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Aedes aegypti, mosquito transmissor de zika, dengue, chikungunya e febre amarela, é visto sobre pele humana em laboratório (Foto: Luis Robayo/AFP)
O número de casos de dengue no Brasil este ano já é 52,3% maior do que o do mesmo período de 2015, ano que teve a maior epidemia de dengue da história do país. Nas primeiras oito semanas do ano, houve 396.582 casos prováveis de dengue, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. No mesmo período de 2015, tinham sido 259.827 casos. Do total de casos, 56,2% são da região Sudeste, 18% do Nordeste, 13,2% do Centro-Oeste, 8% do Sul e 4,9% do Norte. Apesar do aumento do número de casos, o número de mortes por dengue teve uma redução em relação ao ao passado.
De acordo com o boletim, houve 51 mortes confirmadas por dengue nos primeiros dois meses do ano, contra 197 óbitos pela doença no mesmo período de 2015. O boletim destacou como municípios com grande incidência de dengue em relação ao tamanho da cidade os municípios de Campanário (MG), que teve 11.304,6 casos por 100 mil habitantes, Coronel Fabriciano (MG), com 3.460 casos por 100 mil habitantes, Ribeirão Preto (SP), com 1.335,2 por 100 mil habitantes e Belo Horizonte (MG), com 1.273,9 por 100 mil habitantes.
Chikungunya
O país registrou também 3.748 casos de chikungunya até a oitava semana epidemiológica, dos quais 284 tiveram confirmação com exames laboratoriais. Os casos foram registrados em 18 unidades da federação.
Zika
O Ministério da Saúde não tem divulgado o número total de casos de infecção pelo vírus zika no país. Mas, nesta terça-feira, um boletim do Ministério da Saúde confirmou que ovírus já tem circulação autóctone em todos os estados do país.
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Um quinto da população brasileira é obesa, diz estudo (Foto: PA)
Estudo publicado na revista científica Lancet mostra que um quinto da população brasileira adulta, ou quase 30 milhões de pessoas, é obesa. O número é maior entre as mulheres: 23% delas, ou 18 milhões, eram obesas em 2014. Entre os homens, o índice é de 17% (11,9 milhões). Os números colocam o Brasil entre os países mais obesos do mundo. Entre os homens, só fica atrás de China e EUA; entre as mulheres o Brasil fica em 5º, atrás também de Rússia e Índia. A comparação é feita em números absolutos e todos os países listados estão entre os mais populosos do mundo. No ranking masculino, o Brasil está à frente da Índia, que tem população maior que a do Brasil. Em 1975, o Brasil estava em 10º no ranking de homens obesos e 9º no de mulheres. Por outro lado, o estudo mostra que o país melhorou em relação a pessoas abaixo do peso: o Brasil aparecia em 9º nos dois rankings em 1975 e agora está em 18º entre os homens e 13º entre as mulheres. Cerca de 3% da população adulta brasileira (4 milhões) estão abaixo do peso. São consideradas obesas, de acordo com a pesquisa, pessoas que tem o IMC (índice de massa corporal) acima de 30. Para se calcular o IMC deve-se elevar ao quadro a altura da pessoa e dividir pelo peso o resultado obtido.
Mundo
A pesquisa, coordenada por cientistas do Imperial College London, comparou o IMC de cerca de 20 milhões de homens e mulheres de 1975 a 2014. Os dados se referem a 186 países. O estudo conclui que há mais adultos no mundo classificados como obesos do que como abaixo do peso. Diz também que um quinto dos adultos do mundo será obeso em 2025 e que as chances de atingir as metas da ONU para frear a obesidade nos próximos dez anos são "virtualmente zero". O objetivo da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que em 2025 os índices não sejam maiores que os de 2010. Seguindo a pesquisa, desde 1975 a obesidade triplicou entre homens e dobrou entre mulheres. O número de obesos passou de 105 milhões em 1975 para 641 milhões em 2014. Enquanto isso o número de pessoas abaixo do peso aumentou de 330 milhões para 462 milhões no mesmo período. Mas caiu em termos proporcionais: de 14% para 9% em homens e de 15% para 10% em mulheres. O principal autor do estudo, Majid Ezzat, disse que há uma "epidemia de obesidade grave". "Nossa pesquisa mostrou que em 40 anos nos fizemos a transição de um mundo em que o número de pessoas abaixo do peso era o dobro das obesas para um em que há mais obesos que pessoas abaixo do peso". "Embora seja reconfortante saber que o número (proporcional) de pessoas abaixo do peso caiu nos últimos anos, a obesidade global chegou a um ponto de crise."
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- Natasha Hinde, do HuffPost Brasil
- 03 Abr 2016
- 10:05h
Ansiedade: especialistas oferecem conselhos para lidar com a ansiedade nessa fase da vida, quando divórcio, luto e problemas financeiros costumam ser comuns | pixelheadphoto/Thinkstock
Os níveis de ansiedade atingem seu ponto máximo entre os 40 e os 60 anos, indicam novas estatísticas, provando que a “crise da meia-idade” pode ser mais real do que muita gente imagina. Um novo estudo do governo britânico sobre bem-estar apontou que, falando em termos gerais, as pessoas têm níveis relativamente altos de satisfação com a vida e de felicidade – com aqueles entre 16 e 19 anos e entre 65 e 79 mostrando os índices mais elevados. As pessoas entre 45 e 54 anos, entretanto, relataram índices mais baixos, o que coincidiu com um aumento notável nos níveis de ansiedade.
Médicos e especialistas em saúde mental oferecem conselhos para lidar com a ansiedade nessa fase da vida, quando divórcio, luto e problemas financeiros costumam ser comuns.
O Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unidoestudou os índices de bem estar pessoal entre 2012 e 2015 e criou notas médias para áreas que incluem satisfação com a vida, felicidade, senso de valor e ansiedade.
O levantamento indica que, dos 40 aos 60 anos, os níveis de ansiedade atingem o ponto mais alto para pessoas entre 50 e 54 anos.
Os níveis caem depois dos 60 anos, coincidindo com um aumento do nível de satisfação com a vida e de felicidade.
Helen Webberley é a clínica geral dedicada da Oxford Online Pharmacy. Ela diz que questões relacionadas à ansiedade são muito comuns em seus pacientes de meia-idade.
“A tendência é ver mais casos entre mulheres, e concordo que parece haver um pico entre os 40 e 50 anos”, diz a médica.
“Pode haver várias razões para isso, mas o cenário típico que encontro envolve pacientes com um ou mais empregos, demandas dos filhos e de administrar a casa e a preocupação extra de cuidar de parentes mais velhos.”
“No passado, as pessoas poderiam ter babá, cozinheira e empregada. Hoje, os dois adultos da casa têm de fazer tudo. As expectativas também são altas por parte dos empregadores, das crianças e dos parentes – a vida é difícil.”
“Acrescente a isso preocupações financeiras, e a pressão fica muito grande, o que pode causar depressão e ansiedade.”
Rachel Boyd, gerente de informações da ONG de saúde mental Mind, diz que lidar com divórcio e luto também pode compor o problema.
Por que esses sentimentos de ansiedade diminuem depois dos 60 anos, então?
Segundo Boyd, “é possível que a partir dos 60 anos, as pessoas tenham maior probabilidade de se aposentar, o que retira a pressão do trabalho desse cenário.”
“Também é provável que as pessoas aceitem melhor o que têm e exijam menos de si mesmas.”
Para quem tem níveis quase insuportáveis de ansiedade, muito além da ansiedade normal do dia a dia, Boyd tem alguns conselhos.
“A maioria das pessoas entende a ideia de se sentir tenso antes de uma entrevista de trabalho ou de uma mudança de casa, mas problemas mentais como ansiedade e depressão têm impacto muito maior na sua vida e podem até mesmo te impedir de fazer as coisas com que você estava acostumado”, explica ela.
“A ansiedade, entendida como problema de saúde mental, não é o mesmo que ser ‘meio tímido’, e é importante procurar ajuda assim que possível se você acha que ela está interferindo com sua capacidade de levar a vida normalmente.”
Ela explica que a ansiedade não tem impacto só na cabeça – ela também pode afetar seu corpo.
“Sintomas físicos incluem aumento da frequência cardíaca, tensão muscular, tontura, dificuldade para respirar, suor, tremores e náusea”, afirma ela.
“Sintomas psicológicos incluem nervosismo e tensão, preocupação incessante e a sensação de que os outros estão percebendo sua ansiedade.”
“Você pode ter ataques de pânico agudos ou frequentes, aparentemente sem motivo, ou ter uma sensação permanente de ansiedade. Você pode ter vontade de fugir, ou perceber que está gastando muita energia tentando evitar a ansiedade.”
“Se você tem ansiedade social, também pode evitar situações que podem disparar a ansiedade, tais como encontrar amigos, sair para fazer compras ou até mesmo atender o telefone.”
Boyd recomenda que pessoas que apresentem esses sintomas procurem ajuda, seja um especialista, um clínico geral ou até mesmo amigos e familiares.
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Letícia Steinert não tem filhos e dorme todos os dias com o Özil (Foto: Arquivo pessoal)
Cada vez mais os donos de pets tratam os bichinhos como parte da família. Prova disto é que uma pesquisa realizada por uma empresa que oferece hospedagem domiciliar aos cachorros aponta que 71% dos donos dormem com seus cães. Isso significa que três em cada quatro cachorros dividem a cama com seus "pais", sendo 43% frequentemente e 28% de vez em quando, segundo dados divulgados. O levantamento foi realizado pela internet com cinco mil pessoas, com idades entre 19 e 45 anos, segundo Eduardo Baer, que é sócio-diretor e co-fundador da empresa que realizou a pesquisa. Eduardo relata que a pesquisa é inédita e abordou também outros comportamentos. 51% dos entrevistados, por exemplo, admitem que seus cães assistem televisão. Na sexta-feira à noite, 93% dos tutores preferem a companhia do pet a sair para baladas. E, a cada aniversário do cachorro, 47% afirmaram ter vontade de fazer uma festa para comemorar. Dos 29% que já fizeram uma festinha de parabéns para o seu cão, 38% afirmam fazer todo ano.
O cão é da família
Para a empresa que realizou a pesquisa, a partir dos resultados, é possível concluir que o cachorro é considerado da família. A empresa destaca que um estudo do IBGE, publicado em 2015, revela que no Brasil o número de famílias que criam pelo menos um cachorro é maior do que o de famílias que têm crianças. São 52,2 milhões de cães e 44,9 milhões de crianças no País. "As pessoas estão tendo filhos mais tarde e acabam usando a companhia de um cão para não ficarem sozinhas. Mesmo quando têm filhos em casa, as famílias estão menores. Tem também as pessoas mais velhas, que acabam tendo um animal quando os filhos saem de casa. Um cachorro complementa a necessidade emocional das pessoas e diverte as famílias", explica Eduardo. A social media Letícia Steinert é uma das pessoas que considera os animais parte da família. Ela afirma que seus pets, a cadela Nina e o cachorro Özil, ambos vira latas, a ajudaram a se recuperar quando passou por uma fase difícil. Ela não tem filhos e conta que dorme todos os dias com o Özil por ele ser menor e gostar mais de ficar dentro de casa. "A princípio, ele não iria dormir na minha cama. Fiz uma cama pra ele ao lado da cabeceira da minha. Mas não aguentei ver ele tão lindinho ali embaixo", lembra Letícia. Ela dorme na mesma cama que a tia, mas afirma que ela não se incomoda com o animal na cama. "Deixo ele do meu lado da cama, perto da parede." "Dormir com ele me passa segurança, me sinto mais feliz e sei que ele também fica contente de estar ao meu lado", comenta Letícia. Ela relata que sua avó não aceitava animais dentro de casa e que reprova atitudes como segurar e abraçar os animais e deixá-los subir em sofás e camas. "Depois que comecei a adotar os animais, fui inserindo-os dentro de casa e, pouco a pouco, minha família foi aceitando. Hoje em dia, aceitam mais, porém, ainda me repreendem por dormir com o cão", conta.Shaila Duduch de Góes é psicóloga por formação e anfitriã domiciliar de cães. Ela recebe em casa animais de pessoas que não podem ficar com eles por alguns dias. "Trabalho para uma empresa que encaminha esses pets para mim. Eu geralmente não conheço nem os cães e nem os donos. Passamos por um período de adaptação antes de o animal ficar na minha casa", explica. E ela afirma que, se o dono tem o costume de dormir com o cão, ela dorme com ele também. Ela afirma que adora dormir com animais, mesmo que eles não sejam seus.
Dormir com o cão pode fazer mal para a saúde?
Eduardo, da empresa que realizou a pesquisa com os cães, destaca que os donos devem sempre se atentar à higiene dos pets, mas afirma que, no geral, dormir com o cachorro não causa problemas para os donos. "O que pode acontecer de ruim é o animal sentir falta de dormir com o dono quando ele viaja, por exemplo. Mas, no geral, o relacionamento de cães e donos que dormem juntos melhora, pois o animal tem a necessidade emocional de criar laços", explica. A social media Letícia afirma que nunca teve problemas por dormir com seu cachorro e que viu só vantagens. "Acho que, de certa forma, me ajudou a criar imunidade, pois minhas crises de rinite alérgica diminuíram depois que comecei a dormir com meu pet." Shaila também nunca teve problemas com esse hábito. Ela conta que sua alergia ataca muito com o pêlo do coelho que tem em casa, mas que nunca atacou com o pêlo dos cães. "Gosto muito de animais. Adoro dormir com eles", afirma Shaila, que ainda cita que pesquisas feitas com animais provam que a maioria prefere suprir primeiro a necessidade de afeto e deixa a alimentação em segundo plano. "Os cães nunca foram tão mimados e bem cuidados. A preocupação com o animal é a que se tem com um filho", completa Eduardo.
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- Guilherme Lucio da Rocha Do G1 Santos
- 03 Abr 2016
- 09:34h
Suspeito nega crime e acusa pintor que realizava serviços em apartamento. Polícia Civil investiga o caso e aguarda conclusão de laudos do IC.(Foto: Arquivo Pessoal)
A família da enfermeira Janaina Caroline Cunha Alves, de 26 anos, que foi agredida e asfixiada dentro da própria casa em São Vicente, no litoral de São Paulo, afirma que a jovem pode ter sido atacada após ter decidido ciar um perfil em uma rede social. Ela está internada em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo a polícia, o noivo da vítima é o principal suspeito de ter cometido o crime. Ele nega as acusações. Em depoimento à polícia, o noivo afirmou que ao chegar no apartamento onde a enfermeira morava encontrou a vítima sendo esganada por um pedreiro em um dos cômodos. Ao tentar salvar a jovem, ele entrou em luta corporal com o suposto agressor, que se desvencilhou e fugiu. Já o pedreiro negou ser o responsável pelo crime. Segundo a versão do funcionário, ele realizava serviços no apartamento quando o noivo da vítima entrou e ficou com ciúmes por algum motivo, atacando a mulher. No entanto, o pedreiro afirma que saiu do local sem ver o desfecho das possíveis agressões. Em entrevista ao G1 neste sábado (1), a avó da vítima, Nelci Alves da Silva, de 66 anos, conta que a neta era uma pessoa tranquila e que as discussões e brigas com o noivo eram constantes. "Ele é uma pessoa muito possessiva. Quando recebi a notícia, fiquei sem chão. Minha neta é tudo para mim", desabafa a idosa.
Estopim
Segundo Nelci, há uma semana as discussões entre ambos se intensificaram por conta de uma conta na rede social. "Ele não queria que a Janaina criasse [uma conta no] Facebook. Na semana passada, ela veio na minha casa e criou. Quando ele descobriu, ficou muito nervoso e foi tirar satisfação. Era uma paranóia eterna", explica.
Investigação
Os dois suspeitos pelo crime prestaram depoimento e foram liberados. O caso é investigado pela 2º Distrito Policial de São Vicente e a polícia aguarda a conclusão de laudos do Instituto de Criminalística (IC) para instauração de inquérito.
O G1 tentou contato com o noivo da mulher e com o advogado dele durante toda sexta-feira (1) e sábado (2) mas não obteve retorno.
Segundo familiares da vítima, Janaina apresenta ferimentos no pescoço, sinais de um possível estrangulamento, e está em internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Ana Costa, em Santos, e em coma induzido. O estado de saúde dela é considerado grave.
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- Raquel Carneiro | Veja
- 03 Abr 2016
- 09:04h
Em sua sexta temporada, série responsável por tirar zumbis das tumbas cults e levá-los para o mainstream televisivo alcança seu auge de audiência – e também de brutalidade
Quando começou, em 2010, The Walking Dead era facilmente descrita como uma série de zumbis. Agora, seis anos depois, quando um fiel espectador é questionado sobre o mote do programa, com certeza dirá que os seres mortos-vivos nada mais são que nojentos coadjuvantes na trama. A sexta temporada, que chega ao fim neste domingo, é a melhor prova desta afirmação. Com o passar do tempo, os zumbis perderam o posto de grande ameaça para os seres humanos. Afinal, se em um mundo sem leis, uma pessoa deu um jeito de sobreviver, provavelmente, boa gente não é. A teoria vale também para os amados protagonistas do seriado.
"Um dos principais propósitos do filão de zumbis é explorar a condição do homem, olhando para nosso lado obscuro. Realmente cuidamos um do outro ou estamos a apenas um apocalipse de distância de nos tornarmos nossos piores inimigos?", questiona Arnold T. Blumberg, especialista em zumbis (sim, isso mesmo) e professor do curso "Zumbis e a Mídia Popular" na Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos.
Tal dúvida tem conduzido The Walking Dead ao longo dos anos, mas encontrou o que parece ser seu auge na atual temporada. O elenco principal, conduzido por Rick Grimes (Andrew Lincoln), passou pelas mais variadas adversidades em um roteiro cíclico, intercalando momentos sem rumo por florestas e cidades abandonadas, com outros em que eles encontram abrigo e tentam estabelecer uma sociedade minimamente digna. Recentemente, os personagens fincaram bandeira em Alexandria, um antigo condomínio fechado de classe média alta, reforçado por altos muros e constante vigilância. Se antes era difícil achar água para beber, agora os personagens gozam até mesmo de banhos quentes.
Se a vida ficou mais fácil, as visões sobre o novo mundo, nem tanto. Na primeira metade da temporada, o grupo principal se dividiu entre os que, traumatizados, não se arriscam mais e matam sem pensar duas vezes sempre que trombam com um novo individuo fora dos muros de Alexandria. Outros, especialmente Morgan (Lennie James), acreditam que toda vida tem seu valor e que a civilização só será possível se existirem segundas chances, julgamentos honestos e, por que não, um pouco de compaixão.
"Produções apocalípticas obrigam o espectador a confrontar seus valores mais arraigados e a se perguntar: ainda seríamos capazes de defender esses valores em um mundo assim? O que seria permitido fazer? O que seria proibido? Sobrou algum limite, no fim das contas?", questiona Christopher Robichaud, professor de literatura em Harvard e autor do livro The Walking Dead e a Filosofia(BestSeller).
Do outro lado da tela, os fãs também se dividem entre os dois pensamentos. No Twitter, espectadores acompanham ao vivo os episódios, exibidos no Brasil pelo canal Fox, e comentam as atitudes dos anti-heróis, com críticas ou mensagens de apoio. O burburinho tem dado bons resultados de audiência. Até o penúltimo episódio, a sexta temporada marca uma média de audiência 30% maior do que a quinta - que até então era a recordista. A série ostenta o título de programa mais visto em toda a história da Fox no Brasil. Nos Estados Unidos, o saldo é parecido, só que ainda mais exuberante. A atual temporada bateu picos de 19,5 milhões de espectadores em um único episódio. No caminho entre o trash e o cult, os zumbis de The Walking Dead encontraram seu lugar no mainstream.
A expectativa é que o último capítulo seja a alavanca final para dar à temporada um novo recorde de audiência. Os 15 últimos episódios, aliás, foram apenas uma "leve" introdução da produção que vai ao ar neste domingo. O ator Jeffrey Dean Morgan finalmente fará sua estreia na série na pele do vilão Negan, considerado o mais brutal personagem da trama nos quadrinhos.
Velhos monstrengos - Não é de hoje que os errantes corpos decrépitos andarilhos são um prato cheio para associações que vão de religião e política a criticas ao consumismo e à própria natureza humana. A série é resultado de uma onda crescente, que tomou corpo no começo dos anos 2000, com filmes bem recebidos como Extermínio (2002); e o remake Madrugada dos Mortos (2004), inspirado no clássico O Despertar dos Mortos (1978), de George A. Romero - aliás, considerado o pai da cultura do zumbi como é conhecida hoje em dia.
A superprodução com Brad Pitt Guerra Mundial Z (2013) e as comédiasZumbilândia (2009), Meu Namorado é um Zumbi (2013) e Orgulho e Preconceito e Zumbis (2015) completam o pacote mais recente que merece destaque. O efeito TWD também deu origem a outros programas televisivos como Z Nation, do canal SyFy, e o seriado adolescente iZombie, da CW. "Nunca estivemos mais alienados, assustados e esperando por um apocalipse como hoje em dia.
Culturalmente, nós gostamos dos zumbis para dar vazão aos nossos medos como uma maneira de compartilhá-los e vivê-los por duas horas no cinema, para depois sairmos sãos e salvos da sala", diz Blumberg. Segundo Mary Elizabeth Ginway, professora de literatura na Universidade da Flórida, a crise americana provocada pelos ataques às Torres Gêmeas em Nova Iorque, em 2001, colaborou para o ambiente de medo e incerteza, refletido nas produções de zumbis. "Grupos alheios, por idade, por ideologia, por raça ou classe, se tornam mais ameaçadores. A 'zumbificação' do ser humano representa os medos e também o ser que é um resultado de sistemas, como o econômico e político."
Com fundos filosóficos, educativos, ou para o mero entretenimento, os personagens comedores de carne humana - com apetite especial por cérebros - prometem continuar em alta por muito tempo.TWD, por exemplo, não tem prazo para terminar - rumores sugerem que o programa deve continuar no ar, pelo menos, até 2022. De livrarias até aplicativos de celular, sem esquecer as pegadinhas de Silvio Santos no SBT, a invasão dos zumbis pode ser vista por todos os lados, meios e para variadas idades. O apocalipse zumbi já aconteceu, mas, ao contrário do esperado, são poucos os que querem fugir desta infecção.
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- Estadão
- 03 Abr 2016
- 07:25h
Foto: Ricardo Stuckert
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “como constitucionalista”, o vice-presidente Michel Temer sabe que “impeachmet é um golpe”. O petista participou na manhã do último sábado (02) de um ato em defesa do governo Dilma Rousseff, na capital cearense. A um público vestido de vermelho, com bandeiras do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula criticou a oposição que quer destituir a presidente e disse que, se Temer assumir, será um golpe. “A nossa resposta a ser dada aos opositores é garantir a governabilidade de Dilma”, afirmou. O ato, intitulado “Ceará com Lula”, foi organizado pela Frente Brasil Popular – Ceará e pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT-CE). A assessoria de imprensa do vice-presidente divulgou nota oficial em resposta às afirmações de Lula: “Justamente por ser professor de direito constitucional, Michel Temer tem ciência de que não há golpe em curso no Brasil”, diz a nota. Procurada pela manhã, a assessoria tinha informado que não iria comentar as declarações. Em um discurso carregado de emoção, Lula abriu falando sobre a chuva que caía forte sobre a Praça. “Mesmo que não tivesse o ato, só a chuva que Deus mandou já valeria a pena”, comentou. Em seguida, ele falou sobre o “clima de ódio” que o Brasil vive. “Tenho 50 anos de política e nunca vi um clima de ódio estabelecido no País como vejo agora. Essa gente que vai para a manifestação vestido de verde e amarelo tem que saber que o povo, que está aqui na rua, é um povo trabalhador e pede que respeitem apenas uma coisa: o voto popular que elegeu a Dilma”. Contatada pela reportagem, a assessoria de Michel Temer disse que o vice-presidente prefere não comentar as menções de Lula a ele.
Segundo a Caixa Econômica Federal, o prêmio principal, agora acumulado há cinco concursos, pode chegar a R$ 34 milhões na quarta-feira (6). A quina da Mega saiu para 53 apostas, que vão receber, cada uma, prêmio de R$ 52.834,14. Foram 4.693 apostas ganhadoras da quadra, com prêmio de R$ 852,39. A chance de acertar os seis números da Mega-Sena é de uma em 50 milhões. A aposta mais simples custa R$ 3,50. Confira os números sorteados: 17 - 22- 27 - 31 - 49 - 57
A imagem de uma tela do iPhone com um intrigante número na tela se tornou uma sensação na internet. Milhares de pessoas aceitaram o desafio e o compartilharam nas redes sociais com a seguinte pergunta: "Quantos números três você pode ver nesta foto!" Se a sua resposta é 15, 19 ou 21, você chegou à mesma conclusão do que a maioria das pessoas. Mas qual é a resposta correta? Há, na verdade, 19 números retratados na imagem, mas poderia haver 21 dependendo de como você interpreta a pergunta. Além dos oito "três" no número do telefone discado, há dois "três" sobre o teclado, já que o botão de número oito foi substituído. Na parte superior do aparelho, outros cinco números "três" são visíveis (três relacionadas à hora e outros dois ligados ao tempo da bateria). Isso totaliza 15, a resposta compartilhada por muitos nas redes sociais. Mas, existem mais quatro dígitos ocultos --três deles nas letras do nome do contato e o outro na substituição da letra 'I' embaixo do número quatro. Aqueles que chegaram ao número 21 como resposta, conseguiram ir além e consideraram alguns "três" camuflados, tais como o medidor da velocidade da internet e o símbolo do Wi-Fi.
(Foto: Reprodução)
A sua linha do tempo do Instagram passará por uma grande mudança em breve. No último dia 15, a rede social anunciou que deixará de mostrar publicações em ordem cronológica. O novo critério será a relevância das publicações. A notícia não foi bem recebida pelos usuários da plataforma de fotos. Alguns deles criaram uma petição online para pedir que a ideia não seja posta em prática. Nesta segunda-feira (28/3), o Instagram também virou um dos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil."O Instagram humilhando os pequenos, que pena", escreveu a usuária @detremura. Outros, chegaram a comparar a rede social de fotos com o Facebook e o Twitter. "Primeiro o Facebook, depois o Twitter e agora o Instagram. Aos poucos o tal do algoritmo de relevância vai deixando as redes sociais chatas", disse a internauta @laurabuu.
Facebook passou a exibir postagens dos usuários mediante sua relevância a partir do fim dos anos 2000. A tecnologia foi um dos fatores determinantes para seu sucesso. O uso de algoritmos, no entanto, não é uma novidade. Eles ganharam fama em 1996, quando Sergey Brin e Larry Page, cofundadores do Google, escreveram um código para exibir primeiro as páginas da internet mais relevantes para uma determinada pesquisa. Sites com menor importância e menos links ficavam no fim da lista. Assim nasceu o maior buscador da internet. Para justificar a mudança, o Instagram diz que, em média, 70% do conteúdo postado na rede social não é visualizado por causa das inúmeras atualizações da timeline. “Isso quer dizer que muitas vezes você não vê publicações que pode considerar importantes”, afirmou. Inicialmente, uma pequena parcela dos usuários do Instagram será atingida. A mudança deve alcançar todos os inscritos na plataforma nos próximos meses. O novo feed manterá todos os posts, que apenas estarão em uma ordem diferente para mostrar primeiro o momento mais importante para cada um, ou seja, não será preciso ativar as notificações para que o post apareça no feed. O Instagram já é utilizado por 400 milhões de pessoas todos os dias. Em dezembro de 2014, esse número era de 300 milhões de usuários. A plataforma de fotos foi comprada pelo Facebook em 2012 por US$ 1 bilhão
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(Foto: Reprodução)
A gestante que fuma durante a gestação corre o risco de modificar o DNA do seu filho. A conclusão é de um estudo publicado pela revista "The American Journal of Human Genetics", o que poderia explicar seu vínculo com determinadas complicações na saúde dos bebês. Em um questionário, as mães tiveram que responder se fumaram frequentemente, ocasionalmente ou nada durante a gravidez. Em seguida, uma equipe internacional de pesquisadores analisou o DNA de 6.685 recém-nascidos e o comparou com o consumo de tabaco de suas mães, em um dos estudos mais completos já realizados sobre este tema. Os cientistas, que conseguiram mostras do DNA dos bebês através do sangue do cordão umbilical, identificaram nos filhos das mães fumantes com frequência 6.073 pontos onde o DNA tinha sido modificado se comparado aos bebês de mães não fumantes. Além disso, determinaram que essa coleção de genes está relacionada ao desenvolvimento dos pulmões e do sistema nervoso, com cânceres vinculados ao tabagismo e com defeitos de nascimento, como o lábio leporino. Em uma análise separada, muitas dessas alterações do DNA estavam presentes em crianças mais velhas cujas mães fumaram durante a gravidez. Agora, os cientistas irão analisar o material genético para para compreender melhor como as remodelações químicas do DNA podem influir no desenvolvimento da criança e em futuras doenças.
(Foto: Reprodução)
Pânico. É o que muitos médicos tem percebido com a procura intensa por vacinas contra a Influenza, gripe provocada pelo vírus H1N1 que já causou a morte de 46 mortes no país este ano, e teve 305 casos registrados até o último dia 19, conforme os dados do Ministério da Saúde. Na Bahia, até o último dia 23, foram registrados 10 casos com uma morte, todos eles ocorridos em Salvador, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Chama a atenção o fato de que em todo o ano passado a Bahia registrou apenas um caso da Influenza, que ocorreu em Salvador com um paciente que tinha viajado dias antes para São Paulo. Já neste ano, os casos começaram a surgir em fevereiro e não têm relação direta com viagens para àquele Estado. Em decorrência disso a Sesab emitiu um Alerta Epidemiológico para monitorar a situação.
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Nas análises feitas até agora pela Secretaria estadual da Saúde, os 10 casos de H1N1 (Influenza) registrados em Salvador indicam uma situação inusitada, uma vez que o histórico da manifestação da gripe, desde 2009, sempre apontou para o período entre a primeira e segunda quinzena de maio, o que pode antecipar até mesmo a campanha de vacinação no Estado, prevista para começar dia 30 deste mês. Conforme explicou o coordenador do Programa Estadual de Imunização da Sesab, Ramon Saavedra, a possibilidade de antecipação da campanha de vacinação vem sendo estudada, mas vai depender da chegada da vacina, que será distribuída pelo Ministério da Saúde aos Estados. “Isso porque há toda uma logística para a redistribuição nas 30 Regiões de Saúde e a partir daí para os 417 municípios”, disse. Na Bahia, a meta da Sesab é vacinar três milhões de baianos através da rede pública de saúde.
Imunização
A campanha de vacinação contra o HIN1 (Influenza) tem previsão de começar no próximo dia 30 em todo o País. Segundo boletim do Ministério da Saúde, este ano a 18ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, vai de 30 de abril a 20 de maio. No dia 30 haverá, o dia de mobilização nacional, com previsão de engajamento de todos os órgãos da administração pública nos estados. A vacina é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Estudos do Ministério da Saúde demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. O Ministério da Saúde informou que vem monitorando, junto com as vigilâncias estaduais e Distrito Federal, todas as ações de controle e prevenção da gripe e os casos registrados no país. Conforme explicou Ramon Saavedra, apesar do alerta epidemiológico, não se justifica qualquer situação de pânico na população. “Entendemos, contudo, que se trata de uma situação atípica, pois as ocorrências foram antecipadas, daí o alerta”, disse. Ele disse ainda que independentemente da campanha, que terá restrições pois só considera aptos para a vacinação pública determinados grupos populacionais, “o melhor é se prevenir, buscando a vacina também n a rede pública para os que não se enquadram nos grupos da campanha nacional de vacinação”, afirmou. A campanha nacional de vacinação estabeleceu como prioridades os grupos de mulheres grávidas ou aquelas que tiveram gestação nos últimos 45 dias a partir do início da campanha, crianças de seis meses a cinco anos de idade, povos indígenas, população em regime prisional, profissionais da área de saúde e pessoas acima dos 60 anos de idade e aquelas que têm doenças crônicas, como as diabetes e cardiopatias complexas. O Ministério da Saúde reforça que, além da vacinação, a população deve adotar medidas de prevenção para evitar a infecção por gripe. Medidas de higiene, como lavar sempre as mãos e evitar locais com aglomeração de pessoas que facilitam a transmissão de doenças respiratórias, cobrir a boca com o braço ao tossir ou espirrar, utilizar álcool gel nas mãos e, caso julgue necessário, utilizar máscara de proteção.
Doença já matou 46 este ano no país
Até o último dia 19, conforme os dados do Ministério da Saúde, o País já tinha registrado 305 casos da gripe H1N1(Influenza), com 46 mortes, 10 a mais que no ano passado inteiro. Na Bahia foram 10 casos, com dois óbitos, contra apenas um caso em 2015. Conforme o último boletim do Ministério da Saúde, a Região Sudeste era a que concentrava o maior número de casos (266), sendo 260 em SP. Os outros Estados que registraram casos neste ano são Santa Catarina (14); Bahia (10); Pernambuco (5); Minas Gerais, Rio de Janeiro (3); Mato Grosso (2); e um caso no Pará, Ceará, Paraná e Mato Grosso do Sul. Já o Distrito Federal contabilizou três ocorrências. Com relação ao número de óbitos, São Paulo registrou 38, seguido por Bahia e Minas Gerais, cada um com dois óbitos; e Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará, com um óbito cada. Com uma antecipação de cinco meses (a previsão era de que os casos só surgissem a partir de meados de maio) o atual quadro epidemiológico vem intrigando as autoridades sanitárias A gripe Influenza é uma doença respiratória aguda e diferente de uma gripe comum, por ser causada por um subtipo distinto do vírus influenza. O H1N1 traumatizou o mundo ao causar uma pandemia em 2009, com mais de 50 mil casos registrados e cerca de duas mil mortes. O maior problema para o seu controle é que ela é transmitida pelo contato direto da pessoa infectada, e pelo contato indireto dessa pessoa com objetos, que podem repassar o vírus para outras pessoas. A doença é transmitida de pessoa a pessoa pelo contato com secreções respiratórias e causa febre alta, dificuldades respiratórias, coriza, dor de garanta, mal-estar e fortes dores no corpo e na cabeça. Na maioria dos casos, contudo, a doença não assume proporções graves que possam levar à morte.
Vacinação é medida imediata
Vacinar ainda é a melhor forma de evitar a contaminação pelo vírus H1N1 (Influenza). E mesmo para os que não se enquadram nos grupos prioritários das campanhas de vacinação pública, a solução mais adequada é reservar entre R$ 90 e R$ 130 e buscar uma clínica médica da rede privada para obter a vacina. O conselho é do coordenador do Programa Estadual de Imunização da Sesab, Ramon Zaavedra, que disse que o vírus é de ampla circulação em todas as regiões no País. Ele explica que a vacinação é o método mais eficaz na redução do impacto da influenza e é uma componente chave para controlar a circulação de amostras de vírus influenza sazonal. “Quem se vacina acaba proporcionando a imunização para outras pessoas, pois a vacina diminui a circulação do vírus”, disse. Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais que irão compor as vacinas contra influenza sazonal dos hemisférios norte e sul. No Brasil todos os anos o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, onde grupos prioritários podem receber gratuitamente a vacinação nos postos de saúde.
Circulação
Médico infectologista Adriano Oliveira recomenda que todos devem se vacinar. “Não podemos subestimar, pois se trata de um vírus perigoso que pode contaminar a todos, pois já circula amplamente através do contato direto e indireto de quem já foi infectado”, disse. Adriano explica ainda que por ter essas características de propagação, os métodos higiênicos preventivos são bons, mas têm sua eficácia diminuída. “Um aperto de mão, o contato com objetos, tudo isso propaga o vírus”, diz. Já a infectologista Nanci Silva emenda afirmando que apesar da constatação de que os casos este ano são em maior número e vieram de forma antecipada em relação a anos anteriores, não há razões para pânico. “A maioria dois casos manifestado é de3 gripes comuns, viroses sem, maiores gravidades. Existem mais de 200 tipos de vírus e nem toda manifestação sintomática de gripe trata-se do H1NI”, disse.
Saiba mais sobre a Influenza
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a gripe Influenza acomete de cinco a 10% da população adulta em todo o mundo, e entre 20 a 30% das crianças, causando de três a cinco 5 milhões de casos graves e 250.000 a 500.000 mortes todos os anos. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz. A doença pode ser causada pelos vírus Influenza tipos A, B e C. Setenta e cinco por cento das infecções se dá pelo vírus do tipo A. A transmissão ocorre principalmente através do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou mãos e objetos contaminados por secreções. É muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semi fechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número e intensidade dos contatos entre pessoas de diferentes faixas etárias .
Transmissão
A Organização Mundial da Saúde considera que as crianças com idade entre um e cinco anos são as principais fontes de transmissão dos vírus na família e na comunidade, sendo que podem eliminar os vírus por até duas semanas, enquanto indivíduos imuno comprometidos podem excretá-los por períodos mais prolongados, até meses. Recentemente, comprovou-se que os vírus sobrevivem em diversas superfícies (madeira, aço e tecidos) por 8 a 48 horas. No Brasil, a meta do Ministério da Saúde é de vacinar, durante o período da Campanha Nacional, que começa no próximo dia 30, pelo menos, 80% de cada um dos grupos prioritários para a vacinação. Existem dois tipos de vacina. A vacina trivalente é distribuída gratuitamente em postos de vacinação da rede pública, mas apenas para grupos considerados de risco, como crianças, grávidas e idosos. A tetravalente é aplicada em laboratórios particulares, com diferentes composições, e pode custar de R$ 100 a R$ 150, conforme cada laboratório fabricante
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A Microsoft anunciou nesta quarta-feira (30) uma versão mais interativa do Windows 10, que deverá ser disponibilizada gratuitamente para todos os usuários da última versão do sistema operacional da empresa entre julho e setembro. "A ambição do Windows é tornar a computação cada vez mais pessoal, com uma interação mais natural realizada a partir do toque, de uma linguagem natural, de canetas, de gestos e muito mais", disse Terry Myerson, vice-presidente de software da Microsoft, durante a conferência anual para desenvolvedores da empresa. O grande reforço do Windows 10 fica por conta de uma caneta stylus. "O recurso estará no centro de tudo no sistema operacional", garantiu Bryan Roper, gerente de produtos da Microsoft, que usou boa parte de sua apresentação para fazer demonstrações da novidade.
Ao fazer anotações no bloco de notas, por exemplo, o Windows reconhece a escrita e a assistente pessoal Cortana é capaz de criar lembretes a partir do que o usuário escreveu. A caneta parece funcionar com bastante eficiência nos programas do Office. No Word, é possível riscar palavras para apagá-las, bem como selecionar um marcador de texto. Apps da Adobe também têm suporte à ferramenta. Roper também demonstrou o uso da caneta nos mapas. Ao clicar em dois distintos pontos, o programa é capaz de traçar rotas automaticamente. É possível ainda escrever lembretes ao redor do itinerário. O Windows ganhou ainda uma barra de atalhos para tudo que o usuário pode querer fazer com uma caneta no seu PC ou tablet. A loja virtual da marca também trará recomendações de apps que fazem bom uso do recurso. Outra novidade da nova versão do Windows 10 se refere ao múltiplo suporte ao Windows Hello --sistema de reconhecimento facial e de impressão digital. Se antes o recurso era restrito ao login no sistema operacional, a partir da atualização, o sistema poderá ser usado também para fazer login em programas, apps e sites externos adaptados para o registro de biometria.
Cortana mais inteligente
A Microsoft tem investido cada vez mais no aperfeiçoamento da Cortana, que tende a ficar ainda mais inteligente na nova atualização do Windows 10. A assistente pessoal será capaz de ler mensagens e e-mails para organizar o calendário e criar lembretes sobre tarefas inacabadas. Também passará ainda a funcionar dentro do Skype e contribuir com suas habilidades de consulta rápida à internet. A grande novidade, no entanto, é que a Cortana será liberada para o Xbox One. "Uma assiste pessoal para os jogos, que é capaz de ajudar com dicas e truques", apontou a Microsoft.
HoloLens a venda para desenvolvedores
A empresa anunciou ainda que começará a vender a partir de hoje os óculos de realidade virtual HoloLens, exclusivamente para desenvolvedores, por US$ 3.000 (cerca de R$ 12 mil).
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O atleta paulista Felipe Wu se tornou hoje (1º) o primeiro brasileiro a liderar uma categoria internacional do tiro esportivo. O ranking da federação internacional do esporte foi atualizado nesta sexta-feira com os resultados da etapa da Tailândia da Copa do Mundo, realizada mês passado, quando o brasileiro foi campeão na pistola de ar de dez metros. Felipe, de 23 anos, treina no tiro esportivo há sete anos e foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010, e de ouro no Panamericano de Toronto, no ano passado. Segundo a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, ele vai disputar os Jogos Olímpicos em duas categorias: a pistola de ar de dez metros, em que lidera o ranking, e a pistola de ar de 50 metros. O atleta vai participar da próxima etapa da Copa do Mundo, que servirá de evento-teste para a Olimpíada do Rio de Janeiro. A competição está marcada para 14 a 25 de abril e deve ser seguida uma nova atualização do ranking. O americano Will Brown é o segundo colocado no ranking e o sul-coreano Jongoh Jin o terceiro. Emerson Duarte, que também foi finalista na Tailândia e terminou na oitava colocação, aparece na 16ª posição no ranking mundial da prova pistola tiro rápido.
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As mulheres são a maior parte dos doutores brasileiros que receberam títulos no exterior em 2014 de acordo com estudo divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). De acordo com informações da Agência Brasil, as mulheres representam mais de 60% deste grupo, mas ainda estão em desvantagem em relação aos salários, ganhando 16,5% a menos em média. O número de doutoras empregadas também é menor (48,82%), enquanto 71,4% dos doutores estão empregados. Ao todo, entre 1970 e 2014, 14.173 receberam título de doutorado no exterior. Deste montante, o número de mulheres é menor – 5.786 (41%), contra 8.357 homens (59%) – sendo que em 1970, apenas 12 mulheres e 29 homens receberam doutoramento no exterior. Os números inverteram a partir de 2012 e em 2014, 464 mulheres e 291 homens fizeram o doutorado em outro país.