanto à prevenção, a SBD recomenda secar-se sempre muito bem após o banho, principalmente nas dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés; evitar o contato prolongado com água e sabão; evitar andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas e lava-pés de piscinas; não ficar com roupas molhadas por muito tempo; não compartilhar toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés, pois esses objetos podem transmitir doenças; não usar calçados fechados por longos períodos e optar pelos mais largos e ventilados; e evitar roupas muito quentes e justas e aquelas feitas em tecidos sintéticos, pois não absorvem o suor, prejudicando a transpiração da pele.
Na suspeita ou constatação de micoses, deve-se procurar auxílio médico, pois cada tipo possui um tratamento.
- por Douglas Gavras | Folhapress
- 31 Dez 2021
- 07:39h
Foto: Reprodução
O Ministério da Cidadania divulgou, nesta quinta-feira (30), o calendário oficial de pagamentos do Auxílio Brasil para 2022. A terceira parcela do programa que substituiu o Bolsa Família será paga no próximo dia 18 de janeiro.
Para saber o dia em que irá receber o benefício, a família deve olhar o último dígito do NIS (Número de Identificação Social), impresso no cartão do titular. Para cada número, há uma data de pagamento diferente --quando o NIS termina em 1, por exemplo, o pagamento será em 18 de janeiro. Veja abaixo todas as datas em que o benefício será depositado em 2022.
O governo iniciou os pagamentos da primeira parcela do Auxílio Brasil em 17 de novembro. O plano informado pelo governo era começar a pagar, no mínimo, R$ 400 para mais de 17 milhões de famílias cadastradas no Auxílio Brasil a partir de novembro, mas foi adiado, como mostrou a Folha. Também não há mais a previsão de que as famílias recebam os atrasados referentes a novembro, que serviriam para equivaler o benefício ao valor de R$ 400 prometido pelo presidente.
As parcelas mensais ficam disponíveis para saque somente por 120 dias após a data indicada no calendário, e as famílias podem verificar o valor do benefício no extrato de pagamento.
O governo disponibiliza três canais de atendimento, em caso de dúvidas do beneficiário. Um deles é pelo número 121, do Ministério da Cidadania, que reúne informações e também funciona como uma central de reclamações e denúncias.
Além disso, o número 111 é o canal de atendimento da Caixa Econômica Federal e nele as famílias também podem tirar dúvidas sobre o cartão e o saque do benefício.
Pelo aplicativo Auxílio Brasil, da Caixa, também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício.
COMO RECEBER
Para receber os valores, o beneficiário deve ir até a Caixa Econômica Federal ou se dirigir a uma casa lotérica. O pagamento é feito com o Cartão do Cidadão, usado no Bolsa Família. Também é possível receber por meio do Caixa Tem. Para isso, no entanto, é preciso gerar senha.
Para saber quanto irá receber, o trabalhador pode fazer a consulta no aplicativo Auxílio Brasil, nos caixas eletrônicos da Caixa e nas lotéricas ou pelo telefone 111, da Caixa.
CONSULTA PELO CPF
Para conferir se tem direito ao Auxílio Brasil, o responsável familiar pode usar seu CPF nos canais oficiais do governo federal. Mensalmente, a Dataprev faz um pente-fino nos auxílios para verificar se todos ainda se encaixam nas regras do programa.
- por Thiago Resende e Idiana Tomazelli | Folhapress
- 30 Dez 2021
- 19:23h
Foto: Bahia Notícias
O governo deve reajustar o salário mínimo para R$ 1.212 a partir de janeiro de 2022. O valor atual do piso é de R$ 1.100 por mês.
A correção do salário mínimo que vem sendo elaborada pelo governo deve compensar a inflação deste ano, mas sem aumento real (acima da inflação).
O Orçamento de 2022, aprovado na semana passada pelo Congresso, já previa a alta do piso salarial para R$ 1.212. Portanto, o cálculo das despesas do próximo ano já considera esse reajuste.
Isso significa que a correção do valor não deve exigir um corte de despesas para que o Orçamento fique dentro do teto de gastos -regra que impede o crescimento das despesas acima da inflação.
Uma MP (medida provisória) deve ser publicada até esta sexta-feira (31), elevando o valor do salário mínimo para R$ 1.212.
Essa alta é estimada por técnicos do governo com base em duas variáveis: a inflação (em cerca de 10%) e um valor de aproximadamente R$ 2 referente a um reajuste retroativo.
Esse aumento atrasado de R$ 2 se deve a uma aceleração da inflação no ano passado -usada para calcular o salário mínimo de 2021. O aumento dos preços ficou acima da expectativa do governo, mas o presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu adiar esse ajuste no valor.
O salário mínimo é corrigido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Ao anunciar, em dezembro do ano passado, o reajuste para R$ 1.100, a equipe econômica considerou a inflação oficial de janeiro a novembro de 2020, somada à estimativa para o índice em dezembro.
Mas o índice de inflação oficial, divulgado apenas em janeiro de 2021, foi maior que o esperado pelo Ministério da Economia.
Constituição determina que o mínimo deve garantir a manutenção do poder de compra do trabalhador. Por isso, o valor do salário mínimo deveria ter sido de R$ 1.102 em 2021.
A compensação vem em forma de um reajuste retroativo no valor aproximado de R$ 2.
O reajuste do piso nacional gera impacto nas contas públicas porque é atrelado a aposentadorias e outros benefícios, como o BPC (assistência social a idosos e pessoas com deficiência carentes). Para cada R$ 1 de reajuste em 2022, o custo aos cofres públicos é elevado em R$ 328 milhões.
O aumento de R$ 1.110 para R$ 1.212, portanto, provoca um aumento direto de gastos do governo federal no valor de R$ 36,7 bilhões.
Diante da política de controle de despesas promovida pelo ministro Paulo Guedes (Economia), o governo de Bolsonaro ainda não concedeu um reajuste acima da inflação para o salário mínimo.
O aumento real do salário mínimo foi implementado informalmente em 1994, por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), logo após a adoção do Plano Real.
As gestões petistas oficializaram a medida.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu a fórmula de reajuste pela inflação medida pelo INPC mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.
Dilma Rousseff (PT) transformou a regra em lei com vigência para os anos de 2015 a 2019 --Temer, que governou durante a recessão, não mudou a legislação.
Bolsonaro ainda não aprovou uma nova política de reajuste e tem seguido o mínimo exigido pela Constituição, que é o reajuste pela inflação.
- Bahia Notícias
- 30 Dez 2021
- 10:18h
Foto: Divulgação
- por Nicola Pamplona | Folhapress
- 30 Dez 2021
- 09:16h
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias
Levantamento feito pela Ticket Log aponta que o preço da gasolina fechou 2021 com alta de 46,7% nos postos brasileiros. Em dezembro, porém, houve queda de 0,52%, refletindo redução nos preços de refinaria promovida pela Petrobras e pela Acelen, dona da maior refinaria privada brasileira.
Segundo a Ticket Log, o preço médio da gasolina em dezembro foi de R$ 6,890 por litro, contra R$ 4,696 no mesmo mês de 2020. Em novembro, antes da redução nas refinarias, o combustível foi vendido nos postos, em média, a R$ 6,926 por litro.
A alta é bem superior à inflação do período: em dezembro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 10,42%% em 12 meses, o maior índice em seis anos. A escalada dos preços dos combustíveis foi um dos principais motores da alta no indicador.
De acordo com os dados da Ticket Log, o preço do etanol hidratado subiu 56,5% nos postos em 2021, chegando em dezembro a uma média de R$ 5,779 por litro. Como ocorreu com a gasolina, o preço do biocombustível recuou na comparação com novembro, com queda de 1,26%.
O chefe da área de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina, diz que o resultado pesquisa indica tendência de estabilidade no rimo de alta dos preços. "Porém, as médias continuam elevadas e o valor da gasolina e do etanol ainda pesa no bolso dos motoristas brasileiros", afirmou.
A escalada dos preços acompanhou a recuperação das cotações internacionais do petróleo após as restrições à circulação de pessoas no início da pandemia e a desvalorização do real frente ao dólar em meio a crises institucionais no país.
Provocou estragos na imagem do presidente Jair Bolsonaro (PL), que em um primeiro momento tentou jogar a responsabilidade nos estados e depois passou a falar em privatização da Petrobras, o que levou a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a abrir investigações sobre a empresa.
O preço médio do diesel ficou praticamente estável em dezembro na comparação mensal, mas terminou o ano com acréscimo de 46,1%. O valor médio nos postos atingiu R$ 5,612 por litro em dezembro. Em igual mês do ano passado, era R$ 3,841 por litro.
Nesta quarta-feira (29), a Petrobras anunciou ajustes pontuais de preços do diesel na área de influência do oleoduto que leva combustíveis para a região. Reduziu em R$ 0,01 por litro o combustível entregue nas bases de entrega de produtos de Ribeirão Preto (SP), Uberaba (MG), Uberlândia (MG) e Brasília (DF).
E reduziu em R$ 0,008 por litro o preço em Senador Canedo (GO), o último ponto de entrega da tubulação que liga a refinaria de Paulínia (SP), a maior do país, à região Centro-Oeste. Os ajustes não têm efeito sobre o preço médio de venda pelas refinarias da estatal.
Em nota, a Petrobras disse que o objetivo é "aumentar a eficiência das operações e a competitividade da Petrobras em ambiente concorrencial". Segundo especialistas, esses ajustes pontuais são comuns e podem ter por objetivo enfrentar a concorrência de algum fornecedor.
Em outubro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) autorizou a operação da refinaria SSOil, uma unidade de pequeno porte localizada em Coroados, no oeste de São Paulo, a cerca de 500 quilômetros da capital.
Em nota, a Petrobras disse ainda que está ampliando as alternativas de fornecimento de combustível no país ao inaugurar uma rota de navios para o porto de Vila do Conde, no Pará. O primeiro carregamento deve chegar em janeiro.
A escalada dos preços dos combustíveis provocou estragos na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL), que passou o ano tentando afastar
- Bahia Notícias
- 30 Dez 2021
- 08:15h
Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista
Um trecho da Serra do Marçal, em Vitória da Conquista, no Sudoeste, foi liberado na madrugada desta quinta-feira (30). O trecho fica na BA-263 e liga Vitória da Conquista a Itambé, também no Sudoeste. O tráfego de carros segue em intervalos. Devido à movimentação, um congestionamento de cerca de 5 km é registrado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) no local.
Conforme G1, a liberação acontece em apenas um lado da pista, no sentido para Itambé. Mesmo com parte do tráfego em atividade, a passagem está vetada entre 18h e 6h do dia seguinte, bem como o acesso de veículos de carga, como carretas.
Na segunda-feira (27), a Serra do Marçal foi totalmente interditada. Um dia antes, um deslizamento de terra deixou a via intransitável. Ainda segundo informações, mesmo com uma parte da via liberada, o fluxo no sentido inverso, em direção a Itapetinga e Itabuna, continua interditado. Até o momento não há previsão de quando a pista será totalmente liberada.
- por Thiago Resende | Folhapress
- 29 Dez 2021
- 18:09h
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias
O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) não cumprirá a promessa de ampliar o número de famílias atendidas pelo Auxílio Brasil ainda em 2021. Também não há previsão para que os beneficiários do programa social recebam uma compensação retroativa, como chegou a ser anunciado.
O plano informado pelo governo era começar a pagar, no mínimo, R$ 400 para mais de 17 milhões de famílias cadastradas no Auxílio Brasil a partir de novembro.
A ordem partiu de Bolsonaro em outubro, que repetiu publicamente, por diversas vezes, a promessa de turbinar o programa social substituto do Bolsa Família, elevar a renda transferida à população vulnerável (de R$ 190 por mês para R$ 400) e ampliar o número de famílias atendidas (de 14,5 milhões atualmente para mais de 17 milhões).
Essa promessa chegou a ser reiterada pelo ministro João Roma (Cidadania) no início de dezembro.
Integrantes do governo diziam que, após a autorização do Congresso para ampliar os gastos (por meio da PEC dos Precatórios), seria possível realizar uma segunda rodada de pagamentos ainda em dezembro. Assim, a promessa seria cumprida.
Mas técnicos do Ministério da Cidadania afirmam agora que isso não será mais viabilizado neste ano, e sim apenas na folha de pagamento de janeiro.
Ou seja, a expansão da cobertura (número de famílias atendidas) só deve ocorrer no próximo mês, apesar de a PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios ter sido promulgada nos dias 8 e 16 de dezembro -a PEC foi fatiada em duas partes- e de o governo ter a intenção de ampliar o programa desde novembro.
Também não há mais a previsão de que as famílias recebam um complemento retroativo a novembro que serviria para equivaler o benefício ao valor de R$ 400 prometido pelo presidente.
Procurado, o Ministério da Cidadania informou que "a expectativa da pasta é alcançar cerca de 18 milhões na próxima folha regular de pagamento [em janeiro], zerando a fila de espera, o que demonstra o compromisso do governo federal em garantir e ampliar continuamente o atendimento nas ações de proteção social para os cidadãos mais vulneráveis".
Segundo técnicos do governo, não houve tempo suficiente para operacionalizar o pagamento às famílias restantes (mais de 3 milhões) ainda em dezembro, pois a liberação da verba, diante da promulgação da PEC, atrasou.
Sobre a desistência de pagamento do valor retroativo, o ministério argumentou que, na MP (medida provisória) que eleva o valor da renda transferida pelo Auxílio Brasil, não há previsão de pagamento retroativo desse benefício.
No dia 2 de dezembro, Roma reforçou a promessa do governo de ampliar o número de famílias atendidas até o fim do ano e de pagar um valor retroativo referente a novembro.
"Ainda em dezembro pretendemos zerar a fila, passando de 14,7 milhões para 17 milhões de beneficiários [famílias]", disse Roma, em pronunciamento no Palácio do Planalto. "Os prazos estão apertados, estão além do que esperávamos, mas não serão obstáculo para a gente cumprir a nossa missão", concluiu o ministro na ocasião.
Segundo o Ministério da Cidadania, o Auxílio Brasil pagou em dezembro um benefício médio de R$ 408,84 a 14,5 milhões de famílias.
O governo, portanto, conseguiu elevar o valor transferido aos beneficiários, mas não cumpriu a promessa de atender a mais famílias que o Bolsa Família nem de pagar o valor retroativo a novembro.
A maior diferença entre o Auxílio Brasil e o Bolsa Família é a intenção do governo de ampliar a verba para o programa.
De olho nas eleições de 2022, Bolsonaro foi aconselhado por aliados a destinar mais recursos para essa área. Essa é uma das principais apostas de governistas na campanha à reeleição.
A popularidade dele subiu no auge do auxílio emergencial, mas agora segue em queda --mesmo com o aumento do orçamento do Auxílio Brasil, o novo programa ainda estará longe de alcançar a cobertura de famílias carentes que o auxílio emergencial teve.
O plano do governo é colocar um orçamento de aproximadamente R$ 89 bilhões para o Auxílio Brasil em 2022. Nos últimos anos, a verba do Bolsa Família ficou perto de R$ 35 bilhões.
O Ministério da Cidadania afirma que, a partir de janeiro de 2022, os recursos estão garantidos para atender a quase 18 milhões de famílias com um benefício mínimo de R$ 400.