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- Bahia Notícias
- 27 Out 2023
- 09:05h
Foto: Reprodução Redes Sociais
A mãe da pastora e cantora gospel Sara Mariano, desaparecida na noite de terça-feira (24), após sair da casa onde mora, no bairro de Valéria, em Salvador, para participar de encontros de mulheres, nas cidades de Camaçari e Dias D'Ávila, que ficam na Região Metropolitana de Salvador (RMS), disse que a filha tinha algo para contar.
Nas redes sociais, a mãe, que não teve o nome revelado, afirmou que na véspera do desaparecimento, Sara disse que precisava conversar um assunto sério, mas não teve oportunidade de revelar o que era. A mulher fez um apelo e pediu ajuda para que a filha seja localizada. O vídeo foi publicado por Soraya Correia, irmã de Sara.
"Estou aflita, muito triste. Está todo mundo desesperado. Até uma data dessa ninguém encontrou ela. Ô, minha gente, por favor. Nenhuma mãe quer perder uma filha de uma forma dessa", desabafou a mãe de Sara.
À família, Ederlan Mariano, marido de Sara, disse não saber exatamente para qual igreja a cantora teria ido participar dos eventos e chegou a citar cidades como Camaçari e Dias D'ávila, ambas na região metropolitana.
Diante da versão de Ederlan, a mãe de Sara contesta e questiona o genro. "Eu fico preocupada, sem saber e acreditar em uma coisa dessa. Como é que esse marido não sabe o nome da igreja que a esposa foi?", disse a mulher.
Para o G1, a Polícia Civil informou que o caso segue sendo investigado e, neste momento, não cita qualquer suspeito de envolvimento no desaparecimento da cantora.
- Por Renan Marra | Folhapress
- 27 Out 2023
- 06:59h
Foto: Reprodução /Bahia Notícias
Encurralado na Faixa de Gaza há quase três semanas, Hasan Rabee, 30, disse ter ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (26), a promessa de que será repatriado para o Brasil.
Rabee está na cidade de Khan Yunis, no sul do território palestino, e enfrenta o horror das bombas com medo e angústia desde o último dia 7, quando a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas explodiu. Ele conversou com o presidente por videochamada, após fazer apelos pelo seu resgate e de seus familiares.
Segundo Rabee, o presidente Lula disse que está fazendo o máximo possível para retirar os brasileiros de Gaza. Os esforços incluem tratativas com lideranças de Egito, Qatar e Irã, além de Israel, para abertura de um corredor humanitário na passagem de Rafah, ao sul, e a retirada dos cidadãos inscritos no Itamaraty.
O Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, divulgou na terça que 32 pessoas estavam inscritas para repatriação em Gaza. O grupo era formado por 22 brasileiros, 7 palestinos em processo de imigração e 3 palestinos que querem acompanhar seus parentes próximos. Do total, 16 estavam na cidade de Khan Yunis (9 crianças, 5 mulheres e 2 homens), e outros 16, no posto fronteiriço de Rafah (8 crianças, 4 mulheres e 4 homens).
Palestino com cidadania brasileira, Rabee disse que Lula também prometeu levar para o Brasil sua mãe e as duas irmãs. O presidente teria garantido ainda que o processo de documentação para todos os familiares de brasileiros será facilitado. Apesar dos esforços, não há, por ora, qualquer perspectiva para que o grupo consiga deixar o território palestino.
Rabee gravou um vídeo no último domingo (22) pedindo ajuda ao governo brasileiro para que seus familiares também sejam resgatados. "Absurdo eu chegar lá [no Brasil] e minha mãe ficar aqui [em Gaza] há vários dias sem água, sem luz, sem nada. Ela vai ficar sofrendo", disse ele. "Parece que a metade do corpo sai, e a outra metade fica."
O brasileiro também afirmou na gravação que havia bombas caindo "por todos os lados". "No norte, no sul, não faz diferença nenhuma. Até escolas da ONU são bombardeadas", disse Rabee. No último dia 13, o governo israelense deu um ultimato para que todos os moradores no norte do território, onde está metade da população total, fossem para o sul, numa indicação de que Tel Aviv prepara uma invasão terrestre.
Rabee conta que só tem alimentação e gás para mais três dias. "[O governo] manda recursos, mas não conseguimos achar as coisas, então não adianta", afirma.
Não é a primeira vez que o palestino vive momentos de terror na região. Nascido em Gaza, Rabee teve de fugir do território em 2014, quando as forças israelenses lançaram a operação Margem Protetora para destruir foguetes e túneis usados pelos terroristas. Em 50 dias de confronto, 2.270 palestinos e 82 israelenses morreram.
Rabee então veio para o Brasil, onde recebeu o status de refugiado e arrumou emprego na cidade de São Paulo como vendedor de acessórios para celulares. No fim do mês passado, voltou a Gaza pela primeira vez desde então, mas acabou encurralado após o início do conflito.
Além de Lula, o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, participou da conversa, que durou dez minutos. Rabee disse ter recebido orientações para não fazer gravações ou capturar imagens.
Em nota, o governo Lula disse que conversou com brasileiros em Gaza sobre a operação de repatriação montada pelo país. "O presidente Lula [...] ressaltou que serão feitos todos os esforços possíveis para que voltem e permaneçam no Brasil em segurança. Assegurou que manterá o avião presidencial a postos no Cairo, para ser acionado assim que a fronteira for aberta, e que ampla operação de acolhimento está montada no Brasil", disse a Secom, em nota.
Os ataques terroristas mataram cerca de 1.400 pessoas, e a retaliação israelense passou das 7.000 vítimas nesta quinta, segundo os palestinos. As Forças de Defesa de Israel ( IDF) dizem ter matado e ficado com os corpos de ao menos mil terroristas. O Hamas não se pronunciou sobre a ação desta quinta.
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- Por Folhapress
- 26 Out 2023
- 17:29h
Foto: Forças de Defesa de Israel
No 20º dia da guerra entre Israel e Hamas, as forças armadas israelenses confirmaram que realizam uma incursão terrestre na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (26), para atacar instalações do grupo extremista. A ação é considerada "relativamente grande", segundo a agência de notícias Reuters. Novos bombardeios de Israel atingem 250 locais do Hamas.
O Exército de Israel disse que tanques e infantaria entraram no norte da Faixa de Gaza matando "muitos" combatentes do Hamas e destruindo infraestruturas militares e posições antitanques. O comunicado foi feito no X (antigo Twitter).
A operação decorreu sob o controle da Brigada Givati, uma das cinco unidades de infantaria do exército do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi feita em preparação para as "próximas fases de combate", se referindo a uma ofensiva terrestre total.
Os militares afirmaram também que a incursão tinham como alvo postos antitanque criados pelo grupo extremista. O comunicado israelense ressalta que as suas forças saíram de Gaza no final do ataque.
Houve um telefonema entre Netanyahu e Biden nesta quinta-feira (25). O líder dos EUA quer que primeiro-ministro de Israel garanta a segurança dos mantidos em cativeiro e tente garantir a sua libertação antes do início de uma guerra terrestre.
Netanyahu mencionou que os preparativos estariam na fase final e que o gabinete de guerra israelense tomará uma decisão unânime sobre quando proceder.
O primeiro-ministro disse que a população de Gaza "não envolvida" com o Hamas deve deixar as áreas a serem invadidas por Israel. A saída de cidadãos da Faixa de Gaza pelas fronteiras com Israel é proibida pelo país comandado por Netanyahu. A passagem de Rafah, que divide Gaza com o Egito, também está fechada.
Ele também afirmou que "nenhuma conciliação política" será feita com o Hamas e que o objetivo de Israel é "conduzir o país para uma vitória esmagadora". O dia e a hora da invasão terrestre não será informado ao público para "garantir a segurança" dos membros do Exército.
Vamos começar uma operação terrestre. Quero dizer para vocês que o momento do Exército é definido pelo gabinete de guerra e pelo chefe do Estado Maior. Estamos atuando para ter as melhores condições. Quando entrarmos em Gaza, quando começar a guerra, não haverá nada que nos detenha até alcançar o objetivo. Só temos uma coisa para o Hamas: o fogo
Benjamin Netanyahu
NOVOS BOMBARDEIOS DE ISRAEL ATINGEM 250 LOCAIS DO HAMAS
As Forças de Defesa de Israel declararam que aviões militares atacaram mais de 250 locais pertencentes ao Hamas na Faixa de Gaza.
Os locais incluíam centros de comando, túneis e lançadores de foguetes que foram "colocados no coração de áreas civis que dispararam contra o território israelense durante a guerra", de acordo com as IDF (na sigla em inglês).
A Marinha israelense afirmou ter atacado um posto de lançamento de mísseis terra-ar do Hamas na cidade de Khan Younis.
O Exército de Netanyahu afirmou que o local de lançamento de mísseis estava "localizado ao lado de uma mesquita e de um jardim de infância, o que é mais uma prova de que o Hamas utiliza deliberadamente civis".
As Forças de Defesa de Israel atacaram várias áreas de Tal al-Hawa, no centro de Gaza, com ataques aéreos, causando o início de um enorme incêndio. A informação foi divulgada pelo canal de TV Al Jazeera.
NOVO PRAZO PARA EVACUAÇÃO DE GAZA
O Ministério da Defesa de Israel propõe prolongar a evacuação das comunidades que vivem ao longo da cerca de Gaza e da sua fronteira norte com o Líbano até ao final de dezembro, informou a emissora pública israelense.
Na semana passada, o governo israelense comunicou à ONU sobre a ordem dada para os palestinos migrarem do norte para o sul da Faixa de Gaza. Cerca de 1,1 milhão de pessoas vivem no norte tornando "impossível tal movimento", segundo o porta-voz das Nações Unidas.
O chefe do escritório político e de relações internacionais do Hamas, Basem Naim, disse à Al Jazeera que os palestinos em Gaza não deixariam sua terra natal. "Temos duas opções: derrotar essa ocupação ou morrer em nossas casas", disse.
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- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 26 Out 2023
- 15:32h
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Na última terça-feira (24), o governo federal exonerou o secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Inteligência, Maurício Fortunato Pinto, investigado pela Polícia Federal sobre uso de programa espião pelo órgão. Pinto, considerado o número 3 na hierarquia da agência, figura entre os principais envolvidos no monitoramento ilegal de jornalistas, advogados, políticos e adversários do governo Bolsonaro.
A Operação Última Milha da Polícia Federal, que veio a público na última sexta (20), investiga o uso ilegal de um sistema secreto de monitoramento da localização de pessoas por meio dos sinais de celular. Esse monitoramento, realizado por meio de uma ferramenta chamada “FirstMile” comprada por R$ 5,7 milhões de reais sem licitação no governo Temer, foi utilizada durante os três primeiros anos do governo Bolsonaro. Segundo a PF, ministros do Supremo Tribunal Federal também teriam sido vigiados pelo sistema.
Escândalos sobre atividades ilegais de agentes da Abin não são novidade em governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo mandato de Lula, no início de setembro de 2008, o então presidente determinou o afastamento da cúpula da Abin, inclusive do diretor Paulo Lacerda, por envolvimento em investigações sobre grampo ilegal feito nos telefones de ministros do STF.
Na ocasião, a Presidência da República explicou que o afastamento da direção da Abin foi determinada para assegurar a transparência do inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar a responsabilidade pelos grampos ilegais. Lula também determinou ao Ministério da Justiça a elaboração de projeto de lei para agravar a punição administrativa e penal aos agentes públicos responsáveis por interceptações telefônicas ilegais. O projeto não chegou a avançar na Câmara.
Outra medida anunciada na época por Lula foi a de pedir urgência ao Congresso Nacional para a aprovação do Projeto de Lei 3.272/08, de autoria do Poder Executivo, que tinha por objetivo modificar as regras de escutas telefônicas. O projeto, entretanto, se perdeu em meio a pedidos de apensamento a outras proposições, e jamais foi votado.
Na época em que veio à tona o escândalo dos grampos da Abin, três ministros do STF cobraram uma resposta enérgica do governo Lula contra as escutas ilegais feitas no tribunal. O monitoramento foi feito inclusive nos telefones do então presidente do STF, Gilmar Mendes.
Em reunião naquele mesmo dia em que Lula exonerou a cúpula da Abin, os ministros do STF se reuniram afirmaram que seria preciso buscar “uma solução definitiva para o problema de escutas, vazamentos e outras ações típicas de um Estado Policial”.
As escutas ilegais foram denunciadas em edição da revista Veja no final de agosto de 2008. Logo após a exoneração da diretoria da Abin, os ministros do STF afirmaram que não seria possível aceitar apenas o anúncio de investigações profundas “sem que haja soluções concretas para coibir as ações ilegais”.
Como foram sendo abandonadas aos poucos as medidas para buscar a “solução definitiva para o problema de escutas”, o governo Lula vive novamente uma crise por conta de monitoramentos ilegais por parte da Abin. Neste caso recente, assim como no anterior, Lula demitiu o número 3 da hierarquia da agência e mais dois diretores do órgão. Os dois servidores da agência presos pela PF, Eduardo Arthur Izycki e Rodrigo Colli, foram demitidos.
Desta vez, ao contrário de 2008, o Palácio do Planalto não anunciou iniciativas políticas para impedir o monitoramento ilegal sobre autoridades, jornalistas ou mesmo cidadãos comuns.
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- Bahia Notícias
- 26 Out 2023
- 13:19h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O homem suspeito pelo tiroteio que matou 22 pessoas e feriu outras dezenas na cidade de Lewiston, no Maine, nos Estados Unidos, é instrutor de armas de fogo treinado na reserva do Exército. O caso aconteceu na noite desta quarta-feira (25).
De acordo com boletim da polícia de Lewiston, Robert Card tem 40 anos e é da cidade de Bowdoin. Ele teria entrado em um restaurante e em um boliche, em Lewiston, e disparado um rifle. As autoridades preferiram não oficializar o número de mortos e feridos, mas diversos sites norte-americanos falam entre 15 e 22 mortes. O homem continua foragido.
Conforme divulgado, Robert Card relatou problemas de saúde mental. Ele dizia ouvir vozes e chegou a ameaçar “atirar” em uma instalação militar na cidade de Saco. O homem acabou internado em um centro por duas semanas, entre julho e agosto.
- Por Folhapress
- 26 Out 2023
- 11:32h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Após reclamações de candidatos do Enem 2023 (Exame Nacional do Ensino Médio) sobre locais de prova longe de onde vivem, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) afirmou, nesta quarta-feira (25), que irá analisar a situação.
O instituto, em nota, afirma verificar a definição feita pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos) dos locais de prova. O Cebraspe foi o vencedor da licitação para aplicação do Enem deste ano.
"O Inep adotará as medidas necessárias para que todos os participantes inscritos façam as provas desta edição de acordo com as previsões estabelecidas nos normativos que regulam a aplicação do exame", diz o instituto.
A reportagem tentou contato com o Cebraspe na noite desta quarta, mas, até o momento, não houve resposta.
Os locais de prova do Enem 2023 foram divulgados na terça-feira (24). Em seguida, diversas reclamações sobre os lugares de aplicação surgiram nas redes sociais.
As reclamações se concentram na distância dos locais para onde foram alocados. Hugo Tonholi, que fará o exame neste ano, é um deles.
"Eu moro no Grajaú, Jardim Reimberg [zona sul de São Paulo], porém, me colocaram para fazer a prova na Unip Anchieta, região do Sacomã, sendo que tem vários polos perto de mim", reclama.
De acordo com o Google Maps, a distância de carro dá cerca de 44 km, percorrida em 2 horas. De transporte público o tempo aumenta para entre 2h35 e 2h50 dependendo do itinerário.
As queixas ganharam as redes sociais. Uma pessoa do Rio de Janeiro olhou a distância até o local do exame e encontrou, como resposta, 44 km. "ALÔ @inep_oficial 44KM de distância da minha casa e perigoso, zona oeste está em guerra, logo em SANTA CRUZ", postou a "fofoqueira de berço", nome usado na rede X (antigo Twitter) pela reclamante.
A situação, inclusive, levou a "fofoqueira de berço" a postar um tutorial sobre como reclamar para o Inep sobre o local de prova.
Nas redes, as reclamações geraram memes.
Um dos reclamantes citou o Ponto Nemo, local no oceano tido como o mais distante da terra firme e também conhecido como cemitério de naves espaciais.
Gil do Vigor, economista e participante do Big Brother Brasil 21, veiculado pela Globo em 2021, comentou, em suas redes sociais, sobre a divulgação dos locais de prova e aconselhou: "O site tá um tiquinho instável mas não desistam! Já façam o cálculo da distância do seu local de prova com o local que você mora e coloquem bastante tempo de sobra pra não atrasar, pelo amor de Deus, visse!"
O exame ocorre nos dias 5 e 12 de novembro.
Os portões abrem às 12h e fecham às 13h nos dois dias. As provas começam às 13h30, e terminam, no primeiro, dia, às 19h, e no segundo, às 18h30.
O horário de referência é o de Brasília, então é preciso calcular a hora nos outros fusos do país.
O exame terá quatro provas objetivas --cada uma com 45 questões-- e uma redação. Para levar o caderno para casa, é preciso sair nos últimos 30 minutos de prova.
No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Linguagens --que inclui português ou espanhol de acordo com a inscrição do candidato, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e a redação.
No segundo, os candidatos fazem as de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.
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- Bahia Notícias
- 26 Out 2023
- 09:24h
Foto: Agência Brasil
Ministros do Palácio do Planalto vêm atuando, nos bastidores, para mitigar a guerra velada entre as atuais cúpulas da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Polícia Federal.
De acordo com a coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, a disputa se intensificou na semana passada, após a PF realizar uma operação contra servidores da Abin para investigar o uso de um sistema de espionagem ilegal de celulares por meio de geolocalização.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da agência. Um dos alvos das buscas foi a própria sede da Abin, em Brasília, o que irritou muito a cúpula do órgão.
Depois da operação, integrantes da Casa Civil, pasta à qual a Abin está subordinada, detectaram uma nova investida da atual cúpula da PF para tentar derrubar integrantes da direção da agência.
ALVOS DA PF
O principal alvo seria o diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti, escolhido para o cargo pelo chefe da agência, Luiz Fernando Corrêa. Ambos são delegados da PF, mas de grupos diferentes da atual cúpula da corporação.
Moretti já tinha sido alvo de ofensiva em março, quando foi nomeado para a Abin. O principal argumento para tentar derrubá-lo era o de que seria próximo de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.
O delegado foi braço-direito de Torres na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Ele ocupou o cargo de secretário-executivo na primeira gestão de Torres à frente da pasta, entre 2019 e 2021.
Diante da pressão detectada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, avisou nos últimos dias que não pretende demitir nem Luiz Fernando, nome escolhido diretamente por Lula, nem Moretti.
O único “sacrificado” foi Paulo Maurício Fortunato, então número 3 da Abin. Afastado do cargo pelo STF no mesmo dia da operação da PF, Fortunato foi demitido pelo Planalto.
- Por Guilherme Botacini | Folhapress
- 26 Out 2023
- 07:15h
Foto: Reprodução/Gabinete do Xerife do Condado de Androscoggin
Ao menos 22 pessoas foram mortas por atirador na cidade de Lewiston, a segunda mais populosa do estado do Maine, com cerca de 38 mil pessoas (cerca de 800 km a nordeste de Washington), na noite desta quarta-feira (25), segundo a polícia do município afirmou à imprensa local.
O número total de mortos e quantos estão feridos ainda não está claro. As comunicações públicas das polícias e autoridades da região falam em "múltiplas ocorrências" atendidas, que se iniciaram às 20h, no horário local.
Segundo a polícia local, as forças de segurança estavam lidando com uma ocorrência em um restaurante e em uma pista de boliche. A polícia do condado de Androscoggin, onde fica Lewiston, publicou uma foto de um homem branco segurando o que parece ser um rifle de longo alcance, não incomum em massacres recentes nos Estados Unidos.
A polícia de Lewiston publicou imagem do suspeito, Robert Card, 40, segundo as forças de segurança locais. Ele ainda está à solta, e ainda não há qualquer informação sobre a motivação para o ataque.
O hospital Central Maine Medical Center afirmou que sua equipe estava "reagindo a um episódio de atirador em massa com múltiplas vítimas" e estava em contato e coordenação com outros hospitais da região para receber os pacientes.
De acordo com a CNN americana, citando fontes na polícia local, de 50 a 60 pessoas estão feridas nos incidentes, embora ainda não esteja claro quantas delas foram atingidas por tiros. "Por favor, evitem as estradas para permitir o acesso dos socorristas aos hospitais", disse a polícia.
Justin Juray, proprietário da pista de boliche onde as autoridades disseram que ocorreu o ataque, afirma que havia cerca de 100 a 150 pessoas, incluindo 20 crianças, na pista de boliche no momento em que o agressor entrou atirando com um rifle.
Dezenas de estudantes se abrigam no último andar da biblioteca do Bates College, uma faculdade privada local, mantendo-se abaixados entre as estantes de livros enquanto procuram atualizações sobre o caso pelas redes sociais.
O presidente americano, Joe Biden, foi informado sobre o caso, ligou para a governadora democrata do estado, Janet Mills, e ofereceu "auxílio federal completo" para lidar com o ataque, de acordo com a Casa Branca.
"Estou ciente e fui informada sobre a situação em Lewiston. Insto todas as pessoas na área a seguir as instruções das autoridades estaduais e locais. Continuarei monitorando a situação e mantendo contato próximo com os responsáveis pela segurança pública", afirmou a governadora.
O procurador-geral, Merrick Garland, foi informado sobre o ataque e funcionários do FBI, a polícia federal americana, estão no Maine auxiliando as autoridades locais.
A população do pequeno estado do Maine é pouco acostumado a ver muitos homicídios. Segundo dados do CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o estado registrou uma taxa de homicídios de 1,7 para cada 100 mil habitantes em 2021, o que fez do Maine a terceira menor taxa entre os 50 estados.
Com 22 mortes, o episódio de hoje já soma mais óbitos do que em todo o ano de 2021 (20) e o total de mortes registradas em 2020 (21).
Os Estados Unidos convivem com ataques de atiradores com múltiplas mortes nos últimos anos, algo que tem instigado discussões sobre o acesso a armas no país e a mudanças na estratégia de abordagem das forças policiais.
Casos como o massacre de Uvalde, no Texas, em maio de 2022, que deixou 19 crianças e 2 adultos, gerou indignação entre defensores de maior controle armas. Na ocasião, Biden questionou em entrevista coletiva quando o país iria "enfrentar o lobby das armas".
Além disso, relatório posterior sobre a atuação da polícia apontou "erros sistêmicos" da abordagem e falta de liderança adequada, que colaboraram para o alto número de mortes.
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- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 25 Out 2023
- 18:15h
Foto: Divulgação internet
Ao final do ano de 2022, o Brasil contava com 7,4 milhões de pessoas atuando em teletrabalho no país, e cerca de 1,5 milhão de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços. Esses dados foram revelados na manhã desta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Segundo o IBGE, a quantidade de pessoas atuando em teletrabalho no País representa 7,7% do total de brasileiros ocupados que não estavam afastados do trabalho (96,7 milhões). Já a quantidade de pessoas trabalhando em plataformas digitais e aplicativos de serviços equivalem a 1,7% da população ocupada no setor privado.
Das cerca de 1,5 milhão de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais, 52,2% delas (ou 778 mil) exerciam o trabalho principal por meio de aplicativos de transporte de passageiros, em ao menos um dos dois tipos listados (de táxi ou não). Já 39,5% (ou 589 mil) eram trabalhadores de aplicativos de entrega de comida, produtos etc., enquanto os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços somavam 13,2% (197 mil).
Em relação aos dados sobre a quantidade de brasileiros atuando em teletrabalho, o IBGE destacou que se valeu, para fazer a pesquisa, da classificação utilizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho remoto. Nessa modalidade, o trabalho é realizado em um local alternativo, que pode ser o próprio domicílio ou outro local, com a utilização de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação (TIC), como computadores, telefones e tablets para realizar as tarefas do trabalho.
Seguindo a classificação da OIT, o IBGE estimou em 9,5 milhões o número de pessoas que exerceram trabalho remoto até o final de 2022, o que representava 9,8% do total de ocupados que não estavam afastados do trabalho. A partir desses dados é possível observar que, no ano passado, havia 2,1 milhões que estavam em trabalho remoto, mas não estavam em teletrabalho, pois não usavam equipamentos de TIC para realizar as tarefas laborais. Essa diferença levou à conclusão de que 7,4 milhões de pessoas atuavam em teletrabalho no país até o final de 2022.
No relatório sobre teletrabalho, o IBGE verificou que quando considerado o universo dos ocupados em teletrabalho, a maioria era homem (51,2%), enquanto 48,8% eram mulheres. Quase metade dos teletrabalhadores (49,6%) tinha de 25 a 39 anos de idade e 35,4% tinham de 40 a 59 anos. Somadas, essas faixas etárias respondiam por 85,0% do total. A ampla maioria (63,3%) dos ocupados que trabalhavam remotamente com equipamentos de TIC era branca (63,3%). A proporção de pretos e pardos era bem menor: 7,7% e 27,1%, respectivamente.
Em relação à distribuição, pelo País, dos trabalhadores por aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo os de táxi), a região Norte se destacou por ter a maior proporção deles: 61,2%, ou 14% a mais que a média nacional. A região também foi a que marcou a menor proporção de pessoas que trabalhavam com aplicativos de serviços gerais ou profissionais, 5,6%, menos da metade do índice no país. Esse tipo de aplicativo, aliás, se concentrava no Sudeste, com 61,4% do total dos plataformizados ocupados nessas plataformas.
De acordo com o IBGE, a maioria dos trabalhadores plataformizados eram homens (81,3%), em uma proporção muito maior que a média geral dos trabalhadores ocupados no setor privado (59,1%). O grupo de 25 a 39 anos correspondia a quase metade (48,4%) das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais.
A pesquisa mostrou ainda que cerca de 77,1% dos plataformizados eram trabalhadores por conta própria, contra 29,2% para os não plataformizados (29,2%). Entre os grupamentos de atividade, 67,3% dos plataformizados atuavam em Transporte, armazenagem e correio e 16,7% em Alojamento e alimentação.
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- Grupo registrou boletim de ocorrência na delegacia em Porto Seguro. Ninguém foi preso até esta quarta-feira (25).
- Por g1 BA e TV Santa Cruz
- 25 Out 2023
- 16:03h
Foto: Reprodução TV Santa Cruz
Fazendeiros registraram boletim de ocorrência na delegacia de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, contra um grupo de indígenas. Eles disseram que tiveram uma propriedade invadida e pertences levados.
O caso aconteceu na noite de segunda-feira (23), na Fazenda Nova Alegria, no Córrego do Corumbau. A TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia em Itabuna, entrou em contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), mas ainda não obteve retorno.
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, os indígenas arrombaram a propriedade, roubaram diversos itens e fugiram em seguida. Ninguém foi preso, até esta quarta-feira (25) e não há detalhes se os suspeitos da ação já foram identificados.
De acordo com a polícia, os indígenas teriam agido da seguinte forma:
- Eles estouraram o quadro de eletricidade, impedindo o fornecimento de energia no local;
- Entraram na propriedade armados e atiraram na sede;
- Arrombaram a porta e entraram na casa;
- Ameaçaram e agrediram os fazendeiros, os expulsando do local;
- Roubaram um aparelho de televisão, dinheiro, sacas de cacau, um carro e outros bens, que não foram especificados;
- Depois de roubar os itens, o grupo teria fugido para a mata.
Após o ocorrido, os fazendeiros teriam pedido ajuda para a Polícia Militar e ido até a delegacia para registrar o boletim de ocorrência. A polícia da cidade informou u que expediu guias de exames de lesões corporais e para exame de local de ação violenta.
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- Por Marianna Holanda | Folhapress
- 25 Out 2023
- 13:57h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou, nesta quarta-feira (25), a guerra no Oriente Médio como genocídio.
O conflito entre o grupo terrorista Hamas e Israel já deixou mais de 4.000 mortos na região, já se arrastando por quase 20 dias.
"O problema é que não é uma guerra, é genocídio que já matou quase 2 mil crianças que não têm nada a ver com esta guerra, são vítimas desta guerra. Não sei como um ser humano é capaz de guerrear sabendo que o resultado desta guerra é a morte de inocentes", afirmou.
Segundo o Ministério da Saúde em Gaza, dos 5.791 palestinos mortos por ataques de Israel no território palestino em pouco mais de duas semanas, 2.360 eram crianças.
Lula disse ainda que não se trata de discutir quem está certo ou errado no conflito. O Brasil tem adotado uma postura diplomática de buscar a paz e evitar criticar diretamente os dois lados da guerra. Nesta linha, o presidente tem falado em defesa das crianças que estão morrendo no conflito.
Recentemente, ele chamou o Hamas de terrorista pela primeira vez, mas também disse que a reação de Israel é insana. Hoje Gaza passa por uma grave crise humanitária, sob bombardeios e com as fronteiras fechadas para o fluxo de pessoas. Há um grupo de cerca de 30 brasileiros que tenta deixar a região, e o governo brasileiro negocia o resgate via Egito.
A declaração foi dada durante discurso na primeira reunião do Conselho da Federação. O evento contou com a presença de governadores, prefeitos e parlamentares, no Palácio do Planalto.
O presidente disse ainda que deixaria o evento para fazer uma ligação ao emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, para falar da guerra.
- Por Leonardo Vieceli | Folhapress
- 25 Out 2023
- 12:08h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Os trabalhadores de aplicativos de serviços no Brasil têm uma renda mensal maior do que a média dos outros ocupados fora das plataformas, mas enfrentam jornadas mais extensas na semana e ganham menos por hora.
É o que indica uma pesquisa inédita divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados foram coletados no quarto trimestre de 2022.
À época, a renda média do trabalho principal dos quase 1,5 milhão de trabalhadores de aplicativos de serviços foi estimada em R$ 2.645 por mês.
A quantia superava em 5,4% o rendimento dos profissionais fora das plataformas (R$ 2.510) e em 5,3% o valor obtido na média geral da população ocupada no setor privado (R$ 2.513).
O IBGE ponderou que parte da diferença pode estar associada a uma composição mais heterogênea do grupo que está fora dos apps. Essa camada envolve, por exemplo, trabalhadores em ocupações com remuneração considerada muito baixa, o que contribuiria para reduzir a média do rendimento.
Segundo o instituto, outro fator que pode explicar a diferença é a jornada maior de trabalho dos chamados plataformizados. Em média, eles tinham uma carga de 46 horas por semana, o equivalente a 6,5 horas a mais do que os ocupados fora dos aplicativos (39,5 horas).
Já o rendimento por hora dos profissionais dos apps foi calculado em R$ 13,3. A quantia ficou 8,9% abaixo da obtida pelos ocupados fora das plataformas (R$ 14,6).
As informações integram um novo módulo da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Como o recorte é inédito, não há dados comparáveis de períodos anteriores.
As estatísticas são experimentais —ou seja, ainda estão em fase de testes e sob avaliação. Os trabalhadores de apps de serviços incluem profissionais como motoristas de transporte particular de passageiros e entregadores de comida.
"Ao comparar os diferenciais de rendimento entre plataformizados e não plataformizados, é importante considerar que existem diferenças na composição dos dois grupos quanto ao nível de instrução, assim como nas ocupações exercidas", disse Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE.
"Os trabalhadores plataformizados tinham jornada mais extensa. Isso também pode contribuir para as diferenças no rendimento do trabalho", afirmou.
Conforme a pesquisa, o Sudeste foi a única região do país em que a renda mensal dos trabalhadores ocupados fora dos aplicativos (R$ 2.923) superou a média mensal dos profissionais que prestavam serviços via plataformas (R$ 2.733).
O IBGE ainda divulgou comparações de rendimento e horas trabalhadas em ocupações similares dentro e fora dos apps.
No caso do transporte de passageiros, os motoristas de automóveis nos aplicativos tinham uma renda somente 1,7% acima da verificada entre os condutores fora das plataformas —R$ 2.454 e R$ 2.412, respectivamente.
Já a média de horas trabalhadas na semana pelos motoristas plataformizados superava em 17,1% a dos demais —47,9 e 40,9 horas, respectivamente.
Outra comparação envolve os motociclistas nos serviços de malote e entrega.
Segundo o instituto, o rendimento médio dos entregadores plataformizados (R$ 1.784) correspondia a apenas 80,7% daquele recebido pelos trabalhadores da mesma categoria fora das plataformas (R$ 2.210).
Os motociclistas dos aplicativos, contudo, trabalhavam 11,2% a mais por semana, em média, do que os demais — 47,6 e 42,8 horas, respectivamente.
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- Por ge — Santiago
- 25 Out 2023
- 09:24h
Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade faturou sua primeira medalha de ouro em uma edição de Jogos Pan-Americanos, em Santiago, no Chile. A brasileira alcançou uma média de 14.983 (15.333 e 14.633), nesta terça-feira, na prova de salto sobre a mesa, e adicionou mais um título à coleção. Agora, a ginasta é campeã olímpica, mundial e pan-americana. Jordan Chiles (14.150), dos Estados Unidos, e Natalia Escalera (13.333), do México, terminaram com a prata e o bronze.
Última atleta a entrar em ação, Rebeca Andrade precisava superar a americana Jordan Chiles, que assumiu a liderança ao marcar 14.150. E logo na tentativa inicial a representante do Brasil desbancou a adversária com um "cheng" irretocável. A ginasta saltou com perfeição e cravou os pés no solo, recebendo a nota de 15.333.
No segundo salto, Rebeca Andrade, já ciente de que havia assumido a liderança, assinalou 14.633 (média de 14.983) e comemorou o resultado. O Brasil não subia ao lugar mais alto do pódio em um Pan desde a edição de 2007, no Rio de Janeiro, com Jade Barbosa.
- Toda medalha é especial. Estar aqui, conseguir um ouro, não tem palavras. Eu fiquei orgulhosa, porque eu fico quando dou um salto. Foi um ouro merecido, sabe? Foi (perfeito). Sempre pode melhorar, mas foi - disse Rebeca.
- Bahia Notícias
- 25 Out 2023
- 07:17h
Foto: Divulgação / BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas (ONU) irão destinar cerca de R$ 300 milhões para o desenvolvimento do semiárido baiano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. A iniciativa tem como foco o financiamento do projeto Sertão Vivo, com foco na resiliência climática da região.
Na ocasião, estavam presentes o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
De acordo com o BNDES, a iniciativa pode beneficiar até 75 mil famílias do semiárido baiano, que equivale a 300 mil pessoas, em vulnerabilidade social. Os beneficiários do programa não estão sujeitos a ônus financeiro em relação ao financiamento, que deve ser contratado pelo governo estadual, já que irão receber o apoio integralmente na forma não reembolsável.
- Por Victor Hernandes I Bahia Notícias
- 24 Out 2023
- 18:26h
Foto: Reprodução Ateleia
Um ato de coragem e fé marcou a história da beata Benigna Cardoso da Silva. Conhecida como “Heroína da Castidade”, a trajetória da beata chama atenção por um gesto que transformou sua vida e a colocou como uma das personalidades do catolicismo no Brasil.
Nascida em 15 de outubro de 1928, em Santana do Cariri, a cerca de 300 km de Fortaleza, no Ceará, Benigna ficou conhecida não só por ser uma mulher nordestina, mas pela doação à fé que proclamava.
Aos 13 anos, Benigna foi assassinada quando recusou ter relações sexuais com um homem para preservar sua pureza e virgindade para seguir os compromissos na igreja. A então adolescente, rejeitou por diversas vezes as investidas de um rapaz que, após ser recusado por ela, começou a persegui-la e a atacou com facões, preferindo morrer pela fé e continuar seguindo seu caminho de devoção à igreja do que se render ao homem.
A virtude da fé, doação, serviço e coragem permitiu a Benigna o título de “Serva de Deus” pela Igreja Católica em janeiro de 2013. A devoção à “Heroína da Castidade” cresceu no estado cearense, fazendo com que fiéis participassem de suas romarias, orações e pedidos.
Em 2019, mesmo ano da canonização de Santa Dulce, primeira santa baiana e brasileira da história, a Beata teve a prática da sua fé reconhecida pelo o Vaticano. Após o aval e consideração do Vaticano, a tão esperada beatificação iria acontecer em 2021, porém, por conta da pandemia, o ato que iria consagrar a jovem foi adiado para 24 de outubro de 2022.
A oficialização da beatificação da garota conquistou outros devotos por todo o estado do Ceará e ultrapassou fronteiras, quando a ação tornou a menina como primeira beata do Ceará e quarta mártir do Brasil.
Nesta segunda-feira (24), exatamente um ano após a beatificação da mártir, devotos e fiéis da igreja católica passaram a relacionar a resistência de Benigna com a manutenção da castidade, contra o pecado, e sendo motivo de diferentes romarias em veneração à menina.
FÉ E TRADIÇÃO
Segundo publicação do G1 Ceará, a trajetória de Benigna, além de despertar curiosidade e interesse de católicos, gera intenso movimento de fiéis na região do Cariri.
A cidade de Santana do Cariri, onde a garota nasceu e morreu, aguarda por uma quantidade de visitantes cinco vezes maior que o tamanho da população local no mês de outubro, quando são realizadas as romarias em homenagem à menina.
As novenas, eventos, romarias e procissões em devoção à beata, reúnem meninas e meninos vestidos com o típico traje vermelho com bolas brancas, roupa característica da Menina Benigna.
Tamanha devoção chamou atenção de autoridades e políticos locais. Em março do ano passado, o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT), anunciou o início da construção do Santuário de Benigna, em Santana do Cariri, além da construção de uma estátua representativa da jovem.
Hoje, devotos, fiéis e conterrâneos da Beata celebram o seu dia e a sua beatificação, como uma das marcas de fé e coragem do povo nordestino e cearense.
Foto: Reprodução/ G1 Ceará