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- Bahia Notícias
- 01 Set 2016
- 12:11h
(Foto: Reprodução)
O ex-ministro Jaques Wagner defendeu que o agora presidente Michel Temer (PMDB) deveria estar preso por conspirar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), concretizado nesta quarta-feira (31) no Senado Federal. Ao deixar Brasília, após acompanhar o processo ao lado da ex-presidente, Wagner defendeu que o futuro do peemedebista poderia ter sido mais sombrio caso a democracia brasileira fosse “mais madura”. “Ele vai ser chamado a vida inteira de golpista, vai ser chamado de presidente interventor, porque não tem legitimidade. Na verdade, quem devia estar preso era ele, porque conspirou. E em qualquer democracia mais madura... É porque a gente é generoso demais. Na verdade, o Palácio do Jaburu virou o centro da conspiração. Não foi um julgamento, foi uma eleição indireta fantasiada de julgamento de impeachment”, defendeu. O ex-ministro defende que está “transparente” que não houve crime de responsabilidade, mas admite que erros da gestão de Dilma podem ter contribuído para o resultado do processo. “Basicamente, o impeachment surge de uma tentativa sorrateira dos que perderam a eleição de nos tirar do poder. Evidentemente que encontrou em erros políticos nossos, na condução da articulação política... Em erros não, em dificuldades que a gente tinha na condução da política econômica. Então, relação política ruim, crise econômica ascendente, criou-se um caldo de cultura que foi favorável àqueles que queriam ganhar no tapetão, que eu chamo de golpe, de estupro à democracia, o que for, mas que não tem legitimidade”, lamentou. “O interventor que vai assumir, todo mundo sabe, fala para quem quiser ouvir que não tinha condições de se eleger deputado federal em São Paulo.
Então eu acho que são anos complicados para a política brasileira, porque a falta de legitimidade deixa o governante muito claudicante”, completa. Mesmo assim, Wagner garante que o impeachment, financiado por “seguimentos da elite conservadora brasileira e parte da classe política brasileira”, só ocorreu porque o grupo liderado pelo senador Aécio Neves (PSDB-DEM) não aceitou a derrota nas eleições presidenciais. “Não se conformaram que o Partido dos Trabalhadores e a sua coligação, que um simples operário e depois que uma mulher assumisse a Presidência da República. Quatro derrotas parece que foi muito para eles. E eles tinham certeza de que, terminando o mandato dela, as chances da gente fazer o quinto mandato com o presidente Lula voltando era muito grande. Então eu diria que bateu o desespero. E é claro isso quando você percebe que, desde o resultado da eleição de 2014... Primeiro eles acharam que iam ganhar, até porque houve uma divulgação dos resultados começando pelo Sul. E a gente sabe que muitos foram comemorar em Minas Gerais com Aécio [Neves] e voltaram com o rabo entre as pernas porque o resultado não foi o que esperaram. E aí falaram das urnas, falaram de crime eleitoral, e desde fevereiro ou março de 2015 inventaram a tese do impeachment sem crime e foram forçando a barra pra inventar um crime que se encaixasse”, resumiu.
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Maconha foi localizada com quatro suspeitos na quarta-feira (Foto: Divulgação/ PM)
Quatro pessoas foram presas e mais de 100 kg de maconha foram apreendidos em ação da Polícia Militar na cidade de Vitória da Conquista, na quarta-feira (31). De acordo com a polícia, dois homens foram presos quando estavam com tabletes de maconha em uma caixa no bairro Alto Maron. Em seguida, um casal foi localizado em uma casa com o restante da droga. Os suspeitos irão responder por tráfico de drogas e formação de quadrilha.A prisão foi feita na quarta-feira, quando um pelotão de emprego tático operacional da 77ª Companha Independente de Polícia Militar (CIPM) fazia rondas. Os quatro presos e o material apreendido foram apresentados no Disep. Segundo a PM, no total, foram apreendidos 124 kg de maconha, 1,2 kg de crack, 15 bananas de dinamites, uma balança de precisão, 140 munições calibre .12, 110 munições calibre .20, nove munições de 9 mm e R$ 147.
(Foto: Reprodução)
A ex-presidente Dilma Rousseff apresentou nesta quinta-feira (1º) uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a condenação no impeachment e determinar que o Senado realize uma nova votação no processo. O impeachment de Dilma foi aprovado pelo plenário do Senado por 61 votos a 20. Ela foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional Protocolado às 9h14 desta quinta, o mandado de segurança foi distribuído por sorteio para o ministro Teori Zavascki, que será o relator do caso. O pedido inclui um pedido de decisão liminar (provisória) para suspeder os efeitos da decisão desta terça, de modo que o presidente Michel Temer volte a ser interino até uma decisão final do plenário do STF sobre a ação. O mandado de segurança é um tipo de recurso judicial usado por alguém que considera que tem os direitos violados.
Além de um novo julgamento no impeachment, a defesa de Dilma pede que o STF anule dois artigos da Lei 1.079, de 1950, usados pela acusação para imputar crimes de responsabilidade a Dilma. A estratégia vinha sendo estudada antes da decisão do Senado,como adiantou o G1 na última sexta (30). A ideia é que a Corte declare como contrários à Constituição de 1988 o item 4 do artigo 10 da lei e o artigo 11. O primeiro define como crime de responsabilidade "infringir, patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária" e foi usado para enquadrar os decretos que abriram créditos suplementares supostamente incompatíveis com a meta fiscal, o que só seria possível com aval do Congresso. O outro é o artigo 11, que define crimes de responsabilidade "contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos", como por exemplo, "contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal". Assim, se esses artigos fossem eliminados na legislação, faltaria base para enquadrar os atos imputados a Dilma como crimes, o que poderia a absolver no segun O ex-ministro e advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, já havia informado nesta quarta-feira (31) que iria acionar o STF para contestar o impeachment. Na ocasião, ele disse que as ações iriam contestar "irregularidades formais no processo".
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A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 05 pistolas 09 mm, com 10 carregadores e mais de 400 munições na noite de quarta-feira (31), durante uma abordagem a um ônibus de linha interestadual, na BR-116 trecho de Vitória da Conquista. De acordo com a PRF o material apreendido estava com um homem de 39 anos que teve apenas as iniciais do nome divulgadas, L. F. N. Para a polícia o homem disse que receberia 2 mil reais para levar as armas, carregadores e munições de São Paulo para Salvador. O homem e o material apreendido foram levados para o Distrito Integrado de Segurança Pública de Vitória da Conquista.
(Foto: Reprodução)
Começam nesta quinta-feira (1º) as inscrições do concurso público para professor efetivo do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). São cinco vagas disponíveis, com salários que variam entre R$ 2.018,77 e R$ 4.014, além de retribuição por titulação. As vagas são para o campus de Cruz das Almas. Das vagas ofertadas, três são para Professor Assistente e duas para Adjunto, ambos com regime de dedicação exclusiva. As áreas do conhecimento contempladas são: Física; Engenharia Elétrica/Geração, Transmissão e Distribuição de Energia; Engenharia Elétrica/Instalações Elétricas Prediais e Industriais; Engenharia de Computação/Algoritmos e Técnicas de Programação; Computação Gráfica; Processamento de imagens; Visão Computacional; Reconhecimento de Padrões e Engenharia de Computação/Sistemas Digitais.
As inscrições seguem até 30 de setembro, e poderão ser feitas presencialmente entre 8h30 e 11h30 e entre 14h e 16h30, de segunda a sexta-feira, ou através do site de concursos da UFRB. Os candidatos devem preencher o Requerimento de Inscrição, anexar os documentos listados no edital e enviar, via SEDEX, à Gerência Técnica Administrativa do CETEC. Astaxas de inscrição variam entre R$ 150 e R$ 200. O concurso contará com as seguintes etapas: prova escrita ou escrita/prática, didática (aula pública), prova de títulos e defesa de memorial. As provas serão iniciadas no dia 6 de dezembro. O cronograma e local da realização das provas será divulgado no site de concursos da UFRB. O edital do processo seletivo pode sem consultado através da internet.
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- Brumado Urgente
- 31 Ago 2016
- 21:17h
(Foto: Brumado Urgente)
Na noite desta quarta-feira, 31 de agosto, uma reunião selou o apoio da presidenta do PRB de Brumado, Rosana Chaves, à chapa composta pelos candidatos Eduardo (PSB) e Édio (PC do B). A reunião aconteceu na residência de Rosana, que, questionada sobre os motivos que a levaram a dar o apoio a Eduardo e Édio declarou que “durante esses dias em que a campanha se iniciou eu me conscientizei que os projetos de Eduardo e Édio têm uma projeção muito melhor do que o candidato do nosso partido” e emendou destacando que “então, diante disso, como a sincronia de ideais foi muito mais forte eu declaro oficialmente o meu posicionamento, que foi acompanhado de vários companheiros de nosso partido, bem como os candidatos ao Legislativo, Fátima e Luis Messias”. E finalizou desejando boa sorte a todos. Vale ressaltar que o PRB é o mesmo partido do candidato de oposição Alessandro Lobo, que continuará concorrendo normalmente pela legenda.
A presidente do PRB, Rosana Chaves e o candidato a vice-prefeito Édio Pereira (Foto: Brumado Urgente)
O prefeito Aguiberto Lima Dias fez questão de prestar os esclarecimentos sobre o motivo do impasse (Foto: Brumado Urgente)
Quando estava tudo bem encaminhado e as expectativas eram de um fechamento positivo do acordo entre a Prefeitura Municipal de Brumado e a APLB – Sindicato, um novo episódio acabou inviabilizando a concretização, o qual, inclusive, poderá ter reflexos negativos para a comunidade escolar, em especial para os alunos e suas famílias. Após uma extensa rodada de reuniões, a Administração Municipal atendeu mais de 90% das reinvindicações da APLB – Sindicato, sendo as mais representativas a garantia do pagamento do Piso Nacional da categoria já no início da carreira; o percentual de permanência dos professores no meio rural; o percentual de gratificação para a segunda especialização; redução da carga horária; unificação de cadastros e eleição direta para diretores e vice-diretores que ocorrerão a partir de 2018, já que o ano que vem seria de adequações. Em contato com o prefeito Aguiberto Lima Dias visando maiores informações sobre o motivo que desencadeou o novo impasse, ele confirmou que “todo empenho foi dispensado por parte de nossa administração, sendo que, apenas o ponto do artigo da disponibilização específica de servidor para a APLB – Sindicato gerou toda essa celeuma” e emendou argumentando que “a negativa de nossa parte se deu por razões óbvias, já que, se o sindicato, por motivos outros, venha a não existir mais, a lei teria que ser modificado, o que geraria um grande transtorno e prejuízo para a educação municipal”. O chefe do executivo brumadense ainda informou que uma nota oficial de esclarecimento (confira abaixo) está sendo divulgada pela administração, na qual todos os pormenores estão devidamente colocados. Então, a leitura que se pode fazer do fato é que, segundo a administração municipal, a intransigência da APLB, mais especificamente de sua presidente, Vânusia Lôbo, fará com que toda a categoria seja prejudicada, pois as importantes conquistas obtidas durante as reuniões não poderão ser efetivadas.
(Divulgação)
(Foto: Reprodução)
A convocação dos beneficiários de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez que terão de passar por nova perícia será feita por carta, com aviso de recebimento. Nos casos de segurados com domicílio indefinido ou em localidades não atendidas pelos Correios, a convocação se dará por edital publicado em imprensa oficial. A determinação está em resolução do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (31). O INSS poderá adotar outras formas de convocação, caso necessário, diz o texto. Depois do recebimento da carta ou edital, o beneficiário tem 5 dias úteis para agendar a perícia médica, por meio da Central de Teleatendimento 135. Quem não comparecer na data agendada terá o benefício suspenso. "A reativação do benefício será feita quando do comparecimento do segurado e realizado o devido agendamento da perícia médica". No início de julho, o governo Michel Temer anunciou que faria um "pente-fino" na concessão desses dois benefícios, para inibir fraudes e melhorar o caixa do governo. Esse processo de revisão está previsto na Medida Provisória 739/2016, em tramitação no Congresso. Em até dois anos, o governo espera reavaliar 1,7 milhão de benefícios. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, ao qual o INSS agora é vinculado, o gasto anual do governo com pessoas que se enquadram no grupo dessa revisão é de R$ 7,5 bilhões por auxílio-doença e R$ 20 bilhões no caso de aposentadoria por invalidez. Com a revisão, a expectativa é de uma economia aproximada de R$ 7 bilhões por ano.
(Foto: Reprodução)
Manter um hábito diário de leitura pode levar a uma vida mais longa. Cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão depois de analisar dados de 3.635 pessoas acima de 60 anos, que informaram seus hábitos alimentares, de exercício e de leitura, entre outros, segundo o jornal O Globo. Durante a pesquisa, os participantes foram divididos em três grupos: os que leem até três horas e meia por semana, os que leem mais que isso e os que nunca leem. A equipe descobriu que a leitura aumenta em até dois anos o tempo de vida. Os benefícios são maiores a depender do tempo gasta semanalmente. Jornais e revistas também são positivos, mas não como os livros. "Livros davam um benefício maior que ler jornais ou revistas. Descobrimos que esse efeito é porque livros 'interagem' mais com a mente do leitor, beneficiando mais os processos cognitivos e, assim, aumentando o tempo de vida", afirmou a pesquisadora Avni Bavishi.
- Bahia Notícias
- 31 Ago 2016
- 18:01h
(Foto: Reprodução)
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) publicou nesta quarta-feira (31) uma foto de um título de eleitor rasgado minutos após os senadores decidirem pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A imagem, compartilhada em seu perfil no Facebook, foi acompanhada por um texto em que o parlamentar afirma que “venceram os canalhas, os falsos profetas, os ufanistas de araque, os que votaram contra o Bolsa-Família, os que falam abertamente na restrição de direitos das pessoas LGBT, os que são contra cotas raciais mínimas, os grileiros de terra, os que nutrem ódio pelo indígenas”. “Nessa votação, venceram os que se lambuzam, de norte a sul do país, com o dinheiro de empreiteiros corruptos, com os banqueiros sonegadores; os que vivem dos sobrenomes herdados, os que nunca trabalharam, os que creem que o progresso do país é a melhoria das próprias contas bancárias”, acusou. Segundo Wyllys, porém, “essa luta não terminou” e haverá resistência ao “governo golpista”. “O Brasil não desistirá de sua democracia. DIRETAS JÁ!”, convocou.
(Foto: Reprodução)
Os bancos, em todo o Brasil, podem ter suas atividades de atendimento ao público suspensas a partir da próxima. De acordo com a orientação do Comando Nacional dos Bancários, sindicatos e federações devem entrar em greve a partir do dia 6 de setembro. O motivo para a greve foi a proposta de reajuste apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nessa terça-feira (30). A Fenaban ofereceu um reajuste de 6,5%, mas, segundo o Comando Nacional, esta oferta não cobre nem a inflação e o abono de R$ 3 mil. Os representantes dos trabalhadores aprovaram um calendário de ações e orientaram as Federações e Sindicatos a convocar assembleias de avaliação da proposta nos dias 1 e 2 de setembro e, caso seja rejeitada, indicativo de greve a partir do dia 6 de setembro, com assembleia organizativa no dia 5.
(Foto: Reprodução)
Em seu primeiro pronunciamento após a aprovação do impeachment pelo Senado, a agora ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (31) que a decisão dos senadores é o segundo golpe de estado que enfrenta na vida. A petista disse ainda que os senadores que votaram pelo seu afastamento definitivo rasgaram a Constituição e consumaram um golpe parlamentar. "Apropriam-se do poder por um golpe de estado. É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar apoiado na truculência das armas da repressão e tortura que me atingiu quando era jovem. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo." Leia ao final desta reportagem a íntegra do discurso de Dilma. A petista comparou ainda a decisão do Senado a uma "eleição indireta" que substituiu o resultado das eleições de 2014, em que ela foi reeleita. E afirmou que irá "recorrer em todas as instâncias possíveis" contra o impeachment.
"Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal, decidiram pela interrupção do mandato de uma presidente que não cometeu crime. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar", disse. Dilma fez o pronunciamento no Palácio da Alvorada, em Brasília, ao lado de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também acompanharam o discurso cerca de 30 manifestantes contrários ao impeachment que protestavam em frente ao Alvorada e foram autorizados a entrar. O plenário do Senado aprovou nesta quarta, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela poderá se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública.
Leia a íntegra do discurso de Dilma após a aprovação do impeachment pelo Senado:
Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.
Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.
Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.
É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.
É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.
Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.
O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.
Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.
Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.
O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.
O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.
Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.
Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.
A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.
Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.
Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.
Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.
Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.
Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.
Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.
Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.
Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.
Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.
Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:
"Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta."
Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.
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(Foto: Reprodução)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária permanecerá na cor verde em setembro. Isso significa que não haverá cobrança extra nas contas de luz pelo uso de termelétricas. Desde abril a bandeira tarifária está na cor verde. O mês de setembro será o sexto consecutivo sem a cobrança extra na conta de luz. A manutenção da bandeira verde se deve, segundo a Aneel, à evolução positiva do período úmido de 2016, que recompõe os reservatórios das hidrelétricas; o aumento de energia disponível com redução de demanda; e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro. Para o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, o nível dos reservatórios aponta que a bandeira verde deverá ser mantida até o final do ano. "Acho que vamos ficar com a verde até o fim, até porque em outubro e novembro começa a chover. Além disso, no período seco está chovendo. Ou seja, o balanço da carga de geração permite dizer que não será necessário gerar tanta térmica", disse Barata a jornalistas no Rio se Janeiro, segundo informa a agência Reuters.