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- Bahia Notícias
- 08 Out 2024
- 08:38h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (7), dia que marcou um ano do ataque do Hamas a Israel, que ele deveria receber 100% do voto judeu nas eleições estadunidenses de novembro. Em entrevista ao programa de rádio “Sid & Friends”, o republicano afirmou: “ninguém fez mais pelo povo judeu do que eu”.
No programa, o ex-presidente reafirmou o que tem dito nas últimas semanas: que os ataques jamais teriam ocorrido se ele fosse o presidente dos Estados Unidos. A declaração foi dada semanas após o ex-presidente afirmar que se não fosse eleito, “a culpa seria dos judeus”.
A declaração de Trump, dada durante um discurso na Cúpula Nacional do Conselho Israel-Americano em Washington, gerou polêmica, principalmente porque, em todas as pesquisas e nas últimas duas eleições que disputou, o ex-presidente obteve derrotas significativas entre os eleitores judeus.
Na entrevista ao programa de rádio, Trump ainda criticou o presidente Joe Biden, democrata, e que derrotou Trump nas eleições de 2020: “Esse cara é o pior presidente de política externa da história. Veja o que aconteceu com a Ucrânia. Veja o que aconteceu com 7 de outubro, isso nunca teria acontecido se eu estivesse lá. Nunca teria acontecido. Nem uma chance”.
- Bahia Notícias
- 07 Out 2024
- 17:04h
Foto: TV Globo
A mansão deixada pela cantora Gal Costa como parte da herança milionária da baiana, foi colocada à venda. O imóvel, localizado no bairro Jardins, em São Paulo, está sendo vendido após o acordo feito na Justiça por Gabriel Costa, filho da cantora, e Wilma Petrillo, ex-empresária e viúva da artista.
De acordo com Gabriel Fischmann, ex-produtor da artista, a mansão esta sendo vendida para quitar dívidas e repartir o valor restante entre os dois. O imóvel está sendo vendido por R$ 10 milhões.
Em um longo desabafo, Fischmann falou sobre a perda da memória da artista. Segundo o ex-produtor, os responsáveis pela negociação não se preocuparam em retirar uma foto de Dona Mariah, mãe de Gal, que ainda permanecia no imóvel.
“Uma tristeza profunda me invade ao ver essas fotos da casa da Gal nos Jardins/SP sendo vendida para pagar dívidas e ser dividida entre os ‘herdeiros’. Ao olhar para esse quarto vazio na fotografia, onde ela guardava sua intimidade, fico refletindo sobre a brevidade da vida, das coisas e do tempo… Sobre como temos o poder de mudar nosso destino, mas também como, às vezes, ficamos presos aos grilhões do sofrimento, sem encontrar saídas, até que, enfim, esse pode ser o ato final deste grande teatro da vida”, escreveu.
O ex-produtor também acusa Wilma de negligência com a memória e o patrimônio da cantora. "O ser nefasto [Wilma Petrillo, viúva de Gal] deixou praticamente todo o acervo de roupas de shows e troféus se deteriorar com o tempo, em meio à sujeira e ao descaso, na casa-depósito da Bahia… O legado da Gal, no fim, está mesmo nas mãos dos fãs e da estimada Biscoito Fino, a quem peço, por favor, que não deixe a obra audiovisual dela cair no esquecimento, porque o resto já foi destruído em vida pela ‘viúva negra’".
- Bahia Notícias
- 07 Out 2024
- 15:11h
Foto: Reprodução / Blog do Valente
As primeiras horas da manhã desta segunda-feira (7) registraram uma tragédia no Recôncavo baiano. Um homem, identificado como Carlos, assassinou a sogra a facadas dentro de casa, no Caminho 23, no bairro Urbis 4, na cidade de Santo Antônio de Jesus.
Carlos, segundo informações do Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, também esfaqueou a esposa e agrediu violentamente a cunhada. As duas foram socorridas em estado grave para o Hospital Regional.
Vizinhos relatam que a família já enfrentava conflitos frequentes, e o desfecho trágico de hoje deixou a comunidade em choque.
A Polícia Militar e várias guarnições estiveram no local, e acompanharam a remoção do corpo da idosa, de aproximadamente 60 anos, identificada como Isabel pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). O acusado se entregou à polícia.
- Bahia Notícias
- 07 Out 2024
- 13:09h
Foto: Instagram
O apoio de Gusttavo Lima a campanha do irmão, William Lima Remelexo, de 52 anos, que tentava a vaga como vereador na cidade de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, não foi suficiente para colocar a família na Câmara.
O candidato do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve apenas 0,54%, o que equivale a 412 votos, e perdeu pela segunda vez.
O Embaixador, que foi indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa pela Polícia Civil de Pernambuco na Operação Integration, chegou a fazer uma doação de R$ 20 mil para a campanha do irmão. O valor aparece no Divulgacand, ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além da ajuda financeira, o artista tentou usar da popularidade para angariar votos. Além de Gusttavo Lima, William divulgou vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL), de Eduardo Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com essa derrota, William já acumula 3 perdas na corrida eleitoral. Em 2016, ele foi candidato do município de Presidente Olegário pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS).
- Por Victoria Damasceno, Bárbara Blum e Natália Santos | Folhapress
- 07 Out 2024
- 10:41h
Tuxaua Benisio e a deputada Joenia Wapichana. Foto: Lohanna Chaves/Divulgação
Cresceu o número de prefeitos indígenas eleitos nas eleições municipais no primeiro turno, realizado neste domingo (6). Ao todo, 9 candidatos que se declaram desta forma ganharam os pleitos. Eles são majoritariamente homens, e se dividem igualmente entre a esquerda, direita e o centro. Apenas uma mulher foi eleita e não há indígenas concorrendo no segundo turno.
O número representa um eleito a mais em relação às eleições de 2020, quando oito indígenas chegaram ao Executivo municipal. Na disputa anterior, em 2016, seis candidatos ganharam prefeituras pelo país. Em ambos os pleitos os eleitos representaram cerca de 0,1% dos cargos de prefeito.
Apesar do acréscimo neste ano, o número que ainda é aquém da representação do grupo na população brasileira, que é de 0,83%, segundo o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O Brasil tem 1,7 milhão de indígenas, segundo dados do instituto. Dados de estudo produzido pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) mostraram que as candidaturas indígenas tiveram aumento de 14%, com maior concentração em Roraima, com 7%.
Neste ano, os indígenas puderam também declarar, de forma opcional, o pertencimento étnico, o que resultou em 170 etnias declaradas em um universo de 266 povos, de acordo com dados do IBGE. As candidaturas do grupo estavam concentradas em partidos de direita (41,8%), seguido das legendas de esquerda (40,4%), e do centro (17,7%), segundo o estudo.
Entre as capitais, apenas o pleito de Vitória (ES) contou com candidato indígena concorrendo à chefia do executivo municipal. O guarani Assumção (PL), capitão de reserva da Polícia Militar, contabilizou 9,5% dos votos. Na capital capixaba, o atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) se reelegeu no primeiro turno, com 56%.
A cidade mais indígena do Brasil, Uiramutã (RO), reelegeu Tuxaua Benísio (Rede), um dos oito prefeitos indígenas eleitos em 2020. O candidato recebeu 59,66% dos votos contra Professor Abraão (PDT), que teve 40,34%.
Benísio é do povo macuxi e tuxaua e uma liderança da Comunidade Indígena Pedra Branca, localizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A candidatura foi resultado de um encontro de representantes de dezenas de comunidades indígenas da região, num formato apelidado de "política do malocão".
- Por Ana Luiza Albuquerque | Folhapress
- 07 Out 2024
- 08:02h
Foto: Reprodução/ CNN
O influenciador Pablo Marçal (PRTB) afirmou, na noite deste domingo (6), que concorrerá a um cargo no Executivo em 2026, governo estadual ou Presidência, e que não disputará novamente a Prefeitura de São Paulo.
Derrotado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), Marçal indicou que no segundo turno pode apoiar o emedebista, a quem costuma chamar de fraco e "bananinha", se ele encampar algumas de suas propostas, como a construção de escolas olímpicas e o ensino de educação financeira nas escolas.
O autointitulado ex-coach disse que a partir de agora se empenhará em apoiar candidatos a prefeito contra adversários comunistas em todo o Brasil.
Inicialmente Marçal tinha cancelado a entrevista que daria à imprensa na noite deste domingo (6), após derrota nas urnas, repetindo comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também silenciou após a vitória do presidente Lula (PT) em 2022.
Depois voltou atrás e marcou uma fala a jornalistas em frente a sua casa às 22h.
Ao longo da campanha, o influenciador adotou como estratégia a produção de polêmicas para se tornar conhecido entre os eleitores, colocada em prática a partir de cortes –vídeos curtos nos quais ele aparece com alguma fala polêmica, agressiva ou inusitada e que logo viralizam.
A estratégia, inclusive, levou o influenciador a ter os perfis nas redes sociais suspensos ao fim de agosto, em ação que pode torná-lo inelegível.
A Justiça entendeu que havia indícios de que o empresário estaria cometendo abuso econômico ao promover com recompensas financeiras cortes de vídeos produzidos por apoiadores. Marçal alega não ter remunerado ninguém durante o período eleitoral.
Neste domingo, vestindo camisa da seleção, Marçal afirmou ainda que acha difícil que Lula (PT) saia derrotado das próximas eleições presidenciais, mas disse também que o presidente está "senil", com idade avançada, e que deve ter o mesmo destino do presidente norte-americano Joe Biden.
Perguntado se ele se referia a São Paulo quando menciona a possibilidade de disputar o governo em 2026, o influenciador disse que ainda não sabe. Ao longo da campanha, Marçal abriu fogo contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal cabo eleitoral de Nunes, a quem apelidou de "goiabinha".
O governador disputará a reeleição ou a Presidência, como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível. O influenciador afirmou que enviará uma mensagem ao governador, a quem chamou de "guerreiro". "Teve coragem de segurar na mão do Nunes, tiro o chapéu para ele", disse.
Marçal afirmou ainda que não tem problemas com Bolsonaro, com quem manteve uma relação de morde e assopra ao longo da campanha. Mas disse que o conservadorismo é maior do que os dois, e que o ex-presidente teve erros e acertos, lembrando que Bolsonaro foi o primeiro presidente desde a redemocratização que perdeu uma reeleição.
O ex-coach afirmou também que Bolsonaro quer colocá-lo "no hall de pessoas que ele ajudou e que viraram as costas para ele", mas que, na verdade, foi Marçal quem o teria ajudado na campanha de 2022, pedindo voto e investindo recursos.
Ele negou que a publicação de laudo falsificado para tentar associar Boulos ao uso de cocaína tenha prejudicado seu desempenho na reta final, dizendo que não encontrou uma única pessoa que tenha desistido de votar nele por esse motivo. Disse, ainda, que não teria postado o documento sabendo que era falso e que achou desproporcional a derrubada de sua rede social.
Após campanha agressiva, Marçal ficou em terceiro lugar, encostado em Boulos e Nunes.
Ao longo da campanha, o ex-coach ativou símbolos importantes para os bolsonaristas, como a defesa da família patriarcal, de uma vida regida por Deus e do livre mercado. Marçal se vendeu como o único candidato que combate o sistema e conseguiu até mesmo posicionar Bolsonaro como um líder que se dobrou a ele.
Elas foram, porém, mal recebidas entre o próprio eleitorado do ex-presidente, que precisou recuar. Pela primeira vez, uma figura de direita que não se forjou no seio do bolsonarismo ameaçava a hegemonia de Bolsonaro entre seus eleitores, que não identificam em Nunes um líder de direita.
Na reta final, com o crescimento de Marçal, o ex-presidente chamou o ex-coach de "fofoqueiro" e disse que ele "mente descaradamente".
Nas últimas semanas o influenciador havia se recuperado nas pesquisas de intenção de voto, e contou com apoios de figuras relevantes da direita, como os deputados Ricardo Salles (Novo) e Nikolas Ferreira (PL).
Vinha apresentando, por outro lado, altos índices de rejeição nos levantamentos.
Por semanas, adversários utilizaram a propaganda televisiva para atacar Marçal, expondo polêmicas e fatos negativos do seu passado, como a condenação do influenciador por furto qualificado em 2010, envolvendo sua participação em quadrilha de golpes digitais.
Sem tempo de TV por estar filiado ao PRTB, uma sigla nanica, Marçal estagnou nas pesquisas, mas seu eleitorado mostrou resiliência e ele tinha desidratado. Pelo contrário, na última semana voltou a desbancar Nunes nas pesquisas e assumir a dianteira entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que oficialmente apoia o prefeito e que foi responsável por indicar o ex-Rota Ricardo Mello Araújo (PL) para a vice.
Durante a campanha, Marçal tornou-se conhecido pelo discurso agressivo, como quando disse que a deputada Tabata Amaral (PSB) foi responsável pelo suicídio do pai, e pela criação de factoides, como aquele que associava falsamente o deputado Guilherme Boulos (PSOL) ao consumo de cocaína.
Depois de passar meses prometendo que iria desmascarar o psolista no último debate antes do primeiro turno, o da TV Globo, o influenciador chegou ao evento com a versão esvaziada. Reportagem da Folha revelou, por exemplo, que ele se baseava em um réu homônimo para acusar Boulos de uso de drogas.
Na sexta-feira (4), Marçal apelou para a falsificação de um laudo de uma clínica particular, cujo dono é próximo ao ex-coach. Boulos pediu a prisão de Marçal, que foi negada, mas o juiz suspendeu sua conta reserva no Instagram.
No fim, as provocações do influenciador ensejaram o clima bélico que marcou o período eleitoral, resultando na cadeirada do apresentador José Luiz Datena (PSDB) contra Marçal e no soco desferido pelo assessor do ex-coach, Nahuel Medina, contra o marqueteiro de Nunes, Duda Lima.
Marçal voltou atrás na decisão de não se pronunciar após a derrota. Poucas horas antes, havia cancelado entrevista que daria à imprensa, dizendo via assessoria que falaria apenas quando recuperasse seus perfis.
Antes, Marçal havia organizado um evento para receber pessoas envolvidas na campanha e jornalistas, com entrevista prevista para as 19h. Porém, nunca apareceu no espaço. Quem falou com a imprensa após a derrota foi Leonardo Avalanche, presidente do PRTB, que disse que o influenciador não deve contestar as urnas.
Às 20h30, a assessoria de imprensa de Marçal repassou aos jornalistas recado do autointitulado ex-coach de que ele se pronunciaria via redes sociais, quando recuperarasse seu perfil. Neste sábado, a Justiça Eleitoral suspendeu a conta reserva do influenciador no Instagram, depois de ele publicar um laudo falso associando Boulos ao uso de cocaína.
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- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 05 Out 2024
- 13:13h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Eminem, 51, vai ser avô. Filha dele, Hailie Jade Scott, 28, está grávida do primeiro herdeiro. E a revelação da novidade aconteceu por meio de um novo clipe lançado pelo músico no qual mostra o momento que foi surpreendido por ela com uma camisa escrito "vovô" e um ultrassom do bebê.
Em vídeo divulgado na última quinta (3), Eminem revela imagens de arquivo pessoal com sua família para o hit "Temporary", que no YouTube já conta com mais de 4 milhões de visualizações.
Mais para o final do clipe, Hailie entrega ao pai a imagem do bebê em sua barriga, o que o deixa literalmente de queixo caído e olhos arregalados.
Hailie é casada com Evan McClintock, um amor antigo. Ambos se conheceram em 2016 na universidade e ficaram noivos em 2023. Em 2022, o rapaz tomou coragem para pedir a mão da filha a Eminem, segundo a People.
- Por Francis Juliano/Bahia Notícias
- 05 Out 2024
- 11:13h
Foto: Divulgação / PRF na Bahia
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia deu início na madrugada deste sábado (5) até a meia-noite deste domingo (6) uma operação especial para as eleições nas rodovias federais que cortam o estado. Neste ano, a corporação não fará blitz nem apreensões administrativas.
Com isso, a pessoa não terá o carro apreendido caso haja problemas no licenciamento, por exemplo. O objetivo é garantir a fluidez do tráfego nas mais de 20 rodovias federais no estado, uma malha de 7,5 mil quilômetros.
No segundo turno das eleições 2022, diversos bloqueios foram feitos pela PRF, a maioria no Nordeste. Essas ações atrasaram ou impediram a ida de eleitores aos locais de votação. Na ocasião, o senador Otto Alencar chegou a gravar um vídeo relatando uma situação flagrada por ele próximo de Feira de Santana.
O fato gerou repercussão negativa e uma suspeita de que a PRF estava manipulada para interesses do então presidente da república, Jair Bolsonaro (PL), que concorria à reeleição. Segundo informou a assessoria da PRF na Bahia, mesmo que não estejam previstas as blitzes administrativas, os agentes não deixarão de fiscalizar e combater infrações e crimes de trânsito, o que inclui ações que coloquem em risco a vida de motoristas e passageiros.
Em épocas de eleições são comuns infrações por excesso de passageiros, direção sob efeito de bebida alcoólica, além de boca de urna. A Operação Eleições 2024 da PRF segue uma portaria firmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Ministério da Justiça (MJ).
- Por Folhapress
- 05 Out 2024
- 09:10h
Foto: Bahia Notícias/ Antonio Cruz/ Agência Brasil
Os advogados do X afirmaram ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na noite desta sexta-feira (4), que a plataforma foi orientada pelo próprio tribunal a depositar na CEF (Caixa Econômica Federal) o pagamento da multa que lhe foi imposta pelo magistrado.
Mais cedo, após o X enviar à corte comprovante de que depositou R$ 28,6 milhões na Caixa nesta sexta, Moraes afirmou, em despacho, que a conta estava errada e mandou regularizar. O certo, de acordo com o ministro, seria uma conta no Banco do Brasil vinculada aos autos do caso.
A empresa de Elon Musk, porém, alega que "o X Brasil jamais foi intimado a efetuar o referido pagamento por meio de depósito na conta vinculada a estes autos".
"Pelo contrário, o mesmo foi realizado por meio do pagamento de guia de depósito emitida pela Caixa Econômica Federal (CEF) de acordo com as orientações recebidas deste E. Supremo Tribunal Federal", afirmaram os representantes da empresa.
- Bahia Notícias
- 04 Out 2024
- 18:32h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
A chegada das eleições municipais no próximo domingo (6) fez com que uma dúvida recorrente entre eleitores voltasse a circular: é permitido votar de bermuda e chinelo?
De forma direta, a resposta é sim. As regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não proíbem o uso dos itens.
Apesar disso, é proibido entrar nas zonas eleitorais sem camisa ou trajando roupas de banho, como biquíni, maiô ou sunga.
No dia da votação o eleitor pode se manifestar a favor de algum candidato ou partido de forma individual e silenciosa
- Bahia Notícias
- 04 Out 2024
- 16:20h
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
O Ministério da Saúde vai realizar, a partir do dia 10 de outubro, uma série de entrevistas com pessoas vítimas de violência que estão em hospitais de alguns municípios da Bahia. A iniciativa denominada de “Viva Inquérito” chega em sua 6ª edição com o intuito de promover um levantamento do perfil dessas pessoas para identificar os riscos. A ação visa ainda propor medidas preventivas adequadas para essas pessoas.
Em 2024 na Bahia, o estudo será feito nas cidades de Salvador, Dias d’Ávila, Camaçari, Lauro de Freitas, Simões Filho, Vera Cruz, Guanambi, Irecê, Itabuna, Macaúbas, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Barreiras, Campo Formoso, Cruz das Almas, Eunápolis, Feira de Santana, Jacobina, Juazeiro, Poções, Porto Seguro, Rio Real e Santo Antônio de Jesus.
Segundo a pasta, através das entrevistas, a pesquisa vai descrever o perfil das vítimas de violências (interpessoais e autoprovocadas) e de acidentes (como de trânsito, quedas, queimaduras, entre outros) atendidas em unidades de urgência e emergência.
O Viva Inquérito terá uma amostra representativa dos serviços de urgência e emergência de todo o país. A seleção dos serviços de saúde participantes foi feita por meio de sorteios aleatórios com base em critérios científicos.
- Por José Marques | Folhapress
- 04 Out 2024
- 14:43h
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
A rede social X (antigo Twitter), de Elon Musk, recebeu recursos do exterior e pagou nesta sexta-feira (4) as multas de R$ 28,6 milhões aplicadas pelo ministro Alexandre de Mores, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A plataforma protocolou as informações em petição na corte, com o comprovante do pagamento, e solicitou novamente o desbloqueio do acesso à rede no Brasil.
No documento, a defesa argumenta que, apesar de pagar a multa, não teve a intenção de burlar o bloqueio determinado por Moraes nos dois dias em que a rede voltou a funcionar para alguns usuários do país, em setembro.
O X havia sido multado em R$ 18,3 milhões por ter descumprido decisões de derrubadas de perfil.
Esses valores chegaram a ser bloqueados por Moraes, como garantia de pagamento, tanto das contas da empresa como da Starlink, da qual Musk também é também acionista.
Mas a plataforma afirmou que pagaria integralmente a sanção, sem precisar usar recursos da empresa de internet via satélite.
A rede social também pagou outros R$ 10 milhões pelos dias em que a rede voltou a funcionar no Brasil. Moraes entendeu que isso aconteceu em decorrência de uma manobra da plataforma.
Além disso, a empresa irá bancar uma multa de R$ 300 mil aplicada à sua representante legal, Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição.
Desde a segunda metade de setembro, a rede social tenta retomar suas atividades no país. O X saiu do ar no Brasil no fim de agosto, por ordem de Moraes, após se recusar a indicar um representante legal.
A plataforma posteriormente recuou e, na semana passada, enviou procurações e alterações contratuais que oficializam a advogada Villa Nova como sua representante no Brasil novamente.
O X disse ainda que ela vai despachar em "escritório físico em endereço conhecido", onde "poderá receber citações e intimações".
A mudança de postura da plataforma se deu após a Starlink começar a sofrer problemas operacionais no Brasil com o bloqueio de suas contas por decisão do STF.
Os impactos à empresa e a pressão de acionistas são apontados por pessoas ligadas ao X como os principais motivos que explicam o recuo de Musk no embate com Moraes.
- Por Ronne Oliveira I Bahia Notícias
- 04 Out 2024
- 12:08h
Foto: Reprodução / Acorda Cidade
“Agressão”, “Homicídio” e “Ameaça” são as categorias principais dos dados de violência política eleitoral na Bahia nos últimos 3 meses. O levantamento realizado pelo Grupo de Investigação Eleitoral (GIEL) revela que a Bahia teve 17 casos de violência política registrados entre o fim de junho e o fim de setembro.
Os dados são do Observatório da Violência Política e Eleitoral (OVPE) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que registrou entre janeiro e setembro deste ano pelo menos 455 casos em todo o país. O Nordeste foi a região na liderança nacional de casos de violência política familiar nas eleições.
No estado da Bahia, ocorreram 39 casos de violência política, sendo o pior do estado do Nordeste, destes 28 casos de violência física, seis ameaças registradas e mais cinco casos de desqualificação humana, como objetificação da mulher, roubo de propriedade, entre outros.
A maioria dos casos foi no interior baiano a agressão física, ameças e desqualificação humana. Em Rafael Jambeiro, por exemplo, ocorreu uma agressão em meio à câmara de vereadores do genro da prefeita. Em Aporá, no Agreste baiano, a prefeita teve o carro alvejado a tiros.
Na noite desta quarta-feira (2) o vice-prefeito de Valente teve o carro incendiado, na mesma noite em questão em outro município o candidato a prefeito foi ameaçado por homens encapuzados em Prado, no Sul da Bahia.
Na Bahia, municípios como Camaçari, Lauro de Freitas, Rafael Jambeiro e Salvador apresentaram repetidos episódios de violência entre janeiro e setembro, sendo grande parte registrados como ameaças físicas e psicológicas. O levantamento também mostra que a Bahia e Pernambuco lideraram o número de casos de homicídio por desavenças políticas envolvendo disputas, famílias.
- Por Francis Juliano I Bahia Notícias
- 04 Out 2024
- 10:05h
Itamaraju durante chuvas de 2021/ Foto: Reprodução / Defesa Civil do Estado
Postulantes das cidades baianas que registraram mais de um óbito durante as enchentes do final de 2021 pouco ou nada trouxeram de propostas para enfrentar situações parecidas. No período [estendido até janeiro de 2022], 27 pessoas morreram no estado, 523 ficaram feridas e 30,3 mil desabrigadas. A análise tem como base o que foi divulgado pelos candidatos no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A maioria das cidades fica no Sul e Extremo Sul do estado, região que costuma conviver com épocas chuvosas intensas em comparação ao restante da Bahia.
Município com o maior número de óbitos naquele período [quatro mortes], Itamaraju carece de mais propostas para enfrentar possíveis desastres naturais. Mesmo assim, os candidatos citam mais ações de prevenção do que nas outras cidades afetadas.
Lá o candidato Jorge Almeida (PSDB), apoiado pelo prefeito Marcelo Angênica (PSDB), fala em implementar soluções para o manejo de águas pluviais provenientes de ladeira para evitar inundações e incentivar captação e reutilização de água da chuva.
Cássio Cocobongo (PSD) cita apenas uma vez a palavra encosta em uma ação específica para contenção na Rua Espírito Santo. Mateus Bonfim (PMB) pontua construção de barreiras próximas ao rio e uso racional da água da chuva. Já Luiz Mário (PSB) e Leo Lopes (PDT) nem chegam a trazer propostas.
Ainda no Extremo Sul, os postulantes de Jucuruçu — onde morreram três pessoas — não citam nada concreto sobre prevenção de enchentes, o que inclui o prefeito Lili (PSDB), que vai tentar se reeleger. A ex-prefeita Uberlândia (PSD) e Alessandro (Avante) também não apresentaram propostas sobre o tema.
Mais acima, em Ilhéus, no Sul, também registrou três mortes nas enchentes de 2021. Dos três candidatos, apenas Valderico Júnior (União) apresentou proposta para enfrentar problemas enfrentados pelas chuvas. O postulante denominou de Morro Seguro uma ação para mapear áreas de encostas e evitar deslizamentos com obras, além de realocação de população “das áreas de risco persistente”.
O candidato Bento Lima (PSD) apoiado pelo atual prefeito Mário Alexandre (PSD) e a ex-secretária estadual Adélia Pinheiro (PT) não mostraram propostas sobre o tema. A última não as informou no Divulgacand do TSE.
Vizinha a Ilhéus, Itabuna, cidade que registrou dois óbitos em decorrência das enchentes, chama a atenção que apenas uma candidata citou propostas sobre enfrentamento de desastres, como o de 2021. A iniciativa foi da Professora Cleonice Monteiro (Rede). Ela fala em “criar um espaço de defesa civil ou proteção civil para ações preventivas de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres naturais”.
Os outros postulantes não tocam no assunto. Casos do atual prefeito Augusto Castro (PSD), do deputado estadual Pancadinha (Solidariedade), de Chico França (PL) e de Isaac Nery (PDT).
Em Prado, apenas o prefeito Gilvan da Silva Santos (PSD), candidato à reeleição, cita as enchentes de 2021 [além da de 2022] e diz que “visa implementar a construção de unidades habitacionais para a população residente em áreas de risco”. Liva Costa (PL) e Wilsinho Brito (PP) não citam propostas sobre o tema.
No Recôncavo, Amargosa registrou duas mortes nas chuvas de dezembro de 2021. Os quatro candidatos do município apresentaram propostas sobre o tema. Alvimar Camacam (Cidadania) pensa em gestão de esgoto para prevenir enchentes e estruturar a defesa civil. Bia Cintra (União) quer “implementar sistemas de drenagem urbana para prevenir alagamentos e inundações, especialmente em áreas de risco, realizar manutenção e limpeza regular das redes de drenagem”.
Getúlio Sampaio (PT) tentará “aprovar e implantar o Plano Municipal de Redução de Risco”, para “reduzir ou erradicar as situações de risco, o que inclui deslizamento de encostas e alagamentos”. Já Viviana Santana (PL) propõe “construir e reformar pontes e bueiros, garantindo a segurança e a fluidez do tráfego nas áreas rurais, especialmente durante o período de chuvas”.
Mais afastado, na região do Piemonte do Paraguaçu, Itaberaba registrou também dois óbitos durantes as chuvas. A proposta sobre enfrentamento a alagamentos é pouco citada. Apenas o ex-prefeito João Filho (PSD) chega a citar o tema com a expressão “prevenir enchentes e alagamentos”. Já David Anjos (Avante) não toca no assunto.
Ainda mais distante das áreas afetadas, São Félix do Coribe, no Sudoeste, registrou também dois óbitos nas chuvas intensas de 2021. No entanto, nenhum dos dois candidatos demonstrou interesse em prevenção de desastres naturais. O item não entrou nas propostas de Toni de Dalmir (PP) nem de Zenúbia (PSB).
- Por Folhapress
- 04 Out 2024
- 08:00h
Foto: Reprodução / TV Globo
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi o principal alvo de adversários no debate da TV Globo, nesta quinta-feira (3), a três dias do primeiro turno, um encontro marcado também pelo comedimento de Pablo Marçal (PRTB) na comparação com programas anteriores. O influenciador mirou tanto Nunes quanto Guilherme Boulos (PSOL), mas viu os rivais evitarem perguntas a ele para isolá-lo.
Boulos e Tabata Amaral (PSB) fizeram dobradinha para criticar Nunes, mas a deputada também o atacou, em estratégia para tentar crescer e chegar ao segundo turno. José Luiz Datena (PSDB) apresentou críticas a Nunes e buscou se colocar como uma opção de centro e avessa a extremismos.
Diferentemente dos debates anteriores, quando abusou de provocação e ataques, Marçal adotou uma postura mais contida --estratégia para brecar o avanço de sua alta rejeição, que já atinge 53%, segundo o Datafolha. Quando dirigiu pergunta a Nunes no segundo bloco, por exemplo, o influenciador criticou a gestão da educação, sem ofensas pessoais ao prefeito.
Tabata e Boulos ressaltaram várias vezes que esse não foi o comportamento do candidato do PRTB até aqui. Marçal teve momentos de retorno ao figurino de incendiário, como fez ao enveredar pela ideologia e acusar todos os rivais de serem candidatos de esquerda e ele, o único representante da direita.
Também retomou a metralhadora de ataques ao dizer que Datena está no fim da carreira, chamar Boulos de esquerdopata e dizer que ele flerta com o crime e lembrar o boletim de ocorrência por violência doméstica feito pela esposa de Nunes contra o prefeito.
Boulos fez ataques e travou embates diretos com Marçal, explorando a rejeição do influenciador entre o eleitorado feminino e perguntando: "Por que odeia tanto as mulheres?". O deputado também lembrou que a equipe do candidato do PRTB tem pessoas que já foram ligadas a João Doria (PSDB), a quem classificou como "uma enganação" e "um dos piores prefeitos de São Paulo".
O parlamentar reagiu à mudança de postura de Marçal, afirmando que, depois de tumultuar nos debates anteriores, agora quer posar de bonzinho. "Lobo em pele de cordeiro", disse. "Marçal acusar alguém de extremista é que nem Suzane von Richthofen acusar alguém de assassinato."
Marçal respondeu que isso é "papinho de esquerdopata maluco" e emendou com uma farpa contra o prefeito, afirmando que quem não gosta de mulher é quem foi alvo de BO por violência doméstica. Mesmo provocado por Boulos, o influenciador adotou comportamento menos agressivo do que em debates anteriores.
"O extremismo não pode governar São Paulo. São Paulo é uma cidade conservadora, eu sou cristão", disse o influenciador. Ele afirmou que o secretariado de Nunes é "praticamente todo de esquerda" e declarou que Boulos "destruiu o Hino Nacional com linguagem neutra", lembrando o caso ocorrido em um comício.
O deputado do PSOL, falsamente acusado por Marçal ao longo de toda a campanha de ser usuário de cocaína, apresentou um exame toxicológico, o que o levou a ser advertido pelo mediador, César Tralli, já que as regras proibiam a exibição de objetos. O exame com resultado negativo foi postado nas redes do candidato, que alfinetou o influenciador perguntando se ele vai fazer exame psicotécnico.
O emedebista, que mais uma vez foi ultrapassado por Marçal entre os eleitores bolsonaristas, direcionou ataque mais direto ao influenciador, citando reportagens que mostraram que o ex-coach não entregou as casas que prometeu na aldeia de Camizungo, em Angola. "Se não conseguiu fazer 300 casas, como vai colocar algo de concreto na cidade?", questionou o prefeito.
No primeiro bloco, Marçal evocou um discurso antissistema, contrastando com falas de Boulos em defesa da política. O influenciador disse que se diferencia dos rivais por não ter recursos milionários nem horário eleitoral na TV e rádio e acusou adversários de fazerem "campanha e propaganda enganosa". Ele pregou mudança de mentalidade e afirmou que a sociedade se curva aos políticos. "E a gente sempre escolhe o menos pior."
Marçal também se definiu como um "indignado com esse tipo de política", disse ser o único candidato que não deve favor para ninguém e falou ter a intenção de "servir e usar a política como filantropia" e estabelecer, se eleito, um "governo do povo", que servirá de exemplo para todo o país.
Boulos, por sua vez, ensaiou uma vacina contra o discurso antissistema do influenciador, dirigindo-se a "gente que perdeu a crença na política". "Eu te entendo, porque de fato tem gente que só usa a política para ganhar dinheiro e só aparece de quatro em quatro anos pedindo voto e fingindo que se importa com você."
O deputado afirmou enxergar a política como um instrumento para melhorar a vida das pessoas. Em aceno ao eleitorado periférico, citou ainda a vice Marta Suplicy (PT) e feitos da ex-prefeita como os CEUs e o Bilhete Único. Também ressaltou ter o apoio do presidente Lula (PT), o que disse ser um trunfo para tirar do papel projetos como o Poupatempo da Saúde.
Ao longo do debate, o psolista fez uma série de acenos ao eleitor da periferia, buscando superar a estagnação nesse segmento. Ele ressaltou propostas do plano de governo para estes bairros e usou a proximidade com a gestão federal para prometer mudanças.
Em conflito por causa dos apelos por voto útil no campo da esquerda, Boulos e Tabata fizeram dobradinhas com troca de perguntas sobre propostas. O deputado deu à colega de Câmara oportunidade de falar sobre a área da saúde na gestão Nunes, que ela descreveu como "medíocre e inoperante".
Mais adiante, no entanto, a deputada confrontou Boulos por recuos em temas caros a ele e à esquerda, questionando se "vai prevalecer o Boulos dos marqueteiros ou o Boulos do PSOL".
"Lamento que você traga questões tão importantes nesse tom", respondeu ele, que aproveitou para criticar a concessão dos cemitérios. Tabata também alvejou Marçal, observando que "todo mundo está se comportando", mas pedindo que os espectadores se lembrem como os rivais se comportaram nos últimos debates.
No início, Tabata teve embates com Nunes ao questioná-lo sobre problemas como filas na saúde e população em situação de rua. "É muito fácil ficar só criticando", retrucou o prefeito, exaltando seu trabalho. "Em seis anos de mandato, a gente viu pouquíssimo da sua ajuda aqui para a cidade."
A deputada evitou bater boca com ele, limitando-se a citar projetos que aprovou, como o Pé de Meia. "Ele [Nunes] não responde e ainda diz que a cidade está a oitava maravilha", alfinetou, falando em "oportunidade de mudança em São Paulo" com a eleição.
"A gente merece ou não merece mais? Porque eu acho que sim. Porque esse prefeito é pequeno demais", continuou ela, que irritou o emedebista com a afirmação. Ele a questionou sobre não ter votado em um projeto na Câmara que aumenta penas para autores de crimes como furto e roubo.
Nunes, que precisa reverter o avanço de Marçal entre os eleitores bolsonaristas, fez um aceno para esse grupo. Ele usou o debate para martelar a ideia de que faz um governo liberal na economia, com redução de impostos e responsabilidade fiscal. "Tem muita coisa para fazer? Eu sei que tem", disse, ao prometer, caso reeleito, reduzir ainda mais filas na saúde e encarar outros problemas.
Boulos, no segundo bloco, negou que aumentará impostos caso eleito, afastando possíveis críticas associadas à condução econômica da esquerda. "O problema da prefeitura não é falta de dinheiro. Estamos com o maior orçamento da historia. O que falta é prefeitura com coragem, vontade de fazer as coisas que precisam ser feitas", disse.
O confronto entre candidatos também contou com imprecisões. Tabata, por exemplo, exagerou ao afirmar que Nunes "foi além. Ele recebeu uma cracolândia e está entregando 72". Levantamento da própria prefeitura em 2014, na gestão de Fernando Haddad (PT) apontava a existência de 30 pontos de uso de drogas espalhados pela capital paulista.
Ainda, Datena afirmou ter havido 120 milhões de mortes por fome durante o governo de Mao Tse Tung na China. Algumas cifras estimadas por especialistas apontam 40 milhões de mortos, apesar de não haver estatística oficial.
Segundo pesquisa Datafolha desta quinta, Boulos (26%), Nunes (24%) e Marçal (24%) estão tecnicamente empatados na liderança da corrida. O deputado do PSOL teve oscilação positiva, o prefeito recuou em relação à semana passada e o influenciador manteve a curva ascendente.