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O NUPEX Campus XX - UNEB apoia o evento promovido pelo Conselho Estadual da OAB em Vitória da Conquista, Brumado e Guanambi, entre os dias 23 e 26 de setembro. A Coordenação Científica, referendada pelo NUPEX, ficará a cargo do Professor João Batista de Castro Júnior, docente do Curso de Direito do Campus XX-UNEB. Em Brumado o tema do evento será “Direito à saúde” e acontecerá no dia 24 de setembro às 19h no auditório da OAB. Além do Professor João Batista, irão palestrar Guiomar Miranda de Oliveira Melo, Promotora de Justiça, Évila Carreira, Professora da UESB e advogada, Acioli Viana, Advogado e Conselheiro Seccional da OAB, e Sérgio Goulart, Defensor Público Federal. As palestras focalizarão fornecimentos de medicação por via judicial, direito à saúde de minorias, mínimo existencial, reserva do possível e atuação do Ministério Público. As inscrições são gratuitas.
Fábrica da Veracel em Eunápolis: produção do setor de celulose aumentou 9,3%
A indústria baiana apresentou expansão pelo segundo mês consecutivo, em julho. A produção industrial do estado cresceu 5,2%, em comparação com o mês anterior. Apesar do ganho acumulado de 8,3% nos últimos dois meses, especialistas ainda são cautelosos ao falar de recuperação da indústria baiana. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 9, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre os 14 locais pesquisados no Brasil, oito tiveram recuo de produção. A média nacional apresentou queda de 1,5% em julho. As quedas mais expressivas foram no Paraná (-6,3%) e no Ceará (-5,2%). Santa Catarina (-2,4%) e São Paulo (-1,8%) também tiveram recuos maiores do que a média nacional (-1,5%). Amazonas (-1,5%), Espírito Santo (-1,4%), Minas Gerais (-1,3%) e Rio de Janeiro (-0,9%) completam os locais que tiveram desempenhos negativos.
Os resultados da indústria na Bahia não permitem ainda falar em recuperação, afirma o assessor técnico da gerência de estudos técnicos da Fieb (Federação das Indústrias da Bahia), Maurício West Pedrão. "É prematuro dizer, por apenas uma comparação. É complicado porque pode ter uma questão conjuntural que interferiu no dado. Ainda não dá para dizer que é uma tendência. É um bom sinal. É preciso pelo menos três meses para dizer que existe uma tendência. Mas é um dado positivo, não deixa de ser", diz Pedrão.
Setores
Entre os setores que contribuíram para o resultado positivo estão o setor automobilístico, com aumento de 44,5%, e o de celulose, com aumento de 9,3%, em julho de 2015, em comparação com o mesmo período do ano passado. O coordenador de acompanhamento conjuntural da SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia), Luiz Mário Vieira, lembra que o crescimento da indústria automobilística durante o período é condicionado ao baixo desempenho do setor em julho de 2014. "É um início de recuperação porque ano passado tivemos uma taxa ruim no mês de julho. A base do ano passado estava bem deprimida. A queda (em automóveis) ano passado foi de 35%. Mesmo assim, o setor cresceu", afirma Luiz Mário Vieira. O especialista estima que o aumento de produção se deva a uma antecipação da linha de produção da Ford por causa das férias coletivas anunciadas. O resultado positivo dos últimos dois meses, no entanto, é minimizado pelos especialistas quando se analisa os resultados acumulados no ano. De janeiro a julho, a indústria baiana caiu 7,2%, em comparação ao mesmo período de 2014. A queda nacional ficou em 6,6%, no mesmo período. Com grande peso na economia do estado, um dos setores que mais contribuiu para a queda foram o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-18,4%), por causa da menor produção de óleos combustíveis, óleo diesel, gasolina automotiva e naftas para petroquímica, segundo o IBGE. "A indústria vem sofrendo os efeitos do desaquecimento da economia, com questões de infraestrutura, tributárias e incertezas de vários aspectos, inclusive internacionais. Há tempos que o ambiente não é favorável. A tendência é de recuperação, são ciclos econômicos. A questão é saber o quanto vai ser recuperado e quando", diz o assessor da Fieb, Maurício West Pedrão.
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Ministro Occhi [centro], ao lado de Rui Costa, ACM Neto e Sargento Francisco, de Candeias (Foto: Henrique Mendes / G1)
Quase quatro meses após a capital baiana ter registrado pelo menos 20 mortes em decorrência das chuvas, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, assinou na tarde desta quarta-feira (9), em Salvador, o termo de liberação de recursos estimados em R$ 80 milhões, que devem ser usados na recuperação de encostas. Do total, R$ 59 milhões ficarão com o estado, que será responsável por obras na capital (R$ 53,8 mi) e também em Candeias (R$ 5,2 mi). Os demais R$ 21,7 milhões serão repassados para a prefeitura da capital. Presente no evento, o governador Rui Costa aproveitou para anunciar que, além das verbas para contenção de encostas, as famílias que perderam os imóveis nas últimas chuvas, em Salvador e Candeias, podem ser contempladas com a terceira etapa do programa "Minha Casa, Minha Vida", que está prevista para ser lançada em setembro deste ano.
Segundo o governador, o acordo foi firmado com o Ministério das Cidades, com aval da presidente Dilma Rousseff, e prevê a oferta de cinco mil casas para as vítimas das chuvas. "A diferença entre essas e as casas convencionais do 'Minha Casa, Minha Vida' é que, neste caso, como é a devolução de uma casa que era da pessoa, ela não paga aquele valor correspondente ao pagamento do Minha Casa, Minha Vida", antecipa. Em Salvador, o valor convencional dos imóveis do programa varia entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. Ao lado do governador, o prefeito de Salvador, ACM Neto, anunciou que irá lançar, na terça-feira (15), um novo Plano de Prevenção de Desastres, em Salvador. "Nós vamos modernizar toda a área da Defesa Civil na nossa cidade, trazendo o que há de alternativa mais moderna no Brasil, em termo de sistema de alerta e alarme, em termos de sistema de mobilização social e comunitária. Vamos apresentar todo um trabalho que será um trabalho definitivo para a cidade, que vai mudar o paradigma da atuação da Defesa Civil", informou.
Encostas
Durante a assinatura de repasse de verbas, que ocorreu na sede da Infraestrutura da Bahia (Seinfra), o governador Rui Costa afirmou,que, somados aos investimentos que estão sendo desenvolvidos em Salvador, o governo tem aplicado mais de R$ 230 milhões em obras de contenções. São 98 áreas atendidas de risco atendidas. O prefeito de Salvador, ACM Neto, também informou que, desde o início do ano até agora, investiu mais de R$ 93 milhões, com recursos próprios, em obras relacionadas à prevenção de desastres em períodos de chuva. Presente no evento, o ministro Gilberto Occhi disse que a assinatura do repasse sinaliza uma parceira dos governos federal, estadual e municipais para evitar os desatres provocados pela chuva. "Que nos sirva o exemplo ruim as mortes dessas famílias, mas que nós possamos ultrapassar esses momentos de dor com obras importantes, ações importantes como estamos fazendo no dia de hoje", afirmou. (G1 BA)
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Já existem acessórios com GPS que podem ser usados para monitorar a localização de animais de estimação ou informar seu dono sobre a quantidade de atividade física que seu bicho está praticando. Agora, duas empresas americanas desenvolveram a última tecnologia em monitoramento de pets: coleiras capazes de checar se o bicho está com febre, verificar seu pulso e respiração e até indicar se o animalzinho está sentindo dor. A empresa PetPace, com sede em Burlington, Massachusetts, tem uma coleira médica que pode medir os sinais vitais de um cachorro e outras informações para procurar sinais de dor. Irregularidades desencadeiam um aviso por telefone, texto ou e-mail. Outro produto, chamado Voyce, criado pela empresa I4C Innovations Inc, com sede em Chantilly, Virginia, tem uma versão que rastreia informações similares. A empresa também tem o Voyce Pro, disponível para veterinários monitorararem animais em fase de recuperação de cirurgias ou com doenças prolongadas.
Epilepsia, sopro e desmaios
As duas coleiras inteligentes podem ser programadas para monitorar um animal para uma doença específica. Kenneth Herring, que vive nos arredores de Detroit, usa PetPace para monitorar seu cachorro de 5 anos, Jack, como parte de um teste para checar se a coleira pode ajudar a detectar epilepsia. Quando Jack tem uma convulsão, ele tomba para um lado, baba e pode perder a consciência, segundo Herring. Até agora, os espasmos de suas patas e a falta de movimento foram suficientes para desencadear um alerta e a PetPace planeja usar o que aprender com Jack para adaptar a coleira para outros animais com epilepsia. Michelle Saltzman, de Bedford, Massachusetts, usa a coleira PetPace para Lucas, seu beagle de 10 anos que ela adotou em outubro. Lucas tem sopro no coração e sofre de desmaios. O monitor permite que a dona deixe o cão em casa sem se preocupar por ele estar sozinho. Herring observa que as coleiras inteligentes têm algumas limitações, incluindo baterias que podem durar entre dois dias até oito semanas, dependendo de quantas informações têm que medir e fornecer. Alguns dos sinais vitais de Jack são checados a cada dios minitos e outros são checados a cada 15 minutos, então a bateria acaba em dois dias e leva duas horas para recarregar.
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Acreditar que não é possível ter controle sobre o próprio peso leva pessoas a uma maior tendência à obesidade. Um estudo publicado na revista Health Education and Behavior apontou que pessoas que acreditam que nada podem fazer para alterar o peso consomem uma quantidade menos de nutrientes e têm índices de qualidade de vida mais baixos que o restante da população. "Se uma pessoa acredita que o peso não é influenciado pela dieta ou por exercícios, pode adotar comportamentos gratificantes a curto prazo, como consumir alimentos menos saudáveis e evitar exercícios, em vez de atitudes saudáveis, que trarão benefícios a longo prazo e ajudarão a administrar o peso", escreveram Mike C. Parent e Jessica L. Alquist, autores do estudo. Os pesquisadores ainda afirmaram que "quando combatemos a percepção de que o peso não pode ser mudado, os profissionais de saúde podem ajudar que estas pessoas mudem seu estilo de vida". Foram analisadas 4.166 homens e 4.655 mulheres a partir de entrevistas.
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O levantamento anual Global AgeWatch Index 2015, realizado pela organização HelpAge International em parceria com a Universidade de Southampton, nos Estados Unidos, apontou que o Brasil é o 56º melhor país no mundo para os idosos viverem. De acordo com o estudo, o melhor país é a Suíça, seguido pela Noruega, Suécia e Canadá, enquanto o pior é o Afeganistão. Segundo informações do G1, foi avaliado o bem-estar social e econômico dos idosos em 96 países, com base em critérios como renda, saúde, educação, emprego e ambiente favorável. A melhor avaliação brasileira foi com relação à garantia de renda entre idosos: 81,9% dos 23,5 milhões de idosos residentes no país recebem alguma forma de assistência social. Quanto à expectativa de vida, os idosos têm mais de 21 anos de vida, em média, quando chegam aos 60 anos, o que também é a média mundial. No Japão, onde há a maior expectativa de vida, os idosos têm mais 26 anos pela frente após os 60.
O Whatsapp tem 900 milhões de usuários no mundo e dezenas de milhões no Brasil. (Foto: BBC)
Um bug no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp colocou seus 200 milhões usuários em risco de fraudes eletrônicas. A informação veio da empresa de segurança da informação Check Point. Segundo a empresa, a vulnerabilidade no aplicativo afeta apenas a versão para computadores do WhatsApp, mas permite que hackers distribuam programas maliciosos como vírus ou do tipo ransomware - usados para "sequestrar" computadores e extorquir usuários por "resgate".
Cartão virtual
O WhatsApp foi alertado sobre o problema em 21 de agosto e na semana seguinte criou um patch (remendo) para corrigir a falha. A Check Point recomenda aos usuários que atualizem suas versões imediatamente para aproveitar o ajuste. O aplicativo para computadores é uma versão do programa utilizado em telefones celulares ao redor do mundo, inclusive no Brasil, onde é o app mais usado para o envio de mensagens instantâneas. O número de usuários globais em smartphones é de 900 milhões, com 200 milhões também usando PCs.
Em fevereiro do ano passado, o WhatsApp foi comprado pelo Facebook. Segundo a Check Point, a vulnerabilidade foi causada pela maneira como o programa lida com o envio de contatos no formato cartão virtual (vCard). Ele dava brecha para que hackers enviassem vCards falsos contendo programas maliciosos "escondidos". Quando clicado, o vCard infectaria os computadores. Para um especialista em segurança, o Whatsapp também tem brechas que hackers podem explorar para obter números de telefone celular e enviar programas maliciosos. "O Whatsapp é uma plataforma cruzada para o envio de mensagens instantâneas, então a chance de alguém abrir um vCard é bem grande", afirma Mark James, da firma ESET.
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Após observar 657 homens gays ou bissexuais, um estudo revelou que a pílula Truvada pode ser a nova "vacina" contra o HIV. O medicamento é um antirretroviral utilizado como proteção contra o vírus. Os pesquisadores da empresa de seguros Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, acompanharam participantes que já tomavam o medicamento há dois anos e meio e tinham altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis, segundo a revista Exame. Muitos deles utilizavam ainda drogas injetáveis ou reduziram o uso de preservativo no período. Ainda assim, a pesquisa não registrou novas infecções por HIV entre os participantes do grupo. No entanto, outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, foram contraídas. "Este é um dado muito reconfortante. A pílula funciona mesmo em uma população de alto risco", afirmou o autor do estudo, Jonathan E. Volk, em entrevista ao New York Times. É importante ressaltar que o estudo não realizou exames de sangue nos pacientes para confirmar que eles tomavam Truvada regularmente.
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Imagine que sua filha vai se casar. Engravidou do primeiro namorado, um rapaz mais velho que ela conheceu na vizinhança. Vai deixar de estudar por causa da gravidez e do marido. O jovem casal vai morar na casa dos pais dele. No entanto, ela só tem 12 anos. O casamento de crianças e adolescentes brasileiros, como na situação narrada acima, é o tema da pesquisa "Ela vai no meu barco", realizada pelo Instituto Promundo, ONG que desde 1997 estuda questões de gênero. De acordo com o Censo 2010, pelo menos 88 mil meninos e meninas com idades de 10 a 14 anos estavam casados em todo o Brasil. Na faixa etária de 15 a 17 anos, são 567 mil. A partir dos dados do Censo, a equipe de pesquisadores - financiada pela Fundação Ford, com apoio da Plan International e da Universidade Federal do Pará (UFPA) - foi ao Pará e ao Maranhão, estados onde o fenômeno do casamento infanto-juvenil é mais comum, e mergulhou no universo das adolescentes que tão cedo têm que se transformar em adultas.
Numa pesquisa qualitativa, foram entrevistadas 60 pessoas, entre garotas de 12 a 18 anos, seus maridos (todos com mais de 20 anos), seus parentes e funcionários da rede de proteção à infância e adolescência no Brasil. A idade média das jovens entrevistadas foi de 15 anos; seus maridos são, em média, nove anos mais velhos. Mas os pesquisadores descobriram que, no Brasil, o casamento de crianças e adolescentes é bem diferente dos arranjos ritualísticos existentes em países africanos e asiáticos, com jovens noivas prometidas pelas famílias em casamentos arranjados pelos parentes ou até mesmo forçados. O que acontece no Brasil, por outro lado, é um fenômeno marcado pela informalidade, pela pobreza e pela repressão da sexualidade e da vontade femininas. Normalmente os casamentos de jovens são informais (sem registro em cartório) e considerados consensuais, ou seja, de livre e espontânea vontade.
Naturalização
Entre os motivos para os casamentos, a coordenadora do levantamento, Alice Taylor, pesquisadora do Instituto Promundo, destaca a falta de perspectiva das jovens e o desejo de deixar a casa dos pais como forma de encontrar uma vida melhor. Muitas fogem de abusos, escapam de ter de se prostituir e convivem de perto com a miséria e o uso de drogas. As entrevistas das jovens, transcritas no relatório final da pesquisa sob condição de anonimato, mostram um pouco do que elas enfrentam, como esta que diz ter saído de casa por causa do padrasto, que a maltratava. "Porque eu tava entrando na minha adolescência, eu queria sair, eu queria curtir, queria andar (…). Eu me relacionei com ele, namorei com ele três meses, ele me convidou pra morar na casa dele, aí eu fui pra casa dele. Não gostava muito dele, eu só fui mesmo pelo fato de o meu padrasto (me maltratar), aí na convivência nossa ele (o marido) me fez aprender a gostar dele, e hoje eu sou louca por ele", conta uma das garotas. A jovem casou-se aos 12 anos, grávida, com um homem de 19. No relatório, os pesquisadores afirmam que ela relatou ser abusada pelo padrasto, mas não fica claro o tipo de abuso. Também em Belém, outra jovem entrevistada, que casou grávida aos 15 anos, diz que a mãe "achou por bem a gente se casar logo, pra não haver esses falatórios que ia haver realmente". O rapaz era cinco anos mais velho. Em São Luís, uma das meninas mais novas entrevistadas relata que se casou aos 13 com um homem de 36 anos. E mostra a falta de perspectiva como fator fundamental para a decisão, ao dizer o que poderia acontecer caso não estivesse casada: "Acho que eu estaria quase no mesmo caminho que a minha irmã, que a minha irmã tá quase no caminho da prostituição". A coordenadora da pesquisa de campo em Belém, Maria Lúcia Chaves Lima, professora da UFPA, disse que as entrevistadas falaram de modo natural sobre suas uniões conjugais, mesmo sendo tão precoces. "É uma realidade naturalizada e pouco problematizada na nossa região", afirma. Segundo Lima, a gravidez ainda é a grande motivadora do casamento na adolescência, e a união é vista como uma forma de controlar a sexualidade das meninas. "A lógica é: 'melhor ser de só um do que de vários'. O casamento também aparece como forma de escapar de uma vida de limitações, seja econômica ou de liberdade", diz.
Legislação atrasada
O casamento infantil, reconhecido internacionalmente como uma violação aos direitos humanos, é definido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) – que o Brasil assinou e ratificou em 1990 – como uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos. No Brasil, acontece mais frequentemente a partir dos 12 anos, o que faz com que os pesquisadores definam o fenômeno como casamento na infância e na adolescência. Segundo a pesquisa, estimativa do Unicef com dados de 2011 aponta que o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em números absolutos de mulheres casadas antes dos 15 anos: seriam 877 mil mulheres com idades entre 20 e 24 anos que disseram ter se casado antes dos 15 anos. Mas essa estimativa exclui, por falta de dados, países como China, Bahrein, Irã, Israel, Kuait, Líbia, Omã, Catar, Arábia Saudita, Tunísia e os Emirados Árabes Unidos, entre outros. De qualquer modo, os pesquisadores alertam para a falta de discussão sobre o tema no Brasil e a necessidade de mudanças na legislação. No Brasil, a idade legal para o casamento é estabelecida como 18 anos para homens e mulheres, com várias exceções listadas no Código Civil. A primeira exceção — compartilhada por quase todos os países do mundo — permite o casamento com o consentimento de ambos os pais (ou com a autorização dos representantes legais) a partir dos 16 anos. Outra exceção é que a menor pode se casar antes dos 16 anos em caso de gravidez. E a última, prevista no Código Civil, é que o casamento antes dos 16 anos também é permitido a fim de evitar a "imposição de pena criminal" em casos de estupro. Na prática, essa exceção permite que um estuprador evite a punição ao se casar com a vítima.
Sonhos que envelhecem cedo
De acordo com as entrevistas e a análise dos pesquisadores, o que acontece, na maioria das vezes, é que, em vez de serem controladas pelos pais, as garotas passam a ser controladas pelos maridos. Qualquer sonho de escola ou trabalho envelhece cedo, na rotina de criar os filhos e se adequar às exigências do cônjuge. O título da pesquisa, Ela vai no meu barco, vem de uma frase de um dos maridos entrevistados, de 19 anos, afirmando que a jovem mulher, de 14 anos, grávida à época do casamento, tinha de seguir sua orientação. "Ela vai no sonho que eu pretendo pra mim, né? Ela vai seguindo… Acho que é uma desvantagem de a pessoa não ser bem estruturada, né? Geralmente cada um leva as suas escolhas, né? Mas por ela ser mais nova e eu ser mais velho, tipo assim, ela vai no meu barco", resume ele. Casadas, as jovens muitas vezes enfraquecem seus laços de amizade, sua vida social e passam a se dedicar apenas ao marido e aos filhos. São alvo do controle e do ciúme dos maridos, e algumas relataram casos de violência. "Queremos alertar que essa situação não é apenas restrita aos rincões do país. As entrevistas foram feitas em Belém e São Luís, o que mostra que é uma questão que ocorre nos centros urbanos", afirma Alice Taylor.
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A quase um ano das eleições municipais, o assunto já faz parte das rodas de conversa na Assembleia Legislativa da Bahia e pelo menos 18 deputados estaduais poderão sair candidatos a prefeito no próximo ano. Em Vitória da Conquista, é possível que três deputados disputem a prefeitura: o petista Zé Raimundo, que já administrou a cidade, o comunista Fabrício Falcão e o peemedebista Herzem Gusmão. Outro município que poderá ter três parlamentares concorrendo a prefeito é Feira de Santana. Líder do governo na Assembleia, o deputado Zé Neto (PT) é um dos postulantes. No entanto, também são ventiladas as possíveis candidaturas de José de Arimatéia (PRB) e de Carlos Geilson, que anunciará nos próximos dias sua ida para o PSDB, de saída do PTN. Um tucano que tem a candidatura a prefeito dada como certa é o deputado Augusto Castro, em Itabuna. Com boa votação em Santo Antônio de Jesus, Rogério Andrade (PSD) poderá disputar a prefeitura do município da região metropolitana de Salvador.
Há chances de que Joseildo Ramos (PT) e Hildécio Meireles (PMDB), respectivamente ex-prefeitos de Alagoinhas e Cairu, voltem a tentar ocupar os antigos postos. Ivana Bastos (PSD) tem vontade de tentar a prefeitura de Guanambi e o Pastor Sargento Isidório (PSC) tem se apresentado como pré-candidato em Salvador, acompanhando de perto o governador Rui Costa em praticamente todas as suas agendas externas na capital baiana. No caso de Isidório, porém, além de um eventual apoio de Rui à sua candidatura, o deputado precisa resolver a sua vida partidária. Isidório tem conversas para ingressar no PTN, mas precisará de um bom motivo para apresentar à Justiça Eleitoral, já que quer deixar o PSC. Caso contrário, poderá se tornar alvo de um processo por infidelidade partidária. O deputado Roberto Carlos (PDT), por sua vez, diz que tem um acordo com Joseph Bandeira, ex-prefeito de Juazeiro. Segundo o parlamentar, se Joseph conseguir resolver problemas na Justiça, sairá candidato, com o seu apoio. Caso contrário, o próprio deputado disputará o cargo. Pelas conversas de bastidores da Assembleia, completam a lista de possíveis candidatos Jurandy Oliveira (PRP), em Ipirá; Gika (PT), em Serrinha; Jânio Natal (PRP), em Belmonte, Pedro Tavares (PMDB), em Ilhéus; e Vando (PSC), em Monte Santo.
Partido Liberal
De todos os citados na Assembleia como possíveis postulantes a prefeito em 2016, os candidatos menos prováveis são Jurandy e Vando, já que os dois mantêm conversas para desembarcar no PL, cuja criação, até o momento, não foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como quem pretende disputar qualquer cargo no pleito de 2016 precisa estar filiado ao partido há pelo menos um ano da eleição, o PL precisaria ser criado até o começo de outubro desse ano, para que seus filiados pudessem concorrer. Responsável pela coleta de assinaturas na Bahia para formalizar o pedido de registro do PL junto ao TSE, o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT), viajará nesta quarta, 9, a Brasília atrás de novidades. Ele vai se reunir com o ex-deputado Cleovan Siqueira (GO), que seria o presidente da sigla.
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(Foto: Reprodução)
Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União autoriza o repasse de R$ 193 mil em recursos federais para a Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma em oito estados: Acre, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com o texto, a hanseníase, as verminoses e o tracoma têm distribuição heterogênea no Brasil e as altas cargas dessas doenças comprometem a interrupção da cadeia de transmissão e a eliminação desses quadros como problemas de saúde pública. Ainda segundo a publicação, “persiste a dificuldade de acesso à rede de serviços de saúde pelas populações mais vulneráveis, refletindo diretamente na detecção e adesão ao tratamento”. A Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma tem como objetivos: a identificação de casos de hanseníase por meio de busca ativa em alunos com sinais e sintomas da doença; o tratamento de verminoses; o diagnóstico e o tratamento do tracoma; e o tratamento coletivo para esquistossomose em municípios com percentual de positividade acima de 25%.
- Mirian Neto I ConquistaUrgente
- 09 Set 2015
- 14:01h
Moradores de Limoeiro precisam se equilibrar em cabos de aço para atravessar rio (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Por falta de uma ponte no povoado de Limoeiro, em Vitória da Conquista, os moradores da região enfrentam uma situação bem delicada. Pois, para chegar em casa, a população precisa atravessar dois rios por acessos improvisados. Além dessa situação, o povoado não tem posto de saúde e a única escola tem apenas uma sala de aula que está em condições precárias. São trinta e cinco quilômetros para chegar até o povoado do Limoeiro. O acesso é pela BA-263, logo depois da Serra do Marçal. A primeira barreira que os moradores encontram para chegar ao povoado é passar pelo rio Periquito. Para atravessar, foi improvisada uma passagem. Porém, os moradores relatam que quando chove a água toma todo o espaço e não tem como passar pelo local.
Foto: Hédio Fazan/ O Progresso
O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira (8) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o pagamento de indenização aos donos de terras demarcadas como reservas indígenas. A PEC estabelece reparação a ser calculada com base no valor da terra nua e das benfeitorias realizadas. O texto, de autoria do senador Paulo Bauer (PSDB-SC) e aprovado por unanimidade em dois turnos, segue para a Câmara. Para o líder do DEM no Senado e importante parlamentar da bancada ruralista, Ronaldo Caiado (GO), a medida ameniza a insegurança dos proprietários. "Essa proposta minimiza a insegurança jurídica promovida pelo próprio governo com a Funai, encomendando laudos antropológicos que nada têm a ver com a realidade. Enquanto isso, terras são invadidas, queimadas e rebanhos são confiscados. Os produtores ficam sem proteção se têm de arcar com a manutenção de sua própria família. Não podíamos deixar desamparados esses produtores depois de serem estimulados pelo Estado a desbravar e promover o desenvolvimento do país", disse o senador, em nota.
A previsão foi feita pela presidente da entidade, Maria Quitéria (Foto: Divulgação)
A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, prevê “um caos” na contas das prefeituras de todo o estado por causa do reajuste do salário mínimo para R$ 865 previsto para o próximo ano. De acordo com Maria Quitéria, que também é prefeita de Cardeal da Silva, 30% das prefeituras baianas já demitiram funcionários e até 70% dos prefeitos já passaram do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para este ano. A previsão da UPB é de que em 2016 haja “agravamento” do problema financeiro devido ao aumento do mínimo associada à queda da arrecadação municipal, conforme publicação do jornal Correio. O diretor-executivo da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA), Carlos Machado, diz que a situação deve ser mais sentida nas cidades menores, ao contrário de municípios maiores como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus, que têm comércio mais “estruturado”.
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 09 Set 2015
- 11:58h
Deputado estadual Zé Raimundo; diretor geral da Sudesb, Elias Dourado; Zé Carlos de Jonas e Zé Luis Ataíde (Foto: Divulgação)
O vereador Zé Carlos de Jonas (PT) deu continuidade a sua extensa agenda de viagens referentes às suas atividades parlamentares e, nesta terça-feira (08), esteve mais uma vez em Salvador para importantes reuniões com agentes do governo do estado. Acompanhado da sua assessora Terenilda Dias e do ex-vice-prefeito Zé Luiz Alves Ataíde (PT), o parlamentar, dentre os vários compromissos, teve uma reunião muito importante com o diretor geral da Sudesb - Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia, Elias Dourado, na qual também se fez presente o deputado estadual Zé Raimundo (PT). O encontro aconteceu na sede da entidade, no Imbuí, e, primeiramente, o vereador Zé Carlos de Jonas, explanou o atual momento de crise que passa o meio rural de Brumado e, diante disso, solicitou a efetivação de um amplo projeto esportivo que venha atender as expectativas dos milhares de jovens e crianças dos diversos distritos e comunidades rurais do município. Em sua argumentação, o vereador relatou que “sabemos que o Esporte é um dos meios mais eficazes no combate às drogas e, consequentemente, à violência, então, como a zona rural de Brumado atravessa um momento delicado nesse sentido, com um aumento preocupante da criminalidade, viemos até a Sudesb colocar o diretor geral a par dessa realidade, para que um amplo projeto esportivo possa ser colocado em prática na zona rural de Brumado”. Zé Carlos de Jonas ainda abordou que “o diretor Elias Dourado nos recepcionou muito bem e se prontificou a atender a nossa solicitação, o que nos deixou muito otimistas, pois sabemos da importância desse projeto para as nossas crianças e jovens”. E finalizou dizendo que “não posso deixar de agradecer o apoio do deputado Zé Raimundo, que fortaleceu o nosso pedido”.