Serralheria Santa Rita: As melhores opções estão aqui!
- 01 Fev 2016
- 09:35h


(Foto: Leitor Brumado Urgente via WhatsApp)
Moradores do Distrito de Itaquaraí entraram em contato com a redação do Brumado Urgente na manhã desta segunda-feira (01/02) para comunicar que a comunidade está desde o dia 06 de janeiro sem poder contar com os serviços da OI Telefonia Fixa, ou seja, há praticamente um mês os telefones fixos estão mudos. Eles informaram que várias reclamações já foram feitas, mas, até o momento não aconteceu o restabelecimento dos serviços. São inúmeras famílias que estão sendo prejudicadas, além da Unidade Básica de Saúde e da Escola Municipal Clemente Gomes, que utilizam com muita frequência o serviço da telefonia fixa para a comunicação com a sede do município. Eles esperam que os apelos sejam atendidos com urgência pela empresa, que, inclusive, vem recebendo inúmeras reclamações similares em todo o município.


(Fotos: Reprodução)
A região de Tanhaçu, Ituaçu, Brumado, Caetité, Guanambi e adjacências padece, em grande parte do ano da falta de chuvas por conta da corrente contínua de ventos nas camadas mais altas da atmosfera, razão pela qual foi instalado o parque eólico em Caetité-Guanambi, de onde é gerada energia elétrica a partir da força dos ventos. Este fenômeno leva à dificuldade na formação das cúmulos-nimbos, que são nuvens em forma de bigorna, com cerca de 15 quilômetros de altura, capazes de produzir chuvas em abundância, suficientes para encher barragens e irrigar plantações.Desta forma, a região fica na dependência da calmaria (redução da força dos ventos) que só acontece uma vez por ano, permitindo assim formação de nuvens carregadas e a consequente produção de chuvas. Isto geralmente ocorre no final do ano, quando, enfim, chega a “estação das águas”. As chuvas formadas desta maneira são sempre copiosas e acarretam, invariavelmente, enxurradas e inundações. Estas, por sua vez, arrastam todo tipo de impurezas do entorno dos cursos d’água, tais como carcaças de animais, lixo, agrotóxico, fezes e outros detritos, levando contaminação para a água que abastece as cidades. O número de pacientes apresentando sintomas de infecção intestinal(diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal e prostração em alguns casos), virótica ou bacteriana é considerável e as secretarias de saúde já se mobilizam para ampliar o estoque de medicações para tratamento sintomático da doença sazonal. A população procura minimizar o problema consumindo água mineral, porém, a água que é utilizada para lavar os alimentos, escovar os dentes e tomar banho, continua como fonte de contaminação.


O prefeito Aguiberto expressando ao governador as principais urgências para o município de Brumado (Foto: Divulgação)
Cumprindo o que prometeu durante a coletiva de imprensa na última sexta-feira (29), o prefeito Aguiberto Lima Dias foi a Guanambi no último sábado (30) para voltar a cobrar do governador Rui Costa algumas demandas importantes para o município de Brumado, tendo como foco principal a questão da decretação do Estado de Emergência e da consequente liberação de verbas por parte do Estado para a reconstrução da infraestrutura urbana que foi afetada pelas fortes chuvas do mês de janeiro. Acompanhado dos secretários Claudio Feres (Sáude) e Fred Neves (Agricultura), Aguiberto comprovou a sua habilidade política ao conseguir ter uma conversa ao “pé do ouvido” com Rui Costa, mesmo em meio à forte movimentação em que foi o encontro. O prefeito fez questão de frisar que todos os relatórios e dados levantados com os estragos feitos pelas chuvas já estão sendo passados à Seinfra, o que facilitaria o processo de decretação do estado de emergência e, consequentemente, a liberação de verbas, pois os prejuízos ao município ultrapassam a cifra de R$ 5 milhões. O prefeito de Brumado aproveitou para também cobrar, por mais uma vez, as duas obras mais urgentes para o município que são a construção do sistema de esgotamento sanitário e da segunda etapa da Barragem de Cristalândia. “Como tínhamos falado, fizemos questão de ir a Guanambi falar com o governador e fazer essas cobranças. Demos uma atenção especial à questão da decretação do estado de emergência por causa dos estragos feitos pelas últimas chuvas, pois precisamos de recursos para que as obras de reconstrução de boa parte da infraestrutura de nossa cidade sejam realizadas”, destacou o prefeito que ainda disse que “também tocamos novamente na questão do esgotamento sanitário, que hoje é a obra mais urgente que temos, pois, como já falamos, somente com isso, poderemos ter a recuperação plena da infraestrutura urbana de Brumado e materializar o projeto da pavimentação asfáltica de nossa cidade”. E finalizou declarando que “o governador Rui Costa se mostrou mais uma vez sensível aos nossos pleitos e disse que irá se empenhar ao máximo para que os mesmos possam ser atendidos”.


(Divulgação)
Hoje (1º) é o último dia para que os candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) compareçam às instituições de ensino e comprovem as informações prestadas no momento da inscrição. A lista de selecionados está na página do programa na internet. É responsabilidade do estudante verificar nas unidades de educação superior os horários e o local onde deve comparecer para a comprovação de informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações resultará na reprovação do candidato. Entre as informações exigidas estão documento de identificação, comprovantes de residência, de rendimento dos estudantes e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio. O resultado da segunda chamada será divulgado no dia 12 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado em nenhuma das duas poderá entrar na lista de espera, do dia 26 fevereiro ao dia 29 do mesmo mês. Por meio do ProUni, estudantes concorrem a bolsas de estudos parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para o ProUni foram encerradas no dia 22 de janeiro. O programa teve 1.599.808 candidatos inscritos, concorrendo às 203.602 bolsas oferecidas.

Casal e dois filhos moravam em Santo Antônio e residiam atualmente em Joaquim Távora, no Paraná. (Foto: Reprodução)
Quatro pessoas da mesma família morreram na manhã deste domingo (31). Eram ocupantes de uma carreta que tombou e capotou, após o motorista Ernandes Narciso perder o controle da direção, sair da pista na altura do Km-23 da BA-265. A família que morreu era de Santo Antônio da Platina e residia há poucos meses em Joaquim Távora, no Paraná. Além de Ernandes, morreram a mulher, Meire, um enteado dele, Guilherme Muller, adolescente de 13 anos e seu filho com a esposa, Davi, bebê de nove meses. O adolescente estudou na Escola Pedro Claro de Oliveira e no Colégio Estadual Edith de Souza Prado, em Santo Antônio da Platina. Meire tinha quatro filhos, sendo os dois que perderam a vida, outra criança, Paulo Henrique, 7 anos, e o jovem Gustavo, de 19 anos, estudante da Fanorpi/Uniesp. Estes não acompanharam os pais na viagem.

(Foto: Reprodução)
Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Instituto de Células-Tronco de Harvard (ambas nos EUA) fizeram uma descoberta que pode ajudar a desenvolver a cura para a diabetes tipo 1. O estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature mostrou que implantar no organismo células produtoras de insulina, desenvolvidas em laboratório a partir de células-tronco, é capaz de reverter a diabetes por pelo menos seis meses. Os testes foram feitos em ratos de laboratório geneticamente modificados para sofrerem diabetes tipo 1. Após receberem a implantação de células artificiais, eles conseguiram produzir insulina sem o uso de injeções, durante o tempo que durou o estudo: 174 dias. Os testes em humanos ainda devem demorar alguns anos, mas os cientistas estão otimistas em modificar o tratamento dos pacientes que não precisaria mais do uso de injeções de insulina frequentes. O diabetes tipo 1 ocorre quando o próprio corpo ataca as células que produzem a insulina. O tratamento é feito com injeções que simulam o comportamento do pâncreas após as refeições. Quase 50% das pessoas com tipo 1 são diagnosticadas antes dos 18 anos. São cerca de 800 mil casos no Brasil.

(Foto: Reprodução)
Os canhotos representam apenas 10% da população mundial. Por conta disso, a maioria dos utensílios encontrados no mercado são voltados para pessoas que têm mais facilidade em utilizar a mão direita, condição que dificulta a execução de tarefas simples para aqueles que preferem a esquerda. Foi pensando nisso que o catarinense Ricardo Michels Silva abriu a No Destro, loja especial para canhotos. Ricardo, que é destro, teve a ideia do empreendimento ao perceber a dificuldade da ex-namorada canhota em realizar uma dessas tarefas do dia a dia. Posteriormente, foi impulsionado pela lembrança de um episódio dos Simpsons, famosa série americana. "Ela estava descascando uma laranja e disse que dava muito trabalho porque o dente da faca era ao contrário. Daí, me lembrei que, nos Simpsons, o Ned Flanders tinha uma loja para canhotos. Pesquisei e descobri que elas realmente existiam. Encontrei nos Estados Unidos e em Londres", conta o empreendedor em entrevista ao iG. Antes de abrir a No Destro, que está prestes a completar um ano de atividade, Ricardo não tinha experiência com administração de negócios.
Funcionário público, ele diz que criou a loja "com a cara e a coragem" e viu na internet uma oportunidade de conciliar seu trabalho com o empreendimento. "Pensei em abrir algo online. Dessa forma, conseguiria continuar na prefeitura e apenas responder aos clientes pelo site ou WhatsApp", diz Ricardo, que controla sozinho as operações da loja. Atualmente, a loja coloca mais de 50 produtos à disposição dos canhotos. É possível encontrar canecas, estiletes, bumerangues, cadernos e diversos tipos de tesouras. Os produtos mais vendidos, segundo Ricardo, são os abridores de lata e as canetas. "Quando o canhoto escreve, ele acaba borrando o texto com a mão. Esta caneta especial já é levemente torta, para facilitar a escrita, e a tinta seca mais rápido", explica. Em breve, guitarras e violões também serão colocados nas prateleiras virtuais da No Destro. A missão de encontrar os produtos, no entanto, não foi das mais simples. O empreendedor precisou procurar por lojas do exterior que antendessem no Brasil e, inclusive, mandar fabricar alguns itens, como os cadernos. Para inaugurar a loja, o funcionário público investiu cerca de R$ 10 mil. O retorno, porém, ainda não foi obtido. Com lucro de R$ 5 mil, dezembro foi o primeiro mês em que a No Destro apresentou resultados positivos.

(Foto: Reprodução)
O uso de antibióticos da classe dos macrólidos, comumente receitados em casos de infecção pulmonar, aumenta a propensão a obesidade e asma em crianças. A razão para tal, sugere um novo estudo, é a alteração na população de micróbios intestinais. A conclusão saiu de uma pesquisa realizada na pela Universidade de Helsinque (Finlândia), que acompanhou 142 crianças de dois a sete anos durante um período de seis meses. Os antibióticos da classe dos macrólidos são os que têm como princípio ativo eritromicina, claritromicina ou azitromicina. Após analisarem a mudança na fauna microbiana no intestino daquelas crianças que tomaram essa classe de drogas, os pesquisadores concluíram que as alterações eram maléficas. O estudo constatou uma redução na população de actinobactérias, -- que ajudam a prevenir alergias -- e aumento no número de bacterioidetes e proteobactérias -- grupos nos quais se encaixam muitas espécies potencialmente patógenas. A mudança de perfil da flora intestinal, porém, não causou problemas no sistema digestivo em si, só que elevou o risco para problemas metabólicos e imunológicos.
Hábito médico
Macrólidos são antibióticos comumente usados em casos nos quais pacientes têm alergia a penicilina, mas em algumas comunidades médicas já se consolidaram como droga de primeira intervenção. Segundo os autores do novo estudo, publicado na revista "Nature Communications", isso é nocivo, porque a penicilina e outros antibióticos mais antigos não apresentam os problemas verificados agora com os macrólidos. "Em geral, aparentemente a recuperação da microbiota intestinal após o tratamento antibiótico durou mais de um ano", afirmou em comunicado a médica Katri Korpela, que liderou o estudo. "Se uma criança recebe repetidas doses de antibiótico durante seus primeiros anos, a microbiota pode não ter tempo de se recuperar."

(Foto: Reprodução)
Há um bom número de anos que o jornalismo de financiamento coletivo via internet se tornou uma maneira comum de ganhar apoio público – e suporte financeiro – para todos os tipos de projetos, do Coolest Cooler [um tipo de liquidificador] a um fone de ouvido para reality gamesvirtuais ou a um protótipo de uma nave especial voando ou ainda a um fundo financeiro de resgate para a Grécia. A área do jornalismo não é uma exceção.
Do dia 28 de abril de 2009 ao dia 15 de setembro de 2015, 658 projetos relacionados com o jornalismo foram propostos pelo Kickstarter, um dos maiores sites de financiamento coletivo do mundo, recebendo o total – ou mais que o total – do financiamento e chegando a quase 6,3 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de reais).

Esse total – tanto em termos do número de projetos quanto dos financiamentos obtidos – abrange quase todas as outras categorias de financiamento do Kickstarter, da música ao teatro, ao cinema, à tecnologia e aos jogos. Entretanto, o número de projetos de jornalismo que obteve financiamento teve um crescimento contínuo ao longo do tempo e inclui um número crescente de propostas de organizações de mídia consolidadas.
Do lançamento do Kickstarter, em abril de 2009, ao final desse ano, 17 projetos de jornalismo receberam financiamento. Esse número triplicou no ano seguinte, passando a 64 projetos em 2010. O crescimento continuous, alcançando 168 projetos em 2014 e 173 nos primeiros nove meses de 2015 [http://www.journalism.org/2016/01/20/crowdfunded-journalism/#fn-53341-2]. O montante em dinheiro investido nesses projetos também aumentou, passando de 49.256 dólares [cerca de 204 mil reais] em 2009 para 263.352 dólares [cerca de 1,1 milhão de reais] em 2010 e 1.743.668 dólares [cerca de 7,25 milhões de reais] nos primeiros nove meses de 2015. Não menos impressionante é a tendência à ascensão do número de pessoas que contribuem financeiramente com esses projetos de jornalismo – que subiu de 792, em 2009, para 25.651 em 2015.
Voz e visibilidade a esforços que não seriam notados
Uma maioria de 71% dos projetos financiados ao longo desse período de sete anos [http://www.journalism.org/2016/01/20/crowdfunded-journalism/#fn-53341-3] foi produzido por pessoas sem qualquer vínculo com uma organização jornalística – individualmente (43%) ou fazendo parte de um pequeno grupo (29%). Organizações de mídia já consolidadas, como aProPublica e a Boston Review, representaram 22% desse pequeno grupo, enquanto outros tipos de instituições, como escolas públicas e universidades particulares responderam pelos restantes 7%. E, embora o Kickstarter permita a apresentação de projetos de 18 países diferentes, 84% deles pediram que a caução fosse feita em dólares norte-americanos. A maioria dos projetos (64%) deveria ser realizada nos Estados Unidos, enquanto 36% propuseram o trabalho no exterior, abrangendo mais de 60 países.
Contando, em média, com 54 apoiadores, cada projeto financiado ao longo destes seis anos e meio variou consideravelmente em termos de enfoque, mas muitos deles foram para trabalhos mais demorados e abrangentes, como livros, artigos de revistas e documentários. Em conjunto, esse tipo de projetos respondeu por 43% dos projetos financiados e 36% do total do dinheiro obtido.
No geral, aquilo produzido pelos projetos de jornalismo e a receita obtida com esses empreendimentos de financiamento coletivo ainda é uma gota d’água se comparada ao volume de produção original diário e aos cerca de 20 bilhões de dólares [em torno de 83 bilhões de reais] em receita com origem exclusiva nos anúncios de jornais. O apoio estimulado ao jornalismo pelo Kickstarter também abrange duas fontes de financiamento que chamaram bastante a atenção do mundo do jornalismo nos últimos anos – a filantropia e o capital de risco, que o Centro de Pesquisas Pew calculou em centenas de milhões de dólares apenas em 2013. E o número de projetos relacionados com o jornalismo financiados ao longo do período de sete anos representa uma coisa à toa na atividade total de financiamento coletivo do Kickstarter – tanto em termos de dinheiro obtido quanto do número de projetos. Os pouco mais de 650 projetos financiados ao longo do período de sete anos ficam atrás de todas as outras categorias, às vezes de maneira considerável. Ficam muito longe, por exemplo, dos 18 mil projetos de filmes e vídeos, dos mais de 6 mil projetos de jogos e dos quase 8 mil projetos de arte. O jornalismo também fica atrás de quase todas as outras categorias em projetos.
No entanto, a atividade que cresce aqui significa mais do que dinheiro e prêmios de reportagem. Na era digital que hoje vem evoluindo representa um novo segmento do jornalismo não tradicional, dirigido em grande parte pelo interesse e motivação do público. Traz voz e visibilidade a esforços que provavelmente não seriam notados nem financiados, contribuindo com outra maneira de envolver o público na criação, financiamento e disseminação do jornalismo e acrescentando mais uma opção ao arsenal de fontes de receita que a indústria vem desesperadamente tenta ndo construir.
Por trás dos projetos de financiamento
O Kickstarter, que recentemente se tornou uma corporação de utilidade pública, é uma das duas maiores e mais amplas plataformas de financiamento coletivo, mas atualmente é a única com uma oferta específica para projetos de jornalismo. A outra, Indiegogo, que foi lançada em 2008, oferece categorias para filmes, fotografia, múltiplas mídias e projetos de vídeo digital – mas não tem um gênero específico de jornalismo. Uma outra tentativa, Beacon, foi lançada em 2013 como uma plataforma dedicada ao jornalismo de financiamento coletivo, baseada num modelo de assinaturas, mas atualmente tem como enfoque parcerias e contrapartidas financeiras. Várias outras plataformas de financiamento coletivo dedicadas ao jornalismo surgiram – e desapareceram – durante os últimos anos, como a Spot.us, para jornalismo financiado por comunidades, Contributoria e Indie Voices, para a mídia independente, Emphas.is, para o fotojornalismo, e Vourno, para o vídeo-jornalismo. Uma análise do Kickstarter, portanto, embora não seja inteiramente exaustiva do financiamentocoletivo relacionado a todas as formas possíveis de jornalismo, pareceu uma maneira apropriada para avaliar o status e a dinâmica deste campo emergente.
Para este projeto, os pesquisadores analisaram os dados publicamente disponíveis para os 2.975 projetos propostos na categoria de jornalismo do Kickstarter entre 28 de abril de 2009 e 15 de setembro de 2015, com um exame exaustivo dos 658 projetos de jornalismo que receberam o financiamento total – ou mais que total [http://www.journalism.org/2016/01/20/crowdfunded-journalism/#fn-53341-4]. Os 658 projetos foram codificados manualmente para um número determinado de elementos não disponíveis nas informações públicas, como quem os propôs, que tipos de esforço jornalístico foi apresentado aos potenciais apoiadores, a orientação geográfica e se o projeto era uma nova iniciativa ou a expansão de um trabalho em andamento.
É útil levar em conta que as categorias do Kickstarter podem se sobrepor a outras áreas temáticas. Por exemplo, existem categorias separadas para publicação, fotografia, filme e vídeo que também podem incluir elementos de reportagem. Para a finalidade desta análise, nós trabalhamos com as informações publicamente disponíveis na categoria de jornalismo designada e todos os códigos tiveram por base a descrição e os detalhes fornecidos quando da entrega dos projetos.
O Centro de Pesquisa Pew identificou quatro tipos de pessoas, ou de organizações, por trás dos projetos de financiamento coletivo de jornalismo: pessoas individuais, pequenos grupos sem vínculo entre si, veículos e organizações de mídia e instituições públicas e privadas, como universidades.
O grupo das pessoas individuais foi o que apresentou mais projetos – 43%, ao longo do período de sete anos. Esses projetos variaram de The Smokey Generation, uma história oral digitalizada de bombeiros lutando contra incêndios na floresta, a uma nota biográfica sobre um campo de trabalho paleontológico, de autoria de um escritor freelancer de textos científicos, a uma reportagem de multimídia sobre a Tanzânia, sobre o destino do sapo de Kihansi e sobre o marionete viajante chamado Stevie P. oferecendo mandar cartões postais da Europa.
Projetos de entidades sem fins lucrativos
Os pequenos grupos de pessoas responderam por mais 29%, o que incluiu três estudantesformados em religião que chegaram juntos para produzir, independentemente, um podcast, um livro escrito por duas mulheres sobre o primeiro parque temático do tipo faroeste nos Estados Unidos e dois documentaristas que viajaram à Europa Oriental para contar histórias de refugiados na fronteira entre a Sérvia e a Hungria.
As pessoas envolvidas variaram de aprendizes de kickboxing tailandês a uma equipe de ex-repórteres da National Public Radio, o que reflete a ampla atração e significado do financiamento coletivo para pessoas em todo o espectro jornalístico.
As organizações de mídia também entraram para o financiamento coletivo e com algum sucesso. Aproximadamente uma quarta parte dos projetos de jornalismo financiados durante esse período (22%) foram produzidos por esse tipo de veículo ou de organização de mídia.
Assim como com as pessoas individuais e os pequenos grupos, as organizações de mídia que produziram projetos – e os tipos de projetos que propuseram – tinham uma grande abrangência. O San Francisco Public Press, por exemplo, que funciona desde 2009, procurou financiamento para ampliar a conexão a vizinhança a seu jornal investigativo local por meio da entrega de exemplares impressos por bicicleta; o relativamente bem-sucedido Texas Tribune criou um financiamento para transmissão ao vivo por um ano da cobertura das eleições de 2014; e oBaltimore Brew procurou, e conseguiu, apoio financeiro para expandir sua cobertura da cidade. A proposta da Civil Eats [fonte diária de informações sobre o sistema alimentar norte-americano] era passar de uma empresa de voluntários para uma que pudesse pagar um salário a seus jornalistas e editores, enquanto a NK News procurava apoiadores para financiarem o envio de dois jornalistas, por um tempo longo, para a região fronteiriça entre a China e a Coreia do Norte. E a comunidade online ADHDKidsRock precisava de um apoio financeiro para manter o website funcionando e acrescentar novos recursos.
Instituições públicas e privadas responderam por 7% do total das propostas de jornalismo. As escolas (desde escolas fundamentais até escolas de ensino médio e universidades) foram, de longe, o tipo de instituição mais comum (31, dos 46 projetos com base institucional) e procuraram financiamento para projetos como a edição de verão de um jornal estudantil, uma revista impressa sobre o estilo de vida universitária e uma plataforma para contar histórias online. Também houve vários projetos iniciados por entidades sem fins lucrativos, como o Reef Check California, um grupo que coleta informações sobre a vida marinha; a Sociedade para a Ciência e para o Público [the Society for Science and the Public], que procurou financiamento para um companheiro de seu Manual do Professor para a revista Science News e uma usina de pensamento [think tank] norueguesa, que propôs um livro com enfoque no exame do ambiente para empreendedores em vários países europeus.
Temas menos pesados também recolheram apoio
O número total de projetos financiados decuplicou ao longo do tempo, passando de um total de 17 que receberam financiamento total em 2009, para 173 em 2015. Com a exceção de 2013, o grupo de pessoas individuais abarcou a maior parcela dos projetos, de 30% a 59%, enquanto o grupo das instituições continuou firme, entre 5% e 9% durante o mesmo período. Os grupos de pessoas não mostraram grande alteração em sua parcela no total dos projetos, mantendo-se entre 25% e 35% por todos os anos. As organizações de mídia variaram entre 6% de todos os projetos, em 2009, e um pico de 36% em 2013.
Uma outra maneira de pensar sobre estes projetos financiados é de acordo com o formato ou a estrutura do jornalismo que é produzido. Os pesquisadores encontraram um total de 14 diferentes formatos de mídia representados nos projetos de jornalismo. Os mais comuns são empresas maiores e mais duradouras que não teriam sido possíveis sem o apoio de doadores independentes. Entre essa série de formatos, os projetos relacionados a revistas – que incluíramo lançamento de novas publicações inteiramente desenvolvidas, a expansão de coberturas baseadas em temas por uma revista de mídia e artigos autônomos que os produtores pretendiam lançar em revistas ou jornais já existentes – encabeçavam a lista como o formato mais popular, e respondendo por 20% do total dos projetos financiados na categoria do jornalismo.
Os esforços relacionados aos websites foram outra área popular, respondendo por 16% de todas as propostas financiadas. A maioria desses esforços procurava financiamento para apoiar a criação online de conteúdo de notícias e informação, como o objetivo da Media Diversified de produzir um catálogo interativo de vozes das minorias étnicas no panorama da mídia da Grã-Bretanha. Uma proposta para criar um website multimídia, Nuba Reports, que daria notícias em primeira mão do Sudão do Sul, também não teve sucesso, assim como uma criada por um grupo de jornalistas-cidadãos para ampliar o alcance das reportagens do site Russia Insider. Outras, como The Nicaragua Dispatch, voltaram-se para o financiamento coletivo como uma maneira de manter ou reformar um website já existente; o site pedia aos apoiadores que se empenhassem no sentido de contratar um desenvolvedor de internet. No caso, The Dispatch procurava especificamente transformar o site numa plataforma de financiamento coletivo.
Os livros também respondiam por 16% e abrangiam uma porção de gêneros, como história,romances, relatos pessoais e esportes profissionais, assim como muitas crônicas sobre ascaminhadas na Trilha dos montes Apalaches. Também foram financiados vários projetos de livros de jornalistas que procuravam sintetizar (ou ir mais longe) em suas experiências de meses ou anos de reportagem. O jornalista freelancer Nathan Webster, por exemplo, que foi agregado às tropas norte-americanas durante a guerra do Iraque, escreveu dois livros com apoio do Kickstarter; o cartunista dos editoriais e correspondente de guerra Ted Rall procurou financiamento para voltar ao Afeganistão; e o repórter de polícia Thomas Anderson teve dois lançamentos bem-sucedidos com base nos meses de trabalho que passou agregado a agências encarregadas de fazer cumprir a lei que tinham por enfoque o crime provocado pelas meta anfetaminas e a intersecção da cultura da prisão, do crime e da falta de financiamento da saúde mental.
Contar histórias através de documentários – principalmente, embora não exclusivamente por vídeo – era o objetivo de 7% dos 46 projetos financiados. Também estes muitas vezes tinham por objetivo juntar extensos períodos de trabalho para contar uma história mais completa. Um correspondente holandês que queria contar histórias das crianças sírias que vivem no Líbano, umfreelancer que queria ampliar o alcance de seu documentário sobre o tráfico sexual de menores nos Estados Unidos e um projeto de longo alcance para contar a história de quatro fotojornalistas afegãos, todos conseguiram apoio financeiro através do Kickstarter. Temas menos pesados também recolheram apoio, como o texto sobre o Campeonato Mundial de Laser Tag de 2014 e filmes sobre um grupo de amigos fazendo uma caminhada pela Trilha John Muir ou o 60º aniversário de Godzilla.
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Nancy Vogt e Amy Mitchell são, respectivamente, pesquisadora de jornalismo no Pew Research Center e diretora de pesquisa de jornalismo no Pew Reasearch Center

(Foto: Reprodução)
A ansiedade é um mal que tem atingido muitas pessoas na atualidade, principalmente pela rotina corrida e tecnológica em que vivemos nos dias de hoje. Essa tensão que é criada pela ansiedade não é boa para ninguém, por isso, saber domá-la de forma natural é essencial. Márcia Rissato, terapeuta floral do Instituto Bach do Brasil e da Bach Foundation da Inglaterra, deu 3 dicas para controlar a ansiedade naturalmente e sem medicações fortes; confira!
1) Medite: "A meditação é um recurso excelente, muitos executivos procuram cursos de meditação para aprender a conter a ansiedade e melhorar o foco. 10 minutos pela manhã e 10 minutos pela tarde de meditação já é um começo para mudar a vida d uma pessoa. A meditação ensina a respirar calmamente, o que ajuda durante o inicio da crise".
2) Aposte nos cheiros: "A aromaterapia é uma grande aliada na hora de conter a ansiedade. A lavanda acalma o coração, a bergamota traz alegria e relaxa, o manjericão e gengibre, que são do elemento fogo, dão coragem, mandarina e limão siciliano trazem clareza de idéias e concentração para seguir em frente”.
3) Peça ajuda aos florais: “Cada pessoa reage de um jeito diferente a um mesmo estimulo, portanto o floral geralmente utilizado para ansiedade é o Rescue, pois ele tem um composto de 5 florais de Bach Originais que juntos abaixam o cortisol o hormônio do estresse e a pessoa se acalma. Os 5 florais são: Clematis para a pessoa não desmaiar, Rock rose para não entrar e pânico, Star Of Bethlehem para cicatrizar o trauma, impatiens para paciência e ritmo e cherry plum para não perder o controle na hora da crise e para ter lucidez. Recentemente Gisele Bündchen deu uma entrevista onde revela que usa o Rescue para acalmar os nervos".

(Foto: Reprodução)
Faltavam apenas cinco anos para atingir a idade mínima para aposentadoria. A contadora Lucélia Rocha ocupava um cargo de gerência em um banco de Teresina, no Piauí, e sabia que perderia grande parte da renda se optasse por parar de trabalhar aos 48 anos. Foram meses fazendo contas, ouvindo sugestões e alertas de colegas. “Mas eu sempre quis aposentar cedo. Não queria me aposentar aos 60 anos. Queria aproveitar para viajar, passar mais tempo com minhas filhas”, conta, acrescentando que não se abalou e garante não se arrepender por ter aberto mão de quase metade do que recebia. Lucélia começou a trabalhar com 19 anos de idade, casou aos 22, e dois anos depois já tinha a primeira filha. “Não tive tempo para fazer as coisas que gostava, como ler os livros que queria, assistir filmes. Eu estudava muito desde cedo e gostava muito do meu trabalho, mas estava certa que iria parar”, disse. A administradora explicou que se preparou psicologicamente para a aposentadoria e não se arrepende. “Queria qualidade de vida. Não pensava em renda. Hoje tenho minha primeira netinha – Ane – que está com 8 meses e posso passar muito tempo com ela”, disse.
A história da ex-gerente bancária não é comum. Muita gente não tem como contar com a renda do companheiro para optar pela aposentadoria, ou não consegue sequer se desvincular das relações profissionais. Psicóloga, Eliene Curado, que hoje trabalha como analista de recursos humanos na Câmara dos Deputados, em Brasília, explica que, em muitos casos, as pessoas ficam perdidas nessa fase. Um dos casos é o de trabalhadores que não têm o núcleo familiar como o de Lucélia. “Temos ainda pessoas que todas as relações que mantêm são fruto das relações de trabalho, todos os seus interesses estão relacionados ao trabalho e quando este trabalho não existe mais, ela tem dificuldade de se inserir”, disse. Eliene é uma das coordenadoras do Programa de Preparação para a Aposentadoria (Proa), criado pela Câmara há seis anos. Ela explicou que já estavam sendo feitos estudos técnicos sobre essa preparação para os servidores, mas que a iniciativa ganhou impulso quando o chefe de um dos setores da Casa pediu ajuda. “Ele percebeu um clima de ansiedade, dúvidas, que estava afetando o trabalho, as relações entre os servidores da sua área que estavam perto de se aposentar e pediu um suporte. Outros indivíduos isolados também nos procuraram”, contou. Em oficinas semanais e palestras, os funcionários do Legislativo discutem os significados da aposentadoria, para que vençam preconceitos ou proporcionem expectativas, tratam de aspectos da saúde, recebem orientações sobre organização financeira e sobre possibilidades de ingressarem em novos projetos de vida. Recentemente, o programa passou a abordar também a questão da afetividade, sexualidade, até a inserção em redes sociais. “Quando a gente falava de família, surgiram dúvidas sobre a redescoberta do marido ou da esposa, já que a partir dessa fase eles passam a ter mais tempo juntos e problemas que não eram abordados por falta de tempo, agora devem ser tratados. Ainda têm as pessoas que não têm parceiros e podem conhecer pessoas novas”, explicou. Anualmente, a equipe faz um levantamento dos servidores que estão prontos para se aposentar e os que poderão parar nos próximos cinco anos. Segundo Eliene, atualmente mil servidores da Casa se enquadram nesses perfis, mas a equipe do programa é limitada e isto impede que o planejamento seja feito com funcionários que estão no início da carreira. Para Maria Angélica Sanchez, especialista em gerontologia e presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), as empresas estão investindo mais em programas como o da Câmara, que trabalham com projetos de vida, o que tem garantido uma aposentadoria melhor. “As pessoas se aposentam aos 65 anos, o que é muito cedo. Precisam de projetos para que aproveitem essa fase de forma mais prazerosa, mas muitos ainda voltam ao mercado de trabalho ainda que de maneira informal”, disse, ao lembrar que a população brasileira hoje tem uma estimativa de vida mais longa e com mais qualidade. Segundo ela, a capacidade produtiva pode ser estendida por um tempo maior do que em anos atrás. Ainda que os projetos sejam mantidos, Maria Angélica defende que o planejamento para a aposentadoria seja feito já a partir do início da carreira. “Qualquer hora é importante para começar a pensar nisso e não deixar para planejar só na hora que está saindo [do emprego], até pela questão financeira. As pessoas não conseguem mais se aposentar só com seus salários e precisam fazer uma mudança radical do padrão de vida. Não é raro as pessoas voltarem a fazer cursos aos 60 ou 70 anos. Sempre é tempo, mas o ideal é que pensem nisso pelo menos 5 anos antes para se preparar para envelhecer produtiva e financeiramente bem”, completou. A especialista em gerontologia disse que esse movimento de planejamento precoce ganhou mais velocidade nos últimos dez anos e hoje “as pessoas estão envelhecendo com mais facilidade”. Sem estatísticas oficiais sobre os casos, Maria Angélica não crava números, mas acredita que a experiência na área mostra que essa nova consciência tem reduzido problemas como a depressão. “As pessoas têm saído do trabalho de forma muito melhor do que antes. A impressão é que com esses programas de preparação de aposentadoria, surgiu uma nova visão de velhice que não é mais significado de perda de tudo, as pessoas têm envelhecido menos tristes”. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que 23,5 milhões de brasileiros são idosos, pessoas com mais de 60 anos. O número representa mais do que o dobro do registrado em 1991, quando esse universo somava 10,7 milhões de pessoas. Na comparação com 2009, os números levantados em 2011 revelou um aumento de 7,6% de brasileiros nessa faixa etária, ou seja, mais 1,8 milhão de pessoas. Apesar desse cenário, que tem invertido a pirâmide social brasileira, Wadson Gama, psicólogo social e presidente do Conselho Regional de Psicologia de Goiás, disse que ainda há preconceito e resistência das pessoas em envelhecer e se aposentar. “Velhice em um sistema capitalista faz com que as pessoas se sintam excluídas. Você vive 24 horas vivenciando o trabalho mesmo quando está fora do trabalho e quando sai da vida ativa, se o indivíduo não se preparar para isso, vai se sentir preso nessas palavras e pode chegar à depressão, alcoolismo e suicídio. A vida fica sem sentido para ele”, disse. O psicólogo, que também é entusiasta de programas de preparação promovidos pelas empresas, orienta as pessoas a descobrir, o mais cedo possível, desejos, talentos e capacidades dentro de projetos viáveis para a nova fase. “É preciso identificar o que realmente é o desejo e o que está na sua governabilidade. Às vezes o indivíduo que tem vivência na fazenda e aposenta e quer ter essa vivência do passado já não consegue mais fazer as mesmas coisas. Tem que observar o que pode realmente fazer e reinventar uma outra história para ter qualidade de vida e um envelhecimento saudável”, alertou.

Gostaria de dar a este artigo o título de “Sobre o ato de escrever” ou algo no gênero, mas o fato é que vivemos hoje na era da informação compartilhada, onde os conteudos são produzidos e distribuidos de forma colaborativa. Fundamentalmente, isso quer dizer que é bastante provável que você esteja lendo este artigo porque ele apareceu em alguma das redes sociais (Facebook, Twitter, Medium etc.) de sua preferência e a provocação do meu titulo levou você a interromper o zapeamenteo entre páginas diferentes. Você ficou chateado? Não vale a pena ficar. Atualmente, isso faz parte das regras do jogo. O título é o principal fator que usamos para determinar se algo merece nossa atenção e nosso precioso tempo . É o tapete de boas vindas que está sendo retirado da maioria das primeiras páginas de jornais porque para conseguir sucesso na internet, os editores precisam que as informações sejam publicadas primeiro pelas plataformas de redes sociais.
Como diria um amigo meu, o funcionamento da internet segue uma regra de poder. Há um tamanho medio de empresas, mas cinco delas ( Google, Facebook, Twitter, The New York Times eBuzzfeed) são muito maiores do que o padrão. Há também projetos novos como Vox, Vice eHuffington Post, que estão ansiosos para chegat também ao topo, enquanto plataformas como Medium, Reddit e LinkedIn se preparam para ocupar brechas na circulação mundial de informações jornalisticas. Quase todos os editores de conteúdo vêm lutando para descobrir o caminho da rentabilidade. Não podemos esquecer que a rentabilidade é o que transforma um projeto de mídia num negócio de mídia.
A maneira pela qual a maioria dos editores ganha dinheiro é através de anúncios, que são determinantes para as visitas à página. Quanto mais as audiências convergirem para as plataformas das cinco mega empresas da internet, menos dinheiro irão ganhar os editores independentes. Alguns irão sobreviver às custas de um evento importante ou criando conteúdo sofisticado, mas a maioria vem lutando para não cair. Além da questão da rentabilidade, atualmente há muitas outras questões que representam problemas para as edições online.
1) A bolha de filtro – Algoritmos determinam que tipo de conteúdo e fazem isto com base no comportamento passado do usuario, o que pode funcionar com um bloqueio à novas informações que podem ampliar a nossa visão do mundo. Os algoritmos é que fixam a agenda informativa que nos será oferecida.
2) A batalha dos cliques – Manchetes cheias de superlativos, números e curiosidades ainda são a melhor maneira de coletar cliques que são usados para medir audiências e influir na captação de publicidade.
3) Irritando o usuário – Alguns editores vêm tentando combater a queda do índice de cliques nos anúncios expostos acrescentando mais deles em cada página, o que gera uma irritação e desconforto em quem está lendo um texto na Web.
4) Redução na margem de atenção – O nosso campo de atenção na Web vem se estreitando gradualmente devido a super oferta de conteudos, o que leva os editores a sintetizar e filtrar cada vez mais as informações, o que reduz a profundidade e amplitude das mesmas.
“A filtragem de informações ajuda-nos a orientar a atenção, a dizer-nos ao que devemos prestar atenção e o que podemos ignorar sem maiores problemas. O fluxo initerrupto de informação no Twitter, Facebook, Vine e no Instagram, é parte integrante destas plataformas e acaba nos impedindo de prestar atenção a alguma coisa por um tempo mais longo. É a praga da era de informação” The New York Times 9/8/2014.
Então, qual é o remédio? Como é que nós, consumidores, podemos nos livrar de títulos provocativos, de pop-ups de anúncios irritantes, de paywalls de custo exorbitante, e ao mesmo tempo, financiarmos jornalismo de qualidade, aumentando a profundidade de nosso envolvimento e nos expondo a um conteúdo que de outra maneira não poderíamos acessar?
Pague por um artigo – só um – e veja como se sente.
Veja por que:
1) É uma atitude de compromisso. Da mesma forma que gastar dinheiro com a mensalidade de uma academia o obriga a levantar do sofá, pagar pelo jornalismo pode ser assumir a forma de um compromisso onde você investe um certo valor para ler um texto. Você não vai querer jogar dinheiro fora lendo o que não lhe interessa.
2) Satisfação na leitura. Ao contrário de uma assinatura, você sabe o que vai receber ao pagar por um texto. Você passa também a saber para quem vai o seu dinheiro. Apoiar um projeto criativo nos faz sentir bem.
3) Você volta a ter uma posição de comando. Passivamente, recebemos o conteúdo que nos é oferecido para consumir ao longo do dia. Ao escolher de forma pro-ativa o que você quer ler e apoiar, você fica mais consciente da maneira pela qual a mídia dá forma aos seus pontos de vista e opiniões.
Existem muitos lugares na internet onde você pode pagar uma mixaria por um jornalismo de alta qualidade – Beacon, Blendle, Contributoria, para citar alguns exemplos. Provavelmente o site Medium será também uma opção para publicação de conteudos de qualidade, num futuro próximo. ( Para saber mais leia a entrevista de Ev Williams com Peter Kafka). Porém, eu gostaria de deixar claro que isto não é uma súplica para salvar publicações independentes na internet. Estamos menos preocupados com os jornalistas, e mais preocupados em ajudar a nós,leitores.
Nunca paguei por música antes do Spotify nem por filmes antes do Netflix, mas aprendi que investir num conteúdo de qualidade, numa plataforma bem projetada, pode ser muito gratificante. Mas mesmo que estejamos preocupados com nosso bolso , vamos acabar nos dando conta de que pagar por um jornalismo de qualidade pode nos render bons dividendos.
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Simone Stolzoff é produtor de conteúdos digitais e especialista em publicidade online, com base em San Francisco, Estados Unidos.

(Foto: Reprodução)
Um dos raros momentos em que a Rede Globo de televisão resolveu tratar do crime ambiental praticado pela empresa Samarco em Mariana/MG foi no programa Bom Dia Brasil desta segunda-feira, 18 de janeiro de 2016. Um crime que já destruiu toda a vila de Bento Rodrigues, todo o complexo hídrico do Rio Doce, levou à morte milhares de espécies animais e vegetais e, na última contagem, 18 seres humanos, destruiu ecossistemas, poluiu toda uma rede de zonas úmidas na foz do Rio Doce, fechou praias no Espírito Santo e na Bahia e, além disso, mais recentemente, passou a ameaçar o paraíso ambiental do Atol das Rocas.
Como se observa, identificamos num breve relato vários crimes, incluindo homicídio culposo (pode-se até alegar dolo eventual), poluição em diversas escalas, destruição de áreas de preservação permanente, morte de espécies animais e vegetais (algumas em processo de extinção), dentre outros e, obviamente, descumprindo a Licença Ambiental.
Sobre a Licença Ambiental, existem elementos documentais que indicam desde a obtenção de vantagens indevidas no processo de licenciamento até a omissão de dados essenciais ao órgão licenciador, o qual, por sinal, deveria estar acompanhando de perto a execução de uma obra dessa dimensão.
De acordo com a própria Globo, o levantamento do Ministério Público mineiro indica que a empresa recebeu a Licença de Instalação, que é o documento responsável pela autorização das obras, sem “projeto executivo”, no ano de 2007. Isso mesmo, o projeto executivo é aquele que é exigido de qualquer pessoa que pretende construir uma casa. Ora, sem “projeto executivo” é impossível a autorização de uma obra, pois o órgão fiscalizador perde totalmente o controle sobre a mesma.

Talvez, num processo de expedição de Licença de Instalação, o governo possa estabelecer prazos para a entrega de alguns projetos complementares posteriormente, como o de paisagismo, por exemplo, até porque o licenciamento ambiental é um procedimento administrativo caro. Mas, nunca sem o projeto executivo. Além do mais, a Samarco, uma grande empresa, que tem como principais acionistas as multinacionais BHP Biliton e a Vale do Rio Doce, não possui problemas financeiros para custear o licenciamento. Muito pelo contrário.
Outro fato interessante é que tudo isto aconteceu em Minas durante o governo de Aécio Neves (PSDB/MG), um dos baluartes do moralismo golpista, que até usou a construção das obras da barragem do Fundão como uma das grandes realizações da sua administração. Mas deixemos isso para depois.
Ainda na mesma matéria, a Globo foi mais longe – o que estava ficando cada vez mais surpreendente! O Ministério Público descobriu que em 2013 uma empresa que prestava consultoria à Samarco avisou a contratante que o projeto de drenagem dos canais na base da represa apresentava problemas e ameaçava a estrutura do projeto. Tal informação foi descartada pela empresa, que continuou a obra mesmo assim.
Ora, qualquer pessoa que trabalhe na construção civil, mesmo sem formação acadêmica, sabe que a existência de problemas de drenagem na base de uma obra pode resultar em prejuízos graves. Todavia, quando falamos de uma represa, isto pode determinar a queda das barreiras de contenção do entorno, a destruição das paredes e o vazamento do material represado.
Samarco assumiu total responsabilidade
O que a Globo não disse, e isso é importante, é que tais relatórios sempre são entregues ao órgão licenciador. Mas na época em que o governador Antônio Anastasia (PSDB/MG) apresentava a continuidade da obra da barragem do Fundão como uma das grandes realizações do seu mandato, pois pretendia seguir o caminho do antecessor, Aécio Neves, do mesmo partido, num mandato de senador, isso não foi respeitado. Ou seja, a Globo continuou omitindo que todas as irregularidades das obras da Samarco foram identificadas pelo o Ministério Público durante governos do PSDB. Isso chama-se “apagar da memória”, pois seria impossível que os dois governadores do “choque de gestão tucano” não tivessem conhecimento de um crime ambiental que acontecia debaixo dos seus narizes, em uma obra que foi acompanhada de perto e utilizada por ambos como propaganda de campanha.
Contudo, ainda havia um terceiro ponto que apareceu na matéria e também é parte das investigações. Antes de 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeito e mineração destruírem com o Rio Doce, causando impactos ambientais gravíssimos, que destruíram o rio e ainda ameaçam a biodiversidade do Oceano Atlântico, a Samarco assumiu um passivo ambiental de uma das suas principais acionistas, a Vale do Rio Doce, e passou a administrar uma imensa massa de rejeitos/resíduos da sua antecessora, os quais deveriam ser tratados em conjunto com a barragem do Fundão.
Isso mesmo, o governo do estado licenciou a construção de uma obra para tratar os rejeitos minerários recentes e todo um passivo lançado a céu aberto sem o menor controle.
Rapidamente, a Globo se apressou para apresentar a defesa da Vale, uma das suas grandes patrocinadoras, e privatizada num dos maiores escândalos da história da República, quando teve o seu patrimônio estimado em cerca de mais de RS 100 bilhões, e foi vendida por apenas R$ 3 bilhões. Segundo a Vale, num contrato assinado entre as duas empresas, a Samarco assumiu total responsabilidade pelos passivos ambientais.
Uma estratégia de manipulação
Ocorre que a Globo não foi muito longe neste ponto da matéria e esqueceu de informar alguns elementos fundamentais que devem contar no relatório do Ministério Público mineiro: a) no direito ambiental existe uma coisa chamada “princípio da responsabilidade integral”, previsto no art. 225 da Constituição Federal, e que vincula todos os responsáveis que tenham contribuído para o dano ambiental à totalidade da infração; b) que na legislação brasileira o gerador é sempre responsável pela destinação dos resíduos, seja uma pilha, uma lâmpada, ou milhões de toneladas de rejeitos minerários; e c) talvez o principal, a Vale é uma das donas da Samarco. Logo, é responsável por todas as ações da sua subsidiária (e voltamos, aqui, à responsabilidade integral).
Na prática, a Globo foi divulgando informações que já são de domínio público, com um “jornalismo investigativo de baixa qualidade”, dramático e cheio de falhas em pontos essenciais da matéria, omitindo informações de extrema relevância. Ou temos um amadorismo absurdo, ou uma escandalosa manipulação de informações. Nem preciso dizer que a Globo esqueceu de informar que a barragem do Fundão foi construída a montante do Rio Doce, ou seja, na parte mais alta da bacia hidrográfica, numa ação extremamente perigosa sob o ponto de vista ambiental, aumentando o os riscos de uma tragédia ambiental sem precedentes, os quais deveriam constar no Estudo de Impacto Ambiental – EIA, pois as alternativas locacionais são um imperativo em qualquer termo de referência dos EIAs.
Mas o “selo final da manipulação” foi deixado pela Globo para o final. Num rápido movimento de montagem jornalística, o programa Bom Dia Brasil transferiu a cena da repórter que comandava a matéria e repassou as câmeras para o comentarista Alexandre Garcia. Daí, veio a bomba! Como sempre faz, o gaúcho radicado em Brasília faz um discurso moralista sobre a falta de controle em milhares de barragens semelhantes à do Fundão em todo o Brasil e que é preciso investigar também todas as construções que são feitas todos os dias em encostas de morros, especialmente agora que começou o período das chuvas. Como? É isso mesmo: de uma hora para a outra já não existia mais Samarco, nem Vale, nem tucanato. O problema não era o crime ambiental sem precedentes que destruiu o icônico Rio Doce, mas o “risco do período de chuvas”.
Rapidamente, Garcia manipulou a matéria e misturou no mesmo saco o problema social causado pela especulação imobiliária nas grandes cidades, que leva pessoas a morarem em encostas de morros, as construções de barragens sem identificar o perfil das obras, e o crime ambiental da barragem do Fundão. O grande problema passou a ser o período de chuvas! Em mais uma vergonhosa estratégia de manipulação de informações, a Rede Globo criou um novo responsável por crimes e tragédias ambientais: a chuva!
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Sandro Ari Andrade de Miranda é advogado e mestre em Ciências Sociais