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- g1 Goiás
- 04 Out 2022
- 16:08h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um menino de 2 meses de vida morreu após ser atingido, a princípio, por um celular jogado pelo próprio pai na tentativa de atingir a esposa, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O homem não foi preso e prestou depoimento à Polícia Civil espontaneamente.
"Ele pode ser indiciado por lesão corporal seguida de morte, como ele prestou socorro levando o menino para o hospital, a intenção pode ter sido lesionar e não matar", esclareceu a delegada Samya Barros.
A delegada disse nesta segunda-feira (3) que pediu perícia no corpo, porque há suspeita de que as lesões são incompatíveis com lesões culposas, quando não há intenção de machucar.
Foto: Kris de Lima/TV São Francisco
O Rio São Francisco, terceira maior bacia hidrográfica do Brasil, completa 521 anos de descobrimento nesta terça-feira (4), e os especialistas do MapBiomas alertam que, nas últimas três décadas, 50% do seu volume de água foi perdido.
O Velho Chico, como é popularmente conhecido, passa por seis estados brasileiros: Bahia, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além do Distrito Federal.
De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), os principais riscos à bacia são: desmatamento; poluição urbana, industrial, mineral e agrícola; e alto consumo de água para irrigação. O comitê destaca a importância de preservar a bacia, que abrange 8% do território nacional.
Estudos feitos pelo comitê apontam dois problemas que refletem na saúde do rio: a perda de água potável e a falta de saneamento básico. De acordo com pesquisadores, ao distribuir água para consumo humano, há uma perda de 40% de água potável, o que corresponde a 7,5 mil piscinas olímpicas de água potável perdidas todos dias, quantidade suficiente para abastecer 63 milhões de brasileiros em um ano.
A bacia hidrográfica do Rio São Francisco tem uma extensão 2.863 km e uma área de drenagem de mais de 639.219 km².
Na Bahia, o rio passa por diversas cidades, como Juazeiro, no norte, onde faz divisa com o estado de Pernambuco. Em Bom Jesus da Lapa, no oeste, existe a forte presença de ribeirinhos, enquanto em Paulo Afonso, também no norte, o Velho Chico abastece um dos maiores complexos hidrelétricos do Brasil, composto por um conjunto de usinas que produzem 4.279,6 megawatts de energia, gerada a partir da força das águas da Cachoeira de Paulo Afonso, um desnível natural de 80 metros do rio.
Além disso, o São Francisco também abrange o reservatório de Sobradinho, posicionado a 748 km de sua foz. Além da geração de energia elétrica para o Nordeste, esta é a principal fonte de regularização dos recursos hídricos da região, conforme a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).
O reservatório de Sobradinho tem cerca de 320 km de extensão, com uma superfície de espelho d'água de 4.214 km2 e uma capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos. Esses números o tornam o maior lago artificial do mundo.
Além disso, o rio São Francisco tem grande importância na agricultura do Vale do São Francisco, um dos maiores celeiros da fruticultura brasileira. Os pomares empregam 250 mil trabalhadores e produzem quase 1,5 milhão de toneladas de frutas por ano. Este é o maior polo nacional de produção de manga, com colheita média de mais de 750 mil toneladas da fruta a cada safra.
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Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Os eleitores da Bahia elegeram, neste domingo (2), os 39 deputados federais que irão compor a bancada baiana na Câmara dos Deputados em Brasília, a partir de 2023. Da atual bancada, 36 parlamentares tentaram a reeleição, mas somente 28 tiveram sucesso. A renovação foi de quase 30%.
Além dos deputados que não conseguiram se reeleger, outros três atuais deputados federais baianos (João Roma, Cacá Leão e Ronaldo Carletto) disputaram outros cargos, mas também não foram eleitos.
No estado, 673 pessoas tiveram candidaturas aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral e disputaram as 39 vagas da Bahia na Câmara. O deputado Otto Filho, que é filho do senador Otto Alencar, foi o campão de votos no estado com mais de 200 mil votos.
Foram reeleitos: Otto Filho (PSD), Elmar Nascimento (União Brasil), Antonio Brito (PSD), Claudio Cajado (PP), Mário Negromonte Jr (PP), Paulo Azi (União Brasil), Jorge Solla (PT), Zé Neto (PT), Daniel (PC DO B), Alice Portugal (PCdoB), Adolfo Viana (PSDB), Marcio Marinho (Republicanos), Afonso Florence (PT), Sérgio Brito (PSD), Waldenor Pereira (PT), Lídice da Mata (PSB), Bacelar (PV), Arthur Maia (União Brasil), Paulo Magalhães (PSD), Alex Santana (Republicanos), Joseildo Ramos (PT), João Carlos Bacelar (PL), Valmir Assunção (PT), Leur Lomanto Jr (União Brasil), José Rocha (União Brasil) , Pastor Sargento Isidório (Avante), Felix Mendonça (PDT) e Raimundo Costa (Podemos).
Entre os 11 novos nomes da bancada baiana na Câmara estão velhos conhecidos da política estadual, como o vice-governador João Leão (PP). Além disso, cinco herdeiros políticos surgem como novidade. Diogo Coronel (PSD) é filho do senador Ângelo Coronel, Neto Carletto (PP) é sobrinho do deputado federal Ronaldo Carletto. Roberta Roma (PL) é esposa do deputado federal João Roma, derrotado nas eleições para governador.
Já Gabriel Nunes (PSD) é filho do deputado licenciado e atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, José Nunes, enquanto Ivoneide Caetano (PT) é esposa do ex-deputado federal e ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano.
Os demais novatos são os ex-deputados estaduais Léo Prates (PDT), Deputado Dal (União) e Capitão Alden (PL), além de Ricardo Maia (MDB) e a ex-vereadora de Salvador Rogéria Santos (Republicanos).
Os deputados quem tentavam a reeleição e perderam o mandato foram: Marcelo Nilo (Republicanos), Professora Dayane Pimentel (União), Tito (Avante), Uldurico Junior (MDB), Charles Fernandes (PSD), Igor Kannário (União), Joceval Rodrigues (Cidadania) e Josias Gomes (PT).
Veja a relação dos deputados federais eleitos na Bahia por ordem de votação (em negrito os reeleitos)
- Otto Filho - PSD: 200.909
- Elmar Nascimento - UNIÃO BRASIL: 175.439
- Diego Coronel - PSD: 171.684
- Antonio Brito - PSD: 165.386
- Neto Carletto - PROGRESSISTAS: 164.655
- Roberta Roma - PL: 160.731
- Claudio Cajado - PROGRESSISTAS: 154.098
- Mário Negromonte Jr - PROGRESSISTAS : 147.711
- Léo Prates - PDT: 143.763
- Deputado Dal - UNIÃO: 140.435
- Gabriel Nunes - PSD: 138.448
- Paulo Azi - UNIÃO BRASIL: 137.383
- Ricardo Maia - MDB: 136.834
- Jorge Solla - PT: 128.968
- Zé Neto - PT: 128.439
- Daniel - PCdoB: 125.374
- Alice Portugal - PCdoB: 124.358
- Adolfo Viana - PSDB: 123.199
- Marcio Marinho - REPUBLICANOS: 118.904
- Afonso Florence - PT: 118.021
- Sérgio Brito - PSD: 116.960
- Waldenor Pereira - PT: 113.110
- Lídice Da Mata - PSB: 112.385
- Bacelar - PV: 110.787
- Arthur Maia - UNIÃO BRASIL: 108.672
- Paulo Magalhães - PSD: 107.093
- Alex Santana - REPUBLICANOS: 106.940
- Ivoneide Caetano - PT: 105.885
- Joseildo Ramos - PT: 104.228
- João Leão - PROGRESSISTAS: 102.376
- Capitão Alden - PL: 95.151
- João Carlos Bacelar - PL: 90.229
- Valmir Assunção - PT: 90.148
- Rogéria Santos - REPUBLICANOS: 82.012
- Leur Lomanto Jr - UNIÃO BRASIL: 82.004
- José Rocha - UNIÃO BRASIL: 78.833
- Pastor Sargento Isidório - AVANTE: 77.164
- Felix Mendonça - PDT: 71.774
- Raimundo Costa - PODEMOS: 53.486
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- g1 BA e TV Sudoeste
- 04 Out 2022
- 07:07h
Foto: TV Sudoeste
Um operário de 43 anos morreu após o elevador de uma construção em que ele trabalhava despencar do oitavo andar, nesta segunda-feira (3), no bairro Aeroporto Velho, em Guanambi, sudoeste da Bahia.
A vítima, identificada como José Carlos dos Santos, sofreu traumatismo craniano. Segundo uma testemunha que estava no local do acidente, o homem colocava materiais no elevador de carga quando houve um estrondo.
A Polícia Civil isolou o local e o corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade. De acordo com a polícia, na quarta-feira (4) uma equipe vai ao local para identificar os responsáveis pela obra, que serão intimados a prestar esclarecimentos.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2022
- 19:51h
Foto: Divulgação
Nenhuma morte foi registrada por covid-19 de sábado (1º) para o domingo (2), conforme dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Apenas dois casos de covid foram registrados no período. Dos 1.698.100 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.666.598 já são considerados recuperados, 799 encontram-se ativos e 30.703 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.
O boletim epidemiológico deste domingo (2) contabiliza ainda 2.033.977 casos descartados e 358.515 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas deste domingo. Na Bahia, 67.007 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.
Será realizada no próximo dia 05, quarta-feira, as 19:00 horas na sede da OAB Subseção de Brumado, uma palestra com o Juiz Federal - Dr. João Batista de Castro Júnior.
A temática abordada será sobre Desapropriação e possíveis soluções processuais para a lentidão da tramitação processual.
Vale ressaltar, que o palestrante é o Juiz titular da 1º Vara da Justiça Federal da Subseção Judiciária de Vitória da Conquista, tendo ampla experiência no julgamento de Ações de Desapropriação ajuizadas pelo poder público.Para participar da palestra, o interessado poderá realizar a sua inscrição no início do evento, devendo para tanto, contribuir com a doação de 1 kg de alimento não perecível.
Lembrando que, será disponibilizado Certificado de participação como Ouvinte, com a carga horária de 02 (duas) horas.
O palestrante Dr. João Batista de Castro Júnior é Graduado em Direito pela UFBA, Doutor em Linguística e Cultura pela mesma Universidade, leciona Teoria da Constituição e Teoria do Processo como professor adjunto do Curso de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e Juiz Federal.
Contamos com a sua presença.
Atenciosamente,
Bianca Lago Gomes
Presidente da Comissão de Direito Agrário e Advocacia Extrajudicial da OAB – Brumado.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (3) a antecipação em uma semana do pagamento das parcelas de outubro do Auxílio Brasil e, consequentemente, do vale-gás. Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal.
A medida acontece um dia após o primeiro turno das eleições presidenciais e a confirmação de que a disputa será definida em um segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a antecipação, os depósitos do benefício de R$ 600 terão início na próxima semana, dia 11, e terminarão no dia 25, dias antes da realização do segundo turno, que acontecerá no dia 30 de outubro. O calendário original previa pagamentos entre os dias 18 e 31 de outubro.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2022
- 15:25h
Foto: Bahia Notícias
O número de abstenção de eleitores na Bahia aumentou no primeiro turno das eleições deste ano. Neste domingo (2), dos 11,2 milhões de eleitores aptos a votarem, 2,4 milhões não compareceram às urnas. No total, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contabilizou 8,8 milhões de pessoas, que votaram em uma das 34.424 urnas eletrônicas espalhadas pelo estado.
O percentual de abstenção chegou à 21,35%. Em 2018, o número de abstenção era de 20,74%, com ausência de 2,1 milhões de eleitores. Entretanto, naquela época, a Bahia tinha pouco mais de 10 milhões de votantes.
NULOS E BRANCOS
Cerca de 499,8 mil eleitores anularam o voto para governador do estado, o que representa 5,64% dos eleitores. Já 236.750 eleitores votaram em branco, correspondendo a 2,67% dos eleitores. Para senador, foram 1,09 milhão de votos nulos, correspondente à 12,39% e 533 mil votos em branco, totalizando 6,01% do eleitorado no estado.
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Foto: Tiago Ghizoni/NSC
Os eleitores baianos que não votaram no primeiro turno das eleições, no domingo (2), devem justificar a ausência. A justificativa pode ser feita através do aplicativo e-Título, no site do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ou presencialmente, na sede do órgão.
O prazo para fazer a justificativa é de até 60 dias. No entanto, mesmo sem justificar, o eleitor pode votar no segundo turno, que ocorrerá no dia 30 de outubro.
Caso o eleitor não justifique a ausência dentro do prazo, ele terá que pagar uma multa de cerca de R$ 50. O pagamento pode ser feito presencialmente, no Banco do Brasil, através do PIX ou do cartão de crédito através do PagTesouro, plataforma digital de recolhimento de valores junto à "Conta Única" do Tesouro Nacional.
Já quem optar pelo pagamento com o cartão de crédito, será redirecionado para o aplicativo do Mercado Pago ou PicPay. Após o pagamento da multa, é necessário aguardar a identificação pela Justiça Eleitoral e o registro da quitação do débito pela zona eleitoral. A situação do eleitor ficará regular após o débito ser registrado no cadastro eleitoral.
Caso haja urgência para regularizar a situação, o eleitor pode entrar em contato com a zona eleitoral em que está inscrito para pedir orientações sobre o registro da quitação da multa no sistema.
De acordo com o analista judiciário Jaime Ribeiro, se o eleitor não votar, nem justificar a ausência por três vezes seguidas, o título será cancelado. Além disso, o eleitor será proibido de se matricular em escolas e universidades públicas, bem como obter passaporte e solicitar empréstimos em bancos públicos.
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Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Os eleitores baianos elegeram, neste domingo (2), 39 deputados federais que irão compor a Câmara dos Deputados em Brasília, a partir de janeiro de 2023.
Os três deputados mais votados foram: Otto Filho (PSD), Elmar Nascimento (União Brasil) e Diego Coronel (PSD). Juntos, eles tiveram um total de 546.363 votos.
Veja a relação dos deputados federais eleitos:
- Otto Filho - PSD: 200.909
- Elmar Nascimento - UNIÃO BRASIL: 175.439
- Diego Coronel - PSD: 171.684
- Antonio Brito - PSD: 165.386
- Neto Carletto - PROGRESSISTAS: 164.655
- Roberta Roma - PL: 160.731
- Claudio Cajado - PROGRESSISTAS: 154.098
- Mário Negromonte Jr - PROGRESSISTAS : 147.711
- Léo Prates - PDT: 143.763
- Deputado Dal - UNIÃO: 140.435
- Gabriel Nunes - PSD: 138.448
- Paulo Azi - UNIÃO BRASIL: 137.383
- Ricardo Maia - MDB: 136.834
- Jorge Solla - PT: 128.968
- Zé Neto - PT: 128.439
- Daniel - PCdoB: 125.374
- Alice Portugal - PCdoB: 124.358
- Adolfo Viana - PSDB: 123.199
- Marcio Marinho - REPUBLICANOS: 118.904
- Afonso Florence - PT: 118.021
- Sérgio Brito - PSD: 116.960
- Waldenor Pereira - PT: 113.110
- Lídice Da Mata - PSB: 112.385
- Bacelar - PV: 110.787
- Arthur Maia - UNIÃO BRASIL: 108.672
- Paulo Magalhães - PSD: 107.093
- Alex Santana - REPUBLICANOS: 106.940
- Ivoneide Caetano - PT: 105.885
- Joseildo Ramos - PT: 104.228
- João Leão - PROGRESSISTAS: 102.376
- Capitão Alden - PL: 95.151
- João Carlos Bacelar - PL: 90.229
- Valmir Assunção - PT: 90.148
- Rogeria Santos - REPUBLICANOS: 82.012
- Leur Lomanto Jr - UNIÃO BRASIL: 82.004
- José Rocha - UNIÃO BRASIL: 78.833
- Pastor Sargento Isidório - AVANTE: 77.164
- Felix Mendonça - PDT: 71.774
- Raimundo Costa - PODEMOS: 53.486
Foto: Fábio Tito/g1
O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, disse neste domingo (2) que o segundo turno das eleições será "apenas uma prorrogação". O petista discursou, em São Paulo, logo após a divulgação do resultado do 1º turno das eleições de 2022.
Lula disputará o segundo turno com o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). Às 22h35, o petista tinha 48,28% dos votos válidos, e o candidato do PL à reeleição, 43,33% dos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por esses números, nenhum dos dois poderia vencer em primeiro turno, o que acontece quando o candidato à Presidência supera os 50% de votos válidos.
"Durante toda esta campanha, a gente esteve à frente nas pesquisas de opinião pública, de todos os institutos, e eu sempre achei que a gente ia ganhar essas eleições e eu quero dizer pra vocês que nós vamos ganhar estas eleições. Isso pra nós é apenas uma prorrogação", disse o candidato.
Lula afirmou ainda que "quem sabe, pra desgraça de alguns" ainda tem 30 dias para fazer campanha e que pretende viajar mais e "conversar mais com as pessoas".
"Nós vamos ter que viajar mais, fazer mais ato, mais comício, mais debate, vamos ter que conversar mais com as pessoas e vamos ter que convencer a sociedade brasileira daquilo que nós estamos propondo", afirmou Lula.
O petista disse ainda que o segundo turno é uma chance de "amadurecer" as propostas e a "conversa com a sociedade".
"Eu nunca ganhei uma eleição no primeiro turno. Toda eleição que eu disputei foi no segundo turno, todas. O que é importante é que o segundo turno é a chance de você amadurecer as tuas propostas e a tua conversa com a sociedade. É de você construir um leque de alianças, um leque de apoio antes de você ganhar para você mostrar pro povo o que vai acontecer, o que vai governar este país", disse Lula.
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Com 99% das urnas apuradas, está definido que Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União BrasiL) farão o segundo turno nas eleições da Bahia. A definição ocorreu somente no fim do apuração, com 99,08% das urnas apuradas. Com isso, depois de 28 anos, a eleição para governo do estado será definida em uma nova rodada.
Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) decidirão no próximo dia 30 quem será o futuro governador da Bahia. O resultado ficou matematicamente confirmado às 22h50, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 99% das urnas apuradas, o ex-secretário de educação tinha 3.974.015 votos (49%) no primeiro turno e o ex-prefeito de Salvador, 3.294.467 votos (40%). João Roma (PL) recebeu 734.012 votos (9%) e ficou em terceiro lugar.
O resultado, com Jerônimo a frente, se mostrou diferente das pesquisas de intenção de voto divulgadas no sábado (1), véspera da eleição, que apontavam ACM Neto na liderança de intenção de voto divulgadas pelo Ipec (antigo Ibope) e Datafolha. No entanto, ambas já registravam o crescimento de Jerônimo Rodrigues.
O estado volta a ter segundo turno depois de 28 anos. A última vez foi em 1994, quando Paulo Souto (PFL) enfrentou João Durval (PMN). Após confirmação de que haverá segundo turno, a expectativa agora é pelos pronunciamentos de Jerônimo e ACM Neto.
Segundo a apuração do TSE às 23h26
- João Roma (PL) tem 734.039 mil votos (9%)
- Kleber Rosa (PSOL) tem 48 mil votos (0.62%%)
- Giovani Damico (PCB) tem 5.924 votos (0,07%)
- Marcelo Millet (PCO) tem 825votos (0,01% )
Foram registrados até o momento 496.163 (5,64%) e 235.639 (2,68%). A abstenção chegou a 2.386.347 (21,34%) de eleitores.
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- g1 BA e TV Oeste
- 02 Out 2022
- 08:11h
Foto: Divulgação
Focos de incêndio foram registrados em vegetação de cidades como Ibicoara, Mucugê e trecho de Andaraí, próximo ao rio Piaba, na Chapada Diamantina. De acordo com brigadistas voluntários, as chamas foram observadas na quarta-feira (28) e foram controladas na madrugada deste sábado (1º).
Com apoio do Graer, bombeiros e brigadistas de Lençóis, Campos de São João e Palmeiras, passaram a madrugada deste sábado combatendo o fogo.
Uma média de 30 combatentes entre brigadistas e bombeiros foram encaminhados ao local desde para combater ao incêndio que atinge a região da Chapada.
"Os brigadistas estão entrando em ação junto com os bombeiros, mas é fundamental, como sempre, o apoio de logística dos órgãos competentes. O que sempre acontece é a falta de equipamento para os brigadistas voluntários, que são as pessoas que vão para as serras, que conhecem bem os locais e que podem acompanhar os bombeiros. Eles fazem o trabalho fundamental de combate. A prevenção é também uma coisa que precisa ser organizada, monitoramento faz a diferença para diminuir a necessidade de combate", detalhou a brigadista Olívia Taylor.
Pouco mais de cinco mil urnas eletrônicas deixaram o Centro de Apoio Técnico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), na BR-324, na manhã deste sábado (1º), com destino a 19 zonas eleitorais na capital baiana e na Região Metropolitana de Salvador.
A escolta das urnas foi feita pela Polícia Militar. A ação, coordenada pelo Comando de Operações Policiais Militares (COPPM), contou com a participação 150 policiais militares e 76 viaturas para o transporte dos equipamentos para escolas, entre outros locais de votação.
"Essa é uma das etapas do pleito eleitoral no nosso país. Acompanharemos as vans que estão sendo preparadas pelo TRE até os locais de votação. As nossas equipes também ficarão responsáveis pelo recolhimento das urnas, que acontecerá amanhã [domingo], após encerramento do pleito", explicou a major Gisele Dantas do COPPM, coordenadora da Operação de Escolta das Urnas Eletrônicas.
- por Uirá Machado / Folhapress
- 01 Out 2022
- 12:07h
Foto: Divulgação
Pesquisadores brasileiros submeteram as eleições de 2018 a cinco diferentes testes matemáticos para tentar identificar indícios de fraude. Conclusão: não encontraram nenhuma evidência de irregularidade.
O trabalho é mais um a contrariar afirmações do presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito das urnas eletrônicas. Sem apresentar provas, ele questiona o sistema e diz que deveria ter vencido em primeiro turno no pleito realizado há quatro anos, hipótese rechaçada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Os testes aplicados nessa nova pesquisa não miraram a integridade das urnas eletrônicas ou a transmissão das informações. Em vez disso, verificaram se o total de votos atribuídos a cada candidato seguia padrões normais ou se havia alguma coisa estranha nesses números.
Ou seja, não analisaram o processo, mas o próprio resultado da votação em cada uma das seções eleitorais. Esse procedimento pode parecer confuso à primeira vista, mas faz bastante sentido.
Imagine que uma pessoa acerte a Mega-Sena dez vezes seguidas. Mesmo sem analisar as casas lotéricas ou os bilhetes, é razoável desconfiar que houve fraude apenas pela maré de sorte bastante incomum.
Nesse exemplo, o resultado (ganhar dez vezes seguidas na Mega-Sena) é visto como indício de algo errado no processo (casas lotéricas ou bilhetes). Órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União) utilizam esse tipo de procedimento para supervisionar planilhas de execução orçamentária, por exemplo. Se a matemática aponta a existência de algo fora da curva nas planilhas, o passo seguinte é investigar a fundo o que aconteceu, para comprovar ou descartar a fraude.
Foi o que fizeram os pesquisadores em relação à eleição de 2018. Eles aplicaram em conjunto de cinco testes diferentes e não encontraram nenhuma anomalia nos resultados das votações.
"É como ir a cinco médicos e sair de todos eles com o mesmo diagnóstico", afirma Dalson Figueiredo Filho, um dos autores do estudo. "Aumenta muito a chance de estar diante de um diagnóstico correto."
Professor de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco, ele conduziu a pesquisa com seu colega Ernani Carvalho e com Lucas Silva, do Departamento de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas. O trabalho passou por revisão dos pares e foi publicado neste mês na revista Forensic Science International: Synergy. Além disso, para aumentar a transparência, os autores publicaram todos os dados utilizados para quem quiser conferir os achados.
Pela conclusão deles, a única maneira de ter havido fraude em 2018 seria por meio de uma conspiração muito ampla, que tivesse o envolvimento de muitas pessoas em diferentes etapas do processo.
"Teria que ter um conhecimento absurdo tanto de matemática como computacional", diz Carvalho. "E teria que ter a conivência de um número elevado de pessoas, para que isso ocorresse num espaço de tempo tão pequeno, porque a nossa apuração é muito rápida."
O problema, diz ele, é que uma conspiração tão ampla dificilmente teria permanecido em segredo. "Somos seres humanos, né? Com uma organização dessa, haveria possibilidade de vazamento. E, obviamente, com toda essa pressão, isso já teria ocorrido."
Driblar os testes que eles aplicaram exigiria muito esforço porque cada um deles examina um aspecto diferente do resultado. Um deles avalia quantas vezes o último dígito do número de votos destinados a cada candidato em cada uma das seções eleitorais é 0 e 5. Por exemplo, se Bolsonaro recebeu 123 votos em uma seção e 55 em outra, o algarismo 5 apareceu uma vez como último dígito.
Considerando todas as seções, e sabendo que existem dez algarismos, é esperado que a frequência dos dígitos 0 e 5 some 20%. Se fugir desse padrão, o indício de fraude é grande. Em 2018, no primeiro turno, a frequência para Bolsonaro foi de 20,2%; para Fernando Haddad (PT), 20%; para Ciro Gomes (PDT), 19,8%. No segundo turno, a frequência para Bolsonaro foi de 19,9%, e para Haddad, 20%.
Num segundo teste dos dígitos, foi examinada a média do último algarismo. Se os números não tiverem sido manipulados, a média esperada é 4,5 (grosso modo, porque 0+1+2+3+4+5+6+7+8+9=45; 45 dividido por 10=4,5). Na eleição realizada há quatro anos, a média do último dígito para Bolsonaro foi de 4,52 no primeiro turno e 4,43 no segundo. Para Haddad, 4,49 e 4,48. Ciro teve 4,49.
Um terceiro teste, menos intuitivo, utilizou a Lei de Benford para analisar o padrão do segundo dígito dos votos destinados a cada candidato em cada uma das seções eleitorais. Por exemplo, se Bolsonaro recebeu 123 votos em uma seção, o segundo dígito, nesse caso, é 2. A Lei de Benford estabelece uma frequência padrão para o primeiro dígito de um número, para o segundo, para o terceiro etc.
Nem os matemáticos compreendem muito bem por que, mas o fato é que a lei se aplica a conjuntos de dados como tamanho de populações, área de rios e distância entre cidades, para ficar em alguns casos.
Em todos eles, há uma frequência padrão esperada. Algarismos menores, como 1, 2 e 3, são mais frequentes do que algarismos maiores, como 7, 8 e 9. E o que aconteceu em 2018? Os resultados estiveram em conformidade com a Lei de Benford.
Os outros dois testes analisaram aspectos um pouco diferentes. Um deles investigou se havia uma correlação entre taxa de participação e percentual de votos obtido pelo candidato vencedor.
Na Rússia e em Uganda, por exemplo, havia uma correlação clara entre seções eleitorais com alta taxa de participação e alto percentual de votos para o vencedor, um indício forte de que votos dos perdedores e abstenções foram convertidos artificialmente em votos para um determinado candidato.
No Brasil de 2018, não há nenhuma correlação que sugira esse tipo de manobra fraudulenta.
O último teste examinou com que frequência apareceram percentuais arredondados entre os votos válidos das seções eleitorais. Por exemplo, 65% é arredondado, ao passo que 65,22% não é. O resultado é que, na disputa de 2018, essa frequência ficou dentro dos padrões esperados, sem nenhum sinal de anomalia.
Daí por que os pesquisadores concluem: "Não encontramos evidência de irregularidades na eleição presidencial de 2018 no Brasil. Todos os parâmetros observados estão de acordo com a expectativa teórica de uma contagem justa de votos".
Manipular os números a ponto de passar incólume nesses cinco testes é mais ou menos como ganhar dez vezes seguidas na Mega-Sena: não é impossível, mas quem acredita que pode acontecer?
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