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Otimismo inicial com Lula deu lugar a cautela, dizem investidores estrangeiros

  • Por Thiago Amâncio | Folhapress
  • 25 Abr 2023
  • 09:30h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Um otimismo inicial de investidores estrangeiros com o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio ao fim das incertezas na conturbada eleição presidencial do ano passado, deu lugar a certa cautela com dúvidas sobre a capacidade do novo governo em levar a cabo reformas estruturais, dizem analistas.
 

A reportagem ouviu economistas, operadores do mercado financeiro e analistas de multinacionais com operações no Brasil que participaram de eventos com autoridades em Washington em abril, durante as reuniões de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial —vários deles pediram anonimato por não terem autorização de suas empresas para entrevistas.
 

Em geral, a maioria elogia o novo arcabouço fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para reduzir a dívida pública. Quase todos, por outro lado, afirmam que atrapalham o ambiente de investimentos cobranças públicas de Lula sobre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, quanto às taxa de juros e falas sobre mudança da meta de inflação.
 

Anya Prusa, diretora sênior da Albright Stonegbridge Group (ASG), consultoria americana para investidores estrangeiros, é uma das que elogiam o arcabouço. Ela faz a ressalva, porém, de que a proposta "é muito otimista quando se trata da receita arrecadada, o que vai depender de uma reforma tributária que pode demorar a passar no Congresso, e isso tornará difícil para o governo atingir suas metas fiscais no curto prazo".
 

"Os investidores ficam preocupados. Quanto mais demorar a aprovação do novo arcabouço e a proposta de uma reforma tributária, menos confiança têm", afirma ela, que participou de uma das reuniões que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fez com estrangeiros durante sua passagem pela capital americana neste mês. Segundo Prusa, há dúvidas sobre o apoio a Lula no Parlamento para aprovar essas propostas.
 

O receito de investidores, no entanto, não é um privilégio do Brasil, e países emergentes perdem investimentos em meio à aversão ao risco com as incertezas com o cenário global, como as tensões entre China e Estados Unidos e a Guerra da Ucrânia logo após o planeta passar por uma pandemia, segundo relatórios divulgados neste mês pelo FMI e Banco Mundial.
 

"É um desafio global, os fluxos de investimento em países em desenvolvimento se reverteram, e há saída de dinheiro", disse à reportagem o presidente do Banco Mundial, David Malpass. "É urgente para o Brasil ter boas políticas econômicas para acelerar o crescimento, e isso permitirá o gasto que o governo quer fazer com os propósitos sociais e ambientais para mudanças climáticas."
 

O diretor do órgão para Brasil, Johannes Zutt, que também elogia o arcabouço de Haddad, defende que o Brasil deve trabalhar para abrir mais sua economia, ainda muito fechada, na avaliação dele, e rever barreiras comerciais.
 

O banco americano JPMorgan fez um questionário com 200 de 2.600 participantes (online e presenciais) de três dias de eventos com investidores que a instituição organizou em Washington durante a semana de reuniões do FMI e do Banco Mundial. O banco recebeu em um desses eventos o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.
 

O México aparece em primeiro lugar entre os países emergentes onde os investidores estão mais inclinados em investir, com 28,9%. O Brasil aparece em segundo, com 19,6%, mas o país costuma figurar em posição elevada por um viés dos participantes, muitos deles brasileiros, segundo os organizadores.
 

Por outro lado, o Brasil está em uma das últimas posições quando se faz a pergunta de onde os investidores querem diminuir os riscos, à frente apenas da Índia. "De uma maneira geral, ainda existe uma visão mais construtiva para ativos brasileiros", diz Cassiana Fernandez, chefe de pesquisa econômica para América Latina na JPMorgan.
 

Segundo ela, porém, ainda não se percebe estrangeiros comprando ativos brasileiros, mas há intenção de fazê-lo. Relatório de março do banco chamava o México de "o lado bom da América Latina" e dizia que o Brasil estaria "entre os primeiros a ver uma recessão".

MST cogita rejeitar convite para compor Conselhão de Lula

  • Por Guilherme Seto | Folhapress
  • 25 Abr 2023
  • 07:58h

Foto: Divulgação / MST/Mykesio Max

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) discute rejeitar o convite para compor o Conselhão, que deverá ser criado pelo governo Lula (PT) em maio. O motivo é a insatisfação com Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, responsável pelo órgão composto que aconselha o presidente e é composto por figuras e grupos de referência da sociedade civil.
 

Para líderes sem-terra, especialmente da Bahia e de Pernambuco, as críticas às invasões de propriedades feitas por Padilha mostram que ele escolheu um lado, ao passo que o órgão deveria ser plural. O Conselhão reúne representantes de diversos e muitas vezes antagônicos grupos sociais, como empresários, sindicalistas, ruralistas, sem-terra, professores, representantes estudantis, entre outros.
 

O pano de fundo do debate é a irritação de Lula com a estratégia do movimento.
 

Em 18 de maio, Padilha disse condenar "veementemente qualquer ato que danifique áreas e processos produtivos". Na sexta-feira (21), complementou ao dizer acreditar que "o movimento e outros movimentos tenham outras formas de luta que podem conquistar ainda mais a sociedade para uma causa tão importante que é a causa da reforma agrária, agricultura familiar, produção de alimentos no nosso país".
 

Representantes do MST também apontam suposta falta de empenho do ministro em barrar a CPI do MST, que deve ser instalada na Câmara, e dificuldade de diálogo, que teria acontecido só por meio da imprensa.
 

Eles também atribuem a Padilha parte da lentidão do governo para efetuar trocas no comando das superintendências estaduais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cobradas pelo movimento desde o começo do ano e efetuadas somente em abril.
 

A avaliação é a de que outros ministros, como Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Marcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência) e Fernando Haddad (Fazenda) buscaram conversar e mostraram receptividade e abertura, ainda que, no caso do primeiro, as divergências tenham sido grandes.
 

Segundo eles, a insatisfação com Padilha encontra eco nas centrais sindicais e em alas do PT e de outros partidos de esquerda.
 

Militante da corrente petista O Trabalho, Misa Boito escreveu artigo em que criticou as falas de Padilha sobre o MST e cobrou "mais veemência para buscar realizar os objetivos que assumimos com a classe trabalhadora quando fundamos o nosso partido".
 

Ela ainda questiona se a condenação feita por Padilha de qualquer ato que danifique processos produtivos é uma declaração contra as greves na cidade e do campo e lembra que o PT surgiu de manifestações do tipo no ABC nos anos 1970.

Brumado: A Dellas Cosméticos e Perfumaria desponta como uma das mais inovadoras nesse setor

  • Brumado Urgente
  • 24 Abr 2023
  • 17:03h

Foto: Divulgação

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PRF registra 48 acidentes durante feriado de Tiradentes em rodovias federais na Bahia; óbitos caíram 46%

  • Bahia Notícias
  • 24 Abr 2023
  • 15:41h

Foto: Divulgação / PRF na Bahia

 

Com o encerramento do feriadão de Tiradentes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 48 acidentes em rodovias federais que cortam a Bahia, dois a mais ante o ocorrido no mesmo período do ano passado, 46. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (24) e fazem parte do balanço da Operação Tiradentes 2023, iniciada na última quinta-feira (20).

 

Em relação ao número de óbitos, a PRF registrou queda de 46%. Foram 13 no ano passado contra 7 neste ano. O número de acidentes graves também diminuiu, saindo de 22 no ano passado para 13 neste ano, redução de 40%. Os óbitos foram registrados em trechos de Alagoinhas (BR 101); Camacan (BR 101); Feira de Santana (BRs 101 e 116); Capim Grosso (BR 324) e Barreiras (BR 135).

 

Ainda segundo o balanço, 443 motoristas foram autuados por efetuarem algum tipo de ultrapassagem proibida, o que equivale a quase cinco flagrantes por hora de operação. Conforme a PRF, esse tipo de ultrapassagem é responsável pela maioria dos acidentes do tipo colisão frontal, onde o motorista não consegue efetuar em tempo a manobra de ultrapassagem ou força a ultrapassagem, colidindo de frente com o veículo que está trafegando no sentido contrário.

 

A PRF informou também que durante a operação recuperou seis veículos provenientes de roubo, furto, adulteração, clonagem ou de apropriação indébita. Dezoito pessoas também foram presas por crimes diversos. As abordagens resultaram ainda na apreensão de dois quilos de cocaína e 130 comprimidos de anfetaminas. Já no combate aos crimes ambientais, ocorreu o resgate de 18 aves silvestres.  

 

Ao todo, foram fiscalizados 4.872 veículos e 5.895 pessoas participaram de algum procedimento de fiscalização em ações da PRF no estado

 

Entrar com recurso no INSS ou ir à Justiça? O que fazer se seu benefício está parado na fila

  • Por Natalie Vanz Bettoni | Folhapress
  • 24 Abr 2023
  • 12:21h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A resposta negativa do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a um pedido do segurado pode ser questionada com recurso administrativo no instituto ou na Justiça. Há atualmente um universo de 1,8 milhão de segurados à espera de uma resposta a um pedido inicial.
 

Para quem tem o pedido negado, o caminho pode ser ainda mais longo. Mesmo quando a renda é garantida pela Junta de Recursos do INSS, a espera para o cumprimento de decisões ultrapassa prazos previstos por lei e prejudica o segurado.
 

Segundo auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), o julgamento de recursos administrativos contra decisões do INSS apresenta diversas fragilidades que, entre outros efeitos, provoca grandes atrasos na finalização de processos. A análise aponta que seriam necessários 16 anos para julgar os acórdãos pendentes em 2021.

A paulistana Yasmin Santos Araújo da Silva, 30, que recebia o BPC (Benefício de Prestação Continuada) desde 1997, espera há mais de três anos para ter a renda restabelecida. Ela tem paralisia cerebral espástica, com movimentos reduzidos nos braços e pernas, e fica aos cuidados de sua avó, Maria Cícera Araújo da Silva, 68.
 

Em fevereiro de 2020, o BPC foi suspenso pela não realização da prova de vida. A avó conta que, nesta época, recebeu uma carta que não entendeu, mas contou com a ajuda da filha —mãe de Yasmin— para ir ao Cras (Centro de Referência da Assistência Social) renovar seu cadastro. "Mas, no outro mês, quando fui receber, o INSS já tinha suspendido o benefício", conta.
 

A família entrou com recurso administrativo no instituto, que foi julgado favorável à beneficiária em setembro de 2022. Porém, até abril de 2023, o benefício não havia sido restabelecido.
 

"A minha filha entrou com recurso e não sei o que fazer. Ela ganhou, mas, até agora, não saiu nada, e estou muito necessitada. Agora mesmo Yasmin está com problema na boca e tem de estar cuidando, tem de estar tratando, e às vezes não tem nem como levar", conta a avó.
 

Maria Cícera diz que a falta de benefício prejudica a subsistência de ambas, visto que não trabalha para conseguir cuidar da neta. "Estou sofrendo aqui, porque ela usa fralda, nunca andou, e eu também estou cheia de problemas de saúde. Ela usa remédio, eu também uso bastante remédio. A sorte é a minha filha, que me ajuda, mas ela também tem as responsabilidades dela e está muito difícil", relata.
 

Procurado pela reportagem, o INSS afirma que reativou o BPC de Yasmin em cumprimento à decisão da Junta de Recursos, mas ressalta que o documento judicial que consta no processo pode ser utilizado somente para recebimento de benefício em nome de menor de idade e que, como Yasmin já tem mais de 18 anos, outros documentos serão necessários.
 

"O responsável por ela precisará apresentar uma procuração [se houver a incapacidade de locomoção, por exemplo] ou documento em que conste como representante legal [se houver incapacidade para a vida civil]. No primeiro caso, o documento pode ser obtido em cartório e, no segundo, pela Justiça", diz.
 

O INSS acrescenta que, caso seja necessária a solicitação à Justiça, há a possibilidade de receber o benefício temporariamente como administrador provisório. "Nesse caso, após a solicitação judicial, é necessário apresentar ou anexar no Meu INSS (aplicativo ou site gov.br/meuinss) os documentos relativos ao processo judicial."
 

Para mais informações, o órgão indica o contato pelo telefone 135. "Por esse número ou pelo Meu INSS, também será possível, nos próximos dias, saber sobre o pagamento, que inclui valores de janeiro de 2020 a março de 2023."
 

QUANDO ENTRAR NA JUSTIÇA CONTRA O INSS?
 

Segundo Rômulo Saraiva, advogado especialista em Previdência Social, a decisão de submeter o caso aos tribunais depende de fatores como a temática, a conveniência e a urgência, sendo ideal a análise de um especialista: "Às vezes, o segurado tem melhores chances de ter seu pleito aceito no âmbito administrativo do que judicial e vice-versa."
 

Particularidades como a localização do segurado podem influenciar a decisão, considerando que a fila do INSS costuma ser menor em algumas agências —o que são exceções, considerando que a média de espera nacional de um recurso no INSS é de 411 dias.
 

"No geral, a espera da resposta do recurso é massacrante. E mesmo assim corre o risco de levar um ‘não’ no final. Assim, dependendo do caso, nem vale a pena insistir no recurso administrativo. Melhor levar o caso para o Judiciário", diz o advogado.
 

O ideal é avaliar cada caso com o auxílio de um especialista, mas há temas em que um dos âmbitos se destaca. Saraiva exemplifica com a temática da revisão da vida toda, que enfrenta grande resistência nas agências do INSS, levando à busca direta do Judiciário.
 

Ele ainda lembra da regra do prévio requerimento administrativo: antes de partir para a via judicial, o segurado deve buscar seu benefício junto ao INSS. "O segurado não precisa exaurir todas as possibilidades de recurso para somente depois disso procurar a justiça. Se não houver resposta em até 60 dias, a legislação já autoriza judicializar."
 

DESCUMPRIMENTO DE PRAZOS DEVE SER CONSIDERADO
 

A Lei dos Processos Administrativos define que o prazo para análise de um benefício do INSS seja de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por outros 30 dias. Porém, é comum que este período seja ultrapassado.
 

"Em grande parte das situações, o INSS demora pelo menos 90 dias para dar uma resposta do requerimento. Por diversas vezes, percebo segurados que estão aguardando há mais de um ano", declara a advogada especialista em direito previdenciário, Taís Santos.
 

A especialista destaca que são benefícios de caráter alimentar, dos quais muitos dependem para sua sobrevivência, e recomenda entrar com ação judicial em casos de descumprimento de prazo.
 

"O segurado não deve esperar mais de 90 dias para obter uma resposta da autarquia, isso é inadmissível. Em casos de demora deve ser utilizado o mandado de segurança para que o segurado tenha seu direito respeitado", indica.
 

SEGUNDO ADVOGADO, INSS SUPERVALORIZA CRITÉRIO DE RENDA AO ANALISAR BPC
 

O BPC é destinado a pessoas idosas ou com deficiência cuja renda por pessoa do grupo familiar seja igual ou menor a um quarto do salário mínimo.
 

Saraiva define o critério de renda como supervalorizado pela análise do INSS. "Às vezes a pessoa ganha um pouco a mais ou extrapola o limite, mas têm muitas despesas mensais no tratamento que desorganizam o orçamento doméstico, o que costuma ser desprezado pela perícia social administrativa."
 

Ele também cita que o Estatuto do Idoso permite que coexistam na mesma casa dois idosos com renda mínima, mas que, no âmbito administrativo, as chances são menores para tais situações. "Nos últimos anos a assistência social tem baixado muito a régua do conceito de pobreza na forma da lei, gerando uma legião de pessoas desprovidas de qualquer proteção social."
 

Para a aposentadoria, decisão depende do histórico profissional
 

O trabalhador deve levar em conta seu histórico profissional na decisão entre a via administrativa ou judicial para buscar seus direitos. Saraiva aponta que fatores como a exposição ao risco na profissão, a rotatividade de muitos empregos e extravio de documentos ou carteira profissional podem problematizar o pedido de cada segurado.
 

"Se a documentação estiver em conformidade e sem tanta controvérsia, é melhor resolver no INSS. Se for mais complexa, as chances são menores de o INSS ser receptivo ou sensível a tantas externalidades negativas", conclui o advogado.
 

RECONHECIMENTO DE TEMPO ESPECIAL DEVE SER CONSIDERADO
 

Taís Santos, advogada especialista em direito previdenciário, afirma que ações relativas à aposentadoria especial e aposentadoria por tempo de contribuição com reconhecimento de tempo especial, que consideram o período trabalhado em condições nocivas à saúde, costumam exigir ação da Justiça para garantia de direitos.
 

Porém, algumas situações valem ser discutidas em âmbito administrativo, como o reconhecimento de tempo especial por enquadramento profissional ou de períodos em que o segurado comprova atuação em função nociva à saúde até 28 de abril de 1995, indicada de forma idêntica às categorias profissionais previstas em legislação (Decretos nº 53.831/1964 e nº 83.080/1979, também listadas no Anexo III).
 

Já para casos posteriores a esta data, a advogada recomenda a ação na Justiça Federal. "Não recomendo juizado de pequenas causas devido à complexidade destes temas", afirma.
 

A advogada e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, afirma que o contribuinte individual que trabalha exposto a agentes nocivos só consegue se aposentar pela Justiça. O mesmo vale para o vigilante ou vigia, que aguarda decisão do STF.
 

Bramante afirma que a via administrativa pode ser uma boa opção para a aposentadoria especial. "O recurso administrativo tem sido um caminho alternativo interessante, pois o Conselho de Recursos é um órgão autônomo em relação ao INSS e os conselheiros podem decidir com base nas decisões judiciais formadas pelos tribunais superiores."
 

Mas complementa. "Não há uma regra. Cada caso é um caso e depende do tipo de processo e de provas."
 

ONDE AJUIZAR AÇÃO: JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS OU JUSTIÇA FEDERAL COMUM?
 

Para processos em busca de valores superiores a 60 salários mínimos, o ajuizamento deve ser feito no Fórum Federal, aponta Santos. Já quando é inferior a este valor, segue o de pequenas causas.
 

Porém, a advogada adverte que jamais recomenda o ajuizamento de ações em que se busca o reconhecimento de tempo especial em juizado de pequenas causas. "Nesses casos, sempre busco e recomendo aguardar um tempo até que o valor da causa supere o teto do juizado, para que possa ocorrer o ajuizamento na Justiça Federal, dada a maior possibilidade de discussão e apresentação de provas."
 

BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE ENCONTRAM VANTAGENS NA JUSTIÇA
 

A advogada Adriane Bramante, presidente do IBDP, aponta que geralmente ações voltadas a benefício por incapacidade têm melhor desempenho na Justiça do que por via administrativa. "No INSS, a perícia médica é rápida, sem cumprimento do manual de perícias médicas, o que causa muitos indeferimentos."
 

Santos aponta a precariedade da perícia médica do órgão, que não é realizada por especialista no problema de saúde do segurado. Além disso, no âmbito judicial há maior possibilidade de avaliação ampla e cautelosa das provas, com análise e discussão de documentos relacionados ao direito do trabalhador.
 

Segundo a advogada, estes são aspectos que comumente fogem à análise superficial do INSS, que também conta com excesso de critérios específicos e burocráticos que dificultam o acesso ao benefício.
 

Mas algumas situações permitem a discussão eficaz por via administrativa, indica Santos. "Por exemplo, quando o INSS não reconhece a qualidade de segurado ou a carência, e o segurado tiver documentos que comprovem o período de graça ou que completou sim a carência exigida para ter acesso ao benefício."
 

VIA JUDICIAL PODE GARANTIR SALÁRIO-MATERNIDADE PARA TRABALHADORAS RURAIS
 

Há questões que podem dificultar o acesso ao benefício, como a anterioridade do pagamento das contribuições previdenciárias, gestantes reclusas ou vivendo como trabalhadoras rurais.
 

"O pedido precisa ser enfrentado na esfera administrativa, mas a prioridade seria conquistar o direito na Justiça", indica Saraiva.
 

Bramante complementa. "O salário-maternidade tem muitas ações judiciais para reconhecimento da qualidade de segurado rural. No INSS é mais difícil."

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Ocupantes de carro morrem em batida com ônibus em trecho da BR-101 do Sul baiano

  • Bahia Notícias
  • 24 Abr 2023
  • 10:04h

Foto: Reprodução / Radar News

Dois homens morreram em um acidente na noite deste domingo (23) em um trecho da BR-101 de Itapebi, na Costa do Descobrimento. Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, as vítimas voltavam de um jogo de futebol em Potiraguá de carro quando houve a colisão com um ônibus de turismo. O fato ocorreu na altura do do distrito de Ventania, em Itapebi.

As vítimas, identificadas como Marcelo Barreto Santos, de 37 anos, Carlos Daniel Ferreira Oliveira, de 21, moravam em Eunápolis, na mesma região. Os cerca de 40 passageiros do ônibus, que tinha saído de Porto Seguro, na mesma região, não sofreram ferimentos.

 

Chovia no momento do acidente. A suspeita é que o veículo teria invadido a pista contrária, o que acabou resultando na batida. Após o acidente, o ônibus ficou retido para perícia. Um novo transporte foi providenciado pela empresa de turismo e os passageiros seguiram viagem até Poções, no Sudoeste baiano.

Senador é acusado de usar pedreiro como laranja em empresa endividada; entenda o caso

  • Bahia Notícias
  • 24 Abr 2023
  • 07:56h

Foto: Reprodução / Fábio Vieira/Metrópoles

O senador Alexandre Giordano (MDB-SP) é investigado por estelionato pela Polícia Civil de São Paulo após ter passado uma de suas empresas para o nome de um de seus empregados, um pedreiro. Quando o ex-funcionário foi acionado pela Justiça em uma ação de cobrança contra a empresa, prestou queixa contra o senador. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) acompanha o caso. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Desconhecido de parte do eleitorado, Giordano assumiu a cadeira de senador por São Paulo em 2021, após a morte de Major Olímpio, de quem era suplente. Seu mandato vai até o fim de 2026. Como senador, Giordano teria direito a foro privilegiado (que permite que ele só seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal). Por isso, em fevereiro, o delegado do caso, Paulo Sérgio Silva, do 9º Distrito Policial (Carandiru) consultou a Justiça se manter a investigação ou remetê-la a instâncias superiores.

 

O senador depôs na Polícia Civil em dezembro de 2020 sobre o caso, no 32º Distrito Policial (Vila Gustavo), na zona norte da capital. Na ocasião, ele afirmou que havia havia cedido 1% da Ibef para Pereira em 2012 e o restante da empresa em 2013, por meio de um instrumento particular de alteração contratual.

No depoimento, o senador disse que foi uma “surpresa” saber, depois, que Pereira dizia desconhecer o fato de que era dono da empresa. Giordano disse também que Pereira trabalhou como seu empreiteiro contratado até 2020 e que, por causa da pandemia, as contratações se encerraram, o que teria deixado o ex-funcionário irritado.

Como o crime de estelionato do qual ele é suspeito ocorreu antes do início de seu mandato, a promotora de Justiça Miriam Fuga Borges, que acompanha o caso, entende que há jurisprudência para que o inquérito continue em São Paulo. Em fevereiro deste ano, ela defendeu que o caso permaneça na primeira instância.

 

O Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), do TJ de São Paulo, ainda vai se manifestar sobre o assunto. Se a Polícia Civil for afastada da investigação, a Polícia Federal terá de pedir autorização ao STF para dar prosseguimento ao inquérito.

 

Segundo a Polícia Civil, o pedreiro Itamar Santos Pereira, de 46 anos, trabalhou entre 2000 e 2020 para o senador na empresa Indústria Brasileira de Estruturas de Ferro (Ibef), a maior parte do tempo sem nem sequer ter a carteira de trabalho assinada.

 

Na empresa, ele foi formalmente registrado em dois períodos: entre janeiro de 2007 a dezembro de 2009 (no cargo de encarregado de obras) e de agosto de 2010 a outubro de 2013 (como coordenador de obras). Depois disso, de volta à informalidade, Pereira afirmou à polícia que continuou trabalhando para a Ibef, mas por contrato de empreitadas, até o início da pandemia de Covid-19, em 2020. Daquele período em diante, os serviços ficaram escassos e ele deixou de trabalhar para Giordano.

 

Em outubro de 2020, Pereira foi procurado por um oficial de Justiça, que trazia consigo uma carta precatória para o pedreiro referente a um processo movido contra a Ibef. Foi quando ele diz ter descoberto que, ao menos no papel, era o dono da empresa. Segundo os registros da Junta Comercial de São Paulo, Pereira constava como sócio do senador havia mais tempo. A entrada do pedreiro na empresa se deu em 2012, quando Pereira adquiriu 1% da companhia. Em agosto de 2013, os outros 99% da companhia foram transferidos para o pedreiro.

 

Quando foi depor na polícia sobre o caso, em janeiro 2021, o pedreiro reconheceu sua assinatura nos documentos levados à Junta Comercial que davam conta da transferência da empresa. Mas ele disse que não se lembrava de tê-los assinado. A carta precatória que teria revelado ao pedreiro que ele era, na verdade, um empresário, partiu de uma disputa empresarial. A Ibef está sendo processada por um cliente, a Steco Incorporações, desde 2017.

 

A Steco contratou a Ibef para a instalação de uma estrutura metálica em um galpão industrial em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, em 2014, por R$ 2,8 milhões, em valores da época. Mas a Steco diz que o serviço ficou com “uma série de defeitos” e “problemas decorrentes da má prestação dos serviços”. Por isso, a empresa acionou a Justiça contra a Ibef.

 

Os advogados da Steco adicionaram ao processo e-mails assinados pelo senador Giordano em 2016, quando ele se identificava como “CEO” da Ibef e, independentemente da dúvida sobre a propriedade da empresa, a Justiça já reconheceu o direito de a empresa ser ressarcida.

A reportagem tentou contato com o senador durante o fim de semana e conseguiu falar com um de seus assessores, que ficou de conversar com Giordano mas afirmou não ter conseguido localizá-lo.

 

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Desaparecido em tempestade, corpo do tio de Carla Perez é encontrado no Rio Buranhém

  • Bahia Notícias
  • 23 Abr 2023
  • 12:18h

Foto: Reprodução

A Marinha confirmou que o corpo encontrado na manhã de sábado (22) próximo ao terminal de balsas em Porto Seguro pertencia ao pescador Paulo Perez, de 75 anos. O idoso era tio de Carla Perez – ex-dançarina do É o Tchan - e havia desaparecido na sexta-feira (21) enquanto retirava água do seu barco durante uma forte tempestade.

 

De acordo com a mulher do pescador, Paulo saiu por volta das 11h de sexta-feira (21) em direção ao barco. Ela encontrou a embarcação toda aberta e a canoa não estava no local. A família e outros pescadores da região iniciaram as buscas. As informações são do site Radar News, parceiro do Bahia Notícias.

 

Carla Perez se mobilizou nas redes sociais, pedindo apoio para as buscas. Equipes de busca e salvamento foram mobilizadas pela Marinha. O corpo foi encontrado na foz do Rio Buranhém, debaixo de um barco atracado.

 

As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas e um procedimento será instaurado pela Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro (DelPSeguro) para apurar as causas do acidente.

 

A DelPSeguro informou que os documentos serão encaminhados ao Tribunal Marítimo após o procedimento ser concluído e as formalidades legais serem cumpridas.

 

Nas redes sociais, Carla escreveu que, “agora, fica a saudade e as boas lembranças de um tio alegre/pescador engraçado, receptivo e carinhoso”.

STF tem três votos para liberar retorno da contribuição sindical

  • Bahia Notícias
  • 23 Abr 2023
  • 08:36h

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar um recurso para analisar a legalidade da contribuição assistencial para custear o funcionamento de sindicatos. O caso é analisado no plenário virtual da Corte desde o dia 14.

 

Até o momento, os ministros Gilmar Mendes, relator, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia se manifestaram favoravelmente à cobrança, que está prevista no Artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e deve ser instituída pelos sindicatos por meio de acordos e convenções. As informações são da Agência Brasil

 

O caso específico julgado pela Corte trata da possibilidade de cobrança nos casos de trabalhadores não filiados aos sindicatos de sua categoria.

 

A contribuição não se confunde com a contribuição sindical, mais conhecida como imposto sindical, que foi extinto com a reforma trabalhista de 2017 e não está sendo analisado pelos ministros neste julgamento.

 

MUDANÇA DE ENTENDIMENTO

O caso voltou à tona em função de um recurso apresentado pelos sindicatos envolvidos no julgamento. Na votação, Mendes mudou seu entendimento em relação ao julgamento da questão em 2017, quando o Supremo entendeu que a cobrança da contribuição assistencial era inconstitucional.

 

"Havendo real perigo de enfraquecimento do sistema sindical como um todo, entendo que a mudança de tais premissas e a realidade fática constatada a partir de tais alterações normativas acabam por demonstrar a necessidade de evolução do entendimento anteriormente firmado por esta Corte sobre a matéria, de forma a alinhá-lo com os ditames da Constituição Federal", afirmou Mendes.

 

Se a maioria do STF aprovar a volta da contribuição, passará a prevalecer a seguinte tese sobre a questão.

 

"É constitucional a instituição, por acordo ou convenção coletivos, de contribuições assistenciais a serem impostas a todos os empregados da categoria, ainda que não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição".

 

O julgamento será encerrado na segunda-feira (24). Faltam os votos de oito ministros.

Brumado: Duas pessoas são mortas na Rua 2 Julho neste sábado (22)

  • Brumado Urgente
  • 22 Abr 2023
  • 17:25h

Foto: WhatsApp Brumado Urgente

De acordo com as primeiras informações repassadas à redação do Brumado Urgente, duas pessoas foram mortas a tiros na Rua 2 de Julho, no Bairro Mercado, no final da tarde deste sábado (22).

Conforme fontes extraoficiais ouvidas pela redação do BU, um veículo ainda não identificado de cor vermelha teria passado em frente a um bar localizado na Rua 2 julho e aberto fogo contra algumas pessoas que estavam no local, vitimando pelo menos duas pessoas.

Mais informações oficiais em breve.

Líder espírita é preso por estupro em Seabra; homem usava autoridade religiosa para coagir mulheres

  • Bahia Notícias
  • 22 Abr 2023
  • 14:17h

Foto: Ascom PC

Um homem de 50 anos de idade teve um mandado de prisão cumprido por estupro, por policiais da Delegacia Territorial (DT) de Seabra, na tarde desta quinta-feira (20). O suspeito lidera um centro espírita no município, localizado da Chapada Diamantina.

De acordo com o delegado Jackson Trindade, da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra), duas mulheres denunciaram o homem em março deste ano, quando foi iniciada a investigação.

 

"Uma delas reside em Salvador e contaremos com o apoio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher [Deam] na apuração”, disse Trindade.

"Testemunhas também declararam que ele costumava aproveitar da condição de líder espiritual para coagir as mulheres que frequentavam o centro ", acrescentou o delegado.

A investigação segue, enquanto o homem está custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

Ludmilla vai estar em trilha sonora de 'Velozes e Furiosos 10'

  • Por Folhapress
  • 22 Abr 2023
  • 12:13h

Foto: Reprodução / Instagram

Ludmilla vai ter seu trabalho na produção internacional "Velozes e Furiosos 10". A artista anunciou por meio das redes sociais que produziu uma música para a saga de ação e que, em breve, vai divulgar mais detalhes.
 

"Gravei a música do filme com pessoas incríveis e ainda tem mais novidade", afirmou no Instagram. O filme é o penúltimo da franquia e tem entre o elenco a atriz Brie Larson, junto com Michelle Rodriguez, Jason Momoa e Vin Diesel. A estreia nos cinemas brasileiros será em 19 de maio.
 

Algumas cenas do décimo filme foram filmadas no Brasil. Em setembro, a produtora brasileira Conspiração foi responsável por conduzir filmagens para o longa nas praias de Copacabana e Arpoador, no Rio de Janeiro. Foram usados helicópteros e drones nas gravações, mas o elenco não esteve presente.

Cidades do Norte e Sudoeste baiano registraram tremores de terra de baixa intensidade

  • Bahia Notícias
  • 22 Abr 2023
  • 10:09h

Foto: Divulgação / LabSis

Os municípios de Boa Nova, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano; e Juazeiro, no Sertão do São Francisco, registraram tremores de terra nesta quinta-feira (20). Em ambos locais, os abalos foram de baixa intensidade. No município de Boa Nova, o tremor foi sentido perto das 13h e teve magnitude de 2.2 mR.

 

Segundo o Rede GN, parceiro do Bahia Notícias, em Juazeiro, o abalo registrou 1.6 mR. de intensidade e ocorreu logo após a zero hora desta quinta. Os dados são do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que monitora os fenômenos na Região Nordeste.

Não houve registro de morador afetado nem de dano causado em imóveis nas duas cidades.

RHI Magnesita realiza plantio de cerca de 5 mil mudas de espécies da caatinga em Brumado

  • Ação faz parte do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas e contribui com a redução de emissão de gás carbônico
  • ASCOM RHI MAGNESITA I Poliane Alves
  • 22 Abr 2023
  • 08:03h

Foto: Divulgação I RHI MAGNESITA

A RHI Magnesita realizou no primeiro trimestre deste ano, o plantio de mais de 4.800 mudas de espécie nativas da caatinga, em Brumado, na área de recarga da Nascente da Alegria, como parte do Programa de Recuperação de áreas Degradadas. Em 2022, durante todo o ano, foram plantadas 20 mil mudas. Cada árvore plantada pode contribuir, em média, com a fixação de 7,5 quilos de carbono ao ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nesse contexto, essas 20 mil mudas plantadas pela RHI Magnesita favorecem a incorporação de 150 toneladas de carbono ao ano, levando em consideração um horizonte de 40 anos – quando as árvores estiverem adultas.

Foto: Divulgação I RHI MAGNESITA

Segundo o gerente de Meio Ambiente da América do Sul da RHI Magnesita, Carlos Eduardo Rodrigues, o plantio de árvores é uma das principais recomendações dos especialistas para combater o aquecimento global. “Elas retiram o CO2 (dióxido de carbono) da atmosfera para realizar a fotossíntese, processo natural de sobrevivência das plantas, o que contribui para diminuição de gases de efeito estufa em suspensão e, como bônus, refrescam a atmosfera”, explica.

Também nos três primeiros anos do ano, foram doadas 2.555 mudas de espécies nativas, frutíferas e ornamentais. Em 2022, foram doadas 9.351 mudas. Colaboradores, escolas e comunidades do entorno apontam que existe uma preferência pelas doações de espécies frutíferas, pois as pessoas desejam plantá-las no quintal de suas casas. Entre as espécies de frutas mais cultivadas no viveiro da empresa estão mangueiras, amoreiras, goiabeiras e pés de tamarindo, além de jamelão e laranja. Já as principais espécies nativas são os ipês roxo, rosa, branco e amarelo, jatobá, aroeira e braúna. Entre as espécies ornamentais mais comuns estão pau-brasil, oiti, sibipuruna, maravilha e pata-de-vaca.

 

“Independentemente da escolha, o importante é contribuir para tornar as cidades mais verdes e sustentáveis, já que as árvores promovem sombreamento e ajudam na regulação da temperatura e umidade local”, ressalta o gerente de Meio Ambiente da América do Sul.

 

Ações de preservação do Meio Ambiente é uma preocupação constante da empresa

 

Pensando em ações para diminuir a emissão de gás carbônico, a empresa também captou e reciclou mais de 28 mil toneladas de resíduos de refratários ao longo de 2022, no Brasil. O volume equivale a mais de 22 mil toneladas de gás carbônico (CO2) que deixaram de ser lançadas no meio ambiente. Com o resultado, a companhia alcança um percentual de 10,2% da produção da América do Sul sendo feita a partir da reciclagem (consumo de reciclados em relação ao consumo de matérias-primas total). Em termos globais, esse indicador (Recycling Rate) atingiu 10,5% e superou a meta estratégica de 10% até 2025. Assim, a empresa segue na liderança do setor em tecnologia, investimento e desenvolvimento de conhecimento para uso de materiais reciclados, considerando-se organizações do mesmo porte, e ainda concluirá a implantação de duas novas tecnologias, patenteadas pela RHI Magnesita, em 2023. 

Os altos números são o resultado do modelo de negócio de economia circular, que coleta o desmonte de refratários da linha de produção dos clientes, como siderúrgicas e cimenteiras. As peças são substituídas periodicamente, o que gera os resíduos. Os volumes captados passam por etapas de seleção, limpeza e britagem para serem reutilizados como matéria-prima em novos produtos, que têm as mesmas propriedades e qualidades dos materiais originais. Desde 2019, já foram investidos mais de 14,6 milhões de euros na reciclagem de refratários.

 

Esse reaproveitamento de resíduos reduz a dependência de recursos naturais virgens, assim como diminui a necessidade de extração e queima de minérios, atividades que têm uma pegada de carbono mais acentuada. Muitos clientes também consideram o processo como um benefício na cadeia de valor. “A reciclagem torna nossa operação mais limpa e econômica”, completa Sampaio. A companhia tem como metas globais reduzir em 15% o volume de CO2 gerado por tonelada de produto até 2025 e buscar a neutralidade de carbono no longo prazo, além de ampliar o uso de matérias-primas secundárias para 11,1% nos próximos dois anos.

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MST estressou relação com o governo Lula com invasões, diz ministro

  • Por Guilherme Seto | Folhapress
  • 21 Abr 2023
  • 13:28h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirma à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que uma das demandas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), um plano nacional de reforma agrária, estava na mesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas invasões promovidas nas últimas semanas geraram tensão e impossibilitaram o anúncio.
 

Teixeira destaca especialmente as ações em propriedades da empresa Suzano, na Bahia e no Espírito Santo, e em terras em que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realiza experimentos, em Pernambuco. O movimento diz que são latifúndios improdutivos.
 

"Nós organizamos para lançar em abril um plano nacional de reforma agrária. Mas quando aconteceu a ocupação de Alagoas [na sede do Incra], aquilo estressou muito a nossa relação. Depois, teve a ocupação da Embrapa e a reiteração da ocupação da Suzano estressou demais. O plano já estava na mesa dele [Lula]", afirma Teixeira.
 

"Eles estão no mês da jornada da reforma agrária e achavam que nos iríamos ao encontro. Mas essas ocupações acabaram estressando demasiadamente", completa. O MST realiza anualmente o chamado Abril Vermelho, uma série de ações para lembrar o massacre de Eldorado do Carajás (1996) e chamar atenção para a pauta da reforma agrária.
 

Como mostrou a coluna Painel, lideranças do MST vinham caracterizando a postura do ministro como intransigente e se queixavam de dificuldade de interlocução. Teixeira diz que o diálogo entre eles voltou a bons termos na quarta-feira (19), quando o MST se comprometeu a desocupar as áreas da Suzano e da Embrapa.
 

"A partir desse compromisso nós sinalizamos uma retomada de diálogo para maio. [A relação] tem que se dar por diálogo, por conversa, trazendo demandas para nós", afirma Teixeira.
 

O novo plano nacional de reforma agrária deve ser anunciado no próximo mês, segundo ficou definido nos encontros entre lideranças do MST e do governo Lula.
 

O ministro diz que o governo não cedeu ao MST ao promover trocas no comando das superintendências do Incra, como vinha cobrando o movimento. Segundo ele, nenhum dos nomes escolhidos foi indicado pelo MST.
 

Ele afirma que as mudanças já estavam em curso e que demoraram a se concretizar porque as indicações partiram das bancadas federais aliadas e passaram pelo filtro da Casa Civil.
 

"Todo o arranjo da ocupação do governo teve uma dimensão político-parlamentar. Todos os nomes que recebi foram indicados pelas bancadas ao ministério. Nenhum nome foi indicado pelo MST", afirma o ministro.
 

Ao todo, foram trocados os comandos do Incra em 19 estados, além do Distrito Federal, nas últimas semanas. Permanecem sem mudanças as chefias de Minas Gerais, Amazonas, Alagoas, Tocantins, Rondônia, Roraima e Amapá.
 

"Nenhum nome foi negociado com o MST. Os nomes que estão indo para as superintendências do Incra nos estados são especialistas na área da política agrária", conclui.