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- Bahia Notícias
- 17 Jun 2022
- 10:11h
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, na quinta-feira (16/6), o aumento de gasolina e diesel. A reunião que decidiu o reajuste aconteceu durante o feriado, em convocação de emergência. Os valores devem ser anunciados nesta sexta-feira (17).
De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, apesar de não estar sob a responsabilidade do conselho esse tipo de reajuste, o presidente do órgão, Márcio Weber, convocou a reunião para tentar dar um fim à crise que toma conta do assunto. O fato de, segundo a Petrobras, os preços estararem abaixo do mercado internacional fez com que o conselho tomasse a decisão.
Há quase 100 dias, a estatal não aumenta a gasolina, enquanto o último reajuste do diesel veio 37 dias atrás. Além disso, segundo a Associação Brasileira dos Importadores e Combustíveis (Abicom), a defasagem em relação ao combustível no mercado externo é de até 18% no diesel e de 14% na gasolina.
- por Renata Moura | Folhapress
- 17 Jun 2022
- 08:18h
Foto: Reprodução
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) foi vaiado nesta quinta-feira (16) em Natal (RN) em evento da pré-campanha do ex-presidente Lula (PT), de quem será vice na chapa à Presidência da República.
Alckmin foi vaiado nas duas vezes em que teve o nome anunciado no início do evento, realizado no estádio das Dunas. Ele e Lula não comentaram os apupos em seus discursos. A defesa ao ex-governador coube à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).
"Nesse palanque aqui, pode ter gente que divergiu. Pode ter gente que teve diferença e que lutou. Mas está quem defende a democracia contra o Bolsonaro. É contra esse cara que nós temos que lutar", afirmou Gleisi, sem mencionar o ex-governador.
Fátima também saiu em defesa de Alckmin. Ela agradeceu ao ex-presidente pela "pela sabedoria e sensibilidade" da necessidade de uma frente mais ampla.
"Pelo senhor entender que o momento que o país vive é tão grave, mas tão grave, que se fazia necessário sim esse movimento mais amplo, de construirmos uma aliança de perfil mais progressista. Por isso seja muito bem-vindo Geraldo Alckmin, nosso pré-candidato a presidente da República", disse a governadora.
A petista também foi alvo de algumas vaias ao comparar a aliança com Alckmin à coligação que está formando para sua reeleição ao governo do Rio Grande do Norte.
"Com esse senso de responsabilidade política, inspirados no movimento que o presidente Lula fez, nós estamos fazendo um movimento mais amplo. Trouxemos, sim, o MDB com o deputado Walter [Alves] para o nosso vice, o ex-prefeito do PDT [Carlos Eduardo Alves] para ser o candidato ao Senado. É assim que se faz política. Para que a gente possa avançar e melhorar a vida do povo, a gente precisa primeiro ganhar eleição", disse a governadora, no momento em que foi alvo de vaias.
O deputado Walter Alves é filho do senador Garibaldi Alves (MDB), que também foi alvo do público na abertura do evento.
O senador Jean-Paul Prates (PT-RN) negou que haja resistências da população ao nome de Alckmin no estado e na região. "De maneira nenhuma o nome dele será barreira para Lula. É una questão de conquista gradual. Como Lula disse, tudo mundo está remando agora para um lado só".
As vaias foram atribuídas por ele a militantes com raiva do governo atual. Pessoas que acompanharam o evento também disseram que quem vaiou estava na ala mais radical do partido, que só aceita determinadas alianças, mas que isso tende a ser resolvido.
Em seu discurso, Alckmin não comentou as vaias. Num rápido discurso -que chamou de "palavras telegráficas-, com a voz rouca, disse que o presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição, faz críticas às urnas por temer uma derrota.
"O Bolsonaro, quando diz que desconfia urna eletrônica, ele não confia no voto popular. Sabe que não merece um segundo mandato pelo desastre que levou o Brasil", disse o ex-governador.
Lula não comentou as vaias ao seu futuro vice na chapa. Ressaltou as políticas sociais das gestões do PT no governo federal.
Ele deu especial atenção ao que considera o protagonismo dos governos do PT na transposição do rio São Francisco. A paternidade sobre a obra vem sendo alvo de uma tentativa de apropriação por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL), que finalizou alguns trechos que estavam incompletos.
Estrategistas de Bolsonaro afirmam que a transposição e o Auxílio Brasil são os únicos trunfos que o presidente tem para tentar reduzir um pouco a enorme dianteira de Lula no Nordeste.
O PT, no entanto, lembra que governos do partido foram responsáveis por realizar 88% da transposição. Bolsonaro completou apenas os 2,5% finais.
"Agora o Bozo [Bolsonaro] está dizendo que [foi] ele quem fez. Outro dia vi um baixinho, um tal de [Rogério] Marinho. Ele é daqui? Ele estava numa TV pública dizendo que levou água. Desgraçado, não quer nem pagar pelo plágio que está fazendo. Todo mundo sabe quem construiu 88% do canal foi o governo do PT", disse o ex-presidente.
O evento de Lula em Natal acontece um dia antes de visita de Bolsonaro à cidade. O presidente vai lançar o programa "Internet Brasil" ao lado do ministro das Comunicações, Fábio Faria.
Gleisi mencionou em seu discurso a visita do presidente à cidade. "O coisa ruim vem para cá? Eu não sei o que ele vem fazer no Rio Grande do Norte".
O petista, por sua vez, visita nesta sexta-feira (17) Maceió (AL) e, no sábado (18), Aracaju (SE).
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- por Alexandre Brochado
- 16 Jun 2022
- 12:02h
Foto: Unsplash
Com a chegada do período do São João, os cuidados para evitar acidentes com fogo devem ser redobrados. Queimaduras com fogos de artifícios são bastantes comuns durante os festejos juninos e, segundo o cirurgião plástico, especialista em queimaduras e professor na Medicina FTC, Victor Felzemburgh, é necessário ter cautela desde a escolha dos materiais para curtir a festa.
“Em relação aos fogos de artifício tem que ter o cuidado desde a compra. Tem que ser em local que tenha autorização e tem que ter cuidado para não comprar fogos que não tenham procedência, que não tenham selo de qualificação, para não correr riscos de acidentes. E é importante seguir as instruções, principalmente os fogos de artifício que explodem, que é recomendado se afastar bastante”, explicou o especialista, em entrevista ao Bahia Notícias.
Felzemburgh alertou também sobre a questão das queimaduras com espada, tipo de fogos de artifício que está proibido na Bahia desde 2010 (saiba mais aqui). Conforme o médico, depois da Lei do Desarmamento, as espadas são consideradas armas, mas seguem sendo fabricadas de forma clandestina e não existe um controle da quantidade de pólvora, nem da potência de cada espada. E isso pode causar lesões ainda mais graves.
Mas não só esses fogos de artifício grandes que oferecem riscos. O especialista cita até mesmo aqueles pequenos fogos utilizados por crianças. “Uma coisa que acontece frequentemente, até um fogo de artifício que parece ser inofensivo, como aquelas ‘chuvinhas’, uma criança pode apontar em direção da outra e aquelas roupinhas de São João, que são muito perigosas, porque boa parte daquelas roupas é feita com tecidos altamente inflamáveis, e uma fagulha muito pequena pode causar uma queimadura grave numa criancinha. Temos que ter atenção nas fogueiras, nas roupinhas e nos fogos de menor intensidade também”, destacou.
Em casos de queimadura, não apenas com fogos, mas com qualquer tipo de acidente, Victor Felzemburgh recomenda que a primeira coisa que se deve fazer é colocar a mão ou o local que sofreu lesionado sob água corrente, em temperatura ambiente, para resfriar o local da queimadura.
“É importante observar que se for numa mão e tiver relógio, anel, alguma roupa grudada, se for possível tirar já retira, porque se não esse material pode grudar na pele, e se for anel ele pode garrotear o dedo”, orienta.
Com relação às sequelas, o médico disse que as queimaduras podem resultar em lesões de todo tipo. Segundo ele, toda queimadura, se for profunda, vai causar algum de tipo de lesão. Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia para retirar o tecido que está queimado e, a depender da profundidade da queimadura, isso poderá gerar um quadro ainda pior, pois durante a cicatrização o paciente pode sofrer algum tipo de alteração.
“Às vezes você tem uma queimadura em alguma dobra do corpo, como na mão, e isso pode alterar a mobilidade dos dedos. Uma bomba, além dos riscos imediatos de sequelas, a longo prazo [as queimaduras] podem interferir na movimentação dos membros”, ressaltou Victor.
De acordo com o especialista, neste mês a Sociedade Brasileira de Queimadura e a Sociedade de Cirurgia Plástica, das quais ele é membro, estão realizando uma campanha voltada ao “Junho Laranja”, que tem como foco chamar a atenção para o dia 6 de junho, instituído pela Lei 12.026/2009 como Dia Nacional de Luta contra Queimaduras. Para Victor, as campanhas voltadas ao tema são necessárias por serem uma forma de estar lembrando a população do risco de queimaduras e para que o acidente seja evitado.
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- Bahia Notícias
- 16 Jun 2022
- 11:00h
Foto: Divulgação
O caso suspeito da doença causada pelo vírus Monkeypox - conhecida como varíola do macaco - que estava sendo investigado pelos centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Salvador e o da Bahia (reveja aqui) foi descartado laboratorialmente. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (16) pelo laboratório de referência nacional.
A suspeita foi em indivíduo residente na capital baiana que apresentou a tríade de sintomas da doença: febre alta de início súbito, adenomegalia e erupção cutânea. O indivíduo encontra-se internado em unidade hospitalar da rede privada, em Salvador.
Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa. A erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.
- Bahia Notícias
- 15 Jun 2022
- 17:32h
Foto: Sesab
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) identificou o primeiro caso suspeito da doença causada pelo vírus Monkeypox, mais conhecida como varíola do macaco. De acordo com a Sesab, o indivíduo residente na capital baiana foi internado com a tríade de sintomas da doença: febre alta de início súbito, adenomegalia e erupção cutânea. O indivíduo encontra-se internado em unidade hospitalar da rede privada, em Salvador.
A amostra foi enviada ao Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), que encaminhou para a referência nacional. Ainda não há previsão de resultado laboratorial.
Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa. A erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.
- Bahia Notícias
- 15 Jun 2022
- 14:02h
Foto: Reprodução/Instagram
Simaria contou um pouco sobre os bastidores da sua relação com a irmã Simone, com quem faz dupla sertaneja. Os desentendimentos das artistas tomaram repercussão desde um episódio no Programa do Ratinho (lembre aqui).
De acordo com Simaria, o acontecimento no programa foi um “grito de socorro” e mostrou que chega a receber beliscões da irmã para se comportar de maneira diferente.
“Você sabe do Ratinho, que foi meu grito de socorro?. Tudo que vou fazer, sou discriminada pela Simone”, disse Simaria em entrevista ao colunista Leo Dias para o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. “Cala a boca, não faz isso, fica quieta”, continuou a cantora simulando cada beliscão.
“Você tem noção do que é passar 20 e tantos anos da sua vida sendo mandada calar a boca e não ser você mesma? Você é você mesmo ou um personagem?” questionou a cantora.
Recentemente o marido de Simone, Kaká Diniz, foi acusado de postar uma indireta para a cunhada em uma publicação nas redes sociais (lembre aqui).
- Bahia Notícias
- 15 Jun 2022
- 12:15h
Foto: Reprodução / Notícias da Lapa
O campus do Instituto Federal Baiano (IFBA) em Bom Jesus da Lapa e um colégio estadual da cidade, situada na região do Velho Chico, Oeste baiano, suspenderam as aulas presenciais nesta terça-feira (14). Conforme o Notícias da Lapa, a medida vale até o dia 30 de junho no Ifbaiano. Já no colégio São Vicente de Paulo, as aulas só retornarão na segunda-feira (20).
No Ifbaiano, 16 profissionais e estudantes testarem positivo para a Covid-19. Por meio de nota, a entidade informou que a contaminação foi confirmada após testagem da secretaria municipal de saúde. Além dos casos detectados, pessoas que frequentam a unidade apresentaram sintomas gripais.
Ainda segundo informações, as atividades presenciais ficarão mantidas apenas para os professores e técnico-administrativos. No colégio São Vicente de Paulo não foi informado o número de infectados pela Covid-19.
COVID-19 NA CIDADE
No último boletim municipal , divulgado nesta terça, a prefeitura informou o surgimento de mais 16 casos confirmados de novo coronavírus. Na cidade há 47 casos ativos da doença, ou seja, daqueles que podem contaminar outras pessoas.
Em números totais, Bom Jesus da Lapa acumula 7.378 casos confirmados de Covid-19 com 102 mortes provocadas. A prefeitura informou que não há pessoas hospitalizadas em decorrência da enfermidade.
- por Joana Cunha | Folhapress
- 15 Jun 2022
- 09:47h
Foto: Reprodução
A indústria brasileira de produtos para calçados e couro diz ter visto no encarecimento do frete da China um impulso aos negócios locais, especialmente na América Latina, segundo a Assintecal (associação do setor).
As exportações de componentes de couro e calçados somaram US$ 175 milhões (cerca de R$ 900 milhões) nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2021, alta de 21%, segundo dados da entidade.
Nos países da América Latina, que são cinco dos oito principais destinos das exportações, o crescimento foi de 32%.
Segundo a Assintecal, também cresceram os embarques para os Emirados Árabes e República Dominicana. A China segue como principal destino dos produtos brasileiros, com foco em químicos para tratamento de couros.
- Bahia Notícias
- 15 Jun 2022
- 07:37h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), vetou a regra aprovada pelo Congresso Nacional que restabelecia o despacho gratuito de bagagens em voos comerciais que operam no Brasil, de acordo com o Diário Oficial da União, publicado na manhã desta quarta-feira (15).
De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, que justificou o veto já nesta terça-feira (14), a volta do despacho gratuito de bagagens foi vetada, pois "a proposição aumentaria os custos dos serviços aéreos e o risco regulatório, o que reduziria a atratividade do mercado brasileiro a potenciais novos competidores e contribuiria para a elevação dos preços das passagens aéreas".
A retomada do despacho gratuito tinha sido incluída por deputados em uma medida provisória que alterava outras regras de funcionamento do setor aéreo – a mudança foi aprovada também pelos senadores.
Se fosse sancionada, a nova regra alteraria o Código de Defesa do Consumidor para incluir no rol das práticas abusivas a cobrança por parte das companhias aéreas por até um volume de bagagem em voos nacionais com peso inferior a 23 quilos, e em voos internacionais, com peso inferior a 30 quilos. O governo já havia indicado ser contra a retomada da gratuidade.
Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, a volta do despacho gratuito de bagagens foi vetada, pois "a proposição aumentaria os custos dos serviços aéreos e o risco regulatório, o que reduziria a atratividade do mercado brasileiro a potenciais novos competidores e contribuiria para a elevação dos preços das passagens aéreas".
Durante a votação no Congresso para a retomada da franquia gratuita, em maio deste ano, representantes de companhias aéreas de baixo custo (low-costs) defenderam que a eventual gratuidade geraria um aumento no preço das passagens e inviabilizaria a chegada de novas aéreas ao país.
- Bahia Notícias
- 14 Jun 2022
- 16:06h
Foto: Leonardo Rattes/Sesab
A Bahia registrou mais 92 casos de Covid-19 e mais 3 mortes em decorrência da doença nesta segunda-feira (13). O número de pessoas com o vírus chega a 2.569, enquanto outros 135 se recuperaram.
As informações são do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), divulgado no fim da tarde de ontem, e considera o quantitativo contabilizado nas 24 horas que antecederam sua veiculação.
De acordo com a pasta, os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde. "A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas", alertou o comunicado.
Mais de 1.554.741 casos foram confirmados desde o início da pandemia. Deste quantitativo, 1.522.213 já são considerados recuperados. Ao todo, 29.959 óbito foram confirmados.
A secretaria informou que contabiliza ainda 1.896.317 casos descartados e 337.019 em investigação. "Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas desta segunda-feira", ressaltou a Sesab.
Até o momento 11.602.728 pessoas estão vacinadas com a primeira dose, 10.698.558 com a segunda dose ou dose única, 6.063.122 com a dose de reforço e 389.920 com o segundo reforço.
Do público de 5 a 11 anos, 956.540 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 528.340 já tomaram também a segunda dose, informou o boletim.
- por Vinicius Sassine e Pedro Ladeira | Folhapress
- 14 Jun 2022
- 15:00h
Foto: Reprodução / Radar Amazônico
Investigadores que atuam no caso do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips afirmaram, sob a condição de anonimato, que as novas evidências e provas do caso —em especial a localização de pertences submersos no rio Itaquaí— reforçam a hipótese de que as atividades ilegais de pesca e a caça na região são o pano de fundo do sumiço dos dois.
Integrantes da Polícia Federal e da Polícia Civil no Amazonas também disseram, reservadamente, que as investigações ampliaram o número de suspeitos.
Dessa forma, há outras pessoas investigadas além de Amarildo Oliveira, o Pelado, preso em Atalaia do Norte (AM) por possível participação no desaparecimento. A prisão decretada pela Justiça do Amazonas é temporária, de até 30 dias. A família de Pelado diz que ele é inocente.
As autoridades não forneceram os nomes de quem são os novos suspeitos. A PF e a Polícia Civil vêm conduzindo as investigações, que correm sob sigilo.
Pereira e Phillips desapareceram em 5 de junho, durante retorno a Atalaia pelo rio Itaquaí e após passarem por comunidades ribeirinhas. Eles faziam um trabalho de campo na região do Vale do Javari, fora da terra indígena de mesmo nome.
Na Polícia Civil, o entendimento é que a localização dos pertences de Pereira e Phillips, amarrados num igapó —área de mata inundada por água, à margem do rio—, reforça a hipótese de que houve um crime. A motivação mais provável, dizem investigadores, é o constante conflito entre pescadores ilegais e lideranças que atuam em defesa do território indígena.
Policiais também investigam um suposto financiamento da atividade ilegal de pesca e caça pelo narcotráfico na região, um problema comum em praticamente toda a tríplice fronteira do Brasil com Peru e Colômbia.
Se for confirmada a conexão com tráfico internacional de um eventual crime, o caso passará a ter natureza federal e será investigado somente pela PF.
Pelado mora na comunidade ribeirinha São Gabriel. Os pertences de Pereira e Phillips foram encontrados num ponto da margem do Itaquaí próximo da comunidade.
A área está isolada desde sábado (11), depois que um indígena mayoruna, integrante de um grupo de buscadores indígenas, identificou alterações na vegetação da margem do rio, como se uma embarcação tivesse adentrado pela mata de forma abrupta.
No domingo (12), bombeiros mergulhadores encontraram uma mochila amarrada a uma árvore submersa. A forma como os objetos estavam presos à vegetação —disseram bombeiros no mesmo dia— é um indicativo de que houve intenção de ocultamento.
Também foram achados roupas, calçados e um documento pessoal de Pereira. A mochila era de Phillips, segundo a PF.
O material foi levado para perícia em Tabatinga, cidade na região da tríplice fronteira.
Quando confirmou a descobertas dos pertences de Pereira e Phillips, a PF informou que as buscas ocorrem "especialmente na área onde foi encontrada uma outra embarcação", aparentemente de propriedade de Pelado
Oito dias após o desaparecimento, esses eram os elementos de prova mais evidentes. As buscas foram retomadas nesta segunda-feira (13), mas não houve novas descobertas, segundo a PF.
A região do desaparecimento é marcada por forte exploração ilegal do pirarucu e de tracajás, principalmente dentro da terra indígena.
Há relatos de tiros contra bases de fiscalização da Funai (Fundação Nacional do Índio) por parte de pescadores ilegais. O cenário de conflitos levou a um reforço da vigilância empreendida pelos próprios indígenas, a partir de uma iniciativa da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari).
Pereira é servidor licenciado da Funai e prestava serviço à Univaja. Ele atuava como um fomentador da vigilância indígena.
Investigadores consideram que os resultados de três perícias serão decisivos para a elucidação do caso.
A mais importante, na visão deles, é a comparação do sangue colhido na canoa de Pelado com amostras de DNA das famílias de Pereira e Phillips.
Se o sangue não for de nenhum dos dois, a investigação pode ser arrastar mais, segundo investigadores ouvidos.
Também está pendente de perícia um "material orgânico aparentemente humano" recolhido no Itaquaí e os objetos pessoais do indigenista e do jornalista retirados do igapó.
Os próprios investigadores não sabem quanto tempo isso pode levar.
Nesta segunda, no mesmo instante em que policiais federais saíam de Atalaia do Norte para mais um dia de busca no rio Itaquaí, indígenas fizeram uma manifestação contra o governo Jair Bolsonaro (PL), contra as invasões à terra indígena e em defesa do trabalho feito por Pereira e Phillips.
Cerca de 200 indígenas participaram do protesto na cidade.
"Bruno lutou pelo Vale do Javari. Agora o Vale do Javari luta por Bruno, Dom e Maxciel", dizia uma das principais faixas da manifestação. Maxciel dos Santos era funcionário da Funai e foi executado na região em 2019. A suspeita é de que a morte teve relação com a atuação do funcionário contra invasões à terra indígena.
"Querem acabar com nossos pirarucus e tracajás, e Bruno nos defendia", disse a cacique Sandra Mayouruna, em sua língua, no palco na praça, ponto final da manifestação. "Bolsonaro tem raiva dos povos indígenas, e ele deveria ser presidente de todos os brasileiros."
O último destino visitado pelos dois antes do desaparecimento foi a comunidade de São Rafael, vizinha de São Gabriel. Pereira queria se encontrar com o pescador Manoel Sabino da Costa, o Churrasco, tio de Pelado. Ele é o líder da comunidade, e a intenção de Pereira era discutir formas de manejo sustentável do pirarucu, segundo Churrasco afirmou à Folha.
O pescador foi ouvido como testemunha pela PF, pela Polícia Civil e pela PM. Pereira deixou um bilhete para que Churrasco ligasse quando estivesse em Atalaia do Norte. O indigenista nunca chegou à cidade.
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- por Marianna Holanda | Folhapress
- 14 Jun 2022
- 12:01h
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta segunda-feira (13) que o suposto acordo que ele afirma ter feito com Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que escrevesse nota de recuo após os atos de raiz golpista do 7 de Setembro envolvia o encerramento do inquérito das fake news e uma solução para Zé Trovão, apoiador alvo de investigações.
Bolsonaro e seus aliados são alvos desse inquérito, relatado por Moraes.
O chefe do Executivo afirmou, na semana passada, que existia essa espécie de acordo, mas o ex-presidente Michel Temer (MDB), que intermediou e acompanhou a conversa, nega. Procurado, Moraes não comentou as declarações do presidente.
"Eu assinei a carta. Eu me descapitalizei politicamente. Levei pancada para caramba em troca de um cumprimento do outro lado da linha, coisa simples, até sobre esse inquérito que não tinha cabimento", disse Bolsonaro a jornalistas em frente ao Palácio do Planalto.
Questionado se o suposto acordo envolveria o inquérito de fake news, que tem como alvo aliados do presidente, ele confirmou.
"Envolvia sim. Um ou dois meses e ia botar um ponto final. Lamentavelmente do outro lado não veio nada."
Em seguida, Bolsonaro disse também ter conversado com Moraes sobre o caminhoneiro bolsonarista Zé Trovão. O apoiador chegou a ser preso, mas em fevereiro deste ano Moraes revogou a preventiva, mantendo o uso da tornozeleira eletrônica.
"Até tratamos sobre o [Zé] Trovão. Tínhamos o risco do Trovão voltar para cá [ele estava foragido], ser preso e o Brasil parar. Como vamos tratar o caso do Trovão. Foi discutido ali. 'Eu vou tratar dessa maneira.' E nada foi cumprido, nada, zero", disse Bolsonaro.
A prisão de Zé Trovão foi decretada por Moraes quatro dias antes do feriado de 7 de Setembro, após o ministro analisar informações, incluindo vídeos divulgados nas redes sociais, sobre a participação dele na mobilização pró-Bolsonaro para a data.
Foi a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) que o caminhoneiro passou a ser alvo da investigação sobre os atos antidemocráticos do Dia da Independência.
Esta é a primeira vez que Bolsonaro detalha o que estaria neste suposto acordo feito com o ministro do Supremo.
Em nota divulgada na semana passada, o ex-presidente Michel Temer negou. "As conversas se desenvolveram em alto nível como cabia a uma pauta de defesa da democracia. Não houve condicionantes e nem deveria haver pois tratávamos ali de fazer um gesto conjunto de boa vontade e grandeza entre dois Poderes do Estado brasileiro", disse.
A carta a que Bolsonaro diz ter levado "pancada" por ter assinado foi a nota divulgada dois dias depois dos atos de raiz golpista, em que ele exortou descumprimento de decisão judicial e chamou Moraes de "canalha".
No texto, redigido com ajuda de Temer (antecessor de Bolsonaro e responsável pela indicação de Moraes ao STF), o chefe do Executivo dizia nunca ter tido "nenhuma intenção de agredir quaisquer Poderes".
A nota surpreendeu por ter um tom bem diferente do que ele vinha adotando nos últimos meses.
"Não vou te falar [o que foi combinado]. A carta está pública, nós combinamos ali outras questões pra exatamente diminuir a pressão sobre essa perseguição que ele faz até hoje em cima de pessoas que me apoiam", disse, na semana passada.
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- por Felipe Sá | Folhapress
- 14 Jun 2022
- 10:06h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Economia autorizou a abertura de concursos públicos para preencher mil vagas de técnico do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e 699 de analista tributário e auditor fiscal da Receita Federal.
O cargo de técnico do INSS exige nível médio de escolaridade e oferece salário de aproximadamente R$ 6.500. Para o concurso da Receita, a exigência é que o candidato tenha nível superior. A remuneração é a partir de R$ 11 mil, para o cargo de analista, e de R$ 21 mil, para o cargo de auditor.
O último concurso público do INSS foi realizado em 2015 e perdeu a validade em 2018. Na época, 3,5 mil candidatos foram aprovados para 950 vagas.
No concurso da Receita Federal, serão 469 vagas para o cargo de analista tributário e 230 para auditor fiscal.
A autorização foi publicada na edição desta segunda-feira (13) do Diário Oficial da União. De acordo com as portarias, os dois concursos dependem de autorização do Ministério da Economia e estão condicionados à existência de vagas.
Além disso, o preenchimento das vagas dependerá da adequação orçamentária e financeira da nova despesa à LOA (Lei Orçamentária Anual) e sua compatibilidade com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
O prazo para a publicação do edital de abertura do concurso público será de seis meses, contado a partir da publicação do texto. Isso significa que os editais devem ser publicados até 13 de dezembro.
Para a Receita Federal, foi autorizada uma redução para dois meses entre o período de publicação do edital e a realização da primeira prova do concurso.
PREVISÃO DE VAGAS NÃO PREENCHE DÉFICIT NO INSS
Segundo levantamento da Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde), o INSS possui um déficit de aproximadamente 23 mil servidores em todo país, entre os cargos de técnico e de analista do seguro social.
Viviane Peres, diretora da entidade, afirma que o órgão perdeu cerca de 50% do quadro de funcionários desde a realização do último concurso e conta, atualmente, com 19 mil trabalhadores. "Foram cerca de 20 mil servidores que deixaram o quadro do INSS nos últimos dez anos", diz.
Para a entidade, as vagas anunciadas para o preenchimento do cargo de técnico do INSS não serão suficientes para suprir a necessidade de recomposição da força de trabalho. "Com esse déficit, é impossível o INSS conseguir diminuir a fila de benefícios represados à espera de análise. Também precisamos de mais analistas, que não estão contemplados nesse concurso. É uma fila que aumenta progressivamente", afirma Viviane.
Em maio, a fila de perícias médicas do INSS ultrapassou mais de 1 milhão de agendamentos, segundo informações do Ministério do Trabalho e Previdência. O número de perícias inclui todos os tipos de benefícios que necessitam de avaliação médica para serem concedidos, como o auxílio-acidente, auxílio por incapacidade temporária —antigo auxílio-doença—, e aposentadoria por incapacidade permanente —antiga aposentadoria por invalidez, além do BPC (Benefício de Prestação Continuada) para pessoas com deficiência. Além disso, há a fila de espera para benefícios que não dependem de perícias, como aposentadorias e pensões por morte.
SERVIDORES DA RECEITA FARÃO PROTESTO
Os servidores da Receita Federal também consideram insuficiente o número de vagas do concurso autorizado pelo governo. A categoria prepara um protesto para esta terça-feira (14), às 14h, nas superintendências da Receita de todo o país. Em São Paulo, a manifestação será na av. Prestes Maia, 733, no saguão do Ministério da Economia, região central da capital.
Segundo o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), nos últimos dez anos, a perda de servidores foi de 50%. O quadro, que incluía 13,3 mil auditores em 2012, agora tem 7.700, sendo que em 2007 foram enviados 5.500 auditores. No caso dos analistas, nunca houve reposição, diz o sindicato.
Para a categoria, o concurso anunciado atende apenas em parte o que vem sendo reinvindicado desde o final do ano passado, que inclui o cumprimento da lei 13.464/2017, com bônus para os servidores, além de manifestação contra o projeto 17/2022, apelidado de "Código de Defesa do Sonegador", "proposta que visa acabar com a fiscalização da Receita Federal e desprestigiar ainda mais os auditores fiscais", diz nota.
Procurados, a Receita afirmou que não irá comentar e o INSS disse, em nota, que "o número de vagas não foi o quantitativo inicialmente solicitado pelo órgão, mas que já representa um avanço", segundo o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira.
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- Por redação I Brumado Urgente
- 14 Jun 2022
- 09:10h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
O mercado como um todo é muito dinâmico, num contexto globalizado e com as inovações que ocorrem a todo o momento, quem não se atualiza fica para trás. E é justamente dentro desta nova dinâmica mundial que a Auto Escola Fórmula chega a Brumado, para ser um referencial em tecnologia, atendimento, fácil localização, infraestrutura e qualificação técnica.
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- por Nicole Angel, de Brasília
- 14 Jun 2022
- 07:48h
Foto: Agência Senado
O Senado Federal aprovou na noite desta segunda-feira (13) o texto-base do projeto (PL 18/22) que cria o teto de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, transportes e telecomunicações. O projeto foi aprovado por 65 votos favoráveis e 12 contra.
O principal objetivo do projeto é estabelecer que os combustíveis, a energia elétrica, as comunicações e o transporte coletivo passarão a ser considerados bens e serviços essenciais.
Essa definição proíbe os estados de cobrarem taxa superior à alíquota geral do ICMS, que varia entre 17% e 18%, sobre esses itens. Atualmente, esses bens e serviços são classificados como supérfluos – e o ICMS incidente em alguns estados supera os 30%.
Antes do início da sessão, foram apresentadas 77 emendas pelos senadores da Casa. O relator do projeto, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), analisou as emendas propostas logo no início da sessão e dentre elas, acatou 24 parcialmente.
Entre as principais alterações estão a garantia de repasses aos municípios, educação e saúde que usam os recursos do ICMS e a correção pela inflação da arrecadação de 2021 para calcular a perda de receita do ICMS com combustíveis, energia elétrica, transportes e telecomunicações.
Agora, os senadores analisam os destaques e após a votação, o texto volta para nova apreciação da Câmara.
A proposta foi aprovada na Câmara no mês passado, e agora deve voltar para apreciação dos deputados, já que houve alterações no texto aprovado por eles.