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O número de detentos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)chegou a 1.123 neste ano, número 26% maior do que em 2015, quando 890 participaram. Os presos do Complexo da Mata Escura, em Salvador, assistiram nesta sexta-feira (25) a aula ministrada pelo professor e secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal, como preparação para as provas, que serão realizadas nos dias 13 e 14 de dezembro. Desde o ano passado, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) promove aulões de revisão nos presídios. O projeto é uma oportunidade de sonhar com um futuro diferente e apostar na ressocialização através da educação. Além de Salvador, internos de complexos penitenciários de Feira de Santana, Itabuna e Lauro de Freitas receberam dicas de Redação e Produção de Texto de Jorge Portugal. “Aqui sai o secretário e entra o professor. Nos meus quase 40 anos de ensino, relembraria três momentos marcantes nessa trajetória, e esse certamente é um deles. Esse programa de ressocialização é um dos mais geniais do Governo da Bahia e que tem trazido resultados concretos, detentos que passaram em universidades públicas e particulares”, afirma o secretário. Em 2015, quatro detentos foram selecionados pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). A aprovação é uma possibilidade de já planejar o futuro, mesmo durante o cumprimento da pena. Caso estejam em regime semiaberto, em que podem sair e voltar para os presídios, eles recebem autorização de um juiz para frequentar a universidade.
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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio divulgada, nesta sexta-feira (25), pelo IBGE registrou uma queda na renda dos trabalhadores brasileiros. A primeira dos últimos 11 anos. O apartamento novo tem 30 metros quadrados. Ionas e Bianca estão felizes, mas as lembranças da antiga casa não cabem lá. “Dois quartos, sala, garagem, tinha uma área na parte de trás livre. É complicado, a redução foi quase metade do tamanho da casa”, diz Ionas Gimenes, vendedor. Quem olha para o apartamento deles enxerga um retrato do Brasil. Em 2015, segundo o IBGE, o número de domicílios com máquina de lavar aumentou 5,7%. Enquanto a máquina trabalha, o casal navega no celular. O uso de internet no Brasil aumentou em 2015. Foram quase 7 milhões de internautas a mais que em 2014, aumento de 7,1%. E eles dois confirmam uma mudança de hábito registrada na pesquisa: a internet está cada vez mais na telinha do celular.
Pela primeira vez diminuiu o número de casas que têm computadores: redução de 3,4% em relação a 2014. A casa de Ionas ainda tem um computador, que atualmente é muito utilizado para juntar poeira. “Faz uns três meses que eu não tenho o trabalho nem de colocar na tomada. Quando eu preciso de uma tela grande é só ligar a televisão”, conta Ionas. Televisão que está no quarto, junto com um monte de caixas que têm armário desmontado, jogo de panelas, exaustor. As cadeiras não estão na caixa, porque estão em cima do colchão. A explicação para tudo isso a gente vai encontrar guardada numa gaveta. Dentro de uma caixinha tem um retrato para todo esse aperto. A renda dos brasileiros caiu pela primeira vez nos últimos 11 anos. De acordo com a pesquisa, o rendimento do trabalho caiu 5% na média, passou de R$ 1.950 para R$ 1.853. “Eu trabalho por comissão e estou ganhando menos, porque eu trabalho na área do varejo, o varejo teve uma grande queda”, afirma Ionas “Eu ganho por comissão também. Se a loja bate cota eu ganho, então, está difícil ganhar”, diz Bianca de Oliveira Rodrigues, auxiliar administrativa. E não adianta olhar para cima para fugir dessa realidade. Em 2015, brasileiros de todas as classes sociais ficaram um pouquinho mais pobres. A renda caiu em todos os segmentos. A metade mais rica teve uma queda maior do que a metade mais pobre do país. Com isso, a desigualdade no Brasil caiu, mantendo a tendência que vem desde 2004. Entre todos esses números, o Ionas e a Bianca seguem a vida. Somando rendas, dividindo o espaço. O resultado dessa conta não foi divulgado. Porque a pesquisa do IBGE ainda não mede o amor. “Só pra nós dois está ótimo”, afirma Bianca.
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Foi assinado nesta sexta-feira (25) um acordo de cooperação para criar a Comissão Interinstitucional no Rio de Janeiro sobre Aprendizagem (Cierja), que reúne órgãos do Poder Judiciário estadual e da Justiça do Trabalho com o objetivo de integrar as varas da infância e promover a inserção dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no mercado de trabalho, por meio da Lei da Aprendizagem (10.097/2000). Pela lei, empresas que tenham a partir de sete empregados têm a obrigação de ter entre 5% e 15% do número de trabalhadores na modalidade. Segundo a juíza Raquel Chrispino, responsável pela Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso (Cevij), do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a aproximação entre o Judiciário Estadual e a Justiça do Trabalho começou no ano passado, quando o TJRJ assinou o protocolo pela erradicação do trabalho infantil. “Durante 10 meses tivemos reuniões com esse grupo e resolvemos trabalhar num projeto para aproximar as varas de infância do Rio de Janeiro. São os juízes da infância se aproximando desse grupo da Justiça do Trabalho para a gente unir a nossa necessidade de vaga com a oferta de vagas que eles tem para dar para gente”.
A assinatura do acordo ocorreu durante o seminário A Lei do Aprendiz e a inserção de adolescentes em conflito com a lei no mercado de trabalho, organizado pela Cevij. A comissão já conta com o TJRJ, o Tribunal Regional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho da região, a Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro e a Associação dos Magistrados do Trabalho. De acordo com Raquel, o Ministério Público e a Defensoria estaduais também demostraram interesse em aderir, bem como as entidades do Sistema S. No seminário, foi colocado que 43% dos adolescentes em conflito com a lei respondem por ato infracional análogo ao tráfico de drogas e que a evasão escolar nessa parcela dos jovens chega a 70%. “A gente tem uma esperança de que isso seja o início de uma política que daqui a dois ou três anos possa modificar bastante o cenário e a expectativa dos juízes, que estão vivendo um problema muito grave e sem opções. Então eles acabam tendo que aplicar medidas de interação e socioeducativas inefetivas. A liberdade assistida não é efetiva, na semiliberdade e na internação falta perspectiva para esses jovens. Então, quando eles são liberados, saem e voltam a fazer o que estava errado. A aplicação da Lei da Aprendizagem é uma chance nesse contexto”. Atualmente o Rio de Janeiro tem 900 adolescentes internados e 4 mil em semiliberdade que, de acordo com Raquel, poderiam ingressar no programa de aprendizagem. A procuradora do Ministério Público do Trabalho Dulce Martini Torzecki explica que o estado possui 90 mil vagas para a aprendizagem e menos da metade estão ocupadas. “Ainda temos um déficit muito grande de cumprimento da cota aqui no Rio de Janeiro. Nacionalmente também, mas aqui a situação ainda precisa de um olhar dos órgãos públicos, as empresas alegam que não têm onde acomodar os aprendizes. Teve uma modificação legislativa, que prevê a possibilidade dele fazer um curso de aprendizagem sem estar dentro da empresa, que é a cota social ou cumprimento alternativo da cota. Quem cumprir essa cota poderá ter uma elasticidade maior para cumprir a obrigação”. A Lei da Aprendizagem prevê multa para a empresa que não cumprir a cota. O juiz do trabalho André Gustavo Bittencourt Villela destaca que, apesar de ser uma alternativa, a contratação de adolescentes deve ser vista como uma exceção, conforme prevê a Constituição Federal. “A ideia do aprendiz é que ele seja preparado, é um aprimoramento da educação. Mas eu não posso pensar em um menor na condição de aprendiz como empregado. Existe uma cota a ser cumprida pelas empresas, mas a gente não deve naturalizar o trabalho do menor de 18 anos como sendo uma questão que vai resolver os problemas. Os problemas vão ser resolvidos por políticas públicas do Estado. E quando o Estado não atua, a gente vai ter que substituir isso por ações da sociedade civil. Essa comissão é o Poder Judiciário colando-se a esse processo para oferecer uma alternativa”.
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Foto: Julia Vigné / Bahia Notícias
A demanda gerada pela judicialização sobre impasses na área de saúde representam cerca de 70% dos processos do Judiciário baiano, informou nesta sexta-feira (15) a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro. A maior parte dos casos, segundo ela, envolvem medicamentos, próteses e procedimentos em geral. A desembargadora esteve no lançamento da Câmara de Saúde, lançada pelo TJ-BA e pela Secretaria de Saúde (Sesab) durante evento no Shopping Bela Vista. O tem como objetivo reduzir os casos de judicialização, quando os cidadãos ingressam com processos judiciais na busca pelo direito a receber medicamentos custeados pelo Estado. De acordo com Maria do Socorro, o diferencial do projeto é que ele reúne todos os órgãos públicos relacionados com o tema, como a Procuradoria-Geral do Estado, o Ministério Público, a Defensoria, a Sesab e até representantes da prefeitura de Salvador. Na Câmara, as audiências de conciliação terão duração de duas horas e, caso o magistrado acredite que pode ser solucionado, o processo será encaminhado ao órgão competente. No início, as ações analisadas só envolverão o Sistema Único de Saúde (SUS) que envolvam casos de Salvador. A intenção é que, quando for solucionado, o medicamento seja distribuído para o requerente em até 24 horas.
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Levantamento feito pelo governo federal e municípios mostra que 855 cidades estão em situação de alerta ou de risco para epidemias de dengue, chikungunya e zika neste verão. Esse grupo, equivalente a 37,4% dos municípios pesquisados, apresenta altos índices de criadouros do Aedes aegypti, vetor das três doenças. O número, 18% menor do que o apontado no levantamento de 2015, causou um misto de apreensão e frustração entre autoridades sanitárias. A expectativa era de que a redução fosse maior, principalmente por causa da grande discussão em torno da microcefalia, má-formação congênita associada à infecção pelo zika. Todo aparato montado ao longo deste ano, as visitações feitas nos domicílios, trouxeram um impacto menor do que o esperado. A consequência é a de que o Brasil se prepara para enfrentar um verão com dez capitais com número de criadouros do mosquito muito acima do que é considerado seguro e com o risco de maior circulação do chikungunya, uma doença que pode se tornar crônica, provocar dores e ser incapacitante. Ao apresentar os dados, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, reconheceu que a redução de criadouros foi menor do que o desejado e responsabilizou os municípios e a população:
"Por isso que o presidente do Conselho de Secretários Municipais está aí. Para que motive os municípios a participar de uma forma mais efetiva. Não há força pública capaz de combater o mosquito. Ou a população se engaja ou nós não vamos conseguir vencer essa batalha." O ministro voltou a dizer que a maior preocupação deste ano é com chikungunya. "Qualquer crescimento do número de criadouros representa o risco de mais pessoas atingidas. E é uma doença incapacitante, gera muitas dores, as pessoas requisitam auxílio-doença, custa caro para o governo. Nossa preocupação é sensibilizar a população, para que se proteja, para que use repelentes, para que evite a exposição ao mosquito", disse. Embora os resultados obtidos ao longo do ano sejam pouco animadores, Barros afirmou esperar que o trabalho de combate ao mosquito nos próximos meses seja eficaz. Questionado se haveria uma epidemia no País de chikungunya no próximo ano, ele afirmou: "Mesmo se os casos dobrarem, teremos 500 mil casos. Não é uma epidemia para o Brasil, mas é uma preocupação", disse. O levantamento, batizado de Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), foi feito em 2.284 dos 3.704 municípios considerados aptos para fazer a pesquisa, por terem mais de 2 mil imóveis. A pesquisa é feita por adesão. Barros afirmou haver uma proposta de se transformar, para o próximo ano, o LIRAa em obrigatório a todos os municípios. "Todos têm de colaborar." O trabalho deste ano mostra que nas regiões Nordeste e Sul, a maior parte dos criadouros foram encontradas em depósitos de água, como tonéis tambores e caixas. No Nordeste e Centro-Oeste, depósitos maiores foram encontrados em depósitos de lixo. O Sudeste foi a única região em que a maior parte dos criadouros estava em depósitos domiciliares. No Nordeste, metade dos municípios está em situação de alerta ou de risco. Entre elas, destaque para as capitais Rio Branco, Belém, Boa Vista e Manaus. No Nordeste, o número é ainda mais preocupante: 63,2% das cidades estão em situação de risco ou de alerta. Capitais estão nesta lista: Aracaju, Salvador, Recife. No Centro-Oeste, 21,5% dos municípios visitados estão em condição de risco e alerta. No grupo com essa classificação estão as capitais Cuiabá (em situação de risco)e Goiânia. No Sudeste, Vitória está em situação de alerta. Ao todo, 22,9% das cidades que fizeram o LIRAa estão em situação de alerta e risco. São Paulo, Rio estão em situação considerada satisfatória.
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O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (24) que apenas 1,8% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de que pelo menos 1% da população seja doadora de sangue, a pasta ressaltou que trabalha constantemente para aumentar o índice, uma vez que não há substituto do sangue. Com esse objetivo, o ministério está apoiando a iniciativa desenvolvida pela Uber, em parceria com 40 hemocentros, de 25 cidades do país, para estimular a doação de sangue. "Precisamos expandir essa compreensão e doar sangue de forma regular, voluntária e solidária. Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, mas o sangue é insubstituível. Por isso, as doações são fundamentais o ano inteiro", reforçou o ministro Ricardo Barros.
Em 2015, cerca de um milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vez, o que representa 38% do total das doações. Já outras 1,6 milhão de pessoas, ou 62% do total, retornaram para doar. Durante o período, foram realizadas 3,7 milhões de coletas de bolsa de sangue no país, resultando em 3,3 milhões de transfusões. Apesar disso, os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Hemorrede Pública Nacional encontram-se com os estoques no limite, apresentando dificuldades na manutenção dos estoques estratégicos e necessitando de mais doadores. "Embora o sistema brasileiro seja uma referência internacional, é fundamental fazer a manutenção e a ampliação permanente das doações", lembrou a coordenadora-substituta de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rosana Nothen. A Campanha Nacional de Doação de Sangue tem como slogan "Doar sangue é compartilhar vida" e tem o objetivo de constituir uma cultura solidária de doação de sangue espontânea na população brasileira, independentemente das características individuais e de o doador conhecer ou não a pessoa que precisa de sangue.
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- Blog da Resenha Geral
- 26 Nov 2016
- 12:00h
O oficial de Justiça entregou a intimação para reintegração de posse aos integrantes do movimento Ocupa UESB, na tarde dessa sexta-feira (25). A liminar concedida pelo juiz Ricardo Frederico Campos determina que o prédio da Universidade em Vitória da Conquista seja desocupada de forma pacífica até as 16 horas deste sábado (26), estando permitido o emprego de força policial em último caso. A notícia foi recebida com festa pelo Movimento contrário às ocupações, Liberta Uesb, que requereu a liminar. Através de nota, o Liberta Uesb declarou que “deseja que os invasores atendam voluntaria e pacificamente os termos da decisão judicial, respeitando o poder jurisdicional manifestado e que deixem o local livre para a retomada e o desenvolvimento das atividades que lhe competem”. Confira a nota na íntegra:
A comunidade acadêmica da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia alcançou uma vitória significativa para a consolidação de um espaço democrático. O Poder Judiciário, a partir de parecer favorável do Ministério Público, reconheceu a ilegalidade do movimento que invadiu o campus da UESB e que privou, no período de pouco mais de um mês, estudantes e servidores de terem acesso a universidade. O Juiz da Vara da Fazenda Pública de Vitória da Conquista proferiu uma decisão liminar, que determinou a “desocupação” de maneira voluntária e pacífica aos invasores do campus, no prazo de 24 horas, a contar dessa sexta-feira (25). Os autores da ação de reintegração de posse (integrantes do Liberta Uesb) acompanharam a Oficiala de Justiça designada ao encaminhamento dessa intimação. No entanto, nenhum representante do movimento se dispôs a assinar o mandado, mesmo tendo eles ciência de seu inteiro teor e ainda deliberado a respeito em assembleia. A Oficiala declarou o ato de intimação cumprido, uma vez que o conteúdo da ação e da decisão foi exposto aos seus destinatários, de tal modo, que os invasores têm até às 16 horas desse sábado (26/11) para desocuparem voluntariamente o campus, estando permitido o emprego de força policial em último caso. O Movimento Liberta Uesb deseja que os invasores atendam voluntaria e pacificamente os termos da decisão judicial, respeitando o poder jurisdicional manifestado e que deixem o local livre para a retomada e o desenvolvimento das atividades que lhe competem. Salientamos ainda que nossas ações foram tomadas através de meios institucionais, com respeito ao Estado democrático de Direito e com o apoio maciço da população conquistense. Dessa forma nos manteremos sempre vigilantes, para que a liberdade prevaleça no ambiente acadêmico.
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Foto: Reprodução / Jequié Repórter
Um contador foi assassinado na porta de casa na Rua Manoel Vitorino, em Jequié, por volta das 22h desta sexta-feira (25). De acordo com informações do site Jequié Repórter, Odelival Serra Santana, conhecido como Dedé, estava dentro do carro, conversando com a esposa, quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro. Armado, o caro desceu da moto e anunciou o assalto. Após a vítima se negar a entregar o veículo, o suspeito efetuou um disparo que atingiu a cabeça do homem. Ele morreu no local. Ainda segundo o site, após o latrocínio, o criminoso roubou o carro da vítima e fugiu em sentido ao bairro São Judas Tadeu. O comparsa dele também fugiu com a moto, mas o possível destino não foi informado. Comunicados do crime, policiais militares do Comando Especializado Tático Operacional começaram uma perseguição contra o suspeito que estava com o veículo e, momentos depois, ele foi encontrado pelos agentes. De acordo com a polícia, o criminoso reagiu à voz de prisão e efetuou disparos contra os policiais. No confronto, o homem foi baleado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Geral Prado Valadares, mas não resistiu aos ferimentos. O comparsa dele está sendo procurado pela polícia.
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E/RJ informou na noite desta sexta-feira (25) que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho já pagou a fiança de R$ 88 mil, estabelecida pelo TSE como condição para a revogação de sua prisão domiciliar. O tribunal regional relatou, em nota, que recebeu nesta sexta o comunicado com o voto da ministra Luciana Lóssio, anulando a decisão inicial de prisão. Ainda segundo o TRE, após a notificação, o juízo da 100ª Zona Eleitoral (Campos dos Goytacazes) determinou que fosse aberta uma conta depósito para o pagamento da fiança e comunicou o advogado de Anthony Garotinho. "A fiança, no valor de R$ 88 mil, já foi paga", acrescentou o tribunal, em nota. Ainda de acordo com o TRE, o Juízo da 100ª ZE já entrou em contato com o Juízo da 3ª Zona Eleitoral (Flamengo - Capital), que abrange o domicílio do ex-governador, para que seja feita a verificação de antecedentes de Garotinho. Depois do procedimento, o oficial de justiça deve cumprir a decisão que revogou a prisão e, além disso, pegar a assinatura de Garotinho no documento em que ele se compromete a cumprir todas as medidas cautelares impostas no despacho judicial.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia revogado o mandado de prisão contra Garotinho, decretado nesta quinta (24). A determinação da Justiça havia sido decretada antes da operação Chequinho, da Polícia Federal, que prendeu suspeitos de envolvimento com um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Na mesma decisão que anulava a prisão, o TSE estabeleceu uma série de restrições. Os ministros proibiram Garotinho de ter contato com testemunhas do processo e determinaram que ele não poderá mudar de endereço e se ausentar da residência por mais de três dias sem avisar o juiz do caso.Garotinho também não poderá retornar, até o final do processo, a Campos de Goytacazes, município do Rio administrado pela mulher dele, Rosinha Garotinho, no qual ele exercia o cargo de secretário de Governo. Segundo as investigações, o ex-governador comandava um esquema de compra de votos na cidade. Garotinho foi preso no dia 16 acusado de, como secretário municipal, ter ampliado o programa social Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário, para corromper eleitores. A defesa do ex-governador afirma que ele passou mal após ser preso na semana passada. Na ocasião, Garotinho foi levado para o Hospital Souza Aguiar, da rede pública. De lá, foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.
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As unidades de Saúde de todo o Estado da Bahia estão encontrando dificuldades na implantação do prontuário eletrônico, que se tornou obrigatório em outubro deste ano corrente. O Ministério da Saúde deu o prazo de implantação total para todas as unidades de Saúde do país até o dia dez de dezembro. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) dos 417 municípios, apenas 43 utilizam algum tipo de prontuário eletrônico em todas as unidades básicas de saúde; outros 30 utilizam o prontuário, mas não em todas as unidades. Em relação à informatização, 58 municípios possuem equipamentos em todas as unidades e 264 possuem uma informatização parcial. Só 52 municípios possuem conectividade com a internet em todas as unidades que, de acordo com a Sesab, é o dado que mais “preocupa”, tendo em vista que é necessário ter conexão com a internet para enviar as informações do prontuário eletrônico para o Ministério da Saúde, em Brasília. Os municípios que não enviarem os dados correm o risco de ter suas verbas, que são repassadas pelo Ministério, cortadas. As verbas incluem valores referentes aos programas de saúde da família e nas escolas, o que poderia interferir diretamente na assistência à população.
Outro dado importante é que 337 municípios tiveram dificuldade para aquisição dos equipamentos, apenas 74 não possuem dificuldade e seis não informaram. Em setembro de 2015 a Bahia recebeu 1.516 computadores do Ministério da Saúde para instalar o prontuário. Ao todo, 28 municípios foram contemplados com impressoras e computadores, que variaram entre duas impressoras para Pilão Arcado e 34 para Paulo Afonso e 297 computadores para Juazeiro e dez para Pilão Arcado. A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) afirmou que os serviços de marcação de consulta, farmácia, laboratório, emissão de cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), cadastro e vacina, além da sala de administração das unidades, já estão funcionando em todas as 160 unidades dos municípios. De acordo com Ariovaldo Borges Junior, coordenador da área de tecnologia da SMS, todas as unidades estão com internet e informatizadas, mas existem problemas de conexão à internet, principalmente em locais mais afastados, como o Subúrbio, Cajazeiras e São Caetano, que a instabilidade da internet não atende a demanda grande que as unidades possuem. Com relação ao prontuário eletrônico no consultório médico, a implantação nas unidades só irão começar a partir de dezembro e tem a estimativa de término no final de 2017. A primeira unidade, que receberá o piloto, será a unidade de saúde da Federação. Ariovaldo Júnior afirmou, com relação ao investimento que só em equipamento, como impressoras e computadores, serão R$ 8 milhões de reais. “São em torno de oito, nove computadores por unidade, fora a impressora. É um investimento grande, fora os recursos que vão ser utilizados com pessoal, suporte, treinamento, instalação de cabos, entre outros”, explicou. O sistema que será implantado em Salvador está sendo desenvolvido há quatro anos, de acordo com o coordenador, e tem total integração com o sistema do Ministério da Saúde. “O sistema é integrado e, dessa forma, os médicos tem acesso a todas as informações dos pacientes em qualquer unidade que ele vá. É um ganho para a saúde”, comemorou o coordenador.
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O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu nesta sexta-feira (25) manter o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) preso em Curitiba. O ministro rejeitou um pedido de medida liminar da defesa do peemedebista, que tenta conseguir no STJ a soltura de Cunha. Segundo informou o STJ em sua conta oficial no Twitter, a decisão de Fischer "considerou suficiente a fundamentação da ordem de prisão, que fala em risco de reiteração e persistência na pratica delitiva". A íntegra da decisão de Fischer não havia sido divulgada até a publicação deste texto. Cunha foi cassado em 12 de setembro pelo plenário da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Sem mandato, o peemedebista perdeu o benefício do foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista foi preso no dia 19 de outubro em Brasília por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Àépoca, a defesa do ex-deputado considerou a decisão "surpreendente" e "absurda". Os procuradores da República em Curitiba sustentaram que a liberdade do ex-parlamentar "representava risco à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade", já que Cunha tem cidadania italiana.
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O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, morreu à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado (26), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana. "Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz", disse Raúl Castro. "Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas" deste sábado, prosseguiu o irmão. As cinzas serão enterradas em 4 de dezembro, na cidade de Santiago de Cuba, após percorrerem o país numa caravana de 4 dias. Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro.
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O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (23) um programa voltado para a saúde da criança indígena, com a meta de reduzir em 20% a mortalidade nessa parcela da população até 2019. Dados da pasta mostram que a mortalidade infantil indígena, de 31,28 por mil nascidos vivos, é mais que o dobro da média geral nacional, de 13,8. "O modelo de assistência indígena é diferente, pela própria característica de distância que as aldeias estão das estruturas de saúde. Por isso, estamos buscando mais resolutividade nas ações de saúde para que possamos melhorar os índices que, lamentavelmente, não são os mesmos da média dos demais brasileiros", afirmou o ministro Ricardo Barros. O ministério apontou que metade das mortes de crianças indígenas ocorre antes de elas completarem um ano. A maioria dos óbitos (65%) é por doenças e causas evitáveis, como problemas respiratórias, nutricionais e parasitários. O foco do novo programa é atuar principalmente no combate a esses problemas. O diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Allan Sousa, afirmou que estas são as mortes mais preocupantes, já que podem ser prevenidas com uma estrutura relativamente simples. "Os óbitos nessa faixa etária mostram ou que o pré-natal não foi feito com qualidade, ou que o acompanhamento da criança não está sendo feito", ressaltou. Para a diretora de Atenção à Saúde Indígena, Regina Celia Resende, outro grande problema nas aldeias é que as mães estão deixando de amamentar os bebês muito cedo. Em média, o período de amamentação dura quatro meses, quando a recomendação é de, no mínimo, seis meses.
De acordo com o Ministério da Saúde, a dificuldade nos registros de informações de nascidos vivos e de óbitos também interfere no diagnóstico e na formulação de políticas públicas direcionadas para essa população. O programa lançado nesta quarta tem como metas garantir que 85% das crianças menores de 5 anos tenham esquema vacinal completo, alcançar 90% das gestantes com acesso ao pré-natal, implementar as consultas de crescimento e desenvolvimento para crianças indígenas menores de 1 ano, chegando a 70% e investigar ao menos 80% das mortes de mães e de recém-nascidos e abortos. A prioridade na implantação das ações é nos 15 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, cujo índice de mortalidade está acima da média ponderada por ano: Maranhão; Yanomami; Xavante; Caiapó do Pará; Alto Rio Juruá; Alto Rio Purus; Altamira; Amapá e Norte do Pará; Médio Rio Purus; Rio Tapajós; Mato Grosso do Sul; Alto Rio Solimões; Tocantins; Porto Velho e Vale do Javari.
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A Taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais caiu pelo quarto ano consecutivo, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na manhã desta sexta-feira (25). O índice foi estimado em 8% da população (12,9 milhões de pessoas). Em 2014, ele ficou em 8,3%; em 2013, a taxa era de 8,5% e, em 2012, era de 8,7%. Em todas as regiões do país a taxa de analfabetismo caiu, com exceção da Região Norte, onde ela avançou de 9% para 9,1%, depois de quatro quedas seguidas. De acordo com os dados divulgados nesta sexta, a Região Nordeste continua registrando a taxa mais alta de analfabetismo no país. O índice ficou em 16,2% nos estados nordestinos, ante 16,6% na edição anterior da pesquisa.
A Pnad aponta que a taxa de analfabetismo varia conforme a idade dos adultos. Entre os jovens de 15 a 19 anos, a taxa registrada foi de 0,8%; já entre as pessoas com 60 anos ou mais, o índice de analfabetismo sob para 22,3%, segundo as estimativas de 2015. Isso quer dizer que pelo menos um a cada cinco idosos brasileiros não sabem ler nem escrever.
Analfabetismo funcional
A taxa de brasileiros considerados analfabetos funcionais – ou seja, que têm 15 anos ou mais de idade, mas tiveram menos de quatro anos de estudo formal, caiu de 17,6% em 2014 para 17,1% em 2015. Nesse caso, o índice caiu em todas as regiões, e a Região Nordeste é, mais uma vez, a que registrou a taxa mais alta (26,6%, contra 27,1% no ano anterior).Entre 2004 e 2015, os dados registram um crescimento de 20% na escolaridade média dos brasileiros de 10 anos ou mais: em 2004, o número médio de anos de estudo das pessoas nessa faixa etária era de 6,5. Em 2015, essa média subiu para 7,8 anos. A Região Sudeste é a que tem a maior média de anos de estudo (8,5), seguida pelo Sul (8,3), o Centro-Oeste (8,2), o Norte (7,3) e o Nordeste (6,7).
Escolaridade
Considerando a população com 25 anos ou mais de idade, o Brasil registrou um ligeiro aumento no número de pessoas com diploma, e uma pequena redução no número de pessoas com ciclos de ensino incompletos. O número de pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo caiu de 11,7% para 11,1%; o de pessoas com ensino fundamental incompleto caiu de 32% para 31,3%. Já a taxa de pessoas com ensino médio incompleto era de 4,2% em 2014 e foi de 4,1% em 2015; e o número de pessoas com ensino superior incompleto mudou de 3,9% para 3,8%. Por outro lado, o número de brasileiros com 25 anos ou mais com ensino fundamental completo mudou de 9,5% para 9,6%; o de pessoas com ensino médio completo foi de 25,5% para 26,4%, e a população com diploma do ensino superior foi de 13,1% para 13,5%.
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(Foto: Reprodução)
A internet do Brasil enfrentou duas situações distintas em 2015. A quantidade de internautas brasileiros ultrapassou a casa dos 100 milhões e o ano foi o primeiro a registrar uma redução no número de casas que possuíam computadores com acesso à internet. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25). O total de domicílios com a presença de computadores caiu de 32,5 milhões para 31,4 milhões (48,5% do total para 46,2%) entre 2014 e 2015. É bom notar que essa é a primeira queda em números absolutos. Em 2014, houve queda percentual. A quantidade de residências que tinham PCs conectados à internet também recuou no mesmo período. Passou de 28,2 milhões para 27,5 milhões. Apenas três unidades federativas não apresentaram recuo na presença dos computadores em residências: Distrito Federal (70,4%), Santa Catarina (57,3%) e Rio Grande do Norte (37%). A queda foi generalizada nos outros, mas maior percentualmente no Acre, Mato Grosso e Amapá. "Isso se deve ao crescimento do acesso por meio de outros equipamentos e em outros locais que não o domicílio”, analisa o IBGE.
Com celular
O “outro equipamento” citado pelo instituto é o celular. E esse cenário é um aprofundamento de uma situação constatada na Pnad de 2014. No relatório daquele ano, o IBGE havia mostrado que os smartphones tinham passado os computadores e se tornado os aparelhos preferidos dos brasileiros para acesso à internet. A Pnad de 2015 mostra que o celular continua tomando espaço de outro equipamento: o telefone fixo. Os aparelhinhos móveis passaram a ser o único telefone de 58% das casas brasileiras, um avanço de 1,7 ponto percentual. O fenômeno é mais forte nas regiões Norte (74,7%) e Nordeste (72,8%).
Mas nem tanto
Segundo o IBGE, o Brasil tinha 63,5 milhões de casas com telefone (fixo ou celular). Apesar de ter diminuído em 855 mil o total de domicílios com o aparelho, o percentual de casas com acesso ao equipamento variou pouco. A penetração dos aparelhos ficou em 93,3%, apenas 0,1 ponto percentual abaixo do indicado em 2014.
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