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Aliados de Lula e Alckmin veem aliança pavimentada mesmo com desgastes

  • por Carolina Linhares | Folhapress
  • 17 Jan 2022
  • 12:11h

Foto: Ricardo Stuckert

Aliados do ex-presidente Lula (PT) e do ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) avaliam que a construção da chapa conjunta está pavimentada e que a união demonstrou, nos últimos dias, resistir a desafios de ordem programática e partidária.
 

Mesmo com as linhas gerais do plano econômico de Lula divulgadas na Folha em um artigo do ex-ministro Guido Mantega e a ampliação do debate no PT sobre a revogação da reforma trabalhista, interlocutores de Alckmin afirmam que diferenças pontuais nas propostas do petista e do ex-tucano não serão entraves para a aliança.
 

A leitura de quem acompanha as conversas entre Lula e Alckmin é a de que ambos querem fazer a chapa acontecer e, para isso, estão dispostos a superar diferenças --a união pode ser anunciada em fevereiro.
 

O ex-governador abandonou os movimentos para disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes e se concentrou em debater o país.

Lula, por sua vez, não viu mais surgirem especulações de nomes de vices depois que o de Alckmin entrou na roda. Petistas afirmam que, na opinião do ex-presidente, o jantar que os reuniu publicamente demonstrou que as resistências no partido e na opinião pública foram menores que o esperado.
 

No entanto, a chapa encontra opositores no PT e no PSDB. Tucanos que contavam com Alckmin em São Paulo para fazer frente ao PSDB do presidenciável João Doria e do seu candidato no estado, Rodrigo Garcia, demonstram decepção e não descartam que o ex-governador volte atrás na escolha por Lula.
 

Embora a velha guarda tucana admita que o PSDB raiz que defendem já foi próximo do PT, lembrando a boa relação entre Lula e FHC nos anos 1970 e 1980, o entendimento é o de que o petista se deixou corromper no poder e que Alckmin não pode se associar a isso. As diferenças programáticas seriam superáveis; as éticas, não.
 

Entre as divergências no plano de governo, a ideia de rever a reforma trabalhista, discutida por Lula em reunião com sindicalistas e economistas na terça-feira (11), foi tema de café da manhã entre Alckmin e o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), no dia anterior.
 

Paulinho, que é contrário à revogação da reforma, afirmou à Folha que Alckmin demonstrou haver preocupação do mercado com essa iniciativa.
 

Mais tarde, petistas e alckmistas passaram a divulgar que o ex-governador, na verdade, demonstrou interesse em estudar o tema e entendia a proposta de Lula não como algo radical, mas como uma iniciativa de diálogo entre as partes para melhorar a legislação.
 

Como mostrou a Folha, membros da cúpula do PT fizeram chegar a Alckmin explicações sobre a proposta. A missão teria apaziguado eventuais estranhamentos do ex-governador em relação ao que sugere o ex-presidente quando fala em imitar o exemplo da Espanha, que revogou a reforma trabalhista.
 

A postura de Alckmin, contudo, irritou parte dos membros do PT, já que a reversão das mudanças é pauta do partido praticamente desde que a medida foi aprovada no governo Michel Temer (MDB).
 

A conversa com Paulinho, registrada em foto e divulgada nas redes, sinalizou ainda que embaraços de ordem partidária à formação da aliança também tendem a ser solucionados. No encontro, o deputado reforçou o convite para que Alckmin se filie ao Solidariedade e componha a chapa com Lula. O ex-tucano ainda não deu resposta.
 

O plano original é o de que Alckmin se filie ao PSB, partido que forneceria a Lula a vice-presidência e que formaria uma federação ou aliança com o PT. Em troca, os petistas abririam mão de candidaturas próprias e apoiariam os pessebistas em cinco estados: RJ, ES, RS, PE e SP.
 

A questão paulista, no entanto, travou a negociação. O PT não abre mão de lançar o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que aparece à frente do ex-governador Márcio França (PSB) nas pesquisas. O partido argumenta ainda que São Paulo é um estado chave, berço do petismo, e que há chance real de vitória.
 

Do lado do PT, a expectativa é a de que França ocupe outra vaga na chapa, mas também existe o reconhecimento de que ele tem direito de concorrer --num cenário em que Haddad e o ex-governador se enfrentariam nas urnas.
 

Já o PSB tampouco está disposto a abrir mão da candidatura de França, que abriu diálogo com o PDT de Ciro Gomes --o ex-governador esteve com o presidente da sigla, Carlos Lupi, neste ano. Sem nome próprio para a Presidência, o partido estaria entre apoiar Ciro ou Lula.
 

Petistas entendem que o PSB, ao usar Alckmin como moeda de troca na questão paulista, negocia um ativo que não possui. Primeiro porque ele não está filiado ao PSB. Segundo porque Alckmin já demonstrou que quer ser vice de Lula em qualquer partido e que seu projeto não está atrelado ao de França --algo com que alckmistas concordam.
 

A vantagem de Alckmin no PSB seria agregar à campanha de Lula um partido grande --maior do que o Solidariedade ou o PV, que são outras opções. Mas há entre petistas e membros da terceira via quem aposte que Gilberto Kassab, presidente do PSD, poderia ser vice do Lula, o que supriria essa demanda por uma sigla de peso na coligação.
 

Kassab, porém, afirma que seu partido lançará a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) à Presidência. E petistas esperam que, de uma forma ou de outra, o PSB se junte ao PT, já que Ciro estacionou nas pesquisas.
 

O entorno de Alckmin acredita que há tempo para que esse imbróglio partidário se resolva. Em outra frente, tampouco as propostas à esquerda no programa do PT seriam obstáculo intransponível.
 

Petistas e alckmistas lembram conceitos defendidos tanto por Lula como pelo PSDB raiz, como responsabilidade fiscal, desenvolvimento social e defesa de uma política tributária mais justa.
 

Além disso, aliados de Alckmin esperam que o programa de governo não seja imposto, mas discutido --já que o ex-governador seria um vice não decorativo.
 

Outro ponto mencionado é o de que Alckmin retomou sua agenda pública no ano passado, após terminar a eleição presidencial de 2018 com menos de 5% dos votos, comparecendo a encontros e reuniões de sindicatos e centrais. Desde então, adotou como tema principal a questão do emprego e da renda, além da superação da crise econômica.
 

Deputados do PT admitem que a escolha por Alckmin pode cair mal entre eleitores ligados à segurança pública, à educação e aos direitos humanos, mas argumentam que esses problemas são administráveis.
 

Os entusiastas da chapa Lula-Alckmin também já têm resposta para quem resgata atritos entre eles ou falas de um contra o outro. Interlocutores de Lula argumentam que Alckmin, no Governo de São Paulo, teve excelente relação com o então presidente petista e com o então prefeito Haddad.
 

Eles relembram episódios de pontes, como quando Alckmin e Haddad anunciaram juntos o recuo no aumento de R$ 0,20 no transporte, em 2013. Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) repetiu, na semana passada, frase de Alckmin sobre a candidatura de Lula em 2018 --a de que uma vitória petista seria uma volta à cena do crime.
 

Integrantes da cúpula petista dizem que, de qualquer forma, a formalização da escolha de Lula por Alckmin aplacará críticas no partido. Já no grupo político que apoia o ex-tucano em São Paulo, o clima é de insatisfação e cobrança.
 

O ex-governador se fragiliza ao entrar em conflito com seus companheiros históricos no PSDB e deveria rever a parceria com Lula, opinam. Esses políticos já se reuniram na semana passada em busca de alternativas no estado --como apoiar o tucano Garcia ou lançar um novo nome no PSD.
 

O PSD havia oferecido legenda a Alckmin para que ele disputasse o Governo de São Paulo. O ex-governador não avançou nas conversas, sinalizando a preferência pela vice.
 

Agora, Kassab trabalha com outros nomes da ala alckmista do PSDB como opções --os prefeitos Felicio Ramuth (São José dos Campos) e Paulo Serra (Santo André) e o ex-prefeito Paulo Alexandre Barbosa (Santos).
 

O senador José Aníbal (PSDB-SP), entusiasta da terceira via, diz que falta um programa consistente à chapa Lula-Alckmin. "É um acerto frágil, um acordo sem propósito claro a não ser ganhar a eleição", diz.
 

Apoiadores da chapa minimizam as críticas e apostam no simbolismo de uma dupla que, para eles, aponta para um governo de conciliação, diálogo e união nacional. Para superar o bolsonarismo, argumentam, é preciso deixar diferenças pessoais e ideológicas para trás, e Lula e Alckmin teriam o desprendimento para isso.

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Instituições financeiras despontam em financiamento de pesquisas eleitorais; entenda

  • por Renata Galf | Folhapress
  • 17 Jan 2022
  • 09:50h

Foto: Bahia Notícias

O cenário de pesquisas eleitorais divulgadas ao público amplo, na corrida para as eleições de 2022, tem sido marcado não só por uma maior frequência de resultados como de mais atores envolvidos.

Uma das novidades é que parte relevante das pesquisas divulgadas em 2021 foi financiada por empresas ou grupos do mercado financeiro ou corretoras de investimentos, para além dos veículos de comunicação.

Fora isso, por ser ano eleitoral, ao longo de 2022 as pesquisas devem ser registradas na Justiça Eleitoral antes de serem divulgadas, além de seguir uma série de regras.

Entenda as regras e saiba quem financia as principais pesquisas.

 

Quais as regras sobre pesquisas eleitorais?

Pesquisas realizadas em ano de eleição têm regras específicas. Com isso, desde o dia 1º de janeiro, qualquer instituto ou empresa que queira divulgar uma pesquisa de intenção de voto deve antes registrá-la na Justiça Eleitoral com pelo menos cinco dias de antecedência.

Quem contratou a pesquisa, o valor despendido para sua realização e a origem dos recursos estão entre as informações que devem ser obrigatoriamente informadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao fazer o registro.

O que significa divulgar uma pesquisa?

Ainda que, no senso comum, divulgar uma pesquisa possa parecer equivalente a publicá-la em veículos de comunicação, do ponto de vista jurídico, a divulgação a terceiros, mesmo que seja para públicos limitados, já configura divulgação. Uma exceção seriam as pesquisas para consumo interno de partidos.

Por que essas regras existem?

As normas existem para evitar a propagação de pesquisas fraudulentas e de desinformação, conforme explica José Paes Neto, que é advogado e membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).

"Vão permitir que todos que estão envolvidos no processo eleitoral consigam depois verificar a correção dos dados, se as questões de estatística foram seguidas. Por isso todas essas regras precisam ser cumpridas antes que seja feita a divulgação das pesquisas."

O que acontece com quem divulga pesquisa sem registro?

A divulgação de pesquisa sem registro está sujeita a multa. No caso de a pesquisa ser fraudulenta, além da multa, o ato pode ser punido com detenção de até um ano.

Quais dados devem ser informados ao TSE?

Além do contratante e valor da pesquisa, também a metodologia, o período de realização, intervalo de confiança e margem de erro da pesquisa são dados requisitados. Um dos pontos fundamentais da metodologia é definir uma amostragem representativa do eleitorado.

Os dados das pesquisas registradas ficam disponíveis no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais.

Existe alguma regra sobre enquetes?

No período de campanha eleitoral, que começa em 15 de agosto, é proibida a realização de enquetes relacionadas ao pleito.

As diferenças entre enquetes e pesquisas de opinião são muitas. Enquetes não possuem metodologia nem definição de amostras representativas da população. Elas são respondidas apenas por quem toma a iniciativa de participar delas.

Empresas do mercado financeiro podem financiar pesquisas?

Não há impedimento de quem pode ou não financiar as pesquisas.

Paes Neto diz que uma das lacunas das regras que valerão em 2022 é a manutenção da possibilidade de a pesquisa ser autofinanciada.

Uma proposta prevista no novo Código Eleitoral que tramita no Congresso proíbe a realização de pesquisa eleitoral com recursos da própria empresa ou entidade de pesquisa. A única exceção seriam pesquisas com finalidade jornalística feitas por empresas integrantes de grupos de comunicação social.

Para ele, essa ideia é positiva porque "enfraquece o caixa 2 e a possibilidade de manipulação dos resultados" por parte de empresas de pesquisa sem vínculo jornalístico ou de contratantes que não declaram a origem dos recursos.

Quanto à participação de empresas do setor financeiro como patrocinadoras de pesquisa, ele não vê um problema a priori e diz que, no caso de haver uso indevido para manipulação financeira, a questão foge da seara eleitoral e é competência dos órgãos reguladores dos respectivos setores.

A questão é colocada frente à possibilidade de determinados grupos terem acesso a resultados que podem ter impacto no mercado financeiro, antes de serem amplamente divulgadas.

Qual o impacto das pesquisas?

O fato de empresas ou grupos financiarem pesquisas não é inédito. Conforme aponta Sérgio Trein, que é doutor em ciência política e professor de comunicação politica, um dos interesses das empresas para encomendar tais levantamentos era a definição de quais candidatos iriam apoiar e destinar doações. Neste caso, elas não seriam necessariamente divulgadas amplamente.

Para Trein, considerando o distanciamento da população da política, a divulgação das pesquisas e a escolha de quais possíveis candidatos entram nelas têm também um caráter de marketing e de consolidação de determinados candidatos em detrimento de outros.

"Diante desse quadro [de desinformação], a pesquisa eleitoral serve quase como um balizador, um canal de informação para as pessoas saberem quem são os candidatos efetivamente e qual o desempenho desses candidatos", diz. "Quanto antes você conseguir sair na frente melhor."

Veja o que se sabe sobre algumas das principais pesquisas divulgadas em 2021:

DATAFOLHA

Quem conduz a pesquisa: Datafolha

Quem financia: Folha de S.Paulo

Ao longo de 2021, o Datafolha realizou quatro pesquisas de intenção de voto de caráter nacional, publicadas e pagas pelo jornal Folha de S.Paulo. As duas empresas fazem parte do Grupo Folha, mas são independentes.

O Datafolha possui regras específicas em relação a pesquisas eleitorais e não aceita encomendas de partidos políticos. Conforme consta no site do instituto, os levantamentos são realizados para divulgação e uso público de grandes veículos de comunicação, e uma das obrigações do veículo contratante é tornar público o resultado do levantamento.

De acordo com Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, outra política do instituto é a divulgação dos resultados assim que a coleta de dados é concluída.

"Isso é importante, porque pesquisa de intenção de voto passou a ser um instrumento de especulação no mercado financeiro", diz. "Tudo que os investidores querem saber às vésperas da divulgação de uma pesquisa é o resultado antecipado que os institutos mais tradicionais vão dar."

FUTURA/MODALMAIS

Quem conduz a pesquisa: Futura Inteligência

Quem financia: Modalmais

Também são divulgadas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelo instituto Futura Inteligência e financiadas pelo banco digital e plataforma de investimentos Modalmais.

De acordo com a Futura, o Modalmais recebe os resultados das pesquisas assim que a coleta de dados está finalizada e os resultados tabulados. A última rodada da pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 13 de dezembro e divulgada no dia 14.

Questionado se o Modalmais ou seus clientes tinham acesso antecipado às pesquisas, o Banco Modal afirmou: "O Banco Modal contrata a Futura Inteligência para realização de pesquisa e divulga para a mídia de acordo com a norma do TSE". O TSE, contudo, não determina a divulgação, além disso suas regras só se aplicam a anos eleitorais.

Em resposta à reportagem, a Futura afirmou também realizar pesquisas de intenção de voto pagas por outros grupos ou empresas, bem como partidos políticos, mas que tem como previsão para 2022 fazer isso apenas em caráter regional e não em pesquisas nacionais.

IDEIA/EXAME

Quem conduz a pesquisa: Instituto de Pesquisa Ideia (antes, Ideia Big Data)

Quem financia: Revista Exame, que pertence ao banco BTG Pactual

Desde 2020 vêm sendo divulgadas pesquisas de intenção de voto conduzidas pelo Ideia e financiadas pela Revista Exame -que foi adquirida no final de 2019 pelo banco BTG Pactual. A parceria une o instituto de pesquisa e o braço de análise de investimentos da Exame, a Exame Invest Pro.

A rodada mais recente da pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de dezembro, e divulgada em 10 de dezembro.

Questionada se a Exame Invest Pro, o BTG Pactual ou seus clientes têm acesso antecipado aos dados das pesquisas que são divulgadas pelo veículo de comunicação ao público geral, a Exame respondeu que "o tempo entre o encerramento da coleta de dados e a divulgação para o público é sempre o mínimo possível". "A Exame recebe os resultados após o fechamento do mercado e divulga em seus canais oficiais antes da próxima abertura."

De acordo com a Ideia, em resposta à reportagem, a empresa também realiza pesquisas para outros grupos ou empresas, mas divulgações públicas ocorrem somente com a Exame. "Nosso foco nas eleições de 2022 é o setor privado e não partidos, políticos e campanhas", disse em mensagem.

IPEC, ANTIGO IBOPE

Quem conduz a pesquisa e financia: Ipec

O Ipec (Inteligência, Pesquisa e Consultoria) foi fundado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que deixou de existir no início de 2021. Márcia Cavallari, que era presidente do Ibope, é a CEO do Ipec.

Ao longo de 2021, a nova empresa realizou quatro pesquisas de intenção de voto. De acordo com Cavallari, os custos com a realização do levantamento são do próprio Ipec.

Ela explica que as perguntas são incluídas nas pesquisas Bus do instituto, que inclui perguntas de diversas empresas em uma única pesquisa, com custos compartilhados. "A gente rateia, junto com os demais clientes, os custos da execução dessa pesquisa nacional", afirmou.

Cavallari diz que os resultados foram distribuídos para veículos de comunicação como a TV Globo e o jornal O Estado de S. Paulo. O Ipec aceita encomendas de pesquisas de partidos ou políticos.

IPESPE/XP

Quem conduz a pesquisa: Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas)

Quem financia: XP Inc.

Ao longo de 2021, uma das pesquisas que teve maior frequência foi a Ipespe, encomendada pela XP, que possui a corretora de valores XP Investimentos. Parte delas está disponibilizada no site da empresa.

A última rodada, em dezembro de 2021, foi realizada entre os dias 14 e 16 de dezembro e divulgada no dia 20 do mesmo mês.

Questionado se a XP ou seus clientes têm acesso antecipado aos dados antes da divulgação a veículos de imprensa, o Ipespe afirmou que: "Pelo código de ética do Instituto e por cláusula contratual, o Ipespe não fornece informações inerentes aos nossos clientes". A XP informou que "clientes e áreas da XP que têm posição ou qualquer ligação com os mercados não têm acesso antecipado a esses resultados" e que a divulgação dos resultados segue a legislação pertinente.

QUAEST/GENIAL

Quem conduz a pesquisa: Quaest

Quem financia: Genial Investimentos

Outra parceria envolve a corretora de investimentos digital Genial Investimentos, que é controlada pelo Banco Genial, com a empresa de consultoria e pesquisa Quaest.

Existe uma página online da parceria, na qual estão disponibilizadas seis pesquisas de 2021, uma por mês, abrangendo o período de julho a dezembro.

Em resposta à reportagem, a Quaest afirmou que a divulgação dos resultados "é feita de forma uniforme, simétrica e universal". "A Genial recebe o resultado da pesquisa assim que ele é concluído na terça (geralmente a primeira terça do mês). Seus clientes e os veículos de comunicação recebem na quarta pela manhã, juntos."

A Quaest aceita encomendas de diversos grupos, empresas, universidades e partidos políticos, mas afirma que, em 2022, pesquisas de intenção de voto serão realizadas exclusivamente para a Genial Investimentos. "Nosso contrato impede que sejamos contratados por outras instituições financeiras."

PODERDATA

Quem conduz: PoderData

Quem financia: Poder360

O PoderData é uma empresa de pesquisas de opinião do grupo de comunicação Poder360. De acordo com a empresa, os resultados de suas pesquisas de intenção de votos são usados para fins jornalísticos.

Conforme consta em seu site, o PoderData não atende a governos, partidos ou políticos. "A condução dos levantamentos é baseada nas regras de excelência do jornal digital Poder360 e expressa na sua política editorial."

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Justiça mantém suspensão de visto e Djokovic está fora do Aberto da Austrália

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2022
  • 07:48h

Foto: Divulgação / ATP Tour

O tenista Novak Djokovic, número 1 do mundo, está oficialmente fora do Aberto da Austrália. Campeão do torneio em nove ocasiões, o sérvio teve recurso negado pela Justiça australiana neste domingo (16) e seu visto de entrada no país manteve-se suspenso. 

De acordo com o Uol Esporte, Nole será deportado da Austrália, e deverá arcar com os custos do processo. A decisão, do juiz James Allsop, foi tomada em sessão extraordinária, em Melbourne, após quase nove horas de julgamento. 

O Aberto da Austrália sorteou Djokovic como cabeça-de-chave número 1 do torneio. Ele entraria em quadra nesta segunda-feira (17), contra o compatriota Miomir Kecmanovic. 

ENTENDA O CASO 

Conhecido por discursar contra a vacinação da Covid-19, o tenista chegou à Austrália no dia 5 de janeiro. Os protocolos indicam que ele deveria cumprir uma quarentena de 14 dias, já que não tinha como comprovar a imunização. 

Contudo, Djokovic alegou que testou positivo para o novo coronavírus no dia 16 de dezembro, o que teria feito seu corpo desenvolver anticorpos contra o patógeno. 

Sem apresentar todos os documentos necessários, o atleta teve seu visto inicialmente cancelado, por representar risco para a saúde pública. Após entrar na Justiça, porém, conseguiu reverter o fato. Neste sábado (15), no entanto, ele foi novamente detido e levado para o hotel, onde aguardou a decisão. 

Com o veredito da Justiça, Djokovic será substituído no Aberto da Austrália por um "lucky loser" - que significa "perdedor sortudo", em inglês. Em resumo, o termo se refere a um tenista que foi derrotado no qualificatório do torneio, mas terá direito à vaga. 

Mais 1,2 milhão de doses de vacinas pediátricas da Pfizer chegam ao Brasil

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2022
  • 07:05h

Foto: UPS / ALFTV / Receita Federal

Um voo com mais 1,2 milhão de doses pediátricas da Pfizer chegou ao Brasil neste domingo (16). Inicialmente, a previsão era que o carregamento fosse chegar no dia 20 de janeiro, mas a entrega foi antecipada. As informações são da CNN Brasil.

As doses são destinadas para a imunização de crianças entre 5 a 11 anos, e chegaram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas-SP, na manhã deste domingo. Agora, elas serão distribuídas para os estados. O voo veio de Amsterdam, na Holanda, e pousou por volta das 9h.

Na quinta-feira (13), o governo já havia recebido 1,2 milhão de doses da Pfizer para crianças, que foram distribuídas para os estados brasileiros e o Distrito Federal. A imunização do público infantil começou em algumas localidades ainda neste fim de semana, mas deve se intensificar nos próximos dias.

O governo federal assinou um contrato para adquirir mais 100 milhões de doses da Pfizer ao longo de 2022, podendo solicitar mais 50 milhões.

Tatau é diagnosticado com Covid-19 e cancela apresentações

  • Bahia Notícias
  • 16 Jan 2022
  • 16:46h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O cantor Tatau anunciou em suas redes sociais que foi diagnosticado com Covid-19. A equipe do músico comunicou nas redes sociais que ele apresenta sintomas leves da doença e está bem de saúde.

Na publicação, a equipe informou que o baiano está devidamente vacinado e lamenta o adiamento das apresentações. Neste domingo, Tatau teria um show em Belém do Pará.

O exame foi realizado na sexta-feira (14), e foi constatada a presença do Coronavírus. "Testei positivo para a Covid, mas estou em casa. Mais um na lista de tantos que tem dado pelo Brasil. Só para tranquilizar vocês, eu estou bem. Só para dizer que nos meus mais de 30 anos de carreira é a primeira vez que vou faltar os meus compromissos de final de semana por conta de problema de saúde. Mas daqui a pouquinho estou de volta", disse o artista em story.

Papa Francisco reza pelas vítimas das enchentes no Brasil

  • Bahia Notícias
  • 16 Jan 2022
  • 14:40h

Foto: Reprodução / Twitter

 

O Papa Francisco rezou neste domingo (16), pelas vítimas das recentes enchentes em vários estados brasileiros, incluindo a Bahia, que causaram danos e vítimas significativos, depois de rezar o Angelus na Praça de São Pedro.

"Expresso minha proximidade com as pessoas afetadas pelas fortes chuvas em várias regiões do Brasil nas últimas semanas", disse o papa, de acordo com o Estado de São Paulo. 

Francisco ofereceu suas orações “especialmente pelas vítimas, suas famílias e por todos aqueles que perderam suas casas” e pediu que “Deus apoie os esforços daqueles que estão trazendo ajuda”.

O mau tempo e as fortes chuvas causaram enormes prejuízos e várias dezenas de vítimas no Brasil, especialmente na região nordeste.

Depois de atingir duramente a Bahia, com pelo menos 25 mortes confirmadas, as fortes chuvas atingem também os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, onde já houve vítimas e centenas de deslocados.

 

Bahia atinge 8.560 casos ativos de Covid-19

  • Bahia Notícias
  • 15 Jan 2022
  • 12:23h

Foto: Divulgação / SESAB

A Bahia registrou nesta sexta-feira (14) 8.560 casos ativos de Covid-19. De acordo com a pasta, última vez que o estado teve um número de ativos maior ao de hoje foi em 24 de julho dos ano passado, quando foram registrados 9.042 ocorrências. 

Nas últimas 24 horas, foram computados 2.430 casos do novo coronavírus, 1.118 recuperados e 8 óbitos. Dos 1.286.166 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.249.956 já são considerados recuperados e 27.650 tiveram óbito confirmado.

Na Bahia, 53.417 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

VACINAÇÃO

Até o momento o estado tem 10.871.534 pessoas vacinadas com a primeira dose, 261.744 com a dose única, 8.966.799 com a segunda dose e 1.710.986 com a dose de reforço.

Comitê discute aumento de prazo para empresas do Simples regularizarem débitos

  • Bahia Notícias
  • 15 Jan 2022
  • 09:18h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

No próximo dia 21, o Comitê Gestor do Simples Nacional irá discutir a possibilidade do adiamento do prazo de regularização de débitos de negócios de pequeno porte e de microeenprendores individuais junto à Receita Federal. Se aprovada a proposta de prorrogação do prazo de 31 de janeiro para 31 de março, os empresários terão mais dois meses para regularizar seus débitos. 

Vale lembrar que a regularização dos débitos é necessária para que os micro e pequenos empresários e os profissionais autônomos continuarem no Simples Nacional. Por meio de nota divulgada nesta sexta-feira (14), a Receita Federal, que integra o Comitê Gestor, informou que a medida tem como objetivo ajudar os negócios afetados pela pandemia de Covid-19.

“Neste momento de retomada da economia, a deliberação do Comitê Gestor do Simples Nacional visa propiciar aos contribuintes do Simples Nacional o fôlego necessário para que se reestruturem, regularizem suas pendências e retomem o desenvolvimento econômico afetado devido à pandemia da covid-19”, diz nota.

De acordo com as informações da Agência Brasil, apesar da prorrogação para o pagamento ou a renegociação de dívidas, o prazo de adesão ao Simples Nacional continua sendo 31 de janeiro. Isso porque, segundo a Receita, essa data não pode ser prorrogada por estar estabelecida na Lei Complementar 123/2006, que criou o regime especial.

Como ocorre em todos os anos, os empresários que não pagam os débitos são retirados Simples Nacional em 1º de janeiro de cada ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

Garoto indígena de 8 anos é a 1ª criança a ser vacinada contra Covid no Brasil

  • Bahia Notícias
  • 14 Jan 2022
  • 18:07h

Foto: Reprodução / Fábio Vieira / Portal Metrópoles

A primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 é um menino indígena da etnia Xavante.  Davi Seremramiwe, de 8 anos, foi vacinado em São Paulo, em evento simbólico realizado nesta sexta-feira (14) pelo governo de São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, zona oeste da capital.

O pai de Davi, cacique Jurandir Seremramiwe, participou da cerimônia por videoconferência. “Estou muito feliz de ver ele tomar a primeira dose, como um exemplo para a criançada de 5 a 11 anos. Que o resto do Brasil possa fazer esta campanha para que amanhã tenhamos alegria, sorriso e saúde em primeiro lugar. Vacina é importante. E que nós tenhamos toda a criançada 100% vacinada”, disse.

Davi tem deficiência motora e assim como ele, outras sete crianças com comorbidades foram vacinadas. O governador João Doria (PSDB) afirmou que “este é um dia histórico para o estado e para o país”.

Conforme divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, além de Davi, foram vacinados: Caue Henrique dos Santos, 11, que tem síndrome de Down; Luis Felipe Barbosa, 11, que é quilombola e tem síndrome de Down; Valentina Moreira, 6, que fez transplante de rim; Leonardo Martinez, 5 anos, com síndrome de Down; Caio Emanoel de Oliveira, 10, que fez transplante de rim; e Grasiele de Oliveira, 8, que tem síndrome de Down.

Os postos paulistas começam a imunizar as crianças de 5 a 11 anos na segunda-feira (17/1). Os critérios a serem adotados na campanha serão definidos em âmbito municipal, mas o estado já recomendou que, assim como ocorrerá na capital, sejam priorizadas as crianças quilombolas, indígenas e com comorbidades ou deficiências.

O estado de São Paulo já começou a enviar doses para seus municípios. À medida que foram recebendo as doses, as prefeituras poderão definir o cronograma da campanha da imunização. São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, inicia a vacinação ainda hoje.

São Paulo tem 4,3 milhões de crianças nesta faixa etária aptas a serem vacinadas. Por enquanto, o estado recebeu, no primeiro lote, 240 mil doses da Pfizer para o público infantil.

Estudo aponta que Sars-CoV-2 pode ficar no organismo por mais tempo que a quarentena

  • Bahia Notícias
  • 14 Jan 2022
  • 14:54h

Foto: Reprodução / Freepik

A infecção por Sars-CoV-2 pode ficar no organismo por mais tempo que a quarentena, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP (PCPU), apoiado pela Fapesp e publicado na revista Frontiers in Medicine.

Segundo o Viva Bem, do Uol, um homem de 38 anos apresentou durante 20 dias sintomas leves de Covid-19 e permaneceu por mais 232 dias com o novo coronavírus sendo detectado no organismo. O caso atípico da infecção faz parte de um grupo de 38 pacientes acompanhados semanalmente, no início da pandemia, pelos especialistas. 

O estudo é um alerta sobre os riscos de liberar pacientes com Covid-19 após sete ou 14 dias do teste positivo, como previam os protocolos iniciais. 

"Dos 38 casos que acompanhamos, dois homens e uma mulher foram atípicos, permanecendo mais de 70 dias com o vírus detectável no organismo. Baseados nesse resultado, podemos dizer que cerca de 8% dos infectados pelo SARS-COV-2 podem apresentar capacidade de transmissão do vírus por mais de dois meses, sem necessariamente apresentar qualquer sintoma durante a fase final da infecção", explica Marielton dos Passos Cunha, primeiro autor do estudo, realizado durante estágio de pós-doutorado na PCPU.

No início de 2021, pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) apresentaram outra evidência de que mesmo pacientes com sintomas leves o vírus pode permanecer ativo no organismo por mais tempo do que o esperado. Os especialistas analisaram 29 amostras de secreção nasofaríngea de pessoas que testaram positivo para Covid-19.

Posse do novo presidente do TJ-BA será restrita para familiares, com exigência de vacinação

  • por Cláudia Cardozo I Bahia Notícias
  • 14 Jan 2022
  • 12:04h

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) exigirá a apresentação do comprovante de vacinação para os convidados para a solenidade de posse da nova mesa diretora, para o biênio 2022-2024. A solenidade acontecerá no dia 4 de fevereiro, às 9h, para posse do novo presidente da Corte baiana, desembargador Nilson Castelo Branco. A cerimônia será híbrida, com transmissão pela internet.

O protocolo foi desenvolvido pelo comitê técnico da Covid-19 do TJ-BA e uma equipe médica, e foi desenvolvido diante do agravamento da situação da pandemia na Bahia. Fontes do Bahia Notícias indicam um alto índice de contaminação de servidores e membros do TJ-BA com o coronavírus e influenza.

A cerimônia presencial ocorrerá no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, com a participação apenas dos integrantes da mesa diretora e dos familiares dos empossados. A mesa de honra presencial será composta por 11 autoridades. Havendo excedentes, participarão da mesa virtual. Haverá barreira de acrílico na mesa de honra, com distanciamento físico das autoridades convidadas para a solenidade. Não haverá cumprimentos formais aos empossados para evitar contato físico entre os presentes no evento.

Cada desembargador empossado poderá levar até 15 familiares, que terão convites nominais, com credencial individualizada, para controle de ingresso. Os desembargadores poderão enviar o certificado de vacinação dos familiares previamente para o cerimonial do TJ-BA. O uso da máscara será indispensável. Segundo o TJ, haverá divisão do espaço do salão nobre em cinco setores para os familiares dos empossados. Cada setor será identificado com o nome do desembargador empossado.

O TJ-BA ainda orienta que, na data do evento, pessoas que apresentem sintomas respiratórios ou que tenham confirmado infecção pelo coronavírus que não participem da solenidade. A Corte ainda disponibilizará um atendimento médico no local do evento para caso alguém apresente algum mal estar no momento da posse. A programação do evento pode sofrer modificações, a depender do quadro sanitário da pandemia no estado.

Prevendo cenário de guerra, MST se organiza com calendário de mobilização pró-Lula

  • por Fábio Zanini | Folhapress
  • 14 Jan 2022
  • 07:25h

Foto: Ricardo Stuckert

Prevendo um cenário de guerra para 2022 devido à polarização política no país, o MST (Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros movimentos têm articulado ações pró-Lula até as eleições.
 

O calendário inclui, até agora, manifestações em março (luta das mulheres), abril (lutas camponesas) e maio (oposição a Bolsonaro).
 

As lideranças do MST têm dito que a mobilização de rua em 2022 terá papel central nas eleições deste ano, diferentemente das anteriores, e por isso acreditam ser crucial marcar posição em favor do candidato do PT contra Jair Bolsonaro (PL).
 

MST, CUT, Central de Movimentos Populares, Marcha das Mulheres e Conen (Coordenação Nacional de Entidades Negras) realizarão em fevereiro o primeiro encontro dos chamados "comitês populares", que também farão campanha nos bairros, locais de trabalho e de estudo e nas redes sociais ao longo do ano.
 

Entre as pautas defendidas pelo MST nas mobilizações estarão o fim do teto de gastos, a revogação da reforma trabalhista, a taxação de ricos a partir de uma reforma tributária progressiva e a criação de um programa emergencial para tratar da questão dos acampados no campo e na cidade, além da retomada das políticas públicas para negros, mulheres e a população LGBTQIA+.

INSS suspende perícia de revisão do auxílio-doença após alta de casos de Covid-19

  • por Suzana Petropouleas | Folhapress
  • 13 Jan 2022
  • 18:25h

Foto: Marcelo Casall Jr./Agência Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) suspendeu a realização das perícias para revisão do auxílio-doença, em razão do aumento de casos de Covid-19 no país. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (11) e passou a valer a partir de 12 de janeiro.
O INSS e a SPMF (Subsecretaria da Perícia Médica Federal) determinaram a suspensão das perícias "tendo em vista o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia do coronavírus (Covid-19)", segundo o comunicado publicado no Diário Oficial.

Em agosto de 2021, a operação de pente-fino do INSS convocou 170 mil beneficiários do auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) para a perícia.

Em setembro, o INSS convocou novamente mais de 95 mil segurados, que não haviam sido localizados pelo órgão ou respondido à convocação até então, para agendamento da perícia até 11 de novembro. Mais de 10 mil segurados no estado de São Paulo estavam nessa situação.

A convocação determinava suspensão do pagamento do benefício caso o segurado não agendasse a perícia no prazo ou não comparecesse na data prevista. O pagamento poderia ser cortado definitivamente após 60 dias da suspensão.

A suspensão das periciais revisionais, publicada nesta semana, não vale para os mutirões de perícia médica que já estavam previamente programados e com viagens definidas pela SPMF, segundo o comunicado.

Setor de serviços cresce 2,4% em novembro, após dois meses de queda

  • por Leonardo Vieceli | Folhapress
  • 13 Jan 2022
  • 16:11h

Foto: Divulgação / Salvador Norte Shopping

O volume do setor de serviços cresceu 2,4% no Brasil em novembro de 2021, na comparação com outubro, informou nesta quinta-feira (13) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A alta veio após dois meses consecutivos de queda. Com isso, o segmento recuperou a perda acumulada de 2,2% no período.

O resultado ficou acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,2%.

Com o desempenho de novembro, o segmento ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. Porém, está 7,3% abaixo do recorde, alcançado em novembro de 2014.

O setor de serviços envolve uma grande variedade de negócios, desde bares e restaurantes até instituições financeiras, de tecnologia e de ensino. Também é o principal empregador no país.

"Esta recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015. Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e 3 foram negativas: março, devido à segunda onda de Covid-19, e setembro e outubro, por conta de aumentos de preços em telecomunicações e passagens aéreas", afirma Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

 

 

Em relação a novembro de 2020, o segmento cresceu 10%, apontou o IBGE. Analistas consultados pela Bloomberg estimavam alta de 6,9% nesse recorte.
 

No ano de 2021, o setor acumula avanço de 10,9%. Em período maior, de 12 meses, o crescimento foi de 9,5%.
 

QUATRO ATIVIDADES SOBEM NO MÊS
 

Quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE avançaram em novembro, frente a outubro.
 

Segundo o instituto, o destaque veio de serviços de informação e comunicação (5,4%), que recuperaram a perda de 2,9% verificada nos dois meses anteriores. A atividade está em patamar 13,7% acima do verificado em fevereiro de 2020.
 

O segundo impacto positivo em novembro veio da atividade de transportes, que cresceu 1,8% e praticamente recuperou a perda de 1,9% entre setembro e outubro. A atividade opera 7,2% acima de fevereiro de 2020.
 

Já os serviços prestados às famílias subiram 2,8%. Esse ramo reúne empresas bastante impactadas pelas restrições na pandemia, como bares, restaurantes e hotéis. Os serviços prestados às famílias, contudo, ainda estão 11,8% abaixo de fevereiro de 2020.
 

A atividade de outros serviços, por sua vez, cresceu 2,9% em novembro, recuperando apenas uma parte da queda de 12,6% entre setembro e outubro.
 

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares amargaram a quarta taxa negativa seguida, de 0,3%.
 

Ao longo da pandemia, a prestação de serviços diversos sofreu um choque no país. O baque ocorreu porque o segmento reúne atividades dependentes da circulação de clientes, que despencou após a adoção de restrições para conter a Covid-19.
 

Hotéis, bares, restaurantes e eventos fazem parte da lista de negócios impactados.
 

O que amenizou o tombo nas primeiras ondas da pandemia foi o avanço de serviços ligados à tecnologia. Essas atividades tiveram demanda aquecida no período de isolamento social.
 

No segundo semestre de 2021, as atividades de caráter presencial passaram a apostar em uma melhora dos negócios devido ao impulso da vacinação contra a Covid-19 e da reabertura da economia.
 

Porém, a recuperação tem sido ameaçada pelo cenário de escalada da inflação, juros mais altos e renda fragilizada. Em conjunto, esses fatores diminuem o poder de compra dos consumidores.
 

Outra ameaça é a variante ômicron, apontada como responsável pelo novo avanço da Covid-19 no Brasil.
 

Restaurantes e bares, por exemplo, tiveram de afastar funcionários em razão dos casos de coronavírus e gripe nas últimas semanas.
 

A contaminação de trabalhadores também fez com que companhias aéreas cancelassem uma série de voos na largada de 2022.
 

Antes de divulgar o desempenho de serviços, o IBGE apresentou outro indicador setorial referente a novembro de 2021: a produção industrial, que recuou 0,2%. Foi a sexta baixa consecutiva das fábricas.
 

Nesta sexta-feira (14), será a vez de o instituto divulgar o balanço das vendas do comércio varejista em novembro.

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Laboratórios alertam sobre falta de insumos para testes de Covid-19

  • 13 Jan 2022
  • 14:09h

Foto: Freepik

A alta demanda de exames laboratoriais para o diagnóstico da Covid-19 pode levar à falta de insumos necessários para a realização desses testes. O alerta foi feito pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Diante da alta considerável de casos de infecção pelo novo coronavírus, principalmente vinculada à variante Ômicron, houve um significativo aumento da capacidade produtiva global de testes, tanto PCR como de antígeno. Caso os estoques não sejam recompostos rapidamente, poderá ocorrer a falta da oferta de exames.

"Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil", explica o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik. "Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento", afirma o executivo.

A entidade recomenda a priorização de pacientes para efetuarem os testes. "O ideal seria seguirmos testando todo mundo que se expôs de alguma forma, porém, com o cenário que vislumbramos a curto prazo, recomendamos fortemente que sejam submetidos a testes apenas os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no  grupo de risco, gestantes, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais, cessando a testagem de contactantes, assintomáticos e pessoas com sintomas leves, que devem permanecer em isolamento até que o cenário seja normalizado, deixando a possibilidade de teste para os pacientes mais críticos", reitera Shcolnik.