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Mulheres têm canal vaginal reconstruído com pele de tilápia em técnica paga pelo SUS

  • por Tatiana Cavalcanti | Folhapress
  • 08 Mar 2022
  • 16:45h

Foto: Divulgação

A pele de tilápia já foi usada na reconstrução do canal vaginal de 25 mulheres do país, a grande maioria delas na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, hospital público que integra o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará. A técnica brasileira, pioneira no mundo, passou a ser utilizada há cinco anos em Fortaleza para pacientes com a rara síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser e é custeada pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Geralmente, a paciente com a condição rara nasce sem os dois terços superiores da vagina, segundo Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra dos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Em consequência, essas mulheres também não podem engravidar e têm restrições em relações sexuais.

"Por alguma razão desconhecida, pode ocorrer ainda uma formação rudimentar do útero, ele é muito pequeno, às vezes, até sem a cavidade, ou pode não existir", afirma o médico.

Segundo Pupo, o diagnóstico costuma chegar entre os 14 e 16 anos, com um incomum atraso na menstruação. Em outros casos, a síndrome é detectada quando a mulher relata ao médico ter dificuldades na hora da relação sexual.

Foi o caso da operadora de fábrica Maria Jucilene Moreira Marinho, 27, a primeira mulher no mundo a se submeter ao procedimento de reconstrução vaginal com a pele de tilápia, em abril de 2017.

Jucy, como é chamada, achou estranho não ter menstruado ao chegar aos 15 anos. Foi então que ela decidiu ir ao ginecologista com a mãe onde morava, em Lavras da Mangabeira, no interior do Ceará. Ela relata ter sofrido com o despreparo do profissional.

"O médico me disse que eu não menstruava porque estava grávida. Avisei que era virgem e, mesmo assim, ele insistiu que eu estava gestante. Só após o exame do toque é que ele percebeu que eu falava a verdade."

Ela conta que o médico a encaminhou para realizar um ultrassom, mas quando o técnico não localizou o útero nem os ovários, teve de se contentar com a informação de que a máquina estava com falhas.
 

Ali começava uma saga de três anos em consultas, exames e até uma cirurgia desnecessária no hímen antes de, finalmente, receber o diagnóstico de Rokitansky.
 

"Esse último médico que fez a cirurgia à toa ficou inconformado por não resolver o caso e pagou meus exames. Foi quando cheguei ao hospital de Fortaleza e, finalmente, recebi o diagnóstico correto."
 

Leonardo Bezerra, professor-adjunto de ginecologia da UFC (Universidade Federal do Ceará), conta que a cirurgia com a tilápia dura 30 minutos. "Fazemos o canal vaginal recobrindo-o com a pele do peixe em volta em um molde de acrílico. É minimamente invasivo"
 

Posteriormente, as células dos tecidos da paciente e fatores de crescimento são liberadas pela pele de tilápia e, assim, surge um novo tecido com células iguais à de uma vagina real.
 

Bezerra se inspirou na técnica usada para queimaduras, criada na mesma universidade e já usada com sucesso. "Demonstrou ter cicatrização mais rápida, limpa e sem processo inflamatório."
 

Apesar do alivio de descobrir o que acontecia com ela, Jucy diz que entrou em depressão. "Chorei, meu sonho era ter três filhos. Demorei para conseguir me relacionar, porque não queria explicar a síndrome, que não poderia engravidar. É exaustivo."
 

Pouco depois do diagnóstico, Jucy conheceu o empresário Marcus Vinícius, 28, que mora em Cerquilho, no interior de São Paulo, e começaram a namorar virtualmente. "Ele foi compreensivo, disse que esperaria e que poderíamos adotar uma criança. Que o amor é isso."
 

A princípio, Jucy seria submetida a cirurgia com a própria pele -- procedimento rotineiro usado há anos, de custo mais elevado, em que se retira o material da coxa da paciente.
 

Foi quando ela conheceu Leonardo Bezerra, médico que pela primeira vez teve a ideia de usar a pele de tilápia em pacientes com essa condição.
 

"Me ligaram perguntando se eu toparia fazer cirurgia experimental. Falaram que eu seria cobaia, mas que seria menos invasiva. Aceitei porque a equipe me passou confiança desde o início."
 

Jucy afirma que não teve problemas e nem dores no pós-operatório. "Fiquei dez dias internada e tive uma rápida recuperação", diz. "Agora posso dizer que sou a paciente pioneira no mundo. Sinto-me muito bem em saber que fui a primeira e agora essa mesma cirurgia ajuda a tantas meninas."
 

Três meses depois ela finalmente teve relações com seu namorado, e atual marido, após quatro anos de espera. "Não sangrou e nem senti dor, foi só coisa boa."
 

Parte da equipe pioneira no procedimento, Zenilda Bruno, médica ginecologista chefe da Divisão Médica da aternidade-Escola Assis Chateaubriand, aponta que a grande vantagem da cirurgia com o peixe é que, além de ser mais rápida, ela não é invasiva, não tem cheiro de peixe e tem pós-operatório indolor.
 

"Outro grande benefício é a falta de cicatriz, isso é muito importante para a autoestima da mulher."
 

Outra que topou a reconstrução vaginal com tilápia foi a estudante Tainá Fogaça de Souza, 19, que tinha 16 anos quando recebeu o diagnóstico de Rokitansky.
 

"Após uma ressonância magnética, eu descobri que eu não tinha o canal vaginal completo e tinha um útero que não se desenvolveu. Isso explicou porque os médicos só viam meus ovários e não viam o útero em ultrassons."
 

A estudante conta que o diagnóstico foi um baque. "Fiquei sem chão", diz. Tainá conta que inicialmente passou por consulta com um médico que a orientou a usar os dilatadores vaginais. "Mas eu não me adaptei."
 

Foi aí que sua mãe e a avó começaram a pesquisar e descobriram a cirurgia com a tilápia. "Na consulta com o doutor Leonardo ele me passou muita segurança e, ainda, me colocou em contato com outras pacientes. Ganhei uma rede de apoio que compreendia exatamente o que eu estava passando. Foi fundamental no processo."
 

Tainá conta que tem sensibilidade na região do canal vaginal. "Quando faço ultrassom, agora, percebo o que acontece."
 

Em Minas Gerais, duas mulheres foram operadas com pele de tilápia no fim de 2021 no Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh, que vai receber outras pacientes do estado com o mesmo diagnóstico e em tratamento no SUS.
 

Segundo o hospital público mineiro, a síndrome de Rokitansky é uma doença que afeta 1 em cada 5.000 nascidas vivas.
 

A cirurgia ainda está em fase de pesquisa e só é realizada e paga pelo SUS em pacientes que participam do estudo. O encaminhamento pode ser feito por qualquer unidade de saúde do país. O Ministério da Saúde informou que, por ser experimental, o procedimento ainda não está incorporado em sua relação oficial.
 

*
 

Entenda a cirurgia
 

Quando é indicada
 

Para a reconstrução do canal vaginal de pacientes com síndrome de Rokitansky
 

Como é o procedimento
 

Abre-se espaço entre a vagina e o reto, forrando-o com a pele de tilápia
 

Por ter colágeno tipo 1, a pele de tilápia se torna tão resistente quanto a humana
 

Um molde em formato de vagina, então, é colocado nesse espaço para impedir que as paredes da "nova vagina" se juntem
 

Enquanto isso, as células dos tecidos da paciente e fatores de crescimento são liberadas pela pele de tilápia
 

Assim, surge um novo tecido com células iguais à de uma vagina real
 

Fontes: Leonardo Bezerra e Zenilda Bruno, da Universidade Federal do Ceará, e Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
 


 

A médica dermatologista e co-fundadora do Instituto Roki Claudia Melotti, 51, também foi diagnosticada com Rokitansky, já na vida adulta, e optou pelo tratamento apenas com dilatadores.
 

"Além de eficientes, têm resultados em dois meses, é um tratamento bem mais barato. Um quite custa em média R$ 100. Usei e foi suficiente, sem cirurgia."
 

Segundo a ginecologista Claudia Takano, coordenadora do Ambulatório de Malformações Genitais da Unifesp, é consenso entre os especialistas que a primeira linha de tratamento deve ser a dilatação vaginal, e não cirúrgica.
 

"É seguro, tem baixo custo, risco e apresenta altas taxas de sucesso, em torno de 90% a 96%, semelhantes às da cirurgia", diz.
 

Zenilda explica que a cirurgia é indicada em casos de pacientes com canal vaginal inferior a três centímetros (o normal é de 10 cm). "Aí não é possível abrir o canal apenas com dilatadores."
 

Takano explica que mulheres que têm ovário preservado podem congelar óvulos e gerar a uma criança com a ajuda de barriga de aluguel, ou mesmo se submeter a um transplante de útero, usado exclusivamente para uma gestão e, depois, retirado.

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LEM: Homem é preso acusado de dopar e estuprar mulheres; vítimas são mãe e filha

  • Bahia Notícias
  • 08 Mar 2022
  • 12:35h

Foto: Camila Souza / GOVBA

Um homem de 40 anos foi preso acusado de dopar e estuprar duas mulheres em Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste baiano. Segundo a polícia, as vítimas são uma mãe e a filha dela. As duas estavam em um bar na Avenida Ayrton Senna, consumindo bebida alcoólica quando o acusado, que é conhecido das duas, chegou.

 

Ele se aproximou e depois passou a beber com elas.  Conforme a TV Oeste, elas relataram que não sabia da existência de algum produto ilícito colocado na bebida. As duas disseram que acordaram horas depois nuas.

 

Uma delas se queixava de dores nas partes íntimas e perceberam que tinham sido estupradas. O caso ocorreu no domingo (5). Logo que saíram da casa do acusado, elas foram até uma delegacia e registraram queixa.

 

Ainda segundo informações, as vítimas devem passar por exame de corpo de delito. Depois do flagrante, o homem foi levado para a cadeia de Barreiras, na mesma região. 

China registra maior número diário de casos da Covid-19 em dois anos

  • Bahia Notícias
  • 08 Mar 2022
  • 10:02h

Foto: Reprodução / Pixabay

O governo chinês anunciou, nesta segunda-feira (7) que registrou seu maior número diário de novas infecções locais sintomáticas por Covid-19 em cerca de dois anos. Os dados foram atribuídos a alta transmissibilidade da variante Ômicron. 

O país relatou 214 casos transmitidos internamente com sintomas confirmados no domingo, a maioria nas províncias de Guangdong, Jilin e Shandong. Conforme divulgou a Agência Brasil, o maior número de casos diários desde o início de março de 2020, quando as autoridades começaram a contar separadamente as infecções encontradas nas cidades e os casos que chegam de fora do continente.

Ainda de acordo com os dados divulgados pelo governo, o número de casos assintomáticos transmitidos subiu para 312 no domingo, total diário mais alto desde que a China começou, no fim de março de 2020, a classificar infecções assintomáticas separadamente dos casos confirmados.

Em Xangai, embora apenas três casos sintomáticos  tenham sido relatados no domingo, os casos assintomáticos locais atingiram 45, o maior nível em quase dois anos. O programa de vacinação em massa da cidade levou ao maior número de casos assintomáticos, disse uma autoridade de saúde de Xangai, em entrevista coletiva.

Governo muda discurso e avalia segurar reajuste de preços da Petrobras

  • por Idiana Tomazelli, Marianna Holanda, Alexa Salomão e Julia Chaib | Folhapress
  • 08 Mar 2022
  • 07:57h

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

A disparada nos preços do petróleo na esteira do conflito entre Rússia e Ucrânia levou o governo Jair Bolsonaro (PL) a discutir internamente e com o Congresso Nacional a possibilidade de segurar temporariamente os reajustes de preços da Petrobras.
 

Após um lucro recorde de R$ 106,6 bilhões registrado pela companhia em 2021, a avaliação no governo é de que é possível haver uma "colaboração dos acionistas" para minimizar os efeitos da cotação do petróleo sobre o preço nas bombas.
 

O cálculo também é político. Pré-candidatos ao Planalto, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), têm defendido abertamente um maior controle sobre os preços praticados pela estatal.
 

Nesse contexto, interlocutores do presidente afirmam que uma contenção temporária de preços agora seria preferível a um tabelamento posterior mais duradouro, caso algum dos adversários de Bolsonaro vença as eleições.
 

A leitura de auxiliares do chefe do Executivo é que a manutenção da política de paridade internacional de preços da Petrobras fortaleceria candidatos de oposição, ao obrigar a companhia a promover reajustes superiores a 20% nos combustíveis.
 

Integrantes do governo também admitem a possibilidade de acionar o botão de calamidade se daqui a três meses o conflito não houver cessado —o período é considerado uma janela razoável para se ter uma ideia do rumo da guerra, se terá fim ou uma escalada.

Em caso de acionamento dessa cláusula, o governo teria mais liberdade para ampliar gastos, inclusive por meio de créditos extraordinários (fora do teto), ao mesmo tempo em que ficariam proibidas as concessões de reajustes ao funcionalismo.
 

Na ala política, há defensores da decretação imediata de calamidade, uma vez que a cotação do barril de petróleo já ultrapassou os US$ 100 em meio à guerra na Europa. Um grupo de ministros acredita que seria possível editar uma medida provisória para criar um fundo de compensação à alta do combustível. A equipe econômica, porém, avalia não ser o momento de recorrer à calamidade, pois é preciso acompanhar os desdobramentos do conflito.
 

Nesta segunda-feira (7), o presidente chegou a admitir a possibilidade de mudanças na política de preços da Petrobras.
 

"Tem uma legislação errada feita lá atrás que você tem uma paridade com o preço internacional [dos combustíveis]. Ou seja, o petróleo —o que é tirado do petróleo— leva-se em conta o preço fora do Brasil. Isso não pode continuar acontecendo", disse Bolsonaro, durante entrevista a uma rádio de Roraima.
 

O presidente também já defendeu a redução do lucro da companhia para conter a alta nos combustíveis.
 

Auxiliares do chefe do Executivo afirmam que ele é simpático à ideia de segurar temporariamente os reajustes e que, em decorrência disso, é possível que o lucro da Petrobras seja menor este ano.
 

Um dos projetos de lei em tramitação no Senado Federal sob a relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN) traz algumas diretrizes para a política de preços internos dos combustíveis, incluindo a redução da volatilidade. O governo não deve se opor à aprovação desse trecho, que daria a base para seguir adiante com a trava temporária.
 

Técnicos ressaltam, porém, que o texto não é taxativo, e sua adoção dependeria de aprovação pela Petrobras. Nesse sentido, a indicação de Rodolfo Landim para a presidência do Conselho de Administração da estatal é considerada um ativo para avançar na discussão.
 

Segundo um integrante do governo, a ideia é fazer uma contenção dos preços por alguns meses, para evitar que o excesso de valorização do barril de petróleo —que já passa dos US$ 120— onere demais o bolso dos consumidores. Isso seria razoável porque parte dos custos da estatal se dá em reais, sem impactos das oscilações no mercado internacional.
 

A expectativa é que, ao fim do conflito, os preços não se manterão nessas cotações. Por isso, não há necessidade de repassar todo e qualquer movimento de preços para as bombas. O congelamento dos reajustes seria uma "condição transitória e de guerra", segundo uma fonte do governo.
 

A possibilidade representa uma mudança no discurso do governo. No início de 2021, Bolsonaro chegou a dizer que jamais interferiria na companhia.
 

Em evento no BTG, em 23 de fevereiro, o presidente atrelou a mudança nos preços como algo defendido pelo seu principal adversário político, o ex-presidente Lula (PT).
 

"O que os senhores achariam se essas medidas fossem implementadas: se revogarmos a autonomia do Banco Central, a reforma trabalhista, se volta o imposto sindical, se reestatizarmos as empresas que foram desestatizadas, se o governo começar a interferir nos preços da Petrobras e da energia, se viermos a fortalecer o MST", disse no evento.
 

O governo Dilma Rousseff (PT) chegou a ser acusado de usar a Petrobras como ferramenta macroeconômica para controle da inflação. Durante o período da petista, a estatal não repassava os aumentos provenientes da flutuação do preço no exterior, o que gerou críticas sobre o impacto nas contas da empresa.
 

A intervenção deixou de existir a partir do governo de Michel Temer (MDB), quando o então presidente da Petrobras Pedro Parente implementou a regra de preço atrelado aos valores negociados no exterior.
 

Na prática, a Petrobras já tem segurado o ritmo dos aumentos nos preços dos combustíveis no governo Bolsonaro. Os últimos reajustes nos preços da gasolina e do diesel foram feitos no dia 12 de janeiro, ou seja, os valores praticados já estão defasados. Dentro do governo há quem cite que a contenção não gerou maiores ruídos no mercado financeiro.
 

Nos últimos dias, Bolsonaro foi aconselhado por ministros da ala política a apresentar alguma solução. Segundo fontes do governo, o presidente chegou a discutir o problema dos combustíveis com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no fim de semana e também na manhã desta segunda-feira.
 

O chefe da Economia tem evitado falar sobre o assunto, mas não deve ser obstáculo para a proposta de congelar temporariamente os preços praticados pela Petrobras. .
 

Nos bastidores, a equipe de Guedes tem se posicionado contra ideias que que envolvam o uso de dinheiro do Tesouro Nacional na concessão de subsídios ao preço do diesel e da gasolina.
 

Em meio à escalada nas cotações do petróleo, outros ministros do governo voltaram à carga com propostas para a União bancar um subsídio usando receitas de dividendos da Petrobras e royalties de petróleo. A ideia seria usar o dinheiro para ressarcir a companhia e outros importadores pelo não repasse dos reajustes, em modelo semelhante ao adotado no governo Temer em 2018 para contornar a greve dos caminhoneiros.
 

Na avaliação da equipe econômica, a medida poderia gerar uma fatura de R$ 120 bilhões, comprometendo o teto de gastos, a principal âncora fiscal do governo.
 

Interlocutores da equipe econômica afirmam reservadamente que a missão do governo é defender as contas públicas. Além disso, há integrantes do governo que dizem preferir lidar com as consequências de um congelamento temporário nos preços do que os efeitos adversos de um rombo maior.
 

Já uma solução estrutural, na avaliação da Economia, depende do aumento da concorrência no mercado de combustíveis (hoje concentrado nas mãos da Petrobras) e da aprovação de um projeto de lei complementar que altera a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), para mudar a alíquota atual (um porcentual sobre um valor) para uma cobrança fixa sobre o litro.
 

O projeto está em tramitação no Senado Federal e deve ser votado nesta semana. Há uma articulação do governo para incluir, em acerto com o Ministério da Economia, a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel. A medida deve drenar R$ 18 bilhões dos cofres públicos e, segundo cálculos internos, teria um impacto de até R$ 0,50 nas bombas.
 

Para tentar conciliar o texto, o senador Jean Paul Prates enviou uma carta a governadores se colocando à disposição para conversar sobre os projetos.
 

No documento, o relator avalia que o texto que cria um fundo de compensação "é uma boa solução emergencial e estrutural para o atual e futuros momentos de volatilidade no custo internacional do petróleo, mas que não basta".
 

Além disso, ressalta não ver a mesma disposição para o diálogo no que diz respeito ao projeto de lei complementar que muda o cálculo do ICMS.

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Municípios da Bahia terão perdas R$1,4 bilhão com a redução do IPI

  • Bahia Notícias
  • 07 Mar 2022
  • 18:10h

Foto: Reprodução/Pixabay

A redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para a linha branca de 25%, exigida pelo governo federal, causará perdas de R$1,4 bilhão aos municípios da Bahia, entre 2022 e 2024. Estima-se que as perdas sejam de R$443,3 milhões em 2022, R$475,1 milhões em 2023 e  R$516,7 milhões em 2024.

Por se tratar de uma política que fere gravemente o pacto federativo, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) denuncia e repudia a redução de impostos compartilhados, usualmente utilizada por todos os governos, mas, com grandes prejuízos aos Municípios, inclusive nas ações de custeio e nos investimentos sociais.

Segundo o Decreto publicado pelo Ministério da Economia, estima-se uma redução na arrecadação desse imposto no total de R$19,5 bilhões em 2022. Como os Municípios detêm 24,75% desse recurso, a perda no FPM será de R$4,826 bilhões. O montante representa cerca de 40% de um mês de FPM repassado a todos os 5.568 Municípios.

Em nota, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que a medida do governo “repete o velho hábito de fazer caridade com o chapéu alheio”.

Veja a tabela com estimativa da renúncia do IPI por Unidade da Federação (em R$ milhões).

Programa para declarar o Imposto de Renda 2022 falha no primeiro dia

  • por Cristiane Gercina | Folhapress
  • 07 Mar 2022
  • 14:51h

Foto: Divulgação

Os contribuintes que tentam baixar o programa para declarar e enviar o Imposto de Renda 2022 nesta segunda-feira (7) encontram falhas e dificuldades para fazer o download. Em muitos casos, não é possível baixá-lo. O aplicativo também está fora do ar.
 

A Receita liberou o programa gerador da declaração do IR às 8h desta segunda (7). Esse é o prazo inicial para que o contribuinte preste contas ao fisco. A data-limite vai até 29 de abril. Quem é obrigado a declarar e perde o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido.
 

O prazo já começa com atraso de ao menos uma semana em relação a anos anteriores. O motivo é a operação-padrão dos servidores da Receita após o governo federal tirar verba do órgão no Orçamento de 2022 para cumprir promessa de reajuste a outras categorias do funcionalismo público, como os policiais.
 

Quem tentou o baixar o programa logo nos primeiros minutos conseguiu o acesso, porém, o download está lento, indicando, muitas vezes, até uma hora para ser instalado no computador. Já quem tentou abaixar após 8h30 não teve sucesso no acesso. Há uma tela de erro.

No caso do aplicativo, a mensagem que aparece é a de que o sistema está em manutenção. "Estamos em manutenção. Voltaremos no dia 7/03/2022 e você poderá fazer sua declaração do IRPF 2022". Não há prazo para que o app seja liberado, mas, na coletiva em que informou as regras e novidades no IR em fevereiro, a promessa era de que o aplicativo poderia ser acessado também a partir desta segunda.
 

Em ano anteriores, a prestação de contas começa em 1º de março e a Receita liberava o programa dias antes, para o contribuinte se familiarizar com as regras e novidades. Neste ano, isso não foi possível. Com a falha no download, a entrega do IR poderá atrasar ainda mais.
 

A Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) confirmou a falha nesta manhã. Segundo Mauro Silva, presidente da entidade, a mobilização dos servidores, com entrega de cargos de chefia, operações meta zero e equipes reduzidas, tem reflexos nos serviços prestados aos cidadãos.
 

"O fluxo normal do trabalho ficou afetado e algumas coisas que são relativas a Imposto de Renda acabam afetadas também, então evidentemente que isso tem reflexo da mobilização dos auditores, porque as equipes não estão completas, sem as chefias das comunicações entre equipes, planejamentos, os cronogramas acabam não sendo realizados da melhor maneira, então deve ser reflexo", diz.
 

Em entrevista anterior, Silva havia afirmado que o atraso poderá atingir não apenas o início do prazo, mas pode resultar em adiamento na reta final.
 

Procurada, a Receita Federal ainda não se posicionou sobre o assunto.
 

DECLARAÇÃO PRÉ-PREENCHIDA COMEÇA NO DIA 15
 

Neste ano, o fisco espera receber 34,1 milhões de declarações. Há novidades que podem auxiliar no preenchimento do IR e ajudar os contribuintes a cumprirem o prazo. Em 2022, quem tiver conta gov.br nível prata ou ouro poderá preencher o Imposto de Renda em várias plataformas.
 

Isso significa que o contribuinte pode começar a declarar o IR no computador e terminar de fazê-lo de forma online, pelo Meu Imposto de Renda, dentro do e-CAC (Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal), ou no celular ou tablet.
 

Além disso, a partir de 15 de março, estará disponível a declaração pré-preenchida do IR, também para quem tem conta gov.br nível prata ou ouro. A estimativa da Receita Federal é que 10 milhões de usuários tenham acesso a essa funcionalidade.
 

É obrigado a declarar o Imposto de Renda 2022 o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis de mais de R$ 28.559,70 em 2021, o que inclui salário, aposentadoria e pensão, por exemplo. Se recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil também está obrigado a declarar.
 

Quem teve movimentações na Bolsa de Valores, passou a morar no país em 2021 e aqui estava em 31 de dezembro ou teve lucro com a venda de bens e direitos no ano também entra na lista de obrigatoriedade.
 

Contribuintes com bens e direitos acima de R$ 300 mil em 31 de dezembro de 2021 são obrigados a declarar o Imposto de Renda. Quem deve enviar a declaração por outros motivos não pode se esquecer de informar todos os bens que possui.
 

É recomendável fornecer o número da matrícula do imóvel, se houver, além do nome do cartório de registro. Há, ainda, outras regras que obrigam a prestação de contas ao fisco.
 


SAIBA TUDO SOBRE A DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

 

Prazo de envio:

 

Das 8h desta segunda (7) até as 23h59 do dia 29 de abril
 

O programa para preencher e enviar a declaração será liberado nesta segunda (7)
 

Quem declara

É obrigado a declarar o Imposto de Renda o contribuinte que se enquadra em uma ou mais regras de obrigatoriedade, que são:

 

Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2021
 

Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil
 

Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto
 

Teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias
 

Fez operações em Bolsas de Valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas
 

Tinha, em 31 de dezembro de 2021, posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima de R$ 300 mil
 

Obteve receita bruta na atividade rural em valor superior a R$ 142.798,50
 

Quem quer compensar, em 2021 ou anos seguintes, prejuízos da atividade rural de 2021 ou anos anteriores
 

O contribuinte que passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e encontrava-se nessa condição em 31 de dezembro de 2021

Valor das deduções no IR

Com dependentes: R$ 2.275,08 por dependente

Com educação: limite individual de até R$ 3.561,50 no ano

Limite do desconto simplificado: R$ 16.754,34

PARA QUEM TEM RESTITUIÇÃO PARA RECEBER:

Calendário de pagamentos

 

Lote - Data do pagamento
 

1º - 31 de maio
 

2º - 30 de junho
 

3º - 29 de julho
 

4º - 31 de agosto
 

5º - 30 de setembro
Têm prioridade na restituição, nesta ordem:

idosos acima de 80 anos

contribuintes entre 60 e 79 anos, contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave, profissionais cuja maior fonte de renda seja o magistério, por ordem de envio da declaração

Como será a restituição:

A opção de informar a agência e conta bancária para receber o valor permanece

A partir deste ano, a restituição poderá ser paga por Pix, para o titular que tenha chave com seu número de CPF

PARA QUEM TEM IMPOSTO A PAGAR:

Quando é o vencimento das cotas

1ª cota ou cota única: até 29 de abril

Da 2ª à 7ª cota do imposto: até o último dia útil do mês

8ª cota: até 30 de novembro

Para pagar com débito automático, é preciso enviar a declaração até 10 de abril

Para destinar parte do valor a pagar para fundos do idoso e da criança e adolescente, a destinação deve ser feita até 29 de abril

Como pagar

Com Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)

Pelo Pix: O Darf terá um QR Code

CONFIRA AS NOVIDADES DA DECLARAÇÃO DE 2022

PIX

O contribuinte terá a opção de receber a restituição do Imposto de Renda por Pix

Essa opção só será disponível para chave Pix igual ao CPF do titular da declaração

O objetivo, segundo a Receita, é reduzir a necessidade de reagendamento da restituição de contas inválidas

Também será possível pagar o imposto devido por Pix

AUXÍLIO EMERGENCIAL

A declaração não terá a opção de devolução do auxílio emergencial recebido indevidamente

O auxílio é rendimento tributável e deve ser declarado por todos que são obrigados a enviar o IR

É o caso de quem conseguiu emprego após receber o auxílio e é obrigado a declarar por alguma das regras da Receita

DECLARAÇÃO PRÉ-PREENCHIDA

Estará disponível a partir de 15 de março para 10 milhões de contribuintes

Para acessá-la, será preciso ter cadastro nível ouro ou prata no portal gov.br

Já estarão preenchidos rendimentos recebidos de empresas e gastos com saúde informados pelos convênios ao fisco

Podem estar preenchidos gastos com saúde que tiverem sido informados pelo profissional de saúde

Usuários com conta gov.br nível ouro e prata poderão ter acesso à declaração pré-preenchida em qualquer plataforma, como desktop, celulares e tablet

 

DEPENDENTES E ALIMENTANDOS

Será necessário declarar se o dependente mora ou não com o titular

Para alimentandos (que recebem pensão alimentícia), os declarantes terão que informar quem paga a pensão, se o titular ou o dependente

RENAVAM DO CARRO

Será obrigatório informar o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) do veículo

AÇÕES JUDICIAIS

A ficha RRA, de Rendimentos Recebidos Acumuladamente, terá um campo para o contribuinte informar os juros da ação judicial

BENS E DIREITOS

A ficha Bens e Direitos traz um novo agrupamento dos códigos, divididos entre bens móveis, bens imóveis, participações societárias, aplicações e investimentos, criptoativos, entre outros.

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Casos ativos de Covid-19 na Bahia continuam em baixa

  • Bahia Notícias
  • 07 Mar 2022
  • 12:49h

Foto: Fernando Vivas / GOVBA

A Bahia continua apresentando uma redução no número de casos ativos de Covid-19. Segundo o boletim epidemiológico divulgado na noite deste domingo (6), o estado tem 4.002 pessoas com a doença, um número menor que os 4.346 registrados neste sábado (5).

Foram registrados 232 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,02%) e 573 recuperados (+0,04%) e mais 03 óbitos nas últimas 24 horas que antecederam a divulgação do boletim.

De acordo com os dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), os 1.509.203 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.475.841 já são considerados recuperados e 29.360 tiveram óbito confirmado.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.771.091 casos descartados e 326.118 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas deste domingo. 

Até o momento, 11.426.109 pessoas foram vacinadas com a primeira dose, 10.396.852 com a segunda dose ou dose única e 3.915.859 com a dose de reforço. Do público de 5 a 11 anos, 623.238 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 14.823 já tomaram também a segunda dose.

PM prende explosivos na Chapada; há suspeita de que seriam usados em assaltos a banco

  • Bahia Notícias
  • 07 Mar 2022
  • 11:44h

Foto: Divulgação/Polícia Militar

Explosivos feitos com pólvora prensada foram apreendidos pela Polícia Militar no povoado de Vila São Vicente, em Itaberaba, município na região da Chapada Diamantina.

A ação ocorreu na sexta-feira (4) e, conforme noticiou o G1, a polícia suspeita que o material seria usado em roubo a instituições financeiras.

Os produtos foram encontrados após equipes da Rondas Especiais (Rondesp) realizarem um patrulhamento na região com o objetivo de impedir homicídios e roubos a bancos, quando viram os explosivos escondidos dentro de um saco de linhagem.

O local foi isolado e Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) recolheram os explosivos, conhecidos como "piroblaster". Não há informações sobre os presos ou se a pessoa responsável foi identificada.

Petróleo volta a disparar com novas sanções contra a Rússia no radar do mercado

  • por Folhapress
  • 07 Mar 2022
  • 09:42h

Imagem ilustrativa | Foto: Geraldo Falcão / Agência Petrobras

As cotações do petróleo voltaram a disparar no mercado internacional neste domingo (6), após o governo americano confirmar que discute com países da Europa a proibição da importação de petróleo da Rússia, em resposta à invasão na Ucrânia.
 

Dados da Bloomberg apontam que o barril do petróleo tipo Brent chegou a bater a máxima de US$ 139,13 (R$ 706,11) na noite deste domingo no Brasil, com a reabertura dos mercados na Ásia. A alta reflete o temor de investidores pelos potenciais impactos econômicos da guerra.
 

Às 21h19, a commodity oscilava em alta de 9,22%, cotada a US$ 129,00 (R$ 654,70).
 

Na tarde deste domingo (6), o secretário de Estado americano, Anthony Blinken afirmou que os Estados Unidos estão "seriamente engajados" em uma discussão com a União Europeia sobre a possibilidade de proibir importações de petróleo russo.
 

O governo Biden está sob pressão dos legisladores americanos para dar mais esse passo, em resposta aos ataques da Rússia contra as cidades e a população ucraniana.
 

"Estamos em discussões muito ativas com nossos parceiros europeus sobre a proibição da importação de petróleo russo para nossos países, enquanto, é claro, mantemos um fornecimento global estável de petróleo", disse Blinken em entrevista à NBC.
 

O preço do petróleo já teve uma disparada de mais de 20% somente durante a semana passada, por causa dos conflitos no Leste Europeu, que reduziram a oferta proveniente da Rússia, uma das principais produtoras globais da matéria-prima.
 

Em entrevista à CNN também neste domingo, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen foi mais reticente sobre a proposta de corte de importações.
 

Antes de impossibilitar que Putin financie suas guerras, disse, a União Europeia deveria "se desfazer de sua dependência de combustíveis fósseis russos".

Mudança de rumo: Rui fica no governo e Otto vai buscar reeleição ao Senado

  • por Anderson Ramos / Gabriel Lopes
  • 07 Mar 2022
  • 08:38h

Foto: Reprodução / Youtube Metro 1

Mais uma mudança de rumo na chapa governista. Em entrevista para a rádio Metrópole na manhã desta segunda-feira (7), o senador Jaques Wagner (PT) revelou que Rui Costa vai seguir na governo do estado e que Otto Alencar (PSD) vai buscar a reeleição ao Senado.

 

“No sábado tivemos a última conversa. Ele não demonstrava tesão para fazer a campanha”, disse Wagner. Com a mudança o PT vai ficar a cabeça de chapa e são três nomes que disputam a vaga: a prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho, o secretário de Relações Institucionais Luiz Caetano e o secretário de Educação Jerônimo Rodrigues.

 

"Eu escolhi o nome de Rui contra até o Lula. E aí Lula quando escolheu a sucessão escolheu Dilma que ninguém achava que era o melhor nome. Temos três bons nomes, dois deles muito testados eleitoralmente, Cateano já ganhou três ou quatro em Camaçari, Moema quatro em Lauro de Freitas e Jerônimo é um cabra de Feira que tem sucesso absoluto em tudo que pega para fazer", justificou Wagner.

 

"Qualquer nome que colocar apoiado por Lula, sai de 30%. Não estou falando de chutar, é de pesquisa. Pode colocar Caetano, Moema, qualquer um. Toda campanha é uma construção, nós vamos ganhar a eleição, com absoluta certeza. Eu conheço um pouco disso, respeito o adversário mas não vejo grupo político ali, ele vive muito em nome do avô", completou Wagner.

Pênis e testículos são alvo do coronavírus em macacos, afirma estudo

  • Bahia Notícias
  • 06 Mar 2022
  • 16:05h

Foto: Reprodução / Daniel de Granville

O coronavírus infecta o pênis e os testículos de macacos, indica pesquisa. O desenvolvimento da doença resultou em problemas como disfunção erétil, diminuição de espermatozoides, queda na qualidade do sêmen e infertilidade. A pesquisa sugere que os achados também podem se aplicar a humanos.

 

Cientistas dos Estados Unidos analisaram os efeitos da infecção por Sars-CoV-2 em três macacos por meio de uma sonda que procurava diretamente pela proteína spike, do coronavírus, no órgão. Os resultados, que ainda precisam da revisão de pares, foram divulgados na plataforma bioRxiv na última segunda-feira (28), segundo o Metrópoles.

 

As investigações com o equipamento foram feitas em três momentos. O primeiro foi no corpo inteiro dos macacos 24 horas após a infecção. Depois, os animais passaram por necropsia e os órgãos genitais foram retirados para uma nova análise. Por fim, os órgãos foram cortados para que a sonda examinasse as partes por dentro. “Dois resultados imediatamente se destacaram em relação ao que era esperado. Um sinal mínimo foi associado aos pulmões, enquanto um sinal muito forte foi associado ao pênis e aos testículos dos animais infectados”, afirmaram os cientistas na conclusão da pesquisa.

 

Os pesquisadores identificaram células infectadas com Sars-CoV-2 nos testículos de todos os animais. A comparação revela que, durante a segunda semana da doença, a infecção diminui nos pulmões e aumenta nos testículos. Além disso, a coloração dos órgãos mostrava degeneração nas células e prejuízos significativos em tubos genitais.

 

Em relação ao pênis dos macacos, o coronavírus diminui a capacidade de vascularização do corpo cavernoso. Ou seja, a Covid atrapalhou a circulação sanguínea necessária para deixar o pênis ereto. Outros prejuízos também foram percebidos na uretra dos animais.

Brasil fracassou ao tentar ser potência em fertilizantes

  • por Luiz Antonio Cintra | Folhapress
  • 06 Mar 2022
  • 10:46h

Foto: Djalma Martinhão / Embrapa

A dependência do Brasil da importação de fertilizantes é uma das principais fragilidades do país diante da guerra entre Rússia e Ucrânia.
A situação, no entanto, poderia ser diferente. Uma tentativa de mudar esse cenário foi empreendida pela Vale, que investiu US$ 7 bilhões em mineração de nitrogênio, fósforo e potássio entre 2009 e 2011.

O plano --frustrado-- almejava colocar o Brasil no clube restrito dos fornecedores globais, a trinca Canadá, Rússia e Belarus.

Localizadas no Brasil, Argentina e Canadá, as minas que a Vale foi adquirindo produziriam os três itens mais usados pelos produtores rurais brasileiros, que anualmente repõem os nutrientes consumidos pelas lavouras.

Sem esses nutrientes, a produtividade --principalmente da soja, do milho, da cana e do café-- ficaria prejudicada. Ou mesmo inviabilizada, do ponto de vista econômico.

Àquela altura, a entrada repentina da Vale na extração de fertilizantes surpreendeu os especialistas, dadas as diferenças abissais entre esse negócio e seu foco original, na mineração para abastecer a metalurgia e a siderurgia.

Já em 2016, alguns anos após o pico das cotações das commodities (2011-13), em prazo curtíssimo para uma mineradora, a Vale acelerou a desmontagem desses projetos, argumentando que haviam deixado de ser economicamente viáveis.

Segundo o economista Ricardo Machado Ruiz, professor do Cedeplar (Centro de Desenvoldimento e Planejamento Regional), da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a entrada da Vale no ramo de fertilizantes se adequava ao projeto do então CEO Roger Agnelli, que dirigiu a empresa entre 2001 e 2011.
 

O plano era aprofundar a internacionalização e a especialização em mineração desenhada ainda na gestão do antigo embaixador e ex-presidente da Vale Jorio Dauster.
 

"A Vale chegou a entrar pesado em fertilizantes. Só na Argentina, o projeto Rio Colorado chegou a ter investimentos próximos a US$ 5 bilhões, mas é preciso tomar cuidado com esses valores porque os minerais oscilam muito", diz Ruiz.
 

Na avaliação do economista, a entrada no segmento de fertilizantes em 2009 chamou a atenção dos especialistas por serem operações muito distintas. "A Vale pretendia ser um global player nessa área. Entrou em nitrogênio, fósforo e potássio para poder fornecer fertilizantes, um nicho em que só é possível ser um fornecedor relevante no mundo se vender os três itens do [fertilizante] NPK", diz o economista.
 

A queda das commodities depois de 2014 pegou a empresa altamente endividada.
 

"Com a saída da Vale, perdemos uma empresa que tem o Brasil como base econômica e política, com projetos de pouco mais de US$ 7 bilhões, saindo da indústria de fertilizantes porque estava sobrealavancada, focando o seu negócio principal, em uma estratégia empresarial defensiva que as circunstâncias na época exigiam", diz Ruiz.
 

Para o professor da UFMG, foi uma oportunidade e tanto que o país deixou passar.
 

"Com a Vale, o Brasil tinha a possibilidade de se tornar um player em um setor estratégico para a economia, porque temos um agrobusiness que responde por parte da nossa produção e exportação, e que é importante particularmente para as exportações e a balança comercial", resume o economista, que foi conselheiro do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
 

Procurada, a Vale não se manifestou até a publicação da reportagem.
 

"A saída da Vale mostra a incapacidade dos governos brasileiros de formular soluções para setores críticos, apostando que a globalização seria algo incontestável", argumenta Ruiz.
 

"Numa lógica empresarial, a Vale tomou a decisão correta. Incorreta foi a incapacidade do Brasil de formular uma política com fontes confiáveis para insumos estratégicos como os fertilizantes."
 

A conta da inoperância agora bate na porta com as dificuldades de importação de fertilizantes em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, tirando o sono de produtores rurais no Brasil todo, em particular os do cerrado, cujo solo menos rico em nutrientes exige maiores doses de fertilizantes aplicados anualmente.
 

Resta a saída precária encontrada pela ministra Tereza Cristina, da Agricultura, que desembarcará no Canadá em busca de mais fertilizantes, enfrentando um jogo em que a demanda encontra hoje um mercado "travado", como dizem os especialistas.
 

A agricultura brasileira foi pega no contrapé, já que muitos produtores fecharam 2021 com a expectativa de que os gargalos logísticos e de produção surgidos na pandemia estariam solucionados a partir do segundo trimestre.
 

"No início do ano, os nitrogenados já estavam caindo, e era esperado que, passado o período do plantio da safra no hemisfério Norte, os preços dos fertilizantes começassem a cair. Mas a entrada da Rússia na guerra provocou um revés no mercado, e será muito difícil resolver esse problema a curto prazo porque a falta de fertilizante é generalizada", diz José Carlos Hausknecht, da consultoria MB Associados.
 

"A ministra disse que até outubro não teremos problemas, mas até outubro não plantamos nada, por isso não irá faltar. E estamos com os estoques muito baixos", afirma.
 

Já a Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos) estimou em nota do dia 3 que o país tem estoque para três meses, deixando claro que esses produtos estão no mercado, não em estoques oficiais que poderiam ser distribuídos de forma organizada.
 

"Estamos há anos com a capacidade de produção de fertilizantes estagnada. Temos todo o problema do custo Brasil que dificulta a exploração, além de nossas reservas não serem suficientes", afirma Hausknecht.
 

"Poderíamos usar o gás natural para fazer os [fertilizantes] nitrogenados, mas o custo do gás aqui é muito elevado, acaba ficando mais barato importar do que produzir."
 

A dificuldade de concorrer se ampliou em 1997, quando o governo Fernando Henrique Cardoso isentou de impostos os fertilizantes importados, que são tributados somente no caso de circulação por mais de um estado brasileiro.
 

E a situação é mais complicada porque a Belarus também está embargada --empresas brasileiras que negociarem com o país podem sofrer represálias dos EUA e União Europeia, que impuseram sanções em 2020 por considerar que o ditador Aleksandr Lukachenko, aliado de Vladimir Putin, fraudou a eleição presidencial.
 

Para o analista sênior Bruno Fonseca, do Rabobank, especialista em insumos agrícolas, a estratégia do governo federal de minimizar a escassez é apropriada, já que a duração da guerra é imprevista.
 

"Será difícil conseguir repor tudo o que a Rússia nos fornece, é um volume muito grande, mas provavelmente vamos conseguir aumentar as compras no Canadá com preços mais altos", resume Fonseca.
 

No caso mais crítico, do cloreto de potássio, Canadá, Rússia e Belarus somam 80% da necessidade brasileira. "E, no cloreto de potássio, vamos ter de competir com os EUA", diz Fonseca, que cita a Europa como outro concorrente de peso.
 

Uma das maiores consumidoras de fertilizantes e de alimentos do mundo, a China está construindo suas bases agrícolas e de exploração mineral na Eurásia e na África, o que, na avaliação de Ruiz, da UFMG, poderá criar um problema para o Brasil em alguns anos.
 

"Com essa estratégia, a China pode se tornar global player em agribusiness, usando fertilizantes da Rússia. Com isso, pode ocorrer um deslocamento da oferta russa para a Eurásia e a África", diz Ruiz.
 

"Não poderíamos ter deixado o agribusiness brasileiro com um flanco desse tipo aberto. Hoje, temos desconfiança sobre a oferta mundial, e o governo brasileiro sofre pressões e restrições de oferta de grandes produtores de fertilizantes, em particular da Rússia, que, aliás, recentemente comprou aqui a Eurochem."

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Teixeira de Freitas: Em protesto contra preço da gasolina, motoristas abastecem R$ 0,50 e pedem nota

  • Bahia Notícias
  • 06 Mar 2022
  • 08:30h

Foto: Reprodução / Sul Bahia News

Em protesto contra o reajuste dos combustíveis, condutores de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, abasteceram R$ 0,50 e solicitaram a impressão da nota fiscal. Na maioria dos postos da cidade, a gasolina ultrapassou os R$ 8 neste sábado (5).

A ação aconteceu após uma carreata que percorreu diversos pontos da região central do município pela manhã, sendo encerrada no início da tarde. De acordo com o site Sul Bahia News, o ato já estava sendo organizado há pelo menos uma semana e acabou coincidindo com o novo reajuste ocorrido hoje.

Segundo o Sindicombustíveis, a gasolina A teve aumento de R$ 0,6226 e o ICMS aumentou R$ 0,2921. Já o diesel S10 teve alteração de R$ 0,8720 e o aumento do ICMS do biodiesel S10 vai ter acréscimo de R$ 0,2366. Enquanto o aumento do diesel S500 é de R$ 0,9186 e do ICMS do biodiesel S500 é de R$ 0,2454.

Russo Mazepin não disputará F1 pela Haas; Pietro Fittipaldi pode ser substituto

  • Bahia Notícias
  • 05 Mar 2022
  • 14:05h

Pietro é neto de Emerson Fittipaldi | Foto: Divulgação

O piloto russo Nikita Mazepin não fará parte do time da Haas na temporada 2022 da Fórmula 1. O anúncio foi feito pela própria equipe, neste sábado (5), e tem como base a invasão da Rússia à Ucrânia. 

De acordo com o site ge.globo, o brasileiro Pietro Fittipaldi, neto do bicampeão mundial Emerson FIttipaldi, é cotado para substituí-lo. Ele disputou duas corridas pela equipe em 2020. 

Pietro compete com o italiano Antonio Giovinazzi, atualmente titular da Dragon Racing na Fórmula E. Na F1, Giovinazzi teve experiência entre 2019 e 2021, na Alfa Romeo. 

A pré-temporada da Fórmula 1 terá início no Bahrein, no próximo final de semana, entre 10 e 12 de março. A ideia é que o novo titular da equipe já assuma o volante. O GP do Bahrein está marcado para o dia 20 de março, e abre a temporada da categoria. 

"Se Nikita não puder correr, por um ou outro motivo, a primeira opção será Pietro. Obviamente, ele está conosco há alguns anos. E então veremos o que faríamos a seguir. Nos últimos anos precisávamos de um piloto reserva com a Covid por perto. Pietro sempre esteve por perto, conhece o time, conhece o carro. Para pular de um dia para o outro, não há ninguém melhor do que Pietro", afirmou Gunther Steiner, chefe da Haas, em entrevista ao jornalista Bob Varsha, no último mês.

Teixeira de Freitas: Casa pega fogo enquanto dono dormia

  • Bahia Notícias
  • 05 Mar 2022
  • 11:32h

Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Uma casa pegou fogo nesta sexta-feira (4) em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano. O dono do imóvel dormia quando as chamas se espalhavam e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros. O homem saiu pelos fundos da residência. Segundo a TV Santa Cruz, o fato ocorreu no bairro São Lourenço.

Logo que o fogo começou a se alastrar, moradores acionaram os bombeiros. Os agentes chegaram e para debelar as chamas precisaram ainda de um carro-pipa. Uma retroescavadeira também foi usada para retirar todo material inflamável do local. Ferro velho e material reciclável ajudaram o fogo a se espalhar pelo imóvel.

Além do proprietário, os bombeiros conseguiram tirar um cachorro do imóvel em chamas. O animal, que é chamado de Spike, estava em embaixo de um móvel e foi entregue ao dono. Tanto o dono do imóvel quanto o cão não sofreram ferimentos.