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- Por Marianna Holanda | Folhapress
- 05 Ago 2024
- 14:11h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega em Santiago, no Chile, na noite deste domingo (3), para uma visita de Estado ao Chile, em meio a divergências com o homólogo Gabriel Boric sobre Venezuela.
A viagem, que tem como objetivo celebrar acordos entre os países e intensificar acordos comerciais, deveria ter acontecido em maio, mas foi adiada por causa da tragédia no Rio Grande do Sul. O timing agora coincide com a crise na Venezuela, principal ponto de divergência entre os dois países.
Com o adiamento, foi possível ampliar o número de acordos, que chega a quase 20 em setores que vão desde direitos humanos até ciência e tecnologia. Além disso, Lula participará de encontro realizado pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) que reunirá cerca de 500 empresários brasileiros e chilenos.
O Itamaraty e o Planalto tem feito o esforço de não ofuscar a agenda positiva com a controvérsia do momento. Mas, como disse um auxiliar de Lula, Venezuela é um elefante na sala e será tratado na reunião bilateral entre os presidentes, ainda que não seja o tema principal.
Na eleição no último dia 8, o ditador Nicolás Maduro diz ter sido reeleito, numa disputa marcada por controvérsias e contestada pela oposição. Chile e Brasil tiveram diferentes respostas.
Boric, já no dia seguinte, disse que os resultados eram difíceis de acreditar, se aproximando até de países mais à direita na região, como Argentina, que de pronto deslegitimaram a disputa venezuelana.
"O regime de Maduro deve compreender que os resultados são difíceis de acreditar. A comunidade internacional e especialmente o povo venezuelano, incluindo os milhões de venezuelanos no exílio, exigem total transparência das atas e do processo. [...] Do Chile não reconheceremos nenhum resultado que não seja verificável", disse.
Já o governo brasileiro tem buscado uma solução diplomática com outros países governados pela esquerda na região, Colômbia e México. A postura é de não reconhecer a reeleição de Maduro, mas tampouco declarar a vitória do opositor Edmundo González, e pedir uma verificação imparcial dos resultados da eleição, com a apresentação das atas de votação.
O presidente Lula, quando rompeu o silêncio sobre a disputa envolvendo o aliado antigo, disse não ver "nada de anormal" em relação à contestada reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela. Em entrevista a um canal afiliado à TV Globo, Lula descreveu a situação como "um processo" em curso.
"Vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial. Não tem nada de anormal. Teve uma eleição, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40 e pouco. Um concorda, o outro não", afirmou, acrescentando que quem deveria arbitrar a decisão é a Justiça.
A declaração repercutiu mal até mesmo entre aliados, que admitiram ter sido mal colocada. Desde então, o presidente tem evitado comentar o caso publicamente. A repercussão negativa da fala teve o efeito de ofuscar uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Lula, em que ele destaca o papel do Brasil de intermediador da crise na região.
Dois dias depois do telefonema, os Estados Unidos decidiram reconhecer o opositor Edmundo González como presidente eleito na Venezuela. E, na avaliação de auxiliares de Lula, a atitude não inviaibiliza, mas prejudica a solução diplomática buscada por Brasil, Colômbia e México.
A Venezuela já teve ao menos 1.200 pessoas presas em protestos contra a reeleição de Maduro, além de ao menos 11 mortos.
Interlocutores de Lula acreditam que o tema surgirá na conversa com Boric, mas esperam que os líderes não foquem na crise. De acordo com eles, os dois lados sabem que pensam diferente sobre a crise e não haverá tentativa de convencimento por entender que não é o momento.
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, Gisela Padovan, disse que a programação da viagem não inclui "nada especificamente" sobre Venezuela. "É mais do que natural que dois presidentes conversem sobre a região. O momento privado é momento de falar livremente, mas [Venezuela] não é tema da agenda", disse a jornalistas.
Há uma avaliação no entorno de Lula que a reação de Boric a Maduro é uma foi motivada por questões relacionadas à política doméstica. O Chile é um dos países da América do Sul mais afetados pelo êxodo de venezuelanos, assim como o Brasil --mas, no caso chileno, a presença de imigrantes venezuelanos é proporcionalmente maior em relação à população local.
Segundo o professor da Universidade Federal de Roraima João Carlos Jarochinski, especialista nesta temática, hoje os venezuelanos representam 8% da população chilena, de cerca de 19 milhões de pessoas. E ele diz que o governo tem políticas que dificultam a regularização dos venezuelanos, numa postura que chamou de contraditória à esquerda tradicional latino-americana.
"É um pais muito dividido hoje, essa logica de migração e grupos criminosos organizados é algo que sempre gera problemas", disse, em referência à facção Tren de Aragua, que aumentou sua influência na região.
"Mas Boric é de uma esquerda distinta de Lula em pautas mais de política identitárias. Em gênero, por exemplo, eles têm posição clara, metade do gabinete é de mulheres. Não que o PT não tenha, mas há também vinculação com regimes antidemocráticos, como Nicarágua, Cuba e Venezuela. Boric tem uma defesa mais radical da democracia. No caso brasileiro, mesmo com tentativa de golpe do ano passado, a incidência da critíica do Boric [a esses países] é muito mais forte", completou.
Em nota, o PT reconheceu a vitória de Maduro e disse que o processo eleitoral foi uma "jornada pacífica, democrática e soberana".
Lula e Boric estiveram juntos no ano passado, durante a cúpula Celac-UE, num episódio que também foi marcado pela divergência em torno da Guerra da Ucrância.
O chileno criticou autoridades latino-americanas que não concordaram com a inclusão de uma menção à Rússia no comunicado final. Lula reagiu e chamou-o de "sequioso e apressado".
Agora, nesta primeira visita oficial do presidente brasileiro ao Chile, o governo busca destacar agenda de assinatura de acordos, reunião com presidentes dos três poderes e empresários.
No primeiro dia, Lula será recebido com tradicional honraria de chefe de Estado no Palácio de La Moneda, sede do governo. O presidente conhecerá um local de homenagem ao ex-presidente chileno Salvador Allende, antes de começarem as reuniões.
Lula estará acompanhado de uma comitiva de cerca de dez ministros, dentre eles, Carlos Fávaro (Agricultura), Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Primeiro, haverá uma conversa bilateral entre os chefes de Estado. Depois, uma reunião ampliada e a assinatura de acordos.
Em seguida, Lula visitará os presidentes do Senado, José García Ruminot, da Câmara, Karol Cariola Oliva, e da Corte Suprema, Ricardo Blanco Herrera.
Depois, terá audiências com o secretário-executivo da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão vinculado às Nações Unidas), José Manuel Salazar-Xirinachs, e com o CEO da Latam, Roberto Alvo. O Brasil é o terceiro país que mais exporta para o Chile, enquanto este é o quinto do qual o Brasil mais importa.
Dentre os principais produtos brasileiros que chegam aos chilenos, estão petróleo, carne e veículos. Por outro lado, o principal produto do Chile importado pelo Brasil é o cobre, seguido de pescado e de outros minérios.
No último dia, Lula terá ainda reunião com a prefeita de Santigo, Irací Hassler, filha de uma brasileira. E, por último, uma agenda da inauguração de pedra fundamental do centro espacial chileno.
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- Por Folhapress
- 05 Ago 2024
- 12:09h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou neste domingo (4) que não há mandados de prisão contra María Corina Machado e Edmundo González Urrutía , principais figuras da oposição ao regime do ditador Nicolás Maduro.
"Eu quero conhecer as ordens [de prisão], vê-las, porque não existem", afirmou Saab, uma das principais autoridades do regime, em entrevista à rádio venezuelana Caracol publicada neste domingo (4).
O procurador-geral confirmou que existe uma investigação em andamento para identificar pessoas responsáveis por incêndios criminosos em prédios públicos com pessoas dentro, mas não citou os nomes dos investigados
"Todo aquele dirigente que faça um chamado a fatos vinculados a atos de terrorismo será detido", afirmou Saab.
Após o pleito, o próprio Saab chegou a acusar Corina de envolvimento em um suposto ataque contra o sistema eleitoral. Outras figuras de alto escalão do regime vinham pedindo a prisão da líder opositora, inabilitada para concorrer nas eleições presidenciais, e de González, nome escolhido para substituí-la à frente da candidatura da oposição.
Diante das ameaças públicas de prisão, o governo da Costa Rica ofereceu asilo a Corina, González e outras figuras da oposição. Em artigo publicado no Wall Street Journal na quinta-feira (1º), a líder opositora escreveu que poderia ser detida a qualquer momento.
Corina e González têm convocado manifestações para denunciar uma suposta fraude eleitoral nas eleições do último domingo (28). O regime afirma já ter prendido mais de 1.200 pessoas nos protestos, enquanto a ONG Human Rights Watch (HRW) afirmou ter recebido relatos de que mais de 20 pessoas teriam sido mortas nas manifestações.
"Vinte mortes causadas pela própria violência dos manifestantes", disse Saab à rádio Caracol, citando os dados da HRW. Ele negou que as forças de segurança estejam cometendo violência nos protestos e acusou os manifestantes de usarem tinta vermelha ou molho de tomate para simularem ferimentos.
No sábado (3), Corina discursou diante de milhares de apoiadores em um protesto em Caracas no sábado (3); González não participou do ato. "Nunca estivemos tão fortes", disse a opositora, reiterando a acusação de fraude eleitoral.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou a reeleição de Maduro com 52% dos votos, contra 43% de González, com 97% das urnas apuradas. No entanto, o órgão não apresentou resultados discriminados por zona eleitoral e mesa de votação.
A oposição afirma ter tido acesso a esses documentos e os publicou em um site, declarando González vitorioso com 67% dos votos, e 80% das mesas de votação contabilizadas.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 05 Ago 2024
- 10:07h
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias
O Poder Judiciário terá um espaço extra de R$ 3,84 bilhões para gastos em 2025, segundo as regras do novo arcabouço fiscal proposto pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) e aprovado pelo Congresso Nacional.
Cerca de R$ 1,4 bilhão desse montante vem da expansão real do limite, acima da inflação no período. Parte da folga deve ser usada para bancar reajustes salariais concedidos aos magistrados.
O arcabouço fiscal prevê limites individuais aos três Poderes, ao Ministério Público e à Defensoria. Todos eles são corrigidos pela inflação mais um percentual real, que fica entre 0,6% e 2,5% ao ano. A definição da variação real depende da dinâmica das receitas em 12 meses até junho do ano anterior.
Para 2025, o Tesouro Nacional já informou que foram alcançadas as condições para que o aumento seja de 2,5% acima da inflação.
A situação dos demais Poderes, porém, contrasta com o quadro de maior aperto do Executivo, que precisa conciliar o aumento dos gastos com benefícios previdenciários e assistenciais com a pressão política por aumento dos investimentos.
As emendas parlamentares, indicadas pelos congressistas e que chegaram ao valor recorde de R$ 49,2 bilhões neste ano, também saem do limite do Executivo.
Judiciário, Legislativo e Ministério Público, por sua vez, destinam a maior fatia de seus gastos ao pagamento de pessoal e encargos sociais. A proporção varia entre 60,15% na Justiça Eleitoral e 85,03% na Justiça do Trabalho.
Ao todo, o Judiciário federal terá um limite de R$ 59,95 bilhões para gastar em 2025. No Legislativo, o espaço será de R$ 17,4 bilhões. Ficarão reservados outros R$ 9,15 bilhões para o Ministério Público e R$ 759 milhões para a Defensoria.
Em 2022, durante as discussões sobre a nova regra fiscal para substituir o teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer (MDB), técnicos do Tesouro Nacional sugeriram limites mais rígidos para os demais Poderes.
A justificativa seria evitar que esses órgãos incorporassem para si ganhos que deveriam ser direcionados para políticas públicas, cuja realização está concentrada nas mãos do Poder Executivo.
A recomendação técnica não era uma posição institucional do Tesouro Nacional. Tampouco foi incorporada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às discussões do arcabouço fiscal.
Na época da apresentação da nova regra, em março de 2023, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que a opção de prever ganhos reais para todos os Poderes seguia o princípio da isonomia assegurado pela Constituição.
Esse preceito já havia sido preservado no passado recente. Quando o teto de gastos foi expandido para comportar gastos idealizados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para 2022, ano eleitoral, os demais Poderes também ganharam uma folga adicional de R$ 2,7 bilhões.
O tema é até hoje controverso entre técnicos do governo. Muitos deles reconhecem a questão da isonomia, embora apontem que a folga fiscal nos demais Poderes acaba abrindo espaço para aumentos salariais mais benevolentes e criação de penduricalhos para categorias que já têm remuneração mais elevada.
As carreiras do Judiciário, por exemplo, pressionam pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do quinquênio, que concede um adicional remuneratório a juízes, procuradores e defensores.
O texto resgata um benefício extinto em 2006 e prevê a concessão de um adicional de 5% do salário a cada cinco anos de serviço. A verba ficaria livre do teto remuneratório e seria concedida a quem está na ativa ou já se aposentou. O governo Lula é contra a proposta.
Toda concessão de reajustes para carreiras do Judiciário cria um dilema para os demais Poderes. O movimento gera pressão em cascata, inclusive no Executivo, não só porque outras categorias reivindicam tratamento semelhante, mas porque o salário de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) serve de teto remuneratório para toda a União.
Se o teto remuneratório sobe, quem recebe acima desse valor e sofre o desconto do chamado "abate-teto" passa imediatamente a ganhar mais, sem necessidade de nenhum reajuste.
Hoje, esse teto está em R$ 44.008,52 e já tem aumento programado para R$ 46.366,19 a partir de 1º de fevereiro de 2025.
Por outro lado, o simples fato de haver um limite de gastos para os demais Poderes é considerado positivo por técnicos da área econômica.
Um deles lembra que, em 2016, na elaboração do teto de gastos, havia forte resistência do Judiciário e do Legislativo a se submeterem a uma regra fiscal desse tipo. Na época, o Executivo os convenceu após aceitar ceder, nos três primeiros anos do teto, uma parte de seu limite para acomodar reajustes salariais que já haviam sido concedidos pelos demais Poderes.
Agora, a limitação dos gastos é um modelo já consolidado, na avaliação da área técnica.
A reportagem procurou os tribunais para saber a destinação do espaço extra no Orçamento de 2025.
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) disse que "a variação real de 2,5% acrescida da inflação será utilizada para atender aos valores decorrentes do fluxo de folha de pagamentos e da última parcela do reajuste concedido para magistrados e servidores pelas Leis nº 14.520/2023 e nº 14.523/2023". Segundo o tributal, a parcela do reajuste será de 6,13%.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o CJF (Conselho da Justiça Federal) disseram que suas propostas orçamentárias para 2025 ainda estão em fase de elaboração. Os órgãos afirmaram também que a alocação de recursos em reajustes para a magistratura e para servidores do Judiciário é uma iniciativa que cabe ao STF, mediante elaboração de projeto de lei.
O STF não retornou aos questionamentos da reportagem. O STM (Superior Tribunal Militar) também não respondeu.
- Por Bia Jesus / Bahia Notícias
- 05 Ago 2024
- 08:05h
Foto: Reprodução / X / Paris 2024
Os atletas brasileiros seguem com uma agenda cheia nos Jogos Olímpicos de Paris desta segunda-feira (5). Às 10h, o tênis de mesa tem um confronto entre Brasil e Portugal, e o surfe promete emoções com Gabriel Medina enfrentando Jack Robinson às 14h36.
A agenda brasileira se encerra com as competições de vôlei de praia e vôlei masculino nas quartas de final, destacando o embate Brasil-EUA às 16h. Todas as modalidades estão disponíveis para serem assistidos na TV Globo, SporTV 2, 3 e 4 e na Cazé TV.
Confira a agenda olímpica desta segunda:
07:50
– Atletismo: 200 m feminino – Repescagem – Lorraine Martins, Ana Carolina Azevedo
09:20
– Ginástica Artística: Solo feminino – Final – Rebeca Andrade
10:00
– Tênis de Mesa: Brasil – Portugal
– Saltos Ornamentais: Plataforma 10m feminino – semifinal
14:36
– Surfe: Gabriel Medina (BRA) x Jack Robinson (AUS)
14:55
– Atletismo: 200m Masculino – 1ª Rodada – Renan Gallina
15:00
– Tênis de Mesa: Brasil – Coreia do Sul
15:45
– Atletismo: 200m Feminino – Semifinal
15:48
– Surfe: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Brisa Hennessy (CRC)
16:00
– Vôlei de Praia Feminino: Duda/Ana Patrícia x Akiko/Ishii
– Vôlei Masculino – Quartas de Final: Brasil – EUA
– Tênis de Mesa: Brasil – Coreia do Sul
- Por Julia Chaib, Cézar Feitoza e Cátia Seabra | Folhapress
- 03 Ago 2024
- 14:02h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O governo Lula (PT) suspendeu o pagamento de todas as emendas de comissão e dos restos das emendas de relator para cumprir decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O comunicado sobre a suspensão foi enviado pela AGU (Advocacia-Geral da União) para todos os ministérios na noite de quinta-feira (1º).
O texto determina que a "Secretaria de Orçamento Federal efetive imediatamente o bloqueio de empenhos e pagamentos das referidas emendas parlamentares".
"O cumprimento imediato da decisão é indispensável para que o desenvolvimento dos trabalhos de conciliação, em andamento no Supremo Tribunal Federal, sejam eficazes", diz o documento obtido pela Folha.
A decisão do governo também suspende o pagamento de emendas individuais de parlamentares que enviaram recursos para estados pelos quais não foram eleitos.
A expectativa no governo é que uma eventual derrubada da suspensão possa ocorrer na terça-feira (9). Flávio Dino marcou para esta data uma reunião técnica entre assessores do Supremo, do Congresso Nacional, do governo, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União.
Nesta reunião será esclarecido quais procedimentos todas as partes envolvidas na execução das emendas parlamentares devem adotar para cumprir a decisão.
O ministro Flávio Dino realizou na quinta uma audiência de conciliação com todas as partes. A reunião foi convocada após o Supremo entender que a decisão expedida no fim de 2022 que derrubava as emendas de relator não foi totalmente cumprida pelo Congresso Nacional.
A avaliação é de que as cúpulas da Câmara e do Senado transferiram os recursos das emendas de relator para as emendas de comissão. O valor dessa modalidade de emenda foi turbinado e chegou a R$ 15,5 bilhões este ano.
Após o fim da audiência, Dino divulgou duas decisões sobre o assunto. A primeira determinava que o governo só pague as emendas de comissão que tenham "prévia e total transparência e rastreabilidade".
A decisão de Dino também prevê que parlamentares só possam destinar suas emendas aos estados pelos quais foram eleitos. A nova regra, segundo o ministro, é constitucional porque os recursos precisam de "absoluta vinculação federativa". A única exceção será para projetos de âmbito nacional.
O ministro ainda deu prazos para a CGU (Controladoria-Geral da União) realizar auditorias nas emendas e divulgar os municípios mais beneficiados com recurso por número de habitantes.
A avaliação no governo e no Congresso é que a decisão de Dino não é clara ao determinar quais são os critérios de transparência que devem ser seguidos para as emendas de comissão.
Por isso, parlamentares e membros do governo dizem que não está claro o impacto das decisões. Congressistas defendem, inclusive, que as emendas de comissão já são transparentes e não haveria porque adaptá-las.
Em outra decisão publicada nesta quinta, Dino determinou que a CGU realize auditoria de todos os repasses de emendas Pix -modalidade de emenda individual que acelera o repasse de recursos diretamente para os caixas da prefeituras de aliados dos parlamentares nos estados.
O ministro condicionou a execução das emendas Pix ao atendimento de requisitos de transparência e rastreabilidade. Na prática, a decisão pode suspender temporariamente os repasses dos parlamentares.
Na área da saúde, as emendas Pix só serão liberadas após um parecer da área de governança do SUS (Sistema Único de Saúde).
Deputados e senadores, porém, admitem eventuais mudanças nas chamadas emendas Pix. Entre auxiliares do presidente há o temor de que a decisão de Dino respingue na relação do governo com o Congresso, por despertar resistências dos parlamentares.
Um assessor de Lula defende que as mudanças sejam efetuadas pelo Congresso e incorporadas à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
- Por Beatriz Santos/Bahia Notícias
- 03 Ago 2024
- 12:57h
Foto: Divulgação / COB
Ouro no judô, classificação importante no basquete e mais resultados que empolgaram o dia do brasileiro. Além disso, nesta sexta-feira (2), o país ganhou posições no ranking de medalhas.
Confira a seguir os resultados do Time Brasil no dia 2 de agosto:
Basquete: A equipe de basquete masculina venceu o Japão por 102 a 84 e se classificou para as quartas de final do torneio após a vitória da Grécia contra a Austrália. A próxima fase do esporte ainda não foi totalmente definida.
Judô: Beatriz Souza venceu a israelense Raz Hershko e conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Além disso, Rafael Silva perdeu para o azerbaijanês Ushangi Kokauri logo na sua estreia nas Olimpíadas.
Vôlei: A equipe masculina conquistou sua primeira vitória nos Jogos Olímpicos de Paris. A partida foi contra o Egito e o time verde e amarelo venceu por 3 sets a 0. Com a vitória, a equipe se classificou para as quartas de final como um dos melhores terceiros colocados dos grupos.
Tênis de mesa: Hugo Calderano foi derrotado pelo sueco Truls Morogard por 4 a 2. Contudo, o brasileiro ainda poderá conquistar uma medalha na disputa pelo bronze contra o francês Felix Lebrun.
Boxe: Na modalidade masculina, Wanderley Holyfield perdeu para o Oleksandr Khyzhniak, da Ucrânia, e não se classificou para a próxima fase do torneio. Já no feminino,a agora classificada para as quartas, Jucielen Romeu venceu Alyssa Mendoza, dos Estados Unidos.
Ginástica de trampolim: Apesar de eliminado, Rayan Dutra, que hoje é o brasileiro com melhor resultado do esporte na história das Olímpiadas, ficou com 56.370 de pontuação.
Tiro com arco: A dupla de brasileiros que disputavam a modalidade não se classificaram. Marcus D'Almeida e Ana Luiza Caetano perderam por 5 a 1 para a dupla do México.
Atletismo: Valdileia Martins, recordista da modalidade, se classificou para a final, contudo, ainda não se sabe se a atleta comparecerá para a final, visto que lesionou seu tornozelo esquerdo. Nas outras modalidades do esporte, apenas Fernando Balotelli, nos 400m rasos, se encontra perto de uma classificação, estando em 17º.
Natação: Também sem classificações, Mafê Costa ficou com o décimo melhor tempo na competição. Além disso, Kayki Mota terminou em 7º e não vai para a final. No revezamento 4x100m medley, Ana Carolina Vieira, Stephanie Balduccini, Guilherme Basseto e Kayky Mota ficaram com a 8ª colocação.
Canoagem Slalom: Pepê Gonçalves ficou em segundo lugar e poderá escolher a chave da primeira rodada. As baterias começarão neste sábado, dia 3. Já Ana Sátila ficou em 5º lugar e não poderá escolher sua prova.
Vela: Martine Grael e Kahena Kunze terminaram na 8ª colocação na 49erFX, enquanto Gabriela Kidd ficou na 10ª colocação. Logo em seguida Henrique Haddad e Isabel Swan aparecem na 15ª colocação. Bruno Fontes, por sua vez, se encontra em 29º colocado.
Vôlei de praia: Carol e Bárbara se mantiveram invictas e venceram as holandesas Stam e Schoon de virada por 2 sets a 1. Já no masculino, Arthur e Evandro bateram os tchecos Perusic e Schweiner por 2 a 0 e, assim como as meninas, também avançaram para o mata-mata.
- Bahia Notícias
- 03 Ago 2024
- 10:10h
Foto: Reprodução/Unicamp
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), através de uma auditoria, identificou que R$ 5.092.925,88 de verbas de pesquisas do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade de Campinas) foram transferidos para uma ex-funcionária da universidade, suspeita de desvio do dinheiro destinado aos estudos científicos.
O caso surgiu em janeiro deste ano, após transferências suspeitas terem sido identificadas pela universidade. À época, a funcionária Ligiane Maria de Ávila foi demitida da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). O portal G1, apurou que a ex-funcionária deixou o país em fevereiro.
Segundo a Fapesp, os R$ 5 milhões saíram de 75 destinações de verbas a 36 pesquisadores do Instituto de Biologia diretamente para a ex-funcionária. O valor foi informado pela Fundação ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que investiga o caso nos âmbitos cível e criminal.
O trabalho de auditoria não foi concluído, pois ainda falta a Fapesp apurar qual parcela destes R$ 5 milhões foi efetivamente desviada dos pesquisadores. isso se dá porque Ligiane era a responsável pelo pagamento de serviços e compras no Instituto e, em alguns casos, fazia a transferência “para a própria conta”, para “agilizar o trabalho”.
Ainda de acordo com o G1, ao menos 220 transferências bancárias suspeitas foram realizadas pela funcionária. Nas notas fiscais estão presentes várias justificativas, como compra, transporte e manutenção de equipamentos e desenvolvimento de softwares e sites.
Em paralelo ao processo civil de improbidade, o caso também está sendo investigado criminalmente pela Polícia Civil, que apura o crime de peculato. Ligiane teria informado à Polícia que está no exterior e não tem data para voltar ao Brasil. O advogado de Ligiane pleiteia que o depoimento da cliente seja feito por videoconferência.
Das 220 transferências suspeitas realizadas pela ex-funcionária, cerca de 160 delas foram feitas para a conta da própria servidora, enquanto que as demais foram destinadas à duas empresas e duas pessoas físicas que também são alvos da investigação da Polícia Civil.
De acordo com fontes da Polícia Federal, a suspeita teria deixado o Brasil no dia 19 de fevereiro deste ano, um mês após os desvios virem à tona. Ligiane viajou em um voo que saiu de Campinas com destino a Orly, na França.
- Por Folhapress
- 03 Ago 2024
- 08:08h
Foto: Reprodução / Instagram
A banda de rock Aerosmith anunciou nesta sexta-feira (2) a aposentadoria definitiva dos palcos, devido a uma lesão nas cordas vocais do vocalista Steven Tyler, de 76 anos. O grupo fez o anúncio no Instagram.
"A voz de Steven é um instrumento como nenhum outro. Ele passou meses trabalhando incansavelmente para que sua voz voltasse ao estado de antes da lesão", diz o texto da postagem, referindo-se a um problema grave que o vocalista teve em 2023.
"Vimos ele se esforçando, apesar de ter a melhor equipe médica ao seu lado. Infelizmente, está claro que uma recuperação completa de sua lesão vocal não é possível. Nós tomamos uma decisão difícil e de partir o coração, mas necessária -como uma banda de irmãos- de nos aposentarmos dos palcos", conclui a postagem.
A banda já havia anunciado, em maio do ano passado, que se despediria dos palcos com uma última turnê, "Peace Out". Mas, em setembro, o grupo precisou cancelar as apresentações seguintes devido a lesão de Tyler.
O Aerosmith nasceu em 1970 e é conhecido por hits como "Dream On", "Amazing" e "I Don't Wanna Miss a Thing", tema do filme "Armagedom", de 1998. A banda venceu quatro Grammys e foi homenageada no Hall da Fama do Rock, em 2001.
A banda, que passou pelo Brasil pela última vez em 2017, no Rock in Rio, agradeceu ainda pelo carinho dos fãs.
- Iniciativa visa dar mais transparência às ações da companhia em projeto de colaboração para o desenvolvimento da região
- ASCOM: RHI Magnesita I Janaina Massote
- 02 Ago 2024
- 18:21h
Foto: Divulgação
A RHI Magnesita, líder mundial em soluções refratárias e operadora da maior mina de magnesita do mundo, realizou o primeiro encontro público do Projeto Brumado Consciente: Comunicação Ambiental Integrada. O projeto tem como principal objetivo dar transparência à comunidade de todo processo de produção e das iniciativas socioambientais na localidade. Cerca de 50 pessoas participaram do encontro que ocorreu no sábado (27/07), na Sala de Treinamento da empresa, durante toda a manhã.
Na oportunidade, foi conduzida uma oficina socioambiental interativa, na qual utilizaram o Diagnóstico Rápido Participativo (DRP), um questionário projetado para dinamizar as ações. A comunidade envolveu-se de maneira ativa, discutindo a iniciativa do projeto e propondo sugestões para ações socioambientais colaborativas. Além disso, foi realizado uma sessão de escuta ativa para promover uma construção coletiva das estratégias e identificar pontos de melhoria.
Para o gerente de Meio Ambiente da RHI Magnesita para América do Sul, Carlos Eduardo Rodrigues, a interação e o engajamento dos moradores são fundamentais para o desenvolvimento tanto da empresa quanto da região. “Estamos em uma jornada sustentável junto com toda a comunidade ao entorno. Acreditamos que juntos, em uma parceria de ideias, possamos contribuir para desenvolver cada vez mais a região”, explica Rodrigues. “Este evento não só fortaleceu nossa transparência, como também nos ajudou a aprimorar nosso projeto com base nas perspectivas e sugestões da população local.”
Transparência
Para garantir que todas as comunidades ao redor da RHI Magnesita fossem convidadas, a empresa distribuiu cartazes e flyers informativos. Também foi implementado um sistema de QR Code, direcionando os moradores para o conteúdo do projeto integral disponível de forma online. Esse esforço garantiu que todos os participantes tivessem acesso fácil e completo às informações sobre o projeto, antes da reunião.
“Estamos muito satisfeitos com o envolvimento da comunidade e com as ideias recebidas neste primeiro encontro”, comentou Rodrigues. Uma comissão formada por representantes locais terá reuniões com a empresa para o fortalecimento desta parceria. A companhia também está à disposição para outras sugestões.
Sobre a RHI Magnesita
A RHI Magnesita é o fornecedor líder global de produtos, sistemas e soluções refratárias de alta qualidade que são essenciais para processos de alta temperatura, superiores a 1.200°C, em uma ampla variedade de indústrias, incluindo aço, cimento, metais não ferrosos e vidro. Com uma cadeia de valor verticalmente integrada, de matérias-primas a produtos refratários e soluções totalmente baseadas em desempenho, a RHI Magnesita atende clientes em todo o mundo, com cerca de 20.000 funcionários em 47 unidades de produção, 9 unidades de reciclagem e mais de 70 escritórios de vendas. A RHI Magnesita pretende alavancar sua liderança em termos de receita, escala, portfólio de produtos e presença geográfica diversificada para atingir estrategicamente os países e regiões que se beneficiam de perspectivas de crescimento econômico mais dinâmico.
O Grupo mantém uma listagem premium na Bolsa de Valores de Londres (símbolo: RHIM) e é um constituinte do índice FTSE 250, com uma listagem secundária no segmento principal da Bolsa de Valores de Viena (Wiener Börse). Para mais informações, visite: www.rhimagnesita.com
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- Bahia Notícias
- 02 Ago 2024
- 17:35h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio do Ministério das Relações Exteriores, emitiu uma nota cobrando a divulgação das atas eleitorais após o resultado conturbado do pleito presidencial na Venezuela, que acabou reelegendo o chavista Nicolás Maduro. O documento emitido nesta quinta-feira (1º) foi realizado em conjunto com os governos da Colômbia e do México (confira na íntegra aqui).
Na nota, o governo Lula não chega a refutar nominalmente o resultado das eleições, mas faz um chamado para que as autoridades venezuelanas “divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação.” Além disso, o documento afirma que “as controvérsias sobre o processo eleitoral devem ser dirimidas pela via institucional.”
“Acompanhamos com muita atenção o processo de escrutínio dos votos e fazemos um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem de forma expedita e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação. Nesse contexto, fazemos um chamado aos atores políticos e sociais a exercerem a máxima cautela e contenção em suas manifestações e eventos públicos, a fim de evitar uma escalada de episódios violentos”, diz a nota.
“Manter a paz social e proteger vidas humanas devem ser as preocupações prioritárias neste momento.Que esta seja uma oportunidade para expressar, novamente, nosso absoluto respeito pela soberania da vontade do povo da Venezuela”, completou o documento.
Por fim, os governos do Brasil, Colômbia e México se colocaram à disposição para “buscar acordos” que possam beneficiar o povo venezuelano.
DIÁLOGO BRASIL, COLÔMBIA E MÉXICO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou remotamente na tarde desta quinta com os presidentes Manoel Lopez Obrador, do México, e Gustavo Petro, da Colômbia. Em conversa, os líderes de Estado debateram justamente a crise eleitoral na Venezuela.
De acordo com a Folha de São Paulo, a conversa começou por volta de 17h20 e durou cerca de 40 minutos.
- Por Cézar Feitosa | Folhapress
- 02 Ago 2024
- 15:10h
Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta quinta-feira (1º) que o governo só execute gastos de emendas de comissão que tenham "prévia e total transparência e rastreabilidade".
A regra também vale para os restos a pagar das emendas de relator, ou seja, gastos que ainda não foram executados do chamado orçamento secreto desde o fim de 2022.
A decisão de Dino também prevê que parlamentares só podem destinar suas emendas aos estados pelos quais foram eleitos. A nova regra, segundo o ministro, é constitucional porque os recursos precisam de "absoluta vinculação federativa". A única exceção será para projetos de âmbito nacional.
Flávio Dino divulgou a decisão logo após realizar uma audiência de conciliação com o Congresso Nacional, o governo federal, o TCU (Tribunal de Contas da União) e o Ministério Público Federal.
O objetivo era debater o cumprimento da decisão do STF que derrubou as emendas de relator -mecanismo turbinado na gestão Jair Bolsonaro (PL) para barganha política entre o Congresso Nacional e o governo federal.
O Supremo entende que a decisão não foi totalmente cumprida por não dar transparência aos restos a pagar; ainda há suspeitas de que a mesma prática de execução do orçamento, de forma secreta, siga sob a modalidade das emendas de comissão.
Na decisão, Dino definiu procedimentos que devem ser adotados pelo governo e pelo Congresso nos próximos meses.
A CGU (Controladoria-Geral da União) terá 90 dias para apresentar uma auditoria de todos os repasses de emendas parlamentares para ONGs e demais entidades do terceiro setor entre 2020 e 2024.
A pasta precisará também apresentar, em 30 dias, dados dos dez municípios mais beneficiados por emendas parlamentares por número de habitantes nos anos de 2020 a 2023.
- Bahia Notícias
- 02 Ago 2024
- 13:20h
Foto: Banco Mundial/ONU
Um decreto presidencial publicado nesta quinta-feira (1) no Diário Oficial da União (DOU) estabeleceu o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros nos próximos meses.
De acordo com a norma, o imposto incidente sobre a chamada “vintena” (conjunto de vinte cigarros), subirá dos atuais R$ 5 para R$ 6,50 a partir de setembro deste ano. A cobrança para maços boxes fechados, chamada de ad valorem, aumentará dos atuais R$ 1,50 para R$ 2,25, a partir de novembro.
O preço dos cigarros é definido pelas empresas do setor, ou seja, cabe a elas decidir se o aumento dos tributos será repassado, ou não, aos consumidores. O comum é que a alta dos impostos influencie a alta dos preços.
CONTRABANDO E NOVOS TRIBUTOS
Os cigarros falsificados estão entre os produtos mais contrabandeados para o Brasil. Números da Receita Federal apontam que foram apreendidos cerca de R$ 171 milhões de maços de cigarros no país em todo o ano passado, o que representa cerca de 23% dos valores de mercadorias apreendidas.
Além do aumento do IPI, assim que entrar em vigor a reforma tributária, os cigarros também passarão a pagar o imposto seletivo apelidado de imposto do pecado. Este imposto será aplicado sobre os produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, e terão uma alíquota maior do que a padrão, estimada em cerca de 26%.
A expectativa é de que a votação da reforma tributária ocorra ainda neste ano. A cobrança do novo imposto, caso seja confirmada, deve começar apenas em 2027. O objetivo é desestimular, através de uma cobrança extra, o consumo destes tipos de produtos.
- Bahia Notícias
- 02 Ago 2024
- 11:48h
Foto: Divulgação/NBC
Simone Biles garantiu a medalha de ouro na final do individual geral da ginástica artística na tarde desta quinta-feira (01), nas Olimpíadas de Paris 2024. Em entrevista coletiva após a final da disputa, Biles enalteceu Rebeca Andrade e falou sobre a constante competição que possui com sua "rival".
"Eu não quero competir com a Rebeca mais, estou cansada", brincou a norte-american
"Ela está muito perto, nunca tive uma atleta tão perto de mim, tive que fazer o meu melhor. Estou empolgada e orgulhosa de competir com ela. Eu sei como ela é uma atleta fenomenal, tivemos pontuações muito parecidas, então eu tive que fazer meu melhor em cada aparelho", finalizou.
Após fazer uma avaliação do seu desempenho nas barras assimétricas, Simone revelou que esteve com o sentimento de que poderia ser superada pela brasileira após receber a nota de 13.733; A medalha de prata do Brasil ficou com 14.666 no equipamento.
"Eu sabia que, se fizesse o meu melhor, ficaria tudo bem. Mas depois das barras, quando saíram os resultados, eu pensei: 'Oh, meu Deus'", revelou.
- Por Bruna Rocha/Bahia Notícias
- 02 Ago 2024
- 09:20h
Foto: /Scientific Visualization Studio (Nasa)
A Nasa, agência espacial americana, lançou um mapa global mostrando em alta resolução a concentração de dióxido de carbono provenientes de usinas de energia, incêndios e cidades, a fim de explicar como as nuvens poluentes podem se espalhar por continentes e oceanos, no período de janeiro a março de 2020.
Segundo o estudo, as maiores taxas de emissões de poluentes na América Latina do Sul vêm de incêndios florestais, queimadas agrícolas controladas e desmatamento.
Além disso, o estudo afirma que a China, os Estados Unidos e o Sul da Ásia estão na lista dos principais emissores de CO2. No continente Africano e América do Sul, as maiores nuvens vêm de incêndios florestais, queimadas agrícolas controladas, desmatamento e queima de petróleo e carvão.
O mapa foi criado pelo “Scientific Visualization Studio” da NASA usando um modelo climático de alta resolução, alimentado por supercomputadores. Dados como sistemas de tempestades, formações de nuvens e outros eventos naturais são cruzados para construir o mapa interativo.
Os cientistas também explicaram que o mapa aparenta estar pulsando por conta do ciclo de incêndios florestais que tendem a aumentar durante o dia e diminuir à noite.
DESMATAMENTO E POLUIÇÃO BRASILEIRA
No Brasil, segundo o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon, o primeiro bimestre de 2024 fechou com a menor derrubada da floresta dos últimos seis anos, desde 2018. A devastação em janeiro e fevereiro atingiu 196km², 63% a menos que no mesmo período de 2023.
Contudo, os gases poluentes depositados no ar estão prejudicando a saúde de brasileiros. Segundo, uma coalizão internacional trouxe à tona dados alarmantes sobre o impacto da poluição atmosférica na saúde pública.
Na pesquisa, foram detectados 80 mil óbitos anuais no território brasileiro, a nível global esse número alcança a cifra de sete milhões. Durante a análise revela-se que, no Brasil, uma única cidade, Fortaleza, situada no estado do Ceará, encontra-se dentro dos limites aceitáveis da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Entretanto, mesmo nesta cidade, estima-se que as complicações decorrentes da poluição atmosférica resultem em cerca de 400 mortes por ano, segundo informações veiculadas pela prefeitura local.
Foto:Bahia Notícia
- Por Bia Jesus / Bahia Notícias
- 02 Ago 2024
- 07:41h
Foto: Wander Roberto / COB
Essa sexta-feira (2) promete fortes emoções nas Olimpíadas de Paris-2024. Hugo Calderano vai disputar as semifinais do tênis de mesa nesta sexta-feira, pela primeira vez na história do país. Beatriz Souza e Rafael Silva brigam pelo ouro no judô, enquanto Marcus D´Almeida e Ana Luiza Caetano miram a vaga por equipes mistas das quartas de final do tiro com arco.
Hoje ainda tem o vôlei masculino e o vôlei de praia feminino do Brasil. Todos os duelos estão disponíveis para serem assistidos na CazéTV, TV Globo e SporTV 2, 3 e 4.
Confira abaixo a agenda olímpica desta sexta:
- 8h - Vôlei Masculino - Brasil x Egito
- 8h50 - Ginástica de Trampolim (Feminino Finais)
- 9h15 - Tiro Esportivo (Skeet Feminino Treino) - Georgia Furquim
- 9h15 - Tiro com Arco (Misto Quartas)
- 9h30 - Tênis de Mesa (Individual Masculino Semi) - Calderano x Moregard
- 10h30 - Canoagem (Caiaque Cross Masculino Contrarrelógio) - Pepê Gonçalves
- 10h35 - Vela (Dinghy Masculino) - Bruno Fontes
- 11h - Judô (+100kg Masculino) - repescagem e finais
- 11h - Judô (+78kg Feminino) - repescagem e finais
- 11h18 - Boxe (57kg Feminino Oitavas) - Jucielen Romeu x Alyssa Mendoza
- 11h24 - Tiro com Arco (Misto - Bronze e Ouro)
- 11h40 - Canoagem (Caiaque Cross Feminon Contrarrelógio) - Ana Sátila
- 11h40 - Canoagem (Caiaque Cross Feminon Contrarrelógio) - Ana Sátila
- 12h - Futebol Masculino - Japão x Espanha
- 12h - Vôlei de Praia Feminino - Brasil x Itália - (Carol/Bárbara x Stam/Schoon)
- 13h - Atletismo (Decatlo Salto Altura) - José Fernando Ferreira "Balotelli"
- 15h50 - Atletismo (Decatlo 400m) - José Fernando Ferreira "Balotelli"
- 13h - Ginástica de Trampolim (Masculino Classificatória) - Rayan Dutra
- 13h15 - Atletismo (Salto Triplo Feminino Classificatória) - Gabriele Santos
- 13h55 - Atletismo (Lançamento Disco Feminino Classificatória Grupo A) - Andressa Morais
- 14h45 - Atletismo (800m Feminino 1ª rodada) - Flávia Maria Lima
- 15h10 - Atletismo (Arremesso Peso Masculino Classificação) - Welington Morais
- 15h20 - Atletismo (Lançamento Disco Feminino Classificatória Grupo B) - Izabela da Silva
- 14h50 - Ginástica de Trampolim (Masculino Finais)
- 16h - Basquete Masculino - França x Alemanha
- 16h - Futebol Masculino - França x Argentina
- 16h - Natação (Finais 100m Borboleta Masculino)
- 16h - Vôlei de Praia Masculino - Brasil x Rep. Tcheca - (Evandro / Arthur x Perusic / Schweiner)
- 16h36 - Boxe (80kg Masculino Quartas) - Wanderley Pereira x Oleksandr Khyzhniak.
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